Hermione não sabia porque estava agindo daquela forma, mas bastou olhar para o Professor para ter certeza que fizera uma boa escolha ao decidir usar aquela roupa.
– Snape... – sussurrou a garota, olhando-o fixamente – O que você quer falar comigo?
– Falar não se encaixa no que eu quero fazer... – respondeu o Professor, e antes que Hermione conseguisse ter qualquer reação, ele a pressionou contra a porta com o próprio corpo, a garota soltou um gemido baixo ao perceber quão excitado Snape já estava.
Ele devia se controlar, sabia perfeitamente disso. Mas seu desejo falou mais alto ao ver a garota entrar em sua sala vestida daquela forma.
Aos poucos foi tomando consciência das mãos de Hermione, que pousavam em seus cabelos com certa urgência. Snape soltou um gemido baixo e afundou o rosto na curva do pescoço feminino, absorvendo o cheiro delicioso dela. Antes que pudesse se afastar, sentiu as mãos da garota na braguilha de sua calça.
– Não... – sussurrou Snape, e a impediu. Isso não serviu para reprimi-la, pois no momento seguinte ela se afastou do Professor e sem hesitar nem um minuto, tirou o vestido, ficando apenas de calcinha e sutiã em sua frente.
Hermione viu o desejo brilhar nos olhos negros, e isso apenas a deu forças para continuar. Passou a mão pelos cabelos dele e puxou-o pra si, sentindo o membro pulsante por baixo da calça roçar em sua barriga. Quando a garota passou os braços em volta de seu pescoço, ele a levantou pelas coxas e levou-a até sua mesa, tirou a varinha de dentro da capa e fez com que as coisas que havia em cima da mesa sumissem e a colocou delicadamente sobre a escrivaninha. Ela sentiu os lábios de Snape pousarem em seu pescoço, distribuindo beijos e leves mordidas pela região, abriu as pernas e encaixou o Professor entre elas, amaldiçoando as várias camadas de roupa que ele usava.
– Shh, calma... – murmurou Snape, quando a garota tentou desabotoar sua camisa.
– Você usa muitas roupas... – resmungou Hermione, manhosa.
– Quietinha... – sussurou snape enquanto respirava fundo algumas vezes. A garota lhe sorriu, mas não houve retribuição. E para sua surpresa, ele a abraçou muito forte e continuou: – Não posso fazer isso com você.
– Mas que maldição, Severo Snape! Eu quero! – exclamou Hermione, frustrada.
– Shh, calma... – ele a apertou mais contra si e Hermione absorveu aquele cheiro que embriagava seus sentidos. – Se você ainda me quiser quando terminar a escola, talvez...
– Mas faltam 8 meses para terminar a escola!
– Tenha paciência... – murmurou o Professor. Com um golpe de varinha conjurou o vestido branco da garota e entregou a ela. – Vista-se.
Hermione sentia-se envergonhada por ter se comportado como uma cadela no cio, mas a raiva era maior. Com muita má vontade colocou o vestido e desceu da mesa. Suas pernas tremiam e se Snape não tivesse a segurado teria dado de cara com o chão.
– Eu não preciso da sua ajuda. – disse Hermione, com a maior frieza que conseguiu reunir.
– Hermione, não...
– Preciso ir. – disse a garota, e andou em passos rápidos até a porta, e antes de sair da sala do Professor, disse apenas: – Boa noite.
Naquela noite Hermione tomou uma decisão.
– Bom dia! – exclamou Luna, radiante, quando se encontraram em frente ao Salão Principal.
– 'Dia, Luna! – disse Hermione, reprimindo um bocejo. – Porque está tão feliz?
– Draco – sussurrou a garota, em voz muita baixa – Ele pediu para encontrar comigo hoje.
– Então está pronta para a 3ª parte do plano? – perguntou Hermione, erguendo uma sobrancelha.
– Mas do que pronta. – disse a garota, sorridente.
– Então depois das aulas a gente se encontra no mesmo lugar de sempre, ok?
– Perfeito!
Pelo menos alguém está feliz.
– Aquele ali não é o Ronald Weasley te chamando? – perguntou Luna, ficando na ponta dos pés.
– O que o Rony quer comigo agora? – a garota revirou os olhos – Bom, depois a gente se fala, Luna.
