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1. O novo parceiro


Fic: O Mistério de Starta - por Livinha e Pamela Black - Último Capítulo no AR!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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O MISTÉRIO DE STARTA


Capítulo 1
O novo parceiro


Século I – Ano 33


Um grupo silencioso caminhava até o topo do Monte das Oliveiras com tochas erguidas nas mãos. Cerca de 70 homens usavam suas armaduras e elmos prateados com plumas e saias vermelhas, os uniformes dos soldados do Templo de César, a Torre Antônia. Vinham armados de espadas, lanças e escudos, enquanto, no mesmo grupo, cerca de 40 homens vinham armados de bastões e maças com cravos. Eles sequer reparavam, enquanto alcançavam o topo do monte, que, do outro lado, outro grupo de homens também armados, aproximavam-se deles. (1)

Um soldado taciturno que estava na tropa da frente e ladeava ninguém mais, ninguém menos, que Judas Iscariotes não parecia abalado com a chegada dos homens. Para Olycka nada disso interessava. Desde que saíram de Jerusalém, onde Judas falara em definitivo com os fariseus, ele fizera questão de que o traidor de Jesus ficasse ao seu lado. Algo que não estava ligado em absolutamente nada com a captura de Jesus de Nazaré, mas sim de extrema e particular importância.

Ouviu o capitão da tropa perguntar pelo Messias, o qual se apresentou. Não ficou impressionado quando o homem – ou filho de Deus, como alguns o chamavam – se pronunciou com extrema calma. Apenas olhou Judas fazer o que devia e, depois que o traidor entregou seu mestre com um beijo no rosto e os discípulos tentaram resistir à prisão do mesmo, o que foi em vão, que Olycka se pôs a falar com Judas. Todos já seguiam para Jerusalém. (1)

- Você já tem os Manuscritos? – ele perguntou num sussurro, sem olhar para o homem ao seu lado.

- Eles irão entregar a mim, quando Jesus chegar ao templo.

- Ótimo. Estamos ansiosos por isso, além de preocupados com tua lealdade, Judas. Não tentes fazer nada idiota, senão o pior será para ti.

Judas apenas relanceou os olhos rapidamente para o rosto marcado do grande homem ao seu lado, para então voltar ao seu silêncio. Se tudo corresse bem naquela noite, ele não sairia nada pior daquela situação, pelo contrário. Sairia mais poderoso do que já havia imaginado.

Iria fazer aqueles bruxos proscritos pagarem por castigá-lo cada vez que esteve perto e não conseguira. Agora seria a vez dele de castigá-los. Iria usar a cobiça deles para satisfazer a sua. Mas ele mal sabia que, a partir daquela noite, sua história seria outra.

Os fatos que se seguiram a partir do momento em que os soldados romanos capturaram Jesus, tornar-se-iam conhecimento mundial. Muitas seriam as versões retratando como tudo ocorreu e cada qual a sua maneira, mas somente os que estavam presentes saberiam dizer o que ocorreu por lá.

Entretanto, no momento em que Judas deixou o templo dos fariseus e pegou sua recompensa pela entrega de seu mestre, ele seguiu com Olycka para fora da cidade de Jerusalém, montados em cavalos.

Ele não soube por quanto tempo cavalgaram. Parecia que havia sido horas, mas o sol sequer dava indícios de aparecer. Teve vontade de perguntar a Olycka por mais quanto tempo andariam, mas foi só abrir a boca, que avistou uma enorme parede de pedras. Não soube por que não a avistara antes, afinal já estava bem perto. Tão perto a ponto de perceber dois soldados vestidos de armaduras douradas e elmos de águia, os quais guardavam os portões de entrada da cidade.

Starta, uma cidade que ficava nas redondezas, mas quase impossível de ser localizada, era cercada por muros de quase quatro metros de altura, embora os paredões de entrada chegassem a quase vinte metros. E o fato dela ser difícil em se localizar, era por causa de sua proteção. Apenas os verdadeiros moradores de Starta poderiam atravessar seus imensos paredões de pedra lisa, cujos portões de entrada eram protegidos por dois soldados-bruxos.

Judas olhou em volta e se certificou que aquele lugar não parecia em nada com as cidades que ele já havia visitado. Aquela cidade tinha uma vegetação que não era dali, com suas pequenas árvores e um verde que, com certeza, poderia cegar com a luz do sol e, bem ao meio dela, uma fonte jorrava sem parar. As casas da pequena cidade eram poucas e igualmente distribuídas nas laterais, como se o fundo delas terminasse com os muros de proteção. Mas dentre tantas essas novidades, o que ele mais achava estranho era o fogo que havia ali para iluminar a cidade. Um fogo com uma tonalidade azul e que dava a impressão que não iria apagar tão cedo.

E então, como se fosse para mostrar a ele que Starta não parecia pertencer àquele lugar ou até àquela época, Judas avistou algo que lhe era totalmente fora do comum. Um prédio imponente, uma construção nunca vista antes.

O Templo de Starta era grandioso e exalava um grande poder. Conforme se aproximava do prédio, o apostolo sentia vibrações por todo o corpo; algo lhe dizia para manter-se longe daquele lugar, como se, quem entrasse lá, não sairia sem sofrer alguma conseqüência. Se conseguisse sair.

