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17. Discutindo Relações


Fic: Heroes -O Torneio dos Deuses


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Percy levou Annabeth até o alto da colina no lado oposto ao dos animais, de quem procuravam manter distância. Fizeram o caminho em silêncio, apenas andando desconfortáveis lado a lado até o topo.


-Então, já tomou coragem o suficiente para tentar me enrolar no lugar bonito? –Annabeth pergunta ácida, além de ainda estar brava pela outra noite, ainda havia os sumiços de Percy com os outros garotos.


-Não quero te enrolar. Sei que devo ter falado uma grande besteira, às vezes eu queria ter dito uma coisa e acabou saindo outra por conta do raciocínio nublado. E você sabe como eu tendo a fazer besteiras nas piores horas, apesar de sempre me esforçar para consertar. –Termina de falar tirando algo do bolso da calça e oferecendo a ela.


O objeto tinha o tamanho da palma da mão de Annabeth e parecia um medalhão pelo cordão preso ao círculo maciço. Podia ser dividido em duas partes, a inferior que parecia uma base de prata de um centímetro de altura e possuía nas costas um pequeno “botão” semelhante a uma chavinha no centro de uma cruz, onde nas extremidades havia as iniciais B(Βορράς - Norte), N(Νότος-Sul), A(Ανατολή-Leste), Δ (Δύση-Oeste). Na parte de cima, havia uma fina parede de prata sustentando uma cúpula que a primeira vista parecia vidro, porém ao toque era mais resistente como se fosse de cristal translúcido, enquanto o “chão” era de um cristal vermelho, contrastando com as pequenas partes de prata que formavam um labirinto em miniatura.


-Atrás, se você pressionar de leve o botãozinho, assim, ele indica em qual parede você está. –Percy diz virando o medalhão e indicando o botão, depois virando-o e apertando o botão, deixando que a luz vermelha refletida pelo cristal iluminasse uma única pequena parede de prata. –E se você girar aqui, a parede gira tanto em um sentido, quanto em outro. –Diz girando um ponto na lateral como se desse corda em um relógio, tanto no sentido horário, quanto no anti-horário, deixando que ela visse a parede se mover de modo que podia ficar na horizontal, vertical ou nas duas diagonais. –E se você mover o botão de baixo como uma chavinha, pode ir para as paredes dos lados ou de cima e de baixo. –Diz mostrando como com um toquinho o botão ia e voltava novamente ao centro, onde podia ser pressionado para mostrar a nova parede selecionada. –E o mais legal é que, assim como o Labirinto de Minos, cada configuração pode te levar a um lugar diferente… quer dizer, quando estiver pronto haverão todos os lugares onde estivemos pelo labirinto, por enquanto só tem um. Por ser o mais especial, está gravado e sempre que você apertar esse outro botão o labirinto vai mudar para a configuração desse lugar. –Percy diz entregando o medalhão a ela.


-A oficina de Dédalo? –Pergunta empolgada com seu presente, jamais poderia imaginar algo assim. Porém, antes que fizesse qualquer coisa, Percy bufara e começara a se afastar. Sem entender o porque daquela reação, Annabeth pressiona o botão, vendo quase todas as paredes girarem em sentidos diferentes, então a cúpula de cristal translúcido virara uma tela onde estava reproduzida com perfeição a oficina de Hefesto. Sentindo vontade de se bater, ela sai atrás do namorado. –Ei, espera Percy!


-Deixa pra lá, Annabeth. Já está bem claro suas prioridades… conhecimento primeiro, todo o resto lá em baixo. –Diz ríspido, porém se deixando ser seguro por ela.


-Pelo visto não importa se você está bêbado ou sóbrio, sua opinião é a mesma. –Diz magoada, soltando-o e recuando de cabeça baixa.


-Ei, chega dessa porcaria. Me diz logo o que foi que eu fiz ou disse, eu tenho o direito de saber, já que estou sendo julgado e condenado por isso. –Diz firme, os braços cruzados, porém a postura alerta de quem poderia segurá-la caso ela tentasse “fugir”.


