– Bom, eu queria saber se você ainda está brava comigo... – ele disse, com um sorriso amarelo.
– Eu? Porque estaria? Ah, claro! Você me fez perder pontos para a Grifinória e mentiu a meu respeito, e eu ainda tive que cumprir uma detenção.
– Você falando, parece pior do que é... Você quis me azarar... Mas eu te perdoou. – sussurou sorridente
– Eu – não – quero – seu – perdão – ela disse, pausadamente.
– Poxa, Hermione! Você sabe que eu sou muito afim de você, na verdade, eu estava querendo saber se você quer ir à Hogsmeade comigo no próximo fim de semana...
Hermione abriu os lábios para responder que preferiria cumprir dez detenções com o Snape a sair com ele. Mas naquele momento, viu o próprio professor passando. Ele não havia os visto ainda, pois estavam meio escondidos entre uma estatua. E sem conseguir se conter, disse na voz mais entusiasmada que conseguiu:
– Eu adoraria ir pra Hogsmeade com você, Córmaco! – ele ficou meio surpreso, talvez pensasse que ela ia recusar. Mas um segundo depois sorrio como se sempre soubesse que essa seria a resposta dela.
– Então você acabou gostando daquele dia... – ele disse, malicioso.
– Eu não gostei, eu amei. – ela disse, prestando atenção em cada som que vinha do corredor. Mas não ouvia mais passos, como se Snape tivesse parado para escutar a conversa dos dois. Mas ela não se atrevia a olhar.
– Se você quiser, a gente pode repetir... – ele disse enquanto se aproximava perigosamente da garota. Ela ia beijá-la, e ela teria que retribuir. Mas antes que ele pudesse encostar os lábios nos dela, uma voz grave e fria sussurou atrás do garoto.
– O que pensam que estão fazendo? – ele disse, letal. Córmaco se sobressaltou e deu um pulo para frente, esbarrando em Hermione e fazendo com que a garota caísse no chão. Ela se sentiu realmente frustrada. Era a terceira vez que era derrubada em frente ao professor. Mas dessa vez não havia o sorriso habitual de desdém, ela só identificou frieza nos olhos muito negros.
Córmaco não respondeu, e ajudou a garota a levantar do chão, para a sua surpresa. Quando ele passou o braço em volta de sua cintura para ajudá-la, viu que os olhos de Snape brilhavam perigosamente.
– Menos 50 pontos para a Grifinória. E suma da minha frente, McLaggen, antes que eu desconte mais. – ele assentiu imediatamente e puxou Hermione consigo.
– A Srta. Granger fica. Preciso ter uma conversa com ela. – Hermione se assustou imadiatamente, nunca o vira tão nervoso assim.
– Eu... Hum... O que o senhor deseja? – ela perguntou, tensa. E Córmaco segurou na cintura de Hermione de forma possessiva.
– Eu sou culpado também. O que o Senhor falar pra ela, tem que falar pra nós do...
– 10 pontos a menos, McLaggen. Quer perder mais algum? ENTÃO SUMA DAQUI – urrou o professor e McLaggen abandonou a garota ali, sem olhar para trás.
– Essa é a segunda vez que encontro a Srta se agarrando com alguém a noite. Pensei que fosse uma garota de respeito, Granger.
– O Senhor está insinuando que não sou? - perguntou, começando a ficar com raiva.
– Ora, garotas de respeito não ficam se esfregando em garotos no meio da noite, e nem se deixam seduzir por professores mais velhos. – ela sentiu que estava sendo esbofeteada.
– Foi o senhor quem me agarrou!
– Não, eu apenas me servi daquilo que me era oferecido. Sou homem, Granger, e mesmo não tendo usado Legilimência contra você, posso saber que não estava tendo sonhos inocêntes. – Hermione queria chorar, queria gritar com ele, bater nele, e fazê-lo sentir um pouco da dor que ela estava sentindo. Não conseguia entender porque estava tão magoada, e no momento, pouco importou-se. Ela enfrentou o olhar do professor.
