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4. Epílogo


Fic: O passado bate à porta FW-HG Short


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Hermione seguia a estrada deixando o por do sol atrás de si. Ela pensava o quanto aquela viagem e sua volta tinham sido diferente do que imaginara. Para melhor, claro. Sorriu. Fez a curva na estrada e tentou brecar. Um carro vinha na contramão. A direção perdeu o controle. O carro derrapou quando tentou frear. Viu a grama no lugar do céu. E viu o solo azul. De repente, escuridão e o som ensurdecedor de uma buzina que não parava de tocar.


Fred chegou em frente à casa de Hermione ainda sentido o calor dela próximo de seu corpo. Tocou a campainha e esperou. Nada. Tentou olhar pela janela, mas estava tudo apagado. Tocou a campainha novamente. Nada. Bateu na porta. Bateu mais forte e chamou o nome dela.


A porta da casa vizinha se abriu. Um senhor apareceu.


- Meu jovem, acho que a senhorita Hermione não voltou. Ela saiu cedo hoje.


- Ela estava na casa dos meus pais. Ela saiu de lá a mais de três horas.


- Ela deve ter parado em algum lugar. Olhe – ele disse apontando para um ponto mais distante e as flores de Fred foram ao chão – O carro dela não está aqui. – o senhor voltou a entrar. Fred estava quase aparatando quando viu seu irmão surgir.


- Jorge! O que houve?


- Deixa que eu conduza a aparatação! Você está tremendo, Fred!


- Por Merlin, me diga!


- Ela está no St Mungus. Quando voltava para cá, Hermione sofreu um acidente de carro.


Quando chegaram ao Hospital encontraram a família Weasley sentada no corredor. Molly correu até o filho na tentativa de acalmá-lo.


- Fred, sente-se. Precisamos conversar  – mas ela não sabia por onde começar. Harry aproximou-se e tomou o lugar dela. Fred ainda estava parado e Harry, colocou a mão no ombro dele, o conduzindo para o banco mais próximo.


- Ela estava fazendo uma curva quando outro carro, vindo na contra-mão, conduzido por um rapaz embriagado, chocou-se contra o dela. Pelas marcas de pneu, parece que ela tentou brecar. O carro saiu da estrada rolando pela encosta. Xenófilo e Luna estavam próximos e viram o acidente. O outro condutor era um bruxo também, ele não resistiu.


- Foda-se! Como está Hermione?


- Não sabemos ainda.


- E os pais dela? – ele perguntou num fio de voz.


- Seu pai está cuidando do transporte deles. Luna veio nos avisar na Toca.


- E onde ela está?


- Tomando poções calmantes, ela ficou bem chocada com o acidente.


Cerca de uma hora depois, Artur chegava acompanhado de um casal. A mãe chorava e o pai parecia controlar-se.


- Onde está o responsável daqui?


- Senhor Granger – Harry e Rony se aproximaram cumprimentando o casal


– Respeito o mundo de vocês apesar de não entender nada. Só que minha filha será tratada no nosso hospital. No nosso mundo.


- Senhor – Artur falou vendo que os ânimos poderiam ficar exaltados, Molly entregava um copo de água para a mãe de Hermione – Eu sou um dos maiores admiradores do mundo de vocês. Só que precisamos saber a extensão dos ferimentos de Hermione. Ela não pode ser removida agora.


Ele pensou em argumentar, mas foram calados por um medibruxo que se aproximava.


- Estão com a senhorita Granger? – todos assentiram – É... eu queria falar com a família dela.


- Todos somos a família dela. O que tiver para falar, pode ser dito a todos que estão aqui! – Rony falou.


- Acompanham-me – o grupo o seguiu até uma sala.


- Será o senhor poderia fazer o MALDITO favor de falar logo que MERDA está acontecendo??? – Fred, que até aquele momento estava calmo, explodiu.


- Acalme-se, senhor...


- Weasley. – então o medibruxo pareceu entender. Olhou novamente a ficha da paciente em sua mão. Granger. Weasley. Então, viu Harry. Potter. Sentiu-se estranhamente nervoso.


