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3. Saber tudo não é bom


Fic: Duas verdades No ar o epilogo 05-07


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Talvez pela segunda vez em toda sua vida, Hermione não prestara atenção total na aula. Sua cabeça estava presa naquele corredor escuro e gélido das masmorras, e principalmente no comportamento mais que suspeito de Malfoy. Juntando as peças, ela tinha quase certeza que as suspeitas de Harry eram mais que verdadeiras. Draco, afinal, podia ser um Comensal da Morte.



Ele não aparecera para a aula de poções e ela percebeu que isso preocupou a “namoradinha” dele. Já Zabinne parecia estar em um mundo a parte, e nem percebeu que o amigo não vira a aula.



Já na hora do almoço, não se lembrava bem como tinha chegado ao salão principal, e só notou que realmente estava lá e que não estava sozinha quando seu nome foi falado mais alto que o normal pela voz de Rony.



- Ai Ron, não precisa gritar. – Ela disse com uma careta.



- Como não? Você não falou nada a respeito de eu e Harry de repente aparecermos na aula de Poções. Aliás, você não falou nada de nada, e faz uns cinco minutos que o Harry te chamou, que a Gina te cumprimentou e que eu te cutuquei! – Hermione encarava o amigo ruivo com certa dificuldade, balançou a cabeça como se isso a ajudasse a pensar melhor.



- Oh, vocês estavam na aula! Isso é bom.  –Ela encarou toda aquela comida a sua frente, sem realmente ter vontade de comer.



- Hermione o que aconteceu? Quando chegamos a aula você estava completamente desligada e ainda está. Você não é assim.



- Eu? É que, eu. Bem, estou com dor de cabeça sabe. Na verdade acho que vou tomar um ar.



Hermione se levantou depressa antes que alguém dissesse mais alguma coisa. Não sabia mentir e isso não era segredo para ninguém. Ela podia simplesmente dizer o que vira e dar mais certeza a Harry, mas por um motivo completamente desconhecido não se sentia no direito de dizer algo tão intimo de alguém para os outros. Passou a tarde toda brigando com ela mesma, por achar absurda a idéia de estar se preocupando com segredos de Malfoy e ainda por cima, com o bem estar dele, afinal, até o fim das aulas ele não voltara, ao menos, ela não o vira.



No jantar, por mais que não quisesse, seus olhos caíram algumas vezes na mesa Sonserina a procura de uma cabeça loira, mas não viu. Depois olhava a porta sem parar, a espera que ele aparecesse ali. A essa altura ela já tinha se convencido que toda essa atenção que ela estava dando a aquele acontecimento era porque ela tinha a obrigação de colocar Malfoy na parede e esclarecer tudo, e assim só estava esperando o retorno dele.



- Hermione? – Gina praticamente soprou no ouvido dela, a fazendo dar um pulinho no banco. Ela, que estava olhando a porta, se voltou para a ruiva ao seu lado.



- Sim Gina?



- Quem você está esperando? – A castanha franziu o cenho.



- Como assim quem estou esperando?



- Você não para de olhar para a porta, mal comeu seu jantar. Pensei que estaria com fome, já que você não almoçou.



- Eu não estou esperando ninguém hora essa! Eu só estou ansiosa. É, ansiosa. Daqui a pouco tem a primeira reunião de monitores, só isso. – Ela tentou sorrir, mas não conseguiu.



- É só isso? – Gina estava bem desconfiada.



- Claro que sim.



 



Já do outro lado do salão, uma outra garota também não parava de olhar para a porta. Pansy estava muito aflita com o sumiço de Draco, e já ate conseguira deixar Blás apreensivo também.



- Onde você acha que ele pode estar? – Blasio suspirou.



- Eu já te disse que não faço idéia. A ultima vez que o vi foi lá no salão comunal. Eu te deixei com ele.



- Mas eu já te disse que ele me pediu pra ficar sozinho, mas deu certeza que iria para a aula. Um absurdo nenhum professor da falta dele.



- Não vá falar nada Pansy. Não sabemos o que o Draco está aprontando. Pode ser pior para ele se os professores começarem a procurá-lo. – Pansy já tinha desistido de comer e encarava o moreno.



- O que você quer dizer com isso?



- Eu não quero dizer nada, só acho que devemos esperar mais. Qualquer coisa, amanha falamos com o Snape.



- Amanhã? Blás, mas é muito tempo!



- Siga meu conselho Pam, caso contrário poderemos prejudicar o Draco. Não sabemos o que está acontecendo.