– Sim, não sou nenhuma santa, nunca fui. E pode ter certeza que na próxima vez que quiser me agarrar com alguém, será em um lugar totalmente reservado. – ele se aproximou mais da garota, que se surpreendeu desejando que ele a agarrasse e fizesse as mesmas coisas que fizera na noite anterior.
Mas ele não a tocou, apenas olhou fixamente para os olhos castanhos da garota e ela pensou ter visto ressentimento naquele abismo negro.
– Se eu a encontrar novamente se agarrando com alguém pelos corredores, terá que cumprir uma semana de detenção. – ele sussurou em voz muito baixa.
– Então não vou poder me agarrar nos corredores, mas sim na sua masmorra? – disse em voz de desafio.
– O que quer dizer com isso, Granger?
– Que o Senhor pode estar usando o pretexto de detenção, porque sabe que eu não consigo ficar muito tempo sem me tocar com o McLaggen, e desta forma me seduzir enquanto estivermos sozinhos. – ela sorriu para o professor que manteve-se impassível.
– Eu não a desejo, Granger. Quero que isso fique bem claro entre a gente. Eu apenas estou muito tempo sem satisfazer minha vontade sexual, por isso qualquer garotinha tola poderia ter feito com que eu perdesse o controle. Ainda mais sussurando meu nome entre gemidos, em uma biblioteca escura, enquanto se contorcia. – Hermione sentiu as lágrimas chegarem a seus olhos, mas mandou-as de volta e sorrio com sarcasmo para o Professor.
– Que pena, porque eu me senti extremamente excitada pelo Senhor ontem. Mas infelizmente, o Senhor negou fogo. Então, acho que vou ter que deixar o McLaggen terminar o que o Senhor começou. – ela deu as costas ao Professor e ele a agarrou pelo braço, puxando-a pra si com firmeza e fazendo com que ela sentisse a reação imediata do corpo o dele por suas palavras.
– Você quer que eu termine o que começamos, Granger? – ele sussurou enquanto a fitava fixamente, muito irritado com seu comentário. Ela sentiu cada fibra do seu corpo pedir para pressionar o quadril contra o dele, e sentir aquele ereção que ela causara. Como se lesse seus pensamentos, ele o fez. E ela se controlou para não soltar um gemido ao sentir aquele membro entumescido contra sua barriga. O professor era muito mais alto que ela, e a garota precisou erguer o rosto para olhá-lo.
Sorriu com frieza e se afastou de seu corpo, precisando de cada pingo de determinação para conseguir que as pernas ficassem firmes, e disse em voz baixa:
– Como o Senhor disse, não posso me deixar seduzir por um professor, que é muito mais velho que eu. – e sem dizer mais nada, começou a andar em passos firmes pelo corredor, enquanto se afastava dele, e não olhou para trás.
Quando chegou no Salão Comunal da Grifinória, sentindo-se muito infeliz e cansada, Rony a chamou. Ela não queria conversar, mas havia dito a si mesma que não iria derramar mais uma lágrima pelo Professor de Poções. Os dois sentaram-se em um sofá muito macio, bem afastada de todas as pessoas.
– Mione... – sussurou o garoto, em voz muito baixa, ficando muito vermelho – Bem, desde aquele dia em que nos beijamos na Sala Precisa... Hum...
– Rony... – começou a garota, insegura – A gente é amigo há anos, e eu não quero que essa amizade acabe, por isso não quero fazer nada sem pensar antes. E você sabe que também...
– Você sabe que eu nunca te magoaria, Mione!
– Eu sei, Rony. – ela suspirou – Mas as coisas são mais complicadas do que parecem.
– Você não sente nada por mim? – perguntou o garoto, desapontado. A resposta de Hermione seria "não" mas não queria magoar o amigo, a quem amava muito, mas não do jeito que ele queria.
– Você não está entendendo, Rony! Eu gosto muito de você, muito mesmo. Mas acho que a gente deveria esperar, pelo menos até terminarmos a escola e...
