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2. Capitulo 2


Fic: Até nunca mais - Draco x Hermione


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 2


 


 


O sol da manhã inundava o quarto.


Hermione piscou os olhos, lutando contra o sono. A temperatura dentro do quarto era tão gostosa, tão agradável que ela desejou dormir um pouco mais. Sorriu.


Feliz, ela sorriu sentindo o peso morno de um braço em sua cintura e de um peito contra suas costas.


Aconchegada, desejou dormir um pouco mais. Consciência lutando contra os sonhos, Hermione tentou lembrar-se de quando na noite passada havia encontrado Ron. Talvez após as compras...


Suas lembranças eram uma confusão e ela tentou com afinco lembrar-se de tudo. Vultos de uma sôfrega noite de paizão e sexo invadiram sua mente e ela ficou imóvel.


Suas mãos tremulas agarraram o lençol, enquanto tentava se mover. Deslocando o pesado homem para longe de si, ela ficou sentada na cama, os longos cabelos, numa cortina em volta de si.


O desespero começou a nascer em seu peito quando notou que apesar de acordado o homem não dizia nada. Nenhum carinho, nenhuma brincadeira. Nenhum tolo gracejo ou reclamação sobre ser cedo demais. Nenhuma tentativa de amar mais uma vez, ou pedido descarado de sexo no chuveiro.


Nada, apenas o silêncio.


Lutando contra o pânico ela olhou em volta, para as longas cortinas que balançavam com o vento. Atraída, Hermione enrolou–se no lençol e saiu da cama. Suas pernas tremiam, agora ela sabia.


As lembranças eram fortes demais para serem ignoradas. Tremula ela andou até as cortinas, sem sair para a varanda. Via o jardim, a mansão.


Um grito sufocado dentro do peito, e ela parou.


De costas para a cama, ela parou.


Draco esperava que dissesse algo. Que olhasse para ele agora que eram um casal.


Mas ela não dizia nada.


Hermione lutou contra o desespero, pensando com clareza. Malfoy. Sua varinha. Imperius. Sim, ela lembrava disso. Assim como lembrava de cada pequeno detalhe daquela noite sórdida.


Estuprada. A palavra gritou dentro de si o medo, a dor e a vergonha. Ron. Ela fechou os olhos pesarosa, ao pensar no noivo.


Draco esperava, não queria pressioná-la. Teriam a vida toda juntos. Hermione virou-se lentamente em sua direção.


Olhos vermelhos, parecia a um passo do choro. Ela tremia.


-Hermione – ele sentou na cama, saindo da posição confortável de observador. Arriscou um sorriso, para vê-la sorrir-lhe tão bonito como fizera na noite anterior.


-Arruinou a minha vida – ela disse baixinho e ele quase não entendeu.


-O que você disse? – ele sorriu agora, imaginando ser um ‘eu te amo’ ou algo assim.


-Arruinou minha vida – ela repetiu, lagrimas correndo de seus olhos. Em nenhum momento ela afastou os olhos daquele homem que a encarava surpreso.


-Passamos a noite juntos, Hermione – ele lembrou-a, tencionando sair da cama, e talvez aproximar-se.


Ela se afastou, agarrada ao lençol, amedrontada.


-Abusou de mim, do meu corpo. – ela disse horrorizada – Você me usou. Estuprou-me. Arruinou a minha vida. – desesperada, ela lembrou-se que não se protegia desde que ela e Ron haviam decidido terem filhos tão logo se casassem – Minha varinha... – ela olhou em volta, dsesesperada – onde está minha varinha?


Draco saiu da cama sim, e tentou segura-la para que se acalmasse. Histérica, Hermione empurrou-o correndo até suas roupas, ajoelhando-se no chão para procurar pela varinha. O choro irrompível e quando ela segurou sua varinha em mãos, levantou-se a apontando para si mesma.


As palavras escaparam desconexas e quase inaudíveis enquanto proclamava o feitiço preventivo. Uma espécie de pílula do dia seguinte dos trouxas. Mataria a semente, caso essa ousasse vingar dentro de si. Sem fôlego, ela encarou-o mirando a varinha nele.


-Destruiu minha vida – ela disse entre dentes, o medo, o horror sendo substituído pelo ódio – meu casamento! Destruiu meu casamento!


