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4. (Re)Encontro


Fic: Um amor além da vida - NC18 - Atualizada 03-11


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capitulo 5 – Hogwarts


É mesmo impressionante como sua vida pode fazer uma curva brusca e inesperada em uma estrada que lhe parecia inicialmente reta. Essa curva, que você nem mesmo imaginava, causa um acidente que deixa seqüelas e um enorme medo de pegar a direção das coisas novamente.


James não conseguia se perdoar por não estar em casa quando sua família fora atingida. Sirius já tentara argumentar cansativamente que, mesmo que algo tão horrível tenha acontecido graças a Merlin todos tinham saído bem e ilesos, mas nada adiantava.


A família Potter tinha sofrido um ataque que apenas por um milagre não tinha sido fatal. James tinha metade de sua casa destruída. E seu filhinho agora carregava na cara um sorriso zombateiro que era IGUAL ao do Almofadinhas,  além de uma cicatriz fininha em forma de raio, onde Voldemort provavelmente lançara o feitiço fatal. O que poderia ser pior?


A dúvida. A maior e a pior de todas. Voldemort realmente morreu? Dumbledore discordava. Ele diz apenas que algo em Harry o debilitou pra valer. E que não precisávamos nos preocupar com isso no momento.


Devíamos nos preocupar com a casa que havia sido quase que absolutamente destruída por causa do feitiço de Voldemort. Mas mesmo a reconstrução da casa de Godric’s Hollow na verdade não demorou muito tempo. Com a ajuda dos amigos e de boa parte da Ordem da fênix em apenas dois dias os Potter puderam voltar para casa.


Lily tinha sido rapidamente curada pelos curandeiros do St. Mungus, que colocaram suas costelas no lugar e constataram que a pancada na cabeça não fora nada alem de um belo galo. É claro que tentamos ignorar o tempo todo um outro problema que era ainda mais difícil de encarar: Petter nos traiu. Ele era o fiel do segredo. Rabicho entregou o nosso segredo a Voldemort.


Sirius e Remo pareciam tão furiosos e eu precisava tanto de ação, para provar para mim mesmo que ainda era capaz de proteger minha família, que ao voltarmos para casa começamos a fazer planos para capturar aquele rato traidor.


Não seria difícil. Rabicho podia ser um excelente duas caras, mas inteligência nunca tinha sido sua mais expressiva qualidade.


Sirius parecia o mais nervoso. Ele confiara em rabicho o suficiente para colocá-lo em seu lugar como o fiel do segredo. Queria matá-lo, se pudesse. Nunca duvidei por um segundo sequer que ele era mesmo capaz de fazê-lo.


Mas seria necessário ter calma, ou nunca colocaríamos as mãos nele novamente. Eu queria mesmo fazer algo, mas tampouco conseguia me afastar de Lily e de Harry.


E pensando nisso me dei conta de que, finalmente, eu poderia exibir meu filho por ai! Harry, além de ser uma criança extraordinária tinha acabado de destruir Voldemort. Que outro pai podia se gabar disso?


Lily parecia estranhamente calma com toda a situação, apesar de três vezes mais atenciosa com Harry. Sírius me chamou no canto para perguntar se “Ela não poderia sufocá-lo, poderia?” no que eu respondi prontamente que “Não”, mas tinha minhas dúvidas.


- Pontas, se ela continuar a vigiá-lo assim até a adolescência, Harry provavelmente será bobo, nerd e virgem!


Ele parecia realmente desesperado com a opção. Olhei para Harry. Meu filho estava brincando com algumas cartas de snap explosivo. Eu ri:


- Sinceramente Almofadinhas, olhe para Harry! Mesmo agora como uma criancinha fofa, você não pode dizer que Lily o manipula. Céus, Harry só faz o que quer! Ele é uma força incontrolável da natureza. - Objetei rindo muito.


Harry se virou para olhar para nós dois. E o sorrisinho malvado e absolutamente sacana em seu rosto indicava que ele na verdade não era nada fofo.


- Ta certo James. Você deve saber o que diz. E, caramba Harry! Você nem parece uma criança. Deve ser um anão disfarçado de fraldas para ser paparicado por uma bela ruiva.


Harry só revirou os olhos.


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Quase dez anos depois...


- Harry James Potter!  Você tem um segundo para sair dessa cama antes que eu te enfeitice. James! Sírius! Vocês também! Não quero levar o dia inteiro com isso ok?! – Ouvi minha mãe berrar da cozinha.


