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6. Capítulo 6


Fic: A Lista de Desejos de Hermione Atualizada


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 6


 


Não havia nada na expressão de Harry para trair o fato de que ele acabara de ter um daqueles momentos de iluminação — os surtos de idéias que o faziam tão famoso.


Segurança.


Apesar de sua força aparente e de sua atitude direta, Hermione Granger — consciente ou não — era vi­drada em segurança.


Dave já começou o trabalho no apartamento? ele perguntou, sem se dar ao trabalho de assegurá-la de que ele estava no banco de trás do Rolls que o transportava da pista de pouso; esse não era a preferência dele no que diz respeito a transportes, mas era tão efetivo em irritar os avós maternos de sua filha que ele estava preparado para o sofrimento.


Além disso, se Hermione estivesse preocupada com ele, significava que ela estava pensando nele. Como ele não a tirava da cabeça, parecia justo que ela passasse pelo mesmo sacrifício.


— Ele está trabalhando desde um pouco depois das oito — ela respondeu. — Tenho certeza de que Maggie ficará muito grata.


— Não estou fazendo isso por Maggie — ele disse. — Mas, então, ao menos que você não seja tão inteligente quanto imaginei que fosse, você já sabe disso.


— Você acha que sou inteligente? — O tom que ela usou evitou que parecesse menos um pedido de elogio do que um convite para colocá-la para baixo;


— Ou isso — ele disse —, ou tão obstinada que recusaria em vez de arriscar ficar mais em dívida co­migo.


— Pinte tudo, Harry Potter, se isso lhe agra­da. Não devo nada a você.


— É mesmo? Então, por que vai me levar para jantar no sábado?


Ela respirou fundo, com raiva, e disse:


— Oh, vá fazer uma dancinha escocesa, Potter.


E então ela desligou.


— Droga...


 


— A passarinha com a voz elegante está sendo difícil com você? Neil perguntou sem tirar os olho do jornal.


— Você podia dar uma atualizada nos seus apelidos politicamente incorretos para as mulheres, Neil, em­bora, mesmo nos tempos sombrios da sua juventude, duvido que Hermione pudesse ser descrita como uma passarinha.


Longe disso. Ele pode até não ter ficado muito impressionado da primeira vez que a vira, mas estava sempre pronto para admitir um erro. Sua recompensa era ela ter aparecido no hospital onde, do topo de seus cabelos castanhos até a ponta de seus sapatos elegantes, ela carregava uma aura inconfundível de mulher de carreira e de sucesso. Ele conhecia o suficiente delas para reconhecer uma quando encontrava. Então, o que ela estava fazen­do, desempregada e com tempo nas mãos para aju­dar numa livraria que já passara da época de fechar as portas?


Ao dar-se conta de que Neil tinha olhado para cima e esperava por algo mais, ele disse:


— Ela é uma mulher elegante e educada.


— Então você está com problemas. Não diga que não avisei.


Apenas um pouco cheio de si, Harry pensou, en­quanto ele atirava o telefone para o lado, sobre o estofamento de couro da poltrona, e pegava o dese­nho arquitetônico da revitalização da margem do rio que ele andava examinando quando teve vontade de ouvir a voz dela mais uma vez.


Essa era a desvantagem de empregar pessoas que lhe conhecem desde quando você usava fraldas. Elas simplesmente não tinham respeito...


— Vou ter isso em mente quando ela estiver me pagando o jantar no Ferryside no sábado — ele res­pondeu.


— Ela vai pagar seu jantar?


Bem, isso tem a ver com orgulho próprio...


— Você deveria prestar mais atenção quando es­tiver bisbilhotando.


Neil deu de ombros.


— Se você queria uma conversa privada, deveria esperar até que chegássemos no hotel. Não vai dei­xar que ela pague, vai?


— Estamos no século XXI, Neil. Vivemos num mundo de encontros onde as oportunidades são iguais.


