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2. Casamento


Fic: Cansei de Ser a Mesma III


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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2


Casamento






        Consegui sair do Ministério da Magia apenas três horas da tarde. Tarde de mais para quem ia ser madrinha de um casamento logo mais, a noite. Calcei as sandálias e aparatei pegando a maioria das coisas que tinha esquecido ontem.


        Como não posso aparatar dentro de casa por causa do feitiço que Harry colocara, pousei no Hall de entrada. Procurei minhas chaves e entrei sendo recebida por Milk, abanando seu rabo de um lado para outro.


        - Hoje eu não trouxe nada para você, meu amor. - Soltei amigavelmente afagando suas orelhas. - Bom dia. - Soltei em um largo sorriso.


        - Bom dia. - Soltou desconfiado. - Está de bom humor?


        - Estou a base de muitas poções. - Sentei ao seu lado. - Aonde os senhores foram ontem a noite? - Perguntei em um sorriso amigável.


        - Fomos em um barzinho do outro lado da cidade, por que?


        - Para saber, ele se divertiu?


        - Lupin odeia essas coisas, você sabe. - Mudou mais uma vez de canal.


        Mexeu o pescoço desconfortavelmente e suspirou.


        - Não dormiu bem? - Ele limpou a garganta.


        - Não durmo bem longe de você, você sabe disso. - Sentei-me mais próximo do seu corpo, passando a mão nos seus cabelos e lhe provocando arrepios na espinha. - O que você quer? - Disse entre os dentes, suspirando.


        - Queria saber se você já comprou o presente dos noivos. - Ele ficou sério, girou sua cabeça, milimetro por milimetro até mim.


        - Eu- - eu tinha que comprar? - Gaguejou.


        - Harry! - Soltei irritada. Ele se levantou e já pegou as chaves do carro.


        - Eu estou indo, estou indo. - Foi até a porta. - Aliás, o que vamos comprar? - Mordi os lábios.


        - Tonks estava reclamando que não tinha muito espaço no guarda-roupas que sua mãe lhe deu, estava pensando em comprar aqueles portáteis de última geração que a Talhejusto e Janota estavam lançando. - Consentiu mas voltou a me olhar.


        - Isso é pra ela, - Reclamou. - e para ele?


        - Você é homem, meu amor, pense em alguma coisa também. - Consentiu e saiu de casa.


        Liguei o aparelho para ligar o som, coloquei uma música agitada sem nenhum tipo de vocal e corri para o quarto para tomar um delicioso banho e ficar enrolando horas para decidir o penteado e a maquiagem perfeita.


        Peguei toalhas novas, preparei aquela banheira gigante com água e sais perfumados. Esquentei com um toque das pontas dos dedos e fui tirando peça por peça.


        Com a espuma quase transbordando, entrei na banheira e suspirei quando senti aquele calor entrar pelo meu corpo. Melhor sensação, impossível.


        Fechei os olhos e apoiei a cabeça na borda. Pensava em coisas calmas ou que eu deixei de fazer por livre preguiça. Poderia ficar um ano naquela posição...


        Ouvi latidos e logo bufei estendendo a mão e pegando a minha toalha, não longe dali. A campainha tocou logo em seguida.


        - Maldito seja aquele porteiro que nunca avisa quem irá subir. - Me enrolei e peguei meu roupão colocando por cima. Pingando água por todos os lugares, abri um sorriso quando cheguei perto da porta.


        Ao abrí-la, vi aquele ruivo conhecido na minha frente.


        - Oh, Meu Merlim! Você veio mesmo! - Lhe dei um abraço.


        - Foi difícil encontrar vocês. - Entrou deixando sua pequena mala em um canto.


        Ron estava enorme, estava maior do que Harry, com músculos maiores do que da última vez que o vi. Tinha cortado seu cabelo de um jeito que era impossível ver seus olhos, mas estava ótimo, tenho que confessar.


        - E o Harry?


        - Deu uma saída rápida, já está voltando. - Abri um sorriso mais largo. - Você já viu a Luna? Sua mãe, a Gina? - Negou.


        - Vou encontrá-las no casamento.


        - Mas me conta, como está se saindo nos treinos?


        - Até que está saindo melhor do que eu tinha imaginado. - Enfiou as mãos nos bolsos e olhou o apartamento. - Bela casa.


        - Eu diria que é grande de mais. - Rimos.


        - Você- - Tossiu. - não quer voltar para o seu banho? Eu vou me familiarizando com a sua televisão, enquanto Harry não chega.