Abri os olhos lentamente e me espreguicei. Olhei para o relógio; eram oito da manhã.


Caramba, como eu odiava acordar cedo. A razão era boa, mas mesmo assim! O dia podia começar as onze. Levantei meio grogue da cama; não devia ter ido dormir tão tarde. Um bom banho devia resolver tudo.


O meu banheiro estava muito bem armazenado de sais de banho e a enorme banheira me pareceu a melhor coisa do mundo esta manhã. A pedra negra de aparência fria nunca me pareceu tão convidativa. Enquanto a banheira se enchia de água quente, separei as roupas com certo cuidado – detesto me vestir mal – e me preparei para um longo banho.


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- Harry, você está atrasado. Minha mãe mandou a guiza de bom dia.


- Bom dia, mamãe. Beijei-a calorosamente nas bochechas e peguei uma das mechas muito ruivas de seus cabelos. A cor me atraia loucamente. Ela sorriu, como sempre. Como se soubesse de algo que eu desconhecia.


- Ei, Harry! Você está com uma cara péssima hoje. Sírius entrou bocejando na cozinha e foi se sentando todo largado em uma das elegantes cadeiras. – Bom dia, Lily.


Sorri entre dentes:


- Ah, que boa noticia! Eu queria me parecer com você e parece que está funcionando. Que bom que você foi o primeiro a notar. Resmunguei;


- Harry, Harry! Não são nem nove da manhã e já está de mal humor. Parece que você nasceu com 30 anos e envelhece mais a cada ano. Mal tem 11 e parece já ter 40.


Não valia a pena perder a paciência com ele. Não hoje.


- Cala a boca, Cachorro. - Meu pai tinha acabado de entrar na cozinha. – Se Harry parece um velho o efeito com você é absolutamente o contrario. Você parece uma criança de sete anos.


Sirius sorriu descaradamente, como se meu pai tivesse feito um elogio. Ele estava se equilibrando precariamente na cadeira e foi o suficiente pro meu pai. Ele atravessou a cozinha felinamente, e fingia estar tão distraído e desinteressado que eu mesmo levei certo tempo para entender: ele ia derrubar o Sirius.


Não deu outra. Sirius de distraiu abocanhando uma das panquecas que minha mãe havia empilhado feito uma montanha sobre a mesa e foi o tempo necessário para sua queda. Meu pai puxou a cadeira e ele caiu com um barulho alto e os pés ficaram na altura em que antes estava a sua cabeça.


Minha mãe se assustou e se virou abruptamente, e por um segundo parecia muito angustiada, mas quando ela olhou para meu pai e para mim dobrados de tanto rir ela apenas revirou os olhos e disse suspirando:


- Nada como a bela rotina diária. Bom dia James, meu amor. Você está atrasando Harry.


- Eu odeio fazer compras! - Exclamou Sirius, se levantando com a cara fechada. – Não tenho a menor paciência para coisas desse tipo.


- Ninguém esta te convidando cachorro. Este dia é importante para Harry e não para você. - Meu pai disse carinhosamente, contrastando com suas palavras.


- Não seja mal educado James. Na verdade parem vocês dois. Eu sei que você detesta fazer compras Sirius, mas sei também que você – aliás, vocês dois - jamais perderiam a oportunidade de exibir Harry. Então chega de queixas, terminem de comer e vamos logo. A lista de material escolar não é pequena e eu não preciso ser Legilimens para saber que “alguém” vai tentar contrabandear uma vassoura de quadribol, que não está na lista do primeiro ano, para dentro do castelo de Hogwarts.


Três sorrisos amarelos desapareceram por trás da montanha de panquecas. Aposto que, enquanto nos três comiamos o pensamento era semelhante, - às vezes ela parecia a antiga monitora chefe de Hogwarts.


E ninguém precisava mesmo ter visto o sorriso orgulhoso que Lily deu ao se virar de costas para seus três marotos.


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Não era a minha primeira vez no Beco Diagonal. Mas mesmo assim a coisa toda me impressionava e deslumbrava da mesma forma que me enchia a paciência. As pessoas se viravam para me olhar com o mesmo interesse que eu demonstrava ao olhar a vitrine da Artigos de Qualidade para Quadribol.


Depois de nosso café da manhã conturbado minha mãe, meu pai, Sirius e eu fomos para o jardim para aparatarmos para o Caldeirão Furado. Sírius me prometera uma vassoura. Não poderia ser menos que a melhor vassoura de todas.


