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2. O senhor da verdade


Fic: Duas verdades No ar o epilogo 05-07


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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 No último cap:


- Eu vou ter que ir agora. Me lembrei de algo, e bem, tenho que ir. Meu amigo tem que ir comigo. É isso, sinto muito. – Ele fez menção em ir até Helen e lhe dar um beijo mas ela apenas puxou Hermione pela mão, e em um sussurro disse adeus. Ficara magoada com o comportamento estranho dele.  


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- Helen? – Por fim Hermione conseguiu abrir a boca e dizer algo. Já estavam dentro do banheiro feminino.


- O que foi? – A morena estava mal humorada.


- O que aconteceu? – Hermione passou a olhar pelo espelho.


- E eu sei? O B simplesmente surtou quando viu você se pegando com o amiguinho dele. – A castanha franziu o cenho.


- Mas, me parecia que era isso que ele queria que acontecesse, não é?


- Eu também achei, mas acho que nos enganamos. Nossa, isso foi muito estranho. – Helen se virou para Hermione e sorriu maliciosamente. – Mas você hein? Para quem não queria beijar de jeito nenhum, arrasou!


- Ah, por favor. Não foi nada demais. Foi? – Hermione corou perante a cara da prima.


- Olha, se o B não fosse um estraga prazeres de marca maior, eu não sei onde vocês dois terminariam a noite. – Hermione deu um leve tapa no braço de Helen.


- Ta louca? Eu nem sei o nome dele. Meu Deus! Eu nem sei o nome dele! – A castanha parecia realmente assustada. Helen apenas achava graça.


- Desencana disso. Provavelmente você nunca mais o verá, e depois, o nome não tem importância para o beijão que vocês estavam trocando. – Hermione perdeu o foco.


- É. Eu nunca tinha beijado daquele jeito. Nossa. Algo tão forte, tão quente. Realmente, se seu amigo não chegasse, acho que a gente não ia parar. Eu pude sentir que ele não queria parar. Como isso é possível? – Hermione encarava a prima em busca de respostas.


- Sei lá Mione. Mas eu sei como é a sensação. Quer repetir a dose? A festa nem está na metade! – Helen piscou para ela.


- Não! Acredito que mesmo que se quisesse eu não sentiria o que senti. Não do mesmo jeito. – Hermione parecia pensativa e Helen achou melhor não retrucar, na sua opinião, sua prima era estranha demais. Mas mesmo assim a puxou de volta para o salão. Talvez não beijassem mais, mas ainda tinha muita bebida boa e musica para dançar.


Já Draco estava em conflito interno. Não sabia se agradecia ao amigo por ter parado um dos melhores beijos da sua vida ou se o esmurrava por isso. Pensou bem enquanto caminhavam pelos jardins da mansão em silêncio. Aparataram direto lá. Mas quando chegaram ao seu quarto, não se conteve mais.


- Por que você fez aquilo? – Ele já tinha tirado seu capuz e jogara a máscara verde em cima da cama. Blás se jogara em uma das poltronas perto da janela, já sem sua máscara também.


- Que foi Draquinho? Estava gostando da trouxa é? – Blás sorriu meio lábio. Draco apenas arqueou uma sobrancelha.


- E se estivesse? Não era isso que você queria? – Draco cruzou os braços a altura do peito.


- Sim. Mas não se preocupe com isso. Eu só tive que vir embora e não podia te deixar sozinho lá. – O moreno agora olhava a janela. Ao contrário dos dias anteriores, a noite estava fresca e estrelada. Draco se sentou em uma poltrona ao lado do amigo, soltando um sorriso pelo nariz.


- Não podia me deixar sozinho lá? Desde quando você se preocupa em não me deixar sozinho? – Blás não sabia o que responder. Ele podia simplesmente contar a verdade. Draco iria para o banheiro, ter ânsias de vomito. Depois tomar um banho de 3 horas, e amaldiçoá-lo por ter o feito beijar a sabe tudo da Granger, mesmo que involuntariamente. E quando voltassem para escola, Draco iria descontar toda a sua fúria na pobre garota, sem nem ela sonhar o porquê de mais raiva do loiro. Blás nunca teve nada contra Hermione, ele na verdade a admirava. Ser amiga de um marcado para morrer e de um tapado ruivo não devia ser coisa fácil. E além disso, ela era estritamente inteligente, como poucos. Era bruxa de primeira. Enfim, ela não merecia mais humilhações vindas de um mal humorado Malfoy.


- Ei Zabinne! Ainda to esperando a resposta! – Draco estalou os dedos no rosto do amigo que parecia ter ido para outro planeta.


- Olha, você é um bruxo mimado! Imagina você sozinho numa festa trouxa. Não ia dar certo Draco. – Até que sua resposta fora razoável, tanto que o loiro parecia ter engolido.


- Hum. Mas por que então a pressa em voltar? – Blás suspirou.


- Que foi hein? Você ta me lembrando uma pessoa com essa ânsia em saber o porquê de tudo! – Sorriu malicioso, ia brincar com a informação que só ele tinha.


- De quem você ta falando? – Draco já imaginava a resposta, mas queria ver até onde ia a audácia do amigo.


- Ora Malfoy, você não sabe? Ah, esqueci, doninhas não pensam! – Blás respondeu em uma imitação precária de Hermione. Draco se levantou bufando.


- Você é um escárnio. Me comparar com aquela lá. Uma sujeitinha qualquer de sangue ruim. Eu tenho nojo dela. Pavor! – Blás gargalhava a cada palavra de Draco. Não podia evitar. – De que tanto você ri? Eu estou falando muito sério!


- Eu sei! – Blás disse sem fôlego. – E é justamente por isso que estou rindo! – E mais uma onda de gargalhadas o invadiu. Draco voltou a se sentar confuso.


