Ela sentiu o corpo tombar levemente para trás e se chocar contra a cama macia, os lençóis estavam frios e o choque contra a pele em brasa dela causou-lhe tremores diferentes, quase solavancos, aqueles pequenos soluços provenientes de um choro intenso.
Rony cobriu o corpo pequeno com o dele, já livre da blusa, calça desabotoada. A intensidade do desejo estampada através do tecido.
Voltou a buscar os lábios dela, mantendo o contato visual intenso. Ele acariciou os lábios, agora avermelhados pela pressão dos beijos, com a ponta do dedo polegar, traçando seu contorno, como se o estivesse mapeando, depois encostou o rosto no dela, fazendo um contato leve, suave, roçando nariz na pele da bochecha, aspirando o cheiro dela. As mãos estavam pousadas dos lados, sustentando o corpo para que ele pudesse controlar os movimentos.
Ele começou a depositar-lhe pequenos beijos por todo o rosto antes de usar a língua para traçar a comissura dos lábios e aprofundá-la ali. A parte inferior dos corpos de ambos que até então estavam apenas unidas, se movimentaram instantaneamente.
O tecido fino da calça dele não punha qualquer obstáculo entre seu membro excitado e o sexo nu dela.
Hermione agarrou novamente os cabelos ruivos, reagindo a língua que brincava com o canto de sua boca.
- Você...ainda...vestido...

Não havia como organizar frases coerentes, já que o próprio cérebro dela funcionava aos pedaços, os hormônios e neurotransmissores responsáveis pelo prazer pareciam ter dominado sua capacidade de pensar. - Sei... Ele respondeu igualmente incapaz de falar, quase incapaz de dominar o próprio corpo, muito próximo de uma explosão. Hermione abriu mais as pernas, instintivamente, acomodando-o mais entre si, aumentando o contato dos sexos e o frenesi do corpo. Agarrada aos cabelos dele moveu os lábios buscando um beijo mais profundo, como se uma batalha entre suas línguas pudesse ajudá-la a aplacar um pouco daquele descontrole. As mãos passearam pelas costas largas dele, pressionando as unhas contra a carne, marcando um caminho de linhas vermelhas até a barra da calça. Hermione forçou inutilmente a barra para baixo, mas a pressão exercida pelos corpos que se uniam naquela região não permitia que o tecido descesse. - Tira... Ele já não estava mais no controle, e sabia disso, nenhum dos dois estava. Agora a libido ansiosa controlava cada ato, cada movimento. Ele não queria mais joga, não queria mais enlouquecê-la, queria consumação. Ao entrar naquele barco, ele estava seguro de si mesmo. Estava seguro das sensações. Estava convencido de que seria apenas, mais uma transa. Estava determinado a fazer aquela mulher gritar, implorar por ele. Mas Rony sabia melhor que ninguém que planejar era uma pura perda de tempo em muitos casos. Aquele era um deles. Pois depois de planejar um ritual torturante para levar aquela mulher ao prazer, lá estava ele preso na própria armadilha. Louco de desejo, no limite do êxtase quase implorando por ela. A brincadeira havia acabado.
Ele ergueu o corpo para retirar o resto das roupas, mas antes que ela pudesse se afastar o suficiente, ela o segurou pelos ombros com uma expressão amedrontada. - Não...Não sai. Ele a olhou sem entender um minuto, mas em seguida compreendeu que ela estava tão descontrolada quanto ele. - Preciso...tirar a roupa. - Tire... Ele forçou para levantar de novo e ela segurou-o novamente, quase cega de prazer. - Fica... A incoerência era parte da loucura da luxuria. - Não demoro...