- É... por favor, sentem-se – ele conjurou mais cadeiras. Uma imagem de um esqueleto, como daqueles usados em aulas de biologia apareceu ao lado dele – A senhorita Granger está seriamente ferida. Minha equipe está dando poções para curar ossos feridos. Ela sofreu lesão nas pernas – e ele ia apontando para o esqueleto – bacia, costelas, braços e... no crânio.


- Oh... – a senhora Granger começou a chorar mais audivelmente. Gina, que até agora tentava se controlar, deixou as lágrimas caírem livremente. Fred mantinha-se sério como se tudo aquilo fosse um grande engano.


- Ela apresenta escoriações mais simples pelo corpo, devido ao carro ter capotado. Cortes causados pelo vidro estilhaçado. Para nos auxiliar chamamos um medibruxo de nascença trouxa especialista em acidentes de carros. No mundo trouxa, não é preciso alguém especializado nisso. No entanto cada vez mais bruxos estão adquirindo car-


Fred levantou-se e socou a mesa.


- Acha mesmo que estamos interessados nisso? – o outro corou e retomou o tom profissional.


- Há uma equipe cuidando dos órgãos. Ela teve um pulmão perfurado por uma de suas costelas. A senhorita Granger teve uma séria contusão na cabeça, mas não sabemos a extensão até que ela acorde. Também não sabemos se ela vai acordar. Ela está em coma induzido.


- Podemos vê-la? – a voz de Fred era um murmúrio baixo.


- Através do espelho, sim – ela ainda sob cuidados – e... apenas três de vocês podem entrar.


- Vá com os pais ela, Fred – disse Harry com uma mão no ombro do gêmeo que ainda estava sentado com a cabeça pendendo em suas mãos.


Ele queria dizer que não era justo que Harry, Rony e Gina eram amigos dela. Mas todas as palavras fugiram ante a possibilidade de poder ver como ela estava. Fred anuiu e saiu na companhia do medibruxo e do casal Granger.


No quarto havia dois medibruxos lançando feitiços de dando poções para Hermione. A mão de Fred encostou-se ao vidro como se ele pudesse, daquela forma, tocá-la. Ela usava uma camisola que ia até o meio das coxas. Sua pele estava toda marcada de hematomas roxos e cortes. Seu rosto também apresentava vários ferimentos.


- Mione... – e sua cabeça pendeu contra o vidro e deixou que as lágrimas rolassem.


- Querido... – era a voz da mãe de Hermione – a mão dela tocando delicadamente em seu braço – Vamos lá fora. Não adianta ficarmos vendo Hermione assim. Ela é forte. – ele não se moveu – Venha, vamos falar com sua família. Eles estão preocupados. E também tem Harry. Venha, vamos – ela o puxou pela mão. Fred apenas a seguiu. Artur conversou com o casal sobre as vantagens de Hermione ser curada pelo meio bruxo. Explicou que havia um medicamento que em poucas horas poderia reconstruir os ossos fraturados.


- Como ela está, Fred? – seu gêmeo perguntou sentando-se num banco ao lado.


- Por que mandaram você? Poderiam ter vindo falar comigo.


- Só não queremos piorar as coisas. Gina está toda emotiva e Rony amaldiçoando o bruxo que causou o acidente.


- Ela está bem ferida. Marcas... pelo corpo todo – ele suspirou tristemente – Eu não sei o que fazer se algo acontecer com ela, Jorge.


- Não vai acontecer nada. Hermione vai se recuperar.


Luna aproximou-se do grupo trazendo um ar de tristeza. Seu pai vinha atrás com a mão apoiada em seu ombro, em um abraço lateral. Gina correu até os Lovegood agradecendo, sabia que se não fosse pelo atendimento rápido que ela e o pai fizeram Hermione poderia não ter resistido. Após a poção para acalmar a corvinal, eles foram dar um depoimento sobre o acidente. A loira sentiu-se bem em estar ali. Sabia que eles nunca ficariam fazendo as mesmas perguntas sobre aquela imagem que ela queria esquecer. Luna andou até Fred e ajoelhou-se na frente dele.


