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10. Uma Garota que Não Tem Medo de


Fic: Apaixonada Pela Serpente 2 - A Vingança


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Eu acordei, comecei a ouvir o que se passava a minha volta, mas me recusava a abrir os olhos.


Não era muito, fazia muito frio, o inverno enfim retornara. “Assim como minha sensatez...”, eu pensei.


Sabia que já devia ser tarde, que de fato eu perdera a primeira aula, eu não me incomodara. Não tinha pressa em encarar ninguém... Só queria dormir... Eu de fato demorara para pegar no sono, eram muitos os pensamentos. Esse ano parecia tem passado como um filme na minha cabeça até aquele dia.



“Você fez besteira, Granger!”


Uma afirmação simples e ao mesmo tempo acusadora. Fora a coisa mais sincera e profunda e quem sabe... A mais verdadeira que ele já me dissera. Mas naquele momento que eu abrira finalmente os olhos e pensara nisso eu nada mais fizera do que entortar a boca como se desse de ombros. Não me parecia uma besteira tão grave assim, afinal às vezes são necessárias besteiras o bastante para se fazer o certo. Ok, eu sei que não faz muito sentido, mas devia fazer para alguém, pois me soou sábio e não idiotamente impulsivo como tudo o que acontecera esse ano. 



Olhei pela janela, nevava, não me surpreendi, era mais um indício de que tudo voltara ao normal, aos eixos. Isso não me deixou extremamente feliz, muito menos triste... Não mudou em nada o meu humor. Aquele humor estranho que você não sabe exatamente o que é, que aparece na maioria das vezes quando você acorda... É um sentimento estranho, e por pouco não é gelado e estremecido como aquela paisagem de Hogwarts, deserta, às oito da manhã de uma terça-feira nevada. Eu chamaria de um humor ao contrário do seu humor na TPM, quando tudo te incomoda demais, esse ao contrário, tudo é indiferente demais.



Por que quando algo muda na gente, algo muda igualmente na nossa volta? Quando se está triste, tudo tende a estar mais depressivo ainda. Quando se está feliz, tudo parece engraçado. Quando se retorna a ser o que era antes, como se você tivesse tido umas férias de você mesmo por muito tempo, tudo parece como se você não visse a muito tempo. Por que nunca percebemos o que está acontecendo com a gente quando ainda se está em tempo de consertar isso? Eu pelo menos nunca percebo. E pra não me achar uma completa anormal, é confortável imaginar que não sou a única.



Saindo um pouco da parte poética da coisa, você já escorregou numa casca de banana de mini saia e caiu de pernas abertas no meio de seus professores e descobriu que estava sem calcinha? Tá, isso também nunca aconteceu comigo, mas eu preferira que isso tivesse acontecido ao ter de reviver essa semana mais uma vez. Ah, por que eu não escrevo há uma semana?! Eu não sei, tentei encontrar uma boa desculpa, como... Torci o pulso, não tive tempo, estive doente... Mas a verdade, é que estive ausente do meu eu essa semana. Quer dizer... Apesar de retornar a minha velha vida, eu não retornei tão rapidamente a escrita. A escrita nunca foi um hábito do passado, sempre foi um hábito.
Mas vamos falar dessa semana logo de uma vez enquanto eu tenho fôlego. Terça feira, depois de meditar contra a vidraça embaçada eu desci para o Salão Comunal, a Hermione de sempre, sem a maquiagem, sem a vadia, sem a cruel, sem a fazedora de besteiras. E sem sequer olhar para o ambiente em si, mas já adivinhando, pois depois de seis anos de convivência não há nada mais previsível, eu saí dizendo:



– Oi, Harry. – ele estava uniformizado, mas aparentemente não havia ido para aula nenhuma, sua capa estava jogada no sofá e sua camisa branca com os primeiros botões abertos. Devia estar me esperando descer, ou apenas meditando, como costumava fazer. E eu pensara que uma vez o encontrara assim por causa da Gina.



– Achei que não acordaria nunca. – ele disse com um meio sorriso cansado. É, pelo visto dessa vez não era por causa da Gina.



Eu fui até ele, ele se levantara e ficamos a uns dois metros de distância um do outro, nos encarando, passando alguma mensagem silenciosa pro outro. Silenciosa demais para ser interpretada por mim, depois do que me pareceu longínquos cinco minutos eu desatei a falar.



– Sim, Harry, eu usei você. – ele apenas ouvia sem demonstrar nenhum choque. – Usei você, eu não pensei. Você sabe como eu sou, eu não penso, não quando resolvo meus problemas. Eu sou instigada pela ação chamada impulso e eu dou graças a Merlin por ainda não ter tido o impulso de comer lesmas.


 


 Não, eu não queria parecer engraçada, mas eu sempre mando uma piada sem graça quando tento me explicar pra ver se ameniza a situação, pura covardia. Mas do que eu estou falando? Você é meu diário, sabe disso melhor do que ninguém.


 


– É, eu te usei. Você estava lá, a poucos metros de mim, e como eu estava apta a fazer besteiras e machucar os outros, abusar de seus sentimentos me pareceu extremamente tentador. E por que? Porque eu não presto! Porque eu sou má, Harry! Eu me divirto em ver o sofrimento dos outros, porque eu não aceito o modo como a vida me trata e desconto tudo nas pessoas que mais gostam de mim. Ferir pessoas como você, Harry, que sempre estão ao meu lado em tudo, é como preencher um vazio, é me sentir útil. É eu fiz alguma coisa, fiz merda, mas fiz alguma coisa. E fazer merda é tão fácil... É muito mais fácil do que fazer o certo, pelo menos para uma pessoa má como eu...


 


Ele ouvia tudo com o cenho franzido em sarcasmo como se visse graça no que eu dizia ou no meu tom desesperado, mas concordava com a cabeça como se eu explicasse a nova estratégia de Quadribol. Antes fosse, eu mereço uma chuva de balaços.


– E de onde vem essa minha maldade? Existe uma coisa aqui dentro, Harry, algo que devia ser um coração, mas minha mãe foi atropelada por um triciclo quando estava grávida de mim, o que resultou nessa anormalidade: eu não tenho coração, eu tenho uma caneta no lugar. É, uma caneta. Uma caneta trouxa que espirra tinta por todos os lados quando é sobrecarregada ou alguém a sacode muito. Isso resulta em muita tinta no cérebro que começa a criar algumas camadas pegajosas de fungos extremamente contaminadas por uma doença regenerativa incurável que deixa o portador em certos estágios da doença malvado ou idiota. Bem ontem eu estava no estado malvado, hoje, caso ainda não tenho percebido, estou no estado idiota. O que ainda dá pra ser controlado na maioria das vezes, eu não saio destruindo corações e mastigando os sentimentos de todos que vejo no caminho, mas mesmo assim é crítica, porque não me livra da minha doença. Porque eu sou má, eu faço maldades a pessoas decentes, eu crucifico mãos infantis, eu piso nos órgãos genitais das pessoas, eu cuspo na cara de idosos, eu minto, eu traio, eu finjo, eu maltrato, eu enlouqueço, eu beijo... Beijo, tudo isso... Porque eu sou extremamente egoísta. Eu cuspiria na minha cara se pudesse, eu não te culparia se você o fizesse, no mínimo te amaldiçoaria, mas não te culparia. Eu sou um pombo nazista que caga na cabeça dos outros e tudo isso por que? Porque eu sou egoísta e cruel... Eu não mereço estar falando com você, estar de frente para você, muito menos ter beijado você... Eu mereço agonizar num canto com ratos e baratas a vida inteira ou pelo menos tempo suficiente pra fazer amizade com eles e começar a dar nome a cada um deles e começar a me comportar mais como um. Quer dizer, eu já tenho me comportado como um mas eu sei falar e isso me individualiza um pouco dessa espécie da qual eu nunca mereci ser individualizada, pois eu sou o pior deles, eu sou a própria peste-negra. E é isso o que eu mereço, um prêmio Nobel dos ratos por ser o pior deles e devo apodrecer num esgoto londrino de Azkaban até eu desistir de vez da vida, ou o que é mais provável, a vida desistir de vez de mim. 



Eu respirei aliviada olhando pro chão, enquanto ele ainda me encarava com se acabasse de descobrir algo extremamente interessante em mim. Não me dei ao trabalho de perguntar o quê, a curiosidade matou a coruja, a minha curiosidade não tinha porquê ser mais simpática. 



– Você gosta dele, não é? – eu ouvi a voz dele ao longe me chamar de volta. Eu o encarei surpresa e até um pouco irritada ao enfim identificar o conteúdo da pergunta.