Pansy esperou até o último minuto por Draco, mas por fim, foi para reunião dos monitores, quem sabe ele estaria na sala destinada a isso.



A sala dos monitores era parecida com um salão comunal. A diferença era que tinha uma mesa larga e comprida com dez cadeiras. No lado esquerdo uma lareira grande aquecia e ajudava na claridade. Um sofá grande e algumas poltronas compunham a sala. Estantes de livros também cobriam as paredes, era um lugar agradável.



- Bem, estamos todos aqui? Oh, vejo que não. – Era a professora Minerva, que estava em pé, em uma das cabeceiras da mesa, perto da monitora chefe, uma aluna da Corvinal.



- Falta o monitor da Sonserina, aqui na lista diz ser Draco Malfoy. – O monitor chefe, do outro lado da mesa, apontou para a cadeira ao lado de Pansy. Hermione engoliu em seco, ele sumira o dia todo, talvez agora teria uma resposta.



- Sim, senhor White. O senhor Malfoy não passou bem e teve que se ausentar. O professor Snape já havia me comunicado. O senhor Malfoy está em seu dormitório, descansando. Não é senhorita Parkisson? – Pansy se assustou. Draco sumira completamente e queria muito saber onde ele estava, mas parecia que Snape sabia muito bem onde ele estava, e achou melhor mentir sobre isso. Se ele mentira, ela que não ia desmentir.



- Claro que sim professora. – Hermione, que estava na frente dela, a encarou profundamente, e soube que ela mentira pelo tremor dos olhos. Além disso, ela pareça surpresa demais quando a professora disse que Draco estava no dormitório.



- Se fosse a gente, mesmo morrendo deveríamos estar aqui. Mas a doninha tem privilégios. – Rony sussurrou para Hermione ao seu lado. Ela apenas sacudiu a cabeça em negativa.



- Bem, então acho que podemos iniciar nossa conversa senhores. Como todos sabem, os monitores são responsáveis pela ordem e disciplina de seus colegas de casa. Devem vigiá-los no cumprimento das regras, principalmente dentro da casa de vocês. Nos corredores, sempre que verem alguma infração deve adverti-los, e, se for preciso, encaminhá-los aos monitores chefes, que são os únicos que podem retirar pontos, além dos professores. Se for o caso, eles encaminharão os alunos ate até mim. A noite, as rondas são feitas aos pares, mas com monitores misturados. Cada dia da semana será uma dupla, cabendo os sábados rodízio de duplas. Domingo e sexta são sempre os monitores chefes. O horário das rondas é sempre entre as 21h e 23h, horário esse que nenhum outro aluno, além de vocês é claro, deve ainda estar fora dos dormitórios. Alguma pergunta? – Bella Snack, monitora da Lufa Lufa, levantou a mão.



- Como as duplas serão montadas e os dias estabelecidos?



- Através de sorteio. Tanto as duplas como os dias. Acho que podemos começar logo com esse sorteio, não é? Pois bem, senhorita Anderson, já escreveu os nomes dos monitores?



- Sim senhora.  – A monitora chefe sorriu mostrando um saco de papeizinhos.



- Então vamos lá.  –Magicamente os papeis voaram para um bacia de vidro, e à um feitiço da professora eles saiam aos pares. Quando os papeizinhos já estavam juntos à um canto da mesa, ela começou abri-los e le-los.



- Weasley da Grifinória com Snack da Lufa Lufa. O dia de ronda de vocês será na quarta feira. Parkisson da Sonserina com Devil da Corvinal. O dia de vocês será segunda. Granger da Grifinória com Malfoy da Sonserina. O dia de vocês será a quinta, ou seja, hoje. E por último LeMarc da Lufa Lufa com Ocean da Corvinal. Obviamente o dia de vocês é terça feira.  –Hermione estava mais pálida do que nunca, enquanto Rony estava quase explodindo de tão vermelho. Não que ele tivesse algo contra a sua parceira de ronda, mas ele tinha tudo contra o parceiro de Hermione.



- Professora a senhora poderia refazer o sorteio?! – Ele quase gritou, o que assustou a todos ali, principalmente Hermione que estava ao seu lado.



- E porque eu faria tal coisa senhor Weasley? Algum problema? – Minerva parecia bastante desgostosa.



- Sim! Hermione não pode ficar com aquele cobra! Será um risco a ela. – A garota apenas respirou fundo. No seu intimo concordava com ele, mas jamais teria coragem de dizer isso a vice diretora, que a essa altura parecia mais enrugada do que nunca.