- Hermione sempre disse que as coisas que eu pensava eram besteiras. E tudo bem, sabe por quê? Ela nunca disse pelas minhas costas. Desde Hogwarts eu via o jeito como você olhava para ela. Você é um rapaz de sorte. Hermione também. Ela vai sobreviver. – levantou-se, deu um beijo na testa de Fred e finalizou – Eu preciso descansar. Avisem quando Hermione melhorar.


****************************************************************


Fazia três dias que Hermione estava dormindo. Ela havia saído do coma induzido, mas ainda dormia por causa da grande quantidade de poções. Seus pais haviam voltado para Austrália, com objetivo de organizar seu trabalho, cancelar atendimentos,... Ficariam hospedados em um hotel trouxa, apesar do convite de Molly para que permanecessem na Toca.


Fazia três dias que Fred estava “hospedado” no hospital. Desde que fora permitido ficar no quarto com Hermione, ele passava lá seus dias e noites. Harry e Ron se revesavam para cobrir a ausência de Fred na loja. Os meibruxos estavam otimistas com a crescente melhora de Hermione, mas ainda não podiam afirmar quando ela acordaria nem se o acidente havia causado alguma lesão em seu cérebro.


Antes que pudesse entender o que estava acontecendo sentindo um incômodo em suas costas. Abriu os olhos sem entender onde estava. Depois de alguns minutos percebeu que aquele era um quarto de hospital. O ambiente era levemente iluminado por velas encantadas que flutuavam. Não tinha forças para sentar, mas virou seu rosto. Viu Fred dormindo de forma desajeitada no sofá que havia embaixo de uma grande janela.


Não lembrava exatamente o que tinha acontecido. Tentou falar, mas sua voz saiu fraca. Como um leve murmúrio. Isso bastou para que Fred abrisse os olhos. Ele viu Hermione olhando-o. Levantou-se rapidamente e acabou tropeçando e caindo desajeitadamente no chão. Ela riu baixinho.


- Hermione!


- Estou no St Mungus?


- Sim. Eu vou chamar alguém – ela segurou a mão dele.


- O que houve?


- Do que você se lembra – ele disse calmamente, passando os dedos ao redor do rosto dela.


- Eu fui pegar o Harry para ir até a casa dos seus pais.


- Não lembra nada além disso? – ele perguntou. A preocupação transparecendo em sua voz.


- Por quê? O que há mais para ser lembrado?


- Espere aqui... Pediram que eu chamasse alguém assim que você acordasse – Fred foi até a porta e com sua varinha fez um feitiço no número que estava pendurado na porta. Voltou até a ela e a contemplou – Como você está se sentindo?


O mesmo medibruxo que havia atendido Hermione quando ela deu entrada no hospital, estava de plantão aquele dia e apareceu no quarto em pouco tempo.


– Boa noite, senhorita Granger. Agora são três horas e dezessete minutos. Como você está se sentindo?


- Bem... minhas costas doem.


- Deve ser da posição. Você está aqui há três dias, senhorita.


- Três dias???


- Ela não se lembra do acidente! – Fred disse nervoso.


- Bem, isso é comum acontecer. Do que você lembra?


- Eu estava no carro e estava sozinha. Eu ia pegar Harry, não é isso? Harry está bem? – ela perguntou aflita.


- Sim, Mione. Você... na verdade... – ele olhou para o medibruxo que assentiu para que continuasse – Você estava voltando da Toca. Harry decidiu ficar com Gina. Outro carro veio na contra-mão.


- Esse tipo de perda de memória é comum. Farei um exame clínico rápido – o medibruxo passou a varinha pelo corpo de Hermione, verificando que a recuperação estava progredindo. Após algumas perguntas, comprovou que só houve perda de memória recente, devido ao impacto. Deu algumas poções para a dor nas costas dela. Ela tinha grandes chances de recuperar ao longo do tempo.


