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7. O Problema do Amor é. Parte 1


Fic: Apaixonada Pela Serpente 2 - A Vingança


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Olá, eu me chamo Hermione Granger...


 


E faltam sete dias para eu completar 17 anos. Sou bruxa, mas nascida trouxa. Eu sou uma garota legal, no geral. Quero dizer, se eu não fosse eu, me indicaria aos meus filhos como um bom exemplo. Porque eu sou sim uma pessoa apresentável... Não digo na aparência, porque me acho normal. Não tenho uma cratera no lugar do nariz, cabelos brancos, sardas no rosto ou uma cicatriz no meio da testa, o que é A apresentação. Mas digo no modo interessante da coisa, sim... Minha vida pode ser meio confusa, complicada, mas com certeza interessaria uma dúzia de historiadores.



Por exemplo: já me disseram que eu tenho bons motivos para não ter amigos, a pessoa em si é um dos meus melhores amigos. Já me chamaram de sangue-ruim, a pessoa em si diz me amar. Já me chamaram de muitas coisas, mas por algum motivo não largaram de mim. É como se meus defeitos fossem importantes para alguém.



A única pessoa que eu acho que nunca me ofendeu foi Harry. E foi a pessoa que mais demorou a ver que precisava de mim. E era a única pessoa de quem eu realmente precisava.
Agora o que eu preciso é me livrar de alguém, alguém que eu odeio, abomino... Mas por algum maldito plano dos Deuses, essa pessoa é meu namorado. E o estranho é que eu quase já me esqueci como é a vida sem ele...



Eu não estou fazendo essa apresentação para vocês terem pena de mim, porque eu já desisti de pedir socorro há algum tempo. Pena, assim como sorte, é uma palavra que já deixou de fazer parte da minha vida. 
Eu preferiria estar num centro de concentração na Alemanha nos anos quarenta do que estar ao lado de Draco Malfoy atravessando o jardim da minha casa naquele momento. Pelo menos no centro de concentração, os Nazistas mantinham certa distância do povo oprimido naquela época. Tinham nojo do povo Judeu, da sua raça. Não andavam de mãos dadas com eles, agarravam-nos e os aplicava uma sensação de culpa cada vez que brigavam. Onde foi parar o nojo do Draco para com os sangues-ruins afinal? Eu era feliz e não sabia...



– Veja se não é a minha gatinha. – disse meu pai com o sorriso que eu conheço tão bem, nunca me livrei dele, tanto em casa, como em Hogwarts, pois Harry tem esse mesmo sorriso. 



– Oi, pai. – eu disse largando as minhas malas na grama gelada e me jogando em seus braços. Logo eu senti que ele olhava para um ponto às minhas costas. 



– E você deve ser...



– Draco Malfoy, senhor. Prazer. – eu ouvi a voz educada de Draco, ele estendera a mão para o meu pai que a apertou firme ainda mantendo um olhar desconfiado.



– Quando sua mãe me contou não acreditei, vocês sempre tiveram certa rivalidade... Os Malfoy.



– Isso é passado, senhor. Nós dois não temos nada haver com os meus pais. – disse Draco, como se o comentário tivesse sido feito pra ele.



Não vou dizer que minha cara era de uma escrava sendo puxada para o tronco, o que na verdade era como eu me sentia. Mas é claro que eu estaria bem mais alegre se não tivesse de mentir para os meus pais, ocultar-lhes o que aquela serpente andava fazendo comigo e ter o imenso prazer de ver meu pai prendendo Draco na cadeira de dentista e arrancando-lhe um dente de cada vez... Dolorosamente.



– Hermione! – minha mãe gritara enquanto atravessava o jardim aos pulos, me livrando de meus pensamentos sádicos. – Você está magra, mas está linda!


 


Vi Draco dar um olhar censurado para mim ao comentário dela. Oras essas, eu comeria mais se ele não tentasse me estuprar a cada garfada.


 


– É você! – disse ela apontando pra Draco que deu um sorriso largo e acolhedor, com certeza ele nunca recebera tanta atenção na vida. – Você só pode ser o Draco! – disse ela se jogando aos braços dele, ele se abaixara atrapalhado para abraçá-la também. 



Admito que fora uma situação engraçada. Mas que novidade, toda a minha vida é engraçada. Cheguei à conclusão de que minha vida é uma cobaia para comédias italianas. Sabe, daquelas que as pessoas só riem quando algo de realmente doloroso acontece com alguém. Claro, porque os italianos não são bons comediantes, mas são ótimos torturadores. 



– Hermi me falou muito de você... – aquela frase com certeza me despertara. Haviam injetado chá de cogumelo na testa da minha mãe?



– O quê? Eu não.... – eu tentei.



– Não seja boba, minha filha. Hermione é muito tímida, mas é muito carinhosa. Você já deve ter percebido.


 


 


Carinhosa? Hitler era mais carinhoso do que eu! Malfoy apenas me olhou com os cabelos bagunçados por minha mãe em um gesto carinhoso, e com os olhos cinicamente amorosos.



