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1. Vinte Anos


Fic: Cansei de Ser a Mesma III


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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1


Vinte Anos




        O relógio parou.


        O movimento que eu fazia com aquela caneta era tosco, mas com intenções mortais. Observava a longa conversa que meu namorado estava tendo com uma simples funcionária loira.


        Apoiava a minha grande cabeça cansada sobre uma das mãos e os cotovelos em cima da papelada que eu teria que preencher, já que eu estava de 'castigo' por ter matado dois ou três a mais na última missão.


        Aquilo foi um acidente. Ninguém me avisou a altura do penhasco.


        Ela tocou em seu ombro dando uma risada alta me deixando ainda mais nervosa. Segurei a caneta com as duas mãos e quis quebrá-la, mas foi inútil.


        E eu não parava de pensar: Ele estava fazendo aquilo de propósito, só pode ser!




You were a child


Você era uma criança


Crawling on your knees toward it


Se engatinhando em direção a ele




        Com um movimento semelhante a de uma cobra, mantive os olhos fixos na cena e desci até os pés da mesa. Abri a minha bolsa e tirei um vidrinho de poção incoerente. Logo em seguida, mirei no copo de água que estava ao lado da mulher, e o plano ficou claro como o dia.


        - Senhorita Granger,


        No susto, bati a cabeça na mesa e levantei-me rapidamente.


        - pode me dizer o que a senhorita está fazendo aí abaixada? - O departamento inteiro estava me olhando.


        - Minha caneta caiu, senhor. - Enfiei a poção discretamente  dentro do bolso da calça de linho.


        - Devia tomar mais cuidado com suas coisas e por favor, quero todos esses relatórios em cima da minha mesa amanhã, até o meio dia, - Engoli seco. - fui claro?


        - Perfeitamente, senhor. - Sorri sem jeito e sentei-me de novo começando a escrever rapidamente.


        Eu fiz uma teoria: todos os chefes tem um puxa-saco e o saco de pancadas. Para meu azar, eu sou a segunda opção para Falkes Burchers, Chefe do Departamento dos Auror.




Making momma so proud


Deixando mamãe tão orgulhosa




But your voice is too loud


Mas a sua voz é alta demais




        Era um velho com uma enorme barriga, bigode ralo igual ao cabelo que nutria desde quando entrou aqui. Usava roupas escuras e caras, embora não seja muito rico. Falkes foi o co-autor da minha reprovação em uma das matérias que tive que aprender nesses três anos de curso.


        Desde o começo, eu sabia que ele ficaria no meu pé.


        Ignorando a rolha-de-poço, voltei a prestar atenção naquela calorosa conversa. A falecida senhora Potter deve estar se remoendo no caixão por todos os insultos que estou pensando.


        Harry balbuciou alguma coisa para ela e veio na minha direção, com as mãos no bolso. Em cinco segundos, o ódio virou amor e carinho. 


        Puxou a cadeira da mesa do lado e sentou-se a minha frente, apoiando-se na mesa.


        - Você está linda hoje.


        As vezes, eu me pergunto se ele não pode mesmo ler mentes.


        - Obrigada. - Soltei sem graça cobrindo o rosto com uma folha de papel e logo ele abaixou.


        A loira de quem eu sempre tive uma rivalidade era Nathalie Goes, uma latina cheia de amor para dar, principalmente para cima de Harry. Cabelos longos até a cintura, silhuetas marcantes e, tenho que confessar, bem sensuais.


        Já me peguei analisando meu corpo com o dela. Uma perda de tempo pois ela ganharia. Não que eu seja totalmente reta com uma corcunda nas costas, mas o corpo de uma latina tem mais curvas do que uma britânica branquela.


        E como eu lhes disse, todo chefe tem seu puxa-saco e seu saco de pancadas. Nathalie ficou com a primeira opção, não só com Falkes mas como também para cima de Harry, que era seu capitão de equipe.


        Foi difícil no começou pois eu teimava e não o enxergava como um chefe e sim como o cara que eu durmo todas as noites.




We like to watch you laughing


Gostamos de ver você rindo


Picking insects off plants


Catando insetos de plantas


No time to think of consequences


Sem tempo para pensar em consequências




        - Nós podíamos fazer algo hoje, não é? - Sugeriu.


        - Graças àquele gordo miserável, - Disse entre os dentes. - eu só irei sair daqui de madrugada.


        - Quer uma ajuda?


