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7. Suicida?


Fic: A filha de Alvo Dumbledore


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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POV Snape


-Eu quero essa garota fora daqui Dumbledore! – exigi batendo o punho em cima da mesa do diretor; eu havia acabado de relatar ao velho o que a vagabunda da filha dele havia feito. A ira dominava-me como um veneno, penetrando cada vez mais fundo em minhas células, consumindo-me. Eu queria a cabeça de Jennifer Kimmel.


Dumbledore estava cansado, esfregou os olhos por baixo dos óculos meia-lua, tentando pensar, não precisava usar de lesgimencia para saber que ele tentava buscar uma solução, um motivo para não expulsar a própria filha, mas só haveria um modo de isso acontecer; eu não dando queixa, ou seja, impossível.


Essa garota ultrapassou todos os limites e não seria meu respeito por Dumbledore que me faria mudar de idéia, eu tinha todos os direitos para exigir a expulsão dessa garota e não voltaria atrás, não importava o que o velho dissesse. Jennifer Kimmel me ridicularizou e desmoralizou perante toda a sala, Dumbledore tinha sorte por eu querer apenas me livrar dela e não me vingar.


-Severus, por favor, vamos conversar... – Pediu o diretor, suplicante. – Tenho certeza que podemos achar uma solução. – Dumbledore estava desesperado, contudo eu não iria ceder, não desta vez.


-Eu tenho a solução. – grunhi entre dentes. – Jennifer Kimmel expulsa desta escola! – O sangue fervia em minhas veias, mais do que minha reputação, minha honra estava ferida; depois de lutar durante anos contra as trevas, depois de quase morrer inúmeras vezes... Me vem uma fedelha e ousa estapear-me?


Dumbledore ia responder quando nossa conversa foi interrompida pela lareira do escritório que começou a chamuscar e de dentro dela uma jovem de cabelos logos e castanhos, olhos azuis e um corpo muito bem moldado em trajes trouxas e bem indiscretos – uma mini-saia jeans e uma blusa de gola alta e de mangas compridas branca juntamente com uma sandália de salto-alto preta. Seus olhos estavam vermelhos e inchados e sua expressão era de pura fúria e desespero.


Ela se aproximou da mesa e apontou um dedo para Dumbledore – Se algo acontecer a ela eu nunca vou perdoá-lo! Nunca! – sua voz era entrecortada, o pânico era visível em seu olhar e o medo em sua voz.


Olhei para Dumbledore tentando compreender quem era a garota mas o diretor parecia em choque demais para fazer alguma coisa, e antes que eu pensasse em algo uma nova pessoa saiu da lareira, um homem, mesma idade da menina, cabelos loiros ligeiramente compridos, olhos azuis e um corpo musculoso, sem exageros, também vestido com roupas trouxas -  trajava uma calça jeans e uma camiseta pólo azul-marinho.


-Vamos Mary, - ele puxou a jovem seguindo apressado em direção a porta. – Não temos muito tempo! – sua voz era agitada, ele olhou de relance para a mão da garota que só então pude notar que havia um objeto brilhante, tendenciado ao laranja. Nas mãos do menino havia um objeto também, mas mão pude compreender o que era.


Logo em seguida um novo menino saiu da lareira, cabelos escuros assim como os olhos, corpo definido, suas vestes eram semelhantes aos do outro garoto trocando apenas a camiseta pólo por uma camiseta comum branca.


–O que vocês estão esperando, em nome de Deus? – gritou ele nervoso e retirou do outro garoto o objeto que estava em suas mãos e saiu correndo porta a fora, sendo seguido rapidamente pelos outros dois, sem nem mesmo se preocupar com a minha presença ou com a de Dumbledore.


Olhei novamente para o velho a fim de respostas. – O que diabos foi isso? – perguntei irritado com a falta de reação do diretor que pareceu acordar com minhas palavras.


-Eram os amigos de Jennifer que vivem no Brasil. – Dumbledore parecia confuso consigo mesmo, mas não precisou mais de meio segundo para algo clarear em sua mente e o pavor tomar conta de si. Ele se levantou fazendo-me ficar alerta. – Jennifer... – sussurrou ele desesperado e correu porta a fora, atrás dos três garotos.


