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12. Doze


Fic: Lições do amor - HHr - Capítulo 22 ON LINE!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Doze.


Lições do amor - o amor ensina mais do que se pode esperar.



Três semanas tinham se passado. E a volta dos alunos que viajaram para Itália duas semanas atrás ainda era motivo de falatório por todo o colégio, embora a repercussão não fosse tamanha como antes. As fotos que Katie e Rony mostraram foram suficientes para despertar um pequeno sentimento de remorso em Hermione, mas que logo era esquecido ao lembrar-se dos momentos que certamente não viveria se tivesse ido nessa viagem.


Respirou fundo ao desviar os olhos do livro que estava sobre a mesa da biblioteca, deixando-os recair sobre o moreno em sua frente. Não pode evitar um sorriso, apaixonado, enquanto o observava estudar.


Era fato que sua relação melhorara e muito após a primeira noite que tivera. Se Harry já era carinhoso e cuidadoso para com Hermione, essas atenções dobraram mais depois daquela noite. Entretanto, os acontecimentos que vinham ocorrendo nos últimos dias ainda a incomodavam e a deixavam pensativa.


Há alguns dias notara seu corpo mudar. Não somente o corpo, mas como seu temperamento. Era de certo que às vezes ficava nervosa, mas sempre era dócil e gentil, no entanto, ultimamente, se irritava com facilidade. E tudo isso vinha com doses exageradas de náuseas e enjôos.


Mordeu o lábio com força, murchando o sorriso que exibia. Não era idiota, e sabia muito bem o que se passava com ela, apesar de não ter certeza. E sentia tanto medo que isso se refletia em suas ações. Antes contidas, agora mais ainda.


Encostou-se em sua cadeira, cruzando os braços e esquecendo-se completamente que estava ali na biblioteca para estudar para um provão que fariam no dia seguinte. Sua preocupação com o que vinha acontecendo era tanta que a fazia esquecer-se de tais assuntos importantes, colocando isso como prioridade em sua mente.


Céus, nem gostaria de pensar no que poderia acontecer se o que imaginava fosse de fato verdade.


Absorta em seus pensamentos, não notara o olhar do namorado sobre si. Harry a avaliou em silêncio, notando a expressão pensativa e de preocupação que Hermione vinha mantendo de uns dias para cá. E como sempre ela lhe dava a mesma resposta - só estou preocupada com os estudos - No entanto, ele sabia que tinha algo a mais. E esperava que um dia Hermione lhe confiasse o que tanto a afligia assim.


- Mione. - Harry a chamou, não obtendo respostas. A preocupação da namorada era grande, pudera notar. - Hermione.


Ela demorou um momento até fitá-lo. Seus olhos espelhavam mesmo toda a angústia que guardava em segredo.


- O que disse? – a morena indagou, sorrindo sem jeito. Um sorriso forçado, Harry logo percebera.


- Nada de importante. Ainda. - respondeu-a de cenho franzido. - Mione, o que ta acontecendo? Há dias você está diferente. Fica irritada com facilidade, parece cansada e na maior parte do tempo está pensativa.


- Só estou preocupada com as provas. Tenho que tirar notas bem altas se quiser uma bolsa de estágio. – Hermione respondeu. Até que fazia sentido sua explicação. – Não é nada demais.


Harry meneou a cabeça, suspirando. Sabia que aquilo era outra desculpa, mas uma daquelas que ela vinha lhe dando com o passar do tempo. E o silêncio de Hermione estava começando a deixá-lo irritado. Já não era a primeira vez que ela omitia alguma coisa.


- Hermione. - passou a mão na face, tentando manter o controle. - Suas notas estão ótimas. Sempre foi assim e sempre vai ser. Você sabe disso tanto quanto eu. Mas o que anda te preocupando é outra coisa. Eu sei.


- É coisa de mulher, Harry. – disse, usando da mesma desculpa que usava com Richard quando queria lhe ocultar certas coisas. E esperava que o namorado entendesse até ela mesma ter certeza. Poderia, e ela queria que fosse apenas um alarme falso, então tudo voltaria ao normal.


- Pra te deixar tão preocupada assim por uma semana inteira? - indagou erguendo uma sobrancelha.