-Você queria que eu me juntasse a você na tina pro banho. –Aquilo pegou Percy de surpresa, deixando-o sem jeito. –Quando me recusei disse que era por isso que mesmo Atena sendo tão bonita quanto Afrodite, era muito menos popular. Que assim como a mãe, as filhas de Afrodite sabiam como tratar um homem, eram quentes de verdade, não devoradoras de livros feitas de mármore como as filhas de Atena. –A mágoa na voz era palpável e atingiu Percy como um punhal afiado.


-Eu fui um babaca, mas estava bêbado. Confesso que às vezes tenho ciúme da atenção que dá aos livros e pesquisas, principalmente quando discute coisas complicadas com Legolas. Também assumo que às vezes sou um pouco mais ousado que deveria, mas como poderia ser diferente quando você é tão linda e sexy!? –Admite realmente se abrindo, fazendo Annabeth ficar entre sem jeito e surpresa.


-Sexy? –Pergunta sem conseguir conter a curiosidade que lhe massageava suavemente o ego.


-É complicado, digo, não é fácil explicar e nem sempre faz sentido. Como quando estamos juntos e você me afasta e fica toda séria e me dando bronca, eu deveria ficar chateado ou sei lá, mas só consigo ficar com mais vontade ainda de te beijar, ficar mais perto. –Diz procurando palavras, um tanto desconfortável.


-Você não faz sentido, é de verdade um cabeça de alga. –Diz confusa, entretanto com vontade de rir.


-Pelo menos riso é melhor que bronca. –Diz um pouco contrariado. –Agora será que dá pra zerarmos tudo? Tanto o que falei quanto aquilo. –Faz referência ao fora que ela dera ao falar da oficina de Dédalo.


-Desculpe, não é que eu tenha me esquecido, é só que foi tão tenso e logo depois você sumiu por tanto tempo… eu sinto, de verdade.


-Tudo bem, não importa. Só vamos passar uma borracha nisso, hum? –Diz se aproximando e a abraçando. –Sinto sua falta, baby. –Murmura antes de beijá-la sem dar tempo para que ela respondesse.


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Grier e Heracles estavam sentados perto dos cavalos, que dormiam felizes por um bom descanso depois dos dias de intensa cavalgada, apenas a unicórnio fêmea estava agitava, tentando vigiar sua filhote e Pegasus, que não paravam de correr de um lado a outro.


-Eu não vou reclamar por estar aqui, digo, eu nunca fui tão poderoso, nem tive qualquer conforto como o daquela barraca que mais parece uma morada dos deuses e a comida do Harry é fantástica. Só não achei que tudo isso fosse ter um preço tão caro.


-Que preço? –Heracles pergunta após ouvir a fala lamuriosa de Grier.


-Essa ferramenta de tortura que as mulheres chamaram de biquíni. –Grier diz em tom dolorido.


-De fato! Não podiam apenas sentar e esperar? Tinham que usar magia nas roupas para ficarem praticamente nuas?! –Heracles diz evidenciando que sentia a mesma dor.


-Arya já era a coisa mais atraente e assustadora que já vi perfeitamente vestida, vendo-a de biquíni eu perigosamente começo a esquecer do assustadora. –Grier diz mirando a elfa, que fazia um tipo de dança na areia com Eragon e Legolas. –Pouco me importa que aquilo no mundo deles seja exercício, aquelas posições são para deixar qualquer homem louco!


-O pior é que mal temos para onde olhar. Afinal, eles não se apiedam de nós! –Heracles resmunga ao mirar por um momento os dois casais que, a seu canto, pareciam alheios ao resto do mundo enquanto se beijavam.


-Pior é reparar no desperdício. Olhe onde as mãos do Harry estão. –Grier aponta e Heracles olha para onde o casal de bruxos estava. Hermione estava sentada de lado sobre as pernas de Harry, que tinha uma das mãos em seu cabelo e a outra repousando em sua cintura delgada. –Com pernas como aquelas ao meu alcance, nunca que eu ficaria com as mãos no cabelo dela, por mais que sejam macios e cheirosos, a pele deve ser algo muito superior. –Grier diz em tom sonhador.


-E aí você correria o risco de estar como Percy. –Heracles aponta o local onde o casal de semideuses estava deitado, Percy sob Annabeth, que segurava-lhe os punhos sobre a cabeça. –O garoto vive de migalhas.


-Mas aproveita mais que Harry! Uma hora a loirinha se distrai e ele faz a festa. –Grier diz com um risinho malicioso.