Sua voz estava tão assustada e seu olhar apavorado que me preocupou, o que poderia ser agora? Antes de pensar duas vezes eu estava correndo atrás deles. Contudo ninguém nos viu, todos os alunos ainda estavam em aula de forma que os corredores estavam desertos.


O garoto que corria na frente chegou certeiramente no quarto de Jennifer, como ele sabia onde era? – Está trancada! – gritou ele ao tentar forçar a maçaneta. A garota vinha logo atrás e sacou a varinha de algum lugar entre suas vestes.


-Saia da frente! – gritou ela com fúria, o garoto mal teve tempo de se afastar ela já gritava mirando a varinha para a porta. – Bombarda! – e a maçaneta explodiu, ainda com a fumaça alta ela entrou no quarto sendo seguida pelos meninos e logo atrás por Dumbledore e eu. – Me dêem cobertura! – ouvia gritar assim que entramos no quarto.


Mal tivemos tempo de agir e um coro de “Expelliarmus” e nossas varinhas – minha e de Dumbledore – voaram longe. Novamente me vi desorientado, sem conseguir compreender tudo aquilo. Quando foi que nós viramos os inimigos?


Automaticamente estava pronto para reagir, anos servindo o Lorde das Trevas me fizeram desenvolver um instinto de sobrevivência, contudo, na fração de segundo que parei para olhar em volta novamente a falta de reação me tomou.


O quarto estava destruído, alguns objetos quebrados, outros em chamas, um vento forte varria o local, o que havia acontecido ali? Em um pânico interno eu busquei novamente os dois garotos que haviam nos desarmado, eles continuavam em posição de ataque, como se todo o cenário em volta estivesse perfeitamente normal.


Novamente a incompreensão me dominou, como eles poderiam estar tão inertes? Como o quarto ficara naquele estado? Busquei no olhar de Dumbledore respostas, mas vi seu olhar aprisionado em desespero tão profundo que eu acreditava beirar a loucura. Seu olhar fixo a algo além dos meninos; segui seu olhar.


Em um canto do quarto, encolhida, cercada por uma poça de sangue, estava Jennifer Kimmel. Ela estava consciente, suas mãos segurando com violência os cabelos, seus punhos com cortes grandes, dando vazão ao sangue a sua volta e em sua roupa, seu corpo tremia movido por um choro histérico.


Meu corpo inteiro se resfriou diante daquela imagem assustadora, como a garota chegou naquele estado? Ela era suicida? O que havia acontecido? Seria tudo isso causado pela provável expulsão que eu exigia?


Fiz menção de me aproximar para fazer algo antes que fosse tarde de mais, ansioso por fazer qualquer coisa, amedrontado com a idéia de Dumbledore perder essa filha; contudo a varinha de um dos meninos se aproximou, relembrando-me de sua presença. – Não se aproxime! – grunhiu ele.


-Seu idiota, ela vai morrer! – rebati, mas o garoto continuou firme, novamente busquei em Dumbledore alguma solução, mas ele continuava olhando aquela cena degradável, forçando-me a olhar também.


A menina que viera junto com os garotos estava se aproximando, se ajoelhou em frente a Jennifer e segurou seus pulsos com força, tentando estancar o sangue, pude ver uma fumaça sair daquele aperto, provavelmente os poderes de Jennifer estavam fora de controle, tornando seu toque algo inflamável, contudo a garota não se deixou intimidar diante da visível dor.


-Jenny, Jenny olhe para mim! – suplicava a garota com a voz duas oitavas a cima. – Jenny! Jenny você não teve culpa! Você está me ouvindo? Você não tem culpa!


Novamente a confusão me tomou, culpa pelo que? Jennifer não parecia ouvi-la, negou freneticamente com a cabeça, cada vez mais aterrorizada, cada vez mais degradável.