E, permitindo-se um sorriso de antecipação, ele estudou a mistura de conversões e novas constru­ções que ficariam de frente para a nova marina ao redor do velho píer. Aquilo não era, ele descobriu, suficiente para desviar seus pensamentos sobre um affair com Hermione. Dança caipira escocesa nunca foi prioridade em sua lista de passatempos favoritos, mas, de repente, ele pôde ver a atração no corpo a corpo daquela dança energética. A empolgação de se ter a cintura de uma bela mulher sob sua mão enquanto a gira.


E desejou que ela estivesse ao lado dele em vez de seu cínico braço direito.


— Mark Hilliard tem feito um bom trabalho. Não vejo muitos problemas.


— Pela taxa que ele está cobrando, deveria fazer a prefeitura estender o tapete vermelho para você.


Ele se permitiu sorrir.


— Essa, Neil, é a idéia.


— Bem, não conte com isso. Logo que o seu pla­no for do conhecimento de todos, haverá objeções de grupos dedicados à defesa de qualquer pilha de tijolos no país.


— Uma pena ninguém ter se interessado por isso quando Duke deixava a área de Prior's Lane se de­teriorar enquanto ele aumentava os preços dos aluguéis.


— E por falar na mancha em sua bela paisagem, o que você planeja fazer com ela?


— A prefeitura adoraria se lhe déssemos mais es­tacionamentos.


Neil fez uma expressão qualquer com o rosto.


— Você poderia pavimentar mais da metade de Melchester e ainda não haveria espaço suficiente. Eles deveriam trabalhar em algo que fizesse com que as pessoas não usassem seus carros para ir até a cidade.


— Sim, bem, Hilliard está pensando em uma ma­neira de incluir isso no plano. Irei vê-lo na sexta-feira à tarde.


 


Hermione, ainda um pouco abalada, foi até a cozi­nha na parte de trás da loja para preparar um pouco de café, abrindo caixas de livros que haviam che­gado enquanto esperava a água ferver.


Ela não podia acreditar que fora tão estúpida. O que diabos ela estava pensando ao convidar Potter para jantar no restaurante mais romântico do país?


Olhou para a capa do livro em suas mãos — uma linda mulher nos braços de um escocês vestido ape­nas com uma saia e um manto xadrez sobre o om­bro nu — e jogou-o sobre a mesa como se estivesse queimando-lhe as mãos.


Um cliente difícil provou-se uma boa distração, e quando ela finalmente conseguiu desembrulhar o restante dos livros, estava calma o suficiente para procurar pela lista de livros encomendados e sepa­rar alguns para o grupo de leitores. Parecia um bom negócio, e ela ficou pensando em onde eles se reu­niam para discutir os livros que liam.


E de repente os sofás e poltronas fizeram sentido.


Aproveitando os momentos de paz, ela se con­centra no trabalho, vasculhando a documentação para descobrir como a loja funcionava. Automaticamente anotando o que era vendido, trazendo o dinheiro sobre o balcão. O que ficava nas pratelei­ras por meses. Encucada com os altos preços de postagem. Deixando sua mente vagar ao se dar conta de como seria fácil converter a parte de trás da loja numa área longe onde os fregueses poderiam ficar para olhar os livros enquanto se deliciavam com itens lucrativos como café e bolo.


Será que havia um grupo de discussão de leitores de romances policiais? Se houvesse, sua mãe com certeza faria parte.


Se Maggie fosse uma cliente, pagando um bom dinheiro pelos seus serviços, ela a aconselharia a iniciar um, aproveitando o fato de a loja se especia­lizar em romances e romances policiais. Faça um estardalhaço ao dar cara nova ao lugar e transfor­má-lo numa espécie de livraria especializada à qual fãs do gênero fariam questão de visitar.


O tempo de David seria usado de forma mais produtiva aqui embaixo repintando as paredes, cla­reando o ambiente. Ou talvez Harry pudesse ser persuadido a trabalhar um pouco aqui por uma boa causa...