- Eu levo Harry. Sirius disse pomposamente.


- Nem pensar! O filho é meu, então eu o levo! Meu pai devolveu estufando o peito para parecer mais ameaçador.


- Mas ele é o meu afilhado amado, e aposto que ele quer ir com o homem mais bonito que o mundo bruxo já viu! E se virou para mim; - Certo Harry?


- Errado, Almofadinhas. Na verdade eu prefiro ir com a minha mãe, que além de ser uma belíssima ruiva e uma bruxa de primeira, fala menos que vocês dois.


No que me virei e abracei minha mãe pela cintura. Ela sorriu para mim, que apesar de ser jovem já tinha sua altura, e se dirigiu para meu pai e padrinho enquanto me abraçava de volta:


- Vejo vocês dois lá.


Piscou marotamente, giramos no mesmo local e partimos; Deu tempo de ver o olhar de desamparo dos dois antes de sentir minha mãe torcer-se e fugir do abraço apertado que eu lhe dava e redobrei o aperto; no momento seguinte tudo escureceu; tive a impressão de estar sendo fortemente puxado em todas as direções; não conseguia respirar, tiras de ferros envolviam meu peito, comprimindo-o; minhas órbitas estavam sendo empurradas para o fundo da cabeça; Meus tímpanos entravam crânio adentro; Então...


Simplesmente acabou; e acho que não deve ter durado mais do que alguns segundos; A familiar sensação de ser enfiado por uma mangueira de borracha apertada ainda me desagradava muito.


- Tudo bem, querido? Minha mãe me olhava com aqueles enormes olhos meus, preenchidos de preocupação.


- Claro, estou ótimo – respondi, esfregando as orelhas, que sempre aparatavam com certa relutância.


Dois barulhos idênticos de craques indicavam que meu pai e Sirius haviam chegado. Os dois tinham uma cara emburrada idêntica que me fez rir.


- Ei, Sirius, é moda agora deixar os cabelos para trás quando se aparata? Careca não combina com você!


Ele quase enfartou. E quando pegou no cabelo impecavelmente displicente e viu que continuava no lugar me olhou furioso:


- Escuta moleque, ou você para com tanta gracinha ou vai acabar levando para Hogwarts uma Shooting Star ou uma Silver Arrow para aprender a se manter em segurança.


- Nem pensar cachorro. Meu filho vai ter a melhor vassoura que existe e vai jogar no time de quadribol da grifinoria. A taça das casas vai ser da grifinoria este ano graças ao Harry. Já fazem sete anos que a taça é da nojenta sonserina. E só um Potter montado em uma excelente vassoura pode resolver isso.


- Pelo amor de Merlin vocês dois! Tem tanta coisa para comprar e vocês discutindo frivolidades. Eu vou dar um presente de aniversário a Harry também. Será um animal. Duvido que ele queira levar Nix para Hogwarts com ele. O gato está muito velho.


- Não vou me importar se ele quiser ir. Foi o gato de meu pai, talvez goste de voltar para Hogwarts.


- Mas aposto que o gato se importaria. Minha mãe exclamou. – Vou te dar uma coruja, Harry. Eu quis muito ter uma durante meu tempo em Hogwarts, principalmente quando comecei a namorar com seu pai.


Ela sorriu para meu pai com tanto amor e saudade que eu me vi desejando ter a mesma coisa para mim em dia. Um amor tão grande como o de meus pais.


Enquanto pensava nisso olhando para os dois um vento leve, mas persistente, soprou em volta de mim como um redemoinho. A temperatura pareceu subir um pouco, mas era agradável e acolhedor, como se sentar perto de uma lareira.


O vento parecia sussurrar segredos que eu ao mesmo tempo sabia e não compreendia. Fechei meus olhos para apreciar o momento, quando ouvi a voz doce de minha mãe ao fundo, como se estivesse sonhando: “Harry, vamos! Por que está parado aí?”.


Olhei em volta e eles já tinham se adiantado vários passos. Meu pai e Sirius discutiam algo entusiasmadamente bem a frente. Minha mãe estava um pouco atrás deles e olhava para algum ponto atrás de mim. Como se visse algo ou alguém de quem não gostava nadinha.


E, do nada, veio andando com passos duros e me abraçou possessivamente, como ela costumava fazer às vezes. Eu olhei para trás e não vi ninguém.