Entretanto, por mais que seus sentidos lhe apitassem para entregar os desejosos Manuscritos ao soldado, ali e agora, Judas não o fez. Cruzou os grandiosos portões do templo, passou pelo arco de entrada e não ligou para nenhum arrepio que percorreu seu corpo, muito menos para o ar gélido da anti-sala a qual foi levado para aguardar.

Sozinho, naquele ambiente desconhecido, Judas observava tudo com atenção, reparando que aquela sala era ainda mais soberba do que a fachada do prédio e um tanto quanto sombria. Mas com o silencio do ambiente, também não pode deixar de perceber murmúrios e uma grande movimentação através da porta fechada. Dessa vez, ele não conseguiu ignorar um arrepio.

Aquelas pessoas que ali se encontravam não estavam para brincadeira, eles possuíam grandes poderes. Desde que entrou naquela cidade, soube que, o que havia decidido, não teria volta. Talvez ele realmente não quisesse tal volta desde que descobrira sobre os proscritos de Starta, afinal, estar ali era o mesmo que conseguir algo que antes julgava impossível. Ele iria ultrapassar a todos.

Mas do outro lado da porta, e ignorando o que estava se passando e iria acontecer na anti-sala, várias pessoas usando túnica azul movimentavam e espalhavam-se pelo salão, mostrando que já sabiam muito bem o que fazer.

Ao contrário dos outros cômodos do templo, aquela câmara não apresentava a magnitude da construção. Não tinha ostentação alguma, apenas símbolos sem nenhum significado aparente, pintados nas paredes de pedras escuras e, bem ao meio dela, um altar oval que também era de pedras, embora seus desenhos estivessem melhores definidos.

Então, como se esperasse apenas que as pessoas vestidas de azul se acalmassem e circulassem toscamente o altar, a porta da câmara se abriu, passando por ela três pessoas, o que fez reinar um silêncio absoluto no lugar.

Eram dois homens e uma mulher, sendo que o homem que vestia uma túnica branca, vinha à frente, enquanto o casal, vestindo túnicas dourada e branca, o seguiam. Automaticamente, os vestidos de azul abriram passagem, permitindo a aproximação dos três ao altar. A mulher caminhou até o altar primeiro, mostrando sua imponência e serenidade, deitando-se em seguida com as pernas e braços esticados e bem juntos ao corpo. Já seu companheiro parou em pé, no seu lado direito, enquanto o homem vestido apenas de branco parou ao seu lado esquerdo, também de pé. Logo as pessoas vestidas de azul tomaram seus respectivos lugares ao redor do altar. O que quer que fosse acontecer naquele Templo, já estava para começar.

E se as paredes não fossem enfeitiçadas, eles escutariam a discussão que ocorria na anti-sala entre Judas e Olycka, que ficara encarregado de sua guarda.

- Vós prometestes! – esganiçou o apóstolo.

- Nós não lhe prometemos nada em absoluto. Nós apenas nos silenciamos diante de tua proposta.

- Isso não é justo. Eu dei a ti o que tanto queria.

- E recebeu o que merecias. Agora não nos cabe efetivar um capricho teu, Judas. Teu lugar não é aqui e nem conosco. Saia ou serás morto.

Judas, enfurecido, olhou para a porta que ficava atrás de Olycka, sua cabeça fervendo por causa da traição. Enquanto isso, o soldado que se divertia por ver a reação do homem, só esperava o momento certo para cumprir a ordem que recebera, a qual era a de assassinar Judas para que ele não contasse a ninguém a localização ou o que se passava em Starta.

- Eu recebi o que merecia. – falou Judas calmamente, voltando seu olhar para Olycka. - Mas vós também o recebereis!

E retirando um punhal que estava oculto por sua capa, Judas caminhou até a câmara onde sabia que estava acontecendo o ritual. Ele sabia o que se passaria naquele lugar, pois fizera questão de pesquisar o que tanto procurava para os bruxos de Starta. E também era por isso que ele sabia de que teria de ser rápido em sua vingança.

Nem percebeu que Olycka já desembainhava sua espada e o seguia. Só sabia que devia chegar até o homem vestido de branco e matá-lo. Se não iriam fazer o que ele queria, também não permitiria que aqueles bruxos finalizassem o que tanto queriam. E Judas sabia muito bem o que fazer, pois lera as últimas páginas do pergaminho antes de sair do Templo dos Fariseus e encontrar o soldado que agora o perseguia enfurecido.

Não se deu conta que a câmara que adentrou não parecia em nada com o lugar que abandonara, parecia mais que ele mudara de prédio, de cidade. Não lembrara em nada o imponente Templo de Starta visto do lado de fora. Mas ele não se importou com isso e muito menos escutou o que o homem vestido de branco falava. Nem percebeu também que esse mesmo homem fazia um corte em sua mão e gotejava sangue nos lábios da mulher deitada no altar, a qual tremeu e ergueu o corpo num arco, para então cair, num baque, novamente no altar e com o corpo mole.

Judas só escutara a mulher gritar, depois de ter enfiado o punhal nas costas do homem de branco e este caíra, derrubando um cálice com água e pétalas de lírios, que tinha em mãos. E o que se passou depois disso foi tão confuso que ele nem percebeu que alguém apontava algo que ele jamais vira em sua vida: uma varinha mágica.

