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1. Colocando Máscaras


Fic: Duas verdades No ar o epilogo 05-07


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Estava já há uns bons quinze minutos jogando para cima aquela bolinha que lhe lembrava um pomo de ouro. Seu quarto estava bem iluminado, já que, ao menos hoje, resolveu abrir todas as cortinas e deixar o sol entrar. Estava com um tédio fora do comum de seus tédios costumeiros. Afinal, desde que seu pai havia sido preso, tinha ele mesmo se confinado naquela mansão tecnicamente acolhedora. Sabia no fundo que, esse tédio sufocante era presságio de coisas nada boas. As visitas quase constantes de sua tia Bella a portas fechadas com sua mãe, visitas essas que conseguiam deixar Narcisa mais abalada do que a prisão do marido, eram sem sombra de dúvida um presságio de mal agouro. Mas não queria pensar naquilo afinal. Sabia de qualquer forma que teria um ano ácido na escola, era filho de um prisioneiro, de um comensal. Idiota, isso era que seu pai era, idiota! Mas o amava, do seu jeito, mas amava. Seus devaneios foram interrompidos por um forte tapa em sua cabeça.


- Para de sonhar Malfoy! – Era Blásio, oponente em seu corpo negro e olhos verdes.


- Idiota, como entrou sem ser anunciado? – Draco passava a mão no local atingido pelo amigo.


- E eu lá preciso ser anunciado? Acorda. – Blás e Draco se conheciam antes mesmo de começarem Hogwarts. As famílias sangue puro tinham o hábito de manter suas relações estreitas, na eterna busca de não se misturarem. Na escola, porém, a amizade de ambos era sutil. Draco sempre gostou de cultivar capangas pelos corredores de Hogwarts, coisa que Blás jamais se sujeitaria a aparentar ser. Suas conversas eram mais reservadas, e se tinha uma pessoa no mundo que Draco confiava era aquele moreno de olhos verdes. Só não confiava mais do que confiava em si mesmo.


- O que te trás a minha humilde casa? – Blás já tinha se esparramado na cama de dossel de Draco e colocado suas mãos atrás da cabeça. O sonserino loiro havia se levantado e estava encarando o amigo deitado.


- Ora, vamos à um jogo de quadribol hoje. Você precisa sair da sua humilde casa. – Blás era irônico tanto quanto todo genuíno sonserino. Draco fez uma careta.


- Corta essa, sabe que não quero fazer aparições públicas. – Draco se sentou com um suspiro. Blás se sentou também, percebeu, seu amigo não estava nada bem. – Onde eu vou parece brotar aqueles reportes inúteis e as pessoas me olham como seu eu tivesse uma doença contagiosa, tsc. Já vai me bastar Hogwarts.


- Lá você sabe que ninguém ousaria falar nada. Eles te respeitam. Não, te temem, o que é melhor. – Blás deu um sorriso mostrando todos os seus dentes brancos. Draco sorriu cansado.


- Pode ser. Mas isso se aplica a sonserinos, não a escola toda. – Desta vez quem deitou com as mãos atrás da cabeça foi o loiro.


- Mas, de qualquer forma, vamos ao jogo. Nem proteste, eu já comprei as entradas.


- As de a alguém, venda, vá com outra pessoa, sei lá.


- Não, eu vou é com você. Existe uma coisa chamada capa. Se tampe, coloque uns óculos, sei lá, se disfarce, use a imaginação. E ande logo, o jogo é daqui duas horas.


Draco sabia que não tinha muita opção nesse caso. Blás não o deixaria em paz, enquanto não levantasse daquela cama e desse um jeito de se camuflar. Faziam exatos dois dias que tinha se tornado maior de idade. Data essa que sequer foi comemorada, não que ele estivesse com clima, mas esperou tanto aquele 5 de junho, e quando ele chegou, foi só um dia comum. Certo que recebeu algumas corujas carregadas, mas nada demais, não como ele tinha sonhado. Bom, sendo maior de idade, resolveu usar um feitiço que mudava a cor de seus cabelos para um castanho claro, uma vez que a marca de um Malfoy eram os loiros brancos. Blás gargalhou com gosto quando viu o amigo de cabelos castanhos, com óculos escuros que quase tampavam seu rosto todo e roupas claras.


- Nada Malfoy! – Ele conseguiu dizer depois de recuperar o fôlego.


- Melhor então. E vamos logo, não quero que a minha me veja nesse estado, ela já está sofrendo demais. – Ambos riram e se saíram mais silenciosos pela mansão, ate poderem aparatar próximo as portões oponentes.


- Nem perguntei, quem ta jogando?


-Harpias de Holyhead e Pegas de Montrose. – Blás respondeu assim que começaram a subir as arquibancadas, ai Draco pode visualizar o pouco da torcida que ali estava.


- Ah, depois das trinta e duas vezes que ganhou, o Pegas não ganhou mais nada. Tsc, vão perder feio.  – Se sentaram um tanto acima dos demais, mesmo disfarçado Draco queria evitar esbarrar com alguém que pudesse o reconhecer.


- Não é bem assim meu caro amigo. O Pegas fez novas contratações esse ano. Me parece possível que eles vençam do Harpias, que vem com seu time praticamente reserva, o que eu acho uma falta de respeito se quer saber.  –Blás acabara por fazer uma careta, pois seu feijãozinho de todos os sabores fora de meleca de nariz. Draco riu com a cara do amigo.


- Mesmo assim Blás, duvido que ganhe.


- Quer apostar? – Os olhos verdes de Blás brilharam. Draco bem sabia por quê. Seu amigo adorava apostar, qualquer coisa que fosse, ao contrário dele.


- Ta cansado de saber que eu não curto essas coisas de... jogatina. – Arqueou uma sobrancelha, que quase Blás não viu, por causa dos ósculos exagerados do amigo.


- Deixa de ser besta! Uma apostadinha dessa não faz mal pra ninguém.


- Quer apostar o que Blás?


- Tem uma festa que vou todo final de verão. É um baile na verdade, de máscaras. Se você perder, terá que ir comigo.