– Como? Não entendi. – eu disse sem conseguir conter minha grosseria, é claro que eu entendia, o que é de se admirar. Mas como ele podia perguntar aquilo depois de todo esculacho pessoal que eu fizera de mim? Como?



– Você gosta dele, não é? Do Malfoy. – ele repetira, sem me dar espaço de resposta, respondendo a própria pergunta – Céus, você enfim se apaixonara por ele. Merlin.


 


– Com licença, será que o senhor poderia parar de me excluir da sua intrigante conversa consigo mesmo e me dar alguma atenção? Afinal é de mim que estamos falando. – ele se virara pra mim como se não acreditasse no que ele mesmo afirmara.



– Você está apaixo...



– Essa parte eu já ouvi, Harry! – eu dissera perdendo a paciência.



– Você está apaixonada pelo Malfoy.



– Quer parar de repetir isso? – eu brigara. – E não, eu não estou apaixonada por ele. Que foi? Perdeu o juízo?



– Você ainda não percebeu nada, não é? Você não me beijou porque seja má, ou porque queira me ver sofrer, ou porque goste de mim... Você me beijou porque gosta dele, porque queria se livrar dele, do domínio dele sobre você e sobre seus sentimentos, pra provar pra ele e pra você mesma que não está apaixonada por ele.


 


 Ele explicava como se ainda estivéssemos falando sobre quadribol. Fiquei calada por um momento ainda mirando perplexa aqueles olhos verdes que estavam agora tão próximos de mim. Por fim eu dei uma risada curta e seca que pudesse expressar toda a minha ironia.



– E você chegou a essa brilhante conclusão na parte em que te beijei ou na qual eu me comparo a um parasita?



– Na parte em que me beijou. Foi legal, mas você não me ama mais, você não me beijou, você beijou ele.



– Sério? Podia jurar que tinha beijado você.



– Hermione! – ele exclamara enfim, era hora de parar de brincar. Eu engoli em seco.



– Eu. Não. Amo. Ele. Isso é um absurdo sem igual!



– É? – não piscávamos, nós encarávamos. E naquele momento eu me senti como uma fera enjaulada encarando seu domador. Por que às vezes pareço tão irracional? – Escute, Hermione: eu amo você e sempre vou amar, pelo o que me consta, e por isso quero sua felicidade, por mais que essa me pareça uma rebelião de Comensais. Então se você o ama, diga-o isso! Diga bem alto e claro! Porque se não o momento simplesmente... Passa. E eu não vou poder te esperar pra sempre, apesar do meu amor, então te dou até sábado...



– Meu aniversário, que convidativo... – eu ironizei, tentando não demonstrar todo meu nervosismo ou o efeito que aquelas palavras tinham em mim.



– Para se decidir, se quer ficar comigo ou com ele... Ou sozinha. Não ficarei zangado com sua decisão e sempre continuarei ao seu lado do modo que você preferir. Mas você precisa tomar uma decisão!



Como assim eu precisava tomar uma decisão? Ele realmente cogitou a hipótese de eu escolher o Draco? Todos parecem saber mais do que eu e eu odeio isso. Só sei que como pode ver, minha vida a moda antiga começara muito bem. E eu que pensava em resumir aquela conversa apenas em apelidos biológicos pra mim. Um cuspe na minha cara seria muito mais fácil de perdoar.

O resto do dia não foi assim tão terrível. Pra começar eu podia respirar e terminar frases sem que me roubassem beijos. O café da manhã foi tranqüilo, as pessoas não me faziam grandes perguntas, pareciam ter percebido que minha fase não-há-nome-pra-esse-tipo-de-fase havia passado. É claro que eu ouvia comentários como “Tem show hoje, Hermi?” ou “Dança pra gente, Granger?” de alguns garotos e os ignorei completamente. Acho que entenderam bem o recado. Mas não eram esses comentários que me incomodavam mais. “Ela está estranha...”, “Deve estar assim porque o Malfoy terminou com ela...”, “É, eu também ficaria muito triste...”.



– Do que elas estão falando? – eu perguntei invocada pra Harry e Ron, que fingiam não ouvir os comentários também. – Eu não estou triste! Céus, era o que eu queria! Olhem pra mim! – eu disse tentando mostrar que estava com a melhor cara já vista. Eles me encararam por um tempo confusos. – Viram? Estou bem, não poderia estar melhor.



– Esquece isso. – disse Ron tornando a comer seu bolo. – Você fez o dever de História da Magia?


 


Mas nessa hora eu estava distraída, acabara de ver Draco ir se sentar na mesa da Sonserina, não parecia mal, e seu sorriso não era o dos mais alegres. Mas logo entrara numa conversa com Roger, enquanto Pansy disputava o lugar ao seu lado com Luke. Senti uma coisa incômoda no meu peito, como se tivesse engolido um sapo e ele ficasse dando sinal de vida dentro do meu estômago. Sei que é uma observação idiota essa, mas achei interessante fazê-la uma vez que esse sapo ainda não saiu do meu estômago e já esteja começando a me fazer perguntar se eu realmente não engoli um sapo.


 


– Hermione?



– Oi? – eu me virara para o ruivo.


 


Ele fizera uma cara compreensiva, mas decidira-se, graças a Merlin, por não comentar.


 


– Fez o dever de História da Magia?



– O dos Templários da Magia? Fiz sim. – eu disse novamente olhando para a mesa da Sonserina, mas dessa vez não era Draco que me chamara atenção, e sim um par de olhos esverdeados que pertenciam a Dan.


 


Ele era o segundo sonserino que eu menos gostava (só perde pro Draco) e, por pura coincidência o segundo mais lindo, de acordo com as garotas de Hogwarts, e não é um jure tão injusto assim. Mas acho que era mais pelo fato dele ser francês. Tá, ele realmente é lindo. Ele lembrava mais um ator trouxa, Chad Michael Murray e tinha aquele sorriso canalha que tanto me irritava. Mesmo no meio dos sonserinos eu nunca simpatizara muito com ele... O que ele tanto me encarava afinal? Logo vi que Draco percebera isso também, por um momento achei que ele fosse brigar com Dan, mas ao contrario disso começou uma conversa com Pansy. Eu logo me vi abaixando a cabeça irritada.



– Não, esse foi o da semana passada. Digo do caso da Bruxa Andréia. – disse Ron me puxando novamente para a conversa.



– Hã? Eu não me lembro desse caso... – ele rira sem acreditar.



– Como assim? Hermione, o caso da Bruxa Andréia é quase tão famoso quanto o Harry!



– Obrigado pela indicação. – disse o próprio emburrado mastigando um pedaço de bolo.



– Eu não me lembro... Acho que isso não aconteceu.



– Você só pode estar brincando! – disse o ruivo perplexo. – É toda aquela história que envolve o trouxa que pisou na lua. Corrija-me se estiver errado, Harry, mas um trouxa “pisou” na lua mesmo que Hermione não se lembre...



– É o que dizem. – disse Harry novamente divertido ajudando Ron em seu debate.



– Eu sei que um trouxa pisou na lua. – eu dissera aborrecida batendo o garfo no prato. – Só não lembrava do caso da Bruxa Andréia. – respirei vencida. – Merlin, era pra hoje? 



– Uhum. – os dois responderam em coro.



– Ron pode me emprestar suas anotações? – Ron parecia ter visto Aragogue e se virara pra Harry totalmente assustado.



– Ok, agora eu realmente estou preocupado. – eu bufara estressada.



– Esquece, eu mesmo posso fazer as minhas. – eu dissera levantando da mesa sem olhar pros dois.



Mas eu não cuidara da Bruxa Andréia tão cedo, eu só queria sair de cena definitivamente.


As aulas foram normais, eu voltara a me sentar com Harry e Ron. Draco sentara com Roger e eu vira Pansy fazer cara de choro. Com certeza ela esperava um tratamento melhor agora que havíamos terminado. Dolotéia falava e falava, e eu só conseguia pensar em tudo que Harry me dissera. Agora além de tudo eu tinha uma importante decisão a tomar. Mas pensar nessa idéia me dava vontade de rir, era absurdo. Todos estavam pirando, isso sim. A aula correra rápida e eu não havia ouvido uma vírgula que a velha dissera.



Nesse dia eu ainda cruzara com Draco duas vezes nos corredores, era estranho encararmos um ao outro, olhar como se fosse só mais um estudante desconhecido de Hogwarts, isso sem deixar de seguir seu caminho. Nossos braços quase se tocavam quando passamos um pelo outro e um dia antes estávamos aos beijos no vestiário da Sonserina. Foram os únicos acontecimentos do dia, a não ser o Profeta de Hogwarts que falava de “Um Símbolo Sensual Pop de Hogwarts” que atacara novamente, fazendo stripper no meio do intervalo das aulas. Não dei muita atenção a matéria, que também relatava o meu “trágico” rompimento, deixei o jornal de lado e me concentrei no meu bolo de cenoura com chocolate.
Toda essa semana foi assim, mas devem ter alguns fatos que valem a pena serem contados.