-Annabeth além de ser esperta, tem déficit de atenção, sempre vai saber onde as mãos dele estarão. –Heracles diz bastante confiante.


-Mudando de assunto, o que acha de me dá uma ajuda? –Grier diz e Heracles ergue a sobrancelha confuso. –Dá uma espiadinha ali. –Diz apontando para onde Thalia dormia, trajando apenas um biquíni, sobre ela Alan também dormia.


-Não entendi. Está falando de Thalia? Porque se for isso, pode desistir camarada. Ela fez um juramento a Artemis, jamais se envolverá com homem algum.


-Eu acho isso um absurdo! Ela é linda e jovem demais pra isso. –Grier diz firme.


-Acontece que já foi feito e não deve ser mudado. Além disto, ela é minha irmã cabeçudo. –Heracles acrescenta com um olhar bastante direto a Grier, que revira os olhos.


-Qual é, vocês tem o mesmo pai, mas nem na mesma época vivem! –Diz como se fosse óbvio.


-Isso não muda nosso sangue. E pudemos nos aproximar muito nesses tempos, então, pela nossa amizade, mantenha distância. Não gostaria de ter que esmagar sua cabeça oca. –Avisa em tom sério, o que faz Grier se levantar emburrado. –Onde vai?


-Nadar, o que mais se pode fazer aqui? –Responde irritado.


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-Posso saber o que está fazendo? –Hermione pergunta ao ver Harry, sozinho, olhando a areia em um ponto mais isolado da praia.


-Se eu disser, vou estar estragando uma futura surpresa. –Responde com um sorriso enigmático.


-Se é algo trabalhoso como aquele medalhão da Annabeth, desista. Foi algo lindo, mas custou muito tempo a vocês e eu prefiro que gaste tempo comigo. –Diz fazendo um gesto para ele se aproximar.


-Estou molhado. –Diz com uma expressão de que sentia.


-E daí? –Ignora o aviso dele e o sugara pela mão, puxando-o para si. –Sou de açúcar por acaso? –Brinca envolvendo o pescoço dele com seus braços.


-Certamente, doce você é. –Responde antes de beijá-la carinhosamente. –Meu anjo de lábios de mel. –Sussurra ao se afastar um pouco, porém o franzir do cenho dela o lembra do deslize. –Ok, desculpe, o jeito como seu pai te chama. –Ele diz e ela assente. –Certo… minha princesa.


-Quando você fala assim, quase me sinto uma daquelas donzelas em perigo dos contos de fada. –Diz com um meio sorriso.


-Não, nesse conto de fadas, é a donzela que salva o cavaleiro encrenqueiro. –Retruca rindo, ao que Hermione o acompanha.


-As meninas e eu andamos comentando como você, Percy e Eragon andam unidos, quase como irmãos. Cheguei a sugerir que os chamassem de Huguinho, Zezinho e Luizinho. –Comenta rindo levemente, fazendo Harry franzir o cenho. –Mas mudamos de ideia, como Thalia mesma sugeriu, vocês estão mais para super-heróis dos quadrinhos.


-Quais? –Pergunta desconfiado.


-Chamamos você de Superman, Percy de Flash e Eragon de Lanterna Verde, o Hal Jordan, sabe?


-Não. Mas conheço o Superman e algo do Flash. –Responde bem humorado. –Mas essa escolha, foi por causa dos meus músculos, minha visão de calor, ou porque uso óculos e sou órfão? –Pergunta bem-humorado.


-Porque o tom jocoso? Sem dúvidas está em ótima forma, mais músculos e começaria a ficar feio, as histórias tem lá suas semelhanças e certamente você tem uma visão de calor muito eficaz. –Responde de modo insinuante, colocando certa malícia na voz ao final antes de beijá-lo, porém Harry não corresponde. –O que foi?


-Não sei, foi estranho ouvir você falando assim. Não combina com você.


-O que não combina é essa sua visão de que somos personagens de uma cantiga de amor onde você é o fiel servo e eu a princesa virginal no alto de um altar santo. Somos jovens do século XXI! Claro que sou contra o superficialismo, sair por aí ficando com todos os caras bonitos que passarem na minha frente ou mesmo a banalização do sexo… -Hermione tentando manter a calma, não queria brigar, mas acreditava que precisavam conversar sobre algumas coisas.