– Até! – e saltitando, foi para a mesa da Corvinal.
– Bom dia! – disse Hermione, sentando-se entre Rony e Gina.
– Hermione, queria falar com você mais tarde. – murmurou Rony muito baixo, para que apenas a garota pudesse ouvir.
– Hum, tudo bem. – respondeu, erguendo uma sobrancelha.
Rony ficou anormalmente sério durante a refeição, o que deixou Hermione um pouco receosa sobre o assunto que ele queria conversar.
Algumas horas mais tarde, Hermione dispensou o almoço e preferiu ir até a biblioteca colocar seu plano em ação.
Vale tudo no amor e na guerra.
Mesmo sem querer, lembranças de uma certa noite que passou com um certo Professor de Poções veio em sua mente, e fez o máximo para evitá-las. Andou pelas prateleiras de livros até encontrar o livro que queria. Sorriu radiante e o abriu.
Amortentia Pág: 598
Sim. No amor e na guerra vale tudo.
Hermione leu o modo de preparo da poção várias vezes, felizmente a Poção demorava apenas uma semana para ficar pronta, mas a linha parecia mais complicada, complexa e difícil. Mas não era impossível. Olhou para os lados e com um golpe de varinha fez com que a folha se desprendesse do livro, guardou-a nas vestes e saiu da biblioteca rapidamente, pois antes da próxima aula precisava buscar algo para Luna em seu dormitório.
A noite com o Draco seria muito interessante.
Rony não compareceu ao jantar aquela noite, o que deixou Hermione preocupada e tensa. Porém, seus pensamentos foram afastados ao ver uma saltitante Luna vindo em sua direção.
– E então? – perguntou, ansiosa.
– Vamos para o mesmo lugar de sempre... – respondeu a garota, e se levantou da mesa. Gina e Harry nem perceberam sua ausência pois estavam ocupados demais se beijando, e Hermione se sentiu grata por isso.
As garotas chegaram rapidamente ao corredor abandonado de sempre, e Hermione tinha um ar excitado ao abrir a mochila.
– É muita sorte que a gente tenha as mesmas medidas... – exclamou radiante, enquanto tirava de dentro da mochila um pijama um tanto ousado e mostrava para Luna. A parte de baixo era um short rosa claro e curto, que não deveria chegar nem na metade das coxas, era um pouco transparente e a garota tinha certeza que deixaria a calcinha à mostra. A parte de cima era uma blusa de manga cumprida, o que era contraditório, pois era totalmente fechada e tinha alguns desenhos do que pareciam ser princesas, as princesas mais diferentes que Luna já tinha visto.
– Você quer que eu use isso? – perguntou confusa.
– É claro que sim! – disse Hermione, com os olhos brilhando. – Draco vai enlouquecer. É sensual e inocente ao mesmo tempo. Uma combinação perfeita!
– Não sei, não, Hermione...
– Confie em mim! Até agora as dicas que eu te dei deram certo, não?
– Sim. Mas não quero parecer oferecida...
Hermione sentiu vontade de rir. Se Luna fosse oferecida por estar usando aquele conjunto, ela deveria ser uma ninfomaníaca.
– Confie em mim. – disse ela. E entregou o pijama para a garota. – Está tarde, e vocês marcaram de se encontrar. Você comenta que tinha esquecido e veio correndo assim que lembrou. Entendeu?
– Sim. – respondeu a garota e voltou a sorrir.
– Ótimo. Deixe as coisas fluírem. E se ele tentar alguma coisa, melhor ainda.
– O quê? Você quer que eu... Hum, transe com ele? – perguntou Luna estupefata.
– Claro que não. Mas uns beijos não vão te matar.
– Ele nunca me beijaria.
– Não? Pois pra mim ele parece bem interessado nisso. – disse Hermione, mesmo não sabendo se isso era de fato verdade.
– Não vou me iludir em relação à isso. – disse Luna enquanto colocava a roupa dentro da mochila. - Vou ir me trocar, então. A gente se vê, Mione.
– Até amanhã, Luna. E quero saber todos os detalhes.
Luna sorriu e começou a andar em direção a sua Sala Comunal.