– Houve quatro mortes em Ganlord! – disse Harry na hora do almoço abrindo o Profeta Diário na mesa, após termos jogado o Profeta de Hogwarts com aquela matéria nada interessante pro lado.



– O que? – disse Ron. – Perto da sua casa, Mione!



– É... – eu disse sem emoção. – Uma família e um vizinho deles. – os dois me olhavam atônicos, então desatei a explicar. – Eu estava lá, com o Malfoy. Vimos o vizinho ser morto por Bellatrix Lestrange e Lucio Malfoy.



– Bellatrix? Ela está dando as caras? E Malfoy? Eu o coloquei em Azkaban!



– É, pelo visto ele fugiu.


 


 Harry bufara socando a mesa, mas eu só tinha olhos para Draco que lia a matéria na mesa da Sonserina com uma cara ainda pior do que a de Harry.



Ele saíra do Salão ignorando quem o chamava, ele com certeza não estava bem. E eu, idiota, sem perceber fui atrás, ignorando igualmente Harry e Ron. Quando dei por mim já estava espiando atrás da pilastra ele contra o muro observando Hogwarts, observando ele pensar. Eu era uma idiota, uma completa idiota. Queria consolá-lo, mas ao mesmo tempo sabia que ele não ia querer falar comigo. Foi uma terrível luta sangrenta que estava sendo travada dentro de mim. Por um momento fiquei apenas observando-o, e observando seu cabelo claro dançar de acordo com o vento gelado que batia ao seu rosto e a neve iluminá-lo. Foi então que notei que fora o mesmo lugar do qual eu destruíra a estátua da bruxa, onde eu pedira pra ele me dar aulas de teatro. Essa nova descoberta não melhorou em nada o meu humor, pelo contrário.



Você está errado, Harry, eu sei que está errado...”, eu dizia pra mim mesma. Foi então que o terrível aconteceu, uma voz igualmente terrível soou naquele corredor chamando tanto a minha atenção quanto a de Draco que me notara.



– Granger! – ela disse atrás de mim com sua voz nojentamente sarcástica. – O que está fazendo aqui? Espionando o Draco? Não o deixa em paz nem agora que está numa situação difícil?



Eu saíra do meu esconderijo olhando pra ele, ele continha as mãos dentro do bolso com uma cara muito curiosa, mas não parecia zangado. Ainda podia se ver sua tristeza em algum lugar daquele rosto orgulhoso.



– Eu não estava espionando. – disse mais pra ele do que praquela nojenta da Pansy. – Só estava passando e...


 


Foi um silêncio terrível. Então eu dera meia volta pra ir embora totalmente envergonhada quando outra voz se fez ouvir naquele Salão.



– Granger! – era ele.


 


 Eu me virei para encará-lo e o sapo dava sinais de vida dentro de mim novamente.


 


– Seus livros.


 


Foi então que notei os livros aos meus pés que eu deixara cair quando a vadia gritara ao meu ouvido. Eu os recolhi e fui embora vermelha como um pimentão.



Essas minhas idiotices não pararam por aí, durante essa semana eu me flagrei em muitas situações parecidas. Como quando fui à Biblioteca atrás do caso da Bruxa Andréia. Quando tirei um livro da prateleira vi pelo espaço vazio da prateleira que Draco se encontrava no corredor ao lado. Me escondi desesperada atrás dos outros livros, logo comecei a acompanhar seus passos conforme ele ia andando pelo corredor. Graças a Merlin ele estava concentrado demais e não via além dos espaços entre os livros ou me viria em mais uma situação ridícula. 



Ridícula. Quem inventou essa palavra? Com certeza alguém que já esbarrara comigo em outra vida, porque eu sou a rainha dos casos ridículos. Alguém totalmente ciente da minha religião “Antisortiístas” e do meu “talento” por sempre fazer “besteiras”. Alguém que com certeza ficaria do lado de Draco num debate contra mim. Até eu já estava começando a ficar do lado dele pra falar a verdade.


Mas foi escondida entre aqueles livros que eu tive a vagabunda revelação



Eu me escondia de alguém do qual eu queria que me visse...


Alguém com quem eu queria conversar... mas ao mesmo tempo queria brigar.


Meu coração batia tão alto a cada passo dele...


E o Inácio (o sapinho do meu estômago, que depois de tantos dias aqui dentro acabei dando um nome pra ele) saltava a cada som que ele fazia do outro lado, fosse virando uma página de um livro qualquer, fosse tossindo a toda aquela poeira...


E pra piorar a situação todas aquelas cenas vieram na minha cabeça, marcando ainda mais o fato de eu tê-las vivido.


E como é terrível ter de afirmar isso mais uma vez. “Merda, eu gosto dele!”.
Agora me diz o que eu farei com essa informação?


Publicarei no jornal da escola? Mandarei para a excepcional Academia Londrina de Letras?


Escreverei para rainha da Inglaterra pedindo um conselho?


Guardarei isso dentro de mim até explodir?


Tomo isso como um veneno e acabo com a minha vida?


Muito tentador, mas acabei por decidir guardar isso aqui.


O que só fez aumentar a quantidade de feitiços que guardam esse diário, que de acordo com o meu estado eu duvido que algum tenha efeito.



Eu o via já sentado numa carteira da Biblioteca lendo um livro qualquer, enquanto ainda ia absorvendo o conteúdo dessa descoberta. Eu preferiria ter descoberto que sou parente distante da Umbridge.


Foi quando vi que meus pés se mexiam, igual quando fui atrás dele da outra vez. Meus pés simplesmente iam até a mesa dele. E eu olhava desesperada por todos os lados pra ver quem era o filho da puta que estava praticando o Imperius em mim. Mas parecia não ter mais ninguém na Biblioteca e eu não conseguia controlá-los. Tentei me segurar nas estantes, mas era impossível, quando dei por mim, já estava de frente pra mesa dele com a cara mais digna de pena que se pode imaginar. Ele me olhou divertido, com certeza eu estava engraçada, eu não sabia como nem o porquê de eu estar ali.



– Você se perdeu? – ele disse finalmente me tirando do meu pedido de socorro mental e minha discussão com os Deuses.


 


Eu respirei fundo e me sentei a sua frente temendo que meus pés desses outra louca e me fizessem dançar pra ele. Ele respirou aborrecido, com certeza não estava muito disposto a conversar comigo, e continuou sua atenção no livro, que percebi se chamava “Paciência do Lobo”. Eu já li esse livro, e ao lembrar dele não aumentou em nada mesmo minha vontade de continuar sentada ali.



– Oi. – eu disse quase inaudivelmente, ele não respondeu. Não sei se foi porque não ouviu ou porque não queria mesmo responder. – Lindo dia, não?


 


Quase na mesma hora a chuva que estava rala se apertara e foi possível ouvir um estrondoso relâmpago. Deu pra imaginar a minha cara. Mas eu estava invisível pra ele mesmo, o filho da puta não parava de ler.


 


– O que tem aí? – tentei novamente apontando pra um saco cheio ao seu lado.



– Tijolos. – disse ele secamente, querendo obviamente que eu calasse a boca e saísse de perto dele. Eu também queria isso, mas meu corpo não obedecia.



– Pena que não esteja mais nevando – CALA A BOCA, HERMIONE GRANGER. – Eu amo neve, faz eu me esquecer dos problemas... Como se a neve fosse um presente pra mim, depois de um dia difícil. – eu falava toda emocionada como se falasse com Harry. Vocês já sentiram vergonha pelos outros? Eu sinto vergonha de mim mesma às vezes...



– Seu pai nunca lhe explicou alguma coisa sobre o tempo? – ele disse irônico sem tirar os olhos do livro, eu queria enfiar a cara embaixo da terra. Como ele conseguia ser insensível assim?



– Draco... – eu disse quase sem voz, não me agüentando. 



– Hum... – ele respondera ainda sem me olhar.



– Você sabe que eu só... Fiz aquilo com o Harry, porque eu queria ficar livre da aposta, não sabe? – o miserável não respondeu, apenas respirou pesadamente, e o sapo estava brincando de pique-parede no meu estômago. – Fala sério, até o Harry entendeu isso. – eu disse mais pra mim do que pra ele. Entendeu até demais, não é?



– É, quem está errado sempre consegue arranjar apoio. – ele disse me olhando pela primeira vez e eu esqueci qualquer coisa que podia naquele momento, me perdendo cada vez mais naquele olhar severo e cinza. – O que você quer, Granger? Você já tem sua liberdade.