– É mesmo, muito carinhosa. A melhor namorada do mundo. – minha mãe soltou um gemido delirante, como se Draco houvesse feito um filhote voltar a vida com apenas um sorriso. Algo parecido com um “ohhhhhhhhhhhhhhhhh”. 



Afinal... O que significa ohhhhhhhhhhhhhhhhh? A língua dela estava presa? Ela estava com cólica? Tendo mais um filho? Ela queria que a gente olhasse para algum ponto exato? Estava dando um sermão? Sim... Porque não na minha língua, numa situação daquelas “ohhhhhhhhhhhhhhhhh” nunca significaria apenas “ohhhhhhhhhhhhhhhhh”, nunca seria algo carinhoso. Não, na minha língua “ohhhhhhhhhhhhhhhhh” só poderia ser a sigla de alguma união importantíssima, ou um partido socialista. Como por exemplo: ODIAMOS HOMENS HARMÔNICOS, HANSENIANOS, HEDIONDOS, HEGEMÔNICOS, HEMATÓFAGOS, HEMIPLÉGICOS, HERDEIROS, HEREGES, HIPÓCRITAS, HIPOTENUSAS, HOMICIDAS, HORRENDOS, HORRÍVEIS, HOSTIS, HUMILHANTES, HUMORISTAS.
Eu entraria como diretora num partido desses e Draco Malfoy seria nosso exemplo perfeito de “ohhhhhhhhhhhhhhhhh”, seria o primeiro da nossa lista negra. 



Mas aquele sorriso meigo da minha mãe, infelizmente me dizia que ela não estava exatamente criando uma manifestação contra Draco ou fosse prendê-lo na cadeira de dentista. Por que não, Merlin? Por que ele não sofre pelo menos um pouco? Por que eu preciso presenciar esse sorriso vitorioso todos os dias? Por que eu não posso passar um maldito final de semana em paz? Por que eu não posso ser órfã como Harry e ter de morar com tios que me odeiam e que nunca permitiriam Draco Malfoy em casa? Por que não posso ter parentes que me odeiam e que me tratariam como invisível ao invés de inventarem coisas carinhosas de mim e falarem coisas extremamente constrangedoras para aquele ser loiro e desconhecido? 



Harry que é feliz. Seus inimigos são do mesmo sexo que ele, por isso a não ser que eles se revelem homossexuais não corre o risco de ser agarrado por eles ou se meter numa dessas. Se bem que o Seboso usa um penteado bem suspeito e Draco dá gritinho de mulher... E por favor, não vamos esquecer que o pai dele parece uma Barbie.


Mas não... Eu preferiria ter pulado da Torre da Grifinória naquela noite em que chegou a carta de minha mãe a ter de vê-la sorrindo como que para um filho recém-descoberto. Me dava ânsias! Mas não, sendo masoquista como sou, preferi vir com meu namoradinho para casa.


 


Mas podia piorar? Mas será que podia piorar? É claro que podia piorar! E piorou! Na boa, eu vou parar de me desesperar com a vida. Sempre que eu estiver a beira de um ataque de nervos meu subconsciente vai falar: “Fica calma, está ruim? Depois piora.”. Não preciso me desesperar em ser alguém na vida, pois por mais que eu tente aparecer para 200 pessoas, 200 milhões vão continuar pensando que eu não existo. 
Por mais que eu estude, se eu não conseguir me formar em alguma coisa eu posso me candidatar a presidente. Se eu falhar como esposa, estarei ganhando como divorciada. Se eu falhar como mãe, estarei ganhando como exemplo. Se minha vida for um sucesso, com certeza eu vou me viciar em alguma coisa. Se for uma merda posso escrever um livro. Se eu for feliz, ótimo. Se não For, há drogas que me proporcionariam isso. E na pior das hipóteses, se nada der certo, eu viro Hippie. 



O que eu quero dizer, é que a vida sempre tende a dar certo por mais que ela tenda a piorar, e chegar ao completo sucesso. Mas o sucesso é diferentemente visto por cada pessoa, e Merlin, complicado como é, não conseguiu pôr o sucesso de cada pessoa nas pessoas certas. Por exemplo: eu no lugar de Mirella Biget, bruxa famosa, rica, casada com o astro do rock bruxo, andaria nas ruas com um sorriso na cara e uma placa dizendo “sou linda e feliz, inveje-me”, mas não, ela preferiu se jogar de sua vassoura de ouro em meio a Londres. Vai ver que a felicidade dela não se resumia em um homem lindo, rico, famoso que a proporcionasse a uma vida perfeita. E sim, num loiro abominável, galinha e crápula como Draco Malfoy. Eu só queria ter encontrado com ela antes dela se matar... Poderíamos ter feito algum acordo. 



