Estava muito calor, muito calor. Hermione se remexeu na cama. Não conseguia dormir pela quentura que estava sua cama. Acordou, enfim, ainda se sentindo muito cansada e sonolenta – devia ser cedo. Levantou calmamente, bocejou e foi até o banheiro. Ao olhar para o relógio, deu um salto para trás. 10 HORAS! Ela havia dormido a manhã TODA! Saiu correndo, se vestindo de qualquer maneira sem nem pentear o cabelo. No meio do caminho se lembrou a aula que começara a algum tempo: “Poções – 9:30”. Quase desistiu de ir, mas se encaminhou derrotada para as masmorras. Ao entrar, toda a sala se virou, inclusive Snape.
- Srta. Granger, resolveu dar o ar de sua graça TÃO cedo assim? - e sorriu enojado.
- Desculpe, professor, eu perdi a hora..
- Nota-se, senhorita, pelo modo como está vestida. Trate de se apresentar melhor na próxima aula. E sente-se logo que não quero mais interrupções na minha aula! Claro que a senhorita está em detenção, obviamente. Menos 5 pontos para Grifinória pelo atraso da Srta. Granger e menos 5 por sua apresentação ruim em sala de aula. - os grifinórios olharam feio para ela.
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O dia só piorou mais tarde. Quando estava andando por um dos corredores, encontrou Mark e ela finalmente ficou esperançosa. Sorriu para ele, que não correspondeu e apenas a chamou para conversar.
- Oi, Mark. Eu achei que você não iria mais falar comigo depois de...
- É que as coisas andam complicadas. – a cortou, grosseiramente.
- Bom, e que acha de fazermos algo...
- Estou ocupado.
- Mas, eu nem disse quando...
- É que eu ando muito ocupado. – Hermione baixou os olhos. Queria ter alguém para ficar por um tempo.
- Por que está sendo assim??
- Assim como?
- Assim: frio, distante, grosseiro...
- Hermione, deixe-me te explicar uma coisa. O que a gente teve foi legal, foi mesmo. Mas, passou, sabe? Eu nunca disse que queria nada contigo, foi um acidente.
- O que?! Mas, você fez declarações para mim! Você me disse que gostava de mim, disse que me daria valor, disse várias coisas!! – Hermione já elevava o tom de voz.
- Calma, Hermione. Foi coisa de momento e apenas porque você estava muito disponível – a garota arregalou os olhos, indignada.
- COMO PODE DIZER ISSO?! – os poucos alunos que passavam, olharam. Mark sorriu.
- Mione, Mione, eu nunca disse que iria me casar contigo depois do que tivemos...
- Nem eu quero isso! Mas, você dizia outras coisas antes...
- Não, Mione, eu apenas não havia deixado isso claro porque não tínhamos tido nada. Você é que ouviu o que quis.
- SEU MENTIROSO MALDITO! Eu nunca fiz isso. Você que me seduziu!! – Rony passava com Harry nesse momento por perto e foi até lá para ouvir.
- Hermione, não se faça de boba... E todas as vezes que você vinha me procurar? Com aquelas roupas provocantes, intencionalmente colocadas? – Rony olhou para a garota, que estava aterrorizada – E aquele dia em que você sabia que ia chover e mesmo assim saiu de blusa branca? – Todos já a olhavam feio.
- Não é verdade! Eu não fazia nada disso com má intenção, é mentira! – dizia isso mais para Rony do que para qualquer um.
- Ah, Hermione, não se faça de boba! Vivia indo me encontrar altas horas da noite, com aquelas saias curtas. Além disso, ficava só falando mal do namorado, em como você estava carente, blábláblá – Hermione começava a corar de vergonha, nem conseguia olhara para Rony, que a essa altura estava fumegando – No dia que aconteceu você falou tanto, estava com aquela blusa aberta, acha que eu não lembro? Ficou me abraçando, me instigando a falar que queria você, você praticamente me pediu para transar com voc... – PAF! Hermione dera um tapa na cara dele.
- NÃO FALE ASSIM DE MIM! Eu NÃO fiz essas coisas! – o garoto foi perigosamente para cima dela, mas Harry se meteu na frente dele.
- O QUE VOCÊ PENSA QUE VAI FAZER, HEIN?
- NÃO SE META, POTTER.
- Se você quer fazer algo em Hermione, vai ter que fazer comigo antes. – o garoto estreitou os olhos.
- Fazer algo eu já fiz, Pot... – POF! Todos olharam e Rony havia dado um soco em Mark. Hermione quase chorou de felicidade e alívio. Harry sorriu.