- Vamos, Harry, anda logo! Vamos acabar logo com isso, meu filho.


Engraçado a forma de ela frisar o “meu”. Empurrando-me meio que bruscamente para continuar a sua frente, ela não desgrudou mais de mim o resto do dia.


No todo foi bastante divertido. Comprar os livros de minha lista na Floreios e Borrões (Sirius me obrigou a dar autógrafos), materiais de poções na farmácia, balanças de latão e caldeirões e estanho, penas e pergaminhos e as vestes da escola na Madame Malkin tinha sido como um bom presságio, como se meu espírito estivesse aguardando ansiosamente pelo momento de entrar na escola.


Bem, faltava agora apenas o presente de mamãe, o de Sirius e a minha varinha. E a varinha era algo que eu andava mesmo querendo muito.


Minha mãe me levou a um lugar chamado Empório das Corujas e no letreiro abaixo estava escrito: douradas, das-torres, do campo, marrons e brancas.


Não tinha pensado realmente em ter um animal de estimação mas uma coruja seria útil e aposto que minha mãe estava pensando mais nas cartas que eu deveria enviar para casa do que em mim tendo um animal, mas para mim estava ok.


Era um lugar escuro e cheio de ruídos e brilhos e olhos que cintilam como jóias devido às dezenas de corujas. E foi incrivelmente rápido encontrar a coruja perfeita para mim. Ela era absurdamente branca, como a neve e no momento em que eu adentrei a loja nós nos vimos. Eu não escolhi minha coruja, ela me escolheu. Voou de seu poleiro diretamente para meus braços, onde pousou graciosamente e beliscou minha orelha de leve várias vezes, como se dissesse “Você demorou! Sabe o quanto tive que te esperar?” Eu sorri largamente e quando olhei para minha mãe ela também sorria encantada. Esse era realmente um presente de aniversário muito especial.


Quando saímos do Empório das Corujas, com mais um monte de pacotes de ração e uma enorme gaiolona, demos os embrulhos para meu pai e Sirius que nos esperavam do lado de fora. Era a hora de nos separar-mos. Eu ia com minha mãe comprar minha varinha enquanto meu pai e Sirius deveriam comprar minha vassoura. Os pacotes pesados foram divididos entre os homens e minha mãe carregou as penas e os pergaminhos e nos separamos.


A ultima loja era estreita e feiosa . Letras de ouro descascadas sobre a porta diziam Olivaras Artesão de Varinhas de Qualidade desde 382 A.C. Havia uma única varinha sobre uma almofada púrpura desbotada, na vitrine empoeirada. Um sininho tocou em algum lugar no fundo da loja quando nós entramos. Era uma lojinha mínima, vazia, exceto por uma única cadeira alta e estreita em que minha mãe se sentou para esperar. Eu tive uma sensação esquisita como se tivesse entrado em uma biblioteca muito exclusiva, engoli em seco e fiquei espiando as milhares de caixas estreitas arrumadas com cuidado até o teto. Por alguma razão, senti um arrepio na nuca. A própria poeira e o silêncio ali pareciam retinir com uma magia secreta.


- Boa tarde – disse uma voz suave. Eu me assustei. Minha mãe devia ter se assustado também por que ela se levantou rapidamente de sua cadeira alta e estreita. Havia um velho parado na nossa frente, os olhos grandes e muito claros brilhando como duas luas na penumbra da loja.


- Alô – eu disse sem jeito.


- Ah, sim – disse o homem. – Sim, sim. Achei que ia vê-lo em breve. Harry Potter. – Não era uma pergunta. – Você tem os olhos de sua mãe. Parece que foi ontem que você esteve aqui Lily, comprando sua primeira varinha. Vinte e seis centímetros de comprimento, farfalhante, feita de salgueiro. Uma boa varinha para encantamentos.


Vi de canto de olho minha mãe sorrir e concordar. Mas o senhor Olivaras chegou mais perto e eu desejei que ele piscasse. Aqueles olhos prateados estavam me dando um pouco de medo.


- Já o seu pai deu preferência a uma varinha de mogno. Vinte e oito centímetros. Flexível. Um pouco mais de poder e excelente para transformações. Bom, digo que seu pai deu preferência, na realidade é a varinha que escolhe o bruxo, é claro.


O senhor Olivaras chegara tão perto que estávamos quase encostando os narizes. Eu me vi refletido naqueles olhos.


- E foi ai que...


Ele tocou a cicatriz em minha testa com seu dedo longo e fino.


