Cap. 26 - O Casamento
14 de Fevereiro de 1978, uma sexta-feira*.
Dumbledore liberara o casal Potter e alguns amigos para comparecerem à cerimônia de casamento de Lily e James.
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Lily estava linda demais.
Florence, Eileen e ela estavam no quarto da ruiva, esperando a limusine que viria buscar a noiva. Os Evans decidiram que o casamento seria ao estilo trouxa. Afinal, como explicar aos parentes as velas flutuantes e suco de abóbora, ao invés de candelabros e refrigerante?
- Como estou?
- Perfeita, Lily. - falou Eileen.
- Tô tão nervosa... – comentou a ruiva.
- Sério? Nem reparei. - debochou Florence.
- Mas, e você? Está se sentindo bem? – perguntou Lily para a amiga.
- Estou ótima, Lily. Por que a pergunta? – estranhou Florence.
- Sirius me comentou que você esteve indisposta nesses últimos dias.
- Não é nada. – suspirou Florence já irritada com aquela história.
- Eu não soube de nada. O que você teve? - perguntou Eileen, preocupada.
- Uns enjôos e tonturas, mas apenas pela manhã, e isso aconteceu só na semana passada. Há três dias não sinto nada de errado. Eu não estou doente! Sirius anda exagerando!
- Que bom. Não quero ver minha madrinha desmaiando no meio do meu casamento. – disse Lily.
- Lily, - chamaram na porta e a Sra. Evans apareceu, os olhos cheios de lágrimas, emocionada que estava desde que viu a filha vestida de noiva. - A limusine chegou, filha. Venham comigo, Eileen e Florence, nós vamos na frente. Lily, desça em 15 minutos.
- Viu, ainda dá tempo de você desistir. - brincou Florence.
- Vá de uma vez. - riu Lily. - Madrinha louca!
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A igreja estava maravilhosamente enfeitada, com óbvios toques de magia aqui e ali. Como os tecidos que pendiam do teto, amarrados em lugar nenhum. O som de um piano no ar, sendo que não havia nenhum piano na igreja e nem rádio. Lírios e flores do campo enfeitavam o local - mais um detalhe mágico: flores lindas e vivas em pleno inverno congelante. Florence chegou e foi para o altar, ficando ao lado de Sirius. Eileen se sentou na primeira fila à esquerda.
- Você está bem? - cochichou Sirius para a namorada.
- Ótima. E pare de dizer pra todo mundo que eu passei mal! Eileen me olhou como se eu tivesse doente. – reclamou Florence.
- Ok. E como está a noiva?
- Nervosa. Pensando em desistir. – disse ela, olhando para Potter.
E James olhou para trás, apavorado.
- Nem brinque. – murmurou ele.
- Calma, James. É só brincadeira. Ela está perfeita, linda, muito mais do que você merece! - falou Florence, séria, antes de abraçar o amigo que suava. - Vem aqui. - ela tirou a varinha de dentro do casaco e, discretamente, apontou para James. - Impervius. - e o rosto dele se secou. - Assim você para de se parecer com a fonte da entrada da igreja.
- Obrigado, Florence.
Dois minutos depois, "Here Comes The Bride" começou a tocar e todos se calaram. Lily entrou de braços dados com seu pai que era óbvio que chorara. Caminharam lentamente até o altar, onde Sr. Evans beijou a testa da filha e olhou para Potter.
- Não me importa quem ou o quê você é. Magoe minha filha e eu vou até o inferno te buscar.
- Pai! - falou Lily.
- Eu jamais magoaria sua filha. – disse Potter. - Lily é a razão da minha vida, Sr. Evans.
E James Potter recebeu a mão da futura esposa, os dois se ajoelharam em frente ao padre e a cerimônia se iniciou.
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Florence, Eileen e Sirius saíram um pouco antes dos noivos para verificar se estava tudo pronto no salão em que seria a festa. Estava tudo perfeito. Haviam espelhos cobrindo uma enorme parede. Mesinhas redondas para seis pessoas enchiam o salão, dispostas em meia-lua, as cadeiras cobertas de seda, flores no centro de todas as mesas. No centro, a grande mesa retangular para os noivos, seus pais e padrinhos.
Florence foi com Eileen à cozinha supervisionar os comes e bebes. Sirius continuou no salão.