Hermione desviou os olhos. Não podia contar o que realmente a incomodava. Se o fizesse Harry provavelmente ficaria furioso, e ainda contava com a idéia de ser apenas uma suspeita. Corou, e o fitou de novo. Ele continuava com o olhar preso em si.


- Sim. Por uma semana inteira. – respondeu, suspirando. Sentia as bochechas pegarem fogo.


Entretanto, ele não pode deixar de sorrir ao fitar a face corada de Hermione. Realmente era um assunto que na qual ela não queria falar consigo e, para Harry, cabia apenas compreendê-la. Aproximou sua cadeira a da namorada, tocando-a no rosto.


- Está bem. Desculpe-me pelas perguntas, mas você me deixou preocupado. Nunca a vi assim antes.


- Vai... Vai passar. – Hermione murmurou, fazendo uma careta. Do outro lado, alguém abrira um saquinho de salgadinhos de queijo, mesmo sendo proibido comer na biblioteca.  Suspirou fundo, tentando controlar seu estômago. O rosto ficou ligeiramente branco, e Harry percebeu que ela suava frio.


- E agora você está me preocupando de novo. - ele disse, tocando a face descorada da morena. - Hermione, precisamos ir até a enfermaria. Você não está bem.


- Eu não deveria ter comido o café da manhã que Richard preparou. – mentiu, fechando os olhos, respirando pausadamente. – Não me sinto bem agora.


- Então vamos até a enfermaria. - sugeriu ao se levantar, porém Hermione o segurou pelo braço.


- Não! – exclamou em pânico. Harry franziu o cenho, achando curiosa a atitude da namorada. – Não precisa. Já passou...


- Como assim já passou? - indagou confuso. - Você ainda está pálida, Hermione. E pelo jeito que está não é algo que vai passar de uma hora para a outra. Eu disse que te acompanho até a enfermaria.


- Não! Não vou à enfermaria! – negou, e se levantou, ignorando os protestos do seu corpo que estava trêmulo. Sua visão embora embaçada, não era motivo para barrar-lhe. Pegou seus materiais em cima da mesa, e os enfiava dentro da mochila com raiva. Harry apenas a observava assustado, de fato.


- Hermione, o que há com você? - o moreno perguntou, sem saber o que fazer. Nunca a vira agir de tal forma. - Está se sentindo mal. Porque não pode ir até a enfermaria?


- Porque não, Harry! – bradou, e a bibliotecária lhe mandou fazer silêncio. Pegou suas coisas, e então, saiu sem dizer mais nada.


O moreno a olhou se afastar, incrédulo. Não entendeu nada da cena que acabara de acontecer ali. Muito menos na reação explosiva e repentina de Hermione, assim como o mal estar que ela sentira naquele momento. E para ela estar agindo de tal forma só havia uma explicação. Afinal, ela mudara seu comportamento semanas após a noite que tiveram...


Meneou a cabeça para afastar aqueles pensamentos. É claro que aquilo não poderia ser. Imaginava que Hermione tinha se cuidado, já que sabiam que aquele momento não demoraria a chegar. Naquele instante não era para colocar a culpa em alguém. De fato nem deveria estar pensando em tal possibilidade.


“Aquilo” jamais iria acontecer. Convenceu-se enquanto pegava seus materiais, deixando a biblioteca em seguida.


***


Pensou errado em imaginar que livrar-se do café da manhã que havia ingerido naquele dia faria seu mal estar passar. Pelo contrário, ele ainda a incomodava de uma forma mais intensa do que antes quando estava na biblioteca. Era algo que nunca sentira antes. E aquilo estava começando a deixá-la desesperada e angustiada. Pois tudo começava a sugerir o caminho que imaginava estar indo. E não queria pensar naquela probabilidade.


Olhou para seu reflexo no espelho. Estava pálida, assim como Harry dissera minutos atrás. O rosto um pouco úmido pelo suor devido ao mal estar. Abriu a torneira, prendendo os cabelos e jogando um pouco de água pelo seu rosto. Estava sentindo calor e, talvez, se refrescasse iria se sentir melhor.


A porta do banheiro sendo aberta chamara sua atenção. A morena deu um pequeno pulo de susto, mas suspirou aliviada ao reconhecer a amiga.


- Harry está te procurando por todo o colégio. Disse que você não estava se sentindo bem e... - observou a face molhada e branca da morena. - De fato você não está bem. Hermione, o que aconteceu?


