FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

47. Capítulo 47


Fic: O preço do amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Capítulo 47


 


“Pare com isso,” Seamus estourou, quando Neville, que estava sentado ao lado dele num dos sofás do salão comunal, deslocando seu peso e girando para olhar fixamente as escadas que davam para os dormitórios pela quarta vez. “Eu estou tentando escrever aqui.”


 


“Oh, é. Desculpe,” Neville se desculpou, girando o rosto para frente novamente e deixando-se cair pesadamente contra o encosto do sofá com um suspiro.


 


“Qual o problema com você afinal?” Seamus perguntou, parando sua pena de escrever e contemplando seu ensaio de História da Magia.


 


“Nada,” ele respondeu. “É só que... eu preciso do meu trabalho e o deixei lá em cima.”


 


“Então vá pegá-lo.”


 


“Não posso,” Neville suspirou. “Bem, eu poderia,” adicionou, quando o jovem irlandês rolou os olhos. “Mas eu tenho que esperar até que Ron e Hermione tenham terminado... você sabe...”


 


“De berrar um com o outro?” Seamus questionou.


 


“É. Então Harry,” Neville falou, direcionando sua atenção para o jovem com negros cabelos bagunçados e óculos, que estava sentado numa cadeira à esquerda. “Quanto tempo você acha que isso vai levar?”


 


“Como eu posso saber?” Harry perguntou, abaixando seu livro para encontrar seus dois companheiros de quarto estudando-o.


 


“Você deve ter alguma ideia sobre o que eles estão discutindo,” Neville explicou.


 


“Não tenho nenhuma pista,” Harry respondeu honestamente. “Mas conhecendo aqueles dois, pode ser qualquer coisa.”


 


“Quem se importa” Seamus interrompeu. “Eu já estou satisfeito deles terem ido para outro lugar. Pelo menos eles não estão guinchando como um casal de banshees aqui em baixo. Eu odeio quando eles fazem isso. Oh está bem,” ele admitiu, quando percebeu o olhar de descrença de seus companheiros em sua direção. “Eu realmente não odeio isso. De fato, isso é razoavelmente divertido, mas não quando eu tenho uma montanha de trabalhos para terminar.”


 


“Eu suponho que você não iria lá em cima para ver o quanto isso ainda irá demorar?” Neville perguntou esperançoso para Harry.


 


“Eu?” ele perguntou surpreso. “Por que você não faz isso?”


 


“Porque ele está com medo de ser pego no fogo cruzado dos dois,” Seamus zombou, “Pelo menos se eles azararem você acidentalmente, irão parar de lutar o tempo suficiente para reparar o estrago. Se eles acertarem um de nós, provavelmente nem irão perceber, ou se importar.”


 


“Eu tenho certeza de que eles iriam perceber,” Harry assegurou-os.


 


“Mas eles não parariam de brigar.”


 


"Er...” Harry murmurou, enquanto imaginava Ron forçando Hermione até o ponto em que ela estivesse tão inflamada que realmente ela o azarasse. “Provavelmente não,” ele confessou, enquanto o Ron em sua mente saia do caminho e o feitiço alcançava Neville no lugar. “Na verdade, provavelmente eles usariam isso como munição adicional para atirar um no outro,” confessou.


 


Olhe o que você me fez fazer? ele ouviu a voz de Hermione exclamar em sua cabeça.


 


Eu agora sou responsável por sua péssima pontaria, sou? ouviu Ron retorquir.


 


Eu não tenho uma péssima pontaria. Você se mexeu.


 


Eu teria que ser muito estúpido para ficar aqui parado e deixar você me azarar, não acha?


 


“Vamos lá, Harry,” ele ouviu Neville suplicar. “Somente suba e confira. Se eles parecerem que irão continuar com isso por um tempo, só apanhe meu ensaio de cima da minha escrivaninha. Por favor.”


 


********************


 


Levou um par de minutos, mas eventualmente Harry aceitou o pedido de Neville, embora relutantemente, e quando se deu conta, estava subindo as escadas para o dormitório masculino.


 


Isso não é bom, Harry falou para si mesmo, enquanto movia-se cautelosamente em direção ao seu quarto e parava do lado de fora da porta fechada. Ele esperava ouvir gritos raivosos, ou pelo menos alguns resmungos abafados, mas mesmo depois de colocar o ouvido contra a porta, ele só encontrou o silêncio. Isso definitivamente não é bom, ele pensou, afastando-se  da porta e considerando se ele apenas não deveria descer as escadas de volta.


 


Eles provavelmente imperturbalizaram a porta então ninguém pode escutá-los, Harry percebeu, mas esse conhecimento não deixou sua mente mais leve. De fato, deixou-o ainda mais ansioso. Não porque ele simplesmente não queria encontrar seus dois melhores amigos no meio de uma discussão acalorada. Eles discutiam com tanta freqüência que ele ficava indiferente na maior parte do tempo. Mas essa briga era diferente. Por uma coisa, eles eram um casal agora.


 


E se eles estiverem tendo uma briga de casal? Harry imaginou.


 


Isso certamente explicaria a saída inesperada deles. Não era do feitio de Ron parar no meio de uma discussão para continuá-la em outro lugar. Quando ele está chateado com alguma coisa, todos sabem disso, ele diz, sem pensar duas vezes se alguém por perto pode ouví-lo sem querer. Harry não conseguia se lembrar uma vez em que ele tenha visto Ron adiar uma briga até encontrar um lugar privado para tê-la.


 


Quanto mais ele pensava sobre isso, mais Harry percebia que não queria realmente entrar no meio daquela briga em particular. Então ele fez a coisa mais lógica em que conseguiu pensar: ele bateu na porta. Foi somente depois que ele percebeu que eles não podiam escutá-lo tanto quanto ele não podia escutá-los. Não se o quarto estivesse realmente imperturbalizado, o que ele agora tinha quase toda certeza que estava.


 