Na manhã seguinte, Judas fora encontrado por viajantes. Morto. Aparentemente suicídio através de enforcamento numa árvore.

Já os bruxos de Starta lamentaram. Sua cidade foi destruída pelo ritual interrompido tão drasticamente. A cidade, assim como seus moradores, sofreram mais que nunca pela perda de sua Deusa. Agora teriam que esperar o tempo necessário para Hórus marcar, pela segunda vez, seu sucessor. Só esperavam que não demorasse muito tempo para que assim a crença não se perdesse e, com ela, o interesse pela purificação bruxa.




Século XXI. Sobrevoando águas britânicas.

Olhando pela janela do avião, ela via as brancas nuvens tomarem formas suaves, como se o povo de Massachusetts não tivesse sido avisado de um possível furacão naquela manhã. Porém daquela vez, Ophelia(2) não parecia estar a fim de destruir o estado, o que resultou em apenas uma chuva forte sem ventos destrutivos. Mas essa notícia foi o bastante para atrasar seu vôo em quase uma hora.

Ela até podia escutar a voz de sua mãe: “Malditos veículos trouxas! Não sei por que você insiste tanto em vir pra cá dessa maneira, Syn. Seria bem mais fácil usar uma Chave de Portal, ou então vir de Navio Bruxo mesmo. Além dessa coisa de fuso-horário!” Mas Syndia não ligava. Não que não escutasse o que a mãe falava, a questão é que era sempre a mesma coisa desde que ela começou a viajar com certa freqüência.

Sua preferência por veículos trouxas era justamente pela demora em chegar a seu destino, o que a ajudava relaxar e pensar. E isso ela precisava sempre, desde que começara a trabalhar para o Banco Gringotes. Lidar com duendes não era fácil para ninguém. Mas para ela as coisas eram um pouco mais complicadas, assim como para quem trabalhava na mesma área.

Syndia fazia parte do grupo de pesquisas do banco, ajudando a localizar possíveis fontes de riqueza. O trabalho era desgastante, pois tinha que viajar para o lugar em questão, analisar, fazer pesquisas no lugar desenterrando histórias e até fazendo feitiços de detecção de magia. E então, só tendo a certeza de que o lugar realmente tinha uma possível fonte de riqueza, os desfazedores de feitiços eram mandados. E ela estava voltando de Massachusetts naquele momento, porque ela e seu desfazedor de feitiços, Adam Millers, descobriram mais uma fonte de riqueza para o banco.

Mas a pessoa que estava do lado dela, naquele momento, não era Adam Millers, e sim um trouxa que parecia bem concentrado em seu New York Times. Para falar a verdade, Adam sequer estava no avião. E era exatamente por isso que Syndia escolhera uma rota de viagem mais demorada.

Os feitiços que protegiam a área descoberta por ela eram muitos. Pelas suas pesquisas, o lugar pertencera aos fundadores do Instituto de Bruxas de Salém, o qual foi fundado em meados do século XV. Ela encontrou o lugar no meio das Montanhas Taconicas, que ficam no extremo ocidente do estado até alcançar Vermont, e no meio daquelas montanhas de até 763m, ela encontrou a entrada de uma caverna pequena, mas que, ela percebeu depois, era mais profunda do que aparentava. Estava apenas escondida por magia.

Mandou então uma mensagem codificada para os duentes, no Gringotes da Inglaterra – pois ela deveria reportar para seu chefe de lá o que encontrasse – no que eles logo enviaram Adam Millers, seu companheiro de trabalho há três anos. Mas se foi por um descuido ou os feitiços eram poderosos demais, Adam acabou sendo pego numa armadilha e seu corpo se desintegrou no ato.

Agora Syndia estava voltando para a Inglaterra de avião, torcendo que, até que pousasse em terras britânicas, já tivesse um relatório praticamente pronto na cabeça para apresentar aos duendes irritados. Ela também não se desculpava em não ter avisado Adam que aquele lugar pertencera aos fundadores do Instituto, pois assim ele saberia que não estaria lidando apenas com um morto rico demais, e sim com um morto rico e que tinha amplo conhecimento em magia.

Mas como se estivesse chamando-a a realidade, a luz do avião que indicava aos passageiros para colar o cinto de segurança se acendeu, emitindo também a famigerada campainha. Syndia então balançou a cabeça, como se quisesse voltar às palavras que colocaria no relatório, e apertou o cinto, enquanto via a cidade de Londres começar a aumentar à medida que o avião alcançava a terra. Logo teria que enfrentar um bando de duendes irritados. Bem, nada melhor do que isso para começar o dia, não é mesmo?

O saguão do aeroporto, onde se aguardava a chegada dos passageiros, não estava tão movimentado naquela tarde. E um homem alto se destacava no meio daquela parca multidão, mostrando certa ansiedade pelo avião que acabara de pousar.