- Agora me fale qual a parte ruim desse baile, pois se só eu perdendo pra ir, há algo de muito ruim nesse baile. – Blás revirou os olhos.


- Não acho nada ruim no baile, até tenho uma amiga, er... fixa nele. – Draco riu.


- Continua Blás.


- Bom, é um baile trouxa. – Draco cuspiu todo seu suco de abobora que estava tomando no canudinho, quase em cima de Blás.


- Que? Você vai em bailes trouxas?


- Ora, não é novidade nenhuma pra você que eu não ligo pra essas coisas de sangue puro, sangue ruim, trouxas e baboseiras afins. Só faço tipo, você sabe como meu pai é. – Blás fez cara de tédio e Draco continuava assustado.


- Isso está fora da realidade. Eu jamais me misturaria a esse tipo de gente. Não sou tão.. hã, disposto como você. – Blás o olhou com um ar indefinido.


- Você é mesmo um idiota. Não sabe o que ta perdendo. Tem tanta certeza que o Harpias vai ganhar, aposta! Se por acaso, vencer, eu me comprometo a fazer todos os seus exercícios da escola, o ano todo. – Draco apenas o encarou.


- Você está mesmo certo de que o Pegas vai vencer hein?


- Claro meu caro amigo. E como a minha pena vai ser grande, caso eu perca, você terá que beijar uma trouxa, caso você perca! – Blás piscou pra ele.


- Você está extrapolando todos os limites agora Blás. – O loiro respondeu serio.


- Deixa de ser fresco. Quanto tempo faz que não beija na boca? Eu mesmo respondo. Desde que entramos de férias, afinal, você não saiu da mansão desde então. Ah não ser que beijou alguma elfa desapercebida. – Blás riu e Draco fez cara de nojo.


- Que coisa asquerosa. Blás, eu não vou beijar uma trouxa. Que horror.


- Elas são bem gatas sabe, e tem a vantagem delas nem fazerem idéia de quem é você, afinal, trouxas não sabem o significado do nome Malfoy. E depois ninguém vai saber, e além de tudo, você vai estar mascarado, mínima chance de alguém te reconhecer.


- Claro que não, que bruxo inteligente o suficiente iria a um baile trouxa? – Draco crispou os lábios finos.


- Eu! Não duvide da minha capacidade. Fechado? – Blás percebeu que o amigo estava de certa forma tentado a aceitar a aposta, talvez por curiosidade.


- Certo, mas só porque eu tenho certeza que vou ganhar, e ter você como um quase elfo doméstico durante todo o ano letivo será no mínimo a glória. – Ambos riram e deram as mãos, a aposta estava selada.


- Atenção então, porque o jogo vai começar agora!


Draco logo no inicio do jogo se arrependeu amargamente de ter aceito a aposta, afinal o Pegas tinha batedores fortes o suficientes para manter os artilheiros do Harpias afastado. Nos primeiros dez minutos de partida o placar já estava 40 a 0 para o Pegas. Nem em Hogwarts um jogo era tão medíocre. Pior de tudo, era ver a cara de presunção do amigo ao lado. Sorria feito uma criança na manhã de natal. De certa forma era isso mesmo, Blás havia ganho um bom presente.


Durante e depois do jogo, Draco evitou tocar no assunto, na falsa esperança de o amigo esquecer a aposta, de tão satisfeito que estava por seu time ter ganho a primeira partida da temporada. Inocente que Draco era por achar que Blás esqueceria de lhe cobrar uma aposta, e ele cobrou da pior forma possível.


- Onde vocês estavam? Os procurei por todo o canto dessa mansão. – Narcisa dizia enquanto enchia os copos com vinho, a mesa de jantar.


- Levei Draco para uma partida de quadribol tia Ciça. – Blás por freqüentar a Mansão Malfoy desde pequeno, tomou intimidade suficiente para chamar a mãe do amigo, de tia. Narica sorriu.


- Mas isso é ótimo Blásio. Muitas foram as vezes que tentei com que ele desse um passeio. – Draco revirou os olhos, enquanto apenas brincava com a comida no prato. Não tinha fome, sua mãe parecia mais abatida do que lembrava, e ainda teve a infelicidade de encontrar com sua tia Bella nos portões de casa, sinal de que a visita desta vez fora mais longa.


- Draco é teimoso, mas eu sou mais que ele. Tanto que daqui a duas semanas ele vai a uma festa comigo, não é Draco? – Draco engasgou com a própria saliva, enquanto o amigo a frente ria cínico.


- Duas semanas? – Narcisa ficou mais pálida do que o normal. – Quando exatamente?


- Algum problema mamãe? – Draco percebeu o desconforto da mãe.


- Não, nada demais, é que bem, daqui duas semanas temos que resolver as coisas de Hogwarts não é mesmo? Já vai estar próximo do ano letivo começar. – Draco e Blás notaram que Narcisa ficara sem graça demais, e que estava dando uma desculpa qualquer, mas resolveram não tocar mais no assunto, não naquele momento, Draco pensou.


- Lá pelo dia 20, tia. Não atrapalhará os preparativos para Hogwarts.


- E onde será a festa?


- Num salão próprio para isso. Tenho muitos amigos por lá.[1][2]


- Será bom então Draco, você precisa espairecer. – Blás sorriu para o amigo que odiou a ignorância da mãe. A pobre nem sonhava que tipo de amigos Blás se referia e muito menos que tipo de festa aquele inconseqüente ia levar seu filhinho único. Se soubesse, o mínimo que faria seria estopourar Blás. Mas daria tempo ao tempo, ele ainda se vingaria do amigo, ele daria um jeito. Mas só de pensar em ir a uma festa trouxa seu apetite que já era mínimo, ficava escasso, e então resolveu sair da mesa.


- Com licença, eu estou sem fome. – E se levantou de uma vez. Narcisa, de tão área que estava, nada disse, e Blás se preocupou.


- Tia? Está tudo bem? – Ele disse encostando na mão direita de Narcisa, que estava ao seu lado. A cadeira da cabeceira era de onde Draco tinha se levantado. Desde que o pai fora preso, ele assumiu esse lugar a mesa.