-Chega ok?! –Harry a interrompe. –Não temos porque ficar falando dessas coisas. –Porque não voltamos para o acampamento… -Começa a falar devagar, mas Hermione o interrompe não gostando daquela postura do namorado.


-É por isso que escolhi Superman. Claro que há as semelhanças de história e outras coisas, mas o principal é que ele é o herói mais certinho, mais politicamente, e quase um zero a esquerda com garotas. –Diz em tom contido que demonstrava certa irritação, vendo que os chamavam do acampamento. –Estão nos chamando. –Avisa antes de aparatar para onde os outros estavam.


-O que deu nela!? Será que Annabeth está sendo má influência? –Pondera pensativo, resolvendo voltar andando para tentar entender o que havia sido aquela discussão.


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Mais ao fim da tarde, os rapazes inventaram de jogar futebol. Explicaram a regra a todos e definiram que Percy e Hermione sustentariam a bola formada por água, Annabeth seria a juíza e Harry e Percy os capitães dos times.


-Ok, hora de escolherem rapazes, mas já aviso que não quero discussões ou brigas. –Annabeth avisa rigorosa. –Agora quero que escolham par ou ímpar.


-Par. –Harry diz olhando desafiador para Percy.


-Ok, pensem em um número. –Annabeth orienta e logo depois espia a mente de cada um. –A soma deu 28, portanto Harry começa escolhendo.


-Arya. –Diz com um sorriso vitorioso.


-Legolas. –Percy escolhe ignorando a “provocação”.


-Heracles.


-Grier.


-Eragon.


-Ok, times escolhidos. Harry, Heracles, Arya e Eragon coloquem os coletes pretos, Percy, Thalia, Grier e Legolas coloquem os coletes vermelhos. Vocês têm cinco minutos para definir posições e táticas.


Os times rapidamente se reuniram e começaram a traçar os planos. Harry ficaria no gol, enquanto os outros três jogariam em linha, Eragon e Arya por serem mais rápidos avançariam pelas laterais direita e esquerda respectivamente, enquanto Heracles iria pelo meio usando sua força para fazer o pivô e plantar resistência. Do lado adversário Grier ficaria no gol e Legolas ficaria no meio, enquanto Thalia e Percy iriam pelas pontas.


Hermione estava na lateral com os unicórnios em torno de si, Pegasus e Alan brincavam por perto, todos atraídos pela magia que ela emanava em seu estado de concentração. Percy havia “feito” a bola, agora caberia a ela mantê-la, principalmente quando não magos fossem tocá-la.


Logo no primeiro lance foi notado que o jogo não seria nada normal. Eragon passara a bola para Heracles que deu um potente chute para frente, o qual teria resultado em gol se Grier não houvesse esticado a mão para rebater a bola certeira. O lance continua com Thalia pegando o rebote e cruzando para Legolas, que mata a bola no peito, ajeitando-a para a esquerda e partindo em corrida, procurando descer pelo lado de Eragon, porém Heracles chegou de carrinho, que visava não acertar o elfo ou a bola e sim jogar um monte de areia na frente do elfo, que ao pular com a bola dominada, a tem roubada por Eragon que chuta forte para a outra lateral, onde Arya domina a bola com o calcanhar, fazendo-a passar sobre a cabeça de Percy e pegando-a do outro lado, quando Grier estica a mão e dessa vez segura firme a bola.


Annabeth balançou a cabeça, daquela forma seria difícil sair um gol naquele jogo. Porém de uma próxima vez lembraria de fazer um regulamento limitando ao máximo o uso de poderes durante qualquer jogo que fosse.


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Hermione terminava de trançar o cabelo para dormir, quando Harry entra no quarto já de banho tomado. Vira o olhar de reprovação dela no espelho, como se esperasse que ele apenas pegasse seu travesseiro e fosse dormir em outro canto.


-Eu não estou acostumado a brigar com você e, pude lembrar com clareza, do quanto isso é horrível. –Diz recostado a porta já fechada.


-Eu também não gosto, mas não significa que devamos fazer as pazes por fazer. –Diz ainda com a atenção no espelho, terminando de ajeitar o cabelo.


-Eu estou disposto a discutir com você o que quiser até que não haja mais problemas. –Diz caminhando até a cama e sentando-se mais ou menos no meio, dando espaço para que ela pudesse se sentar não muito perto ou muito longe dele.