- O senhor está acusando o senhor Malfoy de alguma coisa senhor Weasley? Como pode dizer isso de um colega seu? Tão aluno e até mais responsável que o senhor?



- Ele não é meu colega! E se fosse tão responsável não faltaria na nossa primeira reunião! – Rony estava completamente descontrolado.



- Isso é um desacato senhor Weasley! Como se atreve a dizer que estou mentindo? – Minerva parecia ultrajada, e, Hermione percebendo que seu amigo ia se meter em encrenca, resolveu intervir.



- Por favor Rony! Eu sei me cuidar, tudo bem? Não gosto do Malfoy também, mas sou profissional e espero o mesmo dele. Se ele foi escolhido como monitor é porque mereceu. Chega disso. – Ela tentou aparentar calma, mas sua voz tremia irremediavelmente.



- Exato! Cargo que eu estou começando a achar que o senhor não mereceu, senhor Weasley! Vou retirar 5 pontos do senhor por falta de respeito. E dou essa reunião por encerrada.



Rony ia dizer mais alguma coisa, mas Hermione o cutucou na costela assinalando que era melhor não. Resignado ele se retirou junto com os outros. Minerva já ia também, mas Hermione a chamou de volta.



- Desculpe professora, mas é que o Malfoy não veio hoje e eu quero saber se devo fazer sozinha a ronda e se já faço o relatório. – Minerva abrandou um tanto sua afeição ao olhar para sua aluna favorita.



- O querida, me desculpe. O senhor Weasley me deixou tão nervosa que me esqueci de avisar sobre os relatórios. É um relatório por mês, que deve ser entregue aos monitores chefes. Não precisa de nenhum relatório agora e esse deve ser feito com o senhor Malfoy sempre. Sinto, mas terá que fazer a ronda sozinha. Uma dia que precisar do seu dia livre, avise ao seu par e aos monitores, você terá esse direito está bem?



- Tudo bem. Boa noite então, já são mais de nove da noite.



Minerva apenas lhe sorriu e deixou que ela saísse da sala na sua frente. Ela rodou pelos corredores perto do salão principal e da biblioteca. Naquela primeira hora realmente esvaziou sua cabeça de qualquer pensamento. Talvez o que ela estivera precisando era realmente ficar sozinha para se organizar.



Quando já era quase onze horas, ela resolveu dar uma última olhada perto das portas principais do castelo e por fim ir descansar. Se sentia exausta. Foi aí que tudo começou.






O lugar já estava um tanto escuro devido a hora, e por isso ela se assustou ao ver a luz da lua entrar por uma fresta da porta, que não era para estar aberta. Com o coração aos pulos e a varinha a postos, se aproximou do lugar. Quando chegou perto o suficiente, viu um amontoado de roupas negras curvada. Era uma pessoa que parecia estar ofegante. Chegando mais perto, percebeu os cabelos loiros. Quase deu um gritinho de horror. Malfoy estava escorregando vagarosamente pela parede de pedra. Parecia estar sem ar. O mirando mais atentamente, ela percebeu sangue escorrendo de sua cabeça. Num impulso, antes que ele caísse de vez no chão, ela correu para ampará-lo.



- Malfoy? Malfoy? O que houve? – Ele tinha os olhos semicerrados, e foi com esforço que ela conseguiu se enfiar debaixo do braço dele para lhe servir de apoio. Ela percebeu que ele tremia e suava muito. Não conseguia ver mais coisas devido a escuridão do lugar, e o pior de tudo, ele não lhe respondia nada.



- Por Merlim Malfoy! Vou te levar para enfermaria, vamos. – Ela tentou arrasta-lo, mas ele era muito mais pesado do que ela.



- Não.. enfermaria não. Não, por favor! – Ele por fim disse em um sopro de voz. Ele parecia chorar e na verdade ele suplicava para que ela não o levasse.



- Mas você está muito ferido. Não posso deixar você assim Malfoy.  –Hermione estava ficando desesperada com o estado dele.



- Então me deixe aqui, não posso ir para enfermaria.  –Não tinha arrogância, nem prepotência na voz dele, apenas lamento e dor.



- Certo, mas não vou te deixar aqui. Já sei para onde te levar. Me ajude por favor!



