Ele acordou bem cedo, com os primeiros raios da manhã. Foi com certeza a melhor manhã de sua vida, pois era a primeira vez que acordava e se deparava com ela, assim tão perto, tão dele. Queria que o tempo parasse para que pudesse ficar ali para sempre a vendo dormir. Ficou ali por muito tempo sem nem ousar se mexer, seu coração cada vez mais acelerado. Sorriu ao imaginar como seria quando pudesse acordar assim todos os dias. Cheiro dela era a melhor das fragrâncias, o ritmo de sua respiração perfeito para embalar seus sonhos. No sabia dizer quando seus sentimentos mudaram, ou quando Hermione mudou, mas olhando-a ali naquele momento sentiu algo que nuca havia sentido antes. Poderia ser este o mais puro desejo? Tinha vontade de beijá-la, tocá-la, ser dela. Nunca imaginou que seu coração pudesse bater assim por alguém descompassado e ao mesmo tempo sem pressa. Queria mais que tudo no mundo que ela fosse feliz. Sem poder resistir mais um momento beijou seus lábios, com todo o carinho, repousou beijos leves em seu rosto até chegar ao ouvido. _ Acorda Mione. Acorda meu amor. Instintivamente ela se aconchegou mais a ele. Imaginou que estivesse sonhando. E se essa sensação tão perfeita fosse sonho, definitivamente não era sua vontade acordar. Quando sentiu então os braços dele se movendo em volta de si, prestou atenção as batidas do coração do Ruivo e pôde então perceber que não era sonho. Ela então sorriu e abriu os olhos. Estava tímida, mas completamente feliz. O sorriso dos dois poderia ser capaz de iluminar o dia.
_ Bom dia Rony. Do dormiu bem? _ Muito, só por ter você aqui. Mas eu acho que se você não quiser morrer de vergonha é melhor e gente se soltar e se levantar antes que a minha mãe venha aqui. Hermione deu um pulo da cama. Só de imaginar sendo vista na cama de Rony, completamente agarrada a ele era suficiente para que grande parte do sangue de seu rosto se concentrasse nas suas bochechas. Ele riu divertido da reação dela. Mas se levantou também. Eles foram se arrumar e desceram para tomar café. Rony foi o primeiro a chegar na cozinha, estava tomando seu suco quando percebeu que Harry e Gina se aproximavam pelo jardim. Os dois entraram meio sem graça, as mãos estavam unidas, os dedos entrelaçados. Foram recebidos por uma senhora Weasley mais que sorridente. - Posso ver que os dois se entenderam? – os dois confirmaram com a cabeça, muito sem graça _ Finalmente, eu torci tanto pelos dois. Agora só falta o Rony contar para o restante da família que está namorando a Hermione. O garoto engasgou com o suco, olhou pra Harry que rindo alfinetou. _ É verdade eu sendo o mais próximo que a Hermione tem de uma irmão quero saber quais as suas intenções com ela Rony. Eu não quero você se aproveitando da minha irmãzinha. Abraçando Gina ele caiu na risada olhando o amigo que se engasgava com a comida enquanto respondia. _ São as mais perfeitas possíveis. Hermione que tinha acabado de descer as escadas, não resistiu e alfinetou. _ Que bom Harry que eu tenho você para zelar por mim. É que bom que vocês se acertaram. Fico tão feliz. Os quatro agora se olharam sorrindo com admiração, amizade e muito amor.