- Por enquanto sim, por enquanto. – Ela disse com o olhar perdido, mas logo se recuperou do devaneio e olhou para Blás. – Vá ver Draco, eu estou meio sem tato com ele esses dias. Vá distraí-lo, sim? – E ela também se levantou da mesa, sem ao menos tocar na comida. Blásio, não sabia o que, mas sabia que algo muito serio estava acontecendo, ou estava para acontecer, algo que parecia ser nada bom.


 


Estava ansiosa, afinal, no próximo final de semana iria para Toca enfim. Mas no fundo sabia que essa ansiedade toda não era só pela expectativa de ir para casa do amigo ruivo. Sabia que as coisas no mundo bruxo estavam bem diferentes, de uma maneira nada positiva.


Hermione estava praticamente deitada na cama da prima Helen. Sua mãe insistira que ela passasse aquelas duas semanas finais de junho na casa de seus tios. A senhora Granger percebera que a filha andava mais calada que o normal e sempre ostentava um semblante preocupado. Na verdade, ela própria estava preocupada, não sabia ao certo o que acontecia no mundo bruxo, mundo esse que sua filha única fazia parte, mas desconfiava que coisas serias estavam ocorrendo. Bem, resolveu que passar uns dias com sua prima preferida fariam bem a Hermione e praticamente a despachou para lá fazia uns dois dias.


- É sábado Mione, mas parece que falta um mês! – Helen era da mesma idade que Hermione, apenas dois meses mais nova. Ela tinha os cabelos negros lisos, a pela bem branca e olhos amendoados como os da prima. Não era nem uma beldade, mas tinha uma beleza particular. Ela estava deitada ao lado de Hermione.


- Por Deus Helen, você só fala dessa festa! – Hermione estava amargamente arrependida de ter ido exatamente naquela semana para casa da prima, isso porque Helen sempre ia à um baile nas férias, um baile de máscaras, e esse maldito baile seria justamente naquele sábado, o sábado que ela ainda estaria lá. Estava sendo mais uma vez obrigada a fazer algo que não queria fazer, de jeito nenhum, odiava bailes, e mais, estava sem clima algum!


- Por Deus digo eu Hermi! – Helen se levantou de um pulo na cama, o que assustou a castanha que se sentou recostando-se na cabeceira da cama.


- Que? – Ela arqueou uma das sobrancelhas interrogativa. Helen andava de um lado para o outro pelo seu quarto.


- Presta atenção! Eu não consigo te entender. Você some praticamente todo o ano, sabe – se Deus onde se mete! Aí quando tem a chance de se divertir, como uma pessoa normal, você fica com esse tédio doentio! – Parou em frente a prima com as mãos na cintura fina.


- Ei Helen! Eu sou normal ok?! E depois você sabe muito bem que estudo em colégio interno que cuida muito bem da minha educação. – Helen se sentou aos pés da cama com cara de tédio.


- Ah claro, que mais parece uma prisão! Nem podemos nos corresponder! – Hermione dobrou as pernas se ficou ao lado da prima na cama.


- São as regras Helen, mas nas férias estamos sempre juntas, hum? Mas me diz, me explica bem como é esse baile. – Hermione achou melhor mudar de assunto logo. Helen lhe deu um belo sorriso.


- É perfeito. As pessoas vão com roupa de gala sabe? Da um ar aristocrático para o momento. E obvio, as máscaras são obrigatórias.  Claro que se você quiser tirar a sua depois de um tempo pode, mas são raras as pessoas que fazem isso, o ar de mistério é muito mais empolgante. -  Hermione riu do ânimo da prima.


- Sei, e com que roupa eu vou então a esse baile? Afinal eu não tenho nenhum vestido de gala. – Hermione disse isso feliz. Talvez o fato de não ter um vestido apropriado para a festa, sendo que faltava apenas dois dias para o evento, fosse o empecilho perfeito. Helen franziu o cenho por uns instantes, como se estivesse pensando em uma solução para o problema proposto. Se levantou com um ar sapeca.


- Madame Lú.


- Quem?


- Madame Lú é uma loja aqui do bairro que vende ou aluga roupas para peças. Lá tem vestido de todo o jeito, com certeza haverá um que resolverá nosso problema. Levanta essa bunda da cama Hermi, vamos agora a Madame Lú. Não podemos perder mais tempo. – E Hermione viu que dois dias de fato eram muito tempo. Desanimada pegou sua bolsa e seguiu a prima porta afora. Teriam uma tarde longa.


 


Draco estava transtornado. Não. Estava revoltado. Pior, estava desesperado! Aquilo que sua mãe lhe dizia não fazia o menor sentido. Estavam em seu quarto. Narcisa sentada à uma poltrona verde escuro próxima as janelas de cabeça baixa e respiração entrecortada. Draco em pé a sua frente. A boca seca, o rosto pálido. Fechava as mãos em punho, afundando as curtas unhas na pele alva das palmas de suas mãos.


- Mãe? – Sua voz saíra baixa e seca. Ele estava seco.


- Eu sinto muito Draco. Tentei convencer Bella que isso era uma loucura sem nome! Mas, ela, ela, oh... – Narcisa deixou que duas lágrimas escorressem por seu rosto delicado. Então levantou o olhar para o filho, que não tinha expressão alguma no rosto. – Ela acredita que temos que estar orgulhosos com essa sua nova posição. Draco por isso ela veio tantas vezes aqui, tentava me convencer de que era o melhor. Bem, até que terça ela veio com isso. Ou você faz o que ele quer, ou, morremos todos. Eu, você e seu pai. Por favor filho, não quero que você morra, é tudo que eu tenho. – Narcisa tremia levemente. Draco estava tão abalado com tudo que não conseguia nem se mexer, mas proferiu algumas palavras.


- Onde esteve essa tarde mamãe? – Sua mãe havia sumido quase a tarde toda com sua tia Bella. Havia chovido bastante, o que causou mais mal estar em Draco,  ficar naquela Mansão sozinho com o barulho da chuva a ricochetear as janelas, não era nada agradável.


- Eu, eu.. eu fui ver Severus. Draco, estou tão desesperada!