A garota continuou parada no mesmo lugar observando Luna se afastando saltitante. Mesmo sem saber o motivo, sorriu. Ela queria muito que a garota conseguisse ficar com Draco, mas será que estava fazendo certo ao ajudá-la?
Hermione estava andando lentamente pelo corredor do sétimo andar, em direção ao Salão Comunal da Grifinória quando sentiu alguém segurar seu braço. Por um momento pensou que fosse Snape, mas quando virou percebeu que se tratava de um garoto alto, magro, com cabelos muito ruivos, olhos azuis e algumas sardas espalhadas pelo nariz e bochechas.
– Oi, Rony. – disse a garota sorrindo.
– Hermione, eu preciso falar com você. – disse Rony, prendendo os olhos muito azuis nos dela. – Quero te levar para um lugar...
Hermione hesitou. Mas não queria magoar o amigo, então segurou a mão que ele havia estendido e o seguiu.
Os dois andaram por alguns minutos até que ele abruptamente parou e abriu a porta de uma sala que ficava no terceiro andar. Hermione foi puxada de maneira delicada para dentro dela e ouviu a porta de fechar com um baque atrás de si. Quando seus olhos passaram pela sala, sentiu o coração se apertar.
Não era muito grande, e cada parte estava imaculadamente limpa. Algumas velas flutuavam no teto sem nenhuma ajuda e Hermione sabia que o garoto teve muito trabalho para realizar o feitiço, pois era muito difícil. No centro da sala havia uma mesa redonda com duas cadeiras, onde havia alguns pratos de comida e uma jarra de suco de abóbora.
Olhou para Rony e ele tinha uma expressão ansiosa no rosto, e sem conseguir evitar ela sorriu antes de murmurar:
– É lindo. – o garoto abriu um largo sorriso e no momento seguinte pareceu despertar de um choque, andou até a mesa e puxou uma cadeira para Hermione sentar.
Quando os dois já estavam acomodados em seus lugares, um silêncio incomodo invadiu a sala. Sem ter o que falar, Hermione começou a comer e esperou até Rony dizer o motivo de tudo aquilo, mesmo já tendo idéia do que se tratava.
Hermione percebeu que a mão do amigo tremia de leve ao servir seus copos com suco de abobora, e se ela não tivesse ajudado-o, tinha certeza que ele o derrubaria em cima da mesa.
Qual assunto poderia ser, além do que ela imaginava que era?
Nenhum.
– Mione, eu queria te falar uma coisa... – disse ele, e parecia achar um pedaço de torta de limão em seu prato muito interessante, pois não olhava para a garota.
– Pode falar, Rony. – respondeu Hermione, mesmo tendo a sensação estranha de que não queria ouvir o que Rony queria dizer.
– Sabe, no nosso primeiro ano em Hogwarts eu tinha certeza que você representaria alguém importante na minha vida. Isso era algo que eu sentia aqui dentro... – ele murmurou baixinho e tocou no próprio peito onde ficava seu coração e ergueu os olhos muito azuis para a garota – No segundo, eu tive certeza que era verdade. Eu dependia de você de uma maneira inacreditável. Eu não queria aceitar, pois era meio que um objetivo não concordar com você, brigar e, bem, isso não importa. No quarto ano eu finalmente sabia qual era esse sentimento quando te vi com Vítor Krum: era o amor. – ele fechou os olhos por alguns segundos e uma lágrima solitária desceu por sua bochecha, quando voltou a abri-los, o azul dos olhos estavam mais intensos do que nunca, e Hermione se sentiu amolecida por dentro. – Eu sei que te fiz sofrer várias vezes em todos esses anos. Eu não sou um cara perfeito, Hermione. Eu tenho meus defeitos e você melhor do que ninguém os conhece. – ele se levantou da mesa e estendeu a mão para a garota pela segunda vez naquele dia, Hermione a segurou e também se levantou, sentindo-se um pouco zonza – Eu não consigo mais esconder isso. Eu te amo. Sempre te amei, e eu quero você como nunca quis qualquer outra coisa.
E então, antes que Hermione conseguisse ter qualquer reação à suas palavras, ele tocou os lábios dos da garota com os próprios.