-Não vai haver casamento –ele disse tentando ser compreensivo – Passamos a noite juntos – procurou não lidar com o fato dela ter expurgado de seu corpo qualquer possibilidade de gravidez – É minha. Eu te fiz minha. Seu corpo é meu. Somos feitos um para o outro. Hermione, eu...


-MEU CASAMENTO! – ela gritou, o braço tremulo, enquanto o outro segurava o lençol – Acabou com a minha felicidade! Ron nunca vai me perdoar! Nunca! Como pode fazer isso? Eu o defendi, seu monstro! Defendi! Acreditei que pudesse haver uma mudança! Que fosse capaz de mudar!


Era verdade e ele sabia disso.


-Será que não vê que me ama, Hermione, do mesmo modo que a amo? – ele usou disso para acalmá-la – a noite passada foi indescritível.


-A noite passada foi uma mentira. Uma violência! – ela acusou, a face assustadoramente pálida e contorcida em choro e dor – Abusou de mim. Como pode? EU O DEFENDI!!!!!!!!!!!!!


-Eu a amo. Não poderia permitir que se casasse com outro!


-Outro? Ron não é ‘outro’! Ron é o único! É o meu amor! O meu amor! – o choro a fez tremer mais - o meu amor, e nunca vai me perdoar! Nunca!


-Hermione, você não pode contar para ele. Vai perder a amizade dele e de todos os demais. Não vê isso? Termine esse noivado descabido e fique comigo. É o lógico. Agora que é minha!


-Sua? Uma noite não pode me fazer sua! Acha que foi o primeiro? Não! Não foi! Ron é o único na minha vida e ira morrer sendo! Não há outro homem pra mim. Não há outro!


-Eu sei que mantinha relações sexuais com ele, obviamente notei que não é virgem. Não me importo. Sei que o tempo vai mostrar-lhe que sou melhor que ele.


Sua arrogância arrancou dela um riso histérico:


-E como é possível haver alguém melhor do que amor da minha vida? Ron nunca vai me perdoar – ela olhou par ao cão, as lágrimas correndo – porque fez isso comigo? Por quê? – a varinha pareceu frouxa em suas mãos e quando ele tentou um passo a frente ela segurou-a com força, apontando para ele – PORQUE?


- Porque eu a amo. Porque é isso que alguém que ama faz! Eu lutei pelo meu amor. Para tê-la. Para ter uma chance de me expressar, de mostrar-lhe o meu amor. À noite passada, Hermione, dei tudo de mim para mostrar-lhe com cada toque, cada beijo, cada carinho o quanto a amo. Não é isso que as pessoas fazem? Lutar pelo amor?


Hermione olhou para aquele homem desolada. Algo de pena inundou seu peito. Estava em sua face e ele não entendeu o que via. Pena por alguém que nada sabe de amor.


-Não –ela disse afinal, baixando a varinha. Cansada, com uma exaustão inexplicável – não, não é isso que uma pessoa faz para mostrar amor. Malfoy...Meu Deus, não é assim que uma pessoa demonstra amor – ela sentou na beira da cama, sem saber o que dizer ou fazer. – Malfoy, a noite passada não significou nada. Era Imperius. Uma maldição que me guiava. Não era eu. – ele a fitava sem compreender e ela sorriu entre as lágrimas – Eu fui o que você queria que eu fosse. Não era eu. Não havia sentimentos, não havia entrega. Draco Malfoy, você me estuprou. Foi o que fez, e isso não é amor. É perversão. É crime. Quebrou meu coração e destruiu minha vida. Isso não é amor. Não é.


-Eu te amo – ele disse pateticamente e ela maneou a cabeça desconsolada.


-Não é. Não é amor.


-Sim, é. Eu quero amar você a vida toda – ele se aproximou, ajoelhando-se no chão, aos seus pés. Havia um desespero tão grande nos olhos acinzentados que cortou o coração de Hermione. Chorando ela olhou para aqueles olhos.


-Não se machuca aquilo que ama – acusou.


-Eu não machuquei, tratei-a como a uma flor.- ele argumentou.