Hermione nunca saberia porque acatou o pedido dele, mas acatou. Com dificuldade e levando o dobro do tempo que gastaria, chegou a sala dos monitores. Conjurou um fogo para lareira e deitou Malfoy no sofá maior. Trancou a porta por precaução. Parou em frente ao sofá olhando o garoto mais pálido do que nunca, praticamente desmaiado e tremulo. Sangue não parava de brotar da raiz de seus cabelos claros, e agora ela podia ver, de seu braço esquerdo também, que escorria sangue até as pontas dos dedos. O que afinal acontecera com ele?



Parando de pensar no que poderia ter acontecido ela se aproximou do garoto, que agora murmurava coisas sem sentindo. Colocando a mão desajeitada na testa dele percebeu que ele fervia em febre. Estava preocupada com os ferimentos dele, e sem muita saída, ela rasgou a manga do braço que sangrava. Seu peito se apertou, e um flash rápido do pesadelo que tivera no verão na casa de sua tia lhe veio a mente. Um braço pálido sendo marcado a fogo.



-Malfoy! Deus Malfoy, o que você fez?! – Ela sussurrou sentindo o aperto do peito subindo para garganta. O sangue escorria do ombro dele, e assim ela pode vislumbrar bem a Marca Negra no antebraço esquerdo do loiro. Uma mistura de raiva, indignação, medo e pena a chocalhou. Ele fizera a pior escolha da vida dele e já estava pagando caro por isso. Por fim, a pena ganhou e ela resolveu ajuda-lo com os ferimentos.



Acabou de rasgar a camisa do rapaz vendo o tamanho do machucado dele. Parecia um corte feito por magia, pois não era muito fundo mas sangrava bastante. Murmurou alguns feitiços que sabia de cor, andara decorando alguns por causa da guerra, e logo o ferimento fechou. Com cuidado passou a mão nos cabelos suados e sujos de sangue dele, até encontrar um outro ferimento. Ali, parecia um machucado feito manualmente mesmo, e por isso ela não conseguiu cura-lo com feitiços. Respirou fundo.



- Pensa Hermione, você é uma trouxa também! Esqueça a magia! – Mas era difícil, ainda mais estando nervosa e diante de um de seus maiores inimigos. Mas ela conseguiu afinal. Olhou em volta da sala a procura de algo e acabou encontrando a bacia que a professora Minerva havia usado para o sorteio dos monitores. Correu até a mesa e a pegou. Conjurou um Aguamenti e com o pedaço da própria camisa escolar de Draco, começou a limpar o sangue e fazer pressão. Depois de um tempo, ela notara que o sangue coagulara.



- Agora preciso dar um jeito nessa febre. – O rosto de Draco já estava mais vermelho do que sempre esteve, e não era de sangue, uma vez que ela já tinha limpado tudo. Era a febre que estava o cozinhando literalmente. Ela estava cada vez mais desesperada, pois não dispunha de nenhuma poção ali e não poderia ir a enfermaria sem ter que entregar Draco.



- Por que eu me importo afinal? – Ela perguntou agoniada olhando o garoto deitado a sua frente.



- Eu não tive culpa, não! – Ele disse em meio há de seus delírios. Ela com um gemido, resolveu conjurar mais água e rasgou a capa de Malfoy. Molhou tudo. Uma compressa ela apertou em sua testa, mas sabia que aquilo era pouco. Olhou para o peito dele. A camisa branca já estava úmida pelo suor doentio que desprendia dele. Não tinha mais o que fazer. Teria que abrir a camisa dele, e colocar ali também compressas de água fria, com a intenção de esfriar um pouco a temperatura do corpo.



- Eu não acredito mesmo que esteja fazendo isso. Que você nunca se lembre disso! E que Merlim me perdoe, e que EU me perdoe! – Apertou os olhos com força, e com ele semicerrados, abriu botão por botão a camisa de Draco. Teve que olhar por fim e o que viu esquentou suas bochechas. Um peito branco como leite, com alguns fios loiros entre os mamilos. A barriga era sarada e Hermione ainda conseguiu pensar se aquele loiro aguada praticava exercícios físicos ou descobrira um feitiço para deixa-la tão perfeita.



- Hermione! Ele está doente! Ele é Draco Malfoy! E ele é um comensal! Argh! – Sacudiu a cabeça freneticamente a começou a colocar as compressas na barriga e peito dele.



Repetiu esse processo por duas horas exatas. Estava exausta, mas seu esforço dera resultado. Draco ainda estava febril, mas bem menos quente. Chegou abrir os olhos algumas vezes, e ela pode perceber o quanto estavam vermelhos. Mas ele parecia completamente tomado por delírios. Mesmo assim ela conseguiu dar alguns bons goles d’água pra ela, o que com certeza o ajudou bastante. Pensava no que fazer, agora que o tinha estabilizado, mas apenas uma coisa vinha em sua mente, mas como fazer? Pensando mais, achou a solução.



