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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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9. Tatuagens


Fic: Fame and Love: Porque há coisas que o tempo não pode apagar...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 9


O Silêncio fazia parecer um quarto comum, se não fosse os machucados e Victorie como enfermeira tratando de colocar um curativo na testa de Mark até parecia normal. Vic se virou e viu os primos e os outros alunos na porta e fez um sinal para eles se aproximar e este foi o motivo para que todos se mexessem e andar até os seus amigos.


Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para



– Rose – David que estava na segunda maca chamou – Oi! Você está chorando?


– Sim! – Rose fez biquinho – Eu estou tão triste por ver todos vocês aqui.


– Ora, você já deveria está acostumada. – Alvo que estava de olhos fechados falou ao ouvir a prima.


– Ai, Alvo! Você quer me matar de susto? – Lily se atirou para os braços do irmão.


– Não! É você que quer me matar! – Alvo teve que gritar – Ai, Lily você está me sufocando! – Desculpas, Al. Mas ver você daquele jeito... – e começou a chorar e foi abraçada pelo irmão que a confortava.


– Não chora, todos já passamos por isso. – Alvo que olhava para Anne que neste momento parou perto da cama dele. Ele olhou nos olhos dela e viu lágrimas – Você sabe que eu prefiro está aqui a ter você ferida. – era uma indireta para Anne, que não entendeu, pois pensou que Alvo falava para Lily.


– Não fala isso, Al. – Hugo falou ao se aproximar do primo – Nosso pingo machucado, eu mato e morro. – Hugo falou.


Fazendo Lily olhar com medo para o irmão e feio para Hugo “O que ele está pensando se Al descobrir que algo estranho acontece entre nós, ele realmente está morto” Lily pensou ao sair dos braços do irmão e vendo que este não tinha ouvido nada do que Hugo tinha falado por estar olhando para Anne. “O que está acontecendo com todo mundo? O Al, olhando para Anne. E ele sempre disse que todas, menos ela.”


– Foi o choque – Mark falou ao ver Lucy sentar aos pés de sua cama. Ele sorriu para ela – Você também chorou por mim? – ele perguntou a fazendo rir para ele também.


– Não! É claro que não. Por que as minhas primas têm bom gosto, Kemp – Fred respondeu por ela e puxou ela para a cama dele. Fazendo Mark rir da careta que ela estava fazendo para o primo – Elas não choram por qualquer um, Sonserino.


– É verdade. Por qualquer um não, mas por mim já é outra história. – ele piscou o olho para Lucy – Agora voltando ao assunto. O impacto fez com que todos ficassem em choque. – ele falou ao ver que Vic terminava o seu curativo e ia pagar um frasco perto da cama de Scorpius e voltava com um sorriso hipnótico para ele.


– Por isso, a gente não se mexia – David falou meio envergonhado – Mas podíamos ouvir e sentir tudo – ele olhou para Molly que desviou o olhar e depois olhou para Rose que estava olhando para Anne que se aproximava do único que ainda não tinha se mexido para falar ou lamentar nada. Scorpius que estava muito pálido e imóvel na sua cama.


– Mark por que ele ainda não ta se mexendo? – Anne perguntou ao segurar a mão de Scorpius e ele não mexeu.


– Ele recebeu o maior impacto. – David respondeu.


– Como assim? – Anne que apertava os dedos nas mãos dele.


– Eu posso dizer que dos quatro aqui, eu sou o mais lúcido – David olhava para Scorpius e perguntou em voz alta – Eu não entendo. Ele protegeu o meu corpo com o dele no momento do impacto!


– E quanto ao ferimento que ele tem nos quadris? – Rose não queria pensar no que David tinha acabado de falar então perguntou a Vic que estava dando uma colher de um liquido verde a Mark que ao engolir estremeceu e ameaçava vomitar fazendo todos os meninos da família Weasley estremecer junto.


– O ferimento dele já está fechado – Vic respondeu enquanto usava o velho truque de tampar o nariz para fazer abrir a boca, ela estava fazendo com Mark para ele tomar mais uma colherada da porção cicatrizante que ela mesma descobriu. – Madame Pomfrey achou melhor ele dormir um pouco mais. Eu tenho certeza que dentro de cinco minutos ele vai acordar. – ela falou ao se dirigir para o primo Alvo que colocou as duas mãos na boca para não tomar a porção.


– Mas está tudo bem com ele? – Anne que olhava para Alvo que fazia uma cara de desespero.


– Claro! Todos estão bem – Vic respondeu e virou para Alvo – Ora, vamos Al. – Vic falou com raiva – É a minha porção cicatrizante para ferimentos profundos por objetos pontudos. Você sabe que é uma delicia!


– Ahrk!!! Esta coisa?! Você ficou doida! – Mark que ainda estava ameaçando vomitar falou – Isso tem gosto de vomito com feijão preto estragado!


– O que? Como assim vomito... – Vic gritou, indignada virou para Fred e Hugo – Vocês acham que a minha porção tem gosto de vomito?


– Não! – disse Hugo que se escondeu atrás de Dominique.


– Não! – disse Fred que puxou Lucy e Roxanne para se esconder atrás delas.


– Viu! Esta porção foi aprovada pelo CSMB (Corporação Superior de MediBruxo) – Vic falou para Mark que passava mal.


– Eles mentiram para você. Para não obrigar eles a tomar esta coisa – Mark falou enquanto ficava meio verde – Eu estou passando mal acho que vou ter que passar um mês aqui para poder me recuperar desta porção.


– Deixa de ser um bebê chorão. – Vic se virou para o primo e falou com toda a calma, mas o brilho nos olhos dela não enganava, ela estava furiosa – Abra a boquinha, Alvinho! – fazendo Anne rir com a cara de desespero dele – Vai, Alvinho seja bonzinho para a Vic. Você sabe que se você não abrir, eu vou ter que injetar a porção. E você sabe por onde.


Com esta ameaça Alvo abriu a boca o maior que pode, fazendo todos rir muito. Ele teve que tampar o nariz para não vomitar.


– Posso saber por que todos estão rindo? – Scorpius que acabava de acordar falou. – Ai, o que aconteceu...


– Você sofreu um acidente – Anne respondeu preocupada – Você não lembra?


– Não é isso. Eu estou com um gosto horrível de vomito com feijão preto estragado na boca – ele tentava não vomitar – Como isso aconteceu? Eu não comi feijão!


– Ora, seu moleque – Vic saiu furiosa da ala da enfermaria.


– O que foi que eu fiz? – ele perguntou a todos que tentavam parar de rir – Anne me diz que os meus pais não foram chamados? – ele perguntou desesperado segurando a mão dela.


– Desculpa, querido! – Anne falou rindo muito, pois lembrou o que tinha acontecido na sala da diretora – Mas você precisava ter visto o tio Draco disputando com a Sra. Weasley a atenção de Madame Pomfrey.


– Não acredito! – ele colocou as duas mãos na cabeça.


– Malfoy? – David chamou a atenção dele.


– O que é? – ele não quis olhar na direção dele, pois ele sabia qual seria a pergunta dele. E era uma pergunta para o qual ele ainda não tinha uma resposta.


– Eu só queria agradecer.


– Não foi nada.


 – Como não. Você se colocou na minha frente. Eu vi.


– Eu já disse que não foi nada. – ele também não entendia o porquê tinha feito aquilo. Na hora ele só viu um rosto. O rosto de Rose.  


– Eu não entendo porque você fez aquilo – David insistiu na pergunta.


– Eu já disse não foi nada.


– Para você talvez, mas não para mim. Eu não quero ter que te dever alguma coisa. – David falou olhando para Rose e vendo que ela ainda tinha o olhar preso em Scorpius.


“O que ela tanto olha para ele?”, se perguntou David.


– Então o assunto morre aqui, pois você não me deve nada. – ele olhou para Rose que estava ao lado de Alvo e David e sentia o seu olhar.


“Para de olhar para mim” Scorpius pensou.


Scorpius depois desviou o olhar para Anne.


– Anne me tira daqui antes que os meus pais cheguem.


– Desculpa-me amigo, mas parece que é tarde demais.


Ela olhou para a porta e viu que todos os pais que estavam na sala da diretora acabavam de passar pela porta da enfermaria.


– Meu bebê! – Astoria falou enquanto corria para perto de seu filho – Meu filhinho – e começou a chorar – Você está tão palito, meu bebê – ela falou ao olhar bem para o rosto dele – Mas a mamãe acha você lindo mesmo palito deste jeito.


– Oi mãe! Eu estou bem. Na verdade eu estou ótimo, eu vou até participar do próximo jogo de quadribol. – Scorpius falou ficando vermelho, pois sabia que os pais eram muito exagerados em relação a sua saúde.


“Ainda bem que Willy não está aqui” Scorpius pensou.  


– Oh! Meu filho é claro que você está ótimo – ela se virou para Rose que tinha se aproximado ta cama de Scorpius como se tivesse hipnotizada e perguntou: – Ele não esta ótimo, querida? 


Mas antes que Rose tivesse respondido Rony a puxou fazendo ela despertar.


“O que está acontecendo comigo? – Rose pensou ao sentir os braços do seu pai – É eu olhar para aquela maldita corrente e tudo ao meu redor some. É como se ela me puxasse para junto dele”.


Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara


– Onde você pensa que vai, querida? – Rony perguntou a filha – Você sabe que não deve confraternizar com o “inimigo”, mesmo se sentindo culpada. Coisa que você também, não é.


– Ora, Sr. Weasley, todos nós sabemos que ninguém tem culpa de nada aqui. – Astoria falou.


– Sra. Malfoy é claro que todos nós sabemos que ninguém aqui é culpado – ele falou no mesmo tom dela – Mas a Senhora não conhece a minha pequena princesa. – ele falou fazendo Rose corar e gemer – Ela vai se sentir culpada até o próximo século ou até Madame Pomfrey se aposentar o que vai dar no mesmo.


– Ronald Weasley! – Hermione falou ao puxar as orelhas do marido e fazendo todos rirem – Por favor, fique quieto e não me envergonhe!


– O que foi, Mione? Eu só estou conversando. – ele se fingiu de inocente – Você sempre fala para eu ser educado com as águas oxigenadas...


– Ah! Quando a gente chegar em casa eu vou te mostrar o que é educação! – Hermione ameaçou fazendo ele se encolher e Draco rir, levando uma cotovelada da esposa que ficou de cara feia para os dois.