- Você usou aquelas coisas trouxas Blás? – O moreno o olhou ainda rindo, mas com um olhar de indagação. Draco parecia preocupado. – Aquelas coisas, que os deixam doidões?!


- Drogas? – O loiro apenas assentiu com a cabeça e Blás agora se curvava de tanto rir.


- Inferno! Você é um doente! Vou tomar um whisky.  – E Draco saiu de seu quarto em busca da bebida deixando seu amigo completamente descontrolado por uma graça que só ele entendia qual.


 


Ela mal acreditava, que enfim estava em um lugar que lhe parecia familiar. Afinal, A Toca a fazia se sentir em casa. Depois das semanas tumultuadas na casa de Helen, nada como um pouco de magia para acalmar. Apesar dos presságios de uma guerra cada vez mais próxima, ali, tudo cheirava a bacon, carinho e família. Ficou melhor ainda quando Harry apareceu de surpresa, trazido por Dumbledore. Passaram dias relativamente tranqüilos lá e mesmo as noticias do julgamento de Lucius Malfoy, não os atingiu nem pra bem nem pra mal. Ali eles quase esqueciam do terror que os rondava e Hermione quase esqueceu o melhor beijo que já dera na vida, mas quase. As vezes se pegava pensando no fato. Como tivera a coragem de beijar uma pessoa que nem o rosto ela vira? E pior, ter gostado tanto? Mas não ficava dedicando muito seu tempo com isso, até mesmo porque o ano letivo estava próximo, e faltando pouco tempo para regressarem a Hogwarts, ela e seus amigos foram ao Beco Diagonal fazer compras.


Naquele dia, não só os grifinórios foram dar uma volta pelo Beco, Draco também resolvera ir por ali, mais necessariamente a Travessa do Tranco. Já estava com idéias de como resolver seus problemas por conta de sua nova condição e então fora começar as colocar em prática.


Com sua austeridade e pompa foi a Borgin e Burkes e falava com Borgin com rapidez e empolgação sem se dar conta de estar sendo vigiado de perto pelo trio “maravilha”.


O que eles conseguiram escutar com as orelhas extensíveis que Rony trazia a tira colo, não foi muito, mas foi o suficiente para plantar muitas suspeitas em Harry Potter.


Nada de mais importante aconteceu, até o 1° de setembro. A plataforma 9³/4 estava movimentada e barulhenta como sempre. Hermione, Harry e Rony, mais Gina, já estavam em uma cabine devidamente confortáveis.


- Nossa, daqui a pouco temos que ir para o compartimento de monitores Rony. – Os olhos de Hermione brilhavam de excitação, conseguira enfim, o seu tão sonhado cargo de monitora. O amigo estava mais surpreso do que feliz com sua nomeação.


- Se acalme Hermione, acabamos de embarcar. Segundo o pergaminho só precisamos ir lá, quando estiver faltando cerca de uma hora para chegar na escola. – Harry e Gina riram da cara de inconformada de Hermione.


- Você devia dar mais valor ao seu cargo Rony, afinal é de muita responsabilidade.


- E eu dou, acredite! Mas não vou chegar duas horas antes numa reunião pelo fato de eu estar eufórico com minha nomeação! – Hermione franziu o cenho e encarou Rony séria. Harry e Gina já sabiam, mais uma briga sem sentido se iniciaria ali.


- Você por acaso está insinuando que eu esteja “eufórica”? – Rony ergueu as sobrancelhas.


- Não estou insinuando, estou dizendo oras. – Todos ali viram a mão de Hermione se fechar em punho, Rony até se assustou, mas ela não fez nada.


- Você quer dizer então que eu sou uma descontrolada! – Ela se virou, encarando a parede a sua frente, cruzando os braços a altura do peito. Rony ficara vermelho, nunca entendia porque Hermione era tão destemperada com ele.


- Ah Hermione, se acalme. Eu não quis dizer nada, está bem? – Ele olhava o perfil dela. A menina nada respondeu, e depois de alguns minutos em silencio, puxou um livro da bolsa que carregava junto de si. Harry parecia constrangido demais por estar ao lado de Gina, e essa parecia aérea. Já Rony ainda parecia tentar entender o comportamento exagerado de Hermione.


- Bom, eu acho que vou indo. – A ruiva se levantou chamando a atenção para si.


- Vai onde Gina? – Rony perguntou com autoridade que sempre a irritava.


- Se fosse da sua conta eu diria, mas como não é, adeus. – E saiu do compartimento sem dizer mais nada. Harry respirou fundo, e ainda olhou desanimado para a porta fechada, por onde Gina tinha saído.


- Bem, será que podemos conversar agora, só um pouquinho. – O moreno descabelado resolveu quebrar o gelo, e realmente queria falar sobre aquele assunto.


- Harry se for o que estou pensando que seja...


- Ah Hermione, você vai continuar negando?


- Do que vocês estão falando? – Rony ainda não tinha se interado do assunto em questão.


- Não é negando, eu não posso negar algo que eu não sei. Assim, você também não pode afirmar, você também não sabe.  – Hermione disse como se quisesse encerrar o papo.


- Não é tão simples Hermione, nos o vimos, o jeito que ele estava.


- Hei, não vão me colocar no assunto? De quem estão falando agora? – Rony fazia cara de suplica para os amigos, mas eles nem ao menos olhavam para ele.


- Harry, o comportamento dele é totalmente justificável se levarmos em conta o lugar que ele estava. Ninguém quer ser visto naquele lugar. – Rony coçava a nuca como se isso o ajudasse a entender melhor as coisas.


- Se não quer ser visto lá, o que ele foi fazer lá então? Essa é questão. – Hermione revirou os olhos.