Mas eu estava dizendo que, ou Merlin está jogando The Sims com a gente ou é um completo trapalhão. Ou eu fui mesmo uma nazista sanguinária que descascou os descendentes de Merlin na fornalha Judia. Pois eu devo ter colocado o pé na frente do caminho em que Jesus passou carregando a cruz para ele cair. Porque eu, justamente eu, tenho o último carma que poderia ter sido dado a alguém. E eu mereço isso? Será que eu mereço isso? É claro que eu mereço isso! Mereço porque fui Escalada para uma maldita peça por uma maldita bruxa maluca e fiz uma maldita aposta! Ou então, essa é apenas uma ilusão feita por mim para não aceitar logo de vez que Merlin apenas não foi com a minha cara. 


Eu não o culparia, eu também não iria com a minha cara se fosse ele. Pra falar a verdade, do jeito que as coisas vão indo eu já teria me tirado do mundo há muito tempo se fosse ele. Mas nãoo... Merlin é Nazista, gosta de me ver sofrer. Deve proporcionar a ele um orgasmo imenso. 



– Mas ele é tão lindo, Hermione. Minha filha soube escolher muito bem mesmo. – escolher? Eu queria escolher não ter nascido!



– A senhora também é muito bela, Sra. Granger. Hermione teve a quem puxar.


 


Um dente! Já me bastava. Apenas um dente. Eu o guardaria como troféu e olharia para ele todos os dias lembrando com prazer que Draco Malfoy pareceria um caboclo quando sorria por minha causa. E sempre que ele desse aquele sorriso vitorioso todos viriam, ali, a “Marca Granger”. 



– Mas vamos entrar, está frio aqui fora. – disse meu pai ainda emburrado.


 


Eu queria poder escrever aqui que meu pai lindo, maravilhoso e perfeito manteve seu ar mal humorado o final de semana inteiro para com meu namorado, mas homem é uma espécie que não presta mesmo. Os dois ficaram inseparáveis. O bom é que me beijar na frente de meus pais, principalmente do meu pai, significava voltar pra Hogwarts com aparelho frente de burro preso nas gengivas porque seus dentesestariam espalhados pelo piso da sala.



– Hermione, você ainda não conhece sua irmã. – disse minha mãe. Meu coração bateu forte contra uma vidraça ensolarada. Minha irmã... Por favor, um rosto que me sorria.



– Onde está, Cléo? Quero vê-la! Onde ela está? – eu corri pelas escadas atrás de um quarto enfeitado com papéis de paredes infantis. E logo a vi brincando em seu berço com um brinquedo que fora meu.


 


Tinha o rosto redondo e bonito, um cabelo muito ralinho que já formavam cachos negros. Tinha a pela morena e olhos tão azuis como os de meu pai. Fora assim. Eu era uma cópia de meu pai, mas tinha os olhos castanhos de minha mãe. Cléo era a cópia de mamãe, com os olhos azuis de papai. Ela era linda.



– Vou deixar vocês a sós. – disse minha mãe entre risinhos.


 


Eu fiz que sim com a cabeça na hora. Afinal muito me agradaria ficar o maior tempo possível com minha maninha. Mas ao ouvir a respiração em minhas costas reparei que minha mãe não se referia a ela.



– Ela é realmente linda. – ele disse ao meu lado a mirando com um olhar paterno.


 


Coitada daquela que fosse filha dele. Harry sim seria um ótimo pai. Mas ao encará-lo não pude deixar de sentir aquele arrepio. O arrepio da Ala-Hospitalar que sempre me atormentava. Ele me encarara também, e eu virara a cara tão rapidamente que pude ouvir meu pescoço estalar. Ele chegou mais perto de mim e disse com aquela voz irritantemente rouca.


 


– Obrigado por me chamar. – eu não consegui segurar uma exclamação seca com uma risada debochada.



– Essa foi boa, Draco. – eu disse encarando ele e só então percebi em como nossos rostos estavam próximos. – Eu chamar você? Para um final de semana romântico junto dos meus pais? 



– Você preferiria a sós? – ele disse com um sorrisinho perigoso.


 


Eu tentei rir debochada de novo, mas com a minha tamanha raiva eu não consegui responder. Apenas apertei as minhas mãos com força na altura de sua face como se pudesse feri-lo assim. Ele riu.


 


– Você não achou que ia passar o final de semana com aquele pela do Potter, achou?



– Eu passaria o final de semana com o Capeta se ele me convidasse.



– Eu não entendo porque está tão nervosa. Eu não fiz nada que te deixasse tão nervosa... Ainda.



– A sua companhia me irrita, Draco. Me irrita tanto que eu já ando comparando a minha vida com o Nazismo. – ele rira.



– Você é sempre muito exagerada, não é, Hermione? – eu apenas o encarei e quando dei por mim ele já havia vindo até minha direção e me abraçava pela cintura, me encarando como que para uma criança de cinco anos.


 


– Eu não quero mais brigar com você, ontem não foi legal. Se você tentar confiar em mim, me der uma chance, eu vou te provar... – nesse momento nossas bocas quase estavam grudadas e é claro que eu só percebi o conteúdo do que ele falou segundos depois, pois a respiração dele é anestesiante, mas logo consegui interromper o “clima” o olhando interrogativa.