– Você quer que a mamãe te faça aquela papinha de chocolate que você tanto gosta? – ela se voltou para o filho mudando de assunto e fazendo seu filho corar  – Você quer? A mamãe vai fazer. Está decidido. – ela não parava de beijá-lo e abraçá-lo – Meu pequeno bebê quando nós recebemos aquela coruja. Nós quase enlouquecemos. Não gosto nem de pensar.


– Filho, você está bem? – Draco que estava se segurando para não pegar o filho no braço falou, pois sabia que o filho já estava se sentindo constrangido pela mãe. Ele sabia o que o seu filho estava passando por ser filho único por experiência própria. Mas também sabia agora o que era ser pai e não podia deixar de se preocupar com ele – Você quer alguma coisa? Uma roupa ou o seu pijama? Eu peço para Willy trazer para você...


– Não pai. Não diga... – antes que um desesperado Scorpius terminasse de falar um bank foi ouvido por todos.


– Ohhh! Meu Senhor! Meu precioso senhor. Meu menino – era Willy um feioso elfo domestico que subia na cama de um Scorpius desesperado demais para rir. Scorpius viu que Willy tinha vindo para o seu velório pela roupa que ele usava. Pois, ele estava com sapatos roxos, uma calça verde limão e com uma bermuda laranja por cima, além de estar com um terno lilás e uma gravata cor-de-rosa – O meu senhor! Meu precioso senhor. Meu menino – ele se repetia e chorava aos berros fazendo Madame Pomfrey reclamar. - Oh! Meu senhorzinho, Scorpius.


– Oi, Willy – Scorpius estava se segurando para não ter um ataque de risos, pois sabia que se ele risse iria magoar Willy. – Você está bonito. Para onde você vai assim tão chique? – ele pode ouvir os outros nas camas gemerem para não rir.


– Oh, meu precioso Senhor. Até na hora da morte, o meu senhor, é bom – Willy que era hipocondríaco, não podia ver ninguém no hospital que já dizia que a pessoa estava morrendo. – Falar que Willy está bem vestido e bonito. Quando na verdade Willy está tão simples.


– Querido, Willy. Você está ótimo – Astoria falou – Mas o nosso bebê está muito bem, ele não vai morrer.


– Oh, minha lindíssima preciosa, senhora – Willy se jogou nos braços dela e começou a chorar fazendo Draco pegar um lenço no bolso interno do paletó para enxugar as lágrimas do seu elfo domestico.


“É eu vou comprar mesmo aquela cama com colchão de água” – Draco pensou.


Scorpius não se aguentava  e fazia sinal para o seu amigo Mark lhe ajudar, pois se a sua mãe e Willy continuassem eles não parariam nunca. Mark que também não podia mais se segurar falou.


– E ai, Willy? Você é parente próximo daquele cara do “Senhor dos anéis”? – Mark que tinha visto  este filme no cinema dos trouxas e gostou. – Você está ótimo, amigo. – disse Mark que acabava de ser amassado pelos pais.


– Oh, precioso amigo do meu senhor, você também vai morrer... – Willy que só agora olhava para os outros no quarto, berrou histericamente fazendo a mãe de Mark agarrar o filho, quase o matando sufocando.


 – Willy, os meninos estão ótimos eles não vão morrer – disse a Kemp.


– Oh, minha Senhora. Mãe do precioso amigo de meu senhor, Scorpius. – Willy que agora estava com um buquê de flores muchas que apareceu com um bank nas pequenas mãos dele – É o que todas as mães querem pensar que os seus preciosos filhos não estão morrendo...


– Tio Draco, o Sr. pode fazer alguma coisa – sussurrou Anne que estava escondida atrás de Astoria para Willy não vê-la, pois sabia que ele iria dizer que a hora dela estava próxima já que ela era magra e branquinha. – Por favor! Tio Draco.


– Harry, este elfo deve ser parente bem próximo da Prof. Trelawney. – Jorge que estava ao lado de Harry falou – Lembrar que ela adorava matar a gente. E você era o preferido dela.


– Claro que eu lembro. – Harry estava vendo a sua sogra e esposa ver se o seu filho Alvo estava bem para chegar perto dele.


– Willy, você pode fazer um favor para nós? – Drago falou.


– Claro, meu Senhor! – Willy se curvou até encostar a testa no chão – Willy faz tudo que o meu senhor precioso mandar. Willy faz. – e mais uma vez se curvou.


– Você poderia limpar todo o quarto do Scorpius?... – Draco pediu


– Pai! Por que o senhor está pedido isso? – Scorpius interrompeu o pai.


– Ora, meu filho, você vai voltar para casa hoje mesmo – Draco se virou para Willy e terminou de falar – Agora vá, Willy, e limpe cada cantinho do quarto – fazendo Willy se curvar e desaparecer com um bank.


– Pai! Eu não vou voltar – Scorpius se levantou e ficou mais pálido ainda ao tentar sair da cama.


– Calma, meu filho – Astoria falou e colocou o filho de volta na cama.


– Mãe, eu não quero voltar – ele tentava não gemer de dor com o movimento das pernas, os seus quadris estava doendo muito. – Eu não vou voltar.


– Claro que você vai – Draco estava falando muito serio – E você vai.


– Dra-co Mal-Foy – Astoria falou o nome dele pausadamente – Você não está vendo que o nosso filho não pode se mexer ainda?!


– É claro que eu estou vendo – Draco falou com raiva, pois queria o filho em casa para ter certeza que ele iria se recuperar – Eu não sou cego!


– Então porque você quer tirá-lo daqui? – ela perguntou confusa.


– Eu quero ele em casa para poder cuidar dele melhor – Draco falou


“ Será que ela não ver que ele é meu único filho, o meu herdeiro” – Draco pensou.


 – Não ver que ele aqui, nós não vamos saber se ele está ou não sendo bem cuidado!


– Sr. Malfoy! Eu não admito que o senhor fale assim da minha enfermaria – Madame Pomfrey falou – E o seu filho junto com os outros só vão sair daqui depois que tiverem todos bem emendados. – Madame Pomfrey se virou para os outros pais e falou – Mas uma atitude desta de pais burros e superprotetores, vocês nunca mais entrarão aqui – ela saiu da ala da enfermaria pisando duro.


– Está vendo o que você fez, Malfoy. – Astoria falou.


– Eu sou, Malfoy de novo


– E você agora vai ser sempre, Malfoy – ela falou e sentou perto do filho que voltava a cor normal ou quase – E você não fale nada até a gente chegar em casa .


“Eu já deveria ter comprado aquela cama”, Draco pensou.


– Mãe! Por favor, eu estou bem – Alvo tentava puxar o lençol para cobrir o seu corpo, por causa do ferimento na coxa direita ele estava sem o pijama e já tinha sido muito difícil ficar nu na frente de Madame Pomfrey e de sua prima Vic. Agora a sua mãe tentava descobrir o seu corpo para ver se havia mais ferimentos – Mãe! Por favor, a senhora quer me constranger na frente de todas as minhas primas.


– Deixa a mamãe ver, Alvo – Gina puxou o lençol para descobrir o corpo do seu filho – Eu já vi tudo o que tem ai, não precisa ficar com vergonha da mamãe.


– Não mãe, por favor! – Alvo estava ficando cada fez mais vermelho de vergonha e com o braço ainda se recuperando do impacto ficava difícil vencer a força de sua mãe – Pai, por favor! Faz alguma coisa. Ela quer que eu mostre o meu corpo e não o meu ferimento!


Quando Anne reparou que Alvo estava envergonhado pela atitude de sua mãe ela chegou mais perto, fazendo-o ficar mais constrangido com a sua presença.


Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós


“Tudo menos a minha mãe querendo ver o meu ferimento na frente de Anne. Ah! Anne você me paga. Ah! se paga” – Alvo pensou.


– Ora, Alvinho. não fica assim você não tem nada “nada mesmo” que todos aqui não possam ver – era Mark que agora estava sentado para sua mãe “pela centésima” vez ajeitar o seu travesseiros- Não fica com vergonha, Alvinhozinho – Mark fez todos os outros rirem da cara de vergonha do Alvo.


– Meu querido, deite – era a mãe de Mark que tinha acabado de ajeitar o seu travesseiro e pegava um prato no carrinho do almoço que Vic estava trazendo para os pacientes – Para que a mamãe possa lhe dar a papinha na sua boquinha. Lembra, querido que você adorava quando a mamãe lhe dava papinha?


– Mãe, eu era um bebê! É claro que eu não lembro – disse Mark que corava.


– Você também amava quando eu fazia o aviãozinho. Vamos a mamãe faz para você comer tudo.


– Mãe, eu já sou um homem – Mark estava olhando feio para os outros meninos que estavam chorando de tanto rir da cara de desesperado dele


“Por que as mães não ver que nos crescemos?” – Mark pensou – “Eu não gosto mais de aviãozinho”.


– Olha o aviãozinho, abra a boquinha. Mais uma vez, olha o aviãozinho. Olha, que lindo.


– KKKKKKKK – Scorpius e Alvo não conseguiram conter a gargalhada, ao ver que Mark estava abrindo a boca cada vez que a mãe dele dizia: “Olha o aviãozinho”.


– Eu lembro quando você também era bem pequeno Al e você não gostava de comer sozinho – Gina que ainda insistia em puxar o lençol dele falou fazendo ele parar de rir na mesma hora – Lembra Harry que nós tínhamos que parar tudo o que estavamos fazendo para dar a comida dele.


– Claro, querida – Harry que estava enxugando as lágrimas de tanto rir da cara de Mark falou.


– Mãe! Pai! Não é esta ajuda que eu estou precisando – Alvo reclamou – Mãe, a minha perna foi ferida, mas já esta se curando, olha. – Alvo puxou o lençol da coxa direita onde um cabo de vassoura tinha perfurado – Viu? Foi só ai que eu me machuquei.


– Meu filho, a mamãe quer ter certeza que você ainda está inteirinho – Gina insistiu.


– Gina, amor – Harry que tentava ficar serio falou – Vamos deixá-lo descansar um pouco.


– Harry Thiago Potter! – Gina exclamou – Você quer me ensinar como eu devo cuidar do meu filho?


– Claro que não, querida – ele falou ao puxá-la para os seus braços.


– Harry Potter, não tente me enrolar – ela falou mais calma ao ser abraçada pelo marido.