Fred teve um pensamento egoísta. Mas, não conseguiu evitar. Percebeu que ela não se lembraria do beijo que quase trocaram e nem do encontro que teriam. Um encontro que faria com que tudo se acertasse. Era egoísta, ele sabia. Sorriu triste para ela. Esperaria mais um pouco. Ele sempre esperaria por ela. Quando o médico saiu, Hermione olhou entristecida para o ruivo.


- Foi muito ruim?


- O quê?


- Keith...


- Ahhh não... ninguém foi estuporado. Mione, descanse. Depois conversamos sobre isso.


- Meus pais?


- Estão em um hotel trouxa, não muito longe daqui. Vou avisá-los, amanhã cedo, tudo bem?


- Claro... – a voz dela parecia cada vez mais vaga e distante. Efeito da poção


- Fred...


- Hum?


- Eu nunca te esqueci.


****************************************************************


Hermione ficou no hotel em que seus pais estavam hospedados. Ela seria capaz de auto-medicar-se. O hotel era simples, mas aconchegante. Desculpou-se com Gina, já que dentro de poucos dias seria o casamento da amiga e nada fizera para ajudar realmente. A ruiva disse que não era necessário desculpar-se e passou um dia mostrando e contando como planejara cada detalhe. Naquele mesmo dia, mais tarde, ela encontrou com Harry quando este veio pegar Gina. Ela lembrou-se da conversa com o amigo no carro.


- E as coisas com Fred?


- Aos poucos estamos nos acertando. Tentando, pelo menos, conviver de forma amistosa.


- Amistosa? E você quer a amizade dele, Hermione?


Ela despediu-se dos amigos e desceu para encontrar com Fred no bar do hotel. Sabia que estava um pouco adiantada, mas queria tentar puxar o resto de sua memória a partir do que lembrou entre ela e Harry. Pediu um suco, com a quantidade de remédio que não tomava, não podia arriscar misturar nada alcoólico.


- Será que posso juntar-me a você, bambina inglese? – Hermione notou o forte sotaque italiano. Sabia quem era. Ela abriu um sorriso sem acreditar no que seus olhos viam.


- Matteo? – eles se abraçaram afetuosamente – O que faz por aqui? Ainda mais na parte trouxa de Londres?


- Aperfeiçoamento culinário... Aqui perto está localizado um dos melhores restaurantes. – ele olhou surpreso para o suco – desistiu do uísque e companhia?


- Falando até parece que sou uma bebedora de álcool desvairada – e riu – Não... eu apenas... sofri um acidente dias atrás e estou tomando algumas poções – o italiano perguntou do acidente e começaram a conversar.


Fred estava atrasado. Apesar das indicações de Hermione, tinha se perdido. Fora o tempo que perdeu procurando a camiseta correta. Quando chegou ao bar, viu que ela estava sentada animadamente com um sujeito que ele nunca tinha visto. Ficou parado, o ciúme o corroendo, sem saber o que fazer.


Hermione viu Fred parado. Sempre era uma sensação nova o ver. Acenou para ele, que se aproximou


- Fred, este é Matteo. Matteo, esse é um... amigo... Fred.


Os dois cumprimentaram-se.


- Bambina inglese, estou indo. Vamos manter contato. Ficarei o resto do ano por aqui e gostaria de experimentar uma de suas receitas – quando o italiano saiu, Fred permaneceu em silêncio.


- Eu fiz um curso de culinária com Matteo na Itália. Não me olhe assim. Ele é apenas um amigo.


- Como eu sou seu amigo? Desculpe, desculpe! Não quer as coisas comecem, recomecem, assim entre nós.


- Tudo bem...


- Então... curso de culinária? Quando vai me convidar para jantar? – ele perguntou lançando um sorriso – Você sabe como nós da família Weasley somos um tanto... interessados em... comer e piscou maroto. Hermione riu.


- Sei muito bem. Um jantar na minha casa depois do casamento de Gina e Harry?


- Combinado – Fred alcançou a mão de Hermione, estava prestes a falar algo quando foi interrompido pela chegada do garçom.


- Desejam alguma coisa?


- Suco de laranja, por favor – Hermione pediu.