-Isso é bom, mas tem certeza de que está preparado para ouvir tudo o que tenho a dizer? –Pergunta seriamente, sentando-se a frente dele.


-Estou. –Diz tentando não se mostrar desconfortável.


-Regras e leis existem, em sua maioria, para garantir uma boa convivência em sociedade, portanto, as defendo e prezo. Entretanto, ética, moral e princípios, palavras que significam quase a mesma coisa, porém são erradamente usadas como se significassem a mesma coisa, dependem de onde você cresce, quem te orienta e do caráter de cada um. Eu me considero uma pessoa ética, de princípios e moral, porém para os bruxos e os religiosos eu poderia ser amoral, porque não faço a mínima questão de casar virgem, assim como também não faço questão de perder a virgindade antes do casamento. –Ao ver Harry franzir ligeiramente o cenho, acrescenta. -Confuso, eu sei, mas vou explicar. Do mesmo jeito que sou contra os relacionamentos puramente físicos, sou contra pessoas que se apaixonam, mal começam a namorar e já estão dormindo juntas, às vezes morando juntas. Entretanto nós somos um casal atípico, há anos temos uma relação baseada em confiança, cumplicidade, companheirismo, conhecemos o outro tão bem quanto a nós mesmos, e nos amamos intensamente antes mesmo de nos apaixonar.


-Ainda sim, não acha que é muito precipitado… -Harry começa claramente nervoso, as mãos suavam frio.


-Eu não estou dizendo que temos que fazer isso, você não prestou atenção no que eu disse antes? Não estou com pressa para nada. –Explica calmamente e então segura a  mão dele entre as suas. –O que estou tentando dizer, é apenas que não há a necessidade de impor regras de comportamento ou limites, quando estivermos juntos, deixe as coisas fluírem naturalmente, não se preocupe com o que os outros pensariam ou algo assim. Se nós fazemos amor ou não é problema nosso e só nosso. E o fato de deixarmos as coisas caminharem naturalmente, não significa que iremos antecipar algo, significa que vamos viver nossa paixão, aproveitar cada pequeno momento, entende?


-Sim, mas ainda não me sinto confortável. Não é que eu não me sinta atraído por você é só que… eu acredito que devo manter esse respeito a você e a sua família. Ou como você acha que eu teria coragem de encarar se pai depois… digo… você entende, não entende?


-Não sabemos quanto tempo iremos ficar aqui, Harry. Acha que consegue esperar um ano ou mais? Não me responda agora, apenas pense nisso. E pare de esperar que eu seja a Virgem Maria encarnada, eu sou uma pessoa correta e não uma santa. –O avisa dando a conversa por encerrada, deitando-se na cama para descansar.


-Eu posso dormir com você? –Pergunta sem saber se haviam ou não feito as pazes.


-Depende. Se eu voltar a falar com você como fiz hoje à tarde, vai ficar bravo de novo? Vai ficar contrariado com meu comportamento?


-Não. E eu não fiquei bravo, fiquei assustado. –Responde sinceramente, ao que ela sorri, puxando-o pela mão até ela.


-Não se preocupe carneirinho, a loba má não vai devorá-lo. –Brinca enquanto o abraçava, vendo-o erguer uma sobrancelha perigosamente e então o beija, antes que houvesse alguma outra discussão.


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Percy estava deitado em sua cama pensativo, quando Annabeth entra já pronta para dormir, indo até seu baú guardar a escova de dente e a escova de cabelo. Também tira o medalhão, para guardá-lo cuidadosamente.


-Sabe o que houve com Harry e Hermione? Eles não pareciam muito bem. –Pergunta curioso.


-Eles tiveram uma pequena discussão. Ao que parece vocês dois são tão parecidos quanto diferentes, enquanto você é apressadinho como o Flash, ele é devagar quase parando como o Superman. –Comenta quase rindo, sentando-se na cama de frente para o namorado.


-Então se o cara mostra que deseja a namorada é apressado, se é respeitoso é lerdo… o que as garotas querem a final? –Pergunta sem entender a mente torta das meninas.


-Equilíbrio. –Define deitando de lado, de frente para Percy. –Nunca ouviu dizer que os excessos fazem mal? Do mesmo jeito que não se deve exagerar na comida, não se deve parar de comer.


