- Mãe! Mãe! Cadê a fita que vai colocar na cabeça da Lilá, mãe? Ela está quase chorando e a senhora disse que já estava levando! Ah, oi Hermione! Não sabia que você já tinha chegado. – Era Gina, com um belo anel de noivado. Ela acabou de me salvar!
- Hermione está passando mal Gina, por isso demorei a voltar para o quarto.
- Ta vendo Molly, eu estou só atrapalhando. – Me levantei, mas uma maldita tonteira me fez sentar novamente.
- Hermione o que você tem? – Gina parecia preocupada.
- Ela só comeu algo que não fez bem ela, Gina. Leve ela para seu quarto para que ela possa descansar. - Molly disse encerrando o assunto, naquele momento, pois eu tinha certeza que ela ia voltar nele depois.
- Claro mãe. – Gina disse indo me ajudar a levantar.
- Eu não quero atrapalhar, eu vim aqui ajudar. – Disse tentando respirar com mais calma.
- Você precisa de cuidado Hermione e não discuta comigo, sim? E Gina a leve logo, vou lá dar um jeito na escandalosa da Lilá.
Gina me levou ao quarto dela e polidamente me perguntou se eu precisava de alguma coisa, eu disse que não e ela saiu sem antes me avisar que qualquer coisa era só mandar um patrono a ela que viria na mesma hora. Eu agradeci. Fiquei triste por ver que eu e Gina já não éramos mais as amigas que sempre fomos. Tudo por causa de amor, de homem, de sentimentos.
Mas logo esses pensamentos foram substituídos por outros. Sim, fazia todo sentindo do mundo eu estar grávida! Merlim, como eu pude ser tão descuidada, como eu pude deixar isso acontecer comigo? O que eu faria agora? Eu nunca mais falei com o Malfoy! Como, do nada, eu ia chegar e contar pra ele que estava esperando um filho dele? Pior, como eu enfrentar a única família que me restou grávida de um Malfoy? Acariciei a minha barriga por instinto. Eu estava com uma vida dentro de mim, meu filho, um Malfoy! Chorei e sorri ao mesmo tempo. Era uma loucura, mas de certa forma, eu já amava aquela loucura. De repente me vi apertando a estrela que Draco tinha me dado. O nosso momento de entrega e amor não tinha acabado afinal, ele estava crescendo dentro de mim na forma de uma bela criança. O nosso filho!
*** Draco on
- Mas que tipo de pessoa o senhor acha que eu sou? – Aquilo só podia ser brincadeira!
- Sinto muito se o senhor não recebeu a nossa coruja, senhor Malfoy. – Aquele velho dizia calmo, mas que idiota!
- E eu posso saber por que a minha audiência foi cancelada?
- Porque o responsável por ela não vai poder comparecer hoje.
- Ah claro, afinal, é sábado! Mas quem é o incompetente que marca uma audiência sábado e depois tem a cara de pau de desmarcar?
- Se ele é incompetente eu não sei, mas quem é o responsável pelo seu processo é o senhor Potter.
- Ah, claro, tinha que ser o Cicatriz! Idiota! – Se eu já estava com raiva, agora eu estava possesso. – E o qual foi a justificativa dele? Eu tenho o direito de saber.
- Casamento de amigos, essa foi a justificativa dele. – Engoli seco. Casamento de amigos? Será que a Granger, a minha Granger estava se casando com aquele cenoura? Não era possível!
- Que amigos? – Eu perguntei nervoso.
- Me desculpe senhor Malfoy, mas eu não tenho essa informação!
- Idiota! – Bati com força a mão no balcão da recepção do Ministério. O velho se assustou e perdeu a paciência.
- Acredito que o senhor já possa ir, senhor Malfoy! Quando for remarcada a data de sua audiência será comunicado!
- Isso se a sua coruja imbecil não se perder no caminho! – E dei as costas antes mesmo daquele velhote abrir a boca para me responder.
Sai do Ministério e entrei no meu carro. Estava nervoso demais. Não podia ser a Granger a amiga do Cicatriz que ia se casar. Meu coração estava apertado, doendo. Não Granger, não seja como todos, não pise no meu coração. Não acabe de matá-lo! Eu tinha que tirar aquela duvida do meu peito, e só existia um jeito e um lugar que eu poderia saber da verdade, e era para lá que eu ia. Saí do meu carro e resolvi aparatar ali mesmo.
Logo que cheguei às redondezas pude perceber que havia uma movimentação intensa naquela casa estranha. Foi difícil aparatar ali, uma vez que tinha ido lá apenas uma vez espiar minha tia atacar aquela casa e ainda colocar fogo nela. Escondi-me atrás de um arbusto quando ouvi a voz daquele idiota do Potter.
- Calma Ron! É só um casamento!
- Fala assim porque não é com você! – O cabeça de fósforo rosnou.
- Rony vocês já estão praticamente casados, até grávida ela está! – Aquilo me embrulhou o estomago.
- Mesmo assim cara é estranho. Quer dizer eu a conheço desde a época da escola. Estudamos juntos, crescemos juntos, ah Harry! – Aquilo não podia ser verdade, a Granger não podia se casar com aquele pobretão e ainda por cima estar grávida dele! E aquilo tudo que a gente tinha vivido?
- Calma. E a Hermione, como está? Gina me disse que ela tinha chegado. – Era ela mesma?
- É, minha mãe me falou que ela tava aqui já, mas que não estava se sentindo bem, então foi para o quarto da Gina e só vai descer na hora da cerimônia. – Eu senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto. Ridiculamente eu estava chorando. Como eu pude me enganar!
- Acho que ela resolveu descer Ron, não ela é que está ali na porta? – Meu coração parou! Será que eu ia ver a Granger vestida de noiva? Para se juntar com aquele pobretão? Resolvi afastar um pouco aquelas folhas verdes para eu ver a cena, já que antes eu só estava ouvindo aquela conversa idiota daqueles imbecis. Foi aí que a vi. Ela caminhava calmamente em direção aquele par de bobos. Ela estava linda. Um vestido vermelho, sem exageros, abraçando os braços, em sinal de frio. O vestido contratava com a neve tão branca do lugar, fazendo com que ela se destacasse ainda mais. Quando ela se aproximou mais, pude perceber a estrela, sim a minha estrela ainda estava lá no colo dela. Aí caiu minha fixa, ela não poderia ser a noiva! Eu sorri ao constatar aquilo! E eu pularia nos braços dela se eu pudesse! Foi quando ouvi a voz dela invadir os meus ouvidos.