-Sou apaixonada por Ron desde os onze anos. Passei minha adolescia toda o amando em segredo. Foram meses lutando contra Voldemort ao lado dele, temendo que ambos morrêssemos sem nunca dizer o que sentia. E quando a guerra terminou, ficamos juntos e o mundo ficou tão bonito, Malfoy. Tão lindo como nunca foi. Esses três anos tem sido de pura felicidade. Somos amigos, somos cúmplices, amantes, apaixonados. Eu quero viver minha vida ao lado dele, ter filhos com os olhos azuis, e cabelos ruivos – ela precisou conter o choro de pensar na perca – e envelhecer ao seu lado, ouvindo seus roncos e brigando porque ele não me ouviu mais uma vez. Eu quero que sejamos enterrados juntos, cova com cova e se houver outro lado, um céu, eu quero me encontrar com ele e passar a eternidade ao seu lado. E se alguém ousar machucá-lo eu mato. E esse alguém, nesse momento, sou eu. Eu o traí. Ele nunca vai me perdoar. Eu o conheço. Seu ciúme. Ele nunca vai aceitar. Meu casamento acabou. Não vai acontecer. Eu vou perdê-lo, Malfoy, vou perder o amor da minha vida por sua causa. Por sua causa!


Malfoy levou esse grito na face, e não se moveu. Não era isso que esperava.


-Pensei que pelo amor, devêssemos fazer tudo. Tudo – ele disse baixo, culpado.


-Tudo de digno, honrado e decente –ela notou o modo como ele parecia arrasado e engoliu soluços – Destroçou minha vida, Malfoy e nunca poderia amá-lo. Não havia nada de amor em mim por você antes, e sobretudo agora.


A realidade havia caído sobre Malfoy com a crueza de sempre. Ele se afastou, olhando para aquela mulher aos prantos, decadente, destruída.


-Eu me entrego pelo crime que me acusa – ele disse depois de muito silêncio. Agora podia ver com clareza.


Ver o que fizera.


-Sim, irá se entregar e aumentar minha vergonha. Perco o noivo, minha carreira e o respeito de todos que conheço. É demais para mim – havia cansaço em sua voz. Muito cansaço.


-Procuro por ele e conto o que fiz – ele decidiu, no peito algo de arrependimento e ela sorriu, entre o choro.


-Para que? Para transformar o amor da minha vida em um prisioneiro de Askaban? Ele o mata, Malfoy. Com todo o direito e razão, ele o mata e não posso pensar em ver Ron privado da liberdade. – havia tanto amor em sua voz que ele sentiu a punção de dor de uma facada em seu peito.


-Ficará comigo então? – havia algo de esperança na voz dele e Hermione olhou-o com magoa.


-É claro que não. – disse rápida, e taxativa. – por mim, apodreceria na prisão. Mas não quero destruir minha vida ainda mais. – ela fechou os olhos com força.


Passado o desespero inicial, ela começou a pensar. Era Hermione Granger, e seus pensamentos a guiavam para o caminho certo sempre.


-O que fará? – ele perguntou direto, observando-a andar pelo quarto.


A varinha de Malfoy estava descansando sobre a mesinha de cabeceira. Ela segurou entre as mãos e ele quase gritou quando viu a varinha ser quebrada diante de seus olhos.


-Que lhe doa um terço do que dói em mim – ela disse amarga. Afastando o cabelo da face, ela olhou em volta – Quero me vestir, me deixe sozinha.


-Não me disse o que fará – ele perguntou, um pouco assustado agora que descobrira o próprio erro.


-Eu? Não sei. Mas você, passará um longo tempo fora de Londres. Um longo tempo. Porque vou contar ao Ron, e não quero ver o meu amor em Askaban e se você realmente quer aprender o que é amor, fará o que pedi. Suma! Desapareça! Ache um sentido na sua vida! E encontre o amor – ela precisou conter o pranto ao lembrar que perderia seu grande amor por culpa dele – faça o que fizer, Malfoy, mas nunca mais cruze a minha vida. Nunca mais.


Não era raiva. Não era frustração. Ou ódio, ela realmente não o queria. Derrotado, ele saiu do quarto, deixando-a livre para chorar. O pranto teria que esperar, decidiu Hermione enquanto vestia-se.


Vestida, ela se preparou para partir, não podia desaparatar, por isso andou até a lareira do quarto e apanhou o saco de pó de flú ao lado dos porta retratos vazios de fotos e lembranças de carinho e infância.


Quando Malfoy voltou ao quarto, ela havia partido.


Do outro lado da cidade, Hermione saiu da lareira em frangalhos. Mal deixou à lareira, foi interceptada por braços fortes.


-O que aconteceu? Onde esteve a noite toda?