– Eu estou ouvindo bem? Draco... Você acha o quê? Que foi uma briguinha de namorados o que aconteceu ontem? Acha que estávamos brigando por um desentendimento causado por um ciúme bobo? Ontem não foi legal? Essa semana não está sendo legal! – eu me afastei dele. – Você sofre de amnésia ou faz isso só pra me irritar? Você está me obrigando a sair com você! O-b-r-i-g-a-n-d-o! O-bri-gan-do! Obrigando!



– Oh... Claro, que sacrifício sair comigo. – ele respondeu irônico. Por que ele não namora consigo mesmo?



– Você não faz idéia! – eu suspirei revoltada. – Quer saber? Você tem razão. Não vamos brigar esse final de semana. Puxe o saco dos meus pais enquanto eu mantenho distância de você.



– Quer que eu escolha entre você e seus pais? –ele perguntou confuso.



– Não, você não tem escolha. Você sabe que não pode tocar em mim aqui. E mesmo que tentasse, eu destruiria você.



– É mesmo? – ele disse colocando as mãos dentro dos bolsos da calça.



– É. São dois dias, você não vai morrer se não me beijar nesse meio tempo, vai? – eu disse usando um ar irônico alto-convencido. Ele riu, o que fizera meu estômago soltar de pára-quedas.



– Não, não vou.


É lógico que eu me surpreendi com a resposta, afinal eu estava esperando um “cala a boca eu te beijo a hora que eu quiser e faço sexo com você na mesa da sala no meio do jantar com seus pais se me der na telha”. Mas não, ele apenas aceitou, foi surpreendente, mas eu me senti bem... E satisfeita.



– Muito bem então, estamos resolvidos. – eu estava passando pela porta do quarto com um sorriso de orelha a orelha quando ouvi sua voz novamente.



– Dois dias, Hermione. – pois eu faria daqueles dois dias, dias de liberdade.


 


Dias perfeitos. Faria eles durarem uma eternidade. Dois dias eram o máximo que eu havia conseguido desde que aquele namoro estúpido começara. E eu seria feliz, ah, seria... Pelo menos foi o que eu pensei naquele momento.


 


 


**



Hermione fechou o diário e colocou-o em baixo do travesseiro. Ficara sobre a vidraça observando o Sol se pôr sem perceber que alguém se aproximara às suas costas. Draco queria abraçar-lhe pela cintura e compartilhar daquele pôr-do-sol com ela, mas havia prometido para si mesmo que não a tocaria naquele final de semana. O Sol mal se podia ver, mas era o que dava luz naquele jardim, pela janela se podia ver o quanto estava frio lá fora.



– Inverno... – Hermione disse baixinho para si mesma, Draco ouvia tudo com atenção.


 


Hermione pensava nos acontecimentos do dia anterior, tão loucos. “O que eu preciso fazer para você acreditar em mim?”, ela lembrara da voz do loiro. 
Às vezes ele parecia tão convincente... 



– Ele é um ator. – dissera encostando a testa na vidraça. Malfoy apenas franzira o cenho.


 


 Hermione pensava que antes Inverno era sua estação favorita. Agora, ela só lhe dava recordações terríveis. “Admita, Hermione... Admita, não precisa ser minha prisioneira...”, ela lembrara dessas palavras com raiva. Nelas estavam tudo o que ela mais detestava em Draco, seu ego e seu dom de controlar as coisas.


 


– Idiota. – ela dissera novamente. – I don’t love him winter just wasn't my season (Eu não o amo, inverno não era mesmo minha estação). 


 


Draco a ouvira cantar baixinho aquele trecho que ele já conhecia, e logo a ouvira respirar fundo. E rira de lado.



– Então você admite que essa música você fez pensando em mim. – Hermione virara assustada pro loiro atrás de si que a olhava divertido.



– Draco! Há quanto tempo está aqui?



– O suficiente... Sua mãe está te chamando. – ele disse mudando de assunto.



– Para quê?



– Hermione, você está o dia todo aqui em cima com a Cléo, se quer me ignorar tudo bem, mas seus pais?



– Então pare de ficar retratando esse castigo idiota como um namoromaravilhoso. – ele rira.



– Mas é o que é.



– Oh sim, se você for Hitler e eu gostar de tortura. – Hermione dissera passando pela porta, deixando um Draco falando sozinho.



– Você precisa ver menos filmes de Judeus.


 


 


Hermione olhara para seus pais no sofá que pareciam cochichar entre si, algo parecia lhe dizer que isso não era bom sinal. Afinal, da última vez que os vira cochichando assim e com esses sorrisos amarelos eles a fizeram sapatear no Natal na frente de toda família no ano passado.



– Estávamos pensando, querida... – começara a mãe.



– Se você não cantaria para nós, aquela música que você cantou nas férias. – completara seu pai. 



– O quê? – a castanha dissera para si mesmo. Graças a Merlin Draco ainda continuava em seu quarto.