- Lamento dizer que vendi a varinha que fez isso – disse ele suavemente. – Trinta e cinco centímetros. Nossa. Uma varinha poderosa, muito poderosa nas mãos erradas... Bom, se eu tivesse sabido o que a varinha ia sair por ai fazendo...


E para meu alivio, ele desviou os olhos.


- Bom, agora, Sr. Potter, vamos ver. – E tirou uma fita métrica com números prateados do bolso. – Qual é o braço da varinha?


- Direito – respondi.


- Estique o braço. Isso. – Ele me mediu do ombro ao dedo, depois do pulso ao cotovelo, do ombro ao chão, do joelho a axila e ao redor da cabeça. Enquanto media, disse:


- Toda varinha Olivaras tem o miolo de uma poderosa substancia mágica, Sr. Potter. Usamos pelo de unicórnio, penas de cauda de fênix e cordas de coração de dragão. Não há duas varinhas Olivaras iguais, assim como não há unicórnios, dragões e nem fênix iguais. E, é claro, o senhor nunca conseguirá resultados tão bons com a varinha de outro bruxo.


O senhor Olivaras andava rapidamente em volta das prateleiras, descendo caixas.


- Certo, então, Sr. Potter. Experimente esta. Faia e corda de coração de dragão. Vinte e três centímetros. Boa e flexível. Apanhe e experimente.


Mal fiz alguns movimentos com ela e o Sr. Olivaras a retirou de minha mão quase imediatamente.


- Bordo e pena de fênix. Dezoito centímetros. Bem elástica. Experimente.


Eu experimentei, mas mal ergui a varinha quando ela foi novamente retirada de minhas mãos.


- Não, não. Tome, ébano e pelo de unicórnio, vinte e dois centímetros, flexível. Vamos, vamos, experimente.


Eu experimentei; e experimentei. Não fazia idéia do que o senhor Olivaras estava esperando. A pilha de varinhas experimentadas estava cada vez maior mas, quanto mais varinhas o senhor Olivaras tirava das prateleiras, mais feliz parecia ficar.


- Freguês difícil, hein? Não se preocupe, vamos encontrar a varinha perfeita para o senhor em algum lugar, estou em duvida agora... É, por que não?, uma varinha incomum, azevinho e pena de fênix, vinte e oito centímetros, boa e maleável.


Apanhei a varinha e senti um repentino calor nos dedos. Ergui a carinha acima da cabeça e baixei-a cortando o ar empoeirado com um zunido e uma torrente de faíscas douradas e vermelhas saíram da ponta como um fogo de artifício, atirando fagulhas luminosas que dançavam nas paredes.


Minha mãe gritou entusiasmada e o senhor Olivaras exclamou:


- Bravo! Mesmo, ah, muito bom. Ora, ora, ora... Curioso, curiosíssimo.


Repôs a minha varinha na caixa e a embrulhou em papel pardo ainda resmungando:


- Curioso... curiosíssimo...


- O senhor me desculpe – Disse minha mãe. – Mas o que é curioso?


O senhor Olivaras encarou minha mãe, com aqueles olhos claríssimos e se voltou para mim:


- Eu me lembro da cada varinha que vendi Senhora Potter. De cada uma. Acontece, que a fênix cujo a pena está na varinha de seu filho produziu mais uma pena, apenas mais uma. É muito curioso que o Senhor Potter tenha sido destinado para esta varinha por que a irmã dela, ora, a irmã dela produziu esta cicatriz.


Eu engoli em seco.


- É... Tinha trinta e cinco centímetros. Puxa. É curioso como essas coisas acontecem. A varinha escolhe o bruxo, lembre-se... Acho que podemos esperar grandes feitos do senhor, senhor Potter. Afinal, Aquele-Que-Não-Se-Deve-Nomear realizou grandes feitos, terríveis, sim, mas grandes.


Eu estremeci e tive a sensação de que minha mãe também. Não tinha muito certeza se gostava do senhor Olivaras ou não. Minha mãe pagou sete galeões pela varinha e o Senhor Olivaras se curvou quando saímos.


O sol de fim de tarde quase chegara ao horizonte quando nos encontramos com meu pai e Sirius que estavam com minha vassoura nova embrulhada em mãos. Nem consegui me animar com isso. Eles falavam que eu não saberia qual era o modelo até que eu chegasse a Hogwarts, mas eu nem me importei. A visita a loja do Olivaras tinha deixado uma sensação muito ruim em meu estômago.