- Ron!
- Mione, você está linda! – Idiota!
- Obrigada! Ah, oi Harry! – Ela perdeu sorriso quando viu o Cicatriz, ótimo.
- Oi Hermione, Ron acabou de me dizer que você não estava se sentindo bem. – Falou seco.
- Já estou melhor, obrigada. - Ela evitava olhar para ele e foi nesse momento que eu tive a impressão dela ter olhado diretamente pra mim, tanto que ela abriu os olhos mais e ainda pude vê-la apertar o pingente de estrela com a mão. Resolvi por segurança me esconder melhor.
- Ron... é.. a... a sua mãe disse pra você entrar, é... já ta quase na hora e você precisa ver alguma coisa com ela. – Ela vacilava ao falar, droga, ela me viu!
- Mione, o que tem nesse arbusto de tão interessante? – Sujou!
- NADA! – Ela gritou. – Anda Ron, sua mãe ta no quarto dela te esperando. – Parece que ela se controlou.
- Então vamos. Vem Mione, ta muito frio aqui e você está sem agasalho. – O que será que ela estava fazendo.
- Algum problema Hermione? – Era a voz do Cicatriz.
- Não.. nada. Vamos entrar logo. – Ouvi passos se afastarem e achei melhor sair daquele lugar logo, aparatei de volta para perto do meu carro.
Narrador on
Hermione entrou na Toca um tanto encabulada. Ela tinha certeza de ter visto aquele par de olhos azuis acinzentados que ela aprendeu a amar e que não saia da cabeça dela. Ficou perdida em seus pensamentos durante toda a cerimônia que ocorreu nos jardins dos Weasley’s bem como foi o casamento de Gui também na época de uma guerra. A castanha não conseguiu prestar atenção em nada. Só lembrava de Draco, de ter pensado em ter visto ele ali há alguns minutos e de possivelmente estar grávida dele. Só percebeu que a cerimônia tinha acabado quando uma ruiva veio chamá-la.
- Hermione, você está se sentindo mal novamente? – Era Gina.
- Hã? Não, por quê? – Acordando de seu transe.
- Porque a cerimônia já acabou, todos já estão saboreando o jantar e você continua sentada aí! – Gina até sorriu, Hermione também.
- Oh Gina, que vergonha! Eu nem percebi! – Gina se sentou ao lado dela.
- Hermione, eu sei que a nossa amizade sofreu um abalo muito grande, mas eu quero que saiba que eu te amo como sempre, e que, se você quiser a gente pode conversar. Eu te conheço e sei que você está com a cabeça a mil por algum problema. – A ruiva falou tudo de uma vez.
- Ah Gina, eu também te amo muito. A vida tem tantas coisas idiotas não é? – Hermione começou a chorar, e aquilo a deixou mais nervosa ainda. – Que droga, eu não queria chorar! – Gina riu.
- A gente pode conversar como velhas irmãs então? – Ela perguntou vacilante.
- Eu gostaria muito, acho que nós fomos vítimas de mal entendidos, né? E pela minha impulsividade. – Hermione afirmou limpando as lágrimas.
- Sim, também acho isso. – Gina falou em um suspiro.
- Eu vi esse anel lindo, quando vocês noivaram?
- Você estava viajando. Eu ate tentei enrolar pra quando você voltasse, mas Harry me convenceu afinal você não estava conversando com a gente direito mesmo. – Ela abaixou a cabeça.
- Tudo bem Gina, ele tinha razão e a minha relação com Harry ainda vai demorar a se restabelecer, isso se um dia ela se restabelecer. – Hermione falou cansadamente.
- Por que você está falando assim?
- Seu noivo anda me tratando de um jeito tão estranho e me acusando de coisas.
- É sobre Malfoy? É, ele comentou comigo sobre isso. Disse que viu você abraçando ele no batizado dos meninos de Luna e parece que ele acha que você esteve com ele em Milão.
- Por que ele acha isso Gina?
- Ah, eu não sei. Mas na verdade Mione, acho que alguém contou alguma coisa pra ele.
- O que? Como assim?
- Teve um encontro dos ex alunos da Grifinória mês passado. Alguns, claro, não todos. Fomos a um restaurante em Hogsmeade. Bom, a turma acabou se dividindo em meninos e meninas e certa hora eu vi que Simas chamou o Harry a um canto. Ele estava um tanto sério quando fez isso, por isso chamou minha atenção. Eles conversaram por um tempo e Harry ficou muito nervoso depois disso. Veio até a mim e disse que tinha que ir ao Ministério. Eu até tentei argumentar alguma coisa, porque aquilo não era hora de trabalho, mas ele disse que era urgente. Isso foi um ou dois dias antes de você voltar. – Hermione ficou mais pálida do que nunca.
- Meu Merlim! – Foi a única coisa que ela conseguiu exclamar.
- Mione?
- O Harry não te falou o que o Simas disse a ele?
- Não. Eu tentei descobrir, mas ele não deu chance. Mas eu soube que Simas tinha acabado de voltar de Milão também, então, eu liguei os pontos.
- Entendo. – A castanha abaixou a cabeça.
- O que aconteceu em Milão Hermione?
- Muitas coisas Gina, muitas. – Ela respondeu olhando o nada.
- Eu imagino. Se você quiser me contar, pode confiar. Harry não vai ficar sabendo da nossa conversa.
- Onde ele está Gina?
- Ele recebeu uma coruja do Ministério. Disse que tinha haver com os suspeitos da guerra e foi pra lá. Ele nunca entra em detalhes comigo, um saco. – Gina disse entediada.
- Isso tudo está uma loucura. E eu estou perdida. – Hermione respirou fundo.