- Estamos cansados de saber que a família dele é fã de artes das trevas, isso é um grande motivo para levá-lo lá. Mas isso não o torna o que você acha que ele se tornou.


- Hermione, por que você defende tanto o Malfoy? – Harry franzira o cenho e Rony parecia estar iluminado naquele momento. Já Hermione bufou.


- Ah, vocês estão falando do Malfoy, por que não disseram logo?


- Harry, eu não estou defendendo ele. Puxa, só acho que todo mundo tem direito a dúvida, mesmo essa pessoa sendo Draco Malfoy. E depois é arriscado você sair dizendo por aí que ele se tornou um Comensal sem ter provas. Ele pode te encrencar, e nós sabemos bem que isso é tudo que ele quer.


- É Harry, a Hermione pode estar certa. Apesar de eu achar a mesma coisa que você, a gente não precisa ficar repetindo toda hora. – Rony olhava o amigo moreno com o uma expressão de cumplicidade.


- Tá vendo Harry, até o Rony concorda comigo. Isso deve dizer alguma coisa. – Rony olhou Hermione indagativo. Nunca entendia de primeira as coisas que ela dizia, ainda mais as que se referiam a ele. A menina apenas deu um sorrisinho de satisfação, ganhara uma discussão, como sempre gostava. Harry se recostou no encosto da cabine resignado.


- Certo, não vou ficar falando isso por ai, mas não desisti da idéia. Esse ano vou prestar mais atenção em Draco Malfoy.


Hermione resolveu não falar mais nada, e voltou sua atenção para o livro. Rony parecia não ter muito o que dizer e logo já estava dormindo.


 


- Não acredito que estou voltando para essa porcaria de escola. – Draco estava sentado completamente jogado no banco. Ao seu lado, perto da janela, estava Pansy Parkisson, um menina bochechuda, de cabelos lisos negros e curtos, não muito bonita, mas também não era feia. A frente deles estavam Blas e Goyle. Crabbe tinha saído atrás do carrinho de doces e ainda não voltara.


- Se acalme Draco, afinal não é tão ruim assim. Eu não acho. – Pansy respondera sem olhá-lo, estava distraída olhando a paisagem correr pela janela.


- Esse ano, na minha opinião vai ser cheio de surpresas. – Blás sorriu enigmático ao dizer isso, mas ninguém deu atenção.


- Digam por vocês então. Espero nunca mais ter que voltar pra cá. – Draco abaixou a cabeça ao dizer isso, tinha um ar cansado. Blás apenas o observou tentando entender as palavras do amigo, já Pansy o encarou.


- Como não voltar? Ainda estamos no sexto ano, temos o sétimo pela frente. – Draco a olhou.


- Eu não volto, não.


- Do que você está falando Draco? – Blás fitou com atenção o loiro a sua frente, mas antes que ele pudesse responder, uma escuridão negra tomou conta da cabine, no momento em que Crabbe voltara de seu tour gastronômico.


- Que porcaria é essa? – Draco se levantou nervoso. Pansy o puxou pela mão o fazendo sentar novamente.


- Se acalme Draco, não deve ser nada demais. Há muitos pirralhos espalhados por ai, estamos quase chegando. – Pouco tempo depois a escuridão se dissipou do mesmo jeito que começara. Draco de fato se sentou, mas não deixou de observar algo estranho no bagageiro que ficava acima das cabeças de Blás, Goyle e agora Crabbe, mas não comentou nada. Mas, mais tarde ele descobriria que se tratava de Harry Potter escondido pela sua capa de invisibilidade. A briga que se seguiria seria injusta, pois só ele bateria e humilharia seu inimigo.


 


O salão principal estava lotado. A seleção das casas já tinha acontecido e os avisos tradicionais de Dumbledore também. Estavam todos se alimentando animadamente, exceto Hermione e Harry. Ela por estar preocupada com o amigo, que ainda não tinha aparecido.


- Onde ele se meteu? Por que o Harry sempre some? – Ela falou mais para si do que para os amigos que estavam sentados próximos.


- Não se preocupe, já ele aparece. – Rony falou antes de engolir seu pedaço de torta de frango.


- Você é muito tosco Ronald, muito! – Hermione revirou os olhos e encarou a porta de entrada pela décima vez, para ver seu amigo de olhos verdes entrar completamente sujo de sangue.


- Ah, oi! – Ele disse ao se sentar ao lado de Gina que o encarava preocupada.


- O que houve Harry? – Hermione o perguntou conjurando um lenço para que ele pudesse se limpar.


- Ah, o de sempre, Malfoy. – Harry disse dando de ombros.


- Como assim Harry? – Foi Gina quem perguntou, ele abaixou os olhos para responder.


- Ele quebrou o meu nariz.


- Por quê? – Hermione perguntou recebendo a atenção do amigo novamente. Rony ouvia tudo atentamente, mas não parara de jantar por isso.


- Hã, bem, a gente discutiu, só isso. – Ele falou sem graça.


- Não entendo. Malfoy chegou praticamente junto com a gente aqui, eu o vi passar com a Parkisson. Mas você só chegou agora.


- Por que você está prestando atenção no Malfoy? – Rony a perguntou novamente de boca cheia. Hermione fez cara de nojo.


- Olha, eu tenho certeza que seus pais te ensinaram a ter educação, mas como sempre, você não aprendeu! – Rony ficou vermelho e empurrou o prato para longe de si.


Depois de Harry dizer que em um outro momento explicaria melhor sua briga com Malfoy, os garotos acabaram de comer, e logo em seguida saíram, para poderem descansar, afinal no dia seguinte teriam aula.