Ele se forçou para trás, usando um tempo recorde para se livrar do resto das roupas e unir-se a ela na cama igualmente nu. Desta vez buscou a boca dela com mais ânsia, com mais força, mais vontade. Um reflexo da pressa. O corpo travava uma batalha com a mente, ele havia prometido a sim mesmo excitá-la até o limite, ouvi-la pedir. Mesmo sabendo que a necessidade dele agora beirava a loucura, ele precisava ouvir. Era algo para seu ego, tão ferido, tão machucado. Então com o beijo forte ainda marcando os lábios dela, ele desceu a mão deslizando a entre seus corpos, tocando a pele branca com posse e o destino final de seus dedos foi seu centro de prazer máximo. Hermione quebrou o beijo buscando ar, inclinando a cabeça para trás, enquanto o corpo arqueava recebendo com entusiasmo a pequena invasão. - Ah...isso. Soltou o gemido no ar, revelando o que tanto esperava e sem que pudesse estabelecer controle, moveu os quadris contra o dedo dele que brincava com seu clitóris. - Mais...Rony...mais Ele lhe deu mais um pouco daquela sensação que parecia uma droga. O dedo médio escorregou mais fundo pelo canal quente e molhado e a penetrou enquanto o polegar ficava responsável por estimular o broto inchado e sensível. Ela se arqueou ainda mais e ele sentiu as primeiras contrações das paredes vaginais em seus dedos. Ela estava quase no ápice. Sua expressão também revelava o quanto o prazer estava varrendo suas forças. Olhos apertados, boca aberta, respiração tensa. Hermione sentia tudo vibrar dentro de si, quando ele retirou os dedos de repente, levando para longe as sensações deliciosas que se apossavam dela, e carregando-a de nova frustração. Desta vez ela gemeu em protesto. - Rony...Não pára. Ele cobriu-a de novo. Agora só pele tocava pele. Então roçou a boca em seu ouvido. - Não vai gozar ainda e não assim. - Mas eu quero. Rony, por favor.
Ela ondulou o corpo e ele quase sofreu uma ejaculação precoce. - Eu quero você... Ela sibilou quase desesperada. - Eu também quero você, e quero você agora. Ele respondeu quase com um grunhido, movendo-se por cima dela, penetrando-a com força. Com tanto ímpeto, que ela se arqueou inteira, abrindo a boca para resgatar o ar que fugiu, ficando as unhas nos lençóis em busca de amparo. - Ai...Ron...Céus. - Você...delicia. Ele disse fechando os olhos, tentando com todas as forças controlar um pouco mais. O êxtase batia em suas veias, gritando par ser liberado. Mas ela precisava acompanhá-lo. Ela precisava segui-lo. Ela se moveu sozinha, enquanto ele suportava a agonia a dor do retardo do orgasmo quieto, imóvel. - Rony... – ela choramingou, quase implorando que ele se movesse também. - Só um pouco...um pouco... Uma gota de suor escorreu entre os olhos azuis. O maxilar trincado revelava o quanto estava sendo difícil para ele segurar. Ela arqueou o corpo mais uma vez e ele acompanhou com uma pequena ondulação. Ela ofegou pelo prazer de tê-lo preenchendo-a. - Jane...não posso...não muito...mais... Em resposta, ela cravou as unhas em suas costas, cruzou as pernas em sua cintura e ondulou para cima, aprofundando a ligação. Rony espalmou as mãos ao lado da cama, ergueu o corpo e a penetrou furiosamente. - Ah...Isso...Rony...