Não era dúvida para ninguém que Oren Vechten adorava sua única filha. Para ele não existia pessoa melhor do que ela. Bem, às vezes ele se achava numa dúvida cruel quando comparava tal título com sua esposa, o que o fazia pensar, de maneira quase cômica, que ambas viviam num empate técnico. Lyx, sua esposa, era uma inglesa nata. Tinha classe, prestígio e havia herdado do pai uma fortuna considerável. Ela era oito anos mais nova que Oren, o que causara alguns constrangimentos para o casal quando anunciaram que se casariam. Muitos disseram – e ainda diziam – que aquele Vechten apenas se aproveitara que os pais da moça haviam falecido, deixando-a sozinha e com uma fortuna muito atraente, e, por ser um homem mais experiente, soube aproveitar muito bem disso.

Mas ele e sua família não ligavam, mesmo com o nome da família de Lyx, os Goldstein, ter caído na boca de todos os membros da alta roda da sociedade. Porém o que alguns temiam – ou apenas falavam por não ter mais o que fazer – acabou acontecendo. Oren não conseguiu administrar os bens da família, mesmo tendo algum conhecimento no assunto através de seu pai trouxa. Ele ainda passara quase um ano vendo e revendo suas contas, procurando erros que os levaram àquela situação, mas nunca os encontrara. O único fato que o acalmava, era que ele fizera uma aplicação à parte de toda aquela fortuna, uma reserva para ele e sua família. E com isso conseguiu estudar a filha e viver tranquilamente até hoje.

Ainda restavam algumas propriedades, mas o fato de estarem localizadas em território trouxa, fez com que ajudasse, ainda mais, a diminuir o prestígio da família Goldstein. Os Vechten, ou Goldstein como muitos ainda insistiam em chamar, ainda eram convidados para festas na sociedade bruxa. Poucas, mas eram. Lyx sempre insistia pro marido ir, mas acabava levando apenas a pequena Syndia, quando esta ainda não tinha condição de negar os pedidos da mãe. Mas para a garota não era nada divertido ouvir aqueles bruxos metidos falarem mal de seu pai. “Daquele yankee aproveitador de britânicas!”

Mas de aproveitador, Oren não tinha nada. Ele era um homem doce e brincalhão e que sempre tratou esposa e filha da melhor maneira que encontrou. Ajudava Syndia às escondidas a aperfeiçoar seus poderes de bruxaria, o que sempre rendia dois puxões de orelha de Lyx: tanto na filha, por estar quebrando as regras da Inglaterra Bruxa, e no marido, por estimulá-la. Ambos davam a mesma desculpa para a mulher: nos Estados Unidos não tem essa regra. Podemos fazer magia dentro de casa, mesmo sendo menor de idade. E a resposta de Lyx também nunca mudava: Aqui é a Inglaterra. Conformem-se!

Entretanto, esses contras impostos pela sociedade bruxa não afetava em nada a vida da família Vechten, e era isso que Oren mais se orgulhava. Conseguira, apesar de tudo, formar família, mesmo que seu propósito ao pisar em terras britânicas, em meados de 1980, não fosse esse. Ele apenas havia sido designado para ajudar o Ministério Britânico na primeira luta contra Voldemort. E, por um golpe de sorte do destino, conhecera Lyx.

Mas Oren não teve tempo de pensar em sua vida de quando chegara na Inglaterra, pois o motivo que o levara até o aeroporto de Londres, apareceu. Sua filha Syndia, a qual acabara de avistá-lo e já andava apressada até ele, doida para aconchegar-se nos braços do pai.

- Oi, papai! – falou Syndia animada, abraçando o pai.

- Oi, minha querida.

Ele a apertou em seus braços, sem deixar de perceber que ela quase alcançava sua altura. Por mais que ele desejasse, Syndia não era mais uma menininha.

- Você e esses saltos enormes. – resmungou brincalhão e pegando a pequena mala da filha, tratando de sair do aeroporto o quanto antes.

Syndia deu de ombros e sorriu.

- Você sabe que eu adoro saltos, papai. E não tenho culpa de ter herdado a boa altura dos Vechten, e não a delicadeza principesca dos Goldstein.

- E você sabe o quanto me orgulho disso, não sabe? – e com uma piscadela, completou. – Mas que sua mãe não me ouça.

A filha então riu com gosto, enquanto já alcançavam um carro estacionado junto de tantos outros. Carros de familiares e amigos que esperavam os que desciam do avião.

- Sua mãe ficou nervosa a manhã toda. – falou Oren quando já estavam andando pelas movimentadas ruas de Londres. – Ela não se conforma de você gostar de viajar nesses veículos trouxas.

- E você acha que eu não me lembrei dela durante o vôo? – perguntou Syndia, revirando os olhos, mas não estava mal humorada. – Até escutava a voz dela na minha cabeça.

- Escutava, é?

- Com sotaque e tudo. – falou Syndia, exagerando no sotaque britânico.

Oren riu. Uma risada alta e digna de um yankee.

- Você vai pra casa? – ele perguntou depois.

Syndia então deu um suspiro cansado antes e responder.

- Para a minha. Tenho que deixar minhas coisas por lá e depois ir pro Gringotes.

- Ahm... Fiquei sabendo do Millers.

- Pois é...

Oren olhou para a filha, esquecendo apenas por um instante do trânsito e o que viu não o agradou. Syndia apoiava a cabeça no banco e olhava as árvores que passavam pela janela. Um olhar entediado e cansado. Atos que ele logo interpretou corretamente.

- Syn, não foi sua culpa.

- Eu sei, mas... Eu devia ter falado que aquela caverna pertencera aos fundadores do Instituto.