Hermione meneou a cabeça, e não disse nada, apenas começara a chorar. Katie notara algo de errado, e então se aproximara apoiando-a. A morena soluçava, e enterrou as mãos no rosto molhado. A água da torneira misturava-se com suas lágrimas.


- Não quero ver o Harry... – ela disse em um soluço.


- Por quê? - Katie se afastou para olhá-la. Não conseguia compreender porque Hermione estava assim. - Vocês brigaram?


- Não... – respondeu, fungando. – Katie... Eu estou com problema bem grande. E eu não sei o que fazer.


- Então me diga. - disse preocupada, pegando algumas toalhas de papel e entregando-as para que Hermione enxugasse seu rosto. - Talvez eu possa ajudá-la. O que aconteceu?


- Acho… Acho que estou grávida. – contou sem delongas, e pareceu que parte de sua angústia tinha partido.


Katie a olhou de olhos arregalados. Piscou algumas vezes, imaginando não ter escutado direito que a amiga dissera. Mas era claro que tinha escutado corretamente.


- O quê? - murmurou ainda surpresa. - Como assim, Hermione?


- Estou tendo enjôos, e minha menstruação está atrasada. Posso não ser experiente, mas sei o que isso significa. – a morena disse envergonhada. – Eu não sei como isso foi acontecer...


- Sabe. Você sabe sim o que é preciso fazer para uma mulher ficar grávida. - Katie sentou-se sobre a pia, respirando fundo. - Mas ainda temos alguma esperança. Talvez seu corpo deva estar agindo contra alguma coisa. - mordeu o lábio, pensativa. - Usaram preservativo?


- Na primeira vez não. – contou apreensiva. – Eu estou contando com a sorte. Não posso estar grávida.


- Ah, Mione. - a garota passou a mão na face. - Você não se preveniu antes, tomando anti-concepcional?


Envergonhada, Hermione, desviou o olhar. Confessar aquilo até mesmo para Katie estava sendo difícil. Como iria imaginar que sua falta de cuidado ia lhe acarretar a um susto desses? E como iria supor o que acontecera naquele dia?


- Katie... Você sabe que não. Eu não pensei que Harry e eu fossemos... – corou terrivelmente. – fazer amor.


- Mas vocês estão namorando. É lógico que um dia isso ia acontecer e... - suspirou. - Agora não adianta chorar pelo leite derramado.  E tudo o que sabemos por enquanto é que isso é uma suspeita. Mas você precisa confirmá-la. Teste de farmácia.


- Não posso simplesmente entrar numa farmácia e comprar um teste. Todos vão comentar... Estou com medo! E se Harry descobrir, ele não vai querer olhar pra mim de novo.


- Ele não pode fazer isso. - a outra disse surpresa. - Se você estiver realmente grávida, Harry é o pai. Ele tem que assumir.


- Eu não sei como ele vai reagir... Isso se minha gravidez for mesmo verdade. – falou, suspirando longamente. – Não quero nem pensar se tiver que ficar sozinha e cuidar de um bebê. E as tantas coisas que eu planejei pra mim? Universidade, um trabalho legal para ajudar minha mãe... – emendou, tentando conter o choro outra vez. – Eu estou perdida. 


- Uma situação como essa não é fácil. - falou ao abraçar Hermione. - Mas nós vamos encontrar uma solução pra isso. Você não está perdida. Eu estou do seu lado nessa, amiga.


Hermione assentiu, e embora a situação se complicasse, ainda tinha alguma esperança de tudo ser apenas um pesadelo terrível. Assim não teria que abdicar de seus sonhos, nem de Harry.


***


O silêncio percorreu durante todo o caminho que fizeram de volta para a casa de Hermione. Ela viu-se obrigada a forçar um sorriso, desculpar-se com Harry por seu comportamento e fingir que estava tudo bem. Que fora apenas um mal estar repentino, algo que não imaginara que iria acontecer. Contudo, a aflição daquele problema ainda a açoitava com tremenda força. E por mais que estivesse tentando agir com naturalidade, em alguns momentos se pegava mergulhada naquele problema outra vez.


Ficou satisfeita por chegar em casa, já que agora nem todos lhe olhariam de modo preocupante como vinha acontecendo aquele dia na escola. Apenas Harry. Riu-se por dentro com aquele pensamento. Enganá-lo era mais difícil do que enganar várias pessoas.