- O mesmo – o garçom ia se retirar, mas ela o impediu.


- Você não precisa tomar suco. Estou fazendo isso por causa das po- dos remédios.


- Eu sei, mas não custa nada acompanhar você – outra piscadela. O garçom saiu sorrindo consigo mesmo – Como tem se sentido?


- Melhor a cada dia. Só um pouco sonolenta.


- Keith Roberts – e estendeu a mão.


- Frederick Weasley – sem entender a mão.


- Ouvi muito falar sobre você – os outros Weasley, que não sabiam sobre o envolvimento de Hermione com um dos gêmeos, ficaram olhando sem entender por que os dois se fuzilavam com olhares.


- E eu não posso dizer o mesmo sobre você – Hermione o olhou e murmurou seu nome. Keith soltou o ar de forma irônica.


- Mione? Mione? Tudo bem? – ele estava próximo dela. Hermione encarou os olhos azuis.


- Sim... venho tento uns flashes. Você e Keith...


- Houve um... estranhamento no começo, Mione. Mas não houve nenhum duelo para conquistarmos seu coração – a morena riu a da brincadeira. Fred sentiu seu coração encher-se de alegria. Era bom ouvi-la rir. Puxou sua cadeira para mais perto. Adorava aqueles olhos castanhos. Amava-os. Passou o dedo pela lateral do rosto dela e sorriu quando viu que ela fechava os olhos. Exatamente quando se beijaram e se amaram pela primeira vez – Queria poder voltar no tempo e impedir... e me impedir... Droga, Mione... Nunca vou me perdoar.


Ela o encarou.


- Não vou dizer que não podemos voltar no tempo, por que seria uma grande mentira. Só que não podemos desfazer o que foi feito. Temos que viver com isso, Fred. Nós apenas precisamos conversar e deixar de vez o passado para lá.


- Impossível, Hermione. Ele sempre volta quando vejo a mágoa em seus olhos.


- Eu te perdoei, Fred. De coração. Mas não consigo apagar as palavras que me falou em Hogwarts – ele olhou-a entristecido. Os dedos ainda no rosto dela – Você entende, Fred? Eu... simplesmente... – os dedos dele foram até os lábios de Hermione. Após alguns momentos, ela sorriu.


- O que foi?


- Aquele dia... a gente tinha se acertado, não é? Eu lembro... você iria para minha casa... eu... você... nós quase nos beijamos...


Então Fred fez aquilo que ansiava por anos. Beijou-a. O começo do beijo foi meio apressado. Turbulento. Era muita saudade. O coração de ambos batendo acelerado, descompassado. O ar era insuficiente. Eles se afastaram lentamente. Testas encostadas uma à outra.


- Hermione.


- Fred.


- Eu te amo.


Ela sorriu. Não conseguia dizer nada. Naquele momento, ele não precisava ouvir. Apenas senti-la assim... em seus braços, em sua boca, em sua vida.


****************************************************************


Hermione acordou em sua cama. Sentindo-se cansada. Apesar de tudo que viveu nos anos em que viajou nada era comparável aos seus amigos de Hogwarts e nada era comparável a Fred. Sorriu ainda sem abris os olhos. Ouviu barulho vindo da cozinha. Provavelmente era o ruivo. Eles ainda não tinham realmente... feito amor, mas dormiam juntos. Era o dia que Fred disse ter preparado uma surpresa especial. Saiu da cama e chegou na cozinha. Havia mais comida e ingrediente espalhados pelo chão que nos pratos.


- Desculpe... – ele disse com o rosto coberto de farinha – tentei fazer panquecas – Não sou muito bom nesses feitiços... Tentei fazer ao modo trouxa... Jorge é quem cozinha! – ele confessou contra-feito.


Hermione riu.


- Essa era minha surpresa?


- Não... – Fred limpou seu rosto – Sua surpresa será depois do almoço – Hermione fez um bico, que ele mordiscou – Não me convence...