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Bem longe dali, um jovem loiro olhava para o teto em seu quarto, tentava se lembrar dos últimos acontecimentos. Lúcius e Narcisa sendo levados a Askabam. Seu pai ficaria lá pelo resto da vida e sua mãe por longos 10 anos, indulgência alcançada pelo apoio dado a Harry Potter. Não conseguia esquecer-se do olhar frio, mas ele sabia desesperado, de seu pai que nunca supôs ter este destino. Queria poder apagar algumas das lembranças entregues por sua mãe ao Ministro da Magia, queria apagar as lembranças das torturas e ameaças sofridas por sua família. Definitivamente os últimos anos, foram os mais assustadores de sua vida e ele agora se sentia confuso, não tinha idéia do rumo que sua vida poderia tomar. Estava completamente sozinho, não tinha família, amigos ou qualquer pessoa com quem contar. No entanto se recusava a demonstrar todo seu medo e frustração. Assim foi criado, era sua essência, não podia admitir seu fracasso. Mas teria que reconstruir sua vida e a reputação de sua família, só não sabia como. De certa forma ele devia sua liberdade à pessoa que mais odiava no mundo, mas agora depois de tudo, questionava até mesmo os motivos que tinha para odiar Harry Potter. O ódio que sentia pelos nascidos trouxas, por aqueles que não tinham o prestígio de sua família e seu sentimento de superioridade haviam sido criados desde a infância.
Cresceu sem carinho, sem amor. Talvez o ódio que sentia por Harry e seus amigos era um pouco de invejava da vida de afeto e cumplicidade que eles tinham. No tempo em que a mansão Malfoy se tornou o quartel general de Voldemort, ele tinha presenciado toda a loucura e crueldade do bruxo e no fundo sabia que aquele não era o mundo em que gostaria de viver. Não conseguia entender como seu pai que tanto se orgulhou de ser superior se sujeitou a ser tratado como um nada pelo bruxo que mais admirou. Queria esquecer o olhar dos dois, no momento em que se despediram. Seu pai havia lhe dito que no cofre da família em gringotes havia alguns documentos para ele, também havia lhe dito que era sua responsabilidade tira-los de Askabam, sua mãe havia chorado e lhe dito que não, que ele devia ter uma nova vida e não se apagar ao passado, deveria reconstruir. Há dois dias tinha ido ao cofre buscar os documentos que agora estavam em uma pasta na mesinha ao lado da cama. Havia encontrado um relato com os principais contatos e negócios da família, tinham muitos imóveis, muito ouro, jóias e ligações que nem mesmo Draco sabia. Ali também havia uma lista de pessoas em que podia confiar, notou que estes nomes eram todos de familiares de comensais ou pessoas de índole duvidosa. Afinal eram pessoas em que podia confiar pela lógica de seu pai. No entanto, o bruxo estava disposto a construir um novo futuro, sabia onde aquelas ligações tinham levado sua família. E elas existiam já a muitas gerações de Malfoy’s.
Então ele releu todas as informações disponíveis e tomou a sua decisão final, não queria utilizá-las. Queria voltar a Hagwarts para terminar seu último ano, mas como fazê-lo e conseguir dar conta dos negócios da família. Dos seus negócios. Também não sabia muito bem como preceder com relação a seus pais, deveria visitá-los, escrever-lhes? Sabia que Askabam estava sob um intenso processo de mudanças, os dementadores não eram mais utilizados pelo ministério que estava desenvolvendo feitiços poderosos para manter os prisioneiros. Começou a descer as escadas em direção ao escritório de seu pai. Sabia que nada de suspeito seria encontrado, afinal de contas o Ministério havia vasculhado tudo. No caminho estavam os retratos de todos os seus antepassados mortos, não gostava de passar por aquele corredor se sentia medido e avaliado. Decidiu que mais tarde, os removeria dali, para algum lugar que onde não tivesse que os ver todos os dias. Quando entrou no escritório, olhou com calma para todo o aposento, era austero, escuro. A mesa estava no centro imponente com sua madeira escura, atrás dela a cadeira de encosto alto e veludo verde. Ao redor da sala algumas estantes com livros. Ele caminhou lentamente e se sentou atrás da mesa. Nunca tinha se sentado ali, mas passou o restante da manhã e metade da tarde lendo os documentos e fazendo notas, queria conhecer todas as propriedades e conversar com todos aqueles que administravam seus negócios. Tinha pouco tempo para se inteirar de tudo, afinal uma de suas decisões seria retornar a Hagwarts e isso seria dali a dois meses. Ao final da tarde, redigiu uma mensagem que despachou pela coruja negra, precisava confiar em alguém para cumprir seus propósitos.