- Eu sei que você não quer que eu pergunte. - disse Harry enquanto fechava a porta, assim que entraram em casa. - Mas tem certeza que está bem?


- Tenho certeza absoluta. – afirmou sorrindo com sinceridade. Estava apreciando toda aquela preocupação.


Deixou a bolsa num cantinho perto da porta, e seguiu com o namorado para a cozinha. Serviu os dois com copos de água. Aquele dia em excepcional estava quente. O que servira para aumentar seu mal estar. No entanto, como dissera, agora estava bem melhor, e sentir a água fria escorrer por sua garganta era muito bom.


Harry terminara sua água, colocando o copo sobre a mesa e se aproximando de Hermione. Encostou-se na mesa, trazendo a namorada para perto e abraçando-a por trás.


- Que bom. Estava preocupado. - murmurou, beijando um dos ombros expostos da morena.


Hermione arrepiou-se com o toque quente dos lábios dele em sua pele. E deixou escapar um gemido baixo.


- Ficou... Preocupado a toa. – ela murmurou de olhos fechados. Assim seria mais fácil tentar resistir ao cansaço e uma possível náusea.


O moreno sorriu abafado enquanto sua mão retirava os cabelos castanhos de Hermione do caminho, que apenas o atrapalhava em sentir a tez macia em contato com seus lábios. Usou-os para acariciar a tez alva, distribuindo beijos lentos pelo local, apertando-a em seus braços e mantendo-a rente a si. Ela estremecera com aquele contato. Era inevitável não fazê-lo.


Cansado daquela carícia, Harry a virou de frente para si. Suas mãos acariciaram a face da namorada, olhando-a nos olhos. E sorriu quando a vira fechá-los lentamente, entregando-se outra vez para o que ele estava disposto a lhe oferecer. Aproximou seus lábios aos dela e então a beijou, lentamente.


Hermione correspondera de imediato, estava com saudades de entregar-se assim, completamente. Esquecer-se dos problemas, no entanto, eles continuavam em sua mente, menos relevantes. Harry a conduziu, encostando-a no balcão da cozinha. Pressionou seu corpo, cheio de desejo, ao pequeno e trêmulo. Sentindo o coração de Hermione disparar.


Assim como o seu. Sensação esta que apenas Hermione lhe proporcionava.


Suas mãos percorriam o corpo tremente, lentamente, apreciando aquelas curvas que tanto o deixava louco. E firmaram-se na cintura fina, trazendo-a cada vez mais para perto. Hermione gemeu outra vez com aquele contato. Harry usara aquilo ao seu favor, quando suas mãos abandonaram a cintura para infiltrar-se por dentro da blusa que ela vestia, acariciando a pele com firmeza.


- Harry... – a morena protestou, sentindo-se um tanto tonta. Não sabia se era por conta das caricias dele, ou se era mais um mal estar chegando. Mas ele não parou, e seus dedos acariciariam um dos seios por sobre a lingerie.


Ele estava guiado pelo desejo. O desejo que Hermione estava despertando em si, como sempre o fazia. E naquele momento não tinha capacidade para ouvir nada, tão pouco pensar em nada. Seus lábios deixaram os dela, percorrendo pelo pescoço e dando leves mordidas. Sua mão prosseguira com a caricia por um determinado tempo, porém logo a abandonara para procurar o fecho da lingerie que ela usava.


Hermione o barrou, espalmando as duas mãos contra o peito dele. O moreno se afastou confuso, e a fitava igualmente assim.


- Não quero... – ela murmurou corada e ofegante. Sentia o perfume de Harry lhe atingir como ao sentir o cheiro desagradável de panqueca pela manhã. 


Harry bufou, retirando suas mãos e se afastando de Hermione. Passou a mão entre os cabelos, caminhando até a janela para se recompor. Aquela morena que estava consigo não era sua namorada de antes. Hermione se tornara em outra pessoa. Alguém que ele nem mesmo conhecia e que estava começando a deixá-lo irritado. Pois não sabia o que acontecia com ela. E pelo visto ela não lhe diria tão cedo.


Tão cedo não, nunca. Concluiu ao virar-se para olhá-la.


- Eu não te reconheço.


- Porque não? – ela ousou perguntar.