Hermione não pode afastá-lo. Não depois do que havia acabado de ouvir, então deixou as coisas fluírem, sem pensar muito nas conseqüências desses atos. Os lábios de Rony eram extremamente delicados e ternos. Era um beijo com gosto de amizade e cumplicidade. Suas mãos caíam ao lado de seu corpo e Hermione percebeu que ele parecia um pouco inseguro sobre onde colocá-las. Era como se ele tivesse medo de fazer alguma coisa errada. Como se ele tivesse medo de assustá-la. Medo de quebrá-la. Ele tinha cheiro de roupa nova e loja de livros misturados com sabonete. As mãos dele finalmente se decidiram a pousaram suavemente em sua cintura, e não havia possessão no toque, não havia desejo. Era o toque de um amigo. Era o toque da inocência. O toque do primeiro amor.
Mas ele não tinha cheiro de Baunilha e Hortelã. Ele não usava roupas negras. Ele não estava com seu coração.
Ele não era o Snape.
Draco olhou para o relogio: 20h15. Onde esava Luna? Será que havia esquecido o encontro deles? Suspirou e fechou os olhos, tentando manter a calma.
Estava no jardim, no mesmo lugar onde ela havia o levado, e quase sorriu ao ouvir o barulho de passos, e uma Luna ofegante e com o rosto esfogueteado apareceu. Ele ergueu uma sobrancelha quando reparou que ela estava de pijama. Um pijama que por sinal deixava suas pernas à mostra. O garoto precisou de todo auto-controle para erguer o rosto para ela.
– Pensei que você não fosse mais vir... – murmurou, olhando no fundo dos olhos azuis acinzentados.
– Eu havia me esquecido, Draco. Quando me lembrei sai as pressas do dormitório, por isso o pijama... – desculpou-se a garota, e abriu um largo sorriso para ele, como sempre fazia quando o via – Desculpe.
– Tudo bem, Luna. – respondeu Draco e sentiu-se um pouco magoado. Ele havia esperado por esse encontro o dia inteiro e ela simplesmente esqueceu-se? Mas ao observar o cabelo loiro da garota banhado pela lua, ele esqueceu-se do porque se sentia triste com ela.
Luna andou em sua direção e olhou no fundo de seus olhos, e Draco teve a sensação incomoda de que ela podia ler seus pensamentos.
– Espero que não esteja bravo... – sussurou a garota, sem desviar o olhar.
– Não estou, Luna. – responde ele.
Ela novamente sorriu e segurou sua mão.
Por um momento ele observou as mãos unidas e percebeu que a sua era muito grande comparada a dela. Sem conseguir se conter, sorriu.
– Como andam as coisas? – quis saber Luna, sem romper o contato.
– Melhores. – Melhor agora que eu tenho você por perto, ele quis completar, mas não teve coragem. Os cabelos loiros dela caíam em cascata sobre seus ombros, e seus olhos enevoados e serenos o deixavam hipnotizados. Ela tinha cheiro de biscoito de chocolate e terra molhada. Suas bochechas estavam ligeiramente avermelhadas, pelo frio, talvez. Ele observou os lábios rosados se abrirem em mais um sorriso, deixando à mostra seus dentes muito brancos. E por alguns segundos Draco não conseguiu dizer nada, mas seus pensamentos foram interrompidos por sua voz suave.
– Você está com uma cara melhor. – comentou ela e tocou-o no rosto bem de leve com a ponta dos dedos. Ele sentiu cada pedaço de seu corpo se arrepiar com o toque e fechou os olhos.
– Sim. Acho que sua pulseira me ajudou bastante... – ele murmurou. Quando abriu os olhos percebeu que o rosto da garota estava próximo do seu. Próximo demais para sua própria sanidade mental.
Ele queria beijar Luna Lovegood.
– Fico feliz em saber que te ajudei, Draco. – ela sussurou, e estava tão próxima que ele pode sentir sua respiração bater em seu rosto.
– Você me ajudou mais do que imagina... – ele sussurrou e sorriu. Nos olhos azuis acinzentados havia um misto de surpresa e confusão.
– Vou tomar isso como algo bom. – disse enquanto afastava a mão do rosto do garoto. Ele sentiu como se todo calor de seu corpo de repente se apagasse, e antes que tivesse tempo pra se arrepender, puxou o corpo da garota e grudou-o no seu de forma delicada.