– Amor, eu não estou te enrolando – ele a abraçou mais forte e deitou a cabeça dela no seu ombro e piscou o olho para Alvo que respirou aliviado – Você já cuida de mim. Como é que eu posso ensiná-la a cuidar dos nossos filhos? Eu só acho que ele está com vergonha daquela ruivinha ali. – Harry apontou para Anne que estava olhando para o corpo de Alvo e corou fazendo ela e o filho desviarem o olhar.


– Olha, é ela a garota do baile – Gina falou ao ver para quem Harry tinha apontado.


– Que garota do baile? – Harry perguntou confuso, pois não tinha tido permissão para ver o baile.


– Oi, querida. Como você vai? – Gina perguntou a Anne não respondendo o que seu marido perguntou.


– Bem, Sra. Potter – Anne falou confusa, pois todas as vezes que a Sra. Potter a via a tratava como se elas fossem velhas amigas – E a senhora como está?


– Agora que eu sei que meu bebê está bem. Eu estou ótima. Anne? Eu posso chamá-la assim? – Gina perguntou, pois queria ter um bom relacionamento com a sua nora.


“Já que ela vai estar na vida de meu bebê, eu tenho que ter certeza que ela vai ser minha amiga também”, pensou Gina.


 – Claro, Sra. Potter. – Anne falou com ar de riso.


Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)

“Era o que faltava na minha vida, a minha mãe e a Anne amigas” – Alvo pensou, pois não estava entendendo o porquê sua mãe estava se comportando assim.


 – Mãe, para – David reclamou – Eu estou ótimo. Amanhã mesmo eu vou sair, os outros é que vão ficar mais um dia.


– David, filhinho. A Gina está certa, eu tenho que ver se você está todo perfeitinho! – a mãe de David quis puxar a camisa do seu pijama para ver o seu corpo.


– Não, mãe! – David tentou segurar a camisa, mas sua mãe foi mais rápida e conseguiu tirar a camisa.


– David! O que é isso no seu peito?! – a mãe dele gritou ao ver uma tatuagem no peito de seu filho – Meu bebê, o que você fez?


– Mãe, por favor! – David tentou cobrir o peitoral onde tinha uma tatuagem de um anjo do sexo feminino acorretada no coração.


– Quando você fez isso? – Rose perguntou quando viu a tatuagem no peito de seu namorado.


– David, o que é isso?– a mãe dele puxou o filho para ver melhor não se importando que todas as meninas estivessem olhando para o tórax de seu filho o fazendo ficar com vergonha – Vamos, David me explique isso agora?


– Mãe, isso é uma tatuagem. Uma imagem de trouxas, é só isso – David tentou puxar a sua camisa de volta, mas a sua mãe a segurou.


– Como assim? Uma imagem de trouxas! – ela exclamou furiosa – David, tire isso agora!


– É ai que mora o problema – Scorpius falou que tentava ver qual era o desenho da tatuagem.


– Como assim, meu filho? – Astoria se virou e olhou feio para Scorpius já tentando ver se tinha uma imagem de trouxa no peito de seu filho que abotoou a camisa do pijama – Vamos, Scorpius fale.


– É que uma tatuagem, não sai – ele falou engolindo em seco.


– David, tire isso agora – a mãe de David falou.


– Mãe, é como a loira intrometida ali falou. Isso não sai.


– Eu vou fazer um feitiço agora mesmo, David. E espero que isso sai...


– Mãe... – David exclamou com medo, pois os feitiços nunca funcionavam quando sua mãe estava nervosa.


– A senhora não pode fazer isso, pode machucar o seu filho seriamente. – Rose se colocou na frente da mãe de David, pois estava muito nervosa. – Tem que ter um jeito de isso sair.


– Rose, querida não importa! Ele fez, ele aguenta as conseqüências! – ela falou com raiva de Rose por que esta se colocou na frente dela e de seu filho.


– Senhora, não faça isso – Molly pediu segurando a mão que ela estava com a varinha – A Sra. não sabe, mas há um jeito de isso sair, sim!


– Como?! – David, Alvo, Scorpius, Mark, Hugo, Fred, Ted e Thiago perguntaram e depois vendo que todos os outros viram os seus interesses tentaram disfarçar o interesse.


– Diga, querida Molly – a mãe de David falou com a maior simpatia, fazendo Rose olhar para David que não tirava os olhos de Molly – Diga, minha querida, como o meu filho tira isso do corpo.


– É simples – Molly falou tentando não olhar muito para o peito de David – Ele pode tirar de duas formas.


– Como duas formas, meu amor? Agora mesmo o seu amigo disse que não saia – a mãe de David apontou para um Scorpius que fingia não prestar a atenção na conversa delas. – Eu sei. Mas existe, sim. A primeira é da forma trouxa que é lentamente dolorosa – Molly falou fazendo os meninos ficarem palidos – É à base de lazer.


– Eu acho que o meu filho merece esta forma. Você não acha, querida? – a mãe dele perguntou fazendo David suar frio.


– Não, claro que não – Molly falou rápido – Esta forma pode causar sérios problemas futuro – Molly mentiu, pois não sabia nada sobre lazer – Como doença de pele e outras coisas.


Todos estavam cada vez mais pálidos, só que eles não sabiam que Molly mentia, a não ser Rose, David e Lucy que conhecia a irmã muito bem.


– Então meu anjo, qual é a outra forma? – a mãe de David falou – Que esta coisa vai sair.


– Eu posso fazer um feitiço muito simples – Molly puxou a varinha a e apontou para David que tava pálido, mas tinha se acalmado quando viu que sua mãe tinha acreditado nas mentiras de Molly – Eu posso, David, fazer o feitiço?


– Claro, Molly – David fez uma cara de que não estava entendendo nada, pois ele mesmo já tinha tentando vários feitiços e a tatuagem não saia – Vai doer? – ele perguntou com medo.


– Não! – ela respondeu.


– Então você pode ir em frente. – ele falou


Mascagempacto! – ela fez.  


Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não)


Fazendo Rose olhar para Molly, pois este feitiço era para cobrir manchas na pele que ela mesma tinha inventado na terrível fase de sua adolescência. As espinhas junto com sua menstruação deixavam manchas horríveis na sua pele. E pensando que as suas primas talvez tivessem o mesmo problema ela tinha espalhado o feitiço menos para Vic e Dominique que eram descedentes de Veelas e nunca poderiam saber o que era ter manchas na pele. Todos estavam olhando para o peito de David para ver se o feitiço deu certo. Quando viram que a tatuagem tinha desaparecido, os meninos ficaram aliviados, porque a tatuagem desapareceu.


– Molly, querida você é muito boa com feitiço – a mão de David a abraçou – O que seria do estúpido do meu filho se não fosse por você?


– Obrigada, Sra. Corwin.


– Hein, Molly. Ensina-me este feitiço! – era Thiago que pedia.


– E eu posso saber por que você quer saber este feitiço? – Gina perguntou para o filho que empalideceu.


– Para ensinar um amigo meu – Thiago gaguejou ao ver que quase se entregou.


– E que amigo é este? – Gina insistiu.


– A senhora não conhece, mãe. Ele é novo no estagio.


– Harry, que amigo é este que eu não conheço? – Gina se virou para o marido que tentava entender os sinais que os meninos estavam fazendo.


– É... É... Um garoto que foi transferido – Harry mentiu vendo que os meninos respiraram aliviados.


– Então querido no primeiro fim de semana que as crianças estiverem em casa, você vai convidar este estagiário que eu não conheço para eu conhecer.


– Tudo bem, querida! – Harry falou e olhou para o seu filho mais velho de cara feia, pois sabia que ele já estava numa enrascada.


– O horário de visita já está encerrado – Madame Pomfrey falou.


Fazendo todos os pais se voltarem para os seus filhos e se despedirem, além de darem recomendações. Com muito lamento e reclamações eles foram embora deixando os outros alunos na enfermaria.


– Então David você fez uma tatuagem? – Rose perguntou ainda não acreditando que a Sra. Corwin a tivesse tratado com tanta indiferença.


– É, eu fiz! Mas está tudo bem. Agora que a nossa querida Molly, tem este feitiço maravilhoso. – David segurou as mãos de Molly que corou – E o que é melhor meninos não doeu nada.


– David! – Rose chamou a atenção dele.


– Vocês vão gostar de saber que é rápido e indolor.


– David! – Rose gritou para chamar a atenção dele.


– O que foi, Rose? – David que desfiou o olhar de Molly para olhar para Rose.


– Este feitiço não tira nada!


– O que?! – Scorpius, Mark, Louis, David, Hugo, Fred e Alvo exclamaram.


– Espera ai! – Anne que até então estava calada falou – O que vocês têm haver com isso. – ela perguntou para os outros.


– Isso não vem ao caso, Anne – Scorpius falou – O que você quis dizer, Weasley com “Este feitiço não tira nada!”


– O que eu quis dizer, Malfoy, foi isso mesmo “ele não tira nada!”


– Como você sabe? – Mark perguntou – Só porque você é uma sabe tudo não pode saber o que o feitiço de outra pessoa faz...


– Kemp não foi outra pessoa que inventou este feitiço – Rose falou com paciência como se estivesse falando com uma criança de 5 anos – Foi eu.


– Como? – David que corou e na mesma hora soltou a mão de uma Molly envergonhada.


– É isso mesmo, David – Rose falou com raiva – Eu inventei este feitiço.


– E por que você queria um feitiço que tira tatuagem, Weasley? – Scorpius perguntou olhando Rose de cima a baixo – Você por um acaso tem uma tatuagem escondidinha por ai?


– Não é da sua conta o porquê, eu quero um feitiço como este – Rose falou e corou.


– Rose, esquece a loira ali – David falou olhando para ela – E me fala como não tira nada? – ele olhou para o próprio peito e não viu a tatuagem – Rose, não tem mais tatuagem!


– É simples, David – Rose se aproximou do namorado que ainda estava sem camisa e passou a mão no peito dele removendo a mascara de maquiagem e pó compacto que o feitiço fazia cobrir o local desejado. – Viu como é simples?


Scorpius fez uma careta ao ver Rose passando a mão no peito do namorado. Molly desviou o olhar e foi para perto da cama de Scorpius.


– E agora o que a gente faz? – Hugo exclamou


– Como assim Hugo “a gente faz?” – Rose se virou para o irmão.


– Nada, Rose. Nada!


