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2. Novos planos


Fic: Amor Improvável II DM-HG Long


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 2


Novos planos


 


 


Poucas eram às vezes na semana que não se encontravam. Mesmo nos dias que não marcavam nada, era normal aparecerem um na casa do outro. Numa fria noite de terça-feira não foi diferente. Draco estava jantando na casa de Hermione. Ela acabara de preparar um dos pratos preferidos do loiro, estrogonofe. Os dois descobriram que tinham uma paixão em comum: vinho. Geralmente todas as comidas eram uma boa desculpe para abrir um. Eles estavam terminando o jantar:


 


- É, Hermione? Queria te perguntar algo...


 


- Claro. – respondeu a moça.


 


- Por que não vem morar comigo? – Draco disfarçava o seu nervosismo.


 


- Morar com você? Logo estaremos casados! – Hermione disse surpresa pela pergunta.


 


- Já estamos praticamente morando juntos! – exclamou levantando.


 


- Eu sei que sempre estamos aqui ou na sua casa, mas é diferente...


 


- Diferente? – indagou surpreso – Diferente como? Não me diga que é por que precisamos estar casados!


 


- Claro que não! Só... Só preciso cuidar de muitas coisas antes.


 


- Ah, entendi! Entendi! – o loiro já estava ficando bravo. Ele mudou muita coisa, mas sua personalidade mimada aparecia em diversas ocasiões.


 


- Entendeu o quê? – Hermione respirou fundo para tentar evitar uma briga – Faremos assim, então... Fico aqui mais um mês e cuido de algumas coisas do nosso casamento e da venda ou aluguel desse apartamento, ok? Enquanto isso mudamos mais algumas coisas em sua casa, o que acha? Muitas coisas minhas estão lá, mas preciso resolver o que fazer com essa! Só isso.


 


- Acho que está me enrolando! – gritou perdendo a paciência. – Sei muito bem sua razão para não querer sair daqui.


 


- Ah, sabe? Sabe?


 


- Sei sim! É por causa daquele maldito Weasley, não é? – ele andava passando as mãos nervosamente pelos cabelos.


 


- Como? – Hermione tentava, mas não entendia. Afinal, ela passava muito mais tempo na casa dele no que na sua própria. Há muitos meses que não presenciava uma cena de ciúmes de Draco. Bom, pelo menos em relação ao Rony. – Desculpe, mas não entendo. Já me mudei praticamente para sua casa! Só preciso acertar alguns detalhes como, por exemplo, mudar meu endereço para receber correspondência. Como disse, preciso decidir se alugarei ou venderei essa casa, cuidar dos móveis...


 


- Pare de enrolar! – ele deu um murro na mesa com raiva e o barulho assustou Hermione que o olhou interrogativa.


 


- Não respondeu minha pergunta! Eu que devia estar socando mesas. O que Rony tem haver com isso??? Afinal vocês estão sempre saindo. Achei que estivessem se entendendo.


 


- Ah sim. Isso sim. Mas mesmo assim certas coisas não mudam. Não posso mudar o passado. E você quer manter essa casa como recordação pelos velhos tempos! – a cor de Draco já estava parecida com Rony quando ficava nervoso, mas se Hermione dissesse alguma coisa só arranjaria mais confusão.


 


- Velhos tempos? Que merda é essa agora, Draco?


 


- Sim... Velhos tempos! Tempos de você com o filho da puta do Weasley! E vai saber se não rolou uma festinha entre vocês e o Potter, né? Afinal, soube que deu na primeira noite pro Finnigan, né?


 


Hermione teve que se segurar para não dar um tapa em Draco. A mão parou no meio do caminho. As lágrimas corriam silenciosas. Draco percebeu a besteira que havia dito. Tentou se aproximar com o olhar arrependido, mas a morena desviou-se e foi até a porta, abrindo-a.


 


- Saia.


 


- Espere... Desculpe-me... – ele tentou, mas Hermione estava firme.


 


- Saia. Saia!!!


 


- Por favor... – ele disse mais uma vez.


 


- Saia, Draco. Saia agora.


 


Resignado, o sonserino pegou seu casaco e saiu com a cabeça baixa. Ouviu quando a porta fechou-se com um estrondo e os soluços de Hermione. A garota encostou-se na porta com a cabeça baixa e chorou.


 


Draco xingou-se internamente. Socou uma parede o que fez seu humor piorar e a dor aumentar. Aparatou diretamente na sua sala. Sentou-se com um copo numa mão e uma garrafa na outra.


 


Já Hermione enxugou as lágrimas e saiu de casa. Não era muito tarde e resolveu tomar alguma coisa. Precisava relaxar. Não se conformava como o namorado poderia ter falado tantas besteiras. Sem dúvida o amava, mas as brigas constantes eram extremamente cansativas. Trocou sua roupa por uma mais simples e aparatou em Hogsmead.