Seus pensamentos soltos foram trazidos de volta com a chegada de Saffy, a estudante enviada pela sua mãe. Ela tinha o nariz empinado, muita maquiagem no rosto e uma mini-saia que mostrava um metro de pernas — resumindo, uma menina típica de 17 anos.


— Minha mãe disse que você precisa de ajuda — ela disse.


— Preciso. — E depois de recitar as regras e esta­belecer os termos do trabalho, Hermione — após banir a idéia de colocá-la arrumando a vitrine para atrair homens — ensinou como a caixa registradora fun­cionava.


 


— Como está, Maggie?


— Ficarei bem assim que eles pararem de me en­fiar agulhas e tirar meu sangue para exames. Aque­la enfermeira é pior do que o Drácula.


Bem, você parece muito melhor — disse Hermione, guardando uma caixa de suco de laranja na gela­deira.


— Sobreviverei. Como você tem passado? Quem está cuidando da loja?


— Minha mãe ficou lá para que eu pudesse vir vê-la. Ela vai ligar para você mais tarde. Contratei uma menina, também, temporariamente. Espero que não se importe.


— Você faz o que for preciso. Não sei o que deu em mim para pedir a você que tomasse conta do negócio. Mas estou muita grata por ter aceito.


— Ponha a culpa em Harry Potter, foi ele quem pôs a idéia em sua cabeça. Ele viu como você estava preocupada. E não tem problema, honestamente. Deitamos no seu sofá e ficamos bem con­fortáveis.


— Você e Harry? — Maggie perguntou, com um certo brilho nos olhos.


— Eu e Archie — ela disse firmemente. — Trouxe sua correspondência — a pessoal. As contas podem esperar alguns dias.


— Traga-as com o talão de cheques da próxima vez — disse Maggie, parecendo resignada com sua condição. — E essas cartas não são pessoais, são encomendas de livros.


— Encomendas? Você vende pelo correio? Isso é normal?


— Provavelmente, não, mas tenho feito isso há anos. Havia uma americana vivendo aqui que não conseguia encontrar livros dos seus autores favori­tos e me perguntou se havia como encomendá-los para ela. Quando ela foi embora, continuou a enco­mendar pelo correio, e o negócio cresceu. Ela falou às amigas sobre mim e como o serviço era bom, e pouco tempo depois as pessoas me telefonavam e me escreviam de todos os lugares. Até mesmo ameri­canos em busca de autores ingleses. Algumas pes­soas simplesmente não confiam na Internet. — Ela devolveu os envelopes. — Você pode cuidar disso? perguntou, recostando-se nos travesseiros, visi­velmente cansada por estar falando. — Você encon­trará os envelopes especiais que uso no armário debaixo da escada.


Isso explica as postagens.


— Maggie, você se lembra quando disse que eu podia mudar algumas coisas de lugar?


Maggie franziu a testa e disse:


— Isso tem a ver com aquela mesa velha? -Bem, sim, mas estive pensando em fazer um pouco mais que isso. — E ela rapidamente explicou suas idéias. — Não quero apressá-la a fazer nada. Apenas pense nisso. Podemos falar sobre isso em um ou dois dias.


— Não, você está certa. Deixei as coisas saírem um pouco da linha.


— Não é nada grave. Mas você se sairia bem com ultima ajuda, creio eu. Você terá o aluguel do apartamento em cima para aumentar sua renda, então acredito que possa custear uma estudante tempo­rária.


— E você? Não posso esperar que você trabalhe de graça.


— Tudo bem. Ainda é como férias para mim.


— Não é o que eu chamaria de férias.Hermione sorriu.


— Bem, talvez seja umas férias trabalhadas — ela concordou —, mas acho que está sendo melhor para mim do que ficar deitada numa praia em algum lugar.


— Bem, se você acha mesmo. Mas você precisa­rá de algum dinheiro para pagar essa garota. Na saí­da, peça à enfermeira para trazer o telefone até aqui. Falarei para o meu contador ir vê-la.