 – Hugo! Eu quero saber...


– O que a senhorita, Weasley quer vai ficar querendo? – Madame Pomfrey a interrompeu – Pois como eu já tinha dito o horário de visita já acabou e vocês sumam daqui...


Todos que não estavam deitados numa cama saíram correndo para fora da enfermaria. Todos seguiram para o salão principal para o almoço, pois não tinha visto que a hora tinha passado tão rápido por causa do acidente.


Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)


Lily segurou a mão de Hugo o fazendo parar antes de chegar perto da porta do salão.


– Hugo, eu quero entender uma coisa – ela esperou que os outros entrassem no salão.


– O que é, Lily? Eu estou com fome – Hugo reclamou – Será que não dar para você entender e eu comer ao mesmo tempo?


– Você vive com fome e não dar. A não se que você queira dizer para todos que você tem uma tatuagem.


– Como você sabe que eu tenho uma tatuagem? – Hugo exclamou.


– Eu não sabia – Lily olhou com raiva para ele – Você acabou de me dizer.


 – Droga, Lily! Você sempre faz isso comigo. – Hugo reclamou com raiva – E agora quando todos os outros descobrirem que eu te falei vão me matar.


– Hugo, eles só vão descobrir se você contar – Lily falou com calma. – É mesmo. Então eu não vou contar.


– Ótimo! Agora me conta como todos vocês terminaram com cada um com uma tatuagem?


– Como você sabe que todos nós temos uma tatuagem... – Hugo gemeu ao reparar que mais uma vez deu com a língua nos dentes – Oh, Lily! Agora sim o “Willy” vai andar muito bem vestido. Ele vai realizar o sonho dele de ir a um velório de um bruxo.


– Para de drama, Hugo – Lily riu da cara do amigo – E fala tudo.


– É porque não é o seu velório que Willy vai estar!


– Como você reclama, Hugo. Mas deixa o Willy quieto – Lily o puxou e encostaram-se à parede quando viu uns alunos passa em direção ao salão.


– Pelo que eu entendi até o Malfoy entrou nessa. – Hugo aproveitou da aproximidade e segurou na cintura de Lily – Hugo foco, me conta como isso aconteceu.


– Já que os meus dias já estão contados mesmo – Hugo a puxou para ficar mais perto dele – Eu só conto se você prometer não contar para ninguém e se contar você vai ser a minha escrava por um mês – Hugo esticou a mão para Lily aberta. Ela ficou olhando – É pegar ou largar.


– Se você está pensando que eu vou fazer a sua lição, você está muito enganado – Lily falou ao empurrar a mão dele – E caso a Rose descobrir, ai sim, você vai ter um velório.


 – Mesmo assim – Hugo esticou a mão de volta – Eu vou correr o risco. É pegar ou largar.


– Hugo, você é quem sabe – Lily apertou a mão dele – O velório é seu mesmo.


– Você sabe, não é, Lily? Que não pode deixar de cumprir um trato.


– Isso não é um voto perpetuo – Lily puxou a mão


– É, mas trato é trato. – Hugo soltou a mão depois que ela aceitou o trato – E é por causa desses tratos que nós nos metemos nessa.


– Ainda não entendi – Lily falou ao encostar na parede e ficou de lado de Hugo.


– Você quer que eu conte ou não?-perguntou Hugo irritado por Lily ter se afastado de seu toque.


– Desculpa.


– Certo. Mas você pode culpar o seu irmão – Hugo começou a falar.


– O que o Thiago fez desta vez? – Lily falou.


– Por que todo mundo pensa que só o Thiago faz alguma coisa? Mas também podemos culpar ele também.


– Espera. Você está me dizendo que o Al aprontou? – Lily não estava acreditando.


– Pois pode acreditar que o anjinho do Alvo aprontou. – Hugo falou – Você lembra que ele estava chapado?


– O que?


 – Você lembra que ele tinha tomado a bebida que o Thiago disse que ele não tinha coragem de beber?


– Lembro.


– Pois é, para a tia Gina não pegar ele daquele jeito nós decidimos andar um pouco – Hugo começou a contar – Estávamos eu, Thiago, David e Fred. Nós estávamos naquele Parque perto da vila dos trouxas e depois Ted e Louis se juntaram a gente.


– Qual Parque? – Lily interrompeu.


– Aquele onde o tio Harry morou? – Hugo esperou ela lembrar – Que tem um campo do lado?


– Eu sei qual é, mas não lembro do campo – Lily falou ao recordar que o seu pai não gostava daquele lugar, pois tinha más recordações – Se a mamãe pega vocês, ai sim, seria morte na certa.


Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei,a vida não para (a vida não para não... a vida
não para)

– Lily, você quer ouvir a história ou quer me ameaçar?– Hugo reclamou – Lily, deixa eu contar eu estou morrendo de fome e se você ficar me interrompendo, eu vou perder o almoço.


– Desculpe-me, poço de simpatia –Lily falou.


– Bem, onde eu estava mesmo?...


 


Flashback  


 -...Alvo você não está legal – David falou ao ver o amigo verde.


– Eu... Eu... Estou... Legal. – Alvo tentou se levantar, mas caiu.


– Droga, Al. O que você fez? – Thiago que tinha chegado com Fred e Hugo reclamou – Se a mamãe pega você deste jeito, eu estou morto!


– Clama, Thiago! Como assim se a tia Gina pega o Alvo bêbado, você está morto? – Fred perguntou confuso.


– Você acha que o anjo Alvo Severo Potter vai chegar assim em casa? – Thiago perguntou.


– É, você está morto – Hugo confirmou.


– E agora? – Thiago tava desesperado.


– Calma, Thiago. A gente pega ele e vamos dar uma volta para que a bebida saia nos poros. – Hugo falou.


– E como a gente sair daqui? – Thiago perguntou ao ver que Alvo vomitou.


– Eu tive uma idéia – Fred falou – Cadê o Louis e o Ted?


– Por que você quer os dois? – David perguntou.


– Por que o Louis é o caçulinha e o Ted é o queridinho. E se os dois aprontarem juntos ninguém morre.


– Você está certo – Hugo falou – Olha lá os dois. – ele apontou e chamou-os que veio correndo – Ted, Louis vem aqui.


– O que está acontecendo aqui? – Louis perguntou.


– Thiago, o que você fez? – Ted falou ao ver Alvo bêbado – Quando mamãe te pegar você é um bruxo morto.


– Está vendo porque a gente tem que sair daqui. – Thiago falou desesperado ao ajudar Alvo a sentar mais uma vez.


– Gente calma, por favor, ninguém ainda não viu ele assim. – David falou.


– É, você falou bem “ainda” – Fred falou.


– É, Thiago parece que se você aparecer com o Al assim – Hugo ao bater no ombro do primo – Vão pensar que você enfiou a bebida goela baixo do Alvo.


– Hugo, ajuda! – disse Thiago desesperado tentando manter Alvo sentado para não cair em cima do vomito.


– Fred porque você nos chamou? – Ted perguntou enquanto ajudava Thiago com o irmão. Afinal, ele também era o seu irmão já que Harry e Gina ainda com 17 anos aceitaram serem os seus padrinhos e cuidaram dele. – Fala Fred.


– Eu tenho um plano para tirar o Alvo daqui e livrar o Thiago do castigo perpetuo.


– Engraçado, você! Não Al! – Thiago gritou ao ver o irmão deitar para dormir – Não! Você não vai deitar. Levanta vamos – Thiago pegou ele pelo colarinho – Fala, qual é este plano antes que alguém apareça.


– Tudo bem – Fred riu dos primos – O plano é...            


– Eu não vou fazer isso – Louis falou – Não mesmo!


– Vamos lá, Louis. É por uma causa maior – Ted falou rindo o que fez o seu cabelo mudar de cor para verde.


– É porque não é a sua “calça” – Louis que estava vendo o desespero de Thiago junto com David fazendo o seu primo mais certinho andar – Tudo bem, eu faço.


– Isso eu posso prometer que quando você precisar todos nós vamos tirar a “calça” por você – Fred falou como se tivesse fazendo um juramento.


– Isso eu quero mesmo ver – Louis falou já se afastando com um Ted de cabelos roxo de tanto que ele tentava segurar a gargalhada.


– Agora é só esperar o tumulto que o Louis e o Ted vão fazer e a gente sai de fininho. – Fred falou para Hugo.


– O que você pediu para eles fazerem?


– Uma travessura bem simples – Fred falou com ar cômico.


– Qual? – Hugo insistiu


– Eu pedi para o Ted distrair os nossos pais e nossas irmãs enquanto o Louis se fingindo de bêbado rouba a sua varinha e faz um feitiço nele mesmo.


– E como ele vai fazer isso? – Hugo que já podia imaginar toda a confusão que isso iria gerar – Ou melhor, qual feitiço ele deve fazer nele mesmo?


– Aquele que a gente fez no Thiago quando ela ganhou aquela vassoura nova e não quis deixar a gente montar.


–Ai– Hugo colocou as mãos na testa – Não é a toa que o pobre do Louis não queria fazer.


– kkkkkkk... – Fred se curvou de tanto rir – Eu queria esta lá para ver.


– A sorte é que o Louis e o Ted sempre escapam dos castigos.


– E porque você acha que eu chamei os dois? – Fred falou enxugando as lágrimas. – É o melhor feitiço que o meu pai junto com o gêmeo inventou.


– O Vingardiumcalça Leviosa!


– É! E a calça dele vai flutuar sozinha.


– Espero que a cueca dele não seja aquela que a vovô nos deu.


– kkkkkk... Aquela cueca cheia de dentadura é demais... Hugo para – Fred que não agüentava de tanto rir pediu.


– Oh, vocês dois vamos. O tumulto já começou – Thiago chamou Hugo e Fred que não tinham reparado que uma gritaria estava acontecendo no Salão de Baile e os gritos só tinham uma frase “Louis para! Não faz isso.”


– Nossa que gritaria – David falou – Eu não sabia que o Louis era tão bom ator assim.


– Eu... Quero... – Alvo falou e deu um beijo na bochecha do irmão.


– Olha, Al. Eu também te amo, mas é só isso – Thiago falou ao limpar o beijo do irmão – Nada de me confundir com uma garota.


– Onde nós estamos indo? – David que ria da cara cômica de Alvo. – Por favor, amigos nunca me deixem beber para ficar assim.