Já Draco não teve tanta sorte. Snape o fez segui-lo para uma das masmorras para explicar o quão difícil era a sua missão, o que surpreendeu o loiro, pois ele não sabia que seu professor de poções, agora de arte das trevas, sabia de seus problemas.


- Já chega! Eu sei muito bem o que tenho que fazer, não preciso de babá. – Disse frio se levantando da cadeira em que estivera sentado, calado, pelos últimos 20 minutos.


- Não seja indelicado garoto. Estou só abrindo seus olhos para que...


- Abrindo meus olhos? Ora, como seu fosse um idiota que não sabe de nada. Eu sei muito bem o que me espera, obrigado. O inferno que a minha vida se transformou desde o dia que aquele , aquela coisa ousou me marcar. Sei muito bem que as coisas só vão piorar daqui pra frente, então, por favor, pare de perder seu tempo e gastar o meu. Estou cansado, faz tempo que não durmo, queria tentar novamente. Ainda me fizeram monitor, só para me atolarem mais ainda de coisas. Será que eu posso ir?


- Você é quem sabe então. Vá logo. Espero que não seja tolo demais. – Snape disse como se não se importasse de fato, mas a verdade é que ele se importava sim, afinal, sua vida estava em jogo graças a um voto perpetuou que fora obrigado a fazer com a mãe de Draco.


O loiro saiu tonto pelos corredores do castelo. Mal tinha chegado e já tinha sido confrontado com sua nova condição. Que inferno de vida, ele crispava em pensamento. Quando chegou a sua casa, a sala comunal estava mais escura que o normal. O tom esverdeado estava mais escuro, como se até o lago negro acima, estivesse mais sinistro do que o de costume. A lareira trazia pouca luz e calor para aquele lugar, mas de qualquer forma se sentiu mais confortado. Ao se aproximar mais dos sofás centrais, percebeu que não estava sozinho.


- Perdeu o sono? – Ele perguntou sorrateiro, arrepiando a nuca de Pansy.


- A, você e essa sua mania de me assustar. Venha, sente aqui comigo. – Ela lhe respondeu batendo com a mão no assento ao seu lado. Draco se jogou no lugar.


- Camisola bonita. – Ele falou a olhando de baixo pra cima. Ela lhe sorriu.


- Obrigada, não senti a necessidade de colocar um robi, achei que todos já estavam dormindo. Onde esteve? – Ela lhe perguntou deitando sua cabeça nas pernas dele. Draco automaticamente passou acariciar seus cabelos negros e escorregadios.


- Snape queria conversar comigo. E eu não quero falar sobre o que. – Draco encarava o fogo a sua frente, Pansy suspirou.


- Certo querido, eu não quero saber de nada, talvez seja melhor assim. – Draco franziu o cenho, e olhou para o rosto de Pansy. Ela estava de olhos fechado, recebendo de bom grado o carinho que lhe fazia.


- Não me respondeu o porquê de estar aqui tão tarde. – Achou melhor mudar de assunto.


- De fato perdi o sono. Já fez cerca de uma semana que não durmo direito. Sinto que muita coisa vai mudar e isso me angustia muito.


- Do que você está falando Pansy? – Draco parara com seu carinho o que fez com que Pansy abrisse os olhos e o olha-se.


- Não sei ao certo, só sei que sinto isso, não sei explicar. – Draco deu um sorriso de meio lábio.


- Vocês mulheres tem mania de sentir coisas não é? – Pansy acompanhou o sorriso dele.


- E na maioria das vezes acertamos.


- Hum, talvez. Sentiu minha falta nas férias? – Ele lhe perguntou levantado uma das sobrancelhas.


- Um pouco sim, apesar de ter que confessar que a Espanha é um país quente. – Ela mordeu o lábio inferior.


- Você diz isso assim, na minha cara? – Draco fingiu uma irritação que não sentia e que Pansy sabia.


- Eu sei que você já foi à Espanha e me entende. – Ela o olhou com cara de inocente.


- Certo, eu te compreendo sim. Mas duvido que achou alguém melhor do que eu. – Pansy então se levantou e sentou no meio das pernas do sonserino sorrindo. Draco aprovou o gesto dela.


- Bom, acho melhor você me mostrar se é tão melhor assim. – O loiro então a puxou pela nuca e a beijou com vontade. Na verdade, ele não entendia bem como as coisas aconteciam entre ele e Pansy. Desde o último ano, eles se envolveram, a ponto de Pansy se entregar a ele, o que o causou até um certo constrangimento. Mas eles não namoravam, e isso parecia não incomodar nenhum dos dois. Ele sabia que Pansy ficava as vezes com outros garotos assim como ele se aventurava com outras garotas, mas no fim um voltava para os braços do outro. Ele se sentia a vontade com ela. De alguma maneira, Pansy o acalmava e o fazia se sentir melhor. Ela não era imatura como algumas garotas que se envolviam com ele. Não era pegajosa ou ciumenta. Talvez por isso ele se sentia livre o suficiente para voar e depois voltar para ela. Mas ele tinha uma certeza absoluta, não era apaixonado por ela, como as vezes, ele desconfiava que ela fosse por ele. Draco apenas gostava muito de Pansy, e de uma forma completamente torta, ela era muito especial para ele.


O beijo logo estava mais quente e avançado do que nunca, mas Draco, num relampejo de consciência se lembrou de que tinha uma marca no braço, marca essa que não poderia ser vista por ninguém, menos ainda por aquela morena. Interrompeu o amasso, fazendo uma nota mental de dar um jeito de encobrir aquela coisa em seu braço esquerdo para futuramente poder ter suas aventuras sossegado, aquilo, ao menos aquilo, o Lord não tiraria dele.


- Pansy, espere! – Disse ofegante a vendo atacá-lo pelo pescoço ao ter sua boca livre da dele. Ela fungou em protesto, mas levantou o rosto.