Mas, dez minutos depois...
- Sirius, corre aqui! - Eileen gritou da cozinha.
- O que houve? - ele chegou lá correndo. – Mas o quê...?
Florence estava desmaiada, Eileen e uma cozinheira a seguravam para que não caísse no chão.
- Me ajude a levá-la até o sofá da entrada dos banheiros. – pediu Eileen.
Sirius pegou a namorada no colo e a levou até o sofá que Eileen indicara.
- Flor... - ele batia de leve em seu rosto.
- Desde quando isso está acontecendo, Sirius? – perguntou Eileen, preocupada.
- Semana passada ela desmaiou umas duas vezes e teve enjôos diariamente. – respondeu ele, nervoso.
- Você chegou a levá-la ao médico?
- Não. Você conhece sua afilhada, ela é teimosa demais. – disse Sirius, ainda tentando acordar Florence.
- Deixa que eu a convenço.
Florence lentamente foi acordando.
- ...o que houve? – murmurou ela, ainda tonta.
- Você desmaiou na cozinha, minha querida! - falou Eileen.
- Eu devia ter me alimentado melhor hoje. – murmurou Florence, de olhos fechados.
- Sirius, pode nos dar licença, vou fazê-la lavar o rosto. – pediu Eileen - Nos encontramos na cozinha.
E ele saiu.
- Mas e a minha maquiagem, madrinha?
- Como se você precisasse dela pra ficar bonita, Florence! Vem, se apóia em mim, vamos ali na pia do banheiro. - e Eileen ajudou a afilhada a ir até a pia.
Florence lavou o rosto, tonteou por mais duas vezes.
- Flor, o que você tem?
- Eu não tenho nada. Parem de me tratar como se eu estivesse doente! – disse Florence, brava, antes de tontear e se apoiar na pia para não cair.
- Olha só isso! Você está fraca, não tem se alimentado direito. Está pálida... – ralhou Eileen.
- Não há de ser nada, madrinha.
- Vamos agora para a cozinha e você vai comer antes de ir recepcionar os convidados até que Lily chegue!
Sem forças para desobedecer, Florence acompanhou a madrinha até a cozinha. Ela sentou na enorme mesa que havia lá e Eileen preparou um prato com carne e purê de batatas e pôs na frente dela. Mas Florence saiu correndo de volta para o banheiro, a mão na boca. Eileen foi atrás dela.
- Mas o que está havendo? – perguntou Eileen.
- Ânsia. - Florence lavava a boca na pia do banheiro. - Algumas comidas tem me dado ânsia de vômito só de olhar.
- Florence! – exclamou Eileen, como se tivesse lembrado de algo.
- O que foi? - Florence se assustou.
- Você... - Eileen sorriu. - Mas... será possível? - o sorriso aumentou.
- O que seria possível? – ela estava confusa.
- Você está grávida! - Eileen ria.
- Não! - exclamou Florence. - Eu não posso estar... eu sempre tomei a poção contraceptiva, todo dia 7 de cada mês.
- Vocês romperam antes do dia sete! – lembrou Eileen.
- Aquela noite era dia 9... – completou Florence, levando a mão à boca, apavorada. - Por Merlin, madrinha! Eu posso estar...?
- Sim! - e Eileen abraçou a afilhada, rindo à toa. - Eu vou ser avó! Você vai ir ao médico comigo amanhã!
- Não.
- Como não? Vai sim!
- Não posso expor minha gravidez, se eu realmente estiver grávida. – disse Florence, preocupada.
- E vai se consultar com quem?
- Madame Pomfrey vai me ajudar. Vou escrever para ela assim que chegar em casa, hoje à noite. Por hoje, ninguém pode ficar sabendo dessa sua desconfiança, entendeu?
- Eu faço o que você mandar, minha querida! - Eileen abraçou a afilhada. - Eu vou ser avó!
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Lily e James chegaram. A primeira dança do casal se iniciara. Eileen era só sorrisos quando se sentaram.
- O que aconteceu? - perguntou Sirius.
- Nada. Depois conversamos. – murmurou Florence para o namorado.
Como contaria para ele?
"Sabe, Sirius, 4 dias depois de começarmos a namorar eu fui pra cama com Severus e agora, eu, filha do Lord das Trevas, estou grávida dele, um Comensal da Morte."