- Porque você está diferente. - disse o óbvio. - Está escondendo algo de mim, eu sei. E pensa que eu sou idiota o suficiente para acreditar que ta tudo bem e que isso logo vai passar. Como você fez da última vez.


Hermione baixou a cabeça, e senti a o choro acumular-se em sua garganta. Se não resolvesse logo seu impasse perderia o namorado. Ele procuraria outra, e Gina se candidataria.


- Desculpe... Eu... Não posso te contar. Por que... – hesitou se deveria continuar. Então se calou dando as costas a Harry. 


Harry mordeu o próprio lábio. Era óbvio que mesmo depois de tudo que ele fizera, até mesmo quando Hermione fora agredida pelo pai e ele oferecera a maior ajuda possível, ela ainda não confiava em si. Talvez ela nunca confiasse. E podia sentir que seu namoro ficaria abalado por isso a partir daquele dia.


- Quer saber? Esquece Hermione. Eu juro que tentei. - o moreno disse, irritado. - Fiz de tudo para que você confiasse em mim. Fui sincero com você desde o início. Mas acho que isso pra você não é o suficiente. Então quando você resolver me dizer a verdade, me procure. Porque eu cansei de insistir para que você o faça.


Apanhou sua mochila que havia colocado sobre a cadeira, deixando a cozinha. A última coisa que queria era dar início em uma discussão.


***


- Ela está estranha comigo. - dizia o moreno enquanto andava de um lado para o outro no quarto, ainda irritado pelo que acontecera com Hermione minutos atrás. Rony estava sentado em sua cama, observando-o em silêncio. - É como se ela não me quisesse por perto. Como se fizesse de tudo pra me afastar. Sem falar nas mudanças repentinas de humor.


Harry suspirou ao sentar-se na cadeira diante da escrivaninha, passando a mão por entre os cabelos negros outra vez como se buscasse alguma solução. E nem mesmo a conversa com o amigo era suficiente para ajudá-lo naquele momento. Apoiou os cotovelos sobre os joelhos, abaixando a cabeça.


- Sabe como são as mulheres, não é, cara? Eles são assim, e nós nunca vamos entendê-las. Minha sorte é que Katie parece não ser tão complicada... Claro que ainda não estamos tão íntimos... Se é que me entende. - Harry o olhou revirando os olhos. Como se aquilo não fosse importante no momento, e realmente não o era. – O.k! E Hermione não te disse nada? Ela pode estar com problemas de novo.


- Se está ela não me disse. Caramba eu a ajudei da última vez. Há dois meses que ela não vê o pai. E o meu pai está ajudando a mãe dela com o divórcio. Já não é motivo suficiente para que ela confie em mim? - indagou como se esperasse que o amigo lhe desse as respostas. Mas ele apenas fizera um sinal de desentendimento. - Acho que Hermione nunca vai confiar em mim. Não importa o que eu faça.


- Posso perguntar pra Katie, ela como melhor amiga da Hermione pode saber de alguma coisa. Se isso te ajudar. – Rony sugeriu. – Mas não tem idéia do porque de ela agir assim? Começo a achar que ela está escondendo alguma coisa... Será que ela está grávida?


O moreno se enrijecera com as últimas palavras que Rony dissera. Havia pensado em tal alternativa poucas vezes durante o dia. E as reações da namorada durante o dia contribuíram para que pensasse assim. Mas logo fizera questão de esquecer aquilo. Não poderia ser. Não que a culpa fosse exclusivamente de Hermione, mas ela não poderia ser tão irresponsável a tal ponto.


- Nunca mais diga isso. - Harry disse entre dentes. - Eu tenho dezoito anos, Rony. Assim como eu, Hermione está preocupada com o futuro. Precisamos de uma boa bolsa em uma universidade. Acha que no meio de tamanha loucura vamos arranjar tempo pra cuidar de uma criança? Hermione não está grávida.


- Está bem, se você tem tanta certeza. – ele rendeu-se. – Se não é isso, nem o pai dela, o que poderia ser? Será que ela enjoou-se da sua cara feia? – brincou e riu.


- Não tem graça, Ronald. - o moreno sibilou, irritado. Mas não pensara em tal possibilidade, que também fazia sentido para as reações inusitadas que Hermione vinha demonstrando.