        - Ah, tudo bem, já volto, Ok? Se estiver com fome, a cozinha é logo ali. - Concordou e sentou-se no sofá macio.


        Enquanto andava de volta, os pingos voltavam para o meu corpo, deixando o assoalho seco e limpo. Voltei a tomar meu banho, desta vez, não ia enrolar muito pois queria ter tempo de conversar com Ron.


        Quando saí da banheira, ouvi Harry chegar. Sequei-me em um instante e logo pus a primeira roupa que encontrei pela frente. Cheguei na sala passando a toalha nos cabelos e vi, aqueles dois amigos de anos sentados no sofá conversando sobre alguma coisa bem interessante.


        Perto da porta vi dois embrulhos, um pouco maior do que o outro. Milk estava deitado perto do pé de Ron e eu logo sorri quando vi essa cena.


        - Ele gostou de você. - Sentei-me no pufe a frente deles.


        - Ron disse que voltou para ficar. - Contou Harry e eu abri um sorriso largo.


        - Finalmente voltou, não é? - Ironizei.


        - Pois é, loira, - Mostrei a língua. - eu fiz fortuna e fama lá fora, agora estou de volta, para apenas curtir a vida.


        - Quem diria, Ron... - Soltei rindo no final.


        - Querendo ou não, nós só temos vinte anos. Temos que curtir, temos que ficar bêbados e dormir na calçada, temos que sair com cinco mulheres e acordar do lado de vinte! - Limpou a garganta. - Isso é brincadeira, lógico, mas é o que faríamos se estivéssemos solteiros.


        - Não posso negar. - Soltei logo em seguida deixando Harry surpreso.


        - Mas, eu também estou pensando em comprar alguma casa por Londres, morar com a Luna, quem sabe casar e ter filhos.


        Harry e eu não dissemos nada, apenas ficamos o olhando com nossos sorrisos falsos.


        - E vocês? Nenhum pirralho em mente? - Olhei para meus próprios dedos e Harry limpou a garganta.


        Esse assunto era tão complicado para nós que nem gostávamos de ficar pensando nisso. Há quase dois anos atrás, Harry passou três meses morando na Mansão Black por causa de uma briga que tivemos.


        Eu disse que poderia acontecer com eles o que aconteceu com ele próprio e Harry soltou várias coisas que me deixou muito chateada. Disse que eu estava sendo egoísta, que ele pensou que eu queria o mesmo que ele, que ao futuro só a Deus cabe.


        Foi uma das piores brigas que tivemos nesses três anos de namoro. Talvez até seja isso que o impeça de seguir em frente com seus planos de casamento.


        Eu não queria soltar um filho nas garras do mundo para acontecer, também, o que aconteceu comigo: uma filha desamparada em plena adolescência.


        - Nós iremos esperar um pouco, como você disse, só temos vinte anos. - Essa era a desculpa que ele sempre dava, para qualquer pessoa.


        - Pois é. - Olhou mais uma vez a casa. - Cara, vocês parecem que estão casados a décadas, estão morando em uma casa ótima, tem atitudes de pessoas mais velhas, e isso eu nem precisei reparar depois de muito tempo que fiquei aqui.


        Nos entreolhamos confusos.


        - Nós somos assim, Ron. - Ele suspirou.


        - Vocês são estranhos, isso sim. - Rimos.


        - Er- - Levantei-me. - Ron, você não quer tomar um banho? Sei lá, fazer alguma coisa? - Estava visivelmente irritada.


        - Um banho seria bom.


        - Terceira porta, a direita. - Indiquei o banheiro indo até a cozinha rapidamente.


        Apoiei as mãos no balcão de aço ao lado da pia e abaixei a cabeça no meio deles.


        Isso ainda me preocupava. Eu tenho um péssimo defeito de sempre pensar no que as pessoas estariam pensando de mim, em qualquer situação. É horrível você ficar se remoendo por causa de algumas coisas a mais que você disse ou fez.


        Senti uma mão na minha nuca, fazendo um carinho gostoso. Voltei a ficar de pé e suspirei fundo lhe dando um abraço apertado.


        - Relaxa, ele não sabia, ele não tem culpa de perguntar sobre isso. - Me deu um beijo no pescoço e me abraçou fielmente.


        - Você acha que parecemos um casal de velhos?


        - Não, de jeito nenhum, você é muito gostosa para ser uma velha. - Rimos.


        - Ele estava pensando em como nós seriamos pessos velhas e caducas, sem netos, enquanto ele teria uma árvore genealógica completa...


        - É, o Ronald é sonhador...


        - Desculpe, - Disse colocando a cabeça para dentro da cozinha. - tolhas?


