Não sabia a que horas Hermione voltaria, mas estava tão ansioso por isso quanto um adolescente apaixonado. Pelo menos sabia que iriam almoçar juntos, e provavelmente ela tentaria conversar sobe o que ocorrera, novamente. Quando elas chegaram, Draco estava sentado no sofá do escritório, falando com Paul sobre os vinhos da região. Ele sentiu duas mãos pequenas o abraçarem pelas costas e um beijo casto ser depositado na sua nuca e simplesmente sabia que era ela.
- Como passou a manhã? – Ela perguntou assim que Draco virou-se para vê-la.
- sozinho e me sentindo abandonado. – Falou manhoso e Hermione riu.
- Hoje tem o ensaio do casamento e uma festa para os convidados.
- Isso quer dizer que a Mary vai te roubar de mim de novo? – Ele deu um sorriso cínico.
- Basicamente, nós temos que cuidar do cabelo e da maquiagem. – Assim que ela terminou de falar, ele a beijou.
- Estava morrendo de vontade de fazer isso.
Mary interveio mais uma vez para chamar Hermione. O dia passou rapidamente com as mulheres entretidas com cabelo e unhas e os homens na maior parte do tempo falando ou assistindo jogos de quadribol. A noite havia chegado, a maioria dos casais não tinham se encontrado durante a tarde. O clima de suspense estava consumindo Draco, afinal as mulheres haviam se trancado num maldito quarto e ninguém tinha permissão para entrar lá. O relógio no punho tinha sido consultado algumas vezes, Draco estava pronto e esperando a cerca de meia hora no hall, trajava um belo terno Armani com uma camisa de linho e uma gravata do mesmo estilista, calças com um bom corte e sapatos esportes incrivelmente pretos.
As mulheres começaram a descer as escadas uma por uma, todas estavam devidamente trajadas e bastante agradáveis. Mary estava bastante bonita em um vestido bege, mas os olhos de Draco brilharam somente quando uma Hermione poderosa surgiu no topo da escadaria, usando um vestido bordô que a deixou fantástica, os olhos dela estavam maquiados e demonstravam mais segurança do que nunca.
Ela observou Draco e o que viu nos olhos dele a fez sentir como se fosse a mulher mais sexy do universo. Ela desceu completamente as escadas e ele gentilmente lhe ofereceu a mão. O toque seguinte nas costas nuas a fez estremecer. Draco era um homem poderoso e tinha certeza de que ele usava todo esse poder sobre ela. Ele a beijou nos lábios de modo rápido.
Draco sabia que se mantivesse o contato, teria uma vontade intensa de possuí-la ali mesmo, por isso optou por se afastar. Conduziu Hermione até o carro, a mesma tinha um sorriso feminino tão adorável que simplesmente despertava sentimentos que Draco acreditava não poder sentir, afinal desde a infância perturbada, amor era uma espécie de palavra proibida. Ele rapidamente eliminou esses pensamentos e voltou a se concentrar na estrada.
O local onde aconteceu o ensaio era bastante aconchegante, depois da pequena cerimônia de ensaio houve uma festa a beira da piscina na casa de campo. Todos que estavam ali podiam notar Draco e Hermione como um casal realmente apaixonado, afinal eles estavam quase o tempo todo de mãos dadas, sorrindo um para o outro e ele a abraçava sempre que a via entre as amigas, ou sozinha, as incontáveis taças de champagne estavam a deixando relaxada, mas sempre que Draco se aproximava e beijava de leve seu pescoço, seus músculos tencionavam.
- Por que você está tão tensa assim? – Ele perguntou sussurrando no ouvido por trás. As mãos fortes passando por seus ombros e braços, a fazia sentir-se mais relaxada do que o champagne.
- Não sei. Acho que o ambiente de casamento me deixa assim. – Ela disse, virando-se para ele e arrumando a gravata. – Você está muito bonito, as garotas estavam comentando o quanto eu tenho sorte. Isso só prova que é muito cruel ter 28 anos e ser solteira. – Ela riu.
- Você quer dançar? – Ele estendeu a mão e ela aceitou.