— Certo. — E acrescentou: — Oh, por falar nisso, Harry Potter mandou um rapaz pintar o aparta­mento de cima.


— Que gentil. Ele era bem bagunceiro, sabe, quan­do era jovem. Ficou bastante perturbado por causa de uma garota. Mas tem um bom coração. — Ela sorriu. — E é muito agradável de se olhar.


— Então está tudo bem? — disse Hermione, recusan­do-se a pensar se gostava ou não de olhar para ele. Recusando-se a se entregar à curiosidade de saber que tipo de perturbação — o fato de que ele tinha uma filha sugeria a resposta. Aquela garota. — Dei­xei o pintor começar porque você disse que o apar­tamento precisava ser decorado mas em seguida fi­quei em dúvida se estava fazendo a coisa certa.


— A julgar pelo que vi de você, Hermione, eu diria que você tem como hábito fazer as coisas certas, mas não precisa se preocupar. Harry veio aqui tar­de da noite antes de voar para a Escócia para me dizer o que fez. Ele disse que deixou que você escolhesse as cores que quisesse.


— Foi o que fez, mas...


Mas Maggie fechou os olhos. Se estava mesmo cansada, ou queria apenas evitar falar sobre o apar­tamento, Hermione não sabia ao certo. Mas pareceu um pouco como uma conspiração para ela. Ambos queriam que ela mudasse para lá por suas próprias ra­zões. Maggie, para que a loja permanecesse aberta. E para Harry Potter...


Não. Ela não ia nem pensar sobre o que ele po­deria querer.


Mas ele estava certo sobre uma coisa: a única razão pela qual ela não aceitava aquilo era uma enor­me resistência em ser manipulada. Ou talvez ela estivesse se apegando a uma esperança patética de voltar logo para Londres.


Ela tinha que aceitar que isso não ia acontecer. Pelo menos não tão cedo. Ela já até colocara seu apar­tamento nas mãos de um agente — bem, sua mãe colocara — e, ela podia muito bem retirar seu nome das agências nas quais era registrada por tudo de bom que elas faziam por ela. Dê toda sua energia para a revitalização da livraria. Só tinha uma coisa...


— Antes que eu esteja preparada para pensar em me mudar, Maggie — ela disse, ignorando os olhos lindos dela — , teremos que conversar sobre o aluguel. E preparar um contrato para que ambas fique­mos protegidas. — Sem obter resposta, ela juntou a correspondência e se levantou. — Mas não se preocupe, se você não estiver disposta a isso, posso en­trar em contato com o seu filho e pedir a ele que resolva isso.


— Não se atreva! — disse Maggie, com os olhos bem abertos. — Ele me colocará num asilo antes que eu possa assobiar uma canção.


— Não se eu tiver algo a ver com isso — disse Hermione — Você é jovem demais para ser posta para escanteio, e não deixe que ninguém lhe diga o contrário. Mas quando você estiver em casa, gostaria de ouvi-la assobiar.


Maggie riu.


— Quem sou eu para fazer isso. Não consigo nem assobiar para chamar um cachorro, mas isso era o que o meu marido dizia. Ele viveu na América por um tempo e creio que algumas das frases que ele dizia ficaram em mim.


— Você deve sentir falta dele.


— Nem tanto quanto deveria, aliás, ele não era o melhor marido do mundo. Foi difícil para Jimmy quan­do ele foi embora. Um menino precisa de um pai.


Meninas também, Hermione pensou.


Harry pode ter sido bagunceiro, mas pelo me­nos fez um esforço para manter contato com a fi­lha, embora ele não tivesse mais de 18 anos quan­do ela nasceu.


Talvez ela tivesse sido um pouco dura com ele.


Mais tarde, ao caminhar pela Prior's Lane rumo aos correios, com uma pilha de envelopes, ela pa­rou para olhar ao longo da curva daquela rua estreita, imaginando como ficaria pintada com tinta fresca, brilhante, toda reformada com cada loja decorada com cestas de flores.


