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29. Porque tem de haver tanta raiv


Fic: A incerteza de amar


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- Estou... aqui. - Draco sorriu-lhe e ela retribuiu. - Hoje posso ser eu a pedir um beijo de bom-dia? - Ela perguntou sentando-se em cima dele de frente para ele.


- Claro. - Respondeu antes de a beijar. Kyra tirou-lhe a camisa deixando-se levar pelo seu desejo. Draco beijou-lhe o pescoço levando uma das suas mãos debaixo da saia dela. - Lynold, o que estamos a fazer? - Ele perguntou enquanto ela lhe beijava o peito descoberto. - Pode aparecer alguém.


- Não, não vai aparecer ninguém. - Ela disse simples antes de o beijar na boca. ele correspondeu avidamente. Queria ouvi-la dizer que o amava. Queria tanto que era impensável querer deixar de saber dela.


- Draco. - Chamava alguém. Kyra virou-se para a entrada da Sala Comum sem sair de cima dele. Era Pansy quem o chamava.


- Pansy. - Ele falou aborrecido. - O que queres?


- Lynold? A Lynold? - Ela perguntou. - A tua próxima conquista. Uau!!! O teu gosto está cada vez pior. Como é possível?


- Pansy, por favor. - Kyra beijou-o ao que ele correspondeu. Era isso mesmo que ela queria. Que Pansy não falasse dela como uma qualquer mesmo que fosse.


- Sua... - Pansy falava quando a puxou para longe de Draco e empurrou-a contra o chão. Draco levantou-se em socorro a Kyra.


- Para uma slytherin e ainda por cima monitora levas qualquer provocação muito a peito. - Kyra disse antes de se levantar e lhe dar uma chapada na cara.


- Mas o que é que se passa aqui? - Perguntou Snape. - Srta. Lynold, a bater em colegas de equipa, isso é inadmissível, ainda por cima na sua monitora. - Falou Snape. - Menos...


- Professor, ela é que me empurrou, eu não tenho culpo, eu apenas ripostei. - Ela desculpou-se.


- Porque fez isso, Srta. Parkinson? - Snape perguntou. Draco fez-lhe sinal para ela não falar. Mas Pansy vingativa falou:


- Eu encontrei a Lynold a beijar o Draco. - Severus olhou para Kyra e depois para Draco que por sua vez olhou para o sofá.


- Srta. Lynold, saia. - Kyra saiu e foi paa o Salão onde já estavam alunos e professores à espera do pequeno-almoço. Enquanto isso Snape dizia. - Srta, Parkinson, nem uma palavra disto a ninguém, percebido?


- Porque não, por ela ser a queridinha do Director? - Ela perguntou. - Eu não digo a ninguém. Posso ir?


- Sim. - Ele respondeu. Draco ia sair atrás dela mas Snape impediu-o. - Malfoy, não tens nada para me dizer?


- Não, quer dizer... Não diga nada a ninguém. - Ele pediu olhando-o. Severus anuiu coma cabeça. - Obrigado, professor Snape. - Draco agradeceu. - Tenha um bom dia. - Severus saiu para o Salão. Chegando lá, olhou para Kyra e sentou-se ao lado de Albus. Draco chegou passado pouco tempo. Mal o viu, Pansy foi ter com ele e começaram a atacar-se.


No fim do pequeno-almoço, Hermione foi ter com Kyra que a abraçou e lhe disse o que se passara. Hermione olhou então para Snape que avançava para a aula.


- Tenho que ir, adeus. - E despediu-se indo ter com Draco que avançava atrás de Snape. - Já sei o que se passou.


- As noticias correm depressa. - Ele falou. - Foi tão... Eu devia ter previsto, Hermione.


- Como poderias adivinhar que o professor Snape iria ver a Kyra bater à Parkinson? Só se fosses a Trelawney. Não, erro meu, se fosses a Trelawney verias que a Parkinson gosta de ti. - Ela falou ao que eles se riram.


- Srta. Granger, para a próxima vez que quiser tirar impressões com o seu colega, sugiro outro local que não a porta da minha sala de aula. - Disse Snape à frente delea. - Ainda só chegaram dois alunos? Parece que os vossos colegas andam muito folgados.


Enquanto isso à saída do Salão reuniam-se alunos em volta de Neville que dizia:


- Houve um ataque na Londres muggle. Ao que parece vinte devoradores instalaram o pânico ainda nem há meia hora atrás. É claro que já fugiram. O Ministério foi avisado agora.


- Oh não. - Disse Kyra. Harry, Ron e Ginny tiraram-na da confusão. - Ouviram o que aconteceu? - Eles responderam positivamente.


- Ele está cada vez pior. Vinte? Logo vinte? - Falou Harry que abraçou Ginny.


- Alunos, por favor, tenham calma. - Pedia Dumbledore. - Eu sei que estão preocupados e eu dou-vos autorização para não irem às aulas hoje de manhã. - Aos poucos e poucos os alunos foram dispersando-se e eles foram ter com Albus.


- Albus, o que se passou? - Perguntou Kyra preocupada. - Eu conheço pessoas de lá. Eu sei que Londres é enorme mas eu conheço pessoas em toda a Londres. Alguém morreu?


- Não, não, claro que não. O Ministério já está a tratar de tudo. - Respondeu Albus.


- Graças a Deus. - Harry olhou para ela. - Sim, eu sou crente. E agora, Albus? - Perguntou Kyra.


- Tenho de ir falar com o Severus. Querem vir comigo?


- Desculpem, mas a Luna conhece pessoas na zona que foi atacada e está assustada. Eu vou ter com ela. - Disse Ginny antes de se despedir de Harry com um beijo. Eles foram andando até à sala. E lá...


- Isto é estranho, já cá deviam estar, professor. - Falou Hermione.


- Vão mas é todos para o Director. Ele que resolva o que fazer. Gryffindors e slytherins. É inadmissivel. Onde estão os mebros das vossas equipas? - Perguntou Snape.


- Não sabemos professor. Talvez tenha mesm...


- Severus. - Disse Albus interrompendo Draco que olhou para a porta. - Houve um ataque em Londres. Na muggle. Foi descontrolado. Eles eram 20. Eu dei autorização para os alunos faltarem às aulas da parte da manhã.


- O que é que é preciso fazer? - Perguntou Snape.


- Nada. O Ministério já foi avisado. Mas que razões levaram o Voldemort a fazer isto? - Todos se entreolharam. - Temos que ir, Severus.


- Vocês podem estudar, mas Srta. Lynold, não tente coisas que ainda não aprendeu. - Kyra acenou positivamente. Eles os dois sairam.


- Eu também vou indo. - Disse saindo rapidamente sem dar tempo a Hermione de a acompanhar. Foi para o jardim onde se sentou a ler um livro. Uma hora depois os alunos foram chamados ao Salão e ela teve que ir também.


- Caros alunos como já estão cá todos posso comunicar-vos que, felizmente, não há mortes devido ao ataque em Londres. - Todos suspiraram de alívio. - Contudo, quero aproveitar este momento para vos pedir mais uma vez para se unirem e não ligarem às diferenças que existem entre vocês. - Falou o director.

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