- Dobby? Dobby! Apareça por favor! – Hermione não tinha certeza absoluta se aquilo daria certo, menos ainda se Dobby iria surgir naquela sala pelo simples chamado dela, mas sentiu um alivio enorme quando ouviu um crack vindo de perto da porta. Correu até lá.



- Amiga de Harry Potter chamou Dobby? – O elfo olhava com seus gigantescos olhos azuis a garota esbaforida a sua frente.



- Sim Dobby! Obrigada por vir! – O elfo se curvou em reverencia o que incomodou um pouco Hermione.



- É uma honra sempre ajudar a Harry Potter e seus amigos. A senhorita é muito boa também. – Hermione se agachou para ficar na altura do elfo.



- Dobby, escute, preciso realmente da sua ajuda. Mas é segredo, algo que você não pode contar pra ninguém, nem mesmo para o Harry! Você promete? – Hermione tinha um rosto angustiado. Dobby a fitava assustado com as palavras dela.



- Mas, Dobby é fiel a Harry Potter. Dobby não pode mentir para Harry Potter!



- Não Dobby! Você não vai mentir para o Harry! Só não vai contar nada a ele. Entendeu? É um problema meu e eu não quero preocupar ao Harry, ele já tem tantas coisas em que pensar não é? – Hermione estava se sentindo péssima. Mentia descaradamente para um elfo inocente. Estava escondendo um fato muito importante e ainda por cima, tudo isso pelo Malfoy.



- Amiga de Harry Potter tem razão. Harry Potter tem muitas coisas na cabeça. – Dobby ficou pensativo alguns instantes, o que pareceu uma eternidade para Hermione, mas por fim continuou. – Tudo bem. Dobby promete ajudar a amiga de Harry Potter e guardar segredo dela. – Hermione não pode deixar de rir com aquilo. Sabia que, mesmo que Dobby quisesse falar a Harry alguma coisa, ele não poderia, afinal, tinha prometido.



- Obrigada mesmo Dobby! Eu preciso que você vá ate ao dormitório masculino da Sonserina, acorde Blasio Zabinne e o convença de vir ate aqui. É muito importante que ele venha. – A medida que Hermione ia falando as coisas, a expressão de Dobby se contorcia mais.



- Dobby ir na Sonserina? Agora? Acordar alguém? Sonserinos são mals com elfos.



- Eu sinto muito Dobby. Se realmente não fosse necessário eu não te pediria isso. Mas é caso de vida ou morte! – Hermione estava desesperada e já sentia os olhos marejados.



- Tudo bem amiga de Harry Potter, não chore. Dobby faz o que amiga de Harry Potter pediu. – Nesse momento, um gemido vindo do sofá pode ser escutado de onde eles estavam. – É Harry Potter?



- Não Dobby! É só... um... amigo meu, não é o Harry. Por favor Dobby, vá logo! -  O elfo apenas fez que sim com a cabeça e aparatou logo em seguida. Hermione respirou fundo, se levantou e voltou para perto do sofá onde Malfoy estava deitado. A febre parecia que estava subindo novamente, e ele estava mais inquieto, delirando e as vezes falando coisas desconexas.



Tinha certeza de que Dobby estava tendo problemas na Sonserina, pois ele havia partido a mais de 20 minutos e ainda não voltara, e nem Zabinne aparecera. O que ela mais poderia fazer? Mais dez minutos se passaram, e ela já tinha voltado a colocar as compressas de água em Malfoy quando ouviu alguém bater na porta.



- Quem está ai? Quem mandou esse infeliz me acordar e não me deixar em paz!? – Hermione correu tropeçando em si mesma e mais depressa possível abriu a porta para dar de cara um Zabinne de cara inchada, enrolado em um robi de seda verde musgo e um Dobby completamente tremulo. Blas, quando a viu ficou estático e de boca aberta.



- Ta tudo bem Dobby? Ele bateu em você? – Ela realmente estava preocupada e se sentiria ainda pior se alguma agressão tivesse sido feita a um elfo por culpa dela.



- Eu não bato em elfos Granger, mas Goyle sim. Foi difícil convence-lo a não fazer. O que quer comigo? – Blaise estava serio como poucas vezes ficava.