O que a área precisava era de algum tipo de as­sociação de comerciantes, ela concluiu. Um grupo ativo para reacender a área. Mas essas coisas não acontecem do nada. Exigia muito trabalho e esfor­ço de alguém que não trabalhasse o dia todo para sobreviver. Alguém com o conhecimento para buscar incentivos do governo e de grupos históricos.


Ela fez o possível para ignorar a voz em sua ca­beça dizendo alguém como você, mas quando che­gou na fila dos correios já estava fazendo listas mentais.


Um local de encontro era a primeira necessida­de. Panfletos para esclarecer os objetivos e reunir todos, e um telefonema pessoal em seguida para animar os menos empolgados. E, então, logo que ficasse claro quem estava preparado para ajudar e quem apenas concordaria com tudo contanto que não tivesse que fazer nada, um pequeno comitê...


Seus pensamentos foram interrompidos abruptamente pela notícia na capa do jornal nas mãos do homem à sua frente.


Nova Área a Ser Construída Anunciada


Havia uma fotografia dos galpões abandonados próximos às docas. Um esboço da área em questão. De repente, ele dobrou o jornal e ela conseguiu ver apenas metade. A metade que não interessava.


Certamente, o boato que sua mãe ouvira havia sido levado às últimas conseqüências. Ninguém po­deria estar pensando seriamente em botar abaixo o coração histórico da cidade e substituí-lo por um complexo de escritórios ou um estacionamento. Será que isso era possível?


No minuto em que ela despachou os livros, cor­reu até a banca para comprar o jornal antes de vol­tar para a livraria. Ela só precisou dar uma olhada para se dar conta de que era possível.


O editorial descrevia a Prior's Lane como uma inclusão de choque no plano e, ao mesmo tempo, que via como bem-vinda a recuperação das docas, o dinheiro e os empregos atraídos para a cidade pelo novo complexo de escritórios, a nova marina proposta, que também previa uma resistência considerável a essa erosão do passado histórico da ci­dade.


— Pode apostar que sim — disse Hermione.


Saffy desviou o olhar de um livro que lia.


— O quê?


— Eles se arrependerão. Se algum construtor ambicioso acha que vai passar por cima de nós, ele pode reconsiderar essa idéia. — E, então, perceben­do que Saffy não fazia idéia do que ela estava falando, deu a ela o jornal para que a menina pudesse lê-lo. — É um escândalo.


— Por quê? Eles vão apenas derrubar um monte de prédios horríveis.


— Não apenas os prédios horríveis. A Prior's Lane está incluída nos planos.


— E daí? — Ao dar-se conta de que isso não era bem o que ela queria ouvir, acrescentou: — Digo, esse lugar está meio caído, você não acha? Quem viria aqui no frio e na chuva quando é possível com­prar qualquer coisa nos shoppings! E esses paralelepípedos são horríveis para quem usa salto alto.


— Talvez, mas são mais bonitos do que asfalto, e duram muito mais. — Mas a reação da menina a fez pensar. Ela achava que todos lembravam daquela área da forma como ela lembrava, mas talvez não fosse bem assim. — Suponho que você tenha razão. Não há muito aqui que atraia as pessoas dos shoppings. É uma vergonha. Havia lojas muito adorá­veis por aqui — ela disse, descrevendo aquele lugar na época em que tinha a idade de Saffy. E soando inconformada, ela percebeu, como sua mãe quan­do o mesmo shopping acabou com a High Street.


A garota não pareceu convencida.


— Então, se as lojas eram tão legais assim, por que fecharam?


— Sim, bem, isso é uma boa pergunta.