 


Sentou-se num pub e pediu uma taça de vinho. Estava no balcão e seus olhos desviavam da aliança de noivado para a bebida. Seus pensamentos foram interrompidos por uma voz grave:


 


- Hermione? – ela virou-se sabendo que a voz era conhecida, mas não se lembrava.


 


- Simas! O que faz por aqui? – ela perguntou cumprimentando-o meio sem jeito.


 


- Chateada em me ver? – ele retrucou sentando-se ao lado dela.


 


- Não! É que faz tempo que não tenho notícias suas...


 


- Garçom, uma cerveja amanteigada, por favor – e voltando-se para ela – Isso não foi escolha minha. Não quis confusão, apenas isso.


 


- Oh, desculpe.


 


- Não há motivos para desculpas... – Simas sorriu. Pensava consigo mesmo como ela conseguia ficar mais bonita. Nesses segundos que olhava para ela foi que notou a aliança. Hermione percebeu e tentou disfarçar – Ah... Está noiva do Malfoy?


 


- É... – a morena respondeu meio sem jeito.


 


- E por que está aqui sozinha? Pelo que me lembro Malfoy tende a ser um tanto quanto... Possessivo, digamos assim.


 


- Oh... Não é nada, não. Apenas quis sair um pouco... – ela tentou disfarçar, mas Simas percebeu.


 


- Brigaram?


 


- Ah, motivo bobo. Deixa para lá, ok? – ela disse enquanto pedia com um gesto mais uma taça de vinho. – E você? Está aqui a trabalho?


 


- Sim. Vou começarbeu.


 oy tende a ser um tanto quanto ... Possessivo, digamos assim.ela foi que notou a trabalhar aqui!


 


- Sério? Harry e Ron não me disseram nada! – ela exclamou dividida entre a alegria e a preocupação. Sabia que um certo loiro não ficaria nada feliz com a notícia.


 


- Provavelmente eles não sabem. Foi algo de última hora e também não espalhei muito a notícia. – Simas falou sem deixar de olhar para a ex-colega de casa.


 


- Certo... Bom, preciso ir. – Hermione abriu a bolsa e separou o dinheiro necessário para pagar a bebida. Sentiu a mão de cima sobre a sua.


 


- Espere. Fique mais um pouco. – ela puxou sua mão delicadamente.


 


- Eu não posso, Simas...


- Não pode, sei. Mas você quer? – ele perguntou sorrindo.


 


- Simas... – Hermione mexeu a cabeça de um lado para outro, negando o que ele dizia – Não é nada disso. Estou cansada e amanhã o dia será longo. Tenho namorado. Um noivo. Não quero fazer nada que possa vir a magoá-lo. Foi em direção a porta, mas parou para ouvir as últimas palavras sobre Draco ainda de costas para o irlandês.


 


- Estranho. Parece que ele não anda preocupado se te magoa ou não.


 


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A noite passou lenta para Draco. Conseguiu dormir apenas depois de uma poção. De manhã sua cabeça latejava e precisou de outra poção para ajudá-lo a levantar-se.


 


Tomou seu café-da-manhã sem sentir o gosto de nada. No seu laboratório todos perceberam seu mau-humor e nada falaram. Perto da hora do almoço percebeu que não conseguiria manter-se bem se não resolvesse com Hermione a merda que tinha feito na noite anterior.


 


Esperou a hora do almoço e aparatou na entrada do Hospital. Entrou rapidamente e foi correndo para a sala dela. Abriu a porta sem bater.


 


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Hermione havia atendido muitos pacientes. Faltava pouco para ir almoçar. Fechou-se em sua sala e começou por em ordem alguns papéis. Na verdade, eles já estavam em ordem. Ela queria apenas uma desculpa para não pensar em Draco.


 


Estava concentrada, pelo menos tentando concentrar-se, quando ouviu a porta ser aberta com um forte estampido.


 


- Draco? – sua vontade era de ir abraçá-lo, mas precisava resolver aquela situação logo. Estava cansada de brigas.


 


- Escute, Mione.... Nem sei como te dizer... Desculpa é pouco! E-eu não quis de forma alguma te ofender - ele não sabia se devia aproximar-se. Optou por permanecer parado. Ia continuar, mas Hermione levantou a mão num gesto que ele entendeu como: é melhor ficar quieto.


 


- Acabou, Draco. – ela disse. Sua cabeça estava apoiada nas mãos. Draco sentiu que seu coração parou de bater. Todos seus pensamentos sumiram e apenas aquelas palavras ecoavam em sua cabeça. – Acabou essa história de briga. Acabaram-se as discussões. Sabe, - ela encarou-o e após alguns segundos levantou-se – eu não aguento mais esses nossos desentendimentos.


– Levou um tempo até que seu cérebro registrasse as outras palavras de Hermione. – Eu amo muito você, mas essas brigas... – Draco caminhou até ela e a beijou com paixão, amor, saudade e desejo.