- Ver Severus? Severus Snape? – Draco não entedia o que a mãe poderia querer com seu professor de poções. Narcisa respirou fundo.


- Sim. Ele é quem o Lord tem mais confiança, você sabe disso. Só ele, Bella, eu e agora você, sabemos desse plano. Fui clamar que ele tirasse isso da cabeça do Lord, mas ele disse que é impossível, e que ordens são ordens. Mas ele fez algo que me deixou mais calma. Me prometeu te ajudar. – Então, desde o momento que soube no que teria que se transformar e no que teria que fazer, Draco esboçou uma emoção. Gritou com sua mãe.


- Idiota! Como pôde fazer isso? – Draco esbravejava, e Narcisa o olhava atônita.


- Dra..Draco.. eu..


- Não entende? Essa é uma missão digna de um homem. Eu sou um homem. Eu sou capaz de fazer isso! SOZINHO! Será a minha vez de provar que sou alguém além de filho de Lúcius! Já que tenho que fazer isso, farei, e farei sozinho, eu sou suficientemente bom para isso. – Draco respirava rápido e tinha o rosto tingido de vermelho. Narcisa, controlando o tremor de seu corpo se levantou, ficando centímetros de distância de seu filho. Falou baixo.


- É esse maldito orgulho, maldito orgulho Malfoy, que nos trouxe a essa situação. Seu pai se orgulhando de ser um inútil Comensal da Morte, está preso naquela cadeia horrenda. E agora você, condenado a uma coisa dessas. – Draco lhe dirigiu um sorriso frio, que não a intimidou.


- Você nunca reclamou de meu pai ser um Comensal, senhora Malfoy.


- Não, porque compartilho muitas crenças com seu pai. Mas a partir do momento que ele se cega, e coloca essas crenças a frente da própria família, eu tomo as rédeas que ele devia tomar, ou, ao menos tento. Antes de ser uma Malfoy, Draco, eu sou uma Black, e Black’ s não são facilmente subjugados. – Draco bate palmas para a mãe.


- Belo discurso, daqui a pouco a senhora sai correndo de encontro a Sirius. Oh, ops, esqueci, sua irmãzinha querida o matou ano passado. Os Black’ s não existem mais Narcisa. Você é uma Malfoy, tanto quanto eu! E Malfoy’ s são estúpidos o suficiente para abaixarem a cabeça para um mestiço imundo, que nem humano chega a ser! – Draco gritava, e se afastou da mãe, passando as mãos pelos cabelos.


- Draco, eu não tenho culpa do que está acontecendo. – O loiro respirou fundo tentando controlar as emoções.


- Sei que não. – Falou mais baixo. – Mas não quero que suplique pela minha vida. Vou fazer o que tenho que fazer, e assim garantir que saímos vivos dessa porcaria toda. É essa minha recompensa, não é? A sua vida e do papai? – Narcisa o olhou, secando as últimas lágrimas de seu rosto. Seu filho estava sendo mais corajoso que esperava que ele fosse.


- E a sua também filho. – Draco voltou a se aproximar da mãe e falou em tom bem baixo.


- Eu já estou morto mamãe, de um jeito ou de outro, eu estou morto. Afinal, virarei um assassino. Quem mata, perde sua alma também. Eu já morri. Agora, por favor, saia. Eu realmente preciso ficar sozinho. – Voltando a chorar, a elegante Narcisa Malfoy se dirigiu a porta do quarto do filho, mas antes de sair totalmente, lhe disse umas ultimas palavras.


- Amanhã Bella virá te buscar. Você será marcado amanhã Draco. Eu realmente sinto muito. – E saiu do quarto sem fazer nenhum barulho.


Draco apenas fechou os olhos com força. Queria acreditar que tudo não passava de um maldito pesadelo sem fim e que quando abrisse os olhos, a única coisa com que se preocupar seria o baile idiota de sábado que teria de ir com Blás. Abriu os olhos, e viu mais uma vez a água molhar furiosamente as janelas de seu quarto. Não era um pesadelo, e amanhã, ele seria marcado, de todas formas, pelo resto da vida.


 


Aquela sexta feira amanheceu exatamente igual ao dia anterior. Ventava muito e chovia bastante. Se já andava desanimada com a idéia de ir à um baile de máscaras, aquele tempo não ajudava em nada. Acordou mais cedo que o resto da casa. Tinha tido um sonho estranho o que a despertou sobressaltada. Sem sono e com o coração disparado ela saiu silenciosamente do quarto da prima e foi tomar um pouco de água. Era verão em Londres, por isso estava com uma camisola fina, e não se preocupou em calçar algo. Se arrependera assim que chegou ao topo da escada da casa dos tios. Um vento frio lhe perpassou a espinha que a fez encolher e se arrepiar. Não lembrava o sonho que tivera, sabia que havia lágrimas, gritos e olhos entre cinzas e azuis misteriosos que a encaravam de uma maneira, que bem, ela não sabia como. Só sabia que o sonho não a tinha feito bem, estava com ansiedade ruim. Suas mãos suavam frio e seu corpo tremia. Caia uma tempestade do lado de fora, era muito cedo, e a casa ainda estava com uma certa penumbra. Respirando fundo, tentando afastar qualquer mau sentimento começou a descer a escada.


 


Do alto daquela escada de mármore negro, ele respirava fundo. Aquela maldita chuva que não parara a noite toda o angustiava mais. Vestira seu mais pesado casado negro, e o mais grosso cachecol verde, apesar de estar no meio do verão. Tudo estava frio demais, ele estava gelado. Um vento frio lhe chegou sem ele saber de onde viera. Mesmo com toda sua roupa pesada ele se arrepiou. Suas mãos suavam frio, e sua boca amargava. Já estava atrasado. Havia tempo que sua tua havia lhe mandando chamar. A casa, na penumbra pela hora da manhã e pela chuva lhe lembrava seus piores pesadelos. Ele estava em um pesadelo real. Respirou fundo mais uma vez, começou a descer a escada.