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- Nós estamos atrasados. – Nós quatro corríamos apressadamente pelos corredores da estação de King’s Cross e esse era o comentário mais construtivo que Sirius podia fazer?


Nós três reviramos os olhos para eles. Claro que estávamos atrasados. Tínhamos que estar. Qual era a graça de chegar na hora certo?


A plataforma nove e meia já podia ser vista do trecho que percorríamos. Era só atravessar a barreira e eu poderia pegar a locomotiva vermelha que me levaria pela primeira vez a Hogwarts.


Mas, ao chegarmos a barreira, uma família inteira de milhares de ruivos estava parada logo em frente. Seus cabelos tão iguais a cor de fogo fizeram Sirius rir pelo nariz. Eu me senti eufórico. Meu coração estava batendo com tanta força em meu peito que eu achei que fosse vomitar. A ansiedade que tomou conta de mim era estranha, anormal. Não conseguia explicar. Eu estava ofegante e suava frio, como se eu estivesse prestes a perder a minha vida e precisasse mesmo me salvar de alguma forma.


Enquanto eu estava preocupado com meu estado instantâneo de confusão e ansiedade, os três adultos que me acompanhavam sorriam e iam de encontro aos milhares de ruivos da estação.


Fui logo atrás deles, muito desconfiado. Parecia que eu estava caminhando para minha morte.


Meu pai cumprimentou o que parecia ser o pai daquela gigantesca família, um homem alto e magro e que já estava começando a ficar careca e a mulher gorducha e baixinha que parecia ser sua esposa. Papai nos apresentou.


- Harry, estes são Arthur Weasley e sua esposa Molly Weasley. São nossos velhos amigos da Ordem da Fênix.


- Harry Potter! Deus do céu, muito prazer em conhecê-lo. Bom, você acabou com as razões do por que seus pais e nós nos encontrávamos, mas isso de forma alguma me incomoda. Apesar de gostar muito de seus pais. É realmente um prazer ver você, pela primeira vez. Seus pais costumavam te esconder, sabe?...


- Arthur! Deixe o garoto respirar. – A senhora Weasley interrompeu, como se o marido estivesse falando demais. – Olá, Harry, querido. É realmente um prazer conhecê-lo. Vai estudar com nosso filho Rony. É a primeira vez dele também.


Os milhares de ruivos eram na verdade cinco filhos e seus pais. Olhando melhor agora, dava para ver que eram cinco rapazes. Quatro estavam atrás de seus malões e o quinto parecia ser o mais jovem e estava escondido atrás da mãe e eu não conseguia vê-lo, só suas pequenas mãozinhas apertando a cintura da mãe fortemente.


- Prazer, Sr. e Sra. Weasley.


- Esses são nossos filhos: Percy (apontou para o que era o filho mais velho, que era alto e usava óculos de aro de tartaruga, como os de seu pai), Fred e Jorge (os gêmeos acenaram identicamente, me impossibilitando de saber quem era qual), Rony que vai estudar no mesmo ano que você (o garoto estava com as orelhas vermelhas e não conseguia disfarçar a cara de curiosidade. Eu lhe dei meu melhor sorriso irônico) e essa é a pequena Gina.


Então, era uma menina. A mãe fez um enorme esforça para fazê-la de soltar, para que nós pudéssemos vê-la.


E de repente não havia mais milhares de ruivos, nem trens, nem meus pais, nem qualquer outra pessoa naquela estação que não fossem eu e aquela pequena ruiva. Eu quis rir e chorar, correr e gritar e abraçá-la apertado para nunca mais soltar. Aquela pequena garotinha ruiva era a coisa mais importante e assustadora que eu já encontrara na vida. Eu não era nada. Meus pais não eram nada. O mundo não era nada. Aquela pequena ruivinha, com seus olhos amendoados era tudo. Eu esperei o momento em que eu a encontraria. Eu nasci para encontrá-la.


Algo despertou dentro de mim, no momento em que olhei para ela. E eu não sabia se gostava disso ou não.


E o maior medo que já senti na vida me dominou. Eu não queria mais olhar para ela. Eu desejei nunca ter conhecido aquela maravilhosa criaturinha ruiva.


Eu comecei a rir descontrolado. Minhas mãos suavam. Era um riso histérico, que não parecia sair de mim; Era como se eu visse a situação de fora do meu corpo.