- Vamos lá pra cima? Essa festa ta um saco. As musicas que a Lilá escolheu é melhor nem comentar! Vamos para o meu quarto. Eu pego algo para comermos e se você quiser a gente conversa. – Hermione olhou para a ruiva. Uma mistura de sentimentos a invadiu. Alegria de poder estar com ela de novo, medo do que poderia acontecer, uma vontade de desabafar com alguém e desejo de encontrar um loiro e implorar a ele que ele não esteja realmente envolvido com nada.
- Vamos sim Gina. – E elas se levantaram.
- Então você ficou esse tempo mesmo com ele lá? Loucura! – Gina balançava a cabeça de um lado para outro com um copo de hidromel na mão.
- É, loucura sim. Mas Gina! – Hermione suspirava.
- Eu sei Mione. Eu posso não gostar do Malfoy, mas sempre o achei um pedaço de péssimo caminho! – E soltou uma gargalhada alta.
- Gina! – Hermione também ria.
- Com todo respeito Mione! Não precisa me bater por isso.
- Idiota! – Hermione falou vermelha.
- Então essa estrela que não sai do seu pescoço desde que você voltou é o presente dele?
- Sim.
- Nunca pensei que Malfoy fosse capaz de fazer coisas assim. – Ela disse rindo menos.
- Eu menos. Você entende o dilema que estou?
- É, você se apaixonou pelo lado negro da força Mi. – Gina piscou pra ela.
- Ai Gina, você tem que brincar com tudo? E como você sabe desses termos trouxas? – Hermione disse rindo.
- Ah, eu namorei uns trouxas em umas das minhas viagens com o Harpias, simples. – Ela falou calmamente. – Mas não é isso o que importa agora. Mione, fala sinceramente, você realmente não acredita que ele está envolvido com esses ataques ou você prefere não acreditar?
- Eu realmente não acredito Ginny. Ele está muito diferente e pense no que aconteceu com ele logo depois da guerra. Você acha mesmo que ele se juntaria com essas pessoas? Não faz o menor sentido.
- De fato, ele sofreu bastante. Conhecendo esse lado da história realmente fica difícil de acreditar que ele possa estar envolvido, mas então, por que ele não conta isso?
- Luna acha que ninguém acreditaria e eu também acho. Todo mundo prefere pré julgar! – Nesse momento ficou um silencio constrangedor entre elas.
- Bom Mione, se ele é inocente logo isso será provado. E aí aos poucos você vai tentando convencer os Weasley’s de que o Malfoy não é tão devastador assim. – Ela deu um sorriso fraco.
- Gina, mas eu estou com outro problema. – Ela disse olhando no fundo dos olhos da ruiva.
Eu descobri hoje, junto com a sua mãe, que possivelmente eu... – Não terminou de dizer.
- Você o que Mione? – A ruiva tinha um tom de preocupação na voz.
- Eu, eu... acredito que... Eu estou grávida. – Falou por fim. Gina arregalou os olhos o máximo que podia e não conseguia dizer nada.
- Gina?
A ruiva simplesmente se levantou do sofá onde estava sentada desde que foram para seu quarto se dirigiu até sua cama onde Hermione estava sentada e abraçou a amiga com toda força e ternura que possuía.
- Vai dar tudo certo Mione, de um jeito ou de outro! E pode contar comigo. – Disse ainda abraçada à amiga. Hermione a abraçou com mais força e a única coisa que conseguiu fazer foi chorar. Nesse momento a porta do quarto se abriu. Elas se soltaram.
- Desculpem, mas é que eu bati varias vezes, acho que não ouviram.
- Tudo bem Harry. – Gina respondeu ao noivo, que tinha no rosto uma expressão de confusão ao avistar as duas juntas.
- Está tudo bem? – Ele perguntou para Hermione que limpava o rosto das lágrimas.
- Tudo ótimo Harry. – Ela respondeu sem olhar pra ele.
- Já resolveu suas coisas no Ministério Harry? – Gina perguntou pra ele.
- De certa forma sim. É só que Malfoy resolveu aparecer, esteve no Ministério hoje. Parece que ele não foi avisado que a audiência dele tinha sido cancelada. E segundo alguns relatórios de controle de aparatação ele esteve aqui hoje! – Disse tudo isso olhando para Hermione, e por fim ela olhou pra ele.
- Eu não sabia que o Ministério podia controlar as nossas aparatações. – Foi Gina quem disse, percebendo o clima que estava se formando entre o noivo e a amiga, e ao mesmo tempo surpresa de pensar que Malfoy esteve na Toca e ninguém tenha visto.
- Só de quem é suspeito de algo. Depois que descobrimos onde ele estava conseguimos aplicar um rastreador nele. – Ele não tirava os olhos de Hermione que apenas o olhava de volta sem dizer nada. – E então, o que ele queria? – Perguntou por fim.
- Você está perguntando pra mim? – Ela se manifestou.
- Óbvio! Ele não veio aqui parabenizar o Ron pelo casamento, não é mesmo?
- Eu não sei o que ele veio fazer aqui. Como e por que saberia? – Ela se levantou da cama, sentindo o mundo rodar a sua volta, ela respirou fundo e Gina percebeu que havia algo errado com ela.
- Dá para parar de mentir Hermione Granger? Ele é acusado de assassinatos! Inclusive dos seus pais! Por Merlim! – Harry praticamente gritou e começou a andar de um lado para o outro passando as mãos de maneira nervosa nos cabelos.
- Para com isso Harry! A Mione não está bem! – Gina foi até a amiga, que não conseguia parar de chorar e estava mais pálida do que sempre esteve.
- To vendo que a amizade feminina voltou, não é mesmo? Assim como a ajuda mútua! – Ele disse com raiva. Gina sentou Hermione na cama antes que ela caísse e se encaminhou até a porta.
- Sai daqui Harry. Mais tarde nós conversamos. – Ela disse calma e friamente.
- Como é que é? – Ele gritava.
- Sai daqui agora! – Ela gritou também.
- Até você Gina?
- Gina, por favor, para! Eu vou embora! – Hermione com muito custo e entre soluços falou e tentou se levantar, mas desmaiou assim que ficou de pé, caindo aos pés de Harry que ficou muito assustado.