Ele liberou o monstro faminto dentro de si e deixou-se cavalgar sobre o corpo pequeno e ansioso. Hermione respondia com gemidos roucos e altos, as bocas não conseguia ficar muito tempo conectadas por causa da pressão dos movimentos. Ela sentiu todo o calor de antes em dobro, as contrações que começaram no seu coração viajaram em caminho reto e explodiram em seu ventre. A sensação era indescritível, inédita e inimaginável. Hermione se sentiu, literalmente explodir. Foi tão forte e tão intenso que ela não conseguiu segurar o gemido que mais parecia um grito longo e languido, nem os sopapos sofridos pelo corpo, mais parecidos com um ataque epilético. Rony deitou-se sobre ela quando sentiu as paredes vaginais se contraírem furiosamente contra seu membro. Foi o limite. Ele explodiu no mais longo e intenso orgasmo que lembrava ter tido. Os braços perderam parte da força e ele precisou jogar o peso do corpo sobre ela. Enquanto se movia descontroladamente, buscando o máximo que podia daquele prazer surreal. Os movimentos foram cessando ritmicamente. Ambos buscando mais do contato, com se aquilo não pudesse parar nunca. Os corpos cederam mais pelo cansaço e apesar da sensação de saciedade, a conexão entre eles era tão perturbadoramente deliciosa que se não tivesse plena consciência do seu peso, Rony teria se deixado ficar sobre ela. Mas ele rolou de lado e por vários instantes eles ficaram virados na mesma posição, olhando para cima como se o teto tivesse todas as respostas para seus questionamentos. As respirações eram os únicos sons que preenchiam o quarto e se misturava ao leve som do vento que batia contra a janela e o farfalhar das águas do lado de fora. Então ela se sentiu puxada de encontro ao corpo dele e o enlaçou, acomodando-se ao peito como se aquele fosse o seu lugar favorito no mundo, como se fosse seu habitat natural. E Foi assim que ela adormeceu, sem sonhos, a mente vazia, livre de qualquer culpa.
Hermione só teve consciência da sua realidade quando pássaros bateram na janela do lado de fora. Ela abriu os olhos devagar e com as mãos notou que estava sozinha na cama. A luz do sol entrava fracamente pela janela, revelando as primeiras horas da manhã. Ela se moveu sob os lençóis que a cobriam, lençóis que sequer lembrava de como haviam chegado ao seu corpo, mas a resposta para tudo havia acabado de sentar-se ao seu lado.
Rony, já havia tomado banho e estava parcialmente vestido, segurando uma xícara de café com um aspecto totalmente desperto. Por uns instantes ela se sentiu maravilhada com o poder que emanava dele, o sorriso forte e perturbador, o cheiro de homem que ele tinha. - Bom dia Jane. Ela sorriu fraco, acanhada pelas lembranças da noite tórrida. - Bom dia. - Eu ia lhe acordar, a ducha do Paraíso é realmente boa, mas infelizmente temos todos vôos marcados, não deve ser diferente com você não é? - Meu Deus – ela se sentou rapidamente na cama, segurando o lençol contra os seios – O vôo. - Não se preocupe, temos cerca uma hora e meia para estarmos no aeroporto. Segure. – ele passou-lhe a xícara e ela aceitou bebericando levemente a bebida.
Depois disso, Hermione se apressou em tomar banho e se vestir. De fato tinha uma passagem marcada para Leeds e não podia perder o vôo. Enquanto cumpria o ritual de se arrumar, Rony a olhava insistentemente, deixando-se com a sensação de ainda estar despida, mesmo metida em um enorme vestido de gala. - Preciso ir. – ela disse ajeitando os brincos. – Ainda tenho que passar no hotel e trocar de roupa. - Eu sei. – ele se aproximou dela e tocou seu rosto. – Foi lindo Jane. Foi tudo diferente do que eu imaginei quando pousei os olhos em você ontem a noite. Foi imensamente melhor. Ela sorriu. Mesmo com as conseqüências daquela noite em sua consciência era impossível não sorrir aquele elogio, ou não concordar com ele.
- Eu sei que foi. - Vou lembrar para sempre. Ele tocou os lábios dela com os dele, de maneira leve, sem riscos de despertar o desejo furioso da noite anterior. Não podiam. - Posso levá-la a algum lugar... - Não. – ela o cortou rapidamente. – melhor não, tomo um taxi. Sem laços lembra? Ele afirmou com a cabeça; - Foi realmente mágico Rony, mas termina aqui. Ele sorriu de lado.
- Eu sei. - Ele beijou-lhe a mão e novamente os lábios. – Mas eu repito, nunca mais irei esquecer esta noite.
Ela o olhou nos olhos, o coração palpitando mais do que devia.
- Nem eu. Nunca. Adeus Rony.
- Adeus Jane.
Então ela simplesmente saiu. Saiu naquele momento sem saber como as ultimas palavras se fariam verdadeiras e ela nunca mais o esqueceria, saiu sem saber que dizer adeus as vezes não significa adeus de verdade.
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