 


A cozinha nunca lhe tinha parecido tão longe da sala e tão escura. Ela também não entendia seu receio. Era só a casa dos tios, uma cozinha inofensiva. Aqueles dias de presságio de uma guerra iminente já a estavam a afetando. Com os pés gelados e mãos tremendo, ela acendeu as luzes do lugar, tudo parecia normal. Mas, de uma forma inexplicável, ela sabia, algo estava deixando de ser normal. Tomando o ar com força mais uma vez para o pulmão, se dirigiu até o armário, para pegar um copo, afinal, ela tinha ido até ali beber água, talvez se fizesse isso logo, aquele sensação ruim acabasse rápido.


 


Andou com sua habitual pose e leveza até chegar a sala de sua mansão. Seus pés dentro do sapato pareciam duas pedras de gelo e suas mãos estavam na mesma situação. Tentou transparecer indiferença, mas ao ver sua mãe, a meia luz de abajur, vacilou. Se sentiu tremer e entendeu mais do que nunca, que agora as coisas eram diferentes. Ele deixaria de ser apenas um adolescente normal, de normal ele não teria nada na verdade. Olhou sua tia Bella próxima a lareira, um sorriso gélido e débil no rosto. Entendeu, iam via flú para o inferno que fosse. Tomou o ar com força mais uma vez para o pulmão, se dirigiu até a lareira, esperou pelo sinal da tia, afinal, ela era a responsável por tudo. Queria fazer logo aquilo, assim, quem sabe, aquela sensação ruim acabasse rápido.


 


Ao sentir o vidro gelado em contato com sua mão se assustou. Por que tudo estava tão gelado afinal? Dementadores? Riu sem graça de si mesma. Impossível. Apesar de que ano passado eles fizeram um visita à Harry. Não, não havia dementadores ali. Estava paranóica. Decidida, andou mais rápida ate a garrafa de água. Escorreu o liquido para o copo, mas parou. Encarou a parede branca, e de repente uma parte de seu sonho lhe veio a mente.


 


O lugar fedia a mofo e era completamente escuro. Só conseguia andar porque sua tia o guiava o puxando pelo braço. Segundos depois ela parou e sibilou para que ele esperasse ali. Foi então que ele percebeu que estava em frente a uma porta, pois essa foi aberta e Bella entrou. Meio minuto depois, ela voltou e o mandou entrar. O odor mofado era pior ali, mas a iluminação melhor. Viu o vulto daquele ser que tanto ouviu falar. Como aquele lugar ficara ainda mais gelado?! Sentiu uma pressão nas costas que o fez curvar. Entendeu, o Lord o havia enfeitiçado para que se curvasse em sua presença. Fechou a mente, como aprendera com Snape. Aquilo tudo era patético demais.


 


Seus olhos perderam o foco naquele momento. Ela viu claramente um braço fino e branco. Nada aparente lhe tocava, mas mesmo assim, a pela começou a sangrar como se estivesse sendo perfurada. Sentia o próprio braço arder em dor, mas não conseguia fazer nada. O sangue aflorava, escorria e pingava. Depois labaredas de fogo queimaram a pele já ferida, sempre respeitando um ritmo, como se tivesse desenhando algo. Sentia vontade gritar com a dor, mas por algum motivo, não iria fazê-lo. O fogo se apagou e a carne viva se revelou. Era tudo muito vermelho e ardido. Alguém tocou a pele violada, e ela então cicatrizou imediatamente. A ardência diminui, mas ao olhar novamente para aquele braço fino e branco ela viu, e ai então ela gritou e apertou mesmo sem perceber o copo em sua mão, fazendo com que o vidro fino se quebrasse em pedacinhos, a cortando, fazendo agora o seu próprio sangue escorrer.


 


Ainda engolindo a dor que sentia, ouviu cada palavra daquele ser maléfico antes de ser liberado de volta pra casa. Se sentia tão fraco, tão vazio e perdido. Bella o colocou na lareira, mas não o acompanhou. Aquela viagem de volta só fez se sentir pior. Quando despencou na sala de sua casa, sua mãe o esperava aflita. Ele ainda queimaria em febre durante o resto do dia, vomitaria sangue durante horas e em seus delírios, olhos castanhos o confortariam.


 


Sua tia, que acordara com seu grito, agora estava cuidando de seus cortes. Ela ainda não tinha conseguido verbalizar nada do que tinha sentindo ou visto. Não tinha certeza. O que tinha sido aquilo afinal? Sonho, pesadelo? Premonição? Não, definitivamente não acreditava nisso, e optou por ter sido um pesadelo. Mas ela estava acordada não estava? Afinal, ela sabia, aquilo tinha sido um ritual, um ritual que marcara alguém com a Marca Negra. Mas quem? E aqueles olhos? Ela já os tinha visto? Estava tão confusa. Sentiu uma ardência na mão, despertou de seus devaneios. Sua tia tinha o rosto assustado e acabara de fazer o curativo. Teria que explicá-la o que tinha acontecido, mas, ela nem não sabia o que tinha acontecido.


 


Até que o lugar era bonito. Tinha uma luz especial, bastantes flores e pessoas realmente bem vestidas. Bem, se ele não soubesse, demoraria um pouco para perceber que aquele lugar não era um salão bruxo, e sim trouxa. Depois de tudo que passou, ter ainda que aturar aquilo, era além que suas forças permitiam. Mas ele estava ali, todo de preto, mascara verde, e claro, uma capa com gorro na cabeça. Não correria o risco de ser reconhecido por seus belos cabelos platinados, e ainda estava fraco para fazer a magia necessária para mudá-los de cor. Afinal ainda teria que se acostumar com Magia Negra, seu corpo ainda era sensível. Não poderia pedir ao amigo que o ajudasse com isso pois, ele o questionaria o porque dele mesmo não o fazer, nem podia pedir socorro a mãe, pois ela acharia suspeito demais. Optou pelo mais fácil.


- Então, está se divertindo? – Se amigo negro sorria de baixo de sua máscara branca. Como ele as vezes podia ser tão insuportável?


- Acabamos de chegar, mas já vi que nada de bom vai ser conseqüência disso aqui.


- O que importa é que você está aqui. – Ele sorriu mais uma vez.