SEU IDIOTA! OLHA O QUE VOCÊ FEZ COM ELA! – Gina berrou e foi ao encontro da amiga caída no chão.
- Eu, eu, não fiz nada. – Harry falava agora em sussurros.
- Faça algo de útil, a coloque na cama que eu vou pegar algo para ela cheirar. Afinal Harry o que está acontecendo com você? Por que está tratando ela como se ela fosse a culpada de tudo? Ta louco? – Gina disse isso se levantando do chão enquanto Harry pegava Hermione no colo e deitava-a na cama.
- Eu só não quero que ela faça besteira.
- Então não faça você as besteiras. – E Gina foi ao banheiro buscar alguma poção para Hermione, deixando um Harry confuso e preocupado para trás.
Hermione on
- O que aconteceu?
- Você desmaiou Mione, como você está se sentindo? - Era a voz da Gina.
- Ainda estou meio tonta. – Abri os olhos e vi Harry ao lado da Gina.
- Você está doente Hermione? - Ele perguntou preocupado, ah se ele soubesse, era capaz de matar.
- Acho que só estresse Harry, só isso. Ando com muito trabalho no hospital. – Respondi me sentando.
- Você não comeu nada Mione, eu vou lá embaixo buscar algo pra você!
- Não Gina, acho melhor eu descer, nem vi o Ron.
- Você acha que está bem pra ir até lá?
- Sim. Mas eu não quero comer nada. – Me levantei com a ajuda dela, Harry só ficou nos fitando.
- Mas você precisa se alimentar.
- Se eu comer agora o destino da comida não vai ser outro ao não ser a privada.
- Enjoada assim? – Gina riu.
- Muito.
Eu e Gina saímos do quarto dela e descemos para os jardins. Harry veio logo atrás de nós. Cumprimentei Ron que já estava um tanto alto por tanto hidromel e uma Lilá radiante que nem me vendo perdeu a alegria, ainda bem. Mas eu precisava ir embora. Estava enjoada demais e preocupada demais. Ele realmente esteve lá, eu realmente o vi atrás daqueles arbustos. Mas afinal, o que ele foi fazer ali? E também, por que não me procurar? Avistei Luna com Neville em uma mesa, eu não tinha visto ninguém naquela festa. Fui até ela.
- Oi Luna. – Me sentei em uma cadeira ao seu lado.
- Mione, você não melhorou né? – Luna e seus olhos sonhadores.
- Não, mas eu preciso falar com você sobre outra coisa.
- O que?
- Malfoy. – Falei mais baixo.
- Draco? – Luna quase gritou.
- Fala baixo Luna.
- Desculpe.
- Ele esteve aqui hoje.
- Aqui? E o que ele queria?
- Não sei Luna, eu não falei com ele. Eu achei que tinha o visto, mas não tinha certeza.
- Ué, mas então não estou entendendo mais nada.
- O Harry confirmou que ele esteve aqui.
- O Harry?
- Sim. Parece que o Ministério colocou um rastreador nele que controla as aparatações dele.
- Mas isso é um absurdo. É violação da liberdade das pessoas Mione! – Luna parecia de fato escandalizada.
- Eu sei disso Luna. Mas você não sabe nada dele? Ele não entrou em contato com você?
- Não. Como eu te disse mais cedo, só Narcisa me mandou uma carta falando que eles já tinham voltado e que eu fosse lá à mansão visita-la assim que fosse possível.
- Faça isso então Luna e veja se está tudo bem. To sentindo que há algo de errado nisso tudo.
- Como assim Hermione?
- Não sei exatamente, só acho que tem algo ruim acontecendo ou que vai acontecer
Luna.
- Um mau pressentimento?
- Por aí. Por aí.
Após a minha conversa com Luna, resolvi voltar pra casa via Flú. A maneira menos enjoativa de se transportar. Fui direto para o chuveiro. Tomei um banho bem demorado tentando entender tudo que estava acontecendo. Eu grávida, Malfoy de volta, e aquele sentimento de que o pior realmente estava prestes a acontecer.
O domingo chegou lento e chuvoso. Demorei a levantar e quando o fiz só encontrei com
Neville na sala.
- Bom dia!
- Oi Mione, bom dia.
- E a Luna?
- Ah, eu a ajudei a levar os meninos na Mansão Malfoy. Mais tarde vou buscá-la.
- Ah, então ela foi lá hoje.
- Sim, ela me parecia muito ansiosa em ir até lá. – Imagino que seja pelas coisas que eu falei com ela ontem, pensei.
- Acho que a senhora Malfoy ainda não conhece os gêmeos né?
- Não, ainda não. Já tomou café?
- Não.
- Vem, eu te acompanho.
Fui com Neville para cozinha e enquanto eu comia, pois eu acordei morrendo de fome, Neville me contou as novidades de Hogwarts e sobre o baile de natal que seria oferecido na próxima semana. Me bateu uma saudade daquele castelo.
No inicio da noite Neville, já preocupado com a demora de Luna em voltar, resolveu aparatar nos portões Malfoy e ver se estava tudo bem. Também já estava preocupada, não pensei que Luna ia ficar fora o dia todo. Depois de quase uma hora que Neville tinha saído, eu ouvi a porta se abrindo e o choro de dois bebes bem alto. Corri para o hall.
- Luna, Neville, o que aconteceu? – Perguntei pegando a Lua do colo de uma Luna muito pálida e quase chorando.
- Ah Hermione, acredito que teremos problemas. – Foi Neville quem me respondeu tentando acalmar Sol, que já estava vermelho de tanto chorar.
- Por Merlim, o que está acontecendo? – Meu coração disparou e Lua ficou mais agitada em meu colo. Luna tinha se sentando no sofá e estava fitando algum ponto da sala. Depois de um tempo, quando Lua já tinha parado de chorar e me olhava com um rostinho assustado que Luna abriu a boca e em um fio de voz disse.
- Draco... Draco. – Meu coração disparou de vez, deixei a Lua de qualquer jeito no colo de Neville que se assustou com a minha atitude, já que ele estava quase enlouquecendo com o choro de Sol, e corri para Luna.