– Você me odeia? – alguém me dá um tiro?! Ele respirou entediado desviando o olhar.



– Odiar é um sentimento forte demais, você não anda merecendo um sentimento tão forte assim, não de mim.


 


Tudo bem, vamos brincar de destruir a moral da Hermione...



– Eu só achei que agora que não sou mais sua prisioneira podíamos ser amigos...



– Eu nunca quis ser seu amigo. – ele disse com desprezo. – Você já tem amigos demais. – completou levantando e recolhendo suas coisas e saiu da Biblioteca me ignorando.



Eu ainda fiquei olhando emburrada pra madeira da mesa por um bom tempo, por que a minha vida é tão filha da puta? Por que sempre tem que ser tudo ou nada? Não é nada justo.
Conforme a semana ia passando, o boato do ataque no bairro trouxa se espalhou, mais alunas saíram da escola, e olha que já eram poucos desde o ataque à escola. Por causa disso Dumbledore retornou com o Clube de Duelos do qual Harry e Ron insistiram pra eu entrar, mas eu tinha coisas mais importantes pra fazer como o maldito trabalho da Bruxa Andréia, que o professor me dera mais um prazo pra entregar. Mas eu não conseguia me concentrar, eu não conseguia me concentrar em nada essa semana.



“A Bruxa Andréia, mas conhecida com Taleda Andréia Carlast, foi um importante ícone no mundo trouxa porque graças a ela a lua fora alcançada e...”



Eu ficava olhando pra aquela mesma frase por horas, eu a riscara umas cem vezes, mas nunca conseguia produzir algo melhor que aquilo. Já era noite, Madame Prince já se retirara, eu conseguira uma permissão para eu fechar a Biblioteca após meu uso e já me jogara exausta para trás, quando finalmente encarara o pergaminho mais uma vez... Mas nada em relação a Bruxa Andréia saía.

“Eu não sou o tipo de pessoa que se apaixona e se desapaixona rapidamente 
Mas para você eu dei o meu afeto desde o começo
 
Eu tenho um amor que me ama, como eu pude quebrar um coração assim?
 
Mesmo assim você conquistou a minha atenção
 

Porque você vem aqui quando sabe que eu já tenho problemas suficientes?
 
Porque você me liga se sabe que eu não posso atender o telefone?

Você me faz mentir e eu não quero
 
E fazer outra pessoa um tipo de idiota desconhecido
 
Você me faz ficar enquanto eu não deveria
 
Você é tão forte ou é tudo a fraqueza dentro de mim?
 
Porque você vem aqui e finge estar apenas passando por perto?
 
Mas eu pretendo te ver
 
E eu pretendo te abraçar, forte
 

Me sentindo culpada, preocupada, acordando de um sono atormentado
 
Esse velho amor me limitou, mas o novo amor corta profundamente

Se eu escolher agora, eu vou perder, um de vocês tem que cair
 
Mas eu preciso de você, e você
 

Porque você vem aqui quando sabe que eu já tenho problemas suficientes?
 
Porque você me liga se sabe que eu não posso atender o telefone?

Você me faz mentir e eu não quero
 
E fazer outra pessoa um tipo de idiota desconhecido
 
Você me faz ficar enquanto eu não deveria
 
Você é tão forte ou é tudo a fraqueza dentro de mim?
 
Porque você vem aqui e finge estar apenas passando por perto?
 
Mas eu pretendo te ver
 
E eu pretendo te abraçar, forte...”


E depois disso eu apaguei, em cima do meu pergaminho, sem nem perceber... Como se tal desabafo me fizesse gastar todas as minhas forças. Foi um sono tranqüilo e sem sonho, o melhor que eu já tivera, mas quando senti meu rosto se esquentar com a claridade acordei desesperada. Atrasada, eu guardei todo meu material às pressas, sem perceber que largara o pergaminho no chão da Biblioteca, meu desabafo que eu nem me lembrava que existia mais.



– Me desculpe o atraso eu perdi a hora... – eu disse entrando eufórica na sala de aula daquele fantasma que anda apostando com Snape quem merece mais o troféu do maior filho da puta que existe em Hogwarts.



– Senhorita Granger! Com o direito de quem a senhorita chega atrasada na minha aula, vai criar um novo horário é? – consegui ouvir Pansy rindo em algum canto da sala e o olhar de Malfoy me fuzilar a nuca.



– Eu já pedi desculpas, professor. – eu disse estressada, era só o que me faltava, com o direito de quem ele é grosso daquele jeito comigo?



– Espero que seus motivos sejam bons.



– São ótimos! Eu estava fazendo o trabalho que o senhor me passou, fiquei a noite toda na Biblioteca...



– E onde está o trabalho?



– Está aqui, só um minuto.


 


Então eu passara os minutos seguintes revistando todo o meu material desesperada atrás do meu trabalho. Mas só então lembrei que eu não o fizera e que pelo visto o havia perdido também.



– Então, Srta Granger? – disse aquele morto com um sorriso vitorioso nos lábios.



– Eu... Não está aqui.



– Ah! Estão vendo? Dou uma chance e ela a dispensa, me faz de idiota!



– Eu não o fiz de idiota!



– Fez sim, inventando uma história tão deslavada!



– Está me chamando de mentirosa? – eu disse tão ameaçadoramente que se ele já não estivesse morto tenho certeza que morreria de medo de morrer.



– Professor, tenho certeza que ela esteve na Biblioteca, se o senhor... – disse Harry ao meu lado quebrando a tensão, mas pelo visto ele fora cortado, e era a última voz que eu queria ouvir na vida.



– E como você tem certeza, Potter? Estava lá com ela? Deixa eu adivinhar: ficou trancado na Biblioteca com ela? – eu fechei os olhos pra conter minha raiva.


 


      Não era a primeira vez que Draco mandava aquela piadinha, desde que ficamos trancados no armário ele se convenceu que aconteceu o mesmo comigo e Harry na Biblioteca, que idiota. 



– Não começa, Malfoy. Poupe seu ciúme que Hermione não é mais sua namorada.



– Não estou com ciúmes, Potter! Existe mais mulher no mundo do qualquer outra coisa, a não ser insetos, claro. Você tanto fez que agora ela é sua, parabéns.


 


E eu estava quase chorando, estava quase explodindo, eu não estava ouvindo aquilo. Uma dor de cabeça imensa me invadia, parecia que o expresso de Hogwarts havia passado em cima da minha cabeça.



– E agora além de tudo a Srta causa uma rebelião entre seus namorados na minha sala? Francamente! – disse aquele morto, eu nunca o quis tão vivo em toda a minha vida.



– Eu não estou causando nada, só estou esperando o senhor me dar licença pra eu ir sentar no meu lugar.



– A senhorita não tem mais lugar hoje na minha aula.



– O que? Por que não?



– Porque a senhorita chegou atrasada. Ficará sem a nota do trabalho.


 


Era tarde demais eu já estava dando um escândalo no meio da sala de aula. O maior espetáculo já assistido em Hogwarts até então. Eu mereço. 



– O SENHOR NÃO PODE FAZER ISSO! TEM QUE ME DEIXAR ENTREGAR ESSE TRABALHO EU O FAÇO AGORA NESSE MINUTO...



– Nada feito, dei-lhe uma chance e você...



– MAS EU PASSEI HORAS ESTUDANDO PRA ESSE TRABALHO! EU NÃO COMI, NÃO DORMI, EU DORMI NUMA BIBLIOTECA! EU SÓ FIZ ESTUDAR!



– Senhorita, eu já disse..


.
– EU SEI TUDO SOBRE A BRUXA ANDRÉIA! VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO! EU SEI O QUE ELA FOI, O NOME DOS AVÓS DELA, A DATA DE ANIVERSÁRIO DELA, EU SEI O NOME DO GATO DELA!! EU PODERIA DAR UMA PALESTRA SOBRE ELA AGORA MESMO!! – o fantasma maldito passara por mim e segurava a porta da sala aberta me indicando a saída. – E O SENHOR ESTÁ SEGURANDO ESSA PORTA POR ALGUM MOTIVO?



– Pelo visto a pop-star de Hogwarts acordou com o ovo virado – eu ouvi aquela vadia da Pansy cochichar atrás de mim. Pra que?



– E QUAL É O SEU PROBLEMA, HEIN, GAROTA? O QUE DÁ EM VOCÊ QUE TE FAZ QUERER SER A MAIOR IDIOTA DA FACE DA TERRA? POR QUE NÃO FAZ ALGO DE ÚTIL COMO ARRUMAR UMA TROUXA DE ROUPA SUJA PRA LAVAR? HEIN? FICOU CALADINHA, É? – eu gritava, realmente algo subira a minha cabeça, ela apenas se contorcia na cadeira.