– Terminar a escola? Mas, Mione...
– Por favor, Rony...
– Tudo Bem, Mione. Mas se é por causa do McLaggen, eu...
– Não tem nada a ver com o McLaggen, Ronald! - disse a garota, mais alterada do que pretendia. Suspirou e continuou: – Desculpe, eu ando meio estressada com algumas coisas que estão acontecendo...
– Acho que vou dormir então... – disse o ruivo, e ela percebeu que ele parecia muito triste. Ela não o impediu, afinal, era melhor que o amigo a esquecesse logo. Conhecer uma garota diferente talvez fizesse bem para ele.
Hermione queria desabafar com a Gina, mas ela parecia muito interessada em algo que conversava com Harry e resolveu não interromper os dois. Pelo menos alguém tinha sorte no amor... Resolveu que não iria para a cama, porque sabia que no momento em que ficasse sozinha em seu quarto iria se entregar as lágrimas.
Desejando do fundo do peito não encontrar Snape pelo castelo, abandonou o Salão Comunal da Grifinória.
Pensou em ir para a biblioteca, mas mudou de idéia na mesma hora. Não queria ter lembranças que a fariam mal. Andou pelo castelo, destraída, e viu uma garota de cabelos loiros sujos e ar sonhador, muito concentrada em um livro. Luna Lovegood olhou para Hermione e abriu um sorriso.
– Você está péssima. – disse a garota, examinando-a.
– Obrigada, Luna. Me sinto muito melhor agora. – Luna sorriu e Hermione sentou-se a seu lado, examinando o livro que ela tinha apoiado nos joelhos.
– Não sabia que gostava de ler. – comentou Hermione.
– Ah, na verdade não muito. Mas esse é um livro muito interessante, papai o recomendou. Fala sobre animais fantasticos e pouco conhecidos pelos Bruxos.
– Posso imaginar o quão interessante é... – ela disse, tentando não rir.
– Porque não está dormindo? – perguntou a garota, curiosa.
– Ah, não consigo dormir direito há uns três dias. – Hermione suspirou – Acho que peguei uma gripe...
– Papai disse que quando uma garota não consegue dormir, é o primeiro sinal de amor. – disse ela, sonhadora. – Você e o Weasley assumiram de vez o namoro de vocês? Porque sempre achei que tivesse algo acontecendo. – Luna disse e Hermione sorriu.
– Não existe nada entre mim e o Rony! Mas acho que ele quer. Acabou de conversar comigo sobre isso...
– Vocês combinam – disse a garota, com um sorriso ainda maior – Igual o Harry e a Gina... Parece que todos no castelo estão apaixonados. Até os professores...
– Os professores? – repetiu Hermione, surpresa.
– Ah sim, os professores. - Luna riu - A Vector, de Aritmância vai se casar, não sabia? – Hermione sacudiu a cabeça negativamente. – Ah, sim! É um homem muito interessante. Segundo escutei, eles se reecontraram nas férias, ele é nascido trouxa, sabe, estudava aqui na mesma época que ela...
– Fico feliz pelos dois! Ela é realmente fantástica como Professora. Espero que eles sejam felizes! – ela sorriu abertamente.
– E Snape – Hermione gelou – Parece que está tendo um caso com aquela mulher do Três Vassouras... Hum, qual é o nome dela?
– A Rosmerta?
– Ah, essa mesma! – Luna disse, séria. – Não consigo imaginar o Prof. Snape ao amasso com ela – Luna riu.
– Onde você ouviu isso? – Hermione perguntou, sentindo um estranho aperto no peito.