– Demorei? – disse o loiro às suas costas meio que adivinhando seus pensamentos. “Se eu ao menos pudesse fazer magia fora da escola...”.



– Não, Draquinho. – Draquinho? – Estávamos pedindo pra Hermi cantar algo para nós, chegou a tempo. – dissera sua mãe. “A tempo de ver minha humilhação, isso sim.” – Aquela última, querida, tão linda...



– Não, mãe, sério... Eu tenho vergonha.



– Ah, pára com isso, Hermione. Você cantou na frente do todo o colégio, lembra? – dissera o loiro com um sorriso cínico. Hermione nunca o mirara tão ameaçadoramente, mas ele parecia já ter se acostumado, pois apenas riu mais em resposta. – E não vai ser a primeira nem a segunda vez que te vejo cantar. – “Crucio... Quem foi o santo que inventou esse feitiço?”.



– Mãe... Pai... – a castanha se virara para os pais de forma suplicante, mas vendo que era inútil respirou fundo e começou a melodia com certa agressividade, uma melodia que fora atrapalhada pela campainha. “Merlin, eu te amo!” pensou a castanha.



– Será que é ele? – disse a mãe a caminho da porta de forma comprometedora para o marido. E dando gritinhos confirmou com a cabeça após olhar pelo olho mágico. – Harry!



Hermione sentira seu estômago voar de alegria ao ver o amigo entrando pela porta de sua casa com uma mochila. Draco por sua vez quebrara a taça de refresco que segurava. E logo se ocupou de limpar a sujeira tentando não se concentrar na cena a porta. 
Hermione correra como uma criança maravilhada para os braços do amigo que a abraçara forte.



– Achei que ia morrer com ele aqui! – ela dissera ao seu ouvido, ainda o abraçando. Ele rira.



– Eu ainda não entendi essa história, mas eu é quem morreria só de ficar imaginando vocês dois aqui. – ela se afastara com um sorriso de orelha a orelha.



– Então vai ficar todo o final de semana?



– Não... – ele dissera desanimado. – Prometi ao Rony que iria amanhã para casa dele.



– Mas hoje ele é nosso convidado! – dissera a mãe.



Draco não podia ter pedido final de semana pior, qualquer pessoa podia ter chegado ali. Pansy, Lucio, Voldemort, Murta-Que-Geme... Menos ele! Ele rira revoltado da sua própria má sorte.



– Olá, Draco. – cumprimentara Harry debochado estendendo a mão.



– Olá. – respondera Draco no mesmo tom. Os dois pareciam querer quebrar os ossos da mão um do outro naquele cumprimento. Até Hermione sentira medo daquela troca de olhares entre os dois.



– Harry! Chegou na hora certa. Hermione vai cantar. – dissera o pai da castanha.



– Que ótimo! – dissera Harry.



– Qual você quer ouvir? – dissera a castanha mais animada se sentando ao piano. Draco sentira nojo de seu tom de voz e não disfarçara isso. Sem perceber a castanha se divertira com a cena.



– Hum...



– Não! Já decidimos. – disse a Sra. Granger. – A música que você cantou nas férias. Lembra, acho que você cantou depois que Harry foi embora. Ele não chegou a ouvir.



– Você só cantou depois que eu fui embora? Canalha! – brincara o moreno.


 


Mas Hermione não rira, ela não queria cantar aquela música de jeito nenhum, era a música que lembrava uma época triste e depreciativa de sua vida. Uma música de uma época que ela o amava e ele nem sequer pensava nela de outro jeito. Uma música cheia de fantasias amorosas e trechos esperançosos. 



– Não... Essa música não. – ela disse séria olhando para os próprios dedos no piano.


 


Draco sentira-se arrepiado, ele entendera a mensagem. Nas férias, nas férias ela ainda amava o Potter... É lógico que a música era sobre ele. Ele olhara para o próprio e ele também parecera entender. 
Harry sentia-se assustado e seu coração não parecia querer parar no lugar. Hermione não ousava mirá-lo, é lógico que a música significava o que ela sentia por ele. Como ela podia fazer uma música sobre ele e nunca ter cantado para ele? Como ele podia ter perdido uma garota como ela?



– Cante-a, Hermione, é a mais linda! – disse a mãe, os pais eram os únicos ausentes daquele constrangimento. Mas Hermione só ouvira uma voz.



– Canta, Hermi. – era voz de Harry, e ela o mirara.


 


Ele estava sério passando uma mensagem que ela não conseguia entender. Da qual Draco furioso, parecia entender muito bem. Sem pensar duas vezes, ela começara a melodia. Ia doer, mas não seria tão difícil assim, afinal... Se tratava do passado, não é?