- Que? – Draco respirou fundo duas vezes antes de responder.


- Estou cansado. Hoje é melhor irmos dormir. – Ele tentou ser convincente, mas pelo sorriso debochado dela, viu que tinha fracassado.


- Não é o que parece Draco. – Ela disse manhosa, passando as mãos nos cabelos dele. – Não mesmo. – Pansy foi atrevida o suficiente para olhar para o meio das pernas dele, já que ela estava de frente a ele, sentada com uma perna de cada lado do corpo do loiro.


- Pois é, mas mais cinco minutos acaba, sério.


- Você nunca nega fogo, o que ta acontecendo?


- Só cansaço mesmo. Temos o resto do ano para aproveitar. – Pansy o olhou nos olhos e entendeu que, por algum motivo muito obscuro, ele não poderia ser dela naquele momento, mas, seria depois. A promessa que ele lhe fazia era silenciosa, mas era verdadeira.


- Tudo bem Draco. Vamos dormir então. – Deu um último selinho nele e se levantou. Sem dizer mais nada, seguiu para seu dormitório, deixando um loiro ainda meio em chamas sentado no sofá. O corpo de Draco estava quente, e sua cabeça também, mas por motivos completamente diferentes.


 


O dia seguinte amanheceu atípico para aquela época do ano. A chuva arrebatava as paredes do castelo o deixando mais úmido e cinzento. Hermione já acordara há bons 30 minutos, e estava na sala comunal de sua casa esperando pelos amigos que pareciam ter combinado em se atrasar. Quando por fim, resolveu libertar Bichento de suas mãos nervosas, e se levantar para olhar a janela, viu uma cabeleira ruiva descendo junto de outras duas, uma loira e uma escura.


- Ai Lilá, presta atenção no que você ta falando, o Ronald não é isso tudo não filha!  -Gina descia as escadas com uma cara de riso. Lilá, que vinha logo atrás, tinha um rosto tomado pela raiva, enquanto sua amiga, Parvati, ria abertamente.


- Você fala isso porque é irmã dele e não presta atenção. – Ao chegarem na sala, Gina se virou para trás, para melhor ver a loira.


- Justamente por eu ser irmã daquela lesma sei o que estou dizendo, mas se você quer ver as coisas assim, fique a vontade. – Lilá ia responder algo para Gina, mas assim que seus olhos caíram na figura de Hermione, próxima a janela, prestando atenção na conversa, fechou ainda mais a cara e com tom de amargura cuspiu suas palavras.


- Já entendi Ginevra, já entendi. Vamos Parvati. – E sem dar tempo de reação pra ninguém, puxou a amiga pela mão e arrastou até o buraco do quadro da Mulher Gorda. Hermione então se aproximou de Gina que ainda olhava por onde Lilá tinha ido, tentando compreender as ultimas palavras dela.


- Gina. – A ruiva deu um pulo de susto ao ouvir a voz da amiga atrás de si. Com a mão no peito a encarou.


- Quer me matar Hermione? Nossa. De onde você saiu?


- Estava ali na janela quando você desceu com as garotas. O que foi aquilo com a Lilá? – Gina revirou os olhos, e riu.


- Vem que no caminho eu te explico. – Então, em um movimento parecido do que Lilá tinha feito com sua amiga há minutos atrás, Gina puxou Hermione para fora da Grifinoria.


- Se acalma aí. Estava esperando alguém resolver acordar faz séculos, agora vamos com calma ok. – Hermione disse recolhendo seu braço e desamassando a manga de seu casaco de frio.


- Ah, Hermione, ta uma chuva de fim de mundo. Um frio de fim de mundo. A única coisa que salva é a cama. Eu acordei porque tive um pesadelo horrível. – Gina por uns segundos perdeu o brilho ágil que tinha nos olhos azuis. Hermione percebendo isso, achou melhor mudar de assunto, aliás, um assunto que muito lhe interessava.


- Então, o que aquela translocada tava falando do Rony? – Gina voltou a rir, e encarando Hermione desceu uma leva de escadas enquanto respondia.


- Quando tava começando a descer as escadas, sem querer ouvi um pedaço da confidência da Lilá com a Parvati. Ela tava dizendo que o Ronald era o ruivo mais lindo que ela conhecia. Que ele era forte, que ele era fiel, que ele era inteligente. – Nesse momento Gina teve um acesso de risos, que só parou perante os xingos de Hermione. – Ai, que mais que ele era? Ah sim. Solteiro e pronto para o amor. Nessas alturas você imagina que todo meu esforço para não rir foi-se pro Lago Negro. Ai ela ficou lá me olhando rir sem entender. Comecei a descer as escadas de uma vez, falando que o Rony não era tudo aquilo não, mas acho que ela não acredita na minha sinceridade. – Gina e Hermione já estavam na porta do Salão Principal quando a ruiva terminou seu relato. Hermione estava extremamente seria com que estava ouvindo e Gina prestava atenção na reação dela. Elas pararam na entrada.


- Você acha que ela está apaixonada por ele? – Gina franziu o cenho antes de responder.


- Obvio Hermione. Por quê? – Gina desconfiava e muito do porque, mas queria mais do que tudo ouvir da boca da amiga.


- Er, por que? Curiosidade ué. Rony é meu amigo não é?


- E o que isso tem haver com garotas apaixonadas?


- Ora Gina, tudo haver. Quero que todo de certo para os meus amigos. Não quero que se envolvam com qualquer uma. Você sabe como fico de olho no Harry. – Hermione tentou desviar a atenção de Gina, mas não conseguiu.


- Quem seria uma “não qualquer uma” para o Rony? – Hermione ficou vermelha.