– Alguns garotos da Sonserina repararam que ele estava saíndo muito do castelo a noite, e que só voltava ao amanhecer. Claro que nunca imaginaram que ele pudesse ter alguma coisa com ela, mas na última vez que fui tomar uma Cerveja Amanteigada e comentei o assunto, ela ficou muito vermelha e disse que Snape e ela estavam quase namorando e para mim não me meter no que não era da minha conta... E acabei de ver ele passar por aqui, parecia muito irritado com alguma coisa. Gritou comigo, descontou 10 pontos da Corvinal e mandou eu ir para a cama. – Ela suspirou – E depois saiu da escola. Com certeza está indo se encontrar com ela... Bom, pelo menos talvez agora o humor dele melhore! – murmurou Luna, esperançosa.
"Eu apenas estou muito tempo sem satisfazer minha vontade sexual" fora o que ele dissera. Mas ele parecia ter uma vida sexual muito ativa, se quase todos os dias ia ver Madame Rosmerta. Hermione sentiu-se extremamente mal, mais do que se sentia uma hora antes, se era possível.
– Bom, Luna, vou tentar dormir agora. – a garota assentiu e voltou a prestar atenção em seu livro, e Hermione andou em direção ao Salão Comunal, sem se importar com nada ao redor. E quando entrou em seu dormitório, deu razão as lágrimas.
No dia seguinte, Hermione fez o possível pra esconder os olhos vemelhos e os índices de mais uma noite mal dormida, e conseguiu com sucesso esconder o rosto inchado e as olheiras. Não daria o gostinho a Snape de saber que ela chorara por sua causa. Quando desceu para tomar café, sentou-se em frente aos amigos e do lado de Neville e Dino Thomas. O Salão Principal parecia estranhamente silêncioso.
– O que houve? – perguntou aos amigos que comiam em silêncio.
– Snape – disse Neville – ele descontou uns 100 pontos só essa manhã!
– Da Grifinória? – perguntou surpresa
– Não, da Sonserina, da Lufa-Lufa e da Corvinal – disse Dino Thomas.
– Sonserina? Mas ele nunca desconta pontos da própria casa.
– Eu sei, por isso é tão estranho – sussurou Harry, em voz muito baixa.
– Sem contar as detenções – murmurou Gina – Deu uma detenção para dois alunos do primeiro ano da Lufa-Lufa apenas porque eles estavam rindo quando ele passou.
– E deu mais uma detenção para a Luna, porque quando voltou de Hogsmeade encontrou ela sentada em um dos corredores lendo. Descontou 30 pontos da Corvinal por isso. Ouvi eles comentando quando estava vindo tomar café.
– O que ele fazia em Hogsmeade? – Perguntou Rony, curioso.
– Não faço a miníma idéia... – disse Neville, e olhou assustado para a mesa dos professores em que Snape estava sentado, com a expressão habitual de frieza e parecendo muito aborrecido.
– E também deu uma detenção para a Lilá hoje de manhã, porque ela assustou-se e deixou cair uns livros quando ele estava passando. – disse Harry.
– Isso é um absurdo! – sussurou Hermione.
– E sabe qual é o pior? – perguntou Neville.
– Qual?
– Temos aula com ele hoje – disse Dino Thomas muito infeliz.
– Ora, isso é a coisa mais rídicula que eu já vi um profes...
– Cala a boca, Hermione. Ele está passando. – sussurou Gina em voz muito baixa e em seguida abaixou os olhos para o prato de mingau e começou a comer na mesma hora, talvez por medo do professor lhe dar uma detenção por estar falando dele. Ele passou pela mesa da Grifinória e todos pareciam muito tensos. E quando saiu pela porta do Salão Principal, foi como se libertasse os alunos, e eles começaram a conversar animadamente, como em todas as manhãs.
Snape não apareceu para o almoço, o que surpreendeu muito Hermione. Não se lembrava de vê-lo faltar alguma vez nas refeições. "Pare de pensar nele" disse a si mesma.
Os amigos pareciam bastante infelizes, depois do almoço teriam Poções. Neville parecia extremamente enjoado e nervoso.
– Se ele me persegue quando está de bom humor, imagine com raiva. – resmungou.
– Você sabe que Snape me odeia mais do que qualquer outra pessoa! – disse Harry, tristonho.