"Ouvir a música"


Love can be a many splendored thing
(O amor pode ser algo muito esplêndido)
Can’t deny the joy it brings
(Não se pode negar as alegrias que traz)
A dozen roses, diamond rings
(Uma dúzia de rosas, anéis de diamantes)
Dreams for sale and fairy tales
(Sonhos a venda e contos de fadas)
It’ll make you hear a symphony
(Faz você ouvir uma sinfonia)
And you just want the world to see
(E você simplesmente quer que o mundo veja)
But like a drug that makes you blind
(Mas como uma droga que te deixa cego)
It’ll fool ya every time
(Vai te enganar o tempo todo)

The trouble with love is
(O problema do amor é)
It can take you up inside
(Pode te destruir por dentro)
Make your heart believe a lie
(Faz seu coração acreditar em uma mentira)
It’s stronger than your pride
(É mais forte que o seu orgulho)
The trouble with love is
(O problema do amor é)
It doesn’t care how fast you fall
(Não se importa quão rápido você caia)
And you can’t refuse the call
(E você não pode negar sua chamada)
See you’ve got no say at all
(Veja, você não tem o que dizer)

Now I was once a fool it’s true
(Uma vez eu já fui tola, é verdade)
I played the game by all the rules
(Eu jogava o jogo por todas suas regras)
But now my world’s a deeper blue
(Mas agora meu mundo é uma profunda tristeza)
I’m sadder but I’m wiser too
(Eu estou triste mas também sou sábia)
I swore I’d never love again
(Eu jurei que não iria me apaixonar de novo)
I swore my heart would never mend
(Eu jurei meu coração que não iria consertar)
Said love wasn’t worth the pain
(Disse amor não valia a dor)
But then I hear it call my name
(Mas ai eu o ouvi chamar meu nome)

The trouble with love is
(O problema do amor é)
It can take you up inside
(Pode te destruir por dentro)
Make your heart believe a lie
(Faz seu coração acreditar em uma mentira)
It’s stronger than your pride
(É mais forte que o seu orgulho)
The trouble with love is
(O problema do amor é)
It doesn’t care how fast you fall
(Não se importa quão rápido você caia)
And you can’t refuse the call
(E você não pode negar sua chamada)
See you’ve got no say at all
(Veja, você não tem o que dizer)

Every time I turn around
(Toda vez que eu que dou a volta por cima)
I think I’ve got it all figured out
(Eu acho que eu entendi tudo)
My heart keeps callin’
(Meu coração continua chamando)
And I keep on fallin’
(E eu continuo caindo)
Over and over again
(Uma atrás da outra)
The sad story always ends the same
(A história triste sempre termina da mesma forma)
Me standin’ in the pourin’ rain
(Eu, parada na garoa)
It seems no matter what I do
(Parece que não importa o que eu faça)
It tears my heart in two
(Quebra meu coração em dois)

The trouble with love is
(O problema do amor é)
It can take you up inside
(Pode te destruir por dentro)
Make your heart believe a lie
(Faz seu coração acreditar em uma mentira)
It’s stronger than your pride
(É mais forte que o seu orgulho)
The trouble with love is
(O problema do amor é)
It doesn’t care how fast you fall
(Não se importa quão rápido você caia)
And you can’t refuse the call
(E você não pode negar sua chamada)
See you’ve got no say at all
(Veja, você não tem o que dizer)




Hermione respirara fundo enquanto seus dedos continuavam tensos sobre as teclas do piano enquanto os aplausos terminavam. Ela encara a todos, seus pais pareciam meio sem graças, Harry parecia ser o homem mais infeliz do mundo, e Draco tinha uma expressão curiosa no rosto. 



– O que foi? – ela perguntara.



– Nada, querida. Muito bonita, é só que... Você fez algumas alterações na música, não fez? – dissera a mãe, Hermione não entendera a pergunta.



– Alterações?



– Sim, é que... A letra, está diferente...



– Eu tinha a impressão de que essa música, antes era um pouco mais... Otimista, não era? – perguntara o Sr. Granger para a mulher.



– Mas desse modo também ficou muito bonito. – corrigira a mãe.


Eles ficaram em silêncio por algum tempo. Como assim? Como ela conseguira mudar a letra da música sem nem sequer perceber, ela tinha certeza que aquela era a letra certa... O choro de Cléo invadiu toda a casa e a Sra. Granger levantou aos tropeços.


– Ops, acho que você acordou a sua irmã. – disse ela rindo. O Sr. Granger a seguira. E ficaram os três ali, se encarando em silêncio por um bom tempo.



– É, não me surpreende que você tenha uma nova idéia sobre o amor. – disse Harry destruindo completamente o silêncio. Hermione sentira que aquela seria uma guerra e por mais que sentisse que Harry estava ao seu lado, aquilo machucara demais.



– Ha-ha-ha! Era só o que me faltava. – disse Draco se levantando furioso. – Quem é você para falar disso? Ninguém nunca a fez sofrer como você!


Dessa vez Harry levantara, mas Hermione não conseguira mais assistir aquilo. Subiu as escadas sem se despedir dos dois, que a olharam espantados.



– Olha o que você fez! – dissera o moreno entre dentes



– Eu? – dissera Draco revoltado. – Foi você quem começou, Potter! Afinal, você nem devia ter vindo aqui.



– A Sra. Granger me convidou!



– Muito conveniente, não é?