– Vamos para aquele Par dos trouxas – Thiago falou ao desviar dos lábios do irmão – É próximo daqui.


– E o Ted e o Louis sabem para onde nós estamos indo? – Hugo perguntou.


– Eu falei para o Ted para nos encontrar lá daqui a meia hora – Thiago olhou no relógio e viu que eram duas horas da manhã – Vamos, Al para de querer me beijar e anda.


– Eu... Te quero... An... Você é linda – Alvo falava com a língua enrolada.


– Eu não estou entendendo nada do que ele fala – David falou ao segurar o amigo que estava tropeçando – Vocês estão entendendo o que ele está falando?


– Não. Mas não importa só vamos o fazer suar para esta bebida toda sair o mais rápido possível.


– E fala a voz da experiência. – Fred riu da careta do primo.                                


Eles estavam já chegando perto do Parque quando Alvo  que estava ficando melhor e pedia para eles o soltar mesmo tropeçando, ele foi andando e resmungado sobre uma ruiva metida. Foi quando ele ouviu a voz de Scorpius falando o nome dela, da ruiva metida.


 -...Você vai gostar dela, a Anne além de ser gente boa. Ela é linda – Scorpius estava com Mark e mais um cara que Alvo pensou ter visto no Baile. Ele não soube dizer que o fez corre até Scorpius e o empurrar – Anne é a melhor...


Quando os outros repararam o que tinha acontecido Scorpius estava no chão e Alvo também. – Você está doido, Potter? – Scorpius que se levantou com a ajuda de Kevin – Não tem medo do perigo?


– Al, o que você está fazendo? – Hugo que correu junto com os outros falou ao ajudar o primo a ficar em pé.


– Eu... Vou... Quebrar... – Alvo se soltou das mãos do primo e voltou a empurrar Scorpius que reparou que ele estava bêbado e não revidou – A tua... Cara.


– E eu posso saber por quê? – Scorpius que se colocou na frente dos outros para que eles não empurrassem o Potter.


– Por que... Eu... Não sei? – Alvo olhou para os outros e perguntou – Quem é você?


– Al, você está mesmo bêbado. – Thiago segurou o irmão. Thiago apontou para Mark e falou – Kemp. E o outro, eu não sei.


– Eu sou Kevin Gregson – Kevin se apresentou.


– Gregson? – Fred perguntou.


– É por quê?


– Por nada.


– Sei. O que vocês estão fazendo aqui? – Alvo perguntou.


– O que a gente está fazendo ou deixando de fazer não é da tua conta – Scorpius falou – E eu poderia perguntar a mesma coisa para você. Só que pelo jeito o anjinho Potter, não é tão anjinho assim.


– Malfoy, não vamos começar algo que a gente “não quer que termine” – David falou ao se colocar entre Malfoy e Alvo.


– Por que você o defende tanto? – Scorpius perguntou com um ar irônico para David – Ele já é grandinho.


– Você não sabe o que é ter um amigo, Malfoy – David falou.


– Claro que eu sei. Tanto sei que acabei de fazer mais um amigo. – ele apontou para Kevin que balançou a cabeça confirmando. – Agora você, eu teria cuidado com o come quieto do Potter.


– O que você quer dizer com isso? – Alvo falou se colocando de lado de David.


– Ora Potter, vocês não tem a maior fama – ele apontou para Thiago– De galinha. E também tem o Histórico da família, não é?


– Eu ainda não entendo aonde você quer chegar com isso Malfoy – David falou com raiva.


– Como não? É simples pelo histórico da família Weasley, o primo pode se casar com outro primo.


– Malfoy, retire o que você está pensando em falar – Alvo que balançou um pouco para frente e para traz fazendo os primos segurarem.


– Eu não estou pensando, eu vou falar – Scorpius provocou – Você deveria ver esta amizade de sua namorada com o anjinho Potter aqui...


Alvo e David foram para cima de Malfoy fazendo todos ao redor se envolver com a briga. Ted que vinha com um Louis meio balançado teve que correr para separar a briga. Mas o que separaram eles foram um som de refletor sendo ligado e uma voz calma falando.


 – Eu “odeio” briga você sabe, não é, Steven?


– É, você “odeia” briga, Paul.


Os meninos se separaram na hora quando viram onzes homens estavam em pé de frente para eles.


– O que eu odeio, mas ainda – o que foi chamado de Paul continuou falando para os outros. – É ver um bando de riquinhos como vocês que tem tudo estão brigando por nada.


– Olha só foi um mal entendido – Ted que segurou o braço de Thiago para que ele não pagasse a varinha e continuou a falar fazendo sinal para que ninguém pegasse a varinha. – É só uma briguinha entre amigos.


– Eu também odeio mal entendido, não é, Steven?


– É, ele odeia mal entendido.


– Olha, nós vamos embora e o mal entendido não vai mais existir – Ted falou e fazendo os meninos andarem para a saída do Parque.


– Eu não terminei o que eu ia dizer e não disse que vocês poderiam sair seus trouxas. – Paul falou.


 – kkkkkkk... Louis caiu na risada – Ele nos chamou de trouxas... Kkkkkk.


Os onzes homens começaram a se aproximar dos meninos e ai eles puderam ver o quanto os homens eram mal encarados. Todos eram altos com o peso acima da média e cheios de tatuagens nos braços. O que se chamava Paul parecia ser o líder do grupo. O que era engraçado para os meninos é que todos estavam de short e camiseta e um meião que ia até o joelho e tênis.


– Posso saber por que você está rindo, seu trouxa? – Paul falou.


– Claro que pode Senhor. – Louis que foi andando meio cambaleando para frente disse – Eu estava rindo porque o trouxa não sou eu, é vocês... kkkkkk.


– Louis não – Fred puxou o primo pela camisa – Você está doido?


– Não, Fred. É ele que é trouxa – Louis apontou para Paul.


– Louis você ta bêbado também? – Fred falou ao sentir o cheiro de bebida que saiu da boca de Louis.


– Claro que eu bebi – Louis falou zangado – Eu precisava de um encorajamento para tirar a calça no meio do Salão de Baile com toda aquela gente.


– Ted! Você não viu isso? – Hugo perguntou para Ted que fez sinal para os meninos se virarem e olhar para os outros homens – Ops!


– Como assim eu sou trouxa seu pivete? – Paul segurou Louis pela gola.


– Hein! Cara por que você não pega alguém do seu tamanho? – Alvo empurrou Paul que soltou Louis que caiu sentado no chão levando Alvo com ele e os dois cairam na gargalhada.


– Vocês dois são suicidas! – Scorpius reclamou ao ajudar Mark e David a puxar os dois que estavam no chão rindo.


– Olha seus pivetes vocês só vão sair daqui quando eu quiser – Paul falou com raiva.


– Senhor, desculpe – Ted falou – Nós não queremos brigas. Todos aqui são primos e amigos.


– Se você quer mesmo se desculpar – Paul falou para Ted e depois deu um sorrisinho para os seus colegas que riram também e voltou a falar com Ted – Vai ter que jogar com a gente.


– Nós topamos – Alvo que estava encostado nos ombros de Scorpius falou. – E você vai perder – ele apontou para a parede.


– Hein, moleque você está falando com quem? – Steven que estava mais próximo de Alvo perguntou ao ver que não tinha ninguém para onde ele estava apontando.


– Eu estou falando com ele – e voltou a apontar para parede.


– Deixa este doido pra lá, Steven – Paul falou – E já que vocês toparam, vamos jogar!


– Espera – Hugo falou – Jogar o quer?


– Ora, vocês não estão vendo que estamos no campo de futebol – Steven falou e pensou “tão jovens e já doidos”.


– Fute... O que? –Kevin perguntou.


– Futebol – Scorpius respondeu – É um jogo de trou... Quero dizer é um jogo de homens.


– É, isso ai moleque – um dos homens falou – É jogo para homens!


– E já que aqui só tem “homens” – Paul voltou a falar – Vamos jogar!


– Se a gente jogar vocês “homens” vão deixar nós “homens” irem embora? – Thiago perguntou.


– Mas é claro – Paul confirmou.


– Então estamos pronto para fazer vocês comerem capim – Alvo falou para parede de novo.


– Al, não! – Fred exclamou.


– Então é assim – Paul falou com ironia – Se vocês ganharem nos comemos capim.


– Estamos dentro – Louis gritou fazendo Mark se afastar e ele caiu no chão.


– Ótimo, nós escolhemos a bola. – Paul falou e saiu andando para perto de seu time


– Eu não estou gostando nada disso – Kevin falou para os outros.


– Está com medo?! – Fred perguntou com ironia.


– Não! Mas por um simples acaso você não perguntou se caso nós perdemos o que eles ganham! – Kevin falou com um ar de superior.


– É verdade, isso não está cheirando bem. – Mark falou ao ajudar Louis a se levantar.


– Desculpas fui eu que peidei – Louis colocou as mãos na barriga e vomitou – Eu acho que eu não deveria ter bebido aquele coquetel de ovo com banana.


– Ark! Que horror – Mark saiu de perto de Louis que estava verde.


– Oh! Garotos o que vocês estão esperando? – Steven perguntou:- Estamos com as contagem certas onze “homens” para cada time.


-Como? Se só estamos em 10?-perguntou Hugo.


O cara chamado Steven, gritou:


-Ei. É você aí mesmo, cara. Pensa que eu não vi você!


Taylor que estivera vendo a discussão toda por trás de uma árvore e tentava ir embora, apareceu.


-Eu não sei jogar futebol-disse Taylor, assustado.


-Que tipo de homem, você é? Que não sabe jogar futebol-disse Paul, rindo.


-Você sabendo ou não jogar. Vai jogar no time deles. Eles precisam de mais um no time-disse Steven.-Qual é o seu nome?


-Taylor.


Tiago olhou feio para ele, mas não disse nada.


“Porcaria. Bem que eu deveria ter ficado no Salão de Baile”, pensou Taylor.


– Mas só por curiosidade se caso vocês ganharem o que vamos pagar?-perguntou Scorpius.


– Eu não falei? – Paul falou com inocência.


– Não! O senhor não falou – Ted e Scorpius falaram juntos.


– Ah! Meu amigo aqui – Paul apontou para um homem enorme – O “espanhol” ele está aprendendo a fazer tatuagem e vocês vão ser as cobaias dele.


– Ah. Só isso?! – Kevin empalideceu.