Mark se levantou e saiu andando, enraivecido. Hermione foi até Rony, mas ele apenas lhe disse “Eu não fiz por você” e saiu andando. Uma lagrima escorreu pelos olhos de Hermione, que foi abraçada por Harry, que com um olhar furioso espantou todos que olhavam a cena. Foram caminhando até a Sala precisa e lá ficaram o resto do dia.
- Ai, Harry, ele nunca vai me perdoar... Por um minuto eu achei que finalmente ele tinha...
- Mi, por que você acha que ele socou aquele idiota? Por bel prazer? Claro que não. Foi pelas coisas horríveis que o Mark estava dizendo a você. Porque o Rony te ama, Hermione, muito. Só que ele está muito magoado, então não quer que você saiba disso. Mas, ele ama.
- E se ele nunca me perdoar, Harry? Eu ando me sentindo tão sozinha... – Harry a abraçou mais forte.
- Mione, ele vai te perdoar, eu sei que vai. Você só precisa dar um tempo a ele, faz muito pouco tempo! Eu sei que você está muito ansiosa e sofrendo, mas só o tempo vai curar a ferida dele.
- Harry, só você não me odeia agora. Toda a Grifinória acha que eu sou uma vagabunda, a Gina me odeia por ter magoado o irmão dela e também me acha uma vagabunda, e o Rony nem me olha na cara.
- Hermione, eu não gostei do que você fez, não achei certo. Só que você também é minha amiga, minha melhor amiga, e por mais que eu não aprove de forma alguma o que você fez eu entendo. Eu via como o Rony andava te tratando e eu imagino como você ficava. Além disso, todos erramos, Hermione. Por mais que tenha sido um erro bem errado – e piscou para ela – não posso te julgar a esse ponto. – a menina se aninhou a Harry e ficaram assim até ela adormecer.
Harry estava preocupado, vendo a menina dormir. Tão desgastada que até sono no meio do dia tinha. Ele não tinha dúvida de que Rony a perdoaria. O problema era o tempo que isso iria levar. Enquanto isso, Hermione sofria e era humilhada por toda a Hogwarts, Rony se corroia de ódio e ele ficava divido entre os dois.
Ficou refletindo, até que viu que era hora do jantar. Resolveu acordar Hermione para que ela não perdesse nenhuma refeição, já bastava aquele desmaio anterior. A menina acordou sonolenta e o acompanhou meio contrariada. Não comeu quase nada, disse que estava de estômago embrulhado após tanta confusão. Harry insistiu, mas não conseguiu convencê-la.
Após o jantar, fazendo os deveres, Hermione de súbito sentiu muita fome. Na verdade, não era bem fome, era vontade de comer. Uma coisa específica: abóbora. Foi dormir cedo, mas não conseguia, pois continuava pensando na abóbora. Depois de meia hora desistiu e resolveu ir até a cozinha.
Com cuidado, foi se esgueirando pelos cantos e conseguiu chegar sem ser vista. Ao entrar, pediu aos elfos e todos eles a atenderem prontamente. Após comer muita, mas muita abóbora, resolveu ir dormir. No meio do caminho, tudo estava bem até que...
- GRANGER! – a garota quase pulou da escada de susto.
- MALFOY! Ta maluco?! Você quase me matou!!
- Desculpe, Granger. – Hermione arregalou os olhos – pelo quase. – a garota fechou a cara.
- O que quer?!
- Nada. É que eu estou fazendo ronda e vi uma certa aluna fora da cama, daí resolvi dar um castigo imediato.
- OK, Malfoy, já entendi. Mas, pode ficar tranqüilo que eu já estou indo para cama.
- Jura? Com quem?
- Ai, você é tão idiota!! Fique com suas palhaçadas – e saiu andando, mas foi impedida por ele, que a segurou pelo braço e a puxou com estupidez.
- Que você pensa que está fazen... – mas, ela não pôde terminar a frase. Isso porque com tanta abóbora seu estômago não conseguiu arrumar espaço e teve que eliminar o excesso... nos sapatos de Malfoy.
- GRANGEEER! Você está MALUCA?! Eu vou te matar. – e agarrou a garota pelos braços, mas não teve coragem. Ela estava tão pálida!
- Ai, Malfoy, tá, me mata. Mas, me leva primeiro pro dormitório? – Draco sentiu pena e a levou alegando não querer mais problemas.