Definitivamente, uma pergunta para se guardar. E, consciente do valor do ataque enquanto o problema estava fresco na cabeça das pessoas, ela pre­parou um convite para uma reunião para a qual ela não tinha tido tempo de encontrar um local apro­priado, e portanto aconteceria na livraria. E, então, quando Saffy foi até a biblioteca tirar cópias, pediu para ela distribuir os convites ao longo da rua. Sua mãe chegou quando ela fechava a loja.


— Como foi lá?


— Bem — ela disse ao trancar a porta, esticando-se para fechar a tranca de cima. — Meus pés estão doendo, minhas costas... na verdade, quase tudo dói, mas, tirando isso, tive um dia legal.


— Nesse caso, você não deve ter visto o jornal.


— Vi sim. Já organizei uma reunião para amanhã à noite.


— Meu Deus, você não perde tempo.


— Não. Para quem estava desempregada, e sem chances de arrumar um emprego ontem, agora pa­reço ter dois grandes projetos em mãos. Reformar a livraria e salvar a Prior's Lane.


— Você tem o trabalho. E já tem o cliente?


— Alguém para pagar, você quer dizer? Não, mas haverá muita publicidade no caso Prior's Lane. Se eu cuidar disso direitinho, demonstrará que não sou esse desastre que os meus antigos empregadores estão insinuando.


— Bom raciocínio. E não há razão porque a re­novação da livraria não lhe fizesse bem. É o tipo de coisa que a revista Crônicas do País gosta de mostrar. Combinada com a luta pela Prior's Lane, você pode até gerar interesse por parte dos jornais de domingo.


Era um infortúnio descobrir que as habilidades gerenciais que ela sempre considerou como resul­tado de anos de estudo e experiência foram apren­didas com sua mãe. Uma mulher que nunca teve uma carreira. Grávida e sozinha com 17 anos, ela nunca teve chance de tentar uma carreira; teve que trabalhar para pagar as contas e se virar para cuidar dela. Sempre fazendo o possível para a filha ter um começo melhor que o seu. Que sua vida não fosse desperdiçada antes mesmo de começar.


Será que seu pai fora como Harry? Jovem, assustado, correndo o mais rápido possível da ba­gunça que ajudou a fazer? Exceto pelo fato de Harry não ter corrido.


Num impulso, ela abraçou sua mãe.


— Ei, para que isso?


— Por tudo. — E a seguir: — Você estará em casa essa noite? Precisarei de algumas das minhas coisas. Minhas roupas sociais dentre outras coisas.


— Venha comigo agora. Pegaremos alguma co­mida para levar e ajudo você com a mala enquanto me conta sobre seus planos.


 


— Como foi a festa?


— Um luxo — Harry respondeu ao entrar no carro. O padrasto de Chuí não economizou na festa.


— É mesmo? — Neil franziu a testa. — Achei que você iria pagar a conta.


— Como eu disse, ele não economizou. Não que eu tenha inveja. Ela é tudo o que tenho e eu a vejo muito pouco.


— Bem, isso vai mudar quando ela vier para o sul para a universidade, não é?


— Sejamos realistas, Neil. Ao contrário de você, eu nunca cheguei à universidade, mas tenho certeza de que você não perdeu tempo saindo com seu pai. — E acrescentou: — Diga-me o que está acontecendo em Melchester. O anúncio saiu como planejado?


— Saiu.


— E?


Ele entregou a HArry uma folha de papel.


— Peguei isso na Internet hoje de manhã.


Harry se pegou olhando para uma foto de Hermione


Granger com a Prior's Lane atrás. O lugar parecia agradável em vez de deteriorado sob o sol da pri­mavera. E notou que alguém havia colocado vasos com flores do lado de fora da loja para adicionar uma corzinha. Um belo toque.


— Você sabe quem fez isso? — ele perguntou.


— Sim. É problema. A garota com a voz de cho­colate usou essa voz para alguma coisa, organizan­do os comerciantes da Prior's Lane e criando um grupo de pressão antes que a tinta tivesse secado na edição de quarta-feira. De acordo com o editorial, eles não serão retirados dali.