- Onde eu estava com a cabeça?


- Faz tempo que você anda em outro mundo, mas não importa, eu ganhei!


- Só vou cumprir essa coisa idiota porque tenho palavra Blás, afinal, eu sou um Malfoy!


- É, eu sei.


 


Aquele vestido empenicava. Também, quando em sã consciência, ela usaria um vestido daquele? Todo vermelho, tudo bem, ela gostava de vermelho. Mas aquela saia? Definitivamente, estava se sentindo uma galinha de penas sangrentas. Oh, Merlim não era bom com ela. Sua mão ainda doía, não podia simplesmente fazer um feitiço, afinal, seus tios e sua prima, que naquele momento ela estava odiando, poderiam desconfiar.


Tinham acabado de chegar no salão e Helen, vestida toda de branco e uma máscara negra, parecia procurar alguém. Aquilo a estava deixando mais irritada.


- Qual seu problema Helen? – Ela perguntou, tentando não soar nervosismo.


- Meu amigo B. – Helen respondeu sem nem mesmo olhar para ela.


- Amigo B? – Helen por fim parou e a olhou.


- É. Faz dois anos que venho a esse baile. Ele também. Bom, a gente se curti sabe? Mas eu nunca falei meu nome pra ele e nem ele o dele pra mim. Só as iniciais. Preferimos o clima de mistério. – Helen sorriu. Hermione estava completamente atordoada com a tranquilidade da prima.


- Mas você só pode ser louca! Como se envolve com um cara que nem sabe o nome? – Helen riu.


- Hermione, pelo amor de Deus! Quando foi que eu disse que eu estava envolvida com ele? Eu disse que curto ele! O beijo dele é divino. Nossa, só de lembrar me dá vontade! Bem, mas ele não é o homem da minha vida. Acalma-se. – Hermione não processava as coisas daquela maneira.


- Olha Helen, se você acha que vou fazer esse tipo de coisa, se enganou amargamente. – Hermione cruzou os braços. – E nem pense em me deixar sozinha, para se agarrar a qualquer B que aparecer por aí. – Helen parou de rir.


- Ah Hermione, em que mundo você vive? Como assim você não vai beijar ninguém? Você ta linda, muitos vão querer...


- Eu não quero, isso deve significar alguma coisa, ou eles aqui, nos agarram a força? – Helen agora, cruzou os braços.


- Óbvio que não! Mas você deveria querer, afinal... – Helen parou como se tivesse acabado de ter uma idéia. – Mione, você nunca beijou? – A garota corou.


- Que? Mas é claro que já! Só que eu não fico de agarramento com ninguém! – Ela disse nervosa. Ela de fato já tinha beijado, duas vezes, mas já tinha beijado. Bem, não que fosse grande coisa, ela tinha medo quando Victor se aproximava dela, mas tinham sido dois beijos, beijinhos.


- Sei Hermione, sei. – Helen riu de lado.


- Eu já beijei sim, foi na escola, numa festa. – Hermione agora estava com raiva da dúvida da prima.


- Sua escola tem festas? Nossa, isso sim é estranho. Quer dizer, lá nem se pode mandar cartas! – Para sorte de Hermione, Helen não lhe deu tempo para resposta. Algo havia lhe chamado a atenção e ela saiu literalmente correndo.


 


Draco não viu que Blás tinha acenado para alguém, por isso achou estranho quando uma menina de vestido branco esvoaçante vinha correndo ao encontro deles. Achou mais estranho ainda, uma outra garota, toda de vermelho, vindo atrás, sem o animo da primeira.


- Senhorita H! – Blás pegou uma das mãos da menina e beijou galante. Ela lhe sorriu feliz.


- Senhor B! – Draco estava achando aquele dialogo muito esquisito.


- Vejo que trouxe uma amiga desta vez. – Blas mirou a menina que estava a um passo de distancia deles. Helen se virou e a puxou pra mais perto.


- Sim, essa é minha prima. Mas você também trouxe um convidado. – Helen olhou para a figura encapuzada ao lado do seu “amigo”. Mal se dava para ver o rosto, na verdade os lábios e a ponta do nariz é que estavam a mostra. “Boca bonita”, ela pensou.


- Oh sim, é um grande amigo esse aqui. Pena que é tímido. – Blás deu tapas fortes nas costas de Draco, que só não caiu, por que estava tenso demais para mover os pés.


- Então ele se parece com a minha prima aqui. – Blásio então, olhou mais uma vez a menina de vermelho. O cabelo estava preso em um coque, e rosto quase todo tampado pela máscara. Mas ele achou estranho, algo naquele conjunto todo, lhe lembrava alguém, mas quem?


- Percebi, ela até agora não abriu a boca. – Abriu um sorriso para Hermione, que apenas engoliu em seco. Estava se sentindo num mundo estranho, nervosa demais para reconhecer a voz daquele que falava com ela. Não que ela tenha conversado muito com Blás, mas se prestasse atenção, desconfiaria de o conhecer de algum lugar, como ele estava desconfiando. - Bom, mas quando ela começar a falar, não vai parar. E seu amigo também não disse nada.


- Ele está guardando sua bela voz para o momento certo, não é? – Blás olhou para Draco que continuou imóvel.


- Momento certo? – Helen os encarou. Nesse momento começou a tocar uma música diferente.


- Venha senhorita H, hora de nossa musica. – E Helen deixou ser levada pelas mãos de Blás. Hermione entrou em pânico, tinha falado com a prima para não deixá-la sozinha, correu atrás dela e a puxou pelo braço livre das mãos de Blás.


A arrastou até um canto próximo do salão, ficando de costas para os dois, que ela ignorava ser, sonserinos.


- Tá louca Hermione? – Helen parecia realmente nervosa com a situação.


- Helen, eu te pedi para não me deixar sozinha. – Hermione tinha a voz desesperada.


- Mas eu não te deixe sozinha! O amigo do B estava com você.


- Ele nem sabe falar, e depois eu nem o conheço.


Há passos atrás dela os dois rapazes não tinham uma conversa diferente.