- Syn...

- Que tinha magia poderosa por lá, e...

- Millers era um bruxo esperto.

- Eu sei, papai. Ele era esperto, inteligente, corajoso... Mas dessa vez ele foi desinformado. Eu tinha que ter contado a ele que aquele lugar não era um lugar qualquer, e que... O que foi?

Oren havia estacionado o carro, parando quase bruscamente, o que fez alguns motoristas, pegos desprevenidos, buzinarem irritados.

- Por que você está nessa autocomiseração? Isso não é próprio da sua personalidade.

Syndia não respondeu. Estava mais preocupada com uma linha de sua blusa.

- Adam era um cara legal mais tudo isso que você disse, mas ele também conhecia os riscos do trabalho dele. Sabia que devia estar atento o tempo todo pra evitar imprevistos. Mas dessa vez, ele falhou em algo.

- Não o culpe, papai.

- Não estou culpando ele. Mas você também não tem culpa de nada, Syn. Você fez o seu trabalho, que era encontrar o lugar que poderia ter riquezas praqueles duendes, e o Adam fez o dele, que era desfazer os feitiços do local. A única diferença foi que, dessa vez, ele foi infeliz.

- É que... bom...

- Vocês eram amigos há três anos.

- Isso mesmo e... é que...

- O quê? Você... Você era apaixonada por ele?

- Não, não é isso.

- O que era então?

Syndia soltou um suspiro cansado antes de continuar.

- Você sabe que não tenho muitos amigos. Pra falar a verdade, amigo mesmo eu não tenho nenhum. Só tenho colegas, algumas pessoas simpáticas pra conversar...

- Isso foi uma escolha sua. – Oren falou sério.

- Eu sei... Eu gostava do Adam. Ele sempre me entendeu e... Bem, o fato dele nunca ter dado em cima de mim o fez subir muito no meu conceito.

Oren ficou olhando pra filha, mas não disse nada. Sabia o que fazia Syndia se fechar para as pessoas, embora sempre a tivesse aconselhado a agir como ele. Ela ainda tinha muito o que aprender na vida e, não ligar para o que as pessoas pensavam ou deixavam de pensar de você, era um aprendizado que a vida ainda daria um jeito de ensinar a sua filha.

- Vamos pra casa. – falou Oren, ligando o carro.

- Sim. Eu ainda tenho uma reunião com meu chefe.

Eles então seguiram caminho, conversando amenidades e tratando de marcar um jantar em família, pro dia seguinte. Oren sabia que Lyx não iria gostar da demora, mas sua esposa teria que esperar para rever a filha se o quisesse fazer com calma.

xxx


Ela adorava voltar para casa. Gostava do seu cantinho, de ficar sem fazer nada, deitada lendo algum de seus livros. Lá ela sentia-se em paz. Mas nem teve tempo de olhar direito para suas coisas. O fato de ela ter parado para conversar com o pai, além de seu vôo ter atrasado nos Estados Unidos, atrapalhou seus horários bem programados. Era para ela ter tempo de ao menos organizar sua bagagem. Mas o fato de já estar praticamente em cima da hora, apenas permitiu que deixasse as malas em um canto da sala e então pegasse a pasta onde estavam todas as informações que tinha para apresentar na reunião. Ainda havia alguns papéis para preencher, mas ela poderia apresentá-los no dia seguinte. Então, vendo que não esquecia de nada, aparatou.

O Beco Diagonal estava bem movimentado, as pessoas entravam e saiam das lojas, todas com sacolas na mão. Andou apressada até o banco, estava em cima da hora. Passou pelos duendes seguranças na entrada de Gringotes e foi direto para o setor de pesquisas. Nem passou por sua sala, foi direto para a sala de reuniões.

- Senhorita Vechten, estávamos a sua espera. – Disse o duende Kito, seu chefe.

- Como vai Kito?

- Bem, bem. Mas vamos ao que interessa, estamos ansiosos por seus relatos.

Syndia sentou em um lugar reservado para ela e começou a pegar os papéis de dentro da pasta. Todos os duendes presentes, incluindo seu chefe, esticaram seus pequenos pescocinhos para observar seus movimentos. Já estava acostumada com eles, sempre muito desconfiados e nem sempre muito educados, mas ela conseguia ter uma relação amistosa com todos. Depois de tanto tempo trabalhando com essas criaturinhas, até conseguia achar graça em algumas atitudes que muitos reprovariam.

- Como os senhores sabem, conseguimos encontrar no meio das Montanhas Taconicas uma fonte de riqueza, os detalhes do lugar e dos feitiços que foram utilizados vocês irão encontrar nos relatórios que serão entregues. Depois que Adam... – ela pigarreou ao sentir um bolo na garganta – Depois que o Sr. Millers sofreu o acidente, a sede do Gringotes dos Estados Unidos mandou um desfazedor deles pra terminar o serviço. O transporte do ouro que foi encontrado ficou por conta do duende carregador Mirion, que foi enviado ao local 25 minutos depois que informamos o banco que os feitiços já tinham sido desfeitos.

- Certo, certo, senhorita Vechten, iremos ler todos os relatórios e qualquer dúvida a contataremos. Mas, me diga, a senhorita confirma que o local pertencia aos fundadores do Instituto de Bruxas de Salém?