Uma música leve e bastante romântica tocava, um sucesso dos anos 50 chamado Cry me a river, quando eles foram para a pista. Hermione encostou a cabeça no ombro largo.
- Acho que você só está solteira por que quer, afinal cada mulher escolhe a vida amorosa que quer ter. E você não está só bonita, você está tão linda que eu estou louco pra voltar para o quarto e te levar pra cama desde que você desceu aquelas escadas. Eu não sei o que você faz comigo Hermione, mas com certeza vai foder com minha vida quando a gente voltar. – Hermione escutou o sussurro e arrepiou-se, não sabia o que ele quis dizer com a última parte, mas de repente sentiu-se bem consigo mesma, sentiu-se uma mulher capaz de seduzir um homem. Ela o encarou e seus olhos transbordavam uma sensualidade intensa.
Hermione sabia que apesar de tudo, havia algo acontecendo entre eles, talvez fosse apenas o sexo ou talvez não existisse nada. Mas naquela fração de segundos em que os olhos se cruzaram ela se sentiu feliz e segura por estar nos braços dele. O momento foi interrompido por uma garotinha loira que exigia dançar com Draco. Hermione riu e ele a soltou e segurou a menininha no braço e dançou com ela.
Hermione não acreditava que Draco fosse tão bom com crianças o que a fez pensar que ele daria um ótimo pai. Ela se afastou por um momento para próximo da piscina e quando Draco percebeu deixou a garotinha com a promessa de que ainda dançaria com ela e foi em direção a Hermione sendo impedido por Mary, que o arrastou até a adega com a desculpa de querer um favor. Ela parecia um pouco fora de si.
- O que você quer que eu faça?- Ele tentou ser delicado com ela.
- Eu quero que você transe comigo, Malfoy. – Ele sentiu vontade de rir, não ficaria com ela, não era seu tipo e ainda mais quando acreditava ter uma possível noite incrível com Hermione.
- Não. – Ela o olhou com uma cara de quem não havia entendido. – Se fosse, em outra época, quem sabe? Mas agora? Não. – Ele ia em direção a porta.
- O que ela tem que eu não tenho? E parece que só você vê, por que o Paul dormiu comigo pelo menos uns três meses antes de terminar com ela. – Ela se vangloriava por aquilo.
- Ela é Hermione, é isso que ela tem. E alguns homens se sentem acuados com a falta de liberdade, o que obviamente não é o meu caso. – Ele saiu de lá furioso.
Hermione estava sentada em uma das poltronas ao redor da piscina, estava praticamente sozinha e a brisa que corria a atraiu para lá. Segundos depois Paul apareceu próximo a ela.
- Posso sentar? – Ele perguntou apontando para a cadeira.
- Claro. – se fumasse e tivesse um cigarro ali, com certeza o fumaria. Estava tensa. Era como se Paul próximo a ela fosse uma espécie de ameaça e era isso que ele exalava, ameaça. Ele sentou e a encarou. – E então...
- Eu vou ser bem direto. Você trouxe o Malfoy aqui pra me torturar não foi? – Ela não falou nada. – Se foi, você está definitivamente conseguindo.
- Eu e o Draco vamos nos casar. E você já não significa nada para mim, para que eu o torturasse. Afinal você não merecia isso, pelo menos você foi sincero comigo. – Quando terminaram, ele não dissera o motivo, e isso a frustrara muito na época. Aquelas palavras mexeram o ego masculino, o ferindo. Hermione levantou e antes que pudesse dar mais um passo Paul se postou em sua frente. Ele era alto, mas não tanto quanto Draco e nem mais forte. Foi o que Hermione pensou. Paul estava prestes a avançar sobre ela.
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Draco tentou voltar o mais rápido possível para perto de Hermione, depois do incidente com Mary. Mas a cena que viu quando se aproximou da piscina não foi nada agradável aos seus olhos. Paul estava tentando segurar Hermione para que a mesma não passasse. Ele correu até lá.
- Que tal você se meter com alguém do seu tamanho Paul, e deixar a Hermione em paz. – Draco falou com uma expressão indefinível no rosto e as mãos nos bolsos da calça aparentando uma tranqüilidade que Hermione sabia não se real. Assim que Paul a deixou passar, ela correu para perto dele. Ela tremia, não sabia se de frio ou de medo, então colocou o paletó sobre os ombros desnudos.