Todos me olhavam com cara de interrogação. A pequena criaturinha não me olhava como se não entendesse, pelo contrário, era como se ela entendesse absolutamente tudo, tudo, sobre mim; Ela me olhava com certo medo também; e com deslumbramento.


Eu não conseguia parar de rir e ao mesmo tempo não conseguia parar de olhar para ela.


E o medo. Um medo terrível. Mas medo de que? Eu não sei, não entendo. Eu estava com medo daquela Pintinha?! Daquela não. Da minha. Minha Pintinha.


O meu medo era o de perdê-la.


Meio tonto, meio alucinado. Tentei apenas parecer nervoso por estar indo para Hogwarts. Meu pai e Sirius pareciam satisfeitíssimos com a resposta, mas minha mãe parecia cuidadosa.


Que droga, ela precisava mesmo ser tão observadora?


E eu, não conseguia mesmo parar de procurar a Pintinha com os olhos. Olhava para ela toda hora. Ela corava um pouco, mas encarava meu olhar, sustentando-o teimosamente.


E eu exultava a cada vez que isso acontecia.


Mas eu ainda queria afastar ela de mim. E não conseguia parar de olhar para ela. Eu queria apertar ela em meus braços e ao mesmo tempo desejava que sumisse.


E tudo o que consegui fazer foi o que aprendi com Sirius. Apresentar um enorme sorriso irônico na minha cara.


Quando me dei conta disso, percebi que a vermelhidão no rosto dela e o olhar teimoso poderiam ser simplesmente de defensiva, por causa da droga da minha cara irônica. Eu parecia a estar ridicularizando.


Argh!


A sensação de exultante alegria por a estar fazendo corar, caiu em meu estomago como várias pedras de gelo e o gosto amargo da minha boca não significava exatamente alegria.


Mas que droga de Pintinha complicada!


Quando percebi que estava parado, desarrumando os cabelos loucamente, com apenas minha mãe ao meu lado, decidi que era hora de por a cabeça no lugar.


Respirei fundo. Fiz minha melhor cara de paisagem.


- O que foi, mãe? – Perguntei de forma inocente.


- Tudo bem com você meu bem? - Ela parecia preocupada. Mas seus olhos brilhavam.


- hum, hum. – resmunguei, não resistindo a tentar olhar pelos lados dela, que estava bem na minha frente, para poder ver a Pintinha.


- Harry, Gina não vai para Hogwarts este ano.


Caramba! Não sei se a pior sensação foi a de saber que eu não a veria tão cedo, ou a de saber que eu estava sendo tão obvio.


- E o que tem isso? – Tentei desconversar. Não queria admitir nenhum interesse pela Pintinha.


- Harry, pode até fingir que não sabe do que eu estou falando. Mas não se preocupe, o Sirius não viu. – Ela sorriu docemente e eu fiquei mais a vontade. Sirius queria me ver com garotas mais velhas. – Mas acho que a Molly também notou alguma coisa.


Eu arregalei meus olhos tanto que pareciam que ia saltar das orbitas.


- Notou o quê? O que tem para notar? – quase gritei. Ta certo, foi diferente com a Pintinha. Nunca conheci ninguém como ela. Mas o que tinha para notar?


- Acho que você vai descobrir sozinho.


- Ótima hora de ser enigmática mãe.


- Relaxe, Harry. E vá entrando logo no trem. Ou você também vai acabar não indo para Hogwarts este ano.


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Eu estou me sentindo meio zonzo. De toda a confusão para se achar uma cabine no Expresso de Hogwarts e tudo mais e me despedir de todos, na minha cabeça é tudo um enorme borrão.


Tudo que me lembro com muita clareza era da pequena Pintinha chorando e acenando timidamente. Nada poderia ser mais belo e doloroso.


- Ei, Harry. Vai querer alguma coisa do carrinho?


Fui acordado de meu devaneio, pela voz de Rony. Olhei para ele sem entender e ele me apontou a porta da cabine onde estava parada a senhora que cuidava do carrinho de comida.


Levantei-me, na verdade não estava com fome, mas queria algo com o que ocupar.


- Vou querer um pouco de tudo.


Coloquei o monte de comida no assento vazio entre nós dois. Estava dividindo a cabine com Rony e seus irmãos Fred e Jorge. O outro, Percy, era monitor e monitores tinham um vagão inteiro do trem só para eles. A pequena Gina ainda era muito jovem para ir para Hogwarts. Suspirei.