– JÁ CHEGA, SRTA. GRANGER! – gritou o professor do nada, me fazendo calar a boca. – Você, fora da minha sala, agora! Antes que eu lhe dê uma detenção. E o senhor Potter, quero um pergaminho de três metros sobre a História dos Centauros.



– Mas.. – tentou Harry.



– E o Sr Malfoy pra Biblioteca agora, tenho certeza que Madame Prince está precisando de um ajudante na arrumação. – ele apenas arrumara suas coisas emburrado, me fuzilando mortalmente quando passou por mim.



– E a senhorita... – disse pra mim aquele fantasma velho. – Agradeça por a Professora McGonnagal não estar na escola, porque quando ela chegar eu mesmo vou me encarregar de falar com ela sobre o seu cargo de monitora da Grifinória.



– QUER GRATIDÃO? COMPRE UM HAMSTER! – eu disse batendo a porta da sala na cara dele e andando pelos corredores de Hogwarts, que agora estava registrando o dia em que Hermione Granger atingia o nível cinco de idiotice.


 


Eu andei, andei quando bati de frente com alguém me tirando de meus pensamentos assassinos. Ela me olhou com seus olhos azuis, seu cabelo vermelho estava preso num rabo de cavalo e isso lhe dava um rosto muito inocente e infantil com o qual eu costumava desabafar sempre, até aquele ano.



– Hermione, o que houve? O que você tem? – ela perguntou na sua voz preocupada.


 


Foi então que eu desabei e comecei a chorar abraçando-a com toda a minha força, como se há anos eu não abraçasse ninguém. Então eu comecei a narrar pra ela todo aquele ano numa velocidade incrível e chorando mais a cada parte, sem ocultar nada, e ela muito compreensiva ouviu tudo. E naquela hora, voltamos a ser amigas, grandes amigas.


 


**

Draco entrara na Biblioteca estressado com toda a sua brutalidade. “Bruxa Maldita, me paga” ele dizia. Avistou o balcão da Madame Prince e jogara seu material em cima dele com brutalidade chamando sua atenção.



– Sim? – ela dissera com sua voz irritante.



– Aquele fantasma maldito me mandou. – ele dissera sem cerimônia. 



– Deve estar falando do seu professor de História da Magia, não é? – ela disse severamente – Sim, ele me avisou, pode começar por organizar a 3ª estante em ordem alfabética. – ele respondera num sorrisinho mal humorado e fora até o local indicado. – E sem magia.


 


 Malfoy respirara novamente estressado e voltara sua atenção para a estante.



A cada livro que colocava na estante era uma nova idéia terrível de o que fazer com a Granger, tinha raiva dela, muita raiva. Pisara nos sentimentos dele e agora ainda armara essa. Ela não prestava! Então ele avistara um pergaminho qualquer no chão e olhando pros lado pra ver se alguém vira, começou a lê-lo. Parecia uma carta de amor, uma carta que não parecia ter sido feita com a intenção de ser entregue... Era mais um desabafo. A cada frase ele sentia como se uma luz se iluminasse dentro de si. Que garota seria capaz de escrever algo tão lindo? Que garota parecia ter sentimentos tão lindos assim? Quem era o idiota pra quem ela escrevia que não estava com ela?

“Você me faz mentir e eu não quero 
E fazer outra pessoa um tipo de idiota desconhecido
 
Você me faz ficar enquanto eu não deveria
 
Você é tão forte ou é tudo a fraqueza dentro de mim?
 
Porque você vem aqui e finge estar apenas passando por perto?
 
Mas eu pretendo te ver
 
E eu pretendo te abraçar, forte...”


**



No dia seguinte eu já estava um pouco melhor. O mundo parecia realmente estar voltando ao que era antes, até mesmo o ódio do Malfoy, mas era o normal então eu tinha de aceitar. Eu e Gina, por exemplo, éramos grandes amigas de novo. Harry e Ron se assustaram no começo, mas logo eu lhes explicara que Gina não sentia mais nada pelo Harry, que já estava em outra e adivinha quem: Jack Millinton. Tudo bem, que pena... Mas melhor não podia ser, podíamos andar juntos como antes sem problema algum.



– E Hermione disse: Quer gratidão? Compre um Hamster! E bateu a porta na cara dele, foi incrível! – contava Ron para a irmã que ria alto. 



– Eu devo ter parecido uma idiota... – eu disse cabisbaixa. – Como me deixaram fazer isso? Eu não sabia o que estava fazendo. Odeio quando sou idiota e não percebo. Quando sou idiota gosto de parecer bem idiota pra tirar uma foto pra eu poder registrar o quão idiota eu fui, agora eu sinto com se tivesse perdido uma grande oportunidade. – os três caíram na gargalhada, é bom ver que meus ataques divertem alguém. 



– Não sei o que há de tão emocionante nisso. – disso Ron rindo.



– Você joga Xadrez de Bruxo? – eu dissera.



– Jogo. – ele respondeu confuso.



– Me explique sua emoção que eu explico a minha. – novamente rimos, como era bom estar com a galera reunida. Ron parou no meio do corredor olhando o relógio de pulso.



– Harry, temos treino agora.



– Hã? – disse o moreno. Eu e Gina rimos.



– Vê se pode, ele é o capitão e eu que tenho de avisar. Temos jogo amanhã, Harry! Contra a Sonserina!



– Ah! É mesmo, vai indo na frente que eu tenho de ter uma palavrinha com a Hermione. 



– Sendo assim eu também vou, que estou atrasada pra minha aula.


 


E os dois ruivos nos deixaram a sós enquanto caminhávamos para fora do castelo pisando na neve. E o assunto? Draco! Eu já havia admitido pro Harry a infelicidade de eu gostar dele...



– Quando é que você vai falar pra ele?



– Eu estava pensando: se eu pegar meu short azul de estrela, meu laço da verdade e meu avião invisível, eu posso agilizar isso para... – meditei um pouco – Nunca! Olha bem pra minha cara. Falar pro ser que eu mais odeio no mundo que gosto dele não é algo que esteja bem no topo da minha lista de coisas pra fazer. Isso é humilhante demais! – eu disse querendo sair daquele assunto o mais rápido possível.



– Hermione, você fez stripper no meio do pátio de Hogwarts! O que pode ser mais humilhante que isso? – eu bufei estressada.



– Ele nunca vai ficar sabendo disso, Harry. Eu prefiro me jogar da Torre de Astronomia. Além do mais, isso logo passa. – ele parara na minha frente, lá vem o sermão.



– Isso não vai passar, você sabe muito bem disso! Você e seu orgulho idiota vão te levar a infelicidade. Não pode ficar sofrendo por ele, encarar é o jeito mais rápido de esquecer. E talvez esse nem seja o caso, se ele ainda te ama vai te perdoar.



– Eu não quero o perdão dele. – eu dissera com desprezo voltando a andar.



– Você precisa dizer a ele ou você vai passar o resto da vida se perguntando o que teria acontecido se você tivesse dito.



– Acho que eu posso conviver com isso, sabe?



– Pode? Eu te conheço desde os onze, Hermione! Acha que eu não vejo como você está? Como você fica cada vez que ele passa? E isso só tende a piorar, a vida magoa a gente, Hermione... É a natureza dela.



– Valeu, Sr. Realidade. Mas vai bater na porta de outra pessoa! – eu disse já incomodada com tudo aquilo. Ele respirara pesadamente e disse rouco.



– Amanhã é seu aniversário, se dê isso de presente.



– Isso o que? – perguntei entediada.



– A consciência limpa.


 


O que ele quer dizer? Eu tenho a consciência limpa. Eu não me lembro pelo menos de ter feito nada de errado...



Nada tão errado assim... 


**


 



Draco estava pensativo contra o muro da escola enquanto segurava firme o pergaminho dentro do bolso de sua calça.



– Draco, você não vai treinar, cara? Jogo amanhã! – disse Dan indo de encontro a ele.



– Eu... Depois eu vou. – disse Draco seco.



– Você está mal por causa da Hermione, não é? – disso o amigo compreensivo dando palmadinhas no ombro dele. Draco fizera uma cara estressada ao ouvir tal nome. E pareceu mais disposto a falar, porém com rancor.



– Granger? – ele rira seco. – Granger é passado! A garota que eu quero é muito diferente dela! 



– A garota que perdeu o bendito pergaminho. – disse Dan virando os olhos. – Pode ser qualquer uma, Draco.



– Mas tenho pistas, ela fala de telefone no pergaminho... Com certeza é nascida trouxa.