- Me tira daqui, Draco... Por favor. – A suplica em forma de sussurro o fez querer protegê-la pelo resto da vida e dar um tiro no idiota que a tinha deixado nervosa daquele jeito. Draco a levou para o quarto e a envolveu com um dos cobertores.
- O que aconteceu lá? – ele perguntou quando ela sentou-se na cama e tomou um copo d’água.
- Eu não sei. Eu percebi algo nos olhos dele, algo que me fez querer fugir e ele tentou me prender e eu não sei o que aconteceria se você não tivesse aparecido. – Ele a abraçou forte, fazendo-a sentir-se segura como poucas vezes sentira.
- Eu prometo que não vou mais sair de perto de você nessa viajem, não mais. – Ele pensou em contar sobre Mary, mas isso só pioraria as coisas e a deixaria mais nervosa. – Está tudo bem agora. – E por um impulso ele a beijou. Hermione não sabia o porquê, mas queria se agarrar a Draco com todas as forças como se ele fosse sua tábua da salvação. E ela correspondeu com um beijo tremido, que fez Draco a deitar na cama. Não importava o que elas passariam dali para frente. Ele tirou as cobertas em que ela estava enrolada e suspirou em apreciar a bela visão do corpo dela ainda coberto por aquele vestido. Gostara de vê-la assim, estava louco para arrancar-lhe as vestes desde a festa e isso estava o matando aos poucos. Quando ela desamarrou os cabelos, desmanchando o penteado e deixando os cabelos ondulados caírem pelos ombros, ele achou que talvez nunca fosse encontrar alguém como ela na vida.
Draco retirou os sapatos, sem tirar as mãos do corpo dela e sem parar de beijá-la por um segundo sequer. Ela abriu os botões da camisa dele com mãos trêmulas, e assim que o fez passou as mãos pelo peito largo e em seguida pelos ombros distribuindo beijinhos por todo o torso, pescoço e pelo maxilar quadrado nele. Draco desfez o nó do vestido e o tirou delicadamente, para em seguida fazer uma trilha com a língua até um dos mamilos o mordicando. Hermione fechou os olhos, não queria ver absolutamente nada só queria sentir e ouvir Draco usufruindo do seu corpo como se ela fosse completamente dele. Ele traçou com os dedos do vale entre os seios passando pela barriga lentamente e descendo até o centro da sua feminilidade, introduzindo dois dedos ali e movimentando-os.
Ele observava todas as reações do corpo dela quando os dedos foram introduzidos, observou como ela arrepiou-se quando isso aconteceu, como ela segurou firme em seus braços fortes e os olhos estavam fechados, notou como a respiração ficou entrecortada e ofegante. Ela estava tão molhada e os músculos tensionados pareciam querer tornar seus dedos parte do corpo feminino. Ela estava tão próximo do orgasmo quando ele pressionou o polegar no clitóris e lambeu sua barriga de forma tão sensual que ela jogou a cabeça para traz e gemeu, não iria gozar ainda, não podia. Draco parecia cultuar seu corpo, como se ela fosse uma deusa, e isso a deixava ainda mais excitada, era como se ela fosse absolutamente tudo que ele precisasse para sobreviver.
- Draco... Eu preciso de você agora. – Os dedos tencionaram sobre a pele máscula e as unhas cravaram nos ombros. Ela estava tendo espasmos fortes e Draco não parava com aquela tortura. – Eu não vou gozar se você não estiver comigo. – E os olhos foram abertos lentamente e Draco percebera a quantidade de sentimentos naquele olhar. Ele rapidamente tirou a calça e a cueca, e olhando a nos olhos ele substituiu os dedos pelo pênis teso e grosso, o que fez Hermione gemer alto e quase gritar o nome dele. Draco estava sendo extremamente carinhoso e quando ela o enlaçou pela cintura, ela a penetrou mais fundo, perdendo de vez o pouco de autocontrole que restava, Hermione teve um orgasmo, e cerca de três minutos depois ambos explodiram e em um orgasmo tão poderoso que a fez gritar o nome dele e o abraçar fortemente cravando as unhas nas costas alvas e o fez cair por cima dela. Draco apoiou-se nos cotovelos e retirou uma mecha de cabelo pondo-a atrás da orelha. Ela continuava de olhos fechados, Hermione sabia que aquilo que partilharam havia ido além de apenas sexo, era uma coisa nova e totalmente inusitada e quando ele a beijou nos lábios e em seguida nos ombros nus, ela soube que poderia viver daquele modo pelo resto da vida. Mas sabia que Draco não era do tipo que compartilhava suas opiniões.