        - No armário, em cima da pia. - Indiquei em um leve sorriso.


        Ron bateu os calcanhares e voltou ao banheiro. Juro que estava nu.


        - E o senhor também, vai tomar banho antes que fique muito tarde. - Me deu um beijo nos lábios e foi até o quarto.


        Na cozinha, sentei-me em um dos altos bancos modernos perto de um balcão comprido, deixando meus pensamentos me levarem para onde eles quiserem.




***




        Terminando de passar o blush, Harry se encontrou em um dilema para decidir qual sapato iria. Ele é uma noiva em questão de roupas, geralmente, eu fico pronta antes que ele.


        Entrou no closet e prometeu que só sairia de lá pronto. Eu meneei com a cabeça algumas vezes e voltei a me maquiar. Ron deu algumas batias na porta e entrou.


        - Como estou? - Apontou para a roupa.


        Um paletó verde musgo, uma calça jeans preta parecendo que faz anos que está na estrada e seu cabelo nas alturas. Ergui uma sobrancelha e ia dizer alguma coisa mas ele saiu de lá resmungando alguma coisa.




        Coloquei um par de brinco de brilhantes combinando com a pulseira. Tirei o roupão e coloquei o vestido rapidamente. Um sem alças, rosa perolado até o tornozelo. Quando andava, dava leveza e elegância ao meu corpo. Prendi o cabelo em um coque, deixando a minha inconfundível franja sobre os olhos.


        Harry saiu do closet com um terno preto e uma calça da mesma cor. Ao me ver, pareceu que minguou.


        - Eu nunca estou a sua altura... - Me pegou pela cintura e me deu um beijo romântico.


        - Não pense assim, seu bobo. - Calcei as sandálias e peguei minha pequena bolsa. - Vamos, está ótimo. - Sorriu e pegou na minha mão até a sala, onde Ron estava concentrado, vendo televisão.


        - Vamos, Rony? - Perguntei colocando meu celular dentro da bolsa.


        - Seria interessante vocês verem isso. - Fez um gesto para que nós viéssemos até ele.


        Harry pegou o controle e aumentou o volume da televisão.


        “Testemunhas juram que virão vultos invadirem o céu de Londres. Mesmo a noite, eram brilhantes e a fumaça que saía deles, era bem característica. Logo após, houve um ataque a um prédio perto do centro da capital. Apenas uma pessoa foi dada como morta, o comissário Timoty Frances, da polícia de Londres. Seu corpo foi encontrado perto dos destroços de prédio. Nenhum sinal de tiro ou uso de arma branca. A autópsica do corpo sairá em duas semanas...” Terminou a jornalista.


        - Muito estranho não terem ligado para gente. - Comentei.


        - Talvez eles tenham dó de sempre mandar nós para essas missões.


        - Mas somos os melhores, amor. - Ron rolou os olhos. - Aliás, esse cara aí ficou a um passo de descobrir o real motivo da morte de alguns trouxas, perto da divisa do estado.


        - Ele pediu para ser morto. - Soltou o ruivo maldosamente.


        - Vamos, meninos, eu não quero ser a última a chegar no casamento.


        Levantaram-se mudos. Deixamos comida suficiente para Milk durante essa noite longa que passaríamos fora de casa e colocamos um feitiço redobrado de proteção. Os embrulhos eram levados por eles. Pegamos o elevador e descemos até a garagem.


        - Vamos no meu carro. - Sorri maliciosamente desarmando o alarme do do minha Land Rover prata, aquele modelo nem tinha saído na Inglaterra mas Harry me deu de presente de aniversário.


        - Como você deixa essa garota dirigir uma máquina dessas? - Perguntou Ronald e eu o olhei com mal gosto.


        - Pare de reclamar e vamos. - Entrei no carro, Harry deixou os presentes no porta mala e pegamos o caminho para o interior de Londres.


        As conversas eram mais sobre Quadribol do que outra coisa. Eu estava muda, dirigindo como qualquer pessoa dirigiria em uma estrada, sem opinar em nada.


        O casamento seria em uma fazenda que Lupin comprara há dois anos. Eles estavam se mudando para lá já que Tonks queria que seu futuro filho crescesse longe daquela cidade turbulenta.


        Enquanto passamos pelos pedágios, Harry me perguntou o que estávamos fazendo de carro, poderíamos ter aparatado, usado vassoura, pó de flu ou qualquer outra coisa. Eu o lembrei da nossa 'mais trouxa, impossível' vida. O ruivo reclamou que na Irlanda, a última coisa que ele fazia, era andar de carro e sentia muita falta disso.