 


 Dan se sentiu na tentação de lembrar ao amigo que Hermione também era sangue-ruim, mas preferiu por não fazê-lo, prevendo o escândalo que ele faria à menção do nome dela novamente na conversa.



– Como existissem poucas em Hogwarts... – dissera divertido.



– Não importa, eu vou achá-la custe o que custar! – Dan o olhara de lado por um tempo, enquanto o amigo observava a paisagem.



– Draco...



– Hum?



– Você esqueceu mesmo ela? – ele perguntara não se contendo.


 


Draco o olhara por um tempo engolindo seco, e a resposta parecia ter-lhe descido como um quadrado na garganta, mas por fim voltou sua atenção para o horizonte.



– É, esqueci. 



– Eu não acredito. – desafiou Dan. Draco o olhara com um sorriso travesso e um olhar estranhamente cruel.



– Pois vai acreditar.


**


 



Eu estava sentada na fonte de Hogwarts com um humor de cão, Harry enfim conseguira destruir o pouco de bom humor que eu conseguira naquela semana. E pra completar, quem eu vejo chegar?



– Hermigatinha. – tá, outro Malfoy pra me irritar essa semana, e loiro ainda por cima.



– Meu nome é Granger, Conl! – eu lhe lembrei mal humorada.



– E o meu é Dan! – ele disse se sentando ao meu lado. – Já fez alguém chorar hoje?



– Não, mas ainda são apenas quatro e meia.



– Como você está?



– Com um humor de bode! – ele rira, nem a beleza dele me intimidava naquele momento. Eu estava demasiadamente irritada.



– É um bom jeito de atrair os caras.



– É a minha missão na vida, mas pelo visto conquistei seu olhar, agora o mundo faz sentindo de novo. – eu disse sarcástica.



– Foi um incrível debate aquele seu na aula de História da Magia. – ele chama aquele espetáculo humilhante de debate? Que bondoso. – Acho que nem a Bruxa Andréia se conhecia tão bem.



– É, quem sabe, se eu tiver sorte isso saia no Profeta de Hogwarts amanhã?



– Não seria nenhuma surpresa. Hermione, acho que devemos sair juntos. – isso devia significar alguma coisa pra mim? 



– É? Boa sorte com isso então. – eu disse com indiferença.



– Quebre esse gelo, Hermione...



– Não tem gelo, Conl. – eu respondi no mesmo tom fingidamente meloso.



– Você me chamou pelo sobrenome duas vezes, é claro que tem gelo.



– E por que você acha que devemos sair, Dan?



– Porque acho que te atraio, e bem... Isso é recíproco.



– Uma torta de chocolate também me atrai e nem por causa disso eu vou sair com uma torta.



– Ah, Granger... Vamos sair... – eu respirei pesadamente.



– Dan, na boa acho que já tenho problemas demais com um sonserino. Eu acabei de sair de um namoro, não quero mais relacionamentos por um bom tempo.



– Então saia comigo como amigo.



– Nós nunca fomos amigos, Dan, fala sério.



– Podemos ser de agora em diante... Hm?


 


Então eu vira Draco e Pansy juntos conversando,e mesmo que ele parecesse meio distraído o meu sapo não parava de saltar dentro de mim fazendo todo o meu corpo ferver num... É, por que não? Ciúme!



– Tudo bem. – disse me virando pra Dan. – Próximo passeio a Hogsmeade então. – e o deixei sozinho com sua perplexidade e fui pra longe daquela visão de casalzinho do inferno.


 


 Eu não acredito que combinei de sair com ele, eu nunca suportei esse Chad Michael Murray da Sonserina, a merda do meu impulso falando alto novamente.



De noite, depois de muito Harry, Ron e Gina insistirem, eu entrei para o Clube de Duelos. Foi até engraçado eu e Gina acertávamos Harry e Ron de propósito aos invés de nós mesmas. Foi quando eu ouvi uma conversa entre Pansy e Roger ao longe. Eu não, o meu radar de ultra-potência que detecta conversas exteriores aos meus interesses. 



– Mas por que ele não veio? Por que está me evitando? – murmurava uma Pansy com raiva, não deixei de sorrir.



– Ele não está te evitando, Pansy. Ele anda meio afastado mesmo de todos nós, já disse ele está vidrado num pergaminho lá que ele achou na Biblioteca. – então eu senti todo o meu corpo congelar.


 


 Merlin! Como eu pude esquecer meu pergaminho? Minhas palavras... Agora reveladas para última pessoa que devia.



– Mas o que tem esse pergaminho? Me diz, eu sei que você sabe, Roger!



– Não sei, Pansy, que droga. Já disse que ele não mostra essa droga de pergaminho pra ninguém... – eu nem esperei ele terminar de falar, desatei a correr a toda velocidade para a sala da Monitoria-Chefe da qual eu estava prestes a por abaixo exigindo meu pergaminho de volta.


 


Mas ao estar de frente pra porta respirando com dificuldade, não pude transparecer minha raiva, pois algo me paralisara... Um violão, uma voz... Minhas palavras.


"Ouvir a Música"


I'm not the sort of person Who falls
"Eu não sou o tipo de pessoa que se apaixona "
In and quickly out of love
"e se desapaixona rapidamente"
But to you I gave my affection
"Mas para você eu dei o meu afeto"
Right from the start
"desde o começo"

I have a lover
"Eu tenho um amor"
Who loves me
"que me ama"
How could I break such a heart
"como eu pude quebrar um coração assim? "
Yet still you get my attention
"Mesmo assim você conquistou a minha atenção"

Why do you come here
"Porque você vem aqui"
When you know I've got trouble enough
"quando sabe que eu já tenho problemas suficientes?"
Why do you call me
"Porque você me liga"
When you know I can't answer the
 phone
"se sabe que eu não posso atender ao telefone?"

Make me lie
"Você me faz mentir"
When I don't want to
"quando eu não quero"
And make someone else
"E fazer outra pessoa"
Some kind of an unknowing fool
"um tipo de idiota desconhecido"
You make me stay
"Você me faz ficar"
When I should not
"enquanto eu não deveria "
Are you so strong
"Você é tão forte"
Or is all the weakness in me
"ou é tudo a fraqueza dentro de mim?"

Why do you come here
"Porque você vem aqui"
And pretend to be just passing by
"e finge estar apenas passando por perto? "
When I mean to see you
"Mas eu pretendo te ver"
And I mean to hold you
"E eu pretendo te abraçar,"
Tightly
"forte"

Feeling guilty
"Me sentindo culpada,"
Worried
"preocupada,"
Waking from tormented sleep
"acordando de um sono atormentado"
This old love has me bound
"Esse velho amor me limitou,"
But the new love cuts deep
"mas o novo amor corta profundamente"

If I choose now
"Se eu escolher agora,"
I'll lose out
"eu vou perder,"
One of you has to fall
"um de vocês tem que cair"
And I need you
"Mas eu preciso de você,"
And you
"e você"

Why do you come here
"Porque você vem aqui"
When you know I've got trouble enough
"quando sabe que eu já tenho problemas suficientes?"
Why do you call me
"Porque você me liga"
When you know I can't answer the phone
"se sabe que eu não posso atender ao telefone?"

Make me lie
"Você me faz mentir"
When I don't want to
"quando eu não quero"
And make someone else
"E fazer outra pessoa"
Some kind of an unknowing fool
"um tipo de idiota desconhecido"
You make me stay
"Você me faz ficar"
When I should not
"enquanto eu não deveria "
Are you so strong
"Você é tão forte"
Or is all the weakness in me
"ou é tudo a fraqueza dentro de mim?"

Why do you come here
"Porque você vem aqui"
And pretend to be just passing by
"e finge estar apenas passando por perto? "
When I mean to see you
"Mas eu pretendo te ver"
And I mean to hold you
"E eu pretendo te abraçar,"
Tightly
"forte..."




Eu já estava encostada de costas contra a porta da sala totalmente transtornada quando ele terminara de cantar lindamente as minhas palavras. Por que ele havia feito isso? Transformado minhas palavras numa música? Não sabia qual revelação era maior, a dele cantar, a dele cantar as minhas palavras ou a de que realmente a praga que Harry me pregara parecia estar se concretizando.



Que droga! E agora como eu faria para pegar meu pergaminho sem lhe revelar que era meu? Como eu revelaria isso sem mostrar pra ele que enfim eu admitira pra mim mesma que gosto dele? Eu estava perdida... COM TANTOS PERGAMINHOS NO MUNDO ELE TINHA DE ENCONTRAR LOGO O MEU?!


 



Sábado, meu aniversário...