– É só isso – Paul riu e gritou – Que comece o jogo! 


O jogo começou com Scorpius roubando a bola e no passe único ele chutou para Alvo que ainda meio bêbado caindo meio para cá meio pra lá, fazendo Steven se confundir ele chutou de volta para Scorpius marcar o primeiro gol. Paul olhou para ele e falou com o amigo que estava do lado.


– Droga será que capim é bom?


– Qualquer coisa a gente coloca ketchup – Marcus um negro gordinho falou. – Esses moleques são bons.


– Acho que eles estão só fingindo estarem bêbados? – Paul perguntou preocupado.


Enquanto os meninos comemoravam com muito grito. O jogo voltou com força total fazendo Alvo suar muito e assim tirar toda a bebida do seu organismo.


O jogo já estava perto de terminar o primeiro tempo com o placar marcando dois para os “bruxos trouxas” e zero para os “trouxas homens”. Quando Louis rouba a bola do Espanhol e corre em direção a um Hugo aflito.


– Não, Louis. Não – Hugo tentava chamar a atenção do primo quando este chuta a bola incentivado pelos trouxas homens e marca o primeiro gol contra do seu time. Os homens comemoram levantando Louis para o alto.


– É isso ai, seu trouxa – Paul fala rindo.


 – Louis, o que você fez? – Thiago perguntou.


– Eu fiz um gol? – Louis falou confuso.


– Você fez um gol para o time deles – Mark gritou.


Parecia que os “trouxas homens” estavam só esperando este gol para começar a marcar os seus próprios gols. Quando o placar estava marcando 2X2 o primeiro tempo terminou.


– É, rapazes acho melhor vocês escolherem as suas tatuagens e o lugar que vão tatuar elas. – o Espanhol levou um álbum de desenhos para os meninos e entregou nas mãos de Ted que ficou pálido.


– Eu ainda acho que vocês vão comer capim – Alvo falou todo ofegante pelo esforço, mas estava melhor da bebedeira.


– Eu não sei, não – Paul falou e tomou água – Vocês são jovens, mas não tem a experiência que nós temos.


– Nós podemos lançar um feitiço neles e sair daqui rapidinho – Thiago puxou a varinha para fazer o feitiço.


– Hein, você jogue este graveto fora agora – Steven que estava mais próximo deles viu a varinha – Isso pode machucar alguém.


– Thiago, não – Ted reclamou e segurou a mão de irmão – Estamos no mundo deles e entre nós ainda há menor de idade – eles olharam para Louis que riu.


– Vocês agora vão deixar o que for de armas ou gravetos no banco – Paul falou muito sério – Ou eu mesmo vou pegar. – os meninos viram que não tinha outra opção e deixaram as varinhas no banco. – Agora vamos jogar o segundo tempo. – Paul falou com autoridade.


No segundo tempo parecia que o time de “trouxas homens” tinha tomado gosto por fazer gols, pois quase perto do fim Kevin falou.


– Acho que devemos escolher o lugar onde vamos tatuar e o que vai ser.


– Você sabe se isso dói? – David perguntou com medo.


– Doe e muito – Kevin respondeu estremecendo.


Vendo que o time de “trouxas homens” comemoravam a vitória quando o jogo terminou em: quatro para o time de “trouxas homens” e dois para o time de “trouxas bruxos”. Os meninos cada um foram escolher suas tatuagens e o lugar onde a tatuagem iria ficar.


Ted foi o primeiro ele viu uma enfermeira que fazia o sinal de silêncio e ao mesmo tempo era uma tentação loira que o fazia lembrar sua Vic. Ele tirou a camisa e pediu ao Espanhol:


– Eu quero este aqui no meu ombro, nas costas perto da coluna.


O que surpreendeu os meninos foi ver que cada homem tinha um equipamento de tatuador.


– Nós somos tatuadores que gostamos de futebol – Steven explicou – Por isso sempre nos encontramos aqui para jogar uma partida, e quem ganhar faz uma tatuagem em quem perde – ele explicava enquanto preparava o próprio equipamento – Só que o perdedor não escolhe e o ganhador se quiser escolhe uma tatuagem para o perdedor tatuar. – ele se aproximou de David e mostrou o seu próprio álbum – Mas hoje foi o nosso dia de sorte por vocês estarem aqui.


– E o meu dia de azar – David respondeu e começou a procurar uma imagem que o agradasse. Ele viu um anjo do sexo feminino acorrentada a um coração, ele olhou para o rosto do desenho da fada e viu que ela tinha um rosto angelical e o fazia lembrar-se do anjo Molly. Era só um anjo. O seu anjo. Ele gostou e pediu.


– Quero esta e você pode tatuar no meu peito perto do coração.


– É, claro vamos. – Steven falou.


Cada menino fez a sua tatuagem com um trouxa. Assim nenhum deles sabia o que o outro tinha escolhido para tatuar e aonde tatuou.


Alvo escolheu uma sereia que tinha os cabelos mais ruivos que ele já viu. Ele não entendia porque os cabelos ruivos chamaram tanta a atenção dele. A sereia estava sentada numa pedra que tinha uma inscrição: para sempre fiel. Ele pediu para tatuar no pulso interno do braço direito.


Fred não sabia o que escolher até que viu um unicórnio com asas douradas. O desenho o fez lembrar-se da vez que Hagrid o levou para ver o animal e lá também estava uma garota que até hoje estava em seus sonhos.


 – Como você sabe que ele existe? – Fred perguntou ao trouxa.


– Você está doido? – o tatuador falou – Não existem unicórnios.


– É claro que não existe – Fred rapidamente confirmou.


– É este que você quer? – o trouxa esperou ele confirma – Onde?


– Nas minhas costas.


Louis estava indeciso entre um anjo e uma tribal, mas o anjo o fazia lembrar alguém que naquele momento não sabia, pois o rosto de sua melhor amiga Melissa estava na sua cabeça. Ele escolheu o anjo e pediu para tatuar na sua costela esquerda. Era como se o anjo estivesse escalando a sua costela para chegar ao seu coração.


Thiago viu um dragão com uma linda ruiva o alimentando. Foi o que ele escolheu e colocou nas costas perto do ombro direito. A ruiva o fazia lembrar-se de Francis, quando ele estava zangado e ela com o seu jeitinho carinhoso o acalmava.


Hugo riu para valer quando viu o desenho de uma bruxinha sexy em cima de uma vassoura. Ele escolheu este desenho, pois o lembrava de sua melhor amiga.


“Não que Lily fosse assim tão sexy”, Hugo pensou. “Às vezes ela era mais.”


Ele escolheu colocar a tatuagem no ombro esquerdo.


Mark olhou para uma odalisca que parecia hipnotizar uma cobra que o fez lembrar  Lucy com seu jeito de menina mulher. E a cobra o fazia lembra-se dele mesmo hipnotizado pela força do seu desejo por ela. Ele apontou o desenho para o tatuador e decidiu colocar no seu ombro direito.


Kevin viu um desenho de uma rosa em chamas que o fez lembra-se de Roxanne que parecia sempre em chamas. E quando ele dançou com ela no baile, ela tinha um cheiro de rosas.


– Roxanne. Rosa em chama. – Kevin falou em voz alta.


– Você está falando comigo? – o tatuador perguntou.


– Não. Você pode tatuar este no meu peito esquerdo já pegando o ombro.


– Claro.


Taylor olhou para um desenho simples de um perfil de fada. Aquele perfil o fazia lembra-se de Dominique.


– Eu quero este desenho – ele falou para o trouxa.


– Nossa é a primeira vez que alguém escolhe este desenho. – o tatuador falou.


– Por que? – Taylor perguntou curioso.


– Os caras falam que esta fada tem um rosto de uma linda mulher e isso se chama “tentação” – o trouxa explicou – Ai, eles ficam com medo de tatuar este desenho para que as suas namoradas não pergunte de quem é este rosto.


– Dominique – Taylor sussurrou.


– Como?


– Nada. Você pode fazer no meu ombro direito agora nas costas.


– Certo. Agora não diga que eu não falei depois que o seu namoro acabar.


– Ele ainda nem começou.


Scorpius procurou muito até ver na última pagina do álbum de desenho, um escorpião que abraçava uma rosa. O abraço do escorpião era tão possessivo que o fazia lembrar-se de certa “rosa humana” que ele queria abraçar daquela mesma forma. Ele tatuou o desenho na parte interna do braço esquerdo. Porque só assim quando ele abraçasse a sua rosa humana iria ser daquela forma tão possessiva.


Quando todos terminaram as tatuagens, os trouxas começaram a recolher os equipamentos e cada um saiu do campo. Deixando os meninos reclamado de dor. Paul foi o último a sair. Ele tinha tatuado Scorpius.


– Faça um favor a vocês, não briguem mais. – Paul falou e foi embora. Quando um grito de dor foi ouvido.


– Ai. Como isso dói. – David que tentou fazer um feitiço para tirar a tatuagem gritou.


– O que você fez, Corwin? – Kevin perguntou quando viu o lugar que David escolheu para tatuar estava sangrando muito.


– Se a minha mãe me ver com isso eu sou um bruxo morto. Então o que você acha que eu fiz? – David falou – Um feitiço para isso sair daqui!


– Isso não vai sair – Kevin falou – Você vai sangrar até morrer e isso não vai sair.


– Como é que você sabe? – Ted perguntou, depois de fazer um feitiço para parar o sangramento de David e dos outros meninos.


– Um amigo meu fez uma tatuagem – Kevin explicou – E nós tentamos de tudo para tirar. Até o pai dele tentou e nada. Mas todas as vezes que ele fazia um feitiço, ele sangrava muito.


– Gente eu não quero ser o estraga prazer não, mas já é quase seis da manhã. – Mark falou ao olhar no relógio – E se você Scorpius não tiver uma boa desculpa, nós estamos perdidos.


– Por que eu tenho que ter uma boa desculpa? E não você?


– Ora, a minha eu já tenho e é a mais simples de todas. – Mark respondeu – Eu estava com você. E como eu sei que tia Astoria vai perguntar o que você estava fazendo até agora... Então?


– Droga, a minha mãe vai me matar.


– Vai nada ela só vai fingir que você está de castigo por um século e pronto.


– Vamos embora agora – Ted falou – Vamos todos para o Salão de Baile e pularemos o muro para o jardin.


