O salão inteiro olhava incrédulo para ele.
Como? Sirius Black vivo?
- Eu tenho provas de que Bellatrix Black passou para o nosso lado antes da queda de Voldemort – Sirius disse ignorando os olhares chocados a ele.
O ministro não disse nada. Silencioso como o resto dos bruxos ali ele continuou a mirar o homem completamente atônito ao que lhe fora dito.
- Ministro? – Sirius chamou esperando uma resposta.
- Er... Black... Pensamos que estivesse morto – disse saindo do transe que o prendia.
- Como pode ver, estou muito vivo, graças a Bellatrix – completou ouvindo em seguida diversos burburinhos ressoarem pelo salão.
Atrás de Sirius, sentado em uma das cadeiras, Harry tremia incontrolavelmente.
“Ele esta vivo!” Pensava completamente em choque. Uma alegria crescente bem como uma raiva surpreendente nascia dentro dele.
“Por que não me disse que estava vivo?” Pensou mirando a nuca do padrinho. “Por que me deixou pensar que estava sozinho no mundo?”.
- Na invasão ao ministério da magia duelando comigo, Bellatrix Black me empurrou em direção a uma sala no departamento de mistérios, porem, antes que eu atingisse o chão, ela mandou-me dali para longe, e pelo que pude sentir, tentou fazer o mesmo com meu afilhado Harry Potter – explicou mirando os bruxos da suprema corte – entretanto, eu me encontrei em um estado semi-morto, os motivos reais ainda desconheço. Não conseguindo fazer contato com a sociedade mágica, tive de me manter escondido. Por fim, consegui contatar a agora diretora de Hogwarts, que com ajuda do centauro Fireze me resgataram e cuidaram de mim.
Sirius parou por um momento percorrendo os olhos pelo lugar ate encontrar os que procurava. Grandes olhos verdes o mirava confusos, e furiosos.
Ele parou por um momento vendo uma lagrima correr pelo rosto do garoto, seu peito apertou forte.
- Em meados a 2° guerra mágica, estive presente na ultima batalha, embora poucos soubessem. Mais uma vez fui salvo por Bellatrix Black, que desta vez, alem de poupar minha vida, também se expôs lançando um feitiço “encarcerus” em Rodolphos Lestrange quando este tentou me atacar – por um momento, pode-se ver um olhar divertido, e ate um já esquecido sorriso travesso nos lábios de Sirius ao mirar Rodolphos Lestrange.
- Vadia traidora! – gritou Rodolphos sendo chicoteado em seguida.
- Por isso senhoras e senhores da suprema corte, eu peço que inocentem Bellatrix Black – disse Sirius virando-se para o ministro ao fim de sua fala.
Rufos pareceu trocar a expressão de espanto pela de incredulidade. Olhou de Sirius a Bellatrix e depois para os bruxos ali presentes.
- Deve-se lembrar Sr. Black, que Bellatrix Lestrange cometeu inúmeros crimes e...
- Então por ser o parente ainda vivo de Bellatrix BLACK – ele voltou e enfatizar o sobrenome de solteira da bruxa – eu reivindico a custodia dela para mim ate o julgamento oficial. E como membro de uma das mais tradicionais linhagens bruxas, e conhecedor das nossas leis, o senhor não pode me negar a custodia sobre ela.
- Devo lembrá-lo de que o senhor não é o único parente da acusada, Bellatrix Lestrange tem uma sobrinha e uma irmã ainda vivas – disse Scrimgeour com um sorriso vitorioso nos lábios, sem a aprovação de toda a família, Sirius não poderia ter Bellatrix.
Sirius retirou um pergaminho das vestes e com a varinha o fez chegar ate o ministro.
- Como ai consta ministro, pelas regras de minha família, Bellatrix e eu por sermos os mais velhos somos os únicos herdeiros do sobrenome Black, e por isso os únicos Blacks que ainda andam sobre a terra. Ninfandora Tonks apesar de ser minha prima não carrega o nosso sobrenome, e Narcissa Malfoy já não é mais uma Black, e sim uma Malfoy – disse com uma calma e seriedade nunca vista nele antes.
- Este papel só nomeia o senhor como herdeiro – disse o Scrimgeour passando o documento para os outros bruxos – e Bellatrix agora não seria mais uma Black, e sim uma Lestrange.
- Sim... – concordou Sirius – mas pelas nossas leis quando um membro da família é mandado para Azkaban pode ser excluído da referida família, no entanto, Bellatrix por ser ligada aos Lestrange pelo casamento, pode em vez disso, escolher abandonar seu casamento, anulando assim seu casamento e voltar a ser uma Black...
Amélia Bones virou-se para os prisioneiros, mirando Bellatrix.
- Você escolhe deixar seu casamento, abandonando o sobrenome Lestrange voltando a ser uma Black? – perguntou num tom firme, e severo.
- Sim... – Bellatrix respondeu com um semblante de alivio no rosto.
- Desgraçada! Traidora! – gritava Rodolphos Lestrange.
- E você aceita ficar sob a guarda de seu primo Sirius Black? – perguntou com o mesmo tom de voz.
- Sim... – tornou a dizer a bruxa.
Bellatrix percorreu o salão a procura dos olhos do primo, mas quanto os encontrou, recebeu um olhar frio e seco do mesmo o que a fez baixar a cabeça com um suspiro triste.
Rufos parecia furioso e toda a sua raiva foi descontada no martelo que ele batia violentamente contra a sua tribuna para conter o burburinho das pessoas ali presentes.