- Eu.. eu sei lá. Só vendo as possibilidades. Mas que pergunta. Olha, você não estava com fome, veio quase me arrastando pra cá, por que não entramos? – E sem deixar brecha para Gina, Hermione entrou no salão, deixando a ruiva com um sorriso satisfeito no rosto.


Assim que Gina se sentou ao lado de Hermione na mesa da Grifinoria, um moreno de olhos verdes adentrava o Salão Principal, com os olhos inchados, e se sentava a mesa da Sonserina. Só depois de uns cinco minutos Blasio reparou em como o local ainda estava vazio, e assim pode olhar ao redor. Foi assim que viu Hermione sentada a duas mesas de distância, comendo em silêncio, ao lado da Weasley. Ficou olhando um tempo para ela, percebendo que, mais uma vez, ela evoluíra durante as férias. A cada ano ela voltava mais desenvolvida, e porque não, mais bonita. Sorriu maldoso ao se lembrar do segredo que só ele sabia. Aquela sabe tudo estressada beijara seu arquiinimigo e nem sonhava que o tinha feito.


- Hum Hermione, não é só Rony que arrumou admiradores esse ano hein.  –Gina cutucou Hermione debaixo da mesa. Ela tinha visto o exato momento em que Blás olhava Hermione e sorria.


- Ei, bom dia. – Hermione não teve tempo de olhar para onde Gina indicava, pois dois corpos se jogaram no banco a sua frente, eram Rony e Harry.


- Ah, olá meninos, vocês estão horríveis. – Harry ainda empurrou para mais perto dos olhos os óculos, como se isso fosse fazer sua aparência melhorar. Rony não se importou, apenas jogou o cotovelo em cima da mesa e apoiou a cabeça na palma da mão.


- Dia ótimo para dormir, não para ter aula de Transfiguração. – Rony disse em meio a um bocejo.


- Bem, acho melhor vocês se apressarem, pois falta pouco para aula, na verdade bem pouco.


- Eu já acabei o café, preciso ir. – Gina disse vendo um moreno passar pelas costas dos meninos e se dirigir para fora do Salão Principal.


- Você vai onde Gina? – Harry tentou parecer pouco interessado, mas só Rony, que estava sonolento demais não percebeu e talvez Gina, por ter perdido esperanças com o Menino – que - sobreviveu.


- Nada importante Harry, mas quero ver alguns amigos antes de entrar pra sala. Bom dia para vocês. – Ela respondeu já se levantando. Seu irmão estava com a boca cheia para dizer alguma coisa. Harry olhou para seu suco de abobora sem nada dizer. Hermione foi a única que a respondeu.


- Bom dia Gina, nos vemos no almoço. – A ruiva assentiu com a cabeça e quando já estava na porta do Salão Principal acabou esbarrando em alguém.


- Ainda não acordou Weasley? – Era Draco que vinha se arrastando de sono até o café da manhã, seu humor era sempre pior nas primeiras horas do dia.


- Talvez você que ainda esteja dormindo Malfoy! – Revirou os olhos.


- Então eu quero acordar, porque estou tendo um pesadelo horrível. Eu encostei em um traidor de sangue e pobre.


- Você é um imbecil. – Gina teve ganas de esbofetear o loiro ali mesmo, mas viu Dino acenar e achou que ganharia muito mais indo de encontro a ele. Deu mais um encontrão no ombro de Draco, que fechou ainda mais a cara e saiu.


- Ei Draco, o que foi aquilo com a Weasley? – Blás perguntou assim que o loiro sentou ao seu lado.


- A idiota deve me achar irresistível, pois fez questão de encostar em mim duas vezes seguidas. Vou ter que voltar e tomar banho de novo. – Blás negou com a cabeça.


- Acho você radical demais.


- Radical? Ta louco? Pior que ela só sangues ruins. – O moreno de olhos verdes olhou mais uma vez para a mesa da Grifinoria. Encarou Hermione ficar zangada com algum comentário do Weasley.


- Pessoas como Hermione Granger? – Draco soltou o garfo com o qual comia seus ovos com bacon para olhar a cara de seu amigo. O encontrou olhando profundamente a pessoa mencionada por ele mesmo.


- Qual seu problema Blasio? – Draco parecia realmente assustado. Blás o olhou de volta.


- Nenhum problema meu amigo, só fiz um comentário.


- Você ta apaixonado por aquela sangue ruim insuportável? – Blás, que tinha um sorrisinho no rosto desde que estava olhando para Hermione, ficou sério.


- Que? De onde você tirou isso?


- Não sei, talvez do jeito que você olha para ela, ou como menciona o nome imundo dela. – Draco arqueou uma de suas sobrancelhas.


- Nada disso Draco. Não que ela não seja realmente uma garota interessante. – O loiro esbugalhou seus olhos azuis. – Mas não sou apaixonado por ela. Meu interesse nela é outro. – E sorriu mostrando seus dentes brancos.


- Como você pode dizer que ela é interessante? – Draco realmente não entendia como a amiguinha castor do Potter poderia ser interessante.


- Granger é bonita. É extremamente inteligente e ainda por cima tem um ar de dominação. Isso é muito, mas muito interessante. – Draco fez cara de nojo.


- Bom dia meninos. – Pansy acabara de chegar e se sentou ao lado de Draco. Ele ainda olhava para Blás com um ar indignado.


- Bom dia Pansy. – Blás a respondeu se levantando.


- Draco está tudo bem com você? – Ela perguntou preocupada já que ele agora encarava seu prato com cara de quem poderia vomitar a qualquer momento.


- Não muito, mas acho que Blás está pior. – Pansy então olhou para cima para ver o rosto de Blás, ele parecia normal para ela.


- O que aconteceu?