-Jenny, você não tinha como impedir! – gritava a amiga inutilmente. – Você fez tudo que podia! Todos nós fizemos! Você não teve culpa! – o desespero de cada um de nós naquele quarto aumentava a cada segundo. A incapacidade de agir minha, a visão da filha a beira de uma loucura de Dumbledore, o fracasso da ajuda da menina, a dor de não poder agir diante da necessidade dos meninos.


-Jenny, olhe para mim. – Pediu a amiga desesperada. – Olhe para mim, Jen. – seu pedido era quase uma suplica, ela parecia ter consciência de como o relógio era seu inimigo ali. – Você se lembra do ultimo pedido que sua mãe me fez? Lembra, Jen? – Um sorriso que não chegava aos seus olhos rasos d’água surgiu nos lábios da menina. – Ela me fez jurar que eu nunca deixaria você se culpar por sua morte! Lembra, Jen? Você se lembra, não lembra?


Senti o pavor tomar conta de meu corpo, Jennifer se culpava pela morte da mãe? Por que ela informação mexeu tanto comigo? Seria culpa por ter chamado a mãe dela de vadia? Se fosse por isso que ela havia me batido era totalmente compreensível. Mas...


De alguma maneira me comovi com o desespero da garota, senti sua dor, desejei poder erradicá-la, fazê-la minha, qualquer coisa que minimizasse seu sofrimento, mas por que? Por que eu me importava?


Olhei para Dumbledore e o vi preso em um mar de desespero inigualável, seus olhos transbordavam as silenciosas lágrimas, seu corpo inteiro parecia pronto a desfalecer mas seu olhar continuava vidrado no sofrimento da filha, incapaz se quer de piscar.


-Eu... – finalmente Jennifer começou a falar, sua voz entrecortada pelo choro, banhada no desespero. – Eu a matei... Eu a matei... Eu deixei ela morrer...


-Não não... – a menina foi firme. – Você fez tudo que podia Jennifer, ela lhe falou isso. Ela a amou até o ultimo minuto esperando que você nunca se culpasse... Ela descansou, Jenny. Ela já não agüentava mais... Foi o melhor. – a menina, embora mantivesse suas palavras firmes e fortes, também chorava, desesperada por fazer Jennifer compreender e aceitar suas palavras.


Jennifer continuava insana, seus poderes destruindo cada vez mais o local, o sangue ainda vazando por seus punhos. – Ela se foi... Ela se foi... – e então uma sequência se prosseguiu, Jennifer se perdeu olhando o nada, abalada como se acabasse de saber da morte da mãe. – Ela se foi...


A menina soltou os punhos de Jennifer e a abraçou, prendendo-a com força. – Eu estou aqui agora... – ela se separa e segura o rosto de Jennifer entre suas mãos. – Está me ouvindo? Você não está sozinha! Eu estou aqui... – ela apóia a testa na testa de Jennifer. – Nós estamos aqui. Eu, o Paulo e o Pedro. Estamos aqui com você Jennifer! Tudo vai ficar bem eu prometo.


Jennifer olha para a amiga, parecendo reconhecê-la pela primeira vez, a ventania começa a se acalmar e o fogo a cessar. – Mah...? – Jennifer perguntou num sussurro, sem conseguir acreditar que a amiga estava ali.


-Sim, sou eu Jen, eu estou aqui. – ela abre um fraco sorriso. – Vamos passar por isso. Juntas. É apenas mais uma dia ruim, lembra? Tudo vai ficar bem, eu estou aqui com você.


Os meninos hesitaram, se entreolharam e abaixaram as varinhas em sincronia, voltaram-se para as amigas abraçadas, chorando juntas e se aproximaram, ambos colocaram a mão no ombros de Jennifer, apoiando-a. – Estamos todos aqui, Jen. – disse um dos meninos. – E sempre estaremos.


-Sempre que você precisar... – completou o outro com um sorriso fraco nos lábios.


Mesmo não estando sob alvo da varinha eu ainda não consegui reagir de primeira, tentando compreender o que fora tudo aquilo, como aqueles garotos sabiam... Por que Jennifer se culpava...