- Você é mesmo um bastardo Blaise. Me deixar aqui, sozinho. – Se o rosto de Draco estivesse a mostra, seria possível notar a raiva estampada ali.


- Eu não te deixei sozinho. Deixei uma bela companhia, na verdade. – Blás dizia isso encarando descaradamente as costas de Hermione.


- Aquela garota muda?! Ótimo! E ainda por cima é uma trouxa! – Podia se notar o nojo de Draco em suas palavras.


As garota continuavam a sua breve “discussão”.


- Ele é calado, mas você pode fazê-lo falar. Olha só Hermione, eu não sou sua babá, ta legal? E depois você nem precisa de uma babá, precisa é de um belo rapaz que acalme seu nervos!  -Hermione teve ganas de avançar na prima, mas se conteve.


- Como você tem coragem de falar algo assim comigo?  - Helen revirava os olhos debaixo da mascara negra.


- Você faz muito drama. Aqui ninguém vai te atacar, por Deus. É só conversar, isso não dói. Se não quer fazer mais nada, tudo bem, isso é uma escolha sua. Mas o que custa conversar Hermione?


Nesse momento, Blaise acabara de ter uma idéia, que em seu julgamento, era brilhante.


- Olha só. Você ainda ta me devendo o resto da aposta, lembra? Beijar uma trouxa. Então, estou te poupando o trabalho de procurar alguém. Tem uma bem a sua frente, e bem acessível. Use esse seu charme Malfoy que tanto te orgulha e acabe logo com isso.


- Você é um idiota!


- E você não tem escolha, ou é ela ou outra qualquer.


- É, eu nunca tenho escolha. – A voz de Draco ao afirmar isso soara baixa e fria demais. Blás percebeu a mudança no amigo e ia o perguntar o que exatamente ele estava falando, mas a sua querida H já estava voltando, puxando pela mão, a sua prima estranha.


- Ah, er, me desculpe B. Minha prima aqui precisou de mim, mas já esta tudo bem. – Sorriu para o moreno mostrando todos os seus dentes brancos.


- Ah, espero que esteja tudo bem mesmo. Bem, nossa musica passou, mas ainda podemos dançar. Acho que vocês dois deveriam fazer o mesmo. – Ao dizer isso Blás puxou Helen pela mão e levou para um tanto longe dos outros dois, que estavam um de frente para o outro como estatuas.


Hermione tentou focar o olhar no rosto daquele rapaz a sua frente, mas tudo que conseguia ver embaixo do capuz eram a boca e a ponta de um nariz fino e branco. Notou também, ao canto da capa, uma ponta de pena verde esmeralda, provavelmente pertencente a máscara que ele devia estar usando.


Já Draco olhava de relance a menina a sua frente. Ela não era feia, isso ele pode perceber ao olhá-la rapidamente, mesmo ela estando de máscara. Pelo vestido vermelho, que realçava a cor de sua pele, notou que ela possuía um corpo atraente. E pelo morder de lábios insistente que ele havia reparado, ela deveria estar tão nervosa e deslocada quanto ele. Aquilo o deixou satisfeito, afinal, ele não era o único incomodado com toda aquela situação constrangedora.


Seus devaneios foram varridos de sua cabeça, ao ouvir um som, parecido com gemido, da garota a sua frente. A olhou e percebeu que ela via algo na pista de dança. Olhou na mesma direção e também teve vontade de gemer. Seu amigo Blás estava aos beijos, nada comportados, com a tal amiga H. Sinal de que iam demorar. Olhou de volta para garota e percebeu que agora ela olhava para o chão. No seu intimo achou graça. Nunca vira uma menina tão tímida em toda a sua vida e aquilo lhe chamava a atenção. Sem pensar mais, resolveu seguir o conselho do amigo, já que teria que beijar alguém, que fosse então aquela que parecia tão angustiada quanto ele.


Estendeu sua mão a ela sem dizer uma palavra. Hermione ainda encarou aquela mão pálida a altura de sua barriga. Um flash rápido veio em sua mente, a fazendo lembrar daquele braço branco sendo marcado de forma tão grotesca. Na tentativa de afastar aquele lembrança horrível da mente, levantou o olhar para o rosto tampado a sua frente. Se tivesse detido seu olhar mais tempo naquela mão, teria reparado, que no dedo anelar, tinha de fato um anel, que se ela prestasse mais atenção ainda, reconheceria na hora como sendo o tradicional anel dos Malfoy. Mas naquele momento, nenhum dos dois estavam apegados a detalhes.


Não vendo outra saída, ao não ser aceitar aquele pedido mudo para uma dança, Hermione enlaçou sua mão com a do rapaz encapuzado e o deixou lhe guiar. Sutilmente ele a trouxe para mais perto, ate poder perpassar seu braço na cintura fina da moça. Seus corpos não estavam colados um no outro, mas estavam bem próximos. O capuz incomodava Hermione, pois tinha uma curiosidade quase absurda de ver o rosto daquele com quem estava dançando, mas não tinha coragem para pedir que o retirasse. Mesmo assim, ela chegou mais perto seu rosto do dele, talvez, com alguma desculpa, poderia deslizar aquele pano da cabeça dele.


Draco talvez tenha percebido a intenção dela, pois no mesmo instante, grudou a lateral de seu rosto no dela. Ela agora sentia a respiração apressada dele lhe bater o ouvido e parte da nuca, e aquilo estava surtindo efeito nela. Podia sentir seus pelinhos se ouriçando naquela região, e um frio desconhecido tomar-lhe a barriga. Sem querer fechou os olhos, e continuou dançando suavemente.


Já ele, estava inebriado com o cheiro da pele dela, e também com a entrega que ele sentia da parte da garota. O corpo dela era leve demais e se encaixava muito bem ao dele, agora que por fim, já tinha os dois bem colados. Sem poder refrear seus extintos, Draco começou a arrastar a ponta do nariz por toda a mandíbula da garota, em um movimento lento e sensual. Hermione sentia as pernas moles com aquele toque ousado de seu parceiro de dança, até desconfiava onde aquilo poderia parar, mas simplesmente não queria sair dali e nem mesmo conseguia.