- Nada Pansy, o Draquinho aqui que é muito sensível mesmo. – Draco apenas jogou um olhar mortal para a nuca de Blás que já se dirigia a saída.


- Vai me explicar o que rolou aqui? – Pansy disse calma se servindo de torradas.


- Depois, não vou estragar seu café como Blás fez com o meu.


 


Blás seguia para a aula de Herbologia que teria com a Corvinal, mas parou nas portas do Castelo. Estava chovendo demais e ele pensou sinceramente em não arriscar uma gripe por uma aula tão idiota. Deu meia volta resolvendo em fim voltar para seu salão comunal e esperar a aula de Poções com o novo professor.


Quando estava passando pela porta do Salão Principal novamente, viu o trio mais famoso da Grifinoria saindo, e por impulso resolveu esbarrar em Hermione, que ao contrario de sempre, não estava entre os dois patetas, mas sim ao lado do mais patetas de todos, o Weasley.


- Ei! Ta com problema de vista? – Ela reclamou agarrando sua mochila antes que ela fosse ao chão por causa do encontrão com Blás.


- Oh Granger não, eu não sou um Potter. – Hermione apenas revirou dos olhos, Harry se aproximou.


- O que você quer Zabinne? Perdeu alguma coisa?


- Eu não perdi nada, mas com certeza você sim. – Blás estava eufórico, afinal, só ele sabia de um segredo que abalaria muitas coisas.


- Do que você está falando? – Desta vez foi Rony quem perguntou. A essa altura Draco já estava saindo com Pansy do Salão, mas ficou estático ao ver a proximidade do amigo com a sangue ruim da Granger. “Ele está pior do que eu supus.” Pensou o loiro com careta. Blás encarava Hermione que estava a dois passos a sua frente.


- Férias agitadas Granger? – Ele tinha um sorriso malicioso no rosto. Hermione não soube por que, mas assim que ele proferiu essas palavras lembrou do beijo espetacular que dera em um desconhecido e sentiu suas bochechas ficarem vermelhas.


- Vá se ferrar Zabinne! – Rony começou a se aproximar e Harry só pode reparar no constrangimento da amiga frente a pergunta.


- Sai pra lá Weasley. Eu só fiz uma pergunta trivial.  – Blás não tirava o sorriso do rosto, mas deu uns dois passos para trás. Draco, arrastando Pansy pela mão, resolveu se aproximar.


- Que ta acontecendo aqui Blás? – Hermione ergueu os olhos, só naquele momento percebendo o quanto estavam chamando atenção.


- Ótimo, mais uma cobra para completar a minha ótima manhã. – Rony parecia um tanto fora de controle. Hermione se aproximou mais um pouco e o puxou pelo braço.


- Vem Rony, isso não importa.


- É tudo culpa sua não é?  - Draco tinha ódio e nojo na voz. Soltara as mãos de Pansy e ficou mais perto de Hermione, tentando intimidá-la. Ela também se soltou de Rony e o encarou a altura.


- Sei que você não consegue evitar, mas deixe de ser um imbecil ao menos uma vez, seu loiro azedo. E pare de se intrometer onde não foi convidado. – Draco estreitou os olhos. Harry segurava o amigo ruivo para que ele não fizesse nenhuma besteira, e também queria ver até onde Draco iria.


- Você que é uma imbecil ao acreditar que pode falar comigo nesse tom, sujeitinha suja. Não pode não, e mais cedo do que você pensa, vai pagar caro por isso. – Hermione sorriu, apesar de sentir a garganta apertar.


- Você está me ameaçando Malfoy? Isso pode pegar mal pra você. – Ele apenas arqueou uma sobrancelha.


- Chega Draco, não seja tão estúpido.  – Blas o puxou pelo cotovelo o vendo cada vez mais próximo de Hermione e com o punho fechado.


- Me solta Blás!


- Não preciso de defesa! – Hermione e Draco disseram ao mesmo tempo.


- Vocês dois são uns loucos idiotas. Cansei. – Blás disse sem parecer realmente zangado.


- Vem Draco, temos aula. Ela não merece tanta atenção. – Pansy se aproximou dele, apertando sua mão. O loiro olhou para baixo e respirou fundo tentando se acalmar, afinal, quando foi que ficara com tanta raiva mesmo a ponto do coração disparar?


- Hermione, vamos logo. – Harry se manifestou pela primeira vez desde o começo daquela discussão sem pé nem cabeça. A menina apenas deu uma última olhada para o sonserino que continuava com a cabeça baixa. Seu olhar seguiu para as mãos de Draco e Pansy juntas e aquilo fez seu café parecer estar vivo em seu estomago.


- Que nojo! – Ela ainda disse, antes de ver Blás entrar na frente de Draco e empurrá-lo para trás, com a ajuda de Pansy.


- Chega Granger, vai para sua aula, seu amigo rachado já chamou.  –Blás berrou perdendo sua tranquilidade sempre aparente. Harry vendo que os ânimos estavam realmente mais exaltados do que nunca, visto que Blás fazia um esforço para segurar Draco que parecia querer esmurrar Hermione, apenas a puxou dali depressa, e agradeceu mentalmente quando Neville apareceu e puxou Rony pela manga da camisa. O showzinho da manhã havia terminado, e ninguém sabia ao certo como ele tinha começado.


- O que deu em você? – Harry havia se sentado ao lado de Hermione, vendo o perfil dela e notando o quanto ela estava vermelha, provavelmente por causa da raiva.


- Como o que deu em mim? Aqueles sonserinos idiotas acham que são os donos da verdade ou algo sim.


- Você nunca perdeu tanto a calma, quer dizer, só aquela vez que bateu no Malfoy, e bem, me pareceu que hoje ele queria devolver o tapa. – Hermione por fim olhou para o amigo de olhos verdes com um rosto confuso.