– Vocês poderiam calar a boca! Estou começando a ficar nervosa também. – bufou Gina.
– Bom, é melhor a gente ir. Não vamos dar motivos para ele descontar 100 pontos da Grifinória.
Gina, Harry, Rony, Neville, Dino, Lilá e Hermione subiam as escadas de pedra da masmorra dez minutos antes da aula começar, com medo de se atrasarem e levarem detenções. Lilá parecia muito mal humorada e Neville apavorado. Quando chegaram à masmorra do Professor, assustaram-se ao perceber que quase todos os alunos já estavam lá. Com certeza pensaram como os garotos, não deveriam irritar o professor hoje. Xingaram ao perceber que todos haviam ocupado as mesas no fim da sala, e restaram as da frente, o que fez com que eles ficassem muito próximos da mesa do professor. Quando Snape chegou na sala e bateu a porta, ninguém precisou se calar, pois ninguém se atrevia a falar.
Não precisou de muito para saber que as pessoas não exageraram ao dizer que o Prof. Snape estava realmente mal humorado. Ele descontou 10 pontos da Grifinória quando Dino deixara um vidro de Urtiga cair no chão, e mais 20 da Sonserina ao escutar Emilia Bulstrode dizer em alto e bom som que o professor estava mais irritante do que de costume. Hermione não se atrevia a olhar para o Professor, e fazia sua poção em absoluto silêncio, sem erguer o olhar. Não sabia porque estava de tão mal humor, afinal, a escola toda já estava sabendo que ele voltara de Hogsmeade tarde da noite, pois encontrara novamente Luna. "Ele deveria estar feliz" pensou amargurada, e suspirou.
Quando o Prof. Snape encerrou a aula, e mandou todos colocarem uma amostra da poção em recipientes de vidro, que aparecerem misteriosamente na mesa de casa aluno, eles apressaram-se a obedecer. Hermione estava um pouco alheia à tudo ao redor, então com demasiada lentidão, andou até a mesa do professor e quando entregou-lhe seu potinho de vidro, as mãos de ambos se tocaram. Hermione o olhou, assustada, e a expressão de frieza em seu rosto foi substituida por alguma coisa diferente... Mas logo sumiu. Ela afastou sua mão dele, guardou seu material muito rápido e saiu, sem esperar pelos amigos.
Naquela noite, Hermione tomou uma decisão.
– Harry, preciso falar com você. Troca de favores... – disse Hermione ao garoto, quando o viu chegando no Salão Comunal, e sem esperar uma resposta dele, puxou-o pela camisa até um lugar distânte dos estudantes que conversavam animadamente.
– Hermione, o que diab...
– Preciso de uma coisa, aliás, duas coisas suas emprestadas por essa noite. – ela sorriu, radiante.
– E o que seriam essas coisas? - perguntou desconfiado.
– Ora, óbvio, não? O Mapa do Maroto e a Capa de Invisibilidade!
– Você está pensando em andar pela escola à noite com o Snape daquele jeito?
– Harry, eu pedi a Capa de Invisibilidade porque estou com frio! – disse cínica. – Vai me emprestar ou não?
– Sim, mas...
– Ótimo, vá buscá-la. – ele tentou argumentar, mas a amiga lhe lançou um olhar firme e ele desistiu de tentar.
– Eu ouvi mal ou você pretende andar pelo castelo a noite? – indagou Gina, que estava ouvindo a conversa a alguns metros de distância.
– Ouviu perfeitamente bem. Eu preciso resolver alguns assuntos ou não conseguirei dormir pela quinta noite seguida.
– Você está louca, Mione! Se Snape te pega, você vai passar o ano inteiro cumprindo deteções.
– Gina, o Harry tá vindo. Depois a gente se fala – acrescentou ao ver a amiga abrindo a boca pra responder.
– Cuidado, Mione... – sussurou Gina, enquanto Harry entregava os dois objetos para a garota.
– Sei me cuidar muito bem.