— Não? — Harry sorriu. — Caramba, Neil, ela não é uma gata? Adoro esse traje. Mostra a quantidade exata da perna dela. O suficiente para fazer qual­quer um querer ver mais...


— Não consigo entender por que você acha isso tão empolgante.


— Não estou rindo. Francamente, estou muito admirado. Deixe disso, você deve estar impressio­nado. Quanto tempo ela levou para organizar tudo isso?


Você é o gênio, faça os cálculos. O plano de construção saiu quarta-feira na edição da noite do Chronicle. Isso aí saiu na primeira edição de hoje. Sexta-feira.


Menos de 48 horas.


— E ela já falou na rádio local hoje de manhã. — Ela não apenas parecia maravilhosa. Ela era maravilhosa. O que diabos ela estava fazendo per­dendo seu tampo em Melchester? Por que não esta­va em algum lugar gerenciando uma empresa? Ele a empregaria de imediato. Se ela não estivesse fa­zendo um trabalho tão bom em desviar a atenção dos agitadores das construções principais.


— O que você vai fazer, Harry?


— Nada. Pelo menos não diretamente. — Ele já checara com o departamento pessoal para se assegurar de que ela nunca trabalhara para ele an­tes. Mas, certamente, ela já trabalhara para alguém. Quero que você vá atrás daquelas agências de ofertas de mão-de-obra. Diga que estamos à pro­cura de uma mulher experiente e bem qualificada para um emprego de gerência plena em linha de produção. Cerca de 30 anos. Alguém com forte experiência organizacional. Veja se o nome dela aparece.


— E se aparecer?


— Envie-me por e-mail tudo o que eles tiverem. E enquanto isso descubra se a entrevista que ela deu na rádio está na Internet. Gostaria de saber o que ela tem a dizer.


Ele queria apenas ouvir a voz dela.


— Mas... — Neil deu de ombros. — Tudo bem, Harry. Vou atrás disso.


— E lembre a todos no escritório que se os cava­lheiros da imprensa tentarem pressioná-los, seus únicos comentários serão sem comentários. O mesmo vale para qualquer pessoa legal que queira com­prar-lhes uma bebida num bar. Trabalhei duro para que o meu nome não estivesse conectado a esse pro­jeto, mas agora isso virou assunto público e haverá pessoas a fim de descobrir quem está por trás da Melchester Finanças.


— E Marty Duke? Ele acabou de lhe vender al­guns terrenos que não sabia estar incluídos no proje­to. Ele deve estar soltando fumaça pelas ventas.


Harry sorriu. Ele teve o mesmo pensamento.


— De acordo com minha informação, ele estava pronto para sair do país no momento em que o banco transferiu o dinheiro, sem dúvida com um ban­do de credores atrás dele. Vamos torcer para que eles não o tenham prendido. Mais alguma coisa pre­cisando da minha atenção imediata?


— Nada que eu não possa resolver sozinho.


— Ótimo. Nesse caso, vou para casa tomar um banho e me trocar antes do encontro com Mark Gilliard. Estarei na cabana o fim de semana inteiro, caso me procure, mas, por favor, não telefone, ao menos que seja muito importante. Tenho um en­contro com uma linda mulher.


— Ainda planeja jantar com a srta. Granger? Ago­ra que ela é... é...


Neil fez um gesto vago, aparentemente sem querer sugerir exatamente o que Hermione Granger poderia ser.


— Líder da oposição? — ele disse. — Diga-me uma coisa, meu amigo, por que eu desistiria de ouvir dos lábios dela que planos ela tem para arruinar minhas ambições?


Neil ficou visivelmente em choque.


— Bem, sim, mas isso não é muito ético, não é mesmo? Especialmente quando é ela quem pagará a conta.


— E, o problema não é meu se ela pensa que sou apenas um biscateiro.


— Ela vai lhe matar quando descobrir, e quer sa­ber de uma coisa? Estou do lado dela.

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