Limpou seus sapatos, a garota disse a senha e ele entrou no Salão Comunal. Arregalou os olhos e ficou olhando todo aquele ambiente. Depois de um tempo, lembrou-se da garota em seus braços, a deitou no sofá e saiu. Porém, antes, fez um feitiço para lavar a boca da menina. Afinal, ele era um cavalheiro, até com uma “sangue-ruim”.
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No dia seguinte, Hermione acordou meio doída. Percebeu que estava no sofá, ainda era cedo – não havia nenhum aluno ali. Continuou deitada por um tempo, até ver Harry a encarando com um olhar de interrogação no rosto.
- É que eu passei mal ontem...
- De novo, Hermione?!
- É que eu comi abóbora demais.
- Ahn?? Você nem comeu no jantar...
- Ah, longa história. Me ajuda aqui que eu preciso ir me trocar. – se vestiu, tomou café e foi assistir suas aulas.
O dia transcorreu calmo para Hermione. No almoço, comeu até mais do que bem. Aquele purê de batatas estava simplesmente imperdível: comeu toda a tigela. Chegou a dar um tapa na mão da Parvati quando a menina foi pegar um pouco! Harry apenas comentou:
- Hermione, você nunca me lembrou tanto o Rony como agora. - a garota apenas o olhou feio.
- Credo!! - exclamaram alguns grifinórios. Mais olhares.
No final de sua última aula, algo muito estranho ocorreu: Draco Malfoy apareceu na aula de Feitiços, em que apenas Grifinória e Lufa-lufa estavam participando.
- Professor, preciso falar com a Granger. – todos automaticamente para Draco.
- Pode ir, srta. Granger. – a garota se levantou rapidamente.
- Professor, peça para a Granger pegar o material dela porque eu acho que ela vai demorar, não podendo voltar para sua aula... – Enquanto Draco falava, os olhos de Hermione se arregalavam cada vez mais. Todos agora olharam dele para ela, que corou furiosamente.
Juntou suas coisas rapidamente e saiu como um raio. Lá fora, Draco estava com um sorriso torto para ela e saiu andando, forçando-a a segui-lo.
- O que você quer?!
- Poxa, Granger, nem vai me agradecer? Depois do que eu falei talvez você até seja notada... E olha que ontem você ainda estragou um sapato que eu gosto muito – a garota corou.
- Desculpe por isso... Por que fez aquilo na sala de aula?!
- Sei lá, diversão. Pra ver a sua cara de desespero e seu rosto virando um tomate... – a garota estreitou os olhos.
- Então, me chamou aqui fora para NADA?!
- Nem tanto, nem tanto. A McGonagall quer falar com você, disse que é urgente. – Hermione arregalou os olhos.
- Ai, meu Deus, mas eu não fiz nada!! Ela disse sobre o que era?
- É ÓBVIO que não, Granger. E vá logo que você está cansando minha beleza e daqui a pouco ela vai vir me encher o saco, afinal, era URGENTE.
A garota se encaminhou para a sala da professora, quase desistindo. Odiava ser chamada assim, sem nem saber do que se tratava. Ao entrar, McGonagall a esperava com Madame Pomfrey. A garota fez um olhar de interrogação.
- Srta. Granger, pode se sentar. Aonde esteve ontem o dia todo?
- O que? Por que?
- Porque mandei te chamar ontem e não te encontraram em lugar nenhum.
- Ah... é que eu me senti um pouco mal e fiquei no dormitório. – Madame Pomfrey olhou para a professora.
- Enfim, antes de eu falar, quer me contar algo, senhorita? – Hermione ficou confusa.
- Não... Acho que não.
- Quero dizer antes que a senhorita pode ficar tranqüila, pois essa conversa é totalmente sigilosa e o conteúdo dela só ficará entre nós três. Além disso, tudo que a senhora precisar e estiver ao nosso alcance, vamos fazer. – Hermione ficava cada vez mais confusa.
- Mas, professora, do que se trata?
- Madame Pomfrey... – a outra mulher se aproximou.
- Srta. Granger, a senhorita está grávida.
Hermione as encarou por uns segundos e desmaiou.
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N/A: OOOOOOOOOOI! Eu sei, provavelmente serei morta um dia. Eu fico tão enrolada! Mas, olha que divertido: eu tirei um tempo do estudo para escrever esse capítuloooo! Olha a Mione, hein?? Grávida!! Quem aí já sabia desde o começo? E quem desconfiou após um tempo? Eu tentei disfarçar o máximo que pude par manter o suspense!! Enfim, comentem, por favor, gente, isso me estimula a escrever mais rápido (ou menos lento saduhsdahus). Comenteeeeem!! :***