        - Oh, Harry, você sabe como ele quer que eu mesma faça isso, que eu perca minha vida pessoal para ficar nesse escritório, mofando, enquanto o resto da equipe fica trabalhando em campo. - Sussurrei tentando me concentrar.


        Harry me olhou com pena e tocou com rosto rapidamente.


        - Ok, você manda. - Piscou e levantou-se indo até sua sala.


        Fantástico, Hermione, vinte anos e trancafiada em uma sala, trabalhando e trabalhando.


        Não que eu esteja reclamando já que eu escolhi isso para a minha vida, mas é fora do contexto que eu idealizei quando assinei os papéis na sala do Ministro, há três anos atrás.


        Depois daquele momento, eu e Harry fantasiamos como seria o nosso futuro profissional, até fizemos planos. Planos furados pelos contratempos.


        Um dos únicos planos que deu certo era a compra de nosso apartamento trouxa no centro da cidade. Harry demorou para escolher, afinal, queria algo discreto mas luxuoso, trouxa mas bruxo, confortável mas prático.


        Não entendo os homens.


        O nosso apartamento é relativamente grande, uma cobertura bem de frente para a Trafalgar Square. Uma linda vista ao acordarmos. Nós dois sabíamos que dinheiro nunca ia ser problema então, esbanjamos em móveis caros, eletrônicos importados e sempre nos dávamos ao luxo e fazer algo diferente, todos os dias.


        Harry bateu o pé até comprar um carrocho. Como sua coruja, Edwiges, ficou na Ordem da Fênix junto com Bichento, Harry sentiu-se só em questões animais.




Control yourself


Controle-se


Take only what you need from it


Tire apenas o que você precisa dele


A family of trees wanted to be haunted


Uma família de árvores querendo ser assombrada




        Comprou um pequeno labrador americano que ficou enorme em pouco tempo, o chamou de Milk, por ser bem clarinho para sua raça. Só eu sei os prejuízos que aquele cachorro dava. Mas seu toque da destruição não durou muito quando o seu dono o enfiou em uma escola de adestramento de cães. Ele voltou outro tipo de animal, só faltava falar.


        Tínhamos, no lugar da sala de televisão, uma sala secreta que tinha todas as poções, livros, armas, fotos, artefatos e coisas inúteis que precisaríamos ou não para nossas missões. Muitos dos 'lixos históricos', foram encontrados em viagens exóticas pelo mundo.


        Televisões servem para o que, não é mesmo?!


        Quando vendi aquela velha casa dos Granger com todos os móveis dentro, dei o dinheiro para Tia Josefinne, que agora, vive na Itália junto com um 'suposto namorado'. Ela apenas avisou que ia viajar e foi, não ofereceu ajuda, não queria saber se eu estava bem, apenas foi. E eu não fiquei chateada e muito menos irritada, ela fez o certo, eu também faria se estivesse na pele dela.


        Voltando ao mundo maravilhoso dos relatórios, vi que faltava apenas mais meia hora para o expediente normal terminar.


        Todos se despedindo, todos falando que no final de semana, iriam festejar, fazer alguma coisa diferente já que o chefe nos deu esses dois dias livres.


        Eu fiquei concentrada em meus relatórios, deixando aquela 'festividade' de lado. Aos poucos, o departamento ficou vazio. Restaram uma ou duas pessoas e Harry, dentro da sua sala, em silêncio, sabe-se lá fazendo o quê.


        Até o chefe foi embora apenas dando um boa noite coletivo, e lá estávamos nós, apenas nós dois, como sempre. 


        O moreno apareceu na porta de sua sala com as mangas de sua camisa social fina erguidas até a metade e um sorriso maroto nos lábios; encostou-se no batente esquerdo e sorriu mais largo.


        - Eu voto para você largar isso daí e irmos para casa.


        - E eu voto por terminar isso. -  Disse derrotada.


        - E se nós mandarmos um calouro do departamento de Criaturas Mágicas fazer isso para você? - Eu ri.


        - Eles não fariam como eu faria. – Sorri maliciosamente. Suspirei fechando os arquivos e o encarei. - Bom, você me convenceu- - Levantei-me me espreguiçando. - a primeira coisa que eu farei amanhã, quando acordar, é terminar esses relatórios.


        - Sim, senhora. – Correu do meu lado e me agarrou, me pegando no colo.