Fui recebida com abraços dos meus amigos quando eu ainda estava toda descabelada e nem me lembrava do tal dia. Harry me dera uma linda pulseira de prata com rubis, chique não? Ron um pouco mais envergonhado me dera uma tiara muito linda azul e Gina me dera um pulôver verde lindo. Tudo muito fofo e comovente. Harry e suas palavras bonitas, sem contar aquele abraço. E quando cheguei pro café da manhã pude ver meus pais me esperando na mesa da Grifinória com livros novos que eu tanto queria, e minha irmãzinha linda que todos tiveram o prazer de conhecer.



– Não poderemos ficar muito, querida, temos consulta. Só viemos falar contigo. – disse minha mãe num canto separado, já longe dos outros. 



– Que pena... – eu disse triste, então os abracei mais uma vez.



– Mas olha que lindo bolo nós trouxemos, bolo de baunilha com coco. – disse minha mãe tão animada.



– Baunilha? – eu perguntei com uma cara triste.



– Que foi? Desde quando você não gosta de baunilha?



– Desde que eu disse: “Eca, que nojo. O que é isso?”. E você disse: “Baunilha...”. – eu disse sorrindo sem graça pra ela.



– Mas onde... Onde está o Draco? – perguntara meu pai, então eu congelara mais uma vez e uma tristeza, um ódio se apossara de mim novamente. Eu não tinha contado, que merda!



– Estou aqui! – disse o próprio sorrindo atrás dele e entrando na conversa.



– Ah, rapaz! Já estava estranhando. – enquanto eu o olhava totalmente confusa e enfurecida, Draco conversava animadamente com os dois. Porém depois eu puxara Malfoy num canto.



– O que foi isso?



– Eu que pergunto, Granger! Por que você não contou a eles que terminamos?



– Eu... Eu... Me esqueci, mas você não precisava agir assim...



– Eu ainda gosto muito dos seus pais, Granger. Não é nada justo dar-lhes uma revelação assim de um jeito tão tosco. Isso é coisa pra vocês falarem em particular.



– E o que você queria que eu dissesse? Que você me obrigou a namorar com você?



– Por que não diz a verdade? Que você me traiu e eu terminei com você? 



– Você sabe muito bem porque eu fiz isso, Malfoy! Mas... Você tem que me irritar até no meu aniversário? – mas então minha mãe me chamava para mais uma conversa animada com a Gina. 



Depois, quando meus pais estavam animados demais pra contar toda a minha infância vergonhosa pra Gina e Ron, tentei andar um pouco sozinha. Quem ele pensava que era? Trair ele... Ele merecia muito mais do que isso, canalha se fazendo de vítima!



– Hermigatinha! – ah não, não... Não... Tudo menos isso! Eu o olhei com a cara mais assassina possível. – Não vai me dar um beijo nesse dia tão especial? – ele disse sensualmente.



– É o meu aniversário, Dan!



– Então deixa que eu te dou um beijo. – disse ele te se aproximando.



– Qual é o seu problema?



– O meu problema? É, deixa eu te falar o meu problema, Hermi. – ele disse com a voz fingida de sofrimento. Canalha. – Eu estou apaixonado por você, Hermione. – ele dizia teatralmente. – Hoje eu acordei no meio da noite e disse: Hermione... Hermione...



– Você é patético. – eu disse enojada, mas ele reagia como o melhor dos elogios.



– Quem é o seu amigo, Hermione? – disse meu pai sorridente chegando na conversa.



– Não sei, mas esse aqui é o Dan. – eu disse mal humorada.



– Oi, Dan. Olha cuidado ao conversar com a minha filha porque o Draco é muito ciumento. – disse meu pai saindo rindo da própria piada, por onde veio. Dan me olhou divertido.



– Ele não sabe?



– Cala a boca! – eu disse histérica deixando-o falando sozinho e indo pra fora do castelo, a neve era muito mais convidativa. 


 




De tarde todos estávamos nas arquibancadas gritando cada vez que Gina fazia um gol, cada vez que Ron defendia o gol, cada vez que Harry chegava a milímetros do Pomo de Ouro. Estava 70 a 20 para a Grifinória.  Tinha presente melhor do que a Grifinória ser campeã? Eu estava ao lado de Neville gritando, meu humor totalmente recuperado, quando algo estranho acontecera. Malfoy, aquele miserável parara a vassoura a alguns metros da minha cabeça, me encarando divertidamente.



– O que está fazendo? – eu perguntei sem entender.


 


Então, ele do nada caíra propositalmente da vassoura se pendurando apenas pelas duas mãos. Eu prendera a respiração em susto enquanto muitos gritos surgiam das arquibancadas, qualquer um a quatro metros de mim e Neville acharia que ele realmente estava correndo perigo. Eu ouvi muitos desesperados da arquibancada da Sonserina.


 


– O que está fazendo? Ficou maluco?!



– Diga que quer voltar comigo. – ele disse muito simplesmente, a gritaria era tanta que só eu e Neville conseguíamos ouvi-lo.



– O que? Pare de cheirar meia, Malfoy! Você vai cair!



– Diga!



– Eu nunca vou dizer isso, tá usando drogas, é?! – eu disse enfurecida, então ele rira de lado e soltara uma das mãos, agora fora a minha vez de gritar. Ele se pendurava na vassoura por apenas uma mão, UMA MÃO! – DRACO!



– Diga! – ele disse sapeca.



– Eu não.. Eu não...



– Eu estou escorregando, sabe?



– Tudo bem, tudo bem... Volto com você. – eu disse nervosa.



– Volta?



– Volto, eu volto com você!



– Eu não quero que se sinta obrigada, sabe? – ele disse cinicamente.



– Não, não... Eu quero voltar com você. – eu disse já espumando raiva e desespero.



– Pode dizer um pouco mais alto, por favor? Eu não ouvi.



– Eu quero voltar com você! – eu obedecera.



– Um pouco mais...



– EU QUERO VOLTAR COM VOCÊ!



– Tá bom, tá bom... Eu volto com você. – ele disse irônico voltando ao seu porte na vassoura rindo brincalhão e vitorioso. Todos a minha volta caíram na gargalhada. ÓTIMO ANIVERSÁRIO! –  Agora com licença, amor. Que eu tenho de ganhar uma partida.


 


E não deu dois minutos e o filho da mãe pegara o pomo de ouro. Sonserina ganhara da Grifinória por 170 a 70! Diferença de 100 pontos! Eu nunca o odiei tanto em toda minha medíocre vida!!



Foi quando eu andava de volta para o castelo junto dos perdedores, que o loiro desgraçado atrapalhara o meu caminho ainda voando em sua vassoura ao meu lado. Eu tentava não olhá-lo, duvidava muito que meu olhar não matasse.



– Acho que você voltou a ser minha prisioneira, Granger, ops... Hermione. – ele dizia divertido. – De acordo com a magia da aposta perpétua um jeito de retornar a ela é o próprio perdedor pedir em voz alta pelo seu retorno, dizer por vontade própria, e assim o foi. – ele disse rindo vitorioso.



– Eu conheço muito bem a magia, Draco. Agora me deixe em paz. – disse sem olhá-lo.



– Te deixar em paz? Ah, não... Não tão cedo.


 


E então ele me pegara pela cintura me obrigando a sentar na vassoura na sua frente e enquanto ele me prendia pela cintura junto ao seu corpo suado com certa facilidade, levantou vôo. Meus protestos logo foram substituídos pelo meu grito apavorado, fechei os olhos desesperada enquanto sentia o vento bater na minha cara e me agarrava ainda mais a ele. Não sei se já mencionei, mas tenho pavor de altura, por isso quando eu digo que prefiro me jogar da Torre de Astronomia a fazer alguma coisa não se deve tratar isso com pouco caso.


 


– Abra os olhos, Granger. Daqui você não cai.


 


Eu abri os olhos com medo, me recusando a olhar pra baixo, porém a vista era linda, a mesma vista daquele dia na Torre das Gárgulas, a chuva fina no lago, com pouca luz do sol sobre as nuvens. Tentei retornar minha atenção àquela cobra antes que o cenário ficasse romântico.



– Por que está fazendo isso? – eu perguntei com raiva. – Foi você quem terminou comigo! Lembra? “Você fez besteira, Granger!”, “Você me traiu, Granger!”.



– É verdade, mas eu andei pensando e percebi que não devo facilitar as coisas pra você. Por que me privar de mais quatro meses e meio de diversão? E olha que pra quem andou me espionando até que você está reclamando muito. Você está doidinha por mim, Hermione.



– Oh! Eu sou assim tão transparente? Ah, eu quero você! Venero você! Oh, baby! – ele rira. – E você que não desistiu da sua maldita aposta. Essa eu ganho, Malfoy.