- Sim Kito, segundo pesquisas que fiz, e junto com informações de meu parceiro o lugar pertencia mesmo a eles.

Ouve um burburinho entre os duendes, mas rapidamente foi interrompido por Kito.

- Muito bem, muito bem, agora um assunto que nos deixa muito triste, mas que não podemos deixar de falar, o acidente de Adam Millers.

Toda atenção da sala foi voltada para ela. Syndia sabia que teria que falar sobre isso, já havia enviado detalhes do acidente por coruja e feito um relatório especifico sobre esse assunto, há três dias, mas fazia parte de suas obrigações prestar contas na reunião.

- Sim, subestimamos um pouco as proteções que havia na caverna. Não estávamos esperando armadilhas além dos feitiços que existiam. A morte do Adam foi uma tragédia. – Ela falou com tristeza na voz.

- Claro, foi uma tragédia, uma tragédia, mas não podemos parar não é mesmo? – Disse o duende tentando parecer amável. – Não podemos deixar uma ótima pesquisadora como você parada por muito tempo. Por isso, já arrumamos um novo parceiro para a senhorita.

- Um novo parceiro? – Ela perguntou surpresa. – Mas como vocês me arrumam um novo parceiro sem falar comigo antes? Esse trabalho exige sintonia entre os companheiros, temos que sentir confiança um no outro, não pode ser qualquer um!

- Ah sim senhorita, nós sabemos, nós sabemos, mas não temos muitos desfazedores de feitiços disponíveis, e esse especificamente é um dos melhores. O parceiro dele se aposentou recentemente, e estávamos procurando alguém para ele se juntar, como a senhorita esta sem ninguém...

- Eu não estou sem ninguém. – Interrompeu Syndia – Quero dizer, meu parceiro sofreu um acidente, mas...

- Sim, e por isso você precisa de outro. – Disse outro duende.

- Ok. Eu vou conhecer essa pessoa, vou conversar, e se por algum motivo eu achar que não faremos um bom trabalho juntos, vou procurar outro.

- Muito justo, muito justo.

- E será que eu posso saber quem é o escolhido?

- Claro, claro, por favor, Dexter, chame o rapaz.

Dexter, um duende carrancudo que estava sentado ao lado de Kito, se levantou e abriu a porta.

- Entre.

Um homem bonito, com cabelos ruivos compridos presos num rabo de cavalo e com um brinco numa orelha entrou na sala. Syndia o estudou por alguns minutos, já havia visto aquele rapaz em algum lugar, talvez no Ministério, mas sua rotina agitada nunca permitiu que ela perdesse muito tempo pesquisando sobre quem ele era.

- Boa tarde. – Disse ele muito simpático.

- Senhorita Vechten, este é Gui Weasley. – Apresentou Kito.

- Como vai, Sr. Weasley? – Ela estendeu a mão o cumprimentando polidamente.

- Muito bem obrigado. – Retribuiu ele.

- Ah, ótimo, ótimo, já encerramos a reunião, vocês podem aproveitar para conversar e se conhecer, assim a senhorita já pode tirar suas conclusões. – Ele sorriu e se dirigiu à porta. – Até logo, até logo.

Os dois olharam o duende sair da sala e voltaram a se fitar.

- Eu não entendo por que ele sempre repete as palavras! – Disse Gui sorrindo amigavelmente.

xxx---xxx


Dirigindo tranquilamente pela alameda, Syndia conseguia ver as inúmeras flores que caíam de suas árvores. A estação não pedia que elas caíssem, pelo contrário, pedia que florescessem. Mas nenhum bruxo que morava na luxuosa Rua das Flores, iria perder a oportunidade de mostrar que seu jardim era o mais rico, ou que era a sua árvore que mais enfeitava e dava razão ao nome daquele lugar. Porém, se você não ligasse para demonstração de vaidade alheia, era totalmente fácil aproveitar aquela maravilhosa mistura entre carvalhos, glicínias, magnólias e bauínias, as quais deixavam o lugar com uma beleza excepcional, principalmente quando se tinha a sorte de vê-las ao pôr-do-sol de primavera.

E era dessa beleza que ela precisava para ocupar sua cabeça. Acabara de ir ao cemitério bruxo de Londres, onde deixara sua homenagem a Adam. Eles fizeram apenas um funeral in memorian para ele, já que o corpo do homem se perdeu nos Estados Unidos. Ela doloroso para ela saber que não veria mais o sorriso sincero do parceiro de trabalho que virara seu amigo e confidente nesses três anos. Ela que nunca pensou que se apegaria a alguém como se apegou a ele. Principalmente por ser um homem.

Mas respirando fundo e tranquilamente, Syndia voltou sua atenção para as flores que caíam de suas árvores. Era preferível apreciar vaidade alheia do que pensar nessas tristezas.

Ela ainda percorreu a alameda por mais cinco minutos, até que conseguisse avistar seu destino. A casa de seus pais, Oren e Lyx Vechten, era cercada por uma enorme cerca viva que impedia de avistar o que estava além, mas que, quando alcançava um portão de grades claras, conseguia ver a extensão dos jardins e sua beleza.