- O que aconteceu com Draco? – Eu quase gritei, meu enjôo ficando cada vez mais forte.
- Ciça está desesperada. – Escorria uma lágrima dos olhos dela.
- Mas por quê? Merlim, diga logo!
- Ele foi para Azkaban hoje. Ela descobriu por causa de uma carta. Ele foi e não voltou Mione, ele ainda não voltou!
- Mas, mas, o que ele foi fazer naquele inferno? – Eu já estava tremendo.
- Não sei, não faço a mínima idéia, ninguém faz. Lipe chegou agora, depois de uma coruja que Ciça mandou pra ele. Ele disse que Draco tomou uma poção polissuco pra entrar em Azkaban. Parece que ele queria conversar com Lucius.
- Conversar com Lucius?
- Lipe não entrou em detalhes. Ele também está preocupado porque a essa hora o efeito da poção já acabou e o horário de visitas também.
- Luna! O Malfoy tem alguma coisa realmente com essa guerra? – Eu já estava desesperada.
- Não Mione, por Merlim! Você não pode duvidar dele! – Foi a primeira vez que vi a Luna gritar. Até os meninos pararam de chorar e Neville parecia uma estátua olhando para esposa. Eu chorei mais ainda.
- Então o que ele foi fazer em Azkaban? – Perguntei em um sussurro mais para mim mesma.
Narrador on
Já fazia duas semanas que ninguém tinha notícias de Draco Malfoy. Agora as acusações do Ministério contra ele já eram abertas, a ponto de sair no Profeta, ele era dado como foragido. A mansão, por algum motivo que ninguém sabia qual, tinha sido lacrada por feitiços de proteção desde que Lucius também havia sumido de Azkaban, o que reforçava a idéia de que ele estava escondido na mansão e confirmando a teoria de que os Malfoy’s de fato eram os mentores da “Vingança em nome de Voldemort”.
Hermione acabou confirmando por exame que realmente estava grávida de Draco Malfoy e um desespero tomou conta de si, afinal ela estava convencida de que foi apenas um brinquedo nas mãos dele e a conseqüência disso era o filho que crescia dentro dela. Ainda não havia contado a novidade a ninguém, exceto Molly e Gina.
Era um sábado e depois de passar muito mal Hermione estava voltando de um banho, quando entrou na sala e viu a senhora Molly lá, logo suspeitou o que ela queria, e isso só a deixou mais apreensiva.
- Molly, não sabia que você estava aqui. – Sorriu o mais simpática que conseguiu indo cumprimentar a ex sogra.
- Cheguei a pouco querida. Luna me disse que você está passando mal. – Olhou Hermione de maneira seria.
- Já estou melhor. Como estão todos? – Tentou desconversar.
- Enquanto vocês conversam vou buscar um chá para nós, sim? E vou ver como estão meus queridinhos. Fiquem a vontade. – E dizendo isso, Luna saiu da sala em direção a cozinha.
- Estão todos bem. Rony já voltou a trabalhar e Lilá está cada vez mais chorona. Não vejo a hora de o bebê nascer.
- Ah, logo, logo chega a hora Molly, ela já está com seis meses não é?
- Sim! Passa rápido. Vim chamá-los para a ceia de quarta feira.
- Oh, claro, o natal. – Hermione falou desanimada.
- Querida você está muito abatida. Tem se cuidado?
- Estou fazendo o máximo que posso, mas esses enjôos parecem não ter fim.
- No começo é mais difícil mesmo. Gina também está preocupada, mas hoje é aniversario de namoro dela, e Harry a levou em uma pequena viagem, por isso ela não veio comigo. Fiquei muito feliz em saber que vocês duas tinham feito as pazes. – Molly sorriu com carinho.
- Sim, foi ótimo mesmo. Estamos nos correspondendo por cartas. Ela disse que está de recesso do Harpias para as festas de fim de ano, né?
- Graças a Merlim, minha casa a cada dia que passa fica mais vazia! George casado, quase não vem. Tem a cara de pau de dizer que está gastando o tempo dele tentando me dar um neto, veja só! – As duas riram.
- Eu sinto muito a falta de todos.
- Hermione querida, você está muito triste, e isso eu sei que não tem nada haver com a gravidez que você insiste em manter em segredo.
- Por enquanto é melhor assim Molly, me fariam muitas perguntas que agora eu não tenho a mínima condição de responder.
- Como o nome do pai de seu filho? – Hermione apenas assentiu com a cabeça, com os olhos cheios de água. – Olha, você tem o direito de fazer o que quiser de sua vida Hermione e ninguém tem o direito de te julgar por isso, mesmo que você tenha feito coisas por impulso ou por acreditar demais no melhor das pessoas. Isso é sinal de que você é um ser iluminado. E o mais importante, seu filho não tem culpa de nada, ele é apenas uma pequena vida crescendo dentro de você. Não tenha vergonha, nem medo de apresentá-lo ao mundo, ele não merece isso.
- Molly! – Hermione chorava muito. – Eu não tenho vergonha do meu filho, não! Mas eu tenho medo por ele. Medo do que ele pode passar por ser filho de quem é, medo de ele morrer por causa de toda essa estupidez, medo de eu morrer sem que ele possa nascer ou morrer depois disso, de não vê-lo crescer, de não conhecer meu filho. Merlim, ele é filho de duas pessoas improváveis, filho da perseguida sangue ruim amiga do Harry Potter com o perseguidor sangue puro inimigo número um do Eleito. Molly acho que posso explodir a qualquer momento. – Molly a abraçou.
- Acalme-se querida, tente manter a calma. Estamos aqui pra te ajudar e cuidar de vocês dois, entendeu? Você precisa se cuidar mais para que seu pequenino possa nascer saudável e que você fique saudável também para cuidar dele e vê-lo crescer. Hermione desespero não leva a nada.
- Eu sei disso, mas eu não vejo a solução pra isso tudo. – Hermione afundava ainda mais o rosto no ombro da ruiva.
- Não tem que ver solução, um filho não é problema Hermione, ele não pode ser considerado assim.
- Molly, quem vai aceitar o meu filho? – Ela olhava agora para Molly.