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Draco havia chegado em casa a poucos minutos, estava esperando o jantar que em breve seria trago pelo elfo doméstico. Enquanto tomava seu wiski de fogo, se lembrava de tudo que havia acontecido nas últimas semanas e das difíceis decisões que teve de tomar. A primeira delas não foi nada fácil, pois exigiu deixar de lado seu orgulho, uma das últimas coisas que possuía e gostaria de deixar intacto. No entanto teve de colocá-lo de lado para alcançar seu objetivo. Buscar pela diretora de Hagwarts foi com certeza uma das coisas mais difíceis que teve de fazer, pois sabia de sua ligação com a ordem da fênix e conseqüentemente com Harry Potter. O encontro havia sido curto, ele havia lhe dito que gostaria de voltar a escola e obteve como resposta que o mesmo poderia ser providenciado tendo em vista o retorno de outros alunos também afastados no último ano. Após isso Draco acabou por revelar seus planos e ouviu promessas de colaboração de uma surpresa, mas aparentemente satisfeita Minerva Macgonal. Após esse dia ele tinha conhecido todas as propriedades e negócios da família. Também tinha se encontrado com a pessoa indicada pela diretora Minerva, para cuidar de seus negócios. Ernesto Greengrass era um homem de quase 50 anos com os cabelos já grisalhos. Os dois tiveram uma conversa bastante esclarecedora onde Draco tinha dito a Ernesto que ele administraria seus negócios no próximo ano e seria seu auxiliar nos seguintes, mas deveria zelar para que os negócios Malfoy fossem respeitados e que as ligações anteriores fossem rompidas. Queria mesmo começar uma nova fase. Agora restava se preparar para a volta ao cenário onde há alguns meses foi traçada a grande batalha. Sabia que dali uma semana iniciaria a sua própria batalha e estava determinado a vencer. Antes, contudo tinha algumas últimas providencias a tomar uma delas, talvez a mais importante e mais dolorosa, seria visit
Na sala da Toca, quatro pessoas dividiam o calor da lareira. Harry estava deitado no colo de Gina enquanto, Hermione estava aninhada nos braços de Rony. As últimas semanas haviam sido muito intensas, eles estavam juntos sempre que possível. Em cada minuto. Essa semana, no entanto, trazia um pontinho de tristeza, pois Gina e Hermione estavam se preparando para voltar a Hagwarts. Harry havia decidido aceitar a oferta de trabalho no Ministério e Rony havia cogitado esta possibilidade a principio, mas ao final se decidiu por se tornar sócio do irmão nas Geminialidades Weasley. Desta forma somente duas cartas haviam chegado, na última semana, com algumas surpresas. A carta de Hermione trazia também o distintivo de monitora chefe, enquanto a de Gina trazia sua nomeação para capitã do time de quadribol. Todos ficaram muito felizes. A senhora Weasley havia feito um jantar especial com a presença de toda a família e dos pais de Hermione. Estes após o retorno da Austrália, haviam se emocionado bastante junto com a filha que tinha voltado para casa e passado um período com eles. Os pais de Hermione não se surpreenderam com o namoro da filha já que a menina sempre falava de Rony que por incrível que pareça conseguira conter seu nervosismo. As duas garotas haviam ganhado pares de brincos de rubi dos Weasley, que radiantes parabenizaram a filha e a já considerada nora.
ar seus pais.
Agora no entanto, eles queriam aproveitar os momentos juntos. _ Acho que o tempo passa muito rápido. – Repetia Gina. - Também acho! E por isso é melhor a gente aproveitar. Dizendo isso Rony saiu da sala com uma Hermione envergonhada e extremamente vermelha nos braços. Harry ficou rindo, mas não perdeu a oportunidade de trazer Gina para mais perto. _ Eu acho que o seu irmão tem razão.
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