- Isso me deu uma fome. Vou pedir a Daisy para preparar um rango. Vai um lanchinho? – indagou e o amigo bufou. Então Rony se levantou da cama, e saiu do quarto, deixando Harry pensativo.


Tentava a todo custo entender o que havia de errado. E as muitas especulações transbordavam seus pensamentos, obrigando-o a não conseguir chegar a nenhuma conclusão.


Outra vez se levantara da cadeira, caminhando até a janela e observando a noite silenciosa que encobrira a cidade. Tentou reorganizar seus pensamentos, mas fora em vão. E todas aquelas preocupações estava começando a deixá-lo louco. A única coisa que precisava era de uma resposta para que assim pudesse tomar alguma decisão. Mas não iria atrás de Hermione naquele momento, pois sabia que iriam discutir. Ainda estava irritado.


E estava tão concentrado em seus problemas, que apenas acordara de seus pensamentos quando ouviu a porta do quarto ser fechada. Estranhou o fato de que Rony pudesse ter voltado tão rápido, mas estava tão confiante que era ele que preferiu não se virar para certificar-se.


- Tem algo para a dor de cabeça aí? Porque acho que a minha vai explodir. - comentou encostando sua testa no vidro da janela.


- Eu por acaso, tenho coisa melhor. – a voz feminina e cheia de intenções se fizera clara.


Harry se virou a tempo de ainda ver o deslumbrante sorriso de Gina. Ela usava uma saia curta e uma blusa vermelha, seus cabelos estavam soltos, e por mais que o moreno estivesse irritado, e comprometido, dera uma leve espiada. No entanto, lembrou-se que era Gina, e sua presença logo se tornara odiada.


- O que você quer Gina? - perguntou em um tom seco, revirando os olhos.


- Notei que estava aqui, porque não passou no meu quarto como sempre? – perguntou sugestiva.


- Isso não vai acontecer novamente, Gina. - riu sarcástico, cruzando os braços. - Pensei que tinha deixado isso bem claro pelo que te fiz na última vez. Com a foto...


- Eu já o perdoei por isso, querido. – ela falou se aproximando mais dele. O tocou no peito e mordeu o lábio. – Eu gosto muito de você, Harry. E espero o tempo que for preciso até você se tocar disso também.


- O que você quer? - repetiu a pergunta, dando um passo para trás.


- Só conversar... - ergueu a sobrancelha. – Juro. – sorriu então. – Rony me disse que está com problemas. O que é que sua namoradinha tem? Eu sou mulher, talvez possa ajudar.


Ele a fitou, pensativo. E não pode deixar de concordar com o que Gina dissera. Se ao menos não ouvisse a opinião que ela tinha sobre esse assunto naquele momento em que precisava, de quem mais poderia ouvir?


- Eu não sei o que há com Hermione. - disse caminhando até a escrivaninha e encostando-se nela. - Ela está diferente essa semana. Me evita a maior parte do tempo. Muda de humor rapidamente.


O semblante de Gina pareceu se iluminar, ainda mais desde que entrara ali. Os olhos dela brilharam, percebendo que Harry caíra direitinho confiando nela. Um sorriso cínico brotou dos lábios rosados da ruiva.


- Se ela te evita, com toda a certeza, você não a interessa mais. Deve ter outro cara na parada.


- O quê? - Harry murmurou surpreso.


As palavras de Rony não lhe causaram tanto efeito como as de Gina naquele momento. E só de pensar em tal coisa, sentira um aperto em seu peito. Amava Hermione, sempre fizera questão de demonstrar isso durante todo o tempo em que estavam juntos. E não conseguia imaginá-la o traindo. Hermione era tão doce e tímida, refreada com os seus sentimentos, que não conseguia imaginá-la fazendo isso.


Entretanto, as atitudes dela não demonstravam nada além disso. Pois ele próprio agia de tal forma quando uma garota o cansava. Simplesmente não queria acreditar no que estava diante de seus olhos.


- Isso não é possível. - Harry balançou a cabeça. - Hermione não é desse tipo de garota.


- Ora, Harry, não seja ingênuo. – Gina disse, escondendo seu sorriso satisfeito. – As santinhas são as piores. E você sabe... Não mandamos no “coração”. – emendou, e ficou pensativa. – Eu me lembro de tê-la visto anteontem com Mark Jacobs na biblioteca, os dois pareciam bem íntimos.