– Mas Ted se eu chegar assim, eu estou mais que morto – Hugo falou ao reparar na sua roupa imunda e apontou para todos eles – E vocês também vão ter o mesmo destino infeliz.


– Para de ser dramático, Hugo – David que ainda gemia de dor falou.


– Eu tenho uma idéia – Fred e Kevin falaram juntos e um fez cara feia para o outro.


– E então Weasley e Kevin falem – Scorpius que começou a andar para fora do Parque em direção ao Salão – A gente topa. Depois do que me aconteceu hoje eu estou topando quase tudo.


– Vamos brigar – mais uma vez eles falaram juntos.


– Vocês estão doidos? Ou não repararam que foi uma briga que nos colocou nesta confusão toda. – Mark falou enquanto arrastava um Louis resmungão para fora do Parque. – E você para de resmungar.


– Eu acho que sei aonde vocês dois querem com “vamos brigar” – Ted falou ao parar do lado do muro que levava ao jardim do Salão de Baile. – Vocês dois querem que a gente finja uma briga. Para podemos usar a “briga como desculpa para estarmos todos assim.” – ele apontou para o próprio terno que estava um lixo.


– É isso! – Kevin falou e olhou para Fred que colocou a mão na boca para não falar junto com Kevin.


– Tenho certeza como isso vai dar certo – Alvo falou aflito ao pensar enquanto sua mãe visse a sua roupa, ele estaria com os dias contados.


– Agora eu gostaria que todos vocês me prometessem duas coisas. – Ted falou quando subiu no muro para pular e ajudou Louis a subir – A primeira coisa não vamos contar sobre a tatuagem a ninguém. – ele estava pensando na reação que sua noiva iria ter quando soubesse que o seu irmãozinho tinha uma tatuagem aos onze anos, ele nunca mais veria a luz do sol – E a segunda coisa, talvez a mais importante é vamos “só” fingir que é uma briga de verdade.


– E como nós vamos esconder isso de todo mundo? – Hugo perguntou pensando que todo mundo se chamava Hermione.


– Estamos próximos de começar as aulas e com o uniforme vai dar para esconder – Ted falou.


-Mas eu não tenho mais aulas em Hogwarts-resmungou Tiago.


– Então eu prometo – Kevin e Fred falaram juntos.


– Você quer parar de repedir tudo o que eu falo? – Kevin e Fred falaram tudo junto de novo.


– É, parece que a gente não vai ter que “fingir” a briga – Taylor falou ao se colocar no meio dos dois.


– Antes que isso aconteça, vamos para o jardim – Mark pulou o muro – Ali é um bom lugar para “fingirmos”.


– Espera! Tem uma coisa que eu quero saber. – Alvo disse para eles quando estava perto do muro.


– O que é Alvo? – Thiago que tinha pulado o muro e estava esperando Alvo pular, pois os outros já tinham pulado.


– Qual será o motivo da briga? – Alvo perguntou depois que pulou o muro e se juntou aos outros.


– Ora, as mulheres! – Mark e Thiago falaram.


– E tem motivo melhor do que mulheres para nós brigarmos? – David falou rindo.


– E podemos dizer que nós começamos a briga porque eu disse que a Weasley é linda. – Scorpius falou rindo.


E isso foi o suficiente para o que seria fingimento se transformar em realidade. David empurrou Scorpius que caiu por cima de Mark e Thiago que destruiram vários vasos no percurso da queda.  Fazendo Kevin ao tentar segurar os três dar uma cotovelada em Fred que descontou empurrando ele e Taylor por cima de vários vasos. Ted tentava separar os meninos com ajuda de Alvo e Hugo que terminaram caindo por cima de Louis que estava rindo da confusão. O som da briga foi ouvido por todos do Salão de Baile fazendo os Aurores de segurança invadir o jardim e separar um por um. O som de uma sirene foi ouvido fazendo Harry e Rony aparecerem por lá trazendo com eles todos os convidados do Baile e os reporteres que não perderam tempo em tirar várias fotos dos meninos saindo do jardim, mais imundo ainda.


– Eu vou matar o Thiago – Gina falou fazendo o filho mais velho se encolher.


– O Fred vai ficar de castigo por mil anos. – Angelina falou para o filho ouvir.


– Se o Hugo estiver metido nisso o jogo de quadribol só em outra vida. – Hermione falou.


– Draco, cadê o meu filhinho? – Astoria perguntou ao marido.


– Eu não sei, mas isso com certeza tem coisa do Potter ou do Weasley – Draco falou tentando chegar perto de onde foi ouvida a briga – Ou até mesmo coisa dos dois.


Quando todos chegaram lá viram que Harry como chefe dos Aurores estava controlando a situação com os outros guardas.


– Eu quero saber o que aconteceu aqui! – Harry gritou para poder ser ouvido por todos os meninos que estavam de joelhos e de mãos na cabeça. Todos ao mesmo tempo começaram a falar e a acusar uns aos outros. – Parem. – Harry pediu e o silêncio só não foi completo porque as mães dos meninos envolvidos estavam reclamando. – Eu pedi silêncio. – Harry pediu para os curiosos que estavam lá. – Ted, meu filho, como o mais “velho” – Harry falou fazendo Ted se envergonhar. – Você pode nos dizer o que aconteceu?


– Bem, eu não sei direito.  – Ted não levantou a cabeça para não ver a reação de sua mãe e de sua noiva. – Foi um comentário sobre a Rose que o Malfoy fez...


– Isso só pode ser mentira – Draco chegou perto de Harry e quis empurrar Ted, mas os guardas o impediu. – O meu filho não fez nada...


– O Senhor estava lá? Viu como tudo aconteceu? – o chefe dos guardas perguntou.


– Não! Mas... Mas – Draco se confundiu – Com certeza, o Potter vai limpar a barra dos próprios filhos. Se o senhor não reparou seu guarda, ele tem os três filhos envolvidos.


– Só que o chefe Potter está pedindo a prisão de todos, incluindo os próprios filhos. – o guarda falou fazendo todas as mães gritarem com Harry.


– Silêncio! – Harry pediu e não olhou em direção a Gina. Ele sabia que esta noite ele iria dormir no sofá do escritório mesmo.


 “E eu que tinha planos de colocar o champanhe no gelo”, pensou Harry.  “Eu vou matar os três”.


 – Eu não vou ser condescendente com ninguém Malfoy, nem mesmo com os meus filhos! Agora Ted, termine.


– Bem, como que ia dizendo. Todos nós estávamos aqui para ajudar o Louis que estava com vergonha de voltar para o Salão – Ted ia criando uma história na hora fazendo os meninos respirarem aliviados, pois nenhum deles podia imaginar que os Aurores iam aparecer. – Aí o Malfoy chegou e falou alguma coisa da Rose então...


– Espera. O que você falou do meu pingo de gente, Malfoy? – Rony quis saber fazendo uma Rose gemer baixinho.


– Eu só estava contando que ela era a monitora-chefe para o Kevin e o Taylor – Scorpius falou e olhou para David que confirmou com a cabeça – Ai, eu tropecei e cai em cima do Corwin que pensou... – ele começou a gaguejar e olhou com desespero para Alvo e Mark pedindo ajuda que fazia sinal de desespero também.


– Na verdade agora podemos ver que tudo não passou de um mal entendido – Kevin falou.


– É foi tudo de uma vez, o Al... Quero dizer Louis, os vasos caindo, o Malfoy tropeçando. – Thiago que estava cansado de ficar ajoelhado falou.


– E nós tentávamos segurar os vasos e tudo parecia cair de nossas mãos – Hugo falou.


– Acho que realmente tudo não passou de um grande mal entendido, Sr. Potter – David falou e olhou para Malfoy pedindo confirmação.


– É, realmente um mal entendido – Scorpius, Alvo e Mark confirmaram.


Harry e todos os outros guardas ficaram olhando para os meninos e viram no ar a maior mentira que alguém poderia inventar. Não só eles sentiram que os meninos estavam mentindo como também a mãe e o pai de cada um deles.


– Bem, já que tudo não passa de um “grande mal entendido”, eu acho que não vai ser preciso fazer uma ocorrência. – Harry falou e viu que os meninos se levantaram aliviados.


“Que será que aconteceu aqui?”, pensou Harry.


-Mas como o jardim sofreu o que eu posso chamar de “efeito colateral” do mal entendido então todos vão arrumar o jardim e sem feitiço! – Harry falou quando viu Thiago e Ted pagarem a varinha.


– Mas pai! – Thiago exclamou.


– A partir de amanhã os onze envolvidos no mal entendido vão limpar o jardim – Harry falou com o guarda de plantão – E você vai vistoriar tudo.


– Sim, senhor. – o guarda respondeu depois virou para os repórteres e curioso e falou – Circulando, circulando tudo não passou de um mal entendido.


 Fim do flashback.


 


– Você quer dizer que todos vocês aprontaram a noite toda? – Lily falou – E fizeram uma tatuagem cada um e toda aquela confusão para que ninguém sobesse?


– Lílian, você prometeu não contar – Hugo que tinha contado tudo ou quase tudo para Lily, menos qual era a tatuagem de cada um ou até mesmo a dele.


– Hugo, você deixou que o Louis – Lily falou intimidadora – O caçulinha fazer uma tatuagem!


– Quem deixou o Louis, fazer o que? – Dominique que estava saindo do salão principal perguntou ao ouvir o nome de seu irmão.


– Nada, Dom – Hugo falou.


– Como nada! – Lily se virou para Dominique e contou tudo na mesma hora.


– Lily, você prometeu! – Hugo exclamou.


– Hugo Weasley! Você quer que eu não conte para ninguém? – Lily reclamou.


– Claro! – Hugo disse e entrou no salão principal – Lembre-se que você vai ser a minha escrava por um mês.


– Como assim? Uma tatuagem! – Dominique falou – Hugo volta aqui! – e saiu atrás dos primos que entrou no salão.


 Rose estava sentada na mesa da Grifinória quando viu o seu irmão sendo perseguido pela Lily e a Dominique.


“Mais uma que o Hugo aprontou”, pensou Rose. “Vou deixar eles mesmo resolverem isso, pois eu estou com muito trabalho atrasado”.


– Você não está com fome, Molly? – ela ouviu Lucy perguntar a irmã.


– Não. Não estou com fome – Molly respondeu.


– E você, Rose? Também não vai comer? – Lucy que só brincava com a comida perguntou.