– Não me venha falar de conveniência, Malfoy. Eu sei muito bem que você obriga Hermione a namorar com você. – Draco ficara sem falas por um momento.



– Da... Da onde você tirou isso, Potter?



– Eu a conheço muito bem, ela nunca amaria alguém como você. Ela nunca se apaixonaria por uma serpente como você!



– Bem, acho que você tem que rever os seus conceitos então. – ele disse cinicamente.



– Ela odeia você! Nós dois sabemos muito bem disso. Todo o mundo mágico sabe muito bem disso! Ela teria de estar cega para isso.



– Bem, então o amor cega as pessoas. – dissera Draco deixando o moreno sozinho na sala e subindo as escadas. Ele teria de se segurar, não poderia partir para cima dele na casa dos pais de Hermione.


**



Querido Diário...


Só arrumei tempo pra escrever agora, no meio da noite. Onde imagino que Draco esteja dormindo no quarto ao lado. Eu estou custando a dormir, pois terei de enfrentar um dia inteiro com aquela serpente a sós, já que Harry foi embora depois do jantar. E que jantar!
Estávamos sentados eu e Draco de um lado. O filho da puta fez questão de sentar ao meu lado, na nossa frente Harry. E meus pais, um de cada ponta da mesa. A comida quase caia bem antes do meu pai...



– Então, Draco. Quais são suas intenções para com minha filha?


Eu senti que meu garfo escorregara de meus dedos e pelo barulho que fizera com certeza batera com toda força no prato. Draco por melhor ator que fosse não sabia muito bem o que dizer, acho que nenhum pai de uma dessas putinha* que ele pega o perguntou algo assim.



– Ahh, as melhores. – ele disse sorrindo, mas logo parou de sorrir ao ver que essa resposta não bastava pro meu pai.



– O que é isso, pai? Você não espera que a gente case, não é? – eu disse tentando por um ponto final na conversa.



– Eu espero que ele não te faça nenhum mal e te respeite. Sabe como são os adolescentes hoje em dia... 



– Não, eu nunca faria nada de ruim com ela. – defina “ruim”.



– E mesmo que tentasse... – disse Harry. – Ele não sobreviveria pra contar a história.


 Draco tentou sorrir, mas nunca parecera tão ameaçador. Eu ouvira minha mãe fazer algum barulho com a garganta, com certeza querendo quebrar o clima e chamar a atenção dos demais para ela.



– Hermione, você nunca nos contou querida, como vocês começaram a namorar?



– Hmm – eu tentara começar. Eu queria desaparecer daquela mesa como o mestre dos magos.



– Foi bem engraçado. – dissera a serpente ao meu lado, eu o olhei abobada. Engraçado? Deixe-me rever isso.

“– Na verdade tem mais uma coisa sim. Tenho que te cobrar o meu prêmio da aposta.’.
– Muito bem. E qual seria...?
– De agora em diante... Perante todos...Seremos namorados!
Silêncio.
– Hsuahsuahsuahsuhaushaushaushaushuashuahsuahsuahsuahsuahsua...”


Se você tem um senso de humor negro, realmente pode ser muito engraçado... 



– Conte então, Draco. – disse minha mãe para o meu terror.



– Não, isso é uma coisa nossa... Particular. – eu dissera.



– Que nada, Hermione, eles vão amar a história!



– Não, Draco, é particular!



– Não é mais... – ele disse sapecamente, eu respirei fundo engolindo minha raiva. – Bem, tudo começou na aula de teatro. Eu tinha de ensiná-la a atuar pra peça. Mas é claro que nos odiávamos. – ele disse rindo da própria piada. Odiávamos? Quer dizer... No passado? – Mas aí um dia ela entrou na sala com um casaco branco e uma mini saia. – disse ele com os olhos brilhando. Eu quis cair na gargalhada. QUE MENTIROSO!



– Mini saia? – perguntou Harry com nojo da mentira dele. – Hermione não usa mini saia. Ela odeia mini saia. – eu tentei segurar o riso, mas estava difícil, como ele podia competir com Harry? Harry me conhecia melhor que meus pais ou eu mesma.



– Não, ela usa mini saia às vezes... – Draco insistira.



– Draco, eu não...



– Hermione? – ele me cortara com aquele olhar que diz que eu dependo da sua vontade. E emburrada eu me virei pra Harry.



– Eu uso



– Continuando... – disse o loiro mais animado. – Então naquele momento eu soube... – ele fizera uma voz galanteadora e romântica. – Que Hermione era a garota mais especial de Hogwarts, que eu amava acima de tudo e que faria de tudo pra ela me amar também. – minha mãe começou a soluçar.



– Eu acho... Eu acho... Eu acho que vou chorar.



– Eu também. – eu disse mais para mim do que pra qualquer um ali, era terrível aquilo.


Meu nojo eu tinha certeza se expandia através da minha cara. Eu não queria acreditar que aquilo estava acontecendo.



– Foi a coisa mais linda que eu já ouvi. Mas e Hermione? O que ela achou disso tudo? – ela dissera.