Era, no mínimo, irônico. Pelo menos alguém estava radiante com a notícia, Eileen não parava de olhar para ela e sorrir. Florence também estava muito feliz, mas também um tanto assustada. Teria um filho do homem que amava, ou filha. Seria fruto do amor deles. Ela passou a mão sobre o ventre liso, disfarçadamente. Aquele era um pedaço de Snape que ela teria pra sempre. Sorriu e olhou para a madrinha que a vira descer a mão ao ventre e tinha água nos olhos. Sorriram uma para a outra, cúmplices.
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15 de Fevereiro, sábado
Eileen saiu cedo.
Florence acordou e foi para a cozinha, tomava seu café sozinha.
- Sam. – chamou, e a elfa apareceu. - Onde foi Eileen?
- A Senhora disse que ia à botica. Pediu à Sam que se certificasse de que a senhorita Florence tomaria um café reforçado.
- Certo. Ela disse se demorava?
- Não, Mestra disse que logo retornava. – guinchou a elfa.
- Ok, pode ir, Sam.
Florence terminou seu café e foi sentar na parte fechada da varanda, nevava um pouco lá fora. Pensou em Lily, no quanto a amiga estava linda e feliz ontem. No quanto Potter a faria feliz... tudo seria tão diferente para eles. Para Florence não haveria um casamento, não haveria uma vida juntos, mas ela teria um filho de Snape.
"Filho ou filha." - e ela sorriu, acariciando o ventre liso.
- Pensando em meu neto, Flor? - Eileen entrava na varanda, sentando ao lado dela. - Dormiu bem, querida?
- Muito, madrinha. O que você foi fazer na botica tão cedo?
- Buscar isto. - e Eileen tirou um vidrinho quadrado o bolso.
- E o que é isto?
- Um teste de gravidez. - ela abriu o vidro. - Uma gota do seu sangue e saberemos. - Eileen pegou a varinha e a mão de Florence e fez um pequeno corte, deixando uma gota pingar dentro do vidro. Ela mexeu e o líquido, antes transparente, tornou-se azul anil. - Sim! Você está grávida, eu vou ser avó!! - e ela abraçou a afilhada. - Vou escrever para Pomfrey agora! - e entrou em casa.
Florence passou a mão na barriga e lágrimas vieram aos olhos, assim como um sorriso, que lhe tomou os lábios.
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Naquele mesmo dia, Pomfrey viera até a Rua da Fiação para ver Florence.
- Está tudo, aparentemente, bem com você. – disse Pomfrey, depois de examiná-la. - Vou pedir alguns exames, que você poderá fazer em uma clínica trouxa e quero vê-los na semana que vem, certo? – a medibruxa se sentou numa cadeira que havia no quarto de Eileen, Florence estava sentada na cama. - E, mais uma coisa, Florence, nada de quadribol. Sei que sua gravidez deve ser mantida em sigilo, não se preocupe. Me chame sempre que necessário e em Hogwarts quero que vá me ver toda semana!
- Ok, obrigada, Madame Pomfrey. – sorriu Florence.
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16 de Fevereiro, domingo
Florence acordou enjoada, como nos dias anteriores. Passou a mão sobre o ventre. Um calor no corpo, acompanhado de uma dor no peito. Tomou um banho para espantar o frio e as lembranças.
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- Mas o quê você está fazendo aqui, Severus?... meu filho, quem fez isso com você? - Eileen exclamou ao abrir a porta para que Snape entrasse. Ele estava com arranhões no pescoço e um no rosto, as mãos igualmente feridas e mancava uma perna.
- Mãe, eu preciso falar com Florence.
- Não! Você não vai incomodá-la! – exclamou Eileen. - Vai embora, meu filho, por favor.
- Eu preciso tentar, mãe... eu a amo. – murmurou Snape.
- Se realmente a ama, não a incomode, por favor! Ela já está muito magoada com você.
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Florence arrumava o cabelo quando ouviu vozes alteradas no andar de baixo. Foi ao corredor. Reconheceu a voz masculina.
"Severus."
Seu coração disparou. Voltaria para o quarto e não sairia de lá até que ele fosse embora. Mas não conseguiu sair do corredor.