- Isso foi...
- incrível. – Ele completou. – Eu sei. Mas agora nós precisamos dormir. – E foi o que fizeram. Draco a acomodou em seu peito e a abraçou pela cintura. Estava tão confortável que tinha medo de que aquilo não durasse. E só de pensar na possibilidade ele ficava irritado. Seria difícil quando isso terminasse e ele não compartilhasse mais a cama e nem a vida de Hermione.
Na manhã seguinte, ele acordou e Hermione não estava mais no quarto, sentiu um vazio tão grande porque ela não estava mais ali.
Hermione abriu a porta trazendo uma bandeja com um café da manha preparado e viu Draco sorrir para ela assim que o fez, ela colocou a bandeja sobre ele.
- Sabe, nós estamos parecendo um casal de verdade agora. – Mas ela não riu, estava bastante seria.
- Draco, nós precisamos conversar. Ontem a noite, bem, não era para acontecer. Eu não sei o que deu em mim, e isso não vai dar certo, me desculpe. Sério não queria que você pensasse que eu sou essa vadia que... – Draco não a deixou terminar, apenas a abraçou forte e a beijou.
- Melhorou? – Draco a soltou, ela estava mais calma e fez que sim com a cabeça. – Se você tem tanto problema com sexo casual, eu proponho um acordo. Durante o resto dessa semana nós seremos o casal mais apaixonado dessa festa e isso inclui sexo pelo menos todas as noites. – Draco Malfoy sempre fora um canalha, ela concluiu.
- Acontece Draco que eu não sou o tipo de mulher para sexo casual. – Ela estava irritada com ele. Não era como se simplesmente fosse aceitar esse tipo de acordo.
- Eu sei disso e é por isso que eu estou fazendo essa proposta. Você sabe Hermione, a gente combina, sexualmente falando – Ela corou. – E nesses últimos dias a gente tem se dado muito bem, certo?
- Eu acho que sim.
- Então temos um acordo. – Ele sorriu e quando a abraçou perderam o equilíbrio e ele caiu por cima dela. Draco a beijou, até ouvirem uma batida na porta e Hermione se livrou dele para atender. Era apenas uma das meninas perguntando se iriam descer para o café da manhã.
A semana passou voando com Draco se comportando como um perfeito noivo apaixonado e por mais que Hermione quisesse admitir que aquilo não tinha nenhum impacto sobre ela, estava só tentando esconder o que sentia de verdade e às vezes quando olhava nos olhos dele percebia algo diferente que a fazia querer morar nos braços dele, mas ele rapidamente disfarçava quando se pegava demonstrando aquilo. O sexo era algo perfeito entre os dois, eles tinham um sintonia corporal que Hermione lera em alguns livros. Era uma coisa absurdamente excitante ter Draco como amante e depois do ápice ele sempre falava coisas lindas para ela ou se abria, como em uma noite em particular em que ele lhe contou sobre como não queria ter uma família por conta do que passara na infância, que tinha medo de se tornar alguém como o seu pai. E que odiaria em algum momento da vida se assemelhar a ele. Contou-lhe que a fortuna dos Malfoy só foi totalmente restaurada quando ele assumiu as empresas e para que pudesse fazê-lo teve que trabalhar no ministério como forma de pagar a divida que tinha com a sociedade bruxa por conta do pai. Mas quando ele falou sobre o fato de ser apenas um adolescente e ter que matar alguém para salvar sua mãe que fora a única pessoa que realmente o amara, ela o abraçou forte e o beijou como um modo de exorcizar um pouco da dor e da culpa que ele sentia.