Passaram um dia ótimo no Beco Diagonal. Jorge deixou que seu gêmeo tirasse o dia de folga. Ron foi ajudar na loja. Hermione comprou novos livros. Andaram de mãos dadas tomando sorvete. Pararam em frente à Casa dos Gritos e Hermione contou, novamente, a história da libertação de Sirius.


- Está na hora da sua surpresa. Feche os olhos – Hermione levantou uma sobrancelha como que desconfiando – Vamos logo! Feche esses lindos olhinhos – ela obedeceu. Logo sentiu que uma venda era colocada em seu rosto.


- Frederick! Realmente não precisa disso!


- Ahhh precisa sim, senhorita. Conheço sua ansiedade... Andaremos até chegar à sua surpresa e sei que vai abrir os olhos para dar uma espiada.


- Já chegamos? – ela perguntou pela décima vez seguida. A resposta era sempre: calma, já estamos chegando. Andavam por diferentes terrenos, descidas, subidas, escadas. Até que Fred parou – Finalmente! Posso tirar a venda?


- Só mais um minuto... – ele beijou-a. Hermione não esperava por isso e retribuiu o beijo com alguns segundos de atraso. Fred sorriu contra o lábio dela. O ruivo levou suas mãos até a parte de trás da venda e a soltou. Hermione abriu lentamente os olhos sem acreditar onde estava.


- Como... Fred... como conseguiu? – ela olhava a sua voltava. A boca aberta em admiração. O Salão Comunal era exatamente como ela lembrava.


- Minerva nos autorizou – Hermione pulou nos braços dele. Sentaram-se no sofá onde tudo começou. As bocas unidas – Quer ir até um dos dormitórios?


- Não... quero que seja aqui, Fred – as mãos dela foram até a camisa do homem à sua frente. Ela desabotoou. Não tinha mais inexperiência. Com delicadeza tirou a dele. - Quando eu tinha 16 anos pensava tanto no seu corpo – ela ficou levemente ruborizada.


- E pensava o quê?


- Você era, é, mais velho. Jogava quadribol. Como batedor. Eu pensava – ela murmurou no ouvido dele – o quanto você era gostoso e o quanto – ela mordiscou a orelha – eu queria sentir seu gosto.


Eles voltaram a se beijar. Fred tentou toca-la, mas ela negou com a cabeça. Hermione fez com que o corpo dele relaxasse no encosto. Sentou-se no colo. Fred estava ainda mais sensual. Não tinha mais o ar adolescente. Ele transmitia sexualidade e desejo por todos os poros. Ela queria senti-lo. Beijo a boca ele e foi descendo. O ruivo gemeu. Ela passou a língua pelo pescoço. Desceu. Chegou aos mamilos dele. Desceu. Foi seguindo a trilha de pelos ruivos. Descendo. Subiu novamente e tocou-o sobre a calça. Ele gemia o nome dela. Mesmo com outras, era o nome dela que ele gemia em voz alta ou pensamento. As mãos dela abriram o cinto. Ela o sentia já pronto. Firme. Fred suspendeu seu quadril, calça e cueca saíram junto com sapatos e meias. Aquilo era tão injusto. Hermione ainda vestida, mas Fred estava totalmente entregue àquele toque. Sentiu a boca dela lamber seu membro e gemeu mais alto. A mão enroscando nos cachos. Com força, falou:


- Pare, Hermione... Por Merlin...


Ele desceu até ela e puxou a blusa sem delicadeza. Hermione gostou daquilo e sorriu sensualmente. Fred a deitou e voltou a beija-la. Sem aviso sua mão invadiu a saia. Tocou-a sobre a calcinha. Empurrou a calcinha para o lado. Tocou-a novamente. Beijavam-se. Queriam-se. Ela estava molhada. Arrancou-lhe o sutiã e provou cada pedaço da pele dela. Hermione chamava por ele. Exigia por ele dentro de si.


A mão dele tocou na coxa dela. Com desejo. As pernas dela envolveram a cintura dele. Movimentos contínuos. Completude. Gemidos. Gozos. Mais gozos. Gritos. Luxúria. Fred. Hermione.


O corpo dele caiu ao lado dela, puxando-a para seu peito.


- Eu te amo, Hermione.