A casa, na verdade, pertencera à família de Lyx, e os Goldstein sabiam o que era vaidade e suntuosidade. Do lado de fora se via apenas as árvores – que hoje em dia não eram enfeitiçadas como as da alameda – e a extensão de gramas ao redor da casa. Mas apenas quando se passava pelos portões, os quais tinham ao meio um delicado lírio adornando a fechadura, que se via a extensão do jardim oculto pelas heras que formavam a cerca viva.

Logo que entrava, podia-se avistar, ao longe e bem em frente ao casarão, um chafariz delicadamente adornado e cercado por lírios brancos, como o do portão da frente. A grama sempre bem cuidada com o auxílio de magia ou objetos trouxas enfeitiçados varria toda a propriedade, a qual tinha algumas árvores floríferas espalhadas dando excelentes sombras, além também dos jasmins rosados, a paixão de Lyx, mas que ficavam na parte de trás da casa, juntamente com o único carvalho que havia ali.

Syndia seguiu a estradinha que cortava a grama até a frente da casa, relanceando os olhos rapidamente pelo jardim. Ela nunca conseguira passar pelo jardim sem sequer dar uma olhada rápida, pois crescer num lugar como aquele era animador, e as lembranças, juntamente com a beleza do lugar, sempre conseguia animá-la até em seus piores dias.

Circulando o chafariz com o carro, Syndia parou praticamente em frente a porta de entrada. Ainda esperou um momento dentro do veículo para poder respirar. Ela adorava visitar seus pais, mas só de pensar que iria escutar as rotineiras recriminações de Lyx por insistir em se transportar por meios trouxas, já a cansava. Mas, respirando fundo e colocando seu melhor sorriso, além de pensar que a noite seria incrivelmente agradável, ela saiu do carro, subiu os poucos degraus de mármore e abriu a porta de carvalho.

Adentrou num luxuoso hall que, à esquerda, se avistava uma pequena sala para recepções, seguida de mostras de mais duas salas com portas fechadas, enquanto que, à direita, percebia-se o acesso à cozinha, uma sala de jantar e para o jardim do fundo. Mas seus olhos logo se dirigiram para uma figura elegante que descia as escadas de madeira clara, cujos degraus eram revestidos com um carpete claro.

Lyx Vechten, mesmo com uma filha de 23 anos, mostrava uma elegante vivacidade. Alguns poucos fios brancos podiam ser percebidos em sua cabeleira loira, mostrando sua idade, mas que ela tratava de ocultar o melhor possível. Seu sorriso alinhado e alegre, e que alcançava seus olhos azuis, era contagiante, mesmo que sua postura pudesse intimidar algumas pessoas. E como Syndia havia dito ao pai, ela herdara o porte dos Vechten, mas sua beleza era igual a da mãe: impossível de não perceber.

- Seja bem-vinda de volta, minha querida. – falou Lyx ao descer o último degrau, indo ao encontro da filha e lhe dando um beijo no rosto.

- Obrigada, mamãe.

- Não me diga que veio naquele automóvel trouxa? – perguntou ainda mantendo o sorriso.

- Pois digo que vim. E papai? – perguntou, fingindo não perceber um leve esgar da mãe.

- Seu pai está na cozinha. – falou rápida, e continuando enquanto enlaçava seus braços no da filha e ia com ela até a cozinha. – Você sabe muito bem que não gosto que você ande nessas coisas, Syn. Hoje eu fiquei louca por você ter pegado aquele avião. Imagina se aquela coisa explode? E se não desse tempo de você aparatar? Aquele monte de combustível... E o carro também! Amarrota toda sua roupa.

- Então, ainda bem que essa não é nenhuma festa de gala, não acha? – falou Oren quando as duas mulheres entraram na cozinha.

Ele não pegara a conversa desde o início, apenas a última frase da esposa, mas para que Syndia não tivesse a necessidade de responder o de sempre para a mãe, além de não querer que aquela noite tivesse um só momento de rotina, ele mesmo resolveu responder. Certo que ele ficou irritado depois que se casaram, quando percebeu o preconceito de Lyx quanto a objetos trouxas, mas agora ele apenas circundava a situação com bom humor, o que percebeu com o tempo ser a melhor opção.

Syndia também agradeceu a intervenção do pai, o que demonstrou com um risinho, enquanto caminhava até ele e lhe dava um beijo no rosto, cumprimentando-o.

- Mas é verdade, Oren. Olha só a blusa dela, toda amarrotada. Desse jeito, como vai arranjar um marido? Toda desleixada.

- Mamãe... Eu não quero arrumar marido. Ainda estou muito nova pra me casar.

- E um namorado? Faz tempo que não te vejo com ninguém.

Syndia revirou os olhos, enquanto ia até o armário da cozinha para começar a ajeitar a mesa para o jantar. A mãe continuou.

- Não te vejo com ninguém desde que... Bem, desde que começou a trabalhar nesse banco. Esses duendes são umas sanguessugas, isso sim.

- Vamos mudar de assunto, por favor? – pediu Syndia suavemente, mas os pais perceberam um tom levemente aborrecido na voz dela. – O que vamos ter pro jantar?

- Ahhh... Isso você só vai ver quando estiver boiando no seu prato. – brincou o pai.

- Boiando? – perguntou Syndia com uma careta. – O que você fez? Sopa de bolota?