- Acha que ele seria capaz de me bater?  -Harry deu de ombros.


- Não sei Hermione. Bem, ele é o Malfoy não é? Não queria pagar pra ver. Não consigo imaginar se o Zabinne não tivesse o reflexo rápido e o parado o que poderia ter acontecido a mais naquele corredor.  –Hermione ia emendar mais a conversa, mas a professora Minerva acabara de entrar silenciando toda a sala e dando inicio a sua primeira aula do ano.


 


- Não importa Draco!  -Pansy estava sentada em uma das poltronas do salão comunal da Sonserina, aquela hora vazio. Já o loiro andava de um lado para o outro bagunçando os cabelos. Blás estava encostado em uma mesa, olhando serio o amigo ainda tão descontrolado.


- Maldita seja aquela sangue ruim. – Draco quase gritava.


- Quando quiser que ela apanhe, é só me pedir que bato com gosto nela pra você. Mas você não! Apesar de tudo que ela é, ainda assim é uma mulher. Homens não batem em mulheres! – Pansy dizia como se Draco fosse um filho de 5 anos que precisasse aprender mais uma regra. Ele, por fim, se jogou no sofá, completamente derrotado.


- Eu sei disso Pam, e sei que você sabe melhor do que ninguém que eu não sou podre o suficiente para fazer uma covardia dessas, mesmo que seja a Granger. Mas eu perdi meu controle quando ela disse aquilo! – Draco olhava para baixo, e pela primeira vez desde que estavam ali, Blás se manifestou.


- E o que foi que ela disse que tanto te exaltou? – Draco o encarou um tempo antes de responder.


- Ela disse que tinha nojo. Quem é ela para ter nojo de mim? Uma sangue ruim rata de biblioteca.  –Pansy se levantou e acariciou os cabelos platinados dele.


- Vamos Draco, isso nem foi demais. Não se deixe abalar por isso.


- A culpa é do Blás!


- Opa! Minha?


- Por que você tava lá, de conversa com ela? – Draco levantou, se desvencilhando das mãos de Pansy, parecendo que toda sua raiva voltara. Blás apenas soltou um suspiro.


- Só tava matando o tempo, você que chegou nervosinho demais Draco. Ciúmes?  -Dessa vez, quem teve reflexo rápido foi Pansy, que agarrou a capa de Draco quando ele avançou com ganas de socar Blás.


- EU NÃO ACREDITO QUE AINDA ESTAMOS ASSIM POR CAUSA DAQUELA LÁ! CHEGA DESSA PORCARIA! –A morena berrou, jogando Draco de volta no sofá em que ele estivera sentado.


- Eu vou dar é uma volta por ai, daqui a pouco tem aula de poções.  –Blás disse seco saindo do salão.


- Draco?


- Agora não Pansy! Blás me irritou demais, quero ficar sozinho!


- Você vai para a aula?


- Encontro você na sala de poções. – Pansy deu um beijo rápido no topo da cabeça do sonserino e saiu resignada. Procuraria alguém para conversar ou mesmo um garoto tolo demais para que pudesse matar o tempo beijando.


 


Os primeiros tempos de aula acabaram arrastados para Hermione, que ainda se sentia nervosa. Quando foram liberados para a próxima aula, ela se despediu dos meninos, que tinham optado em não fazer a aula de poções, e seguiu para as masmorras.


Draco se arrastava desanimado pelos corredores escuros e extremamente úmidos da parte mais baixa do castelo. Sabia que tinha se exaltado naquele inicio de manhã e estava começando a descobrir por que. Estava a beira de um ataque de nervos por causa da sua nova condição. Uma folha que caísse um pouco fora do lugar que deveria já era o bastante para deixa-lo possesso. Reconheceu, estava histérico.


Querendo ficar mais tempo possível longe de sonserinos, Hermione optou pelo caminho mais longo, dando voltas por corredores mais afastados, e talvez, só por isso ela testemunharia uma cena um tanto bizarra.


Aquele com certeza era um dos corredores mais escuros de Hogwarts, e úmido também, ainda mais com a chuva que ainda caia lá fora. A castanha sentiu um arrepio na espinha quando um ventinho passou por ali, vindo de um lugar desconhecido. Apressou o passo, mas freou com tudo numa esquina quando ouviu um gemido agoniado.  Ponderando se verificava ou não o corredor ao lado, ouviu mais um grunido, e tomada pela curiosidade e até mesmo preocupação, avançou um pouco cautelosa. Forçou as vistas quando viu um vulto mais a frente, meio curvado a frente. Olhando melhor ela foi capaz de ver, que o vulto segurava com força um de seus braços. Nem meio segundo depois, conseguiu deslumbrar os cabelos claros e de cara o identificando como Draco Malfoy. Seu peito se apertou, tendo se lembrando do incidente de mais cedo. Resolveu dar meia volta, antes que ele a visse ali, mas a voz dele a fez ficar quieta. Era um pouco mais que um sussurro.


- Como vou sair daqui!? Cobra infeliz! Como ele acha que posso vê-lo agora? Vamos Draco, pense! Ah! Já sei.


E quase correndo, Draco virou em um outro corredor, sem nem mesmo imaginar que uma certa grifinória vira e ouvira tudo e começava a colocar seu rápido cérebro para trabalhar.

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Comentários: 1

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Enviado por Angel_Slytherin em 08/04/2012

Ow... o capitulo foi muito bom! Parabéns!!!

Nossa, que pena que eu não vou conseguir mais ler... to partindo de viagem! Assim que chegar em casa, eu vou ler mais um pouco. Não tenha duvida!! =)

Nota: 5

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