- Sirva-se. – Ofereci.


- Uau. Você tem dinheiro mesmo. – Ele parecia impressionado. – Tudo o que eu trouxe foram esses sanduiches de carne seca. Já avisei a ela que não gosto, mas somos muitos para ela se lembrar. – Ele tirou os pacotinhos encalombados do bolso para mostrar.


- Deve ser legal ter quatro irmãos. Você nunca deve se sentir sozinho. – Objetei. Ele parecia chateado com o lance dos sanduiches.


- Tenho seis irmãos. Carlinhos e Gui já se formaram. Carlinhos está na Romênia estudando dragões e Gui trabalha no Egito para o Gringotes. Os outros você já conhece.


Sim, eu conhecia. Especialmente a caçula, que não me saia da cabeça.


- Ei Rony, para qual time de quadribol você torce?


- Chudley Cannons é claro! Não existe time melhor no mundo!!!


- O que? – Tive que rir. – Chudley Cannons não ganha um campeonato há um século e tem feito uma campanha mais medíocre do que a outra! Fala sério, Rony, você não pode torcer pelo Chudley Cannons!


- Certo. Você torce por quem?


- Holyhead Harpies, é claro.


- Um time só de mulherzinhas? Grande coisa. Pois continuo com o Chudley Cannons.


- Qual o problema em ser um time só de mulheres? É o time do meu pai e do Sirius. É claro que o Sirius torce por que é um time só de mulheres, mas meu pai torce pela qualidade técnica. A partida de 1953 e até hoje considerada a melhor de todos os tempos.


- HÁ! Isso tem mais de quarenta anos. É um passado mais que remoto.


- Não sei como você pode falar isso. Seu time não ganha uma partida a mais de um século!!!


E a discussão sobre quadribol levou o resto da tarde. Quando estava ameaçando anoitecer, os gêmeos se juntaram a nós. Foi uma viajem tranqüila e até divertida, sem que eu voltasse a pensar na minha Pintinha outra  vez. Fred e Jorge saíram com seu amigo Lino Jordan para falar com algumas garotas em outra cabine.


Quando tínhamos acabado de trocar de roupa e colocar as vestes da escola, uma garota de cabelos castanhos muito volumosos e dentes um pouco grandes demais, entrou na nossa cabine.


- Vocês viram um sapo? Neville perdeu o dele.


Ela nos olhava com um jeitinho superior e antipático. Balançamos a cabeça negativamente.


- Não? Que bom que já trocaram de vestes. Fui lá na frente perguntar ao maquinista e já estamos quase chegando. Eu sou Hermione Granger.


Ela falava muito rápido.


- Harry Potter. – Respondi.


- Rony Weasley. – Rony se apresentou meio embolado, ficou parecendo roniasley.


- Hum, prazer. – Ela disse olhando estranho para Rony. – Você então é Harry Potter. Eu li tudo sobre você, é claro. Você está em História da Magia Moderna e em Ascensão e Queda das Artes das Trevas e em Grandes Acontecimentos do Século XX.


- Estou? – perguntei confuso.


- Nossa, você não sabia? Eu teria procurado saber de tudo se fosse comigo. Já sabem em que casa vão ficar?


- Grifinória. – Rony e eu respondemos em uníssono.


- Bom, acho que é a melhor. Ouvi dizer que o próprio Dumbledore foi de lá. Mas imagino que não seria muito ruim ir para a Corvinal. Bem, vejo você dois mais tarde. E saiu.


- Bom, seja qual for minha casa, espero que ela não esteja lá. – Rony disse emburrado.


Eu sorri para ele, cúmplice. Mas o vi dando uma olhada bastante significativa para a porta. Garotas são estranhas, por mais que o Sirius queira que eu as ame aos montes. Mas vendo Rony dando olhares carrancudos para a porta, percebi que garotos também eram muito estranhos.


A vida em Hogwarts seria mesmo bem divertida.


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Olha eu aqui de novo!


Pessoas, trago uma boa noticia, estou de férias! Acabaram-se as provas e meus períodos sumidinha daqui; e o próximo capitulo não vai demorar, prometo. E obrigada pelos comentários, me fizeram rir bastante. E me emocionar, é claro. E me desculpem por qualquer erro de ortografia, tentei fazer meu melhor. E quero mais comentários! Muitos deles. Por que se não, posso mudar de idéia e demorar muito pra postar o próximo!!!


Bejuh amores, e até o próximo.

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