        Exata uma hora depois do que partimos, passamos a pequena ponte que dava aceso ao começo da enorme fazenda. Uma das desculpas do casal para mudar, era que Lupin estava rejeitando cada vez mais as poções, e se transformando mais vezes. Isso preocupou todos, inclusive o Ministério e seu controle de animais perigosos.


        Quando fiquei sabendo da ronda que Lupin tinha ganhado com essa nova situação, estourei junto com Harry. Fomos reclamar diretamente com o Ministro da Magia. Ele nos disse que era o melhor a ser feito e várias vidas seriam poupadas. Depois de uma explosão de críticas, ele cedeu, retirando a guarda.


        Mesmo fazendo isso, eu e Harry sabíamos que se continuasse assim, o pior poderia acontecer com aquela precoce família.


        No caminho até a casa, tinha tochas especialmente colocadas dando um ar romântico ao local rústico.


        Estacionei perto da casa, ao lado de mais três carros, os únicos do local. Reconheci o carro azul dos Weasley parado ao lado do nosso e Ron lhe deu um beijo quando desceu.


        - Estava com saudades de você, sua lata velha! - Abraçou o carro.


        - Ron, é um carro. - Disse puxando sua gola. - Vamos!


        Pisando naquela lama, senti ódio em estragar meus sapatos de grife. Harry levitou os presentes até a porta, já que nenhum sinal de vida dos noivos ou de algum convidado.


        Antes que pudéssemos bater na porta, Molly, a matriarca Weasley, abriu para nos receber com abraços apertados e longos. Seus cabelos brancos estavam ficando cada vez mais aparentes, junto com sua silhueta gorda. As maças do rosto ficaram molhadas quando viu seu filho, ao nosso lado. Ela o abraçou tão forte que eu pude ouvir o barulho de suas costas sendo colocadas do devido lugar.


        - Arthur! Venha cá! - Mandou o marido vir e já fomos entrando. A casa toda estava enfeitada com flores, velas e essas coisas de casamento que eu nunca irei entender muito bem.


        - Oh, meu garoto! - Abraçou Ron. Nós vemos Arthur quase todo dia, então, não foi um reencontro tão emocionante.


        Dei alguns passos para dentro e vi uma legião de mulheres na cozinha. Entre elas, Andrômeda, mãe de Tonks. Ela mandava as outras mulheres terminarem logo com os aperitivos. Berrava e dizia que agora, esse casamento ia acontecer.


        Na sala, bruxos de todas as idades. Homens influentes no Ministério, amigos de infância de Lupin, alguns professores que eu pude logo reconhecer e não esbanjar felicidade em reencontrá-los e o próprio noivo, andando de um lado para o outro daquela sala, nervoso e suando frio.


        - Hermione, querida- - Começou Molly me pegando pelo ombro. - Todas estão lá em cima te esperando.


        - Obrigada. - Subi as escadas rapidamente e fui até a porta onde ouvia um burburinho de mulheres.


        Ao abrir a porta, logo senti alguém pular nos meus braços chorando. Meu coração quis pular do peito até que Gina e Luna tiraram ela de cima de mim.


        - Eu nunca fiquei tão nervosa na minha vida toda! - Mudou a cor do seu cabelo para um vermelho sangue.


        - Pode fazer o favor de ficar loira. - Ordenou Luna. - Não irá combinar com o vestido.


        Tonks estava divinamente deslumbrante em um vestido creme perolado, daqueles casamentos belíssimos que apenas vemos em novelas. Tinha um véu no cabelo e estava contendo o choro para não estragar a maquiagem.


        - Por que está tão nervosa? - Perguntei fechando a porta atrás de mim.


        - Oras, Hermione! - Bufou sentando-se em frente a penteadeira, fazendo um feitiço que refez a sua maquiagem. - Estou me casando e até agora, nada aconteceu de errado!


        Luna suspirou e foi até a porta.


        - Bom, ela está em boas mãos, eu vou ficar um pouco com meu namorado.


        - Ron está aí?! - Perguntou Gina boquiaberta.


        - Chegou hoje, Ginny, ele veio comigo e o Harry. - Respondi enquanto a loira se levantava e saia correndo pelo corredor. Luna riu e saiu logo em seguida.




        Percebi que Tonks estava preocupada com algo, mudava a cor de seu cabelo constantes vezes, para tons fortes e vibrantes.


        - Fala, o que aconteceu? - Sentei ao seu lado.


        Ela torceu os dedos e enxugou as mãos soadas.