-Complicadas! –Percy diz com um suspiro, virando-se de lado e ficando bem perto de Annabeth. –Espero um dia conseguir ser aquilo que você espera que eu seja. –Diz acariciando-lhe o rosto suavemente.


-Nunca acreditei em príncipes encantados, além disso, caras perfeitos devem ser bem chatinhos. E, a exceção de quando exagera, eu gosto dos seus defeitos, Flash. –Admite usando o apelido de modo carinhoso, fazendo rir levemente.


-Não sei como consegue ser tão criativa para apelidos. –Diz aprovador, ao final beijando-lhe rapidamente os lábios.


-O mérito dessa vez é de Thalia. Discutíamos as quatro sobre os sumiços estranhos de vocês e Hermione disse que estavam virando os três mosqueteiros, então Thalia falou que estavam mais para heróis de quadrinhos e sugeriu uns apelidos. E sem dúvidas Flash era sua cara, o apressadinho sem vergonha e com um senso de humor peculiar, porém sempre presente.


-E os outros, quem são? Harry é o Super? –Pergunta curioso.


-Sim, já Eragon está mais para Lanterna Verde, Grier seria o Homem de Ferro e Heracles o Arqueiro Verde.


-Vocês são mesmo criativas, acho que precisamos pensar em uma contrapartida. –Diz com um sorriso maroto.


-Não, gosto do jeito que me chama. Consegue ser carinhoso e sexy. –Diz com um meio sorriso.


-É esse tipo de coisa, que acaba comigo baby. –Diz em um tom contido, como se tentasse refrear a própria imaginação, antes de puxá-la para um beijo intenso.


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Eragon estava próximo a fogueira, observando como Legolas e Arya cantavam juntos olhando para o mar, cujas ondas retumbavam no mesmo ritmo, as focas atentas pareciam dançar e grandes peixes pulavam na faixa de alto mar. Era a vida que a magia dos elfos incitava.


-Você não pode ficar só olhando. –Heracles diz sentando-se a um dos lados de Eragon, Grier fazia o mesmo do outro lado.


-Meninos aceitam ordens, homens as desafiam. –Grier fala tentando passar força. –Veja bem rapaz, precisa mostrar a imponência, audácia e confiança que tem com a espada, quando estiver com uma mulher!


-Eragon, se você pensar bem, o fato de Arya e as meninas se darem tão bem e serem tão cúmplices significa que elas não são tão diferentes. Ela quer a mesma coisa que as outras: paixão, romance, carinho, um homem com uma bela pegada!


-Mas eu já me declarei! Só que ela me vê como o menino de dezesseis anos, não nota o quanto cresci. Além disso, ela tem mais de cem anos e é uma elfa…


-Para com isso! –Heracles diz e lhe aperta o pescoço, chamando a atenção. –Você já se abriu para ela, viu que ela tem dado mais confiança pra você, está cercando, mas sabe como ela é orgulhosa e não desceria do pedestal admitindo que pode ter subestimado você.


-Isso aí, Eragon. Vai lá e a beija, mostra pra ela que você é homem. –Grier diz firme.


Nós acreditamos em você. Tenho certeza de que uma pegada firme e um beijo apaixonado vão transformar aquela elfa em uma adolescente de quinze anos louca por você.


-Aproveita que o elfo lá ta entretido com essa música e manda ver! –Grier incentiva o empurrando para frente.


Eragon, munido de mais coragem que nunca, avança a passos largos. Em sua mente vários momentos que ele e Arya haviam partilhado durante aqueles anos, o modo como ela se preocupava consigo a ponto de ir corendo até si na ocasião do resgate de Katrina, o jeito como às vezes parecia incomodada quando o via com Nasuada, até mesmo o fato de ela ter confiado em si e falado sobre Faolin.


Mal aproximou-se dela e a puxou pela cintura, os lábios rapidamente encontrando-se, seu dente mordiscando o lábio inferior e depois o sugando, enquanto a outra mão ia até os longos cabelos negros, segurando-os firme, porém sem machucar. Seu braço pressionava o corpo dela contra o seu, deixando-a sentir todo seu corpo em contato com o dele, enquanto os lábios agiam mais gentis e provocadores.