- Eu te amo, Fred – ele sorriu e mudou de posição. Sentaram-se de frente um para o outro. Sem vergonha da nudez, dos líquidos, do cheiro.


- Repete...


- Eu te amo, Frederick Weasley – ele a abraçou. Levantou-se e pegou algo em sua calça. Voltou carregando uma pequena caixa preta.


Ela o olhou espantada. Abriu a caixinha assim que recebeu e um pequeno anel prateado repousava contra o veludo.


- Um dia, será de ouro. Quero me casar com você, mas antes... precisamos voltar a nos conhecer. Sair. Namorar... Até uma briguinha será permitida às vezes se...


- Se? – ela perguntou sorrindo.


- Se depois houver sexo de reconciliação – ele piscou e sorriu – Mas, quero fazer certo dessa vez... Hermione, quer ser minha namorada?


Ela olhou para o anel e para ele. Feliz. Há tantos anos não se sentia assim... Completa.


- Claro! Claro que eu aceito! – ele colocou o anel do dedo dela.


- Esse – ele entregou outro anel – É para que eu use. – Hermione enfiou o anel no dedo do ruivo. Rindo daquilo tudo.


A lua iluminava os corpos. Eles se olhavam. O sono chegando, mas não tinham coragem de dormir. De fechar os olhos.


- Fred?


- Hermione?


- Isso não é um sonho, é?


- Sim... o mais belo e perfeito de todos.


 


 * * *


Se tiver algum erro... desculpe.... depois eu corrijo....


Nunca tinha escrito Fred/Mione, mas adorei a experiência. Se acham que cabe uma continuação... eu já tive umas ideias... nada concreto ainda.


Obrigada a todasssss e um agradecimento especial para Poison. Amei a capa! E para Josy que corrigiu minhas cagadas!


beijos


 


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Comentários: 7

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Enviado por Thally Grantter em 08/01/2014

Fred sempre foi e sempre será meu personagem favorito.... Juntá-lo à Hermione é covardia com qualquer outro ship... Perfeitos juntos... e Perfeito seu modo de escrever... Adoraria que escrevesse mais FW/HG, porque eu já decorei todas as suas...

Nota: 5

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Enviado por Fran Apple em 01/06/2013

Vou confessar que essa foi a segunda FW-HG q eu leio na minha vida inteira. Não me lembro exatamente se cheguei ao fim da primeira, também não consigo me lembrar se foi sua ou de outro outor, mas essa definitivamente me prendeu. Gostei bastante e até me abriu a aceitar o casal porque definitivamente Rony e Hermione não é meu negócio. Tive alguns sentimentos perturbadores quanto a Hermione ter feito o último ano longe dos amigos, foi uma sensação estranha, como se eu não conseguisse enxergar Hogwarts sem o trio maravilha. haha. Mas faz parte da história e foi excelente a idéia de tê-la longe tanto tempo. Mesmo que eu tivesse toda essa resistência de aceitar que ela fez novos amigos! hahah! A fic está linda! Do começo ao fim. Comecei a gostar tanto do casal que acho que vou procurar outras para ler. Chacarei seu perfil para encontrar outras! Está de Parabéns!

Nota: 5

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Enviado por jessica salicio da silva em 27/03/2012

Que coisa linda! Me envergonho de não ter lido antes essa fic tão maravilhosa. Me encantei e muito. Parabens mais uma vez dona Artemis! *--------*

Nota: 5

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Enviado por Tha em 02/03/2012

Também achei perfeita e merece sim  ser continuada :)

Nota: 5

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Enviado por Beatrice e Nina Potter em 25/09/2011

Fanfic perfeita.

Nota: 5

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Enviado por Elisa Carvalho em 25/07/2011

Esta fic é maravilhosa e merece uma continuação!! 

Me proponho a lê-la e sem reclamar!!

Bjs!

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por Iza Greenleaf em 21/07/2011

linda, linda eles mereciam esse final!!!

Claro, se quiser continuar, eu me proponho a ler *-*

bjuus

Nota: 1

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:: Página [1] ::

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