E com a pergunta, todos riram na cozinha, desfazendo a pequena tensão que havia se formado. Tanto o preparo do jantar, quanto o mesmo, seguiu tranquilamente. Lyx não insistiu mais no assunto do namorado, além disso, se o fizesse, estaria comprando uma discussão com a filha, o que ela não queria em absoluto. A mãe apenas abordou a filha querendo saber como foi o dia de trabalho, se estava tudo bem com ela, se fizera boa viagem no dia anterior e se já se ajeitara com a mudança do fuso-horário. Além de também contar como foram tristes seus dias longe de sua única filha.

Syndia respondeu a tudo com boa vontade e sinceridade, e prometeu que faria de tudo para repor os dias que ficara fora, o que Lyx recebeu com um enorme sorriso.

- Então? Você vem no sábado, não vem? Eu queria tanto fazer um piquenique como antigamente. – falou Lyx, nostálgica.

Oren e Syndia apenas trocaram olhares divertidos. Eles estavam sentados na sala de estar, bebericando um chá, embora Oren preferisse seu Whisky de Fogo.

- Vocês fazem essas caras, mas é verdade. – falou Lyx. – Eu desafio vocês a me falarem que não era bom. Ficávamos debaixo do carvalho, comendo e bebendo, até você, Syn, dormir nas minhas pernas enquanto eu acariciava seus cabelos.

- E o papai comia todos os doces escondido. Vocês trabalhavam em conspiração, isso sim! Mas não sei, mamãe. Preciso arrumar minha casa. Fiquei fora por duas semanas.

- Eu mando um elfo pra te ajudar. Acho que a Lillu consegue fazer o serviço sozinha por aqui, e com certeza a Didi iria de muito bom gosto.

- Ah, sim... E seria maravilhoso que a Sra. Prescott entrasse em casa e desse de cara com um elfo doméstico. Eu teria que chamar os Obliviadores do Ministério.

- Você está de má vontade comigo, Syn.

- Claro que não, mamãe.

- Vocês duas, por favor, parem! – interveio Oren, não querendo que as duas mulheres começassem uma discussão boba. – Lyx, meu amor, a Syn tem que descansar, acostumar-se com a mudança de fuso-horário, além de arrumar sua casa. E o fato dela não aceitar ajuda de um elfo, é opção dela. Ela mora num bairro trouxa, meu bem.

- Tudo bem. Não está mais aqui quem quis ajudar.

Syndia soltou um suspiro, depositando sua xícara na mesinha de centro. Trocou um olhar como pai, virando-se então para a mãe. Seria melhor se recebesse as sugestões da mãe como seu pai sempre recebia: com bom humor.

- Olha, mamãe, vamos fazer assim: me mande então a Didi de manhã. Mas na hora do almoço ela vai embora. A Sra. Prescott deve aparecer por lá, à tarde, pra me dar as boas vindas de viagem.

- Não precisa fazer isso pra me agradar. – falou Lyx, mostrando-se um pouco magoada.

- E quem disse isso? – Syndia já sorria. – Acho que vou estar com preguiça no sábado pra arrumar qualquer coisa mesmo. A Didi viria a calhar na ajuda.

- Então está bem. Eu a mando no sábado bem cedo. – Lyx sorria animada.

- Ótimo.

- Viu? Com conversa, se chega ao longe. – falou Oren.

- E eu tenho que chegar ao longe, mas não com conversa. – disse Syndia, se levantando. – Adorei a sopa com sobreviventes, papai. E a lagosta e a mousse de chocolate.

- Eu queria pratos mais típicos, mas seu pai sempre preferiu a comida trouxa. Mas estava deliciosa. – Lyx completou ao receber olhares de ambos.

Syndia apenas sorriu. Despediu-se dos pais com um beijo e foi embora. O dia seria longo, afinal, ainda teria que se acostumar ao seu novo companheiro de trabalho. Um só dia não foi o necessário para conhecer totalmente Gui Weasley. Só esperava que ele fosse alguém fácil de lidar.




(1) Parte inspirada no livro Operação Cavalo de Tróia I de J. J. Benítez
(2) Nome da tempestade tropical de Massachusetts, ou furacão, se preferir.

NA: Bem, então é isso. Primeiro capítulo caprichosamente postado! Espero que vocês tenham gostado do que mostramos da nossa linda Syn! E podem ter certeza que ela tem muito mais a mostrar, assim como a fic que, acho que vocês perceberam, vai ter sim, muito mistério..hihi..

Priscila Louredo: Pri, temos certeza que você não vai se arrepender de ler a fic sobre o nosso Draco. Depois que vc ver a foto dele, você diz se sua opinião continua a mesma! rs Esperamos sua opinião sobre o primeiro cap. Beijos

Paty Black: Você também, Paty... aguarde "nosso" Draco Malfoy! Temos certeza que não vai se arrepender..rs.. Esperamos que tenha gostado do primeiro capítulo. Beijos

Georgea: Com todos esses votos de boa sorte, Geo, acho que a força, quando vier, não vai escapar... Beijos, Skywalker.

E quanto a todos que passaram, mas que, por uma infelicidade do destino, não nos deixaram reviews! rss...

Estamos na expectativa pra saber a opiniões de vocês!

Beijos!

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