A tanto que sonhara em provar-lhe o gosto, que agora não refreava a urgência por cada sensação, paradoxalmente não possuía pressa em ter tudo, preferia saborear cada sensação há seu tempo, dedicando-se a acariciar-lhe os lábios com dentes, lábios e língua, apreendendo o gosto, a textura e, principalmente, o prazer de senti-la fazer o mesmo consigo. Apesar de no princípio ter ficado perplexa por alguns segundos, logo lhe beijava e tocava, seguindo seu ritmo.


Foi ao senti-la relaxar em seus braços que invadiu-lhe a boca determinado a explorar cada canto, sorver todo o mel inebriante que só ela poderia ter. Ao contrário do que esperava, ela não reagira em contrário, correspondera-lhe com igual vigor, o que só o estimulara a lhe mostrar toda a chama que o consumira desde antes de se conhecerem.


-Como pode sentir, sou um homem e não um menino. –Diz firme e logo depois se afasta, indo a passos firmes e rápidos para a barraca e a seguir para seu quarto. Sabia que em pouco tempo ela se recuperaria do lapso e se daria conta de sua audácia, então o desafiaria para um duelo e o humilharia na frente de todos, possivelmente pararia de conversar consigo e sequer voltaria a olhá-lo nos olhos.


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N/A: Que greve de comentários foi essa? É muito triste ver que só essas pessoas comentaram, ainda mais quando eu me esforço para escrever um cap. Por exemplo, eu devia estar estudando para Métodos Numéricos, terei prova dia 4, e no entanto escrevi este capítulo para vocês, espero que me recompensem com comentários.


N/A²: Um capítulo cheio de romance e só do grupo 13, o grupo 2 aparecerá  no próximo capítulo e se tiver nova greve de comentários, será um cap só pro grupo 2. Alguém descorda dos apelidos das meninas? Gostariam de dar alguma sugestão? Eu sou meio ruim para apelidar então… Grier e Heracles não estão gostando das férias na praia, será que Eragon se juntará a eles nos próximos capítulos?


Anderson potter: Thalia é forte, sabe superar as tentações, ainda mais quando sabe que a Arya ta de olho nele e é muito mais forte e poderosa. Artemis pode não conseguir mover um dedo, mas podendo usar a mente ninguém o segura e por isso ele pediu um poder mais mental que físico.


Swdezerbelles: Nem comento com você sobre o Arty, não mesmo! Sem dúvidas vai ser melhor para o grupo que para batalha, já que seria mais complicado para eles usarem assim em batalha, ao menos por agora. Overdose de Mione nesse cap né? E ainda uma do jeito que você gosta rsrsrs. É para ver como a Thalia é perseverante, mas quem sabe no próximo capítulo ela não vá consolar o pobre Eragon, não? Os elfos tem essa alma poética, esse gosto pelos poemas e canções. Com um avião o trio vai poder se mover mais rápido e ter mais agilidade nas missões. A da Annabeth vc já viu, mas qual foi ao sua ao ler como era? Eragon tomou uma atitude, acha que dará certo?


Tainá Yumi Watanabe: Depois desse capítulo, os rapazes ainda te parecem fofos? Thalia foi espiar os meninos e viu o que não queria né? Espionar pode não ser bem uma boa ideia.


luiza potter: Calma, sem tanta revolta. Hermione não ta a fim de brigar com Harry e nem o Legolas está atrapalhando ninguém ainda. Já o Eragon, por enquanto é da Arya, veremos se nosso próximo capítulo continua assim.


may33: Eu também devia estar estudando para a prova e não escrevendo esse capítulo, mas por consideração a vocês eu escrevi. O Arty não baixou a crista porque já estava humilhado o suficiente, mas trabalhou duro e fez um belo avião. Nesse capítulo os ciúmes ficaram de lado e o povo resolveu discutir a relação mesmo. Eu fui seguindo o ritmo do livro até o ponto em que não dava mais, Eragon agora apostou todas as fichas dele. O “sozinhos” do casal não foi muito bem visto que brigaram, mas logo fizeram as pazes então ta ok. Legolas não foi gay, elfos são poéticos e fascinados pelo mar, ele só prestou uma homenagem respeitosa. O Eagle I não precisa de pista de pouso, decola e pousa na vertical. Não fale mal do Frodo. Eu não posso garantir continuação, tudo é relativo.

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