O medo, a preocupação em sua voz a fez cair no choro. As palavras saíram por sua boca, sem controle, enquanto Ron apenas ouvia...


 


 


Quatro meses depois, o casamento que havia sido adiando por supostas razões de trabalho, iria se realizar. Ninguém da família questionou. Hermione trabalhava tanto que as férias imprevistas com Ron em uma praia, não haviam levantado suspeitas.


Eles precisavam disso. De um tempo para aceitar e esquecer.


Malfoy esperava consciente que tudo teria fim hoje.



Depois que vi que ela estava se casando com o Wesley senti que o resto de cor que ela tinha trago a minha vida se esvaia a cada palavra dita pelo Juiz de paz. Rasgava-me a cada momento. Minha vida já não teria mais cores se Hermione dissesse a palavra que rasgaria meu coração.



Foi um momento de espera. No fundo da alma, esperei, como quem roga que o feitiço não tenha sido tão forte ou tão lúdico a ponto de subjugar os sentimentos. Malfoy observou-a atentamente.


No altar, ao lado de seu noivo, vestida de branco, ela baixou o rosto por um segundo, e então, ergueu-o olhando nos olhos daquele ruivo. Haviam lágrimas.


Não era esperado que uma noiva chorasse antes do sim. Ou que o noivo acariciasse seu resto, beijando-a delicadamente, sussurrado, tão baixo que apenas Malfoy em seu esconderijo poderia ouvir:


-Não foi sua culpa. – Rony sussurrou.


-Eu quero esquecer - ela sussurrou de volta, engolindo as lágrimas. – Quero esquecer, Ron. Por favor.


-Não – ele sussurrou de volta, ignorando o burburinho à volta, que se perguntava o que os noivos cochichavam – Lembre-se. Para que saiba reconhecer o que lhe faz feliz.


Havia dor na sua voz e ela acariciou seu rosto, um sorriso tão bonito abrindo-se em sua face que Malfoy sentiu uma facada em seu peito.


-Sempre vou te amar, Ron.


-Então, diga sim – ele brincou e ela riu.


Olhou para o padre e abriu seu mais lindos sorriso:


– Sim. Eu aceito. Para a vida toda, eu o aceito.


Malfoy baixou a cabeça. Havia sido uma tentativa falha e pobre de obter amor.


Ouviu o sim orgulhoso daquele ruivo e ouviu o gritinho empolgado dela, após a troca das alianças, o beijo, quando Ron a pegou no colo inesperadamente, levando-a pela Igreja para seu total delírio de alegria e felicidade.


Sim, ela estava feliz.


Era amor e ele não poderia fazer nada.


Amor é amor.


Restava-lhe a amargura.


Quem sabe um dia...pudesse amar e ser amado.


Fora da Igreja, Ron era cumprimentado por toda a família e Hermione também. Em dado momento ela pegou a imagem de preto que se escondia nas sombras.


Olhos castanhos presos nos cinzas. Ela não fez nada, não avisou ninguém. Não havia nada de sentimento em sua face bonita, quase inocente, de noiva feliz.


Ron abraçou pela cintura, e Hermione deixou-se levar, sem alertá-los da presença de um comensal da morte espreitando.


E Malfoy soube, que não era amor. Era pena.


Negro demais. O mundo em que vivia era escuro e negro.


Talvez fosse hora de mudar.


Procurar a felicidade em outro lugar.


Hermione notou quando ele foi embora, e com um profundo suspiro de alivio, abraçou seu noivo, agora marido, aliviada por não vê-los duelarem.


Ronald, seu amor.


Um carinho inesperado o fez olhar para ela. Uma troca de olhares que apenas quem ama entenderia.


Num beijo, selaram o começo de um lindo futuro juntos e o resto, ficou esquecido nas sombras...


 


 


FIM


 

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Comentários: 2

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:: Página [1] ::

Enviado por Angel_Slytherin em 26/07/2012

A fic é boa! =)

Mas, como eu sou Dramione, não gostei do final!

Mas é muito bem escrita!! =)

Beijos

Nota: 1

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Enviado por Din Malfoy em 20/07/2011

q dó...

eu chorei... não podia ter nem mesmo um pingo de pena do Draco e dar-lhe um final feliz?

eu o amo tanto q não suportaria ve-lo assim triste e sozinho... :'(

Nota: 5

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