        - Lupin se transformou ontem, - Levantou-se e enfiou sua varinha na meia  fina que ia até o joelho. - eu fiquei realmente preocupada! Eu nem estava em casa e ele se transformou!


        - Harry me disse que eles foram a um bar.


        - Mentira, - Mudou seu cabelo para loiro, finalmente. - ele se transformou e Harry ficou cuidando dele. - Caí sentada.


        - Harry não mentiria para mim...


        - Talvez ele não queira te ver preocupada, como Lupin não me contou até eu ver o estrago que ele fez na sala de ferramentas.


        Engoli seco pensando nos possíveis motivos que ele tenha para ter mentido para mim desse modo. Mas, isso acontece nas melhores famílias, vamos focar no casamento.


        - Independente disso, a senhora vai entrar naquele jardim e vai se casar, entendeu? - Fui ameaçadora.


        - E se eu começar a chorar? - Escorreu mais lágrimas.


        - Oh, Tonks! Pelo amor de Merlim! - Fui até a porta. - Irei avisar a todos que você está pronta, tudo bem?


        - NÃO! - Fechou a porta.


        - Se você não quer casar, me avise que eu fico com seu presente e quem sabe, daqui a um ano, nós fazemos a nossa sexta despedida de solteira? - Sim, eu fui cruel.


        Ela soluçou e me deixou descer as escadas em paz. Bufando, parei no último degrau da escadas e pedi silêncio algumas vezes. Avisei a todos que Tonks estava pronta e todos já foram para o jardim. Harry esperou que todos saíssem e segurou em minha mão.


        - O que houve? Parece tensa?


        - Casamentos me deixam tensa.


        Ele sorriu e me arrastou para fora daquele lugar. Ao chegarmos ao jardim, vimos a caprichada decoração que enfeitava todas as cadeiras e todas as árvores da região. Tudo estava muito bem iluminado com um feitiço que tingiu o céu com um azul mais claro, imitando o dia.


        Poupando entradas, eu e Harry ficamos ao lado do mestre de cerimônia. A família Weasley – Arthur, Molly, Gina, Fred, Jorge e Carlinhos – estavam na primeira fileira. Os padrinhos do noivo eram Ron e Luna. Reconheci a cara pálida de McGonagall na terceira fileira e de Hagrid nas últimas cadeiras para não impedir a visão de alguém.


        Alguns colegas de trabalho – Amos Diggory, Moody, três antigos auror que sempre me fogem os nomes e Arnaldo Lovegood – o pai de Luna estava ao lado de Arthur assim como as namoradas de Fred e Jorge na fileira de trás.


        Ali de cima, a visão era privilegiada. Tinha uma banda, não sabia o nome mas era alguma coisa com Rock, um pouco Pop e quem sabe, um eletrônico pesado. Quando começou a tocar uma sinfonia que estava longe de uma marcha nupcial, todos ficaram de pé e lá estava Tonks, no começo daquele jardim com um sorriso no rosto e lágrimas nos olhos.


        Senti meu coração pular e arder em chamas. Estava tão feliz por ela e pensava a todo momento que esse era o casamento que estava durando mais do que os outros.


        Com passos lentos, ela ia chegando mais perto do 'altar'. Lupin estava radiante, esbanjava felicidade. Discretamente, Harry segurou em meus dedos, mexendo na ponta deles, brincando e me distraindo.


        Tonks subiu ao lado do seu futuro marido, deixou o buquê de rosas brancas da minha mão e começou a cerimônia.


        Várias coisas bonitas foram ditas, várias coisas que deixaram a maioria emocionadas, principalmente a noiva que não parava de chorar. Quando o mestre de cerimonia disse aquelas palavrinhas mágicas: eu os declaro, marido e mulher, a banda começou a tocar uma música que deixou todos animados.


        Um casamento um tanto quanto diferente quando os noivos começaram a dançar completamente engraçado na frente de todos. Lupin era mais o estilo do robozinho e Tonks mexia seu pescoço de um lado para o outro.


        - Pode beijar a noiva. - Ela a pegou e a tombou para trás lhe dando um beijo que rendeu assobios e palmas.


        Fogos começaram a explodir no céu, alguns coloridos, outros em forma de coração. Uma festa magnifica. Logo, ao fundo quase atrás do gigante Hagrid, vi o autor daquilo e deixou meu coração mais apertado.


        Tonks pediu o buquê e o entreguei forçando o sorriso.


        - Vamos para a festa! - Gritou ela. Com certeza, ela estava tão feliz por nada ter dado errado que deixou todos nós mais aliviados

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