- Eu sei, mãe. Por isso preciso falar com ela... eu preciso dela. – Florence ouviu Snape dizendo.
E ela respirou fundo duas vezes, antes de descer as escadas.
Ela o olhou de longe: os ombros largos, ferimentos pelo rosto, mãos e pescoço.
- Não perca seu tempo, Sr. Snape. – disse Florence, fria. - Não pretendo ouvir o que tem a dizer. Eu lhe disse uma vez para não esperar perdão.
- Eu te amo, Flor, admito que errei. Que jamais deveria ter... – começou ele, exasperado.
- Cale a boca e vá embora, Snape. - ela não podia fraquejar, por seu filho.
Florence passou por ele, até a porta, esperando que Snape a seguisse, e abriu a porta. Por coincidência, Black estava parado na entrada.
- Black? – estranhou Snape, uma sobrancelha erguida.
- Snape, como vai? Com licença, Eileen. - Black entrou - Oi, Flor. – beijou a namorada nos lábios, abraçando-a na cintura, postando-se trás dela, encarando Snape, provocador.
- Mas, o quê é isso? - rosnou Snape.
- Estamos juntos. E eu já havia lhe dito isso. - falou Florence.
Snape não disse mais nada, apenas virou as costas e saiu.
Ao vê-lo sair mancando, sem dizer nada, Florence sentiu-se tontear e desmaiou.
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Quando acordou, Eileen estava sentada ao lado de sua cama, adormecida na poltrona, e ela estava com a cabeça deitada no colo do namorado.
- Flor... você está melhor? – perguntou Sirius, baixinho.
- Sim. - ele a ajudou a sentar.
- O que você tem, meu amor?
- Nós temos que conversar, Sirius. Eu preciso te contar... vou entender se você me odiar. – ela murmurava, sem saber como dizer tudo a ele.
- Eu jamais odiaria você, Flor.
"Droga! Por que ele tem que ser tão compreensivo?"I – pensou ela.
- Nós começamos a namorar dia 5 de janeiro, certo? – começou Florence.
- Certíssimo. - ele sorriu.
- E no dia 9, eu dormi aqui na casa da minha madrinha.
- Eu me lembro. – e o sorriso sumira.
- Bem, Severus realmente não estava aqui... mas ele chegou no meio da noite. - Sirius desviou os olhos para a janela. - E nós... ele me agarrou e eu não pude fazer nada! – exasperou-se Florence. – Entenda, por favor, de acordo com o Encantamento, eu pertenço à ele... é algo elementar... eu...
- Você dormiu com ele? – perguntou Sirius, sério.
- Sim. - ela respirou fundo. - E eu estou grávida
- Por que você fez isso, Flor? – perguntou ele, triste.
- Você não entende! Quando Severus chega perto de mim, minhas pernas tremem, só a presença dele já é suficiente para me passar segurança! Meu coração morre milhares de vezes quando eu estou com ele...!
- Eu entendo, sim. Pois é exatamente assim que eu me sinto com você.
- Ah, Sirius. - Florence sentiu as lágrimas rolarem por seu rosto. - Me desculpe. Por favor.
- Pretende contar a ele?
- Não.
- Não vai voltar com Snape? – estranhou Sirius.
- Não. O que eu falei antes ainda vale: quero tentar esquecê-lo.
- Talvez isso seja impossível. – rosnou ele.
- Ao menos, quero tentar. – disse Florence. - Apenas tente não me odiar. – pediu.
Sirius levantou da cama e ficou andando pelo quarto.
- Eu já disse que seria impossível odiar você. – disse ele. - Eu te amo... eu posso fazer você feliz.
- Do que você está falando? – Florence não estava entendendo.
- Se você ainda me quiser ao seu lado... – disse ele.
- Sirius, eu estou grávida do cara que você mais odeia neste mundo. – esclareceu ela.
- Eu sei. Mas não posso deixar você sozinha.
- Não vai romper comigo? – ela não acreditava.
- É isso que você quer?
- Não! Eu gosto de você!
- Gosta? - ele a olhou, esperançoso.
- Claro que gosto, Sirius! Você é sempre tão atencioso comigo, demonstrando a todo momento que me ama. - ele sentou novamente na cama, de frente para ela. - Você ainda quer ficar comigo? – perguntou ela.