Draco sabia que naquela noite uma das barreiras impostas tinha desmoronado e talvez ele não soubesse realmente o que estava fazendo, mas sabia que não conseguiria deixá-la ir. Não para longe dele, por que naquele momento Hermione era a única coisa que fazia sentido em sua vida e ele não iria abdicar disso. Não mesmo.
O dia do casamento chegou, não era como se Hermione estivesse exatamente feliz, afinal depois daquele fatídico dia a pequena farsa criada por ela e Draco teria acabado e não era como se estivesse querendo que isso acontecesse.
Hermione acordou e observou Draco dormindo ao seu lado tão tranqüilo e relaxado que nem parecia ele mesmo. A noite anterior não tinha sido em clima de despedida, mas fora fantástica como todas as outras e por mais que quisesse negar estava envolvida com Draco, com o mistério que ele exalava e doçura com que a tratava. Isso era algo que em momento algum podia acontecer. Ele remexeu na cama e ela fingiu dormir novamente, Draco a abraçou pela cintura a trazendo para mais perto e beijou um dos ombros nus e em seguida o pescoço.
- Hora de acordar. Hoje é o grande dia. – Ele falou e se Hermione estivesse prestando atenção notaria que a voz dele estava carregada de pesar.
O casamento seria à tarde em um campo aberto, e mais uma vez Draco e Hermione passaram o dia separados. Poucos dias antes um casal de padrinhos afirmou que não poderiam aparecer então eles foram convidados a os substituírem e aceitaram de bom grado. Draco só voltou a vê-la depois que todas as madrinha tinham descido, eles passearam pelos jardins cumprimentando várias pessoas do mundo bruxo que ficaram chocados ao saberem do envolvimento dos dois.
Hermione ao longe avistou Gina e Harry ao longe e na ameaça de se afastar, Draco a segurou firme pela cintura.
- Aonde você vai? – Ele perguntou e ela podia jurar que sentira um medo, quase infantil na voz dele.
- Harry e Gina chegaram, vou só cumprimentá-los. – Ele não a deixou afastar-se antes de dá-lhe um beijo casto nos lábios.
Hermione andou rápido até o casal de amigos, Draco estava extremamente possessivo naquele dia.
- Então... Você e o Malfoy? Sério? – Harry perguntou com um tom de incredibilidade. – Mas depois que você e Rony não deram certo, acho que ele foi uma boa escolha. – O que? Harry tinha acabado de afirmar que Draco faria bem a ela? Isso era algo inacreditável.
- É uma farsa, Harry. Eu só não queria vim a esse casamento em particular, sem um acompanhante. – Harry riu.
- Nesse caso, eu vou pegar uma bebida. – O moreno de olhos claros saiu atrás de um garçom que passava com champagne, deixando Gina e Hermione a sós.
- Você está dormindo com ele não está? – Como ela fazia aquilo?
- O que? Por quê? – Hermione estava constrangida. – Certo como você sabe?
- Você está reluzente. Sério, tá escrito “estou transando com um cara gostoso” na sua testa. E, além disso, vi muita gente comentando sobre vocês. Segundo Mary vocês “tocaram fogo” no quarto. Odeio-a. - Gina riu da expressão que Hermione fez. – Por um acaso você está apaixonada pelo Malfoy?
- Não... Quer dizer... Eu não sei. Ah, Ginny, eu não sei o que fazer, não é como se eu pudesse me dar o luxo de gostar do Draco. Mas ele está sendo tão atencioso e carinhoso comigo, e um amante perfeito. O que eu posso fazer?
- Quer um conselho? – Hermione balançou a cabeça afirmativamente. – Aproveite e deixa acontecer uma vez na sua vida. Você sempre foi tão centrada, só tente relaxar um pouco, vai te fazer bem. – Gina parou de falar assim que Harry se aproximou e a abraçou pela cintura. Segundos depois, Draco se aproximava do casal e de Hermione.
- Malfoy. – Harry o cumprimentou formalmente. Depois da guerra eles se tornaram mais próximos, não o que se podia chamar de amigos, mas eram colegas.