Ao chegar ao queixo, Draco levantou mais vagarosamente ainda o rosto, raspando seu nariz nos lábios rosadas dela. Quando estava na altura exata, encostou sua boca levemente na da menina, que endureceu o corpo em seus braços. Mas ele não deu importância, e continuou com o beijo de lábios. Era quase como um carinho, onde os lábios dele massageavam os dela. Hermione, decidida a curtir aquele momento, passou a corresponder, e o copiou lhe dando selinhos rápidos.  Mas ele queria mais, e mostrou isso, encostando sua língua nos lábios molhados dela. Não pensando direito, Hermione permitiu que ele a invadisse. E ao contrário do começo do beijo, Draco não fora delicado. Enquanto sua língua descobria cada canto daquela boca, que se mostrava cada vez mais deliciosa, o fazendo até esquecer que estava com uma trouxa, ele a apertava pela cintura, e segurava a sua nuca, a trazendo para mais perto ainda dele. Hermione, quando começou a retribuir o beijo, passou a mão pela nuca dele também, por baixo do pano do capuz, o que causou em Draco um arrepio gostoso. A outra mão dela, jazia apertando o bíceps de um braço dele.


Helen acabara de dar mais um beijo em Blás, quando viu o que estava acontecendo praticamente no meio do salão. Soltou um gritinho abafado.


- O que foi? – Blás perguntou.


- Eles podem até não falar muito, mas beijam que uma beleza! – E Helen apontou para algo nas costas de Blás, que se virou para ver o que era. A visão era de seu amigo, ainda encapuzado, beijando com toda vontade a prima de sua senhorita H. Draco não parava nem para respirar, e aquele beijo, era muito mais que um pagamento de aposta. Ele estava mesmo aproveitando e gostando. Blás sorriu com isso. O beijo continuava quente, e o capuz de Draco já começava a ceder para trás, já sendo possível ver metade se sua máscara de penas verdes, mas aquilo não parecia incomoda-lo, na verdade, ele nem tinha percebido.


- Uau, beijão mesmo hein. – Abraçou sua “amiga” pela cintura, ainda admirando o beijo do amigo.


- Os Granger ficariam orgulhosos e até chocados com essa visão. – Helen disse sorridente. Já Blás a soltou rapidamente, franzindo o cenho.


- Como você disse? – Ele escutara direito?


- Granger, meu sobrenome é Granger. – Helen não entendia a súbita mudança dele.


- Ah! Como sua prima chama? – Blás estava pensando rápido. Aquele sobrenome não era comum, e ainda mais, a sensação de que aquela garota não lhe era estranha, estavam o fazendo montar um quebra cabeças. Já Helen, não sabia se respondia, pois ela nunca dissera seu próprio nome a ele, mas, sem conseguir se refrear, acabou falando.


- Hermione! – Aquilo era uma bomba. Draco Malfoy estava dando um beijo, e não qualquer beijo, em Hermione Granger. Aquilo era possível? Era e ele era testemunha. Ele riu e ficou serio. Não sabia o que fazer. Helen ficou confusa com a reação dele.


- O que foi que aconteceu? – Blás demorou para responder, pois olhava o casal, que ainda se beijava calorosamente, porém, o capuz de Draco já estava descobrindo sua testa, e logo, seu cabelo platinado estaria a mostra. Quando aquele beijo acabasse e Hermione reparasse melhor quem estava beijando, o que aconteceria? Ou pior, o que Draco faria se desse conta disso? Achou melhor intervir.


- Eu, hã, eu preciso ir. – E sem dizer mais uma palavra Blás foi praticamente correndo de encontro ao casal, que quase se engolia.


- Ta tudo muito bom por aqui, mas temos que ir embora. – Blás chegou rápido, já logo empurrando o capuz de Draco para frente de novo. Helen vinha atrás totalmente confusa e até com raiva.


Quando o contanto foi quebrado, ambos pareceram cair na realidade. O que estavam fazendo? Que beijo desesperado fora aquele? Hermione corou na hora e abaixou a cabeça, Draco puxou com mais força o capuz, acabando de cobrir todo seu rosto. Poderia agradecer Blás por aquilo, afinal, estava perdendo o controle.


- O que aconteceu B?  - Helen perguntava sem nem perceber o desconforto da prima.


- Eu vou ter que ir agora. Me lembrei de algo, e bem, tenho que ir. Meu amigo tem que ir comigo. É isso, sinto muito. – Ele fez menção em ir até Helen e lhe dar um beijo mas ela apenas puxou Hermione pela mão, e em um sussurro disse adeus. Ficara magoada com o comportamento estranho dele.  


 




   N.A: Espero que gostem e comentem..


 


Obrigada a quem já deixou seu recadinho aí!  =)


 

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Comentários: 5

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Enviado por Maris em 18/07/2012

Ops, GOSTEI, não gozei...

Nota: 1

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Enviado por Maris em 18/07/2012

UI...
AMEI a descrição do beijo.
Perfeita. Gosei da trama. O único toque que eu daria é que às vezes você descreve o Blás como negro, às vezes o descreve como moreno...Me deixou confusa rsrsrsr 

Nota: 5

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Enviado por Artemis Granger em 09/07/2012

hummm que beijo desesperado foi aquele?!

rsrsrsrsrs adorei o primeiro cap! nada como um baile de mascaras, para revelar o ha por detras delas, nao?

flor, posso deemorar a ler pq na escrita aqui... mas vou lendo aos poucos e comentando!
parabéns!

Nota: 5

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Enviado por Angel_Slytherin em 08/04/2012

Simplesmente ADOREI o primeiro capitulo! Muito bem escrito!

Ainda não tinha tido tempo, o suficiente, para vir ler a fic... mas agora que eu comecei não vou mais parar!!

Parabéns! Voce escreve maravilhosamente bemn! hehehe.

Beijos
Angel_S

 

Nota: 5

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Enviado por Déia Santos em 03/08/2011

Meu Deus do Céu! Draco e Hermione se beijando sem saber quem e quem?! Por pouco tempo, já q Blaise sabe...

Nota: 5

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