        - Senhor Potter! Coloque-me no chão! – Beijava meu pescoço e dizia coisas idiotas no meu ouvido enquanto dançava uma música comigo no colo. – Pelo amor de Merlin! Alguém pode entrar.


        Lentamente, deslizou meu corpo pelo dele, encostando a ponta dos sapatos no chão. Ele me prendeu ao seu corpo e me deu um beijo de tirar o fôlego.


        - Você não existe... – Soltei suspirando.


        - Eu sei. – Sorriu e eu bati em seu ombro pra me soltar.


        E quem disse que o Ministério nunca pára? Era sexta feira, dia internacional da vagabundagem. Claro, sempre tinha equipes que ficavam no plantão, mas nós éramos bem folgados e pegamos o turno diurno.




The water is warm


A água está morna


But it's sending me shivers


Mas está me dando arrepios


A baby is born


Um bebê nasce




        Pegamos o elevador com as mesmas pessoas e com o mesmo funcionário que fica subindo e descendo toda hora.


        Nós tentávamos levar uma vida o mais trouxa possível, então, não aparatamos até em casa e sim, íamos de carro, enfrentando trânsito, barbeiros e sinais vermelhos constantes.


        Para todos que contávamos isso, éramos xingados. Diziam que a melhor coisa era desfrutar das comodidades que um bruxo conseguiria ter.


        Nós apenas ignorávamos.


        Harry sacou as chaves e desarmou um elegante Maserati preto, um pouco discreto mas nada humilde. Ele daria as calças por essa máquina, cuidava mais do carro, do que de mim.


        Entrei seguida por ele e logo começou a dirigir pelo centro da cidade. Liguei o rádio em qualquer estação que estivesse passando algo de interessante e nada de fabuloso encontrei. Deixei o silêncio ser nossa trilha sonora até em casa.


        - Recebi uma coruja de Ron. - Comentou parando no sinal.


        - Ah, legal, e o que dizia? - Disse quase sem emoção vendo todas aquelas pessoas passando na nossa frente.


        - Ele já terminou com o treinos e talvez tire umas férias.


        - E virá, finalmente, nos visitar?


        - É a primeira coisa que lhe passou na cabeça. - Sorriu marotamente e andou com o carro. - Virá para o casamento.


        - Imaginei... - Suspirei. - No último jogo que assistimos, ele parecia triste, não é?


        - Ele está louco de saudades da Luna, quase não tem tempo pra eles. Ela trabalha de mais, ele treina de mais.


        - Faz sentido.


        Chegamos em casa.


        Ao girar as chaves na porta, senti uma sensação estranha que me impediu de entrar sozinha.


        - O que houve?


        - Droga...! - Soltei entrando de supetão e entrando no nosso quarto, pude ver Milk deitado sobre as roupas que eu tinha separado para usar amanhã, no casamento de Tonks e Lupin. - Saia já daí, seu cachorro maldoso! - Ordenei pegando sua coleira e o tirando de cima dos restos mortais dos tecidos.


        - É, você nunca erra. - O olhei com extremo rancor. - Er, vou pedir alguma coisa para comer. - Saiu do quarto rapidamente.


        Durante o curso de auror, fui obrigada a fazer um curso de clarividência. Era entediante e a professora cuspia enquanto falava, mas me ajudou muito.


        Quanto a esse casamento, Tonks e Lupin tiveram que adiar  intermináveis vezes. Sempre algum acidente acontecia. Ora eles eram chamados para alguma missão, ora seus pais estavam encrencados com alguma coisa, ora Lupin se transformava. Mas, o casamento, provavelmente, será amanhã, eu irei ser a madrinha da noiva e meu vestido tinha virado pó.




Crying out for attention


Chorando por atenção


Memories fade


Memórias desaparecem


Like looking through a fogged mirror


Como olhar através de um espelho enevoado




        Sentei-me na cama olhando aqueles pedaços no chão. Peguei a varinha, sem nenhuma expressão de alegria, e com um movimento, o vestido ficou inteiro e cintilante, como eu tinha deixado antigamente.


        A vida é tão fácil quando você tem poderes extras.


        Saí do quarto depois de guardá-lo no armário e tirei minhas botas na sala. Harry tentava decidir entre comida chinesa ou pizza. Antes de perguntar, gritei a segunda opção e ele já foi ligando para o respectivo número.


        Apontando para a televisão, a liguei no canal de notícias. Como a noite estava agradável, abri as grandes janelas da sacada e coloquei os pés em cima de um pequeno pufe, a minha frente.