- Ela tinha me dito que estava na monitoria. - disse a si mesmo, refreando o ciúme que lhe invadira de forma avassaladora.


- Hermione te enganou, eu mesma a vi. – garantiu séria e convincente.


- Não acredito em você. - bradou ao virar o rosto para o lado, embora sua mente o fizesse acreditar cada vez mais nas palavras de Gina.


- Porque eu mentiria? Pode perguntar pras minhas amigas, todas vão confirmar. Estávamos indo pro campo, então passamos na biblioteca, e lá estava sua namorada com Mark. Juntinhos. – terminou a frase o mais provocativa possível.


Aquelas palavras o apunhalaram de uma forma inimaginável. E não imaginava que tal sentimento pudesse doer tanto. Era difícil acreditar que Hermione estava o traindo, depois de tudo que viveram juntos e depois de tudo que ele fizera por ela. Respirou fundo, abaixando seu olhar para evitar as lágrimas naquele momento. Não iria fazer isso ali, na frente de Gina.


- Eu sinto muito, não queria que soubesse por mim. Só queria te ajudar. – falou com uma falsa solidariedade. – O que vai fazer agora? É certo para mim que ela o engana... Não pode deixar que ela continue fazendo.


- Eu não vou deixar. - disse com pesar. - Vou descobrir se isso é realmente verdade. E se for, irei terminar com ela.


- Não esperava outra coisa de você, querido. – a ruiva dissera triunfante.


Harry se afastou, pegando sua mochila sobre a cama. Já tivera carga emocional o suficiente por um dia. E não suportaria mais ficar ali, ouvindo de Gina tudo o que Hermione fizera em sua ausência.


- Diz ao Rony que o vejo amanhã no colégio. Preciso ficar sozinho. - avisou a ruiva antes de deixar o quarto.


- Sozinho... Tudo que eu preciso. – Gina murmurou suspirando contente. Conseguira implantar dúvidas na mente de Harry sem precisar pensar em algo milaborante. A idiota da Granger fizera todo o serviço, e coube a ela apenas distorcer algumas coisas, colocar umas palavras certas na frase errada. – Você já era Hermione. 

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N/A: Capítulo 12 postado.

E com um certo gostinho de frustração pelo comentário que recebemos.

Pessoas, esclarecendo uma coisa.

Nós não entramos em greve, por favor. Apenas ameaçamos entrar.

E não é por maldade ou por querermos 100 comentários por cada capítulo que postamos. É porque queremos o nosso esforço valorizado. Nos desdobramos na nossa correria de tempo para escrever e postar pra vocês. Eu mesma (Taís) tenho uma lista de 60 exercícios pra fazer nesse longo feriado. E estou aqui, escrevendo uma n/a e postando pra vocês. A Jéssica também poderia estar fazendo outra coisa, mas estamos aqui. É isso que queremos que valorizem.

E sabemos que quem comenta é quem realmente gosta da fic. Você não é obrigado a acompanhar a fic se acha o que fazemos um absurdo. Tem tantas fic's H/Hr na Floreios, vai em frente e se divirta. Mas não venham criticar nosso trabalho, por favor. É frustrante ver isso.

Bom, desabafo passado... kkkk

Esperamos que tenham gostado do capítulo.

E como sempre, não esqueçam de comentar.

Beijo das autoras.

N/A: Capítulo 12 postado.


E com um certo gostinho de frustração pelo comentário que recebemos.

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E não é por maldade ou por querermos 100 comentários por cada capítulo que postamos. É porque queremos o nosso esforço valorizado. Nos desdobramos na nossa correria de tempo para escrever e postar pra vocês. Eu mesma (Taís) tenho uma lista de 60 exercícios pra fazer nesse longo feriado. E estou aqui, escrevendo uma n/a e postando pra vocês. A Jéssica também poderia estar fazendo outra coisa, mas estamos aqui. É isso que queremos que valorizem.

E sabemos que quem comenta é quem realmente gosta da fic. Você não é obrigado a acompanhar a fic se acha o que fazemos um absurdo. Tem tantas fic's H/Hr na Floreios, vai em frente e se divirta. Mas não venham criticar nosso trabalho, por favor. É frustrante ver isso.



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09/10/2010. 

 

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