- Entre por favor. Dobby muito obrigada, você pode ir. – Ela lhe sorriu meiga.



- T.. tem certeza? – O elfo queria se mostrar valente, mas realmente estava assustado.



- Claro que sim. Pode ir. Mais uma vez obrigada. – E sem nada a dizer, o elfo fez mais um reverencia e aparatou. Hermione se voltou para dentro e fechou a porta, vendo Blas que olhava preocupado para o sofá.



- O que aconteceu com o Draco? Você? – Ela foi até ele indignada.



- Você acha mesmo que eu fiz algo assim com ele? O que acha que eu sou? – Ela estava vermelha e gritava, Blás não pode deixar de notar o quanto ela ficava bonita quando estava nervosa. Voltou seus pensamentos para o momento.



- Se acalme Granger. O que quer que eu pense?



- Não quero que pense! Você não seria capaz mesmo!



- Momento ofensas? Foi para isso que me acordou? – Ele cruzou os braços a altura do peito e a encarou. Ela pareceu ficar sem graça e passou as mãos pelos cabelos. Suspirou.



- Desculpe, mas isso não está sendo fácil pra mim.



- O que aconteceu afinal? – Blás voltara seu olhar para Draco esticado no sofá, e olhou em volta, vendo vários pedaços de panos sujos de sangue.



- Eu estava terminando minha ronda quando o encontrei caindo pelo corredor da frente do castelo. Percebi que ele estava fraco e que sangrava bastante pelo braço e pela cabeça. Ia leva-lo para a ala hospitalar mas ele me implorou que não o levasse. – Blás ouvia tudo calmamente até esse ponto, pois se assustou com que ela disse.



- E você o atendeu?



- É o que parece não é? Não me pergunte por que e nem me olhe assim. Eu não sei por que eu fiz isso, eu só, eu só senti que tinha que fazer. Olha, o que importa é que ele perdeu muito sangue. Ele foi ferido no ombro por algum feitiço e isso foi fácil de curar. Mas o ferimento da cabeça foi feito manualmente, então é mais complicado. Consegui estancar o sangue, mas ele precisa fechar esse corte, está infeccionando, por isso está com tanta febre. Eu não tenho poções aqui para ajudá-lo, estou fazendo aquilo que aprendi em casa, mas é muito pouco, ele precisa de cuidados médicos.  – Ela falou tudo de uma vez, tendo um Zabbine cada vez mais assustado a sua frente.



- Mas... vamos logo levá-lo a enfermaria então! – Aquilo parecia o mais lógico a ser feito na cabeça de Zabinne. Hermione franziu o cenho.



- O que? Ta louco? Vai entregar seu amigo? – Blás que já estava se preparando para carregar Draco até a ala hospitalar, estancou.



- Como assim, entregar meu amigo? Do que você está falando? – Blas se voltou para ela novamente. Ela apenas o olhou desconfiada e foi até Draco. Pegou braço esquerdo dele, que estava dobrado em cima da sua barriga e o esticou para Zabinne.



- Vai me dizer que não sabia sobre isso? – Ela disse desdenhosa mostrando antebraço de Draco para Blás, que só não ficou mais pálido por ser moreno.



- O que o Draco fez? – Ele ainda sussurrou antes de cair em cima de uma poltrona próxima, completamente atordoado. Hermione o olhava confusa.



- Você não sabia? – Ela não acreditava, mas a cara de Zabinne era de total espanto e terror.



- Claro que não. – Ele sussurrou.



- Mas vocês não são amigos? – Hermione agora estava confusa.



- Uma coisa dessas não se conta a ninguém. Draco também não é do tipo de confessar segredos. – Blásio agora encarava o rosto do amigo deitado e delirante. Hermione continuava em pé, próxima ao loiro, sem saber bem o que dizer ou fazer. Depois de alguns minutos ela resolveu quebrar o silencio.



- Certo. Isso não importa de qualquer jeito. Fiz tudo que pude e ele não é nada meu. Agora a responsabilidade é sua. Eu to indo. – E sem nem olhar para qualquer outra coisa Hermione começou a andar em direção a porta.



- Espere Granger, você não pode simplesmente ir. – Blás se levantou, parecendo ter acordado de um breve sono.



- Como não? – Ela se voltou para ele mais nervosa do que nunca.



- Você não pode contar isso a ninguém.



- Que? – Podia se perceber um leve tremor na voz da garota. Blás se aproximou dela.



- Não pode. Eu preciso conversar com Draco. Preciso saber o porquê de tudo isso.