        “A tempestade está prevista em toda a área azul do mapa...” dizia a moça do tempo.


        - Não quer tomar um banho, amor? - Sussurrou perto do meu ouvido me assustando.


        - Só quero relaxar um pouquinho. - Soltei passando a mão pelos seus cabelos em cima do meu ombro direito. - Senta aqui comigo.


        Nem precisei pedir duas vezes, Harry pulou o sofá e deitou a cabeça no meu colo, olhando fixamente para aquela televisão. Tenho que confessar que ficava mil vezes melhor sem óculos.


        Fez um feitiço que seus óculos passavam a ser acessórios invisíveis e imperceptíveis.


        - Depois de comermos, poderíamos ir para algum lugar, o que acha? - Torci o nariz e depois sorri.


        - Acho perfeito. - Lhe dei um beijo torto e a campainha tocou. - Não é a pizza.


        - Hermione, pare com isso, estou começando a ficar assustado. - Soltou fingindo estar aterrorizado.


        Ele se levantou e abriu a porta. Reconheci a voz quase estridente entrando por aquela sala.


        - Olá, Ginny. - Soltei quando ela passou as mãos pelos meus olhos.


        - Não tem graça, Hermione, você sempre acerta.


        - Eu tenho falado isso para ela. - Resmungou Harry sentando-se ao meu lado novamente.


        Gina trouxe Luna também. A pedidos de Ron, Gina não deixava Luna em paz nem um minuto do seu tempo livre. Agora, a ruiva estava trabalhando no departamento de relações internacionais bruxas, dois andares acima de nós. Andava muito atarefada já que o Ministro estava tentando fazer acordo com o País de Gales a respeito de uma nova escola que queria se instalar em Londres.


        A baixinha Wealsey tinha crescido. Posso dizer que, aos dezenove anos, ela parecia aparentar muito mais. Vestia-se como uma perfeita mulher de negócios, deixou seu cabelo até o ombro e as sardas sumiram, como mágica.


Decisions to decisions are made and not bought   


Decisões também, Decisões são feitas, não compradas


But I thought this wouldn't hurt a lot


Mas eu achei que isso não doeria tanto


I guess not       


Acho que não




        Luna, que era editora chefe de uma revista de moda bruxa, estava mais despojada do que nunca. Roupas coloridas, combinações perfeitas. Tenho que confessar que pedi alguns conselhos a ela, já que ela era a entendida no assunto.


        Sentaram-se a nossa frente, com sorrisos nos rosto.


        - O que vocês estão aprontando? - Perguntou Harry.


        - Para falar a verdade, Harry, o assunto é com a Hermione. - Ele ia dizer alguma coisa mas eu o interrompi:


        - Você ouviu elas, querido, vai ver se tá tudo certinho com o Milk. - Disse em tom de brincadeira e ele levou bem a sério. Rimos quando ele saiu.


        - Estamos pensando em levar Tonks para uma despedida de solteira. - Sorriram.


        - Sem querer ser pessimista, mas essa será a quinta despedida que iremos fazer! - Caí nos ombros.


        - Mas essa será diferente, Hermione, só nós quatro. - Ergui uma sobrancelha. - Tonks precisa sair. Ela ficou trancada na Ordem decidindo os últimos detalhes do casamento desde o começo da semana. Hoje é sexta e não a vi nenhum segundo se quer. - Resmungou.


        - Ela tem razão, Hermione. - Concordou Luna.


        Vencida, perguntei:


        - O que estão tramando?




Control yourself


Controle-se


Take only what you need from it


Tire apenas o que você precisa dele


A family of trees wanted to be haunted


Uma família de árvores querendo ser assombrada




***




        - Oh, não meninas! - Soltou a bruxa escondendo o rosto. Estava com uma pasta verde sobre as bochechas, algo com um cheiro esquisito no cabelo e um roupão cor de salmão.


        Invadimos a Ordem da Fênix sem nenhum aviso prévio. Antes de sair, eu também sugeri que Harry saísse, procurasse seus amigos e arrancassem Lupin de casa para beber alguma coisa, ou quem sabe, apenas conversarem.


        - Por favor, não! Eu estou horrível! - Sentou-se na cama.


        - Vamos, Tonks, é só tomar um banho. - Disse Luna abrindo seu guarda roupa e tirando algumas peças de lá de dentro.