- Você é quem tem que aceitá-lo. Você é única que tem importância para ele. Sinto, mas provavelmente ele não poderá ter o pai por perto, então Mione, você terá que ser mais do que uma mãe pra ele. E eu serei uma avó muito babona e Gina a tia linda dele. – Molly sorriu pra ela, que ainda chorava.
- E eu e Neville, Hermione. – Elas ouviram a voz de Luna, que andava muito triste desde o sumiço de Draco, sorrindo.
- Luna, eu, eu .. eu sinto muito por não ter te contado ainda. – Hermione disse tentando conter o choro.
- Eu já desconfiava, mas respeitei seu silêncio. Imagino que não tem sido fácil pra você. Mas é bom dividir as dores. – Luna disse enquanto se sentava perto da castanha.
- Exatamente, Luna tem razão. Eu não vou mentir e dizer que a notícia da sua gravidez irá agradar a todos, mas nós estaremos com você.
- Obrigada. – Foi o que ela conseguiu dizer.
- Chega de choro então. Eu trouxe umas dicas que vão ajudar muito com esses enjôos seus, querida. Quando estava grávida dos gêmeos achei que eles iam nascer pela boca, não tinha passado tanto mal antes deles, então resolvi pesquisar sobre o assunto e acabei encontrando coisas interessantes...
Hermione foi se acalmando ao conversar sobre como cuidar da sua saúde, fazer roupas de bebê com Luna e entre tantos outros assuntos de mães com futuras mamães.
Elas estavam tão entretidas em seus assuntos que nem perceberam que uma carta havia sido deixada debaixo da porta central.
Hermione on
- Foi uma tarde ótima gente, obrigada. –Agradeci sinceramente.
- Nada querida, é assim que você tem que se manter. – Molly sorriu pegando suas coisas na sala.
- Por que você não vai com ela Mione, já que não quer ir comigo e Neville ao baile de natal em Hogwarts? – Luna me perguntou de novo.
- É, Hermione, vamos pra Toca. – Insistiu Molly novamente.
- Não, gente, eu só quero dormir muito. Vou ficar bem aqui, não se preocupem. Agora vá Molly, está ficando tarde, não da pra facilitar não é mesmo? – Eu realmente estava preocupada.
- Ta certo então. – Molly me deu um beijo e outro em Luna. Nós já estávamos chegando na porta quando Molly de repente se abaixou e eu assustei.
- O que foi Molly? -Perguntei.
- Parece que é uma carta pra você Hermione. – Me estendeu um envelope verde.
- Estranho, cartas geralmente chegam por corujas, não? – Luna disse olhando sonhadora a carta ainda nas mãos de Molly.
- Será que é uma armadilha? – Molly começou a olhar o envelope com pavor.
- Não gente, calma, deixa eu ver. – Peguei a carta das mãos de Molly. Me pareceu inofensiva.
- Você vai abrir Hermione? – Molly me perguntou.
- Acho que vou sim. Mas vou pegar a minha varinha para ver se há algum tipo de feitiço. – Fiz isso, murmurei um feitiço que já tinha lido em um livro e o único feitiço foi o indressum, ou seja, só o destinatário da carta, no caso eu, conseguiria abrir o envelope e ler seu conteúdo.
- Fiquem tranqüilas, não há nada demais, no máximo algum segredo. – Sorri.
- Se você confia nisso. – Molly disse pensativa.
- Está tudo bem, agora vá Molly. Devem estar preocupados com você! – Abracei mais uma vez. – Muito obrigada mesmo. – Disse ainda abraçada a ela.
- Não precisa agradecer. Agora eu vou indo mesmo e se cuidem, sim? Espero vocês para a ceia de natal. – Dizendo isso ela saiu e aparatou.
- Luna, vai se aprontar se não ai chegar tarde ao Baile. Onde estão os gêmeos?
- Neville levou pra casa da avó. Uma prima não sei da onde dele apareceu e quis conhecê-los. Acho que eles vão ficar por lá essa noite. – Disse Luna enquanto subia as escadas e sumia por lá. Como ela conseguia ser tão observadora e tão desligada ao mesmo tempo? Sorri ao pensar nisso. Realmente estava me sentindo bem mais leve depois daquela tarde de “mulherzinha” que tive com elas.
Resolvi subir para meu quarto também e ler afinal aquele envelope misterioso. Era um verde escuro e a tinta onde estava escrito meu nome era prateada. O lacre de cera preta lembrava um lobo, mas em volta de seu corpo havia algo, que parecia uma serpente. Achei curioso aquele símbolo. O que eu nem imaginava era que com o tempo, aquele símbolo significaria contato com um mundo desconhecido e um mundo de socorros. Por enquanto eu só estava curiosa e por isso abri o mais rápido possível o envelope.
Dentro dele havia três folhas, também negras, com o conteúdo escrito em prateado. Duas das folhas tinham uma caligrafia deitada, sendo que as letras eram grandes e ocupavam grande espaço, mas era uma escrita bonita, parecendo que foi feita com todo cuidado. A terceira folha era preenchida com uma grafia parecida, mas o traço era mais forte e as letras tinham um tamanho menor. Entendi que ali havia conteúdo de duas pessoas diferentes. Optei por começar a ler a maior, a qual tinha duas folhas.
Olá Hermione, quanto tempo não?
Espero que você esteja bem, sinceramente. Eu estou bem, obrigado, caso se preocupe!
Mas vamos ao que interessa sim? Eu sei que mulheres gostam de conversinhas sem objetivos, mas me desculpe minha cara, eu não uma mulher, não mesmo, sou um bom de um homem. É, diria um ótimo!
Bem voltando ao assunto, eu sou um novo amigo seu, sim, amigo. Talvez o que eu venha fazer possa sair caro, mas entenda, eu não poderia deixar você totalmente no escuro depois do que você foi capaz! Caramba, você foi mesmo uma heroína, e olhe, não estou falando sobre seus feitos com Harry Potter.