- Mas isso é claro não? Obvio? Eu não me surpreendi muito. Quer dizer, não é como se o Malfoy fosse ser um auror! Merlim, o pai dele é um comensal, ele sempre se mostrou muito a favor das idéias daquele lá e..



- Cala a boca Granger! Você nem faz idéia do que está dizendo. Você não conhece o Draco, não sabe nada da vida dele e nem do que ele pensa. Você conhece apenas o Malfoy, o cara que ele quer que você conheça, não o que ele é de verdade, então não fale, não pense, não tire conclusões! – Zabinne por fim tinha perdido a paciência, estava cansado de ouvir sempre as mesmas coisas. Hermione hesitou um pouco, mas por fim recomeçou a falar e esticou o dedo em direção a Zabinne que estava bem próximo.



- Quem você pensa que é para falar assim comigo? Me mandar? – Zabinne apenas aproveitou a mão esticada dela e a puxou a segurando com força com a dele. – O que pensa que está fazendo? – Ela tentava se soltar mas ele era muito mais forte que ela.



- Garantindo o direito de dúvida ao meu amigo. – Zabinne, com sua mão livre, pegou sua varinha e murmurou algo. Logo em seguida ele sentiu a mão dele ser colada com a de Hermione. – Promete que não vai contar a ninguém que Draco Malfoy é um Comensal da Morte e que você o encontrou em um estado deplorável?



- Isso é o que eu estou pensando que é? – Hermione já tinha os olhos marejados. Blasio a olhava profundamente.



- Promete? Vamos Hermione! – Ela se assustou por ser chamada pelo nome. Respirou fundo quando as lágrimas escorriam por seus olhos.



- S..Sim. Eu Hermione Jane Granger, promete não contar a ninguém que Draco Malfoy é um Comensal da Morte e que eu o encontrei em um estado deplorável. – Ela começou vacilante, mas terminou seu juramento firme. Uma labareda de fogo perpassou os braços dos dois e sumiu, diminuindo assim em seguida, o aperto.



- Obrigado. – Blás disse a soltando.



- Você me obrigou a fazer um voto perpetuo. – Ela chorava. Não disse mais nada e saiu batendo a porta.



Blás ainda atordoado com tudo só conseguia pensar em uma pessoa para ajudar seu amigo naquele momento. Ele saiu da sala torcendo para que desse certo. Hesitante, ele voltou para as masmorras, e seguiu até a sala de Arte das Trevas. Tremendo um pouco, ele bateu no que seria a sala particular de Snape, que demorou menos de um minuto para abrir. Ele parecia mais pálido do que sempre e suava a ponto de Blásio reparar.



- Professor?! Er boa noite.. eu..



- Onde ele está? – Snape perguntou com aquela voz arrastada e um tanto cansada. Blás se assustou com a pergunta, mas resolveu não perder mais tempo.



- É, na sala dos monitores. Eu o encontrei muito machucado pelos corredores.



- Está com febre?



- Sim.



- Espere aqui. – Snape voltou para sua sala, e da porta, Blás pode ouvir barulho de vidros se batendo. Dois minutos depois, Snape saiu da sala esvoaçando a sua capa negra atrás de si. Blás o seguiu.



Quando voltaram para a sala, encontraram Draco sentado no sofá completamente fora de si. Ele repetia coisas sem sentido. Snape, sem muita paciência deitou a cabeça dele no encosto do sofá e abriu a boca dele. Com precisão porém, derramou meio vidro de uma poção verde e grossa. Draco tossiu engasgado mas o professor de Arte das Trevas pareceu não se importar. Esperou um pouco e deu mais meio vidro de uma poção incolor. Draco tossiu mais uma vez e em seguida ficou quieto. Snape então olhou em volta.



- Vejo que ele perdeu sangue. – Disse sem encarar Blás.



- É, ele estava bem ferido. Um corte não foi mágico então não tive como curar. – Ele não tinha segurança na voz.



- Eu sei que não foi você quem fez isso. O importante é que ele não saiba disso. Ele ficaria mais descontrolado do que já está. O mande assim que amanhecer para a ala hospitalar. Diga que caiu da cama e bateu a cabeça em um criado. Madame Pomfrey saberá o que fazer. Em dez a vinte minutos ele acordará. Vai estar cansado e confuso, use isso ao seu favor. – Snape, que parecia melhor do que quando Blas o chamou, já ia saindo da sala quando o moreno teve coragem de abrir a boca.