- Quero. Não vou abandonar vocês. - ele passou a mão sobre o ventre dela.
Verdes escuros se encheram de lágrimas e ela o abraçou.
- Você não existe! Eu te adoro muito, Sirius...
- Prometo que vou fazer o possível para fazer você esquecer o Seboso. - ele sorriu. - Estamos grávidos, então?
- Sim, de um pouco mais de um mês.
- Vou contar para todo mundo!
- Não! Nem todos podem saber! Lembre-se de quem eu sou! – disse ela, séria.
- Mas e Lily e James?
- Eles, é claro, devem saber. Quero convidá-los para serem padrinhos.
- Eu concordo! – exclamou ele, feliz, beijando-a, docemente.
Eileen acordara, mas continuara fingindo que dormia, e ouvira toda a conversa deles e as palavras e promessas de amor de Sirius. Quando eles pararam de se beijar, ela simulou um bocejo e abriu os olhos.
- Como você está, minha querida? – perguntou Eileen.
- Bem, madrinha. Só... estou com fome!
- Então, vamos alimentar essa criança! – disse Eileen.
E os três desceram à cozinha.
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Após o almoço, Florence lia na varanda, Sirius dormia numa rede. Eileen a chamou na cozinha. Florence foi até a madrinha e sentou na mesa, tomando um chá que Eileen lhe oferecera.
- Flor, querida, você vai aceitar a proposta desse rapaz? – começou Eileen.
- Sim.
- Tem certeza?
- Não, não 100%. – disse Florence, sincera. - Sirius gosta muito de mim, eu preciso de um pai para esse filho, do contrário Severus pode desconfiar e...
- Eu sei que isso seria muito perigoso, para todos nós. - Eileen olhou pela janela. - Fiquei tão preocupada depois de hoje. Ele estava ferido, todo machucado, uma perna mancando...
- Eu vi... eu disse à ele que seria assim.
- Isso não cessa? – quis saber Eileen.
- Não, muito provavelmente piore.
- Só me prometa uma coisa, Florence, não se afaste de mim. Eu quero meu neto ou neta perto de mim.
- Eu jamais afastaria essa criança de você, madrinha! E... eu vou precisar de ajuda. - ela sorriu.
- Com certeza. Se ele ou ela puxar ao meu filho... prepare-se para ver muita carinha emburrada. – riu Eileen.
Black entrou na cozinha, bocejando.
- E aí, preguiçoso? - Florence brincou.
- Aquela rede é que é muito confortável! – defendeu-se ele.
- Quer um chá? – ofereceu Eileen.
- Eu aceito, sim, obrigado, Sra. Eileen. Flor, quer dar um passeio essa tarde?
- Aonde?
- Podíamos dar uma volta no parque. E de tardezinha poderíamos ir ver se os recém-casados já retornaram da lua-de-mel meteórica. – disse ele.
- Isso se eles não estiverem muito ocupados, não é? – disse Florence, brincando.
- Foi um monstro que você criou, querida. - comentou Eileen.
- Nem me lembre disso. Mas não me arrependo. Eles se amam.
- Eu vou ligar pra casa dos pais dela para saber. Podemos combinar de nos encontrarmos no parque, se eles já estiverem de volta. – disse Sirius.
Florence subiu enquanto o namorado foi ligar para os Evans. Ela arrumava suas malas quando ele entrou no quarto.
- Arrumando as coisas para amanhã? – perguntou Sirius, entrando no quarto.
- Sim. Teremos que sair cedo.
- Chegaremos em Hogwarts para o almoço.
- E os Potter? – perguntou ela.
- Estão na casa dos pais de James. Ainda vai levar uma semana para a reforma da casa deles em Godric's Hollow terminar.
- Então, vamos lá ver eles! - disse Florence, feliz por saber que logo veria a amiga recém-casada.
- Ainda, não. - Sirius a abraçou, beijando-a de leve, apaixonado, e ficou a encarando depois, sorrindo.
- O que foi? – estranhou ela.
- Estava imaginando como você ficará com um barrigão.
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Nota da autora:
Sirius tão fofo, mas tãão fofo que nem parece o Sirius...
rsrs
*Na vida real, o dia 14 de fevereiro de 1978 é uma terça-feira.