Bom, estou aqui na verdade para te falar dos Malfoy’s. Oh querida, não se assuste por favor. Eu sei que esse povinho e esse nome dá medo, mas entenda, há sempre uma maçã boa no meio de uma caixa de frutos podres, por mais incrível que isso seja! Diga-se de passagem, você andou saboreando ela por aí. Ah, me desculpe, esse não é o assunto, não é mesmo? Mas é, que como você conseguiu! HEROÍNA! Ah, imagino que seja pelo sorriso, sim, o sorriso é irresistível! Mas é uma criação minha viu? Mesmo eu sendo mais novo que aquele paspalho, ele copiou de mim. Sabe, isso é algo de família, e não é da família dele, não! Quer dizer, não diretamente, eu acho pelo menos... Nossa, isso meu deu umas idéias...
Ah enfim, onde eu estava mesmo? Ah sim, noticias dos Malfoy’s.
Pois é, eles estão mesmo trancafiados naquela Mansão medonha. Lucius é um lunático dos piores. Também teve um professor né? Voldemort era um grande mestre querida.
Sim, Draco está lá também, junto com Narcisa. Uma desgraça sem precedentes. Está sendo um sacrifício conseguir contato com eles lá, mas eu tenho os meus métodos, e claro que são os melhores.
Ah, por favor, não odeie o Draco, não. Eu ainda não posso falar nada sobre o assunto, porque caí na besteira de fazer uma promessa perpetua que não te contaria nada. É Mione, (posso te chamar assim? Seu nome é muito grande, aí dá uma preguiça de escrever) eu marquei bobeira mesmo. Meu pai me mataria se pudesse, mas deixe meu pai pra lá.
O que posso dizer é que nem tudo é como parece, então, por favor, não perca a linha aí, não se desespere! Afinal dos dois lados você tem amigos preocupados com você! Eu to aqui super preocupado com você, verdade!
Ah, por favor, não conte nada disso a ninguém, se você fizer isso eu não poderei mais me comunicar e ainda estarei correndo mais risco de morte do que já estou em te mandar essa carta. (Ela não será única, se você conseguir ser uma exceção feminina e mantiver a boca fechada.)
Por enquanto é isso. Oh, claro, já ia me esquecendo. Na verdade era só pra te mandar a outra carta sabe, com a letra diferente, (NÃO FUI EU QUE ESCREVI A OUTRA, mas acho que você percebeu afinal você é inteligente) só que acho mesmo injusto você ficar boiando tanto desse jeito! Ah claro, não responda! Como se você pudesse ou soubesse! (Estou rindo de mim mesmo neste momento.)
Até logo senhorita Granger! E sim, se eu ver que você vai ficar quietinha eu dou um jeito de entrar em contato de novo e te ajudar no que você precisar.
Granger, ficar grávida do Draco Malfoy agora não foi inteligente da sua parte! Mas seu segredo ta bem guardado comigo, afinal eu sou homem e sei manter minha boca bem fechada. Como eu sei desse detalhe? Já disse que tenho meus métodos, e que, claro são os melhores?
Até a próxima então.
F.B.R.
Mais tarde terá um B. a mais no meu nome, mas isso Mi, (Eu só diminuo seu nome) será assunto para depois.
Mas o que significava aquilo tudo? Quem era F.B.R? Que carta era aquela? Parecia mais uma brincadeira do que qualquer outra coisa, mas, quem quer que fosse sabia que ela estava grávida! Mas como? Ninguém sabia! Molly e Gina e agora Luna! Elas não teriam contato pra ninguém, não mesmo! Não faz o menor sentindo. E que história era essa de nem tudo parecer o que era e que não era para eu odiar Draco Malfoy! O que estava acontecendo! Merlim! E ainda tinha a outra folha, que mais parecia outra carta! Vamos para a outra bendita carta, folha, sei lá o que!
Fechado para o amor
eu não precisava da dor
Uma ou duas vezes foi suficiente
E foi tudo em vão
o tempo começa a passar
antes que você perceba, você está congelado
mas alguma coisa aconteceu
pela primeira vez com você
meu coração derreteu pelo chão
achei alguma coisa verdadeira
e todo mundo está olhando
achando que estou ficando louco
mas eu não me importo com o que dizem,
eu estou apaixonado por você,
eles tentam me afastar
mas eles não sabem a verdade,
meu coração está danificado na veia
Que eu continuo fechando
você me corta e eu
continuo sangrando,
continuo, continuo sangrando amor
continuo sangrando,
eu continuo, continuo sangrando amor,
continuo sangrando,
continuo, continuo sangrando amor
você me corta
tentando o máximo para não ouvir
mas eles falam muito alto
os barulhos irritantes deles enchem meus ouvidos
tentam me encher de dúvidas
embora eu saiba que o objetivo
é evitar que eu me apaixone
mas nada é maior
do que a sensação que vem com seu abraço
e nesse mundo de solidão
eu vejo seu rosto
entretanto todo mundo ao meu redor
acha que estou ficando louco, talvez, talvez
mas eu não me importo com o que dizem,
eu estou apaixonado por você,
eles tentam me afastar
mas eles não sabem a verdade,
meu coração está danificado na veia
Que eu continuo fechando
você me corta e eu
continuo sangrando,
continuo, continuo sangrando amor
continuo sangrando,
eu continuo, continuo sangrando amor,
continuo sangrando,
continuo, continuo sangrando amor
você me corta
e está drenando tudo de mim
oh, eles acham difícil de acreditar
eu carregarei essas cicatrizes
para todo mundo ver
mas eu não me importo com o que dizem,
eu estou apaixonado por você,
eles tentam me afastar
mas eles não sabem a verdade,
meu coração está danificado na veia
Que eu continuo fechando
você me corta e eu
continuo sangrando,
continuo, continuo sangrando amor
continuo sangrando,
eu continuo, continuo sangrando amor,
continuo sangrando,
continuo, continuo sangrando amor
você me corta.
Não espero que entenda, não espero que sinta o mesmo, apenas desejo que aceite. É difícil, mas não é impossível, não ainda.
D.M.
Merlim! Aquilo era o que eu estava achando que era? Uma carta do Malfoy? Uma carta? Uma declaração do Malfoy? Mas como assim? Como? Por quê? Com tudo que estava acontecendo ele me mandando uma carta de amor e ainda por cima por outra pessoa? Mas afinal o que estava acontecendo?