– É tudo que aconteceu tirou a minha fome– Rose falou e empurrou o prato e se levantou – Acho que vou até a biblioteca para por os trabalhos atrasados em dia. Tchau, meninas. Nós nos vemos mais tarde.


Rose virou-se e olhou para Molly.


-Você poderia me acompanhar até a biblioteca, Molly?


-Tudo bem-disse Molly, levantando.


As duas foram até a biblioteca em silêncio. Rose parou perto da porta, fazendo Molly fazer o mesmo.


-Quero fazer uma pergunta. E você já sabe qual é. Por que você falou “meu David”, no meio do rebuliço?


-Rose é que...


-Ele é meu namorado, Molly. Meu namorado-disse Rose, autoritária.


-Eu sei-disse Molly de cabeça baixa.


-Então por quê?


-Você entendeu errado. Eu o chamei daquela maneira por causa do desespero. Você sabe que o que sinto pelo David é uma grande amizade-explicou Molly ao levantar a cabeça.


Rose estudou o rosto da prima. Ela parecia esconder algo, mas ela não quis entrar em terreno perigoso.


-Vou entrar. Preciso estudar-disse Rose, acabando a conversa.


 Rose não tinha uma imaginação tão boa assim. Uma imaginação que pudesse explicar o que estava acontecendo com eles, ou melhor, com ela. Como ela podia condenar a sua prima se ela estava passando pela mesma situação. No dia ela nem era amiga de Scorpius e no outro, ela não podia ouvir o nome dele que o seu coração estremecia.


“Grande porcaria. Isso não podia acontecer! Apaixonei-me pelo Scorpius Malfoy, o último garoto que isso poderia acontecer. Por que? Por que eu tive que o beijar? E o David?”, pensou Rose.


Rose não podia acreditar. Ela não queria acreditar.


“Não, não isso não... Será que o David também sente alguma coisa pela Molly? Será por isso que ele não parava de pedir a atenção dela? Estava sempre buscando por ela? Mas ele não sabia! Então... E o Scorpius por que fica sempre me provocando? Por que ele?! Justo um Malfoy. Agora eu só quero ter as respostas para tudo o que está acontecendo comigo”, pensou Rose.


O dia pareceu andar rápido demais para Rose que adiou ao máximo a idéia de voltar a enfermaria. E para ninguém suspeitar de nada ela pediu a outro aluno para trocar o dia de ronda com ela. Ela queria tirar uma dúvida e iria aproveitar a ronda para ir até a enfermaria e finalmente ver aquela corrente.


Rose deixou por último o corredor que levava a enfermaria e pediu para que o seu parceiro de ronda fosse embora. O que ele topou no ato, pois fazer a ronda com a monitora-chefe era muito cansativo, pois ela olhava cada cantinho da escola.


Rose esperou o colega sair do seu campo de visão para voltar à porta da enfermaria e espiou lá dentro. Quando viu que todos estavam dormindo e que a sua prima e Madame Pomfrey não estavam presente, ela entrou na ponta dos pés e andou até a cama de Scorpius que dormia profundamente. Ela olhou para cada um e viu que todos dormiam profundamente também. Ela se virou para Scorpius e viu a ponta da corrente dele. Ela esticou as mãos para afastar a camisa do pijama para os lados quando uma mão tampou a sua boca e segurou a sua mão antes que tocasse na camisa...


Ela se lembrou da carta de Hermione. A resposta da sua carta que ela enviara. A mãe respondera, mas novas dúvidas surgiram com a carta. A carta estava bem guardada na gaveta da mesa de estudos do quarto dela. Ela tinha lido tantas vezes que decorara as palavras da mãe, as pontuações. Tudo.


“Querida filha.


Aqui segue como sempre. Seu pai trabalhando junto com seu tio Harry no Ministério. E a cada dia, eu elaboro leis para que os nascidos trouxas e outras criaturas mágicas tenham o mesmo direito que os bruxos nascidos puros. Seus tios e avôs estão bem. Espero que o Hugo com a Lilian estejam se comportando. Aquela distância deles durante as férias foi um fato que nunca tinha acontecido antes. Foi... diferente. Sobre o seu pingente, ele tem sim um feitiço. Seu pai não queria que eu comprasse para você, pois ele disse que você era muito nova. Para ele pensar que futuramente você se casaria e constituiria família... Você sabe o quanto seu pai é protetor e ciumento. Lembro que tinha vários feitiços nos pingentes... os que eu mais interessantes foi da alma gêmea (o pingente iria se fundir com outro que seria sua alma gêmea, poderia ser qualquer pessoa, tipo: sua mãe, seu pai, seu irmão, uma prima, um primo, etc. uma pessoa que te completa e que você confia plenamente) e tinha o feitiço do amor ideal (o pingente se fundiria com o seu verdadeiro amor). A pesar de eu ser muito racional. Eu também sou romântica então escolhi o do amor ideal. Tudo tem seu momento certo para acontecer. Você não perdeu seu pingente, ele só está com outra pessoa. E tenho certeza que essa pessoa cuida muito bem dele, embora a pessoa tenha também seus questionamentos. Você saberá quem é no momento certo. Sobre o Scorpius Malfoy o que posso falar? É confuso. É difícil falar sobre esse assunto, pois não sei exatamente o que passa na sua cabeça. A única vez que fiquei confusa em relação a um garoto, eu casei com ele e tive dois filhos lindos. Não digo que isso vá acontecer com você. Como dizem: toda regra, tem sua exceção. E não sei qual seria a reação do seu pai sobre isso. Seu pai não suporta o Draco Malfoy, embora eu seja totalmente contra isso... Você realmente tem que refletir, principalmente porque tem outra pessoa na história. O David. Você tem que parar para pensar sobre os sentimentos. Filha, acho que você esperava mais respostas, mas não sou muito boa em relação a sentimentos. Neste assunto, sua tia Gina é especialista. Se você quiser conversar com ela, sua tia estará disposta a ajudar. Qualquer coisa, pode pedir minha ajuda. Sou sua mãe, não esqueça. Todos mandam beijos.


Com amor, Hermione J. G. Weasley”. 


 Ela ouviu um sussurro em seu ouvido quando ela estava pronta para reagir ao abraço surpresa.


– Rose, o que você pensa que está fazendo? – Alvo perguntou ao puxar a prima.


– Se você quer me matar. – ela também sussurrou. – Você quase conseguiu.


– Rose? Porque Rose? – eles pararam ao ouvir a voz de Scorpius que falava enquanto dormia. – Por quê?


– Foi por isso que eu te impedi de tocar nele – Alvo falou.


– Como assim? – Rose perguntou.


– Ele não para de chamar o seu nome – Alvo mancou de volta para cama. – Agora você vai me dizer o que está acontecendo com vocês dois.


– Eu gostaria muito, Al. – Rose falou ao ajudar o primo a voltar para cama. – Eu não sei.


– É bom que o David tenha o sono pesado. – Alvo falou quando viu o amigo se virar na cama. – Então conta o que você sabe então.


– Eu só sei que todas as vezes que eu olho para aquela corrente – Rose apontou para o pescoço de Scorpius. – É como se me puxasse para perto dele.


– Rose todo mundo sabe que a corrente de Malfoy tem um escorpião como pingente.


– Eu sei. Estou cansada de ver. – Rose se sentou na cama do primo. – Só não sei por que ela me chama para perto dele.


– Rose, você acha que a corrente dele tem um feitiço... Não. Eu estou ficando doido como você! – Alvo falou. – O que eu acho engraçado é que só agora que eu tinha reparado é que o escorpião dele tem mais algo...


– O que?! Uma rosa? – Rose o interrompeu.


– Você quer acordar todo mundo? – Alvo falou ao ver que todos os outros ainda dormiam. – Não deu para ver direito.


– Mas você tem certeza que tem outra coisa lá?


– Tenho certeza – Alvo falou – Mas o que uma coisa tem haver com a outra?


– Eu não sei. – Rose falou e sentiu que as lágrimas que ela tentava não derramar cairam. – Al, eu não sei. É tudo isso está me matando.


– Hein, calma. – Alvo a abraçou. – Não precisa ficar assim.


– Al, eu não sei de mais nada – Rose fungou – E o não saber... É...


Alvo a abraçou forte, pois sabia que ela estava bem perto de explodir. Ele a conhecia como ninguém. Ele sussurrava palavras para acalmá-la. Eles não sabiam que mais três pessoas viram que eles estavam juntos.


David que fingiu dormir, pois não culpava a namorada por não saber o que estava acontecendo, mas por orgulho ele não queria saber que ela estava confusa em relação os seus sentimentos por Malfoy.


Scorpius que com ciúmes de Alvo abraçando a sua “Rosa humana”, pois ele não tinha ouvido a conversa.


 “Mais um para eu lutar – ele pensou – com quantos outros eu vou ter que lutar para poder abraçá-la novamente como eles?”, pensou Scorpius.


Anne que tinha ido ver Scorpius e Alvo. Ao ver aquela cena quase a matou, pois sabia que Alvo podia ser apaixonado pela Rose.


“Afinal eles se completam”, Anne pensou ao fechar a porta que ela tinha aberto silenciosamente.  “Sempre foi assim. Onde a Weasley está ou precisa o Potter não perde tempo em ir ou ajudar. Eu nunca vou ter ele para mim”.


-Ele está com a Molly-sussurrou Rose ainda abraçada a Alvo.


-Estão mesmo?


Rose encarou o primo. Alvo olhou para os outros que pareciam dormir sossegados, mesmo assim falou só para Rose escutar.


-Acho que ele só faz isso para provocá-la. Só não entendo uma coisa nesta confusão toda.


-O que?


-Como Molly foi cair na lábia do Malfoy...


-Tenho minhas suspeitas, mas ainda preciso confirmá-las-disse Rose pensando em Molly e olhando para David.


 Rose notara a distância de Molly e David desde quando David e ela voltaram a namorar e logo depois Molly começou a ficar com Scorpius. O modo como se evitavam se falar e de ficar no mesmo lugar era estranho. Algo acontecera e ela precisava descobrir.


 


Música: Paciência/Lenine.


N/A: Mais uma leitora nova. Que bom! Comentários incentivadores, dá mais vontade de ler. Obrigada Marrie Wesley, Olivia Mirisola e Jacgil. E leiam mais um capítulo que praticamente foi escrito por Jacgil, minha prima. Mudei poucas coisas. Obrigada.

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