 


- Também não quero mais isso. Eu vou mudar... Prometo! Estou falando super sério... – Draco falava aos poucos. Entre as palavras beijava a boca de Hermione e limpava algumas lágrimas que desciam pelo seu rosto. Abraçou-a e sentiu que ela retribuía – Por um instante pensei... Pensei... Nem consigo falar! Por Merlin!


 


Hermione afastou-se um pouco, sem sair dos braços dele.


 


- Pensou que eu terminaria com você? Não terminaria com você, Draco. Eu te amo.


 


- Eu também... Muito! – abraçou-a novamente, fazendo com que ela levantasse alguns centímetros do chão. – Vamos almoçar?


 


- Claro... Só uma coisa... Antes de irmos.


 


- Diga. – ele disse animado, mas percebeu que nada de bom viria a seguir. – Que foi?


 


- Ontem quando nós brigamos, eu saí para espairecer.


 


- Entendo...


 


- Estava tomando uma taça de vinho e... – Hermione estava muito nervosa. Já havia soltado sua mão da mão de Draco e esfregava uma na outra.


 


- E... Fala, Mione...


 


- Bom... Eu não sabia mesmo que ele estava por aqui...


 


- Ele quem? – perguntou tentando conter seu ciúme.


 


- Simas. – ela falou num murmúrio, mas Draco ouviu o nome. Ouviu muito bem.


 


- Finnigan? Que merda ele está fazendo aqui?


 


- Ele disse que foi transferido para o Ministério daqui. – ela falou de uma vez. Draco virou de costas. Deixou a cabeça cair e tentou se acalmar.


 


- Era só que me faltava... – disse num suspiro. Ele sentiu as mãos de Hermione o abraçando por trás. – Estou me segurando, ok?


 


- Eu sei... Mas acho que podemos esquecer isso. Ele sabe que estou noiva. Logo que ele chegou, eu fui embora. Não conversamos mais de 15 minutos.


 


- Certo – o loiro respirou fundo – Vamos deixar isso para lá. – ele virou-se e encarou a namorada – Onde quer almoçar?


 


- Que tal naquele restaurante onde fomos a primeira vez depois que nos reencontramos?


 


- Ótima ideia.


 


Os dois saíram de mãos dadas. Chegaram ao restaurante e almoçaram com tranquilidade. Draco tinha certeza que precisava se controlar mais. Estavam esperando o garçom vir pegar a conta. Era maravilhoso estar com Hermione numa boa, conversarem sobre bobeiras e rir de qualquer coisa que acontecia. Estavam assim, rindo de uma lembrança boba, quando as feições de Draco se contraíram e ficaram sérias.


 


- Boa tarde, Hermione. Malfoy. – falou o rapaz cumprimentado Draco formalmente, mas sem desviar os olhos de Hermione.


 


- Ah,... Oi, Simas. T-tudo bem?


 


- Sim. E você chegou bem em casa ontem?


 


- Cheguei, sim. – Hermione respondia rapidamente. Depois voltava seu olhar para Draco.


 


- Fico feliz. É que eu acho que não é muito seguro uma garota como você ficar andando ou aparatando sozinha por aí. Se fosse minha namor... – a fala foi interrompida pelo som da mão fechada de Draco batendo na mesa. O loiro levantou-se, passou por Simas ignorando-o completamente e puxou a cadeira de Hermione. Assim que ela estava em pé ao seu lado, interpôs-se entre ela e Simas.


 


- Acontece que ela não é sua namorada. Ela é MINHA NOIVA. Nossa conversa acaba aqui, Finnigan. – E sem falar mais nada, abriu caminho de uma maneira nada simpática e saiu do estabelecimento de mãos dados com Hermione.


 


- Obrigada – disse Hermione. Mas ela não obteve resposta. – Ele provocou, eu sei...


 


- Hermione – Draco falou parando de repente – Você não tem ideia do quanto estou me controlando... O filho da puta foi muito, MUITO folgado...


 


- Eu sei, sua resposta foi ótima!


 


- Ótimo seria ele levar um soco no meio daquele nariz! Melhor eu ir... Vem para casa hoje? – ele perguntou acalmando-se um pouco.


 


- Sim... Vou começar levar algumas roupas, ok?


 


- Claro... Hoje eu preparo o jantar...


 


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Blaise andava de um lado para o outro. A proposta que recebeu era boa. O plano seria fácil de executar porque só havia ele incluso. Nada da notícia vazar ou lidar com traições internas. Sofreria um pouco no começo, só que seria recompensado. Impossível eliminar os trouxas. O plano proposto era mais simples. E isso significava que seria mais eficaz. Arriscado? Não... Não com a ideia inicial. Se ele morresse, tanto melhor. Tudo era vantagem comparado ao beijo do dementador.


 


Aceitaria a proposta. Era só requisitar uma visita conjugal.


 


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Sim, eu sei que sumi. Muitas coisas aconteceram e que me impediram de escrever. Mas estou voltando a postar!


Beijos


 


 


 


 


 

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