Minhas mãos tremiam. Eu não conseguia chorar porque meu estado de choque era muito grande para me permitir extravasar qualquer emoção. Eu não estava entendendo nada simplesmente. E não ia dividir aquilo com ninguém, afinal eu queria entender o que estava acontecendo e se eu contasse algo para alguém aquele F.B não sei das contas não entraria em contato novamente. Eu acreditei nisso, afinal até saber que eu estava grávida o puto sabia, como não descobrir que eu andei contando para alguém sobre a carta dele!?
Mas uma coisa daquilo tudo eu consegui entender. Se Malfoy tava metido naquela merda toda, tinha algo estranho acontecendo. Tinha alguma peça faltando naquele quebra cabeça. E a carta dele? O que ela significava? Uma armadilha é claro, afinal ele estava lutando contra mim e meus amigos. Mas uma armadilha de que tipo? O que ele queria comigo afinal, afirmando que estava apaixonado por mim? O que aquele loiro queria?
Por impulso, ou por costume, apertei com toda vontade aquele pingente de estrela. É, eu não tinha tirado ele, nem mesmo depois do sumiço e confirmação de Malfoy na guerra. Aquela estrela de certa forma estava ligada ao meu bebê. Ao momento que ele foi concebido, que mesmo tendo sido uma mentira, tinha gerado uma verdade, o motivo de eu querer viver apesar de tudo, aquele momento gerou meu filho.
Narrador on
Hermione demorou dormir naquela noite, aquelas cartas a deixaram confusa e sem saber ao certo que fazer. Afinal, se Draco realmente estava envolvido com todos aqueles ataques porque ele escreveria para ela se declarando? E afinal, quem era F.B.R? E o pior, como ele sabia de sua gravidez. Por fim, o cansaço tomou conta das interrogações e ela dormiu profundamente. Teve um sonho confuso, muito parecido com um que teve uma vez. Orquídeas brancas, depois chão de cimento, um ponto negro, depois alguém sussurrando algo, mas desta vez ele viu quem era esse alguém, esse alguém era Malfoy, e ele reafirmava que jamais a esqueceria, que sua mente poderia se apagar, mas que o seu coração sempre se lembraria dela.
Ela acordou suada e chorando, percebeu que já era dia e resolveu levantar. Achou a casa quieta demais, pois já passava das 9 horas da manhã. Afinal, onde estavam Luna e Neville? Será que chegaram muito tarde e ainda estavam dormindo? Tomou seu café, não comeu muito, pois não estava muito bem novamente.
Assim que se sentou na sala, se sentindo incomodada com todo aquele silêncio uma coruja das Torres bateu a janela. Era o Profeta. Assim que colocou a moedinha na bolsa da coruja e essa levantou vôo, Hermione soltou um grito assustado. Havia uma manchete na primeira página.
Hogwarts foi atacada durante o Baile de Natal, e noticias, não confirmadas ainda, dão conta de que pelo menos 5 pessoas faleceram, além dos muitos feridos. Segundo fontes, um dos mortos seria a então diretora Minerva McGonagall, que lutou mais uma vez bravamente.
Ainda segundo informações não oficiais, a escola foi atacada por volta das 23h, horário que estava sendo servida a ceia, pegando todos os presentes de surpresa.
Cinco comensais estuporaram muitos que tentaram se defender, mas não mataram ninguém até então. Um deles teria pedido que entregassem a eles Luna Longbottom e Neville Longbottom, assim como Minerva McGonagall e todos os outros presentes seriam poupados. Mas não houve acordo quanto a isso e então teve inicio a uma luta sangrenta.
Assim que tivermos mais informações enviaremos uma edição extra de nosso Profeta Diário.
Caros leitores fiquem alerta, estamos entrando no que pode ser chamada de Terceira Guerra Bruxa.
Hermione quando acabou de ler o jornal pensou que fosse desmaiar. Não era possível, Minerva estava morta e ela não sabia o que tinha acontecido com seus amigos. Sentou-se no sofá mais próximo e sentiu o desespero se apossar rapidamente dela. Ela tinha que fazer alguma coisa e saber maiores detalhes. Resolveu que o mais certo era ir até a Toca, procurar por Ron e mesmo Harry, eles com certeza saberiam o que estava acontecendo.
Levantou-se, mas uma tonteira a dominou, foi sentindo seu corpo ficar gelado e a vista escurecer. Caiu ao chão. Ela desmaiara.
No parapeito da janela, desde que Hermione tinha descido, havia uma pequena e delicada borboleta, estranhamente de corpo verde e pequenas asas brancas, quase transparentes. Ela tinha um comportamento diferente de uma borboleta comum, uma vez que ficou o tempo todo parada, como se estivesse olhando algo interessante, ou mesmo prestando atenção. Assim que Hermione foi ao chão, a borboleta levantou vôo, e adentrou para sala, por uma fresta da janela. Segundos depois, após um barulhinho, quase inaudível, a borboleta tinha se transformado em uma pessoa, não muito alta e de corpo curvilíneo. Ela usava uma capa verde musgo com capuz que escondia seu rosto. E, o que era possível ver em baixo da capa, um pouco aberta na frente, estava com botas negras até a altura dos joelhos um vestido em um verde um pouco mais claro que a capa que a cobria. Além disso, era possível avistar mãos delicadas e brancas, que carregava um belo anel ao dedo médio. Tratava-se de uma mulher elegante e possivelmente bonita. Ela se aproximou de Hermione como se ainda estivesse voando de tão leve e elegantemente era seu modo de andar.
- Enfim alguma emoção, já não estava agüentando mais ficar pairando no ar. – A voz dela saiu baixa e em tom de deboche, mas mesmo assim ainda era possível perceber um leve sotaque, que se aproximava do francês. Olhou um pouco para Hermione e tomou o pulso dela.
(...)
N.A
Gente.. esse cap foi maior hein..
espero que curtam e por favor COMENTEM.. eu preciso de cometarios para saber que vale a pena continuar postando!
Para todos que comentaram, obrigada pelo carinho, nao sabem como deixam o meu dia mais feliz qd vejo um comentario novo!
bejos e até o prox cap!