Ele realmente queria beijar Luna Lovegood.
Draco respirou fundo, absorvendo o cheiro que ela exalava, e percebeu que ela havia fechado os olhos. E ali, no jardim do castelo, onde havia apenas a lua como testemunha, ele tomou seus lábios em um beijo lento e doce. Ele deixou as mãos soltas para deixá-la romper o contato se quisesse, mas ela não o fez. Pelo contrário, passou os braços ao redor do pescoço do garoto e o puxou pra si, com delicadeza.
Se ele sentia-se aquecido com o toque dos dedos dela, agora ele poderia se considerar em chamas. Com uma delicadeza que não era a dele, passou os braços em volta de sua cintura e levantou-a alguns centímetros do chão, exultando ao vê-la sorrir. Luna não beijava muito bem, por um momento ele se perguntou se ela já havia beijado alguém. E ele sabia a resposta: não. E um sentimento tomou conta dele, algo muito parecido com o triunfo. Mas era diferente de todas as outras vezes que ele se sentira assim, era algo que o fazia ansiar ser o único, não apenas ao beijá-la. Não apenas ao chamá-la de bonita. Ele queria mais. E nunca, em nenhum momento de sua miserável vida, sentiu algo parecido.
Hermione mantinha os olhos fechados e as mãos imóveis, não muito diferente de Rony, na verdade.
Quando ele, finalmente, pareceu tomar coragem, passou os braços em volta da cintura fina da garota e a puxou mais para si. E antes que ela conseguisse pensar em um jeito de se afastar delicadamente dele, a porta da sala foi escancarada.
– O QUE VOCÊS PENSAM QUE ESTÃO FAZENDO? – gritou a última pessoa que ela gostaria de ver naquela situação: Snape. Rony subitamente se afastou de Hermione com uma expressão horrorizada no rosto e abriu a boca para falar alguma coisa, mas o Professor o interrompeu – 50 pontos a menos para a Grifinória.
– O quê? – exclamou Hermione, esquecendo-se que estava envergonhada e dando um passo a frente – O Senhor não pode fazer isso!
– Você logo vai descobrir que eu posso, Granger. – disse Snape, mal movendo os lábios, em seguida olhou para Rony com tanta raiva que a garota não se surpreenderia se ele caísse morto no chão.
– Suma da minha frente, Weasley. – urrou Snape.
– E deixar ela sozinha com o Senhor? Nem pensar! – Hermione sentiu vontade de sorrir para o amigo, mas isso apenas deixaria Snape mais irritado.
Isso seria um problema?
– Menos 20 pontos para a Grifinória. E se não for embora agora, vou descontar 100! – Rony olhou para Hermione, como se buscasse uma resposta. Ela assentiu com a cabeça e sorriu. Um pouco contra a vontade ele saiu da sala, não sem antes lançar um olhar de puro ódio para o Professor.
Snape bateu a porta com força quando Ronald saiu e lançou um feitiço sobre ela. Hermione sabia que nenhum aluno conseguiria abri-la mais.
– Essa, Srta. Granger, é a terceira vez que eu pego você se agarrando com alguém pela escola à noite. – disse Snape e olhou no fundo dos olhos da garota.
– Vou ganhar uma detenção? – perguntou, erguendo a cabeça e fitando-o nos olhos negros.
– Não, Granger. Mas acho que vou lhe dar o que você tanto deseja... – ele sussurrou se aproximando perigosamente da garota. – Estamos aqui sozinhos, e ninguém pode abrir aquela porta... – ele passou a mão de forma lenta sobre seu rosto e ela estremeceu – Me diga o que você quer.
– Eu não quero nada! – exclamou Hermione, tentando se manter impassível.
Snape ingorou-a e deslizou a boca sobre o pescoço macio, absorvendo seu cheiro e sentiu ela estremecer em seus braços.
– Se eu pegá-la outra vez com qualquer garoto que seja, você vai se arrepender, Granger. – disse Snape em voz letal. – Agora, me diga o que você quer. – repetiu o Professor e deslizou a mão para a cintura dela, apertando-a contra si com força.
– Já disse que não quero nada... – sua voz não saiu tão firme quanto antes, e Snape percebeu isso, pois riu bem baixo contra sua orelha e apertou com mais força seus corpos.