Meus questionamentos foram interrompidos quando Jennifer desmaiou nos braços da amiga. – Ela perdeu muito sangue. – declarou a menina rasgando as vestes de Jennifer e amarrando os punhos da mesma. Dumbledore reagiu e eu também; pegamos nossas varinhas e nos aproximamos apressadamente. A garota manteve Jennifer em seus braços.


Me aproximei murmurando alguns encantamentos, tentando fechar os cortes. – Ela se cortou com a varinha... – declarei após uma rápida análise. – Precisamos levá-la a Madame Pomfrey. – minha voz era levemente urgente, minha mascara continuava intacta embora minha cabeça girava de questionamentos e preocupações.


Dumbledore assentiu próximo ao histerismo muito embora nada dissesse, eu quase conseguia sentir sua dor, ouvir seus gritos silenciosos por sua filha e tomado por uma estranha compaixão pelo velho, antes mesmo conseguir pensar direito, ergui Jennifer Kimmel em meus braços, causando surpresa em todos os ali presentes.


Antes que eu pudesse desistir de tentar salvar a garota eu sai do quarto, seguindo apressado com a garota desacordada em meus braços, contudo, já estava beirando ao horário do almoço e alguns alunos já estavam pelos corredores escandalizando-se ao ver seu temido professor de poções, o qual fora estapeado mais cedo – ah sim, todo o colégio já sabia a essa altura. – carregando a menina que tivera tal audácia ensangüentada pelos corredores.


Se antes minha fama assustava alguns agora com certeza amedrontaria a todos. Tal pensamento me fez rir internamente. Rapidamente cheguei a enfermaria colocando a menina no primeiro leito livre que encontrei. Pomfrey veio no mesmo instante, escandalizando-se ao ver Jennifer ali, naquele estado.


-Mas o que houve? – perguntou ela horrorizada enquanto começava a murmurar alguns feitiços e encantamentos.


-Parece que temos uma suicida em Hogwarts. – falei friamente, enquanto me afastava alguns passos e cruzava os braços, pelo canto do olho vi Dumbledore chegar com os três garotos, a menina em prantos, desolada, toda a firmeza de minutos atrás substituída pelo desespero.


-Como ela está? – perguntou Dumbledore sem conseguir esconder o pânico que o tomava, ansioso por ouvir boas noticias em relação a sua filha.


-Ela perdeu muito sangue. – declarou Pomfrey, uma ruga de preocupação começando a surgir em seu rosto.


A garota intensificou seu choro, escondendo o rosto no peitoril de um dos amigos. – Oh, meu Deus. – soluçou ela desolada, o garoto a acolheu em um abraço, seu rosto também retorcido em um rio de preocupação.


-Ela usou de muita magia para se certificar que os cortes não se fechassem... – Continuou Pomfrey. – Vou fechar o corte, mas precisará se passar uma pomada por alguns dias, para que não reabra... – ela foi até o armário e pegou, o que reconheci ser uma poção para repor sangue, e derramou nos lábios de Jennifer, forçando-a a beber.


Em sequência pegou a pomada antes citada e passou sobre os pulsos de Jennifer, por fim os enfaixou. – Ela vai ficar bem. – declarou Pomfrey fazendo um gesto com a varinha e transfigurando as roupas da garota em vestes de enfermaria; cobri-a com o lençol. – Mas precisa ficar sob observação essa noite. – Ela lançou um olhar significativo. – Se ela tentou se matar...


Dumbledore a impediu de continuar. Suspirou cansado murmurando um “Eu sei, eu sei...”, sua aparência nunca foi tão velha como era agora. – Vou tomar as providencias cabíveis.


-Agora basta saber como os amiguinhos da senhorita Kimmel sabiam o que estava acontecendo. – completei lançando um olhar significativo para os três,a menina mal pareceu ligar e se sentou na cadeira ao lado da cama de Jennifer segurando-lhe a mão.


Os meninos se aproximaram. – Conhecemos Jennifer. – declarou um deles. – Sabemos que sua fraqueza é a mãe, e sabíamos que mais cedo ou mais tarde alguém tocaria nesse assunto, então nós criamos este localizador. – ele apontou para um objeto redondo, muito semelhante a um relógio de bolso. – Para nos mostrar onde achar Jennifer caso fosse necessário.