 


 Isso é verdade, não é porque eu goste dele que eu vá amá-lo, muito menos dizer isso a ele, eu corto os pulsos antes. Mas aí ele disse o que me fez odiá-lo ainda mais, se é que é possível.



– Pode ganhar, não faço mais questão. – eu fiquei um bom tempo chocada sem ter o que dizer, com a garganta seca.



– Então pára com essa palhaçada e me livra desse castigo, por que me ter como sua namorada?



– Porque se não vou ter de sair com garotas que gostam de mim de verdade. – dizia ele sarcástico.



– Se puder encontrar uma.



– Está vendo? Quem precisa de afeição quando se tem tanto ódio? E além do mais, eu já encontrei alguém...



– Já? – eu disse tentando manter o meu tom de deboche, mas sem muito sucesso.



– Já, uma garota fantástica! Uma garota que não tem medo de se expressar, que não tem medo de amar.



– Uau! E qual é o nome dessa Deusa?



– Eu... Eu ainda não sei, mas vou descobrir. – então eu ri, comecei a rir, rir muito... Ele nem sabia o nome da garota, o que aconteceu com o Intimidador-Consigo-Todas-as-Garotas-de-Hogwarts-Malfoy?



– Bem, então está indo muito bem... – eu debochei.



– Pode rir, mas não vai ser difícil encontrá-la, eu sei que ela é trouxa, e tenho a letra dela, é só comparar... E além do mais não são muitos que saem escrevendo num pergaminho seus maiores sentimentos e os larga no chão da Biblioteca, a garota em si é muito distraída.


 


Foi então que eu gelei, eu virei um pedaço de iceberg. Tudo fazia sentido, ele estava com o meu pergaminho, e Roger e Pansy falavam que ele estava vidrado nele, ele se apaixonara por mim, de novo, pelas minhas palavras... Merlin. Eu queria rir da cara dele e jogar isso na cara dele, mas eu não podia dizer que o pergaminho era meu sem admiti-lhe que era sobre ele, e não conseguia ficar muito satisfeita com isso também. Eu sei que devia estar me sentindo bem, mas não estava nem um pouco.



– Então... Essa garota... Você está apaixonado por ela?!



– É, ela sim merece o meu amor, Granger. Ela não é do tipo que fingiria ser outra pessoa para escapar de alguma coisa, ela é uma garota muito diferente de você. – eu revirei os olhos, muito idiota.



– Você parece conhecê-la muito bem pra quem só tem um pergaminho dela.



– Você melhor do que ninguém devia saber que algumas palavras escritas dizem muito sobre uma pessoa. – por que ele sempre tem que jogar na minha cara que leu o meu diário? 



– Quer saber? Você é ridículo, Malfoy! Você me dá pena.



– Mas como quem está no comando sou eu, você nada poderá fazer quanto a isso.



– Então vou te xingar toda a hora, em muitos idiomas! – ele rira gostosamente.



– Quer saber? Você não é tão durona quanto pensa.



– E você não é tão intimidador quanto pensa.



– Ah, Granger. De agora em diante você vai ver o quão intimidador eu posso ser.



E eu admito que senti um frio na barriga terrível quando ele disse isso, eu já havia escapado da minha prisão uma vez, pela segunda vez parecia impossível. E o pior é que, eu não sei se ele ouviu, é mais provável que não, mas eu estava ouvindo das águas, o “Uivo das Sereias”. E isso não melhorou em nada minha frustração. Duvido que Salazar tenha maltratado tanto sua amada. 
Agora eu via... Que até Salazar podia ter sido capaz de amar. 
Pensando bem, lembrando das palavras de Draco, acho que até o Capeta seria... E eu preferiria estar apaixonada por ele.


Feeling guilty
"Me sentindo culpada,"
Worried
"preocupada,"
Waking from tormented sleep
"acordando de um sono atormentado"
This old love has me bound
"Esse velho amor me limitou,"
But the new love cuts deep
"mas o novo amor corta profundamente..."




Hermione Granger...


Continua...


(Fim da Segunda Parte)


N/a: 
Gente nem acredito que chegamos ao final de mais uma aps! Que emoção!  Com direito a reviews lindas, ameaças de mortes lindas, a CAÇA À ANGY, da qual fico muito emocionada.
Eu queria agradecer a todo o carinho de vocês, que não foi pouco e dizer que cara... to muito realizada com tudo que aps e aps2 geraram. Quero agradecer aqueles me mandaram e-mails, que me procuraram no Orkut, no facebook, no tumblr, twitter....  as meninas lindas que vêm imprimindo a fic e levando pra sala de aula para que as amigas leiam e compartilham com ela a vontade de me esquartejar devida minhas demoras...


É muito emocionante ver que aps2 gerou tantos pensamentos assassinos... snif snif... credo parece até uma despedida, mas pra uns pode ser né? Não sei que vai chegar a ler aps3... pros que não vão: OBRIGADA POR TEREM ESTADO COMIGO!!! Ahh mas vamos lá: Gostaram do cap final? O nome dessa música é The Weakness In Me de Joan Armatrading. Lindáááá.. 



Cara... eu sei que se eu parar pra responder um por um os reviews, n vou terminar nunca... eu prometo assim que puder voltar a responder tudo... mas cara eu leio todos e amo muito...


Agradecimento especial para: 



»Lola«;   Kk;   Mione Malfoy;   Carlinha;    mhia;    pati malfoy;    Bartira;    simone;    Patricia Malfoy;      Leandra;      Hermione Seixas;     fernanda;     isa;  Bruna Diggory Potter;      anataly;    Luísa C. Weasley;      Carlinha;       Karla Gessy;    *CuC*;    luana;    Cath Potterr;       Lily;        Mô;      TAMAR;    Lia Black ;     Nakiry Malfoy;        Anne Haze Granger;    Pat;     lulikitty;      Karollainny Di-Lua ; Hermione Seixas;      Thamy Malfoy;     glícia;      Juliana;     stephanie;     Bella Black;   Luiza Lestrange;        Luísa C. Weasley;       miu;      Raissa Lima;       Cin;      Lauren Black ;        (S) Aluada (S);        Amyfj Malfoy;      Luluzinhaa;            Nick Malger ;      Babika;     Lara Númenessë Ciryatan; Lais Batista Gonçalves ;         fernanda leal silva;         *** Sara *** ;           Caroline Sales ;         Nara Hangai ;         camila heizer ;         Lory Malfoy e Alicia Potter ;         Leni Malfoy ;       Deborah Lucena ;terms ;      Shimmy__ ;      Gabhi xD ;         Pad Perks Malfoy ;         Morgana Pendragon ;        Jamine Númenenssë ;      camila;       Leandra Barcellos;         Ilaninhah;       Priscila;       marippn;        tanne; Srta Aluada ;      Sianna Black ;      Lais Batista Gonçalves ;       Juliana Sales Paula ;       Beatriz Granger Malfoy ;        Dani Carter ;        Kitai;    Bia Black Weasley ;     Thayse Parkinson ;        Xufi Weasley;       lokinha_black ;        leal silva ;     Dionatan;        Lory_Potter ;       Line Granger ;       Lucas;        Mari_ Sushi ;       Pad Perks Malfoy ;          Srta Padfoot ;         Lory_Potter ;        Cá Paiva ; Renata Marcondes ;         ²LaNin²;          Ingrid Teixeira ;        Bruna Raquel ;        Christine Martins; Melissa Yulia dos Santos Ivalova;         XxX Dionatan XxX;         Nicolle;        NANA MALFOY;  LuanaH²;  flor;        Nah Potter Malfoy;      Ana Evans Potter Black Malfoy yasmine malfoy ;      Nakiry Malfoy;       Gabriela alejandra;       Sianna Black ;     Juh Granger;        Srta Aluada e Srta Almofadinhas ;


E é claro, aOS meus amores: Myla Potter Tonks (AHHH PARA AQUELA DA QUAL ESPERO COMENTS ANSIOSAMENTE... AMO-TE MT GOSTOSÁÁÁ) ;     Ara Potter    ;     MsM ;      Mila Lee (minha linda q tanto tenho saudade) ;          Nath Malfoy ("Minha liberdade começa quando acabo com a dos outros". "A ocasião faz o sonserino". Dinheiro não trás felicidade, mas me faz feliz". "De boas intenções a Sonserina está cheia". Desculpa de Weasley é ser puro-sangue". Eu não esqueci de vc amiga, precisamos conversar =*); Rodrigo Malfoy (nada a comentar neh meu caro)... 
E mts outros que eu peço perdão pela minha cabeça tão esquecidinha, porém meu coração tem ótima memória ok? Vlw por tudo mesmo gente...
Amei estar com vocês por esses mais 10 caps... e até a próxima! Até aps3!
;**
Angy

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