        - Eu não quero que vocês façam uma despedida de solteira e o casamento não ocorra. - Ficamos mudas, olhando para ela.


        - E você acha que o casamento não irá acontecer?


        - Lógico que irá acontecer! Mas eu não sei o que pode acontecer amanhã... - Suspirando e, eu e Gina, arrancamos ela do quarto e a trancamos no banheiro.


        - Só saia daí com as orelhas bem limpas! - Gritou Gina.


        Não precisamos esperar muito e logo Tonks estava pronta. Bem mais limpa e mais cheirosa do que antes.


        - E pra onde vamos, afinal?


        Gina, eu e Luna trocamos olhares e seguramos em seu braço, aparatando para uma rua movimentada do centro.


        Ela pedia para nós contar aonde a levaria, mas como somos ótimas amigas, vendamos seus olhos com uma fita vermelha e começamos a arrastar contra sua vontade.


        Paramos na frente de uma boate gay. Como Luna era uma pessoa influente entre os homossexuais, quase foi beijada nos pés quando avisou que queria entrar. O segurança disse que o seu nome não estava na lista e ela já o fez algumas ameaças  de citar seu nome em suas colunas.


        Pressionado pela loira, por nós e pela fila, deixou nós entrarmos rapidamente. Lá dentro, Tonks se debatia, tentando se soltar de nossas mãos. Cansadas de segurar aquela mulher forte, tiramos a fita de seus olhos e ela logo os arregalou.


        A imagem de três homens se beijando na sua frente não foi aquilo que imaginou.


        - Bem vinda a boate gay mais badalada de Londres! - Soltou Gina arrastando todo mundo para o bar para pedir algo que já esquentasse a noite. 


        Todas as despedidas de solteira de Tonks foram para marcar história. A primeira, fizemos uma 'noite do pijamas' e de repente, um bombeiro stripper invadiu nossa sala. A segunda tentativa, foi uma pequena passadinha em Paris, atrás das boates mais badaladas do país. A terceira, foi em um barco, muito longe da costa, fizemos nossa própria balada. E a última tentativa que fizemos, foi uma coisa mais discreta, enchendo a cara no próprio Ministério da Magia.


        E as horas foram se passando. Gina e Luna se acabavam de dançar com aqueles músculos ambulantes, eu ficava conversando com alguns deles sentada no bar, tomando minha terceira tequila e Tonks, sentava no meio de alguns que diziam-se ser os novos Village People, contava que era a quinta vez que estava tentando se casar.


        Conselhos gays são os melhores.




***




        Com nenhum sonho em mente, apenas mexi meus pés confortavelmente naquela cama quentinha e macia. Não estava coberta, mas o calor daquela noite me aqueceu.


        Uma sinfonia do mal me acordou levemente e depois, me fez pular da cama. Fiquei sonsa, tonta e demorei para focalizar aquilo que não seria meu quarto, e sim um quarto na mansão Black. Percebi que estava apenas sem os sapatos mas a roupa era a mesma que eu estava ontem a noite.


        Um grande vácuo se formou quando pensei no que tinha acontecido na noite passada. Peguei a minha bolsa em baixo da cama e lutei para achar meu celular.


        Acabem com essa música, por favor!


        - Que foi?! - Soltei deitando novamente na cama.


        - Bom dia, meu amor.


        - Só se for pra você... - Suspirei passando a mão na testa. - O que aconteceu comigo?


        - Pelo que eu soube, a tequila tomou conta do seu corpo. - Rolei os olhos e senti mais uma dor de cabeça.


        - Por que me acordou?


        - Não dormiu em casa, fiquei preocupado.


        - Estou viva, - Cocei os olhos. - pelo menos, é o que parece... Eu estava pensando em terminar de morrer nessa cama mesmo.


        - Você não está esquecendo de nada? - Tentei vasculhar minha mente nas datas que eu teria me lembrado, mas nada veio. - Seus relatórios no Ministério?


        Meu mundo caiu, deixando apenas minha expressão perplexa segurando aquele aparelho. Mirei os olhos no relógio de pulso e saltei da cama esquecendo das dores, da cara inchada de sono, da maquiagem borrada e do cabelo maior do que o mundo.


        Peguei minhas sandálias e aparatei até o Departamento de Mistério. Todos, inclusive meu chefe, me olharam surpresos.


        Discretamente, fui até a minha mesa e voltei, ou tentei, me concentrar naqueles relatórios, coisa impossível. 

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