- Neste caso Sr. Black, o senhor terá a guarda total da prisioneira Bellatrix Lestrange...
- Black ministro – corrigiu Sirius mirando-o com os olhos semi-cerrados – agora é Bellatrix Black.
- Da prisioneira Bellatrix Black... – disse cerrando os dentes – ela esta inteiramente sob sua responsabilidade e como tal você terá de arcar com as conseqüências dos atos dela junto com ela... Compreende esta responsabilidade?
- Sim ministro – respondeu olhando para o homem inexpressivo.
- Então declaro a prisioneira Bellatrix Lestr... Black em liberdade condicional, sob a custodia de Sirius Black – disse batendo o martelinho o mais forte que conseguiu – nos encontraremos novamente no dia 22 de dezembro para o julgamento oficial.
O carcereiro libertou Bellatrix com um gesto da varinha, fazendo as correntes que a envolviam caírem no chão.
Bellatrix deixou que algumas lagrimas caírem por seu rosto ao massagear os pulsos. Andou cuidadosamente desvencilhando-se das correntes enroscadas em seus pés e correu abraçando o primo o mais forte que pode.
- Obrigado Six – disse molhando as vestes dele com as lagrimas incessantes caindo de seus olhos.
Sirius afastou a mulher gentilmente e lhe estendeu um lenço.
- Venha... Vamos para casa – chamou indicando o caminho para que ela fosse primeiro.
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Harry saiu atônito do salão, andou em passos rápidos e firmes ate chegar à entrada do ministério, onde se sentou à fonte sem saber o que fazer, sem saber o que pensar. Num vislumbre, sentiu alguém sentar-se ao seu lado, mas estava confuso demais para ver de quem se tratava.
- Harry... – Lupin o chamou pondo a mão no ombro dele – Harry, Sirius não quis esconder de você, mas não podíamos arriscar a segurança de Bellatrix, ela estava do nosso lado afinal de contas.
O moreno virou-se para o ex-professor. Parecia um zumbi, com os olhos meio mortos e como se não tivesse absorvido uma só palavra.
Harry pousou a vista em Sirius que saia acompanhado de Bellatrix. Havia um duelo de sentimentos nele. Dali a muitos anos, o perguntariam, mas a única coisa que Harry se lembrava, era de ter piscado, e no segundo seguinte estava abraçado ao padrinho.
- Oi garoto – disse Sirius sorrindo largamente ao abraçá-lo.
Harry não disse nada, apenas afastou-se dele tirando os óculos e limpando o rosto, enquanto Bellatrix o mirava com indiferença.
- Sirius eu... – Harry começou a falar, mas foi interrompido pela mão do padrinho em seu ombro.
- Esta tudo bem Harry. É melhor sairmos daqui, não é um lugar agradável para se conversar – disse com um sorriso simples para o afilhado.
- Esta bem – Harry concordou.
Sirius conduziu Harry e Bellatrix ate onde Lupin se encontrava junto com Tonks e Draco, dali, aparataram os seis na mansão Black.
- Srta. Granger...
- Já vamos indo professor Snape – disse Hermione juntando alguns papeis dentro da bolsa.
- Pensei que fosse com Potter comemorar a volta de Black – comentou com aspereza.
- Não, eles precisam de um tempo sozinhos, para conversarem um pouco – explicou entregando uma pasta para um dos bruxos que passava por ali.
Snape a mirou enrugando a testa com uma expressão de impaciência.
- Diga-me, por que deixaram você e Potter trabalhar neste quarto? – perguntou seguindo-a com o olhar.
- Porque somos competentes – respondeu ela apressada em reunir papeis e pergaminhos a uma gaveta.
- Mas estão envolvidos emocionalmente. Os trouxas que Malfoy matou eram seus pais, estou certo? – perguntou com o costumeiro ar frio.
Hermione parou de reunir os documentou e se pos a mirar o nada por vários minutos.
- Acredito que isto não lhe diz respeito professor – ela falou tremendo o lábio inferior, e voltando ao que estava fazendo.
- Vejo que não esta muito a vontade falando do assunto, então creio que estou certo...
Hermione voltou-se raivosa para o homem, com os olhos agora vermelhos de ódio, e rosto molhando-se pelas lagrimas.
- Você não tem nenhum direito de se meter neste assunto!! – gritou chamando a atenção de vários bruxos ali presentes – fui mandada para protegê-lo!! Mas não vou admitir que se meta em minha vida pessoal!!
- Então eu estou certo – disse com um sorriso desdenhoso, atônito aos gritos dela.
Ela o mirou furiosa e abalada.
A morena abriu a boca para falar, mas nada conseguiu dizer. Virou-se pondo-se dali para fora, deixando Snape com um desconforto nada familiar.
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bom, eu sei que este cap nao tah bomm, mas dessa vez eh realmente serioo, ele ficou ruim pq to sem tempo e sem criatividadee, e tbmm pq precisa explicar umas coisass, espero que vcs nao chorem de tedio lendo ele...
ahh ehh, sei q tah pequenoo tbmm, mas nao se preocupemm, nao vai ser uma rotinaaa...
Pra quem tah anciosoo pra ver SS/HG D/G em açaoo, calmaa tah? eu tenhoo q seguirr o roteirinhooo, nao podem começar do nadaaa
COMENTEMM GENTEEEEE mesmo q for pra falar mall, quero a opiniaoo de vcs...
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