- Como o senhor sabe que não fui eu? – Ele disse completamente temeroso.



- Sua mente é completamente aberta. Bastou eu olhar em seus olhos uma única vez. Ah, não se preocupe, eu já sabia dessa condição de Draco muito antes dele se tornar um Comensal da Morte. – Snape disse em um tom de deboche sem nem ao menos se virar para o garoto que olhava as costas dele atônito. Saiu logo em seguida batendo a porta com força. Blás se sentou em uma poltrona esperando que Draco acordasse.



 



Enquanto Blás dava um jeito de tratar Draco, Hermione subia as escadas em direção a Torre da Grifinoria completamente descontrolada. Nunca na vida se sentira assim. Sentia que estava traindo a confiança dos amigos, que estava carregando o peso de um segredo do seu inimigo. Não entendia porque o ajudou. Sua cabeça latejava, e ela simplesmente nem se lembrava de como que foi parar naquela situação. Teve que chamar várias vezes até que a Mulher Gorda acordasse, e não sem antes, ralhar com ela pelo adiantado da hora, a deixasse entrar.



Quando passou pelo buraco do quadro, Hermione se sentiu mais confortada. Aquele ambiente era tão acolhedor e até mesmo consolador. Limpou o resto das lágrimas de suas bochechas e já ia seguindo para escadas sonhando com sua cama quando uma voz a interrompeu.



- Hermione? – Ele engoliu em seco. O que ele estava fazendo ali, aquela hora? Respirando fundo mais uma vez ela se voltou para o ruivo, que agora estava em pé, próximo a lareira.



- Rony. O que está fazendo acordado a essa hora? – Ela falou baixo e foi até ele.



- Te esperando. Fiquei preocupado por você fazer a ronda sozinha. Mas você sumiu! Eu cheguei a sair e procurar por ai, mas nada. Eu ia pedir ao Harry o Mapa do Maroto, mas Gina me convenceu que isso era invasão de privacidade, que talvez você só quisesse ficar sozinha, que era para esperar. “O castelo é o lugar mais seguro Ronald, se controle!” Ela ainda disse. – Rony disse tudo de uma vez e Hermione ainda sentiu o coração dar um pulinho de alegria, o amigo se preocupara com ela. E sorriu discretamente também, por ter uma amiga esperta que já tinha até arrumado uma desculpa pra ela.



- Sim Rony, Gina tinha razão. Eu precisava ficar só e acabei perdendo a noção da hora. Eu fui pra Torre de Astronomia e fiquei olhando o céu e pensando na vida. – Ela disse olhando o fogo da lareira. Mentia muito mal e se olhasse para os olhos azuis de Ronald não conseguiria mentir.



- Você chorou. – Ele afirmou e ela o encarou.



- Um pouco sim. Mas agora estou melhor. Acho que devíamos dormir. Não vai demorar muito para amanhecer. Você já é um custo para levantar. Vamos? – Ela lhe sorriu.



- Tudo bem Hermione. Sei que você está escondendo alguma coisa, mas na hora certa você vai falar não é?



- Quem é você e o que fez com Ronald Weasley? – Os dois sorriram.



- Talvez eu só esteja com sono. – Ele bocejou.



- Então vamos. – Ela o puxou pela mão sentindo o rosto corar, mas o virou para que ele não visse. Ficaram assim até chegarem ao topo da escada, onde cada um iria para um lado.



- Obrigada por se preocupar comigo. – Ela disse olhando para o chão.



- Eu sempre me preocupei e vou preocupar Hermione. Boa noite. – Ele deu mais um aperto na mão da garota e seguiu para seu dormitório. Hermione ainda ficou parada um tempo olhando por onde ele tinha ido. Desistira de dormir as poucas horas que lhe restavam. A noite tinha sido agitada demais e ela não conseguiria fechar os olhos com toda certeza.


 


 


N.A: Espero que estejam gostando e ficaria mt feliz em saber a opinião de vc's.. se puderem se manifestar.... ;)


bjoks..

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Comentários: 1

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Enviado por Angel_Slytherin em 08/04/2012

Que capitulo mais tenso!

Preciso dizer que a Hermione já está... huuum, atraída pelo gostosão do Draco?! Como eu sou apaixonada por ele! *--*

Parabéns por mais um capitulo maravilhoso!

Ah sim, a unica coisa que eu notei é que o nome correto é Zabine, e não Zabinne. Mas fora isso, não tenho o que falar!

Beijos
Angel_S

Nota: 5

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