– Você não faz idéia. – eu disse



– Bem por sorte... – ele continuara. – Hermione também me amava secretamente, e no dia que eu me declarei para ela, ela me dissera que também guardava em segredo um sentimento gigantesco por mim. – ele dissera com objetivo de fazer minha mãe chorar de vez.


Harry que também observava a cena me olhou e não pude fazer nada a não ser dar um meio sorrisinho sem graça.


 – Ela disse: “Draco, eu o amo mais do que tudo e qualquer um na minha vida. Achei que você nunca fosse olhar para mim por causa da nossa inimizade, mas sempre que você passa nos corredores meu coração pára e me sinto nas nuvens.”



Eu cairia na gargalhada se aquilo não estivesse acontecendo comigo, o que afinal ele estava bebendo? Chá de Cogumelo? Porque com certeza não era Coca-Cola. Eu juro que se um dia eu disser uma vírgula desse trecho de Romeu e Julieta para Draco Malfoy eu corto os pulsos até eu conseguir poluir todo o Atlântico com o meu sangue.



– Que lindo! Minha Hermionezinha. – dissera minha mãe.


Draco me olhara com seu sorriso vitorioso que eu tanto detesto. Como eu podia me vingar? Sem magia? E na casa dos meus pais? Foi então que eu avistei o molho de pimenta importado do México dos meus pais, era o mais forte que tinha na casa. E despejei uma boa quantia na Coca ou Chá de Cogumelo do Draco. E sem perceber ele o bebera todo.


– Mas então vocês passaram por cima de todos por esse namora? Que romântico.



– No início Hermione queria guardar segredo, até meu aniversário quando ela fez uma home... Home... – acho que nunca vi uma cena tão linda em toda a minha vida, Draco se sacudia na cadeira e logo estava correndo pela sala de modo desesperado pedindo por água.



– O que ele tem? – perguntou meu pai.



– Ah nada, Draco às vezes tem esse cacoete sabe... É mal de família, ficar correndo pela casa na hora do jantar. Logo passa. – eu dissera tranqüilamente enquanto Harry caia na gargalhada.



– AHHHHHHHHH...



– Acho que ele precisa de água. – disse minha mãe.



– Por que acha isso? – eu perguntara indiferente.



– ÁGUA! AGU... AHHH...!!



– Toma rapaz. – disse meu pai estendendo um copo e uma jarra de água pra ele. Draco bebera tudo direto da jarra com certo desespero.



– Está melhor, Draco? – eu perguntei com fingida preocupação.


 Ele apenas me olhou com ódio e tentou sorrir carinhosamente, ele nunca fracassara tanto em algo.
Depois do melhor jantar da minha vida Harry foi embora, sem antes mandar o olhar mais ameaçador de sua vida para Draco, que dizia com uma fingida tristeza.



– Ah, Harry! Que pena que já vai, sentiremos muito a sua falta, escreva! Mantenha contato, foi um dia ótimo...



– Ignore-o... – eu disse ao seu ouvido enquanto o abraçava, ignorando um Draco as minhas costas que continuava dizendo coisas de despedidas. – Obrigada por vir.



– Se ele fizer alguma coisa de mal, quero dizer, pior, é só me chamar. Ou pode vir correndo para a casa do Ron. Mas me avise. – ele disse. 



Como eu o amo. Como eu pude deixar de amar um cara tão perfeito quanto ele? Como só consigo amá-lo como amigo agora? É inacreditável. Eu ri.



– Pode deixar, ele não pode tentar nada aqui, com meus pais.



– Hum, espero. – e lá se foi meu herói no seu cavalo branco para longe de mim, mais uma vez.



– Pow... Achei que ele não fosse embora nunca! – disse Draco quando eu fechei a porta.



Então, querido diário... Esse foi meu sábado animado com Draco Ridículos Malfoy! E amanhã (tomara que o amanhã nunca chegue) será nosso dia a sós, sem meu super-herói e sem meus pais que acabaram de me avisar que vão passar a tarde com o meu tio no hospital. Ele está internado. Sinceramente? Eu trocaria de lugar com ele. Antes toda espetada de soro, do que sozinha com essa serpente loira. Então, Merlin... Essa é a sua chance de provar para todos que você não é Nazista! Vê se não faz besteira... 

Continua...

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Comentários: 1

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Enviado por Aline Dias de Almeida em 06/12/2012
“ohhhhhhhhhhhhhhhhh” só poderia ser a sigla de alguma união importantíssima, ou um partido socialista. Como por exemplo: ODIAMOS HOMENS HARMÔNICOS, HANSENIANOS, HEDIONDOS, HEGEMÔNICOS, HEMATÓFAGOS, HEMIPLÉGICOS, HERDEIROS, HEREGES, HIPÓCRITAS, HIPOTENUSAS, HOMICIDAS, HORRENDOS, HORRÍVEIS, HOSTIS, HUMILHANTES, HUMORISTAS. Ri demais hsaushauhsuashuasa,essa é Mioneee
Nota: 1

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