-E como sabiam que ela não estava bem? – Indagou Dumbledore enquanto analisava o localizador antes comentado.


-Nós somos amigos desde infância, - o outro garoto declarou. – Faz tempo que criamos esse pingente – os dois garotos mostraram pingentes iguais pendurados no pescoço. – Ele nos mostra o estado uns dos outros, quanto mais escuro, pior...


Os meninos continuaram a explicar a Dumbledore suas ligações com Jennifer mas sem querer escutar mais me retirei, precisando pensar, precisando entender o que foi tudo aquilo, porque, bem ou mal, ao que parecia a culpa pela tentativa de suicídio da garota fora minha.


Mas por que? Por que deixar se abalar tanto com minhas palavras? Por que desistir de tudo assim tão fácil? O dia inteiro me rondou com perguntas sem fim, indagações que talvez nunca viessem a ter resposta. Jennifer Kimmel era uma incógnita maior que um dia eu pude imaginar.


Já beirava ao anoitecer quando, pelas sombras, voltei a enfermaria, a fim de saber o estado da filha de Dumbledore, tentando me convencer que eu só queria saber para não ter que dar explicações ao velho sobre o que eu fiz a filha dele.


Quando cheguei, apenas a garota estava lá, ao que parecia não havia saído dali, suas mãos afagavam os cabelos de Jennifer, seu olhar perdido em tantos pensamentos que quase não perceber quando Jennifer começou a acordar.


-Ei... – A amiga se aproximou, ajudando Jennifer a se sentar. – Como se sente? – sua voz era carinhosa e visivelmente aliviada.


Jennifer demorou um pouco a assimilar a situação, olhou para a amiga sem conseguir compreender sua presença ali, contudo, bastou seu olhar recair sobre os braços enfaixados para compreender - Estou bem... – declarou um pouco insegura.


A amiga sorriu rapidamente e logo assumiu uma expressão furiosa e com raiva, sua mão, assim como Jennifer havia feito mais cedo comigo, esbofetou o rosto de Jennifer. – Nunca... Nunca mais me faça passar por isso!


Aquilo me surpreendeu e quase me fez sair das sombras e interferir, contudo não o fiz, algo que eu não sabia explicar, me impediu forçando-me apenas a assistir. Jennifer demorou alguns segundos para reagir e apenas olhou para a amiga. – Sinto muito por tudo isso, Mah... – declarou ela por fim.


A amiga suspirou e se sentou na beirada da cama, pegando as mãos de Jennifer. – Tive tanto medo... – sua voz se cortando por um soluço angustiado.  – Pensei que não fosse conseguir chegar a tempo desta vez... – Desta vez? Houveram outras?


As duas se abraçaram, chorando silenciosas por alguns segundos e quando se separaram as testas se encostaram, os olhares se prenderam e os lábios se roçaram até finalmente se fundirem em um intenso beijo.


Pisquei diversas vezes, sem conseguir acreditar no que meus olhos estavam vendo, as duas estavam... Se beijando? Contudo, antes que eu pudesse assimilar aquela imagem, da mesma intensa e rápida que aquele beijou começou ele terminou, sobrando apenas um sorriso cúmplice entre elas.


Os meninos chegaram, alheios ao momento intimo que as duas estavam e logo uma conversa descontraída surgiu entre eles, sem mais esperar deixei a enfermaria tentando compreender o que foi tudo aquilo... Em um minuto elas estavam literalmente esbofetando-se e no outro...


Jennifer Kimmel se provou ser mais complexa do que qualquer outro aluno que já tive e de alguma maneira isso me fascinava... Sem parar para raciocinar direito e decidido a compreender mais sobre essa garota tão singular quanto seu pai, escrevi uma breve nota para Dumbledore e mandei que um elfo lhe entregasse.


“Sua filha terá detenções comigo todos os dias por tempo indeterminado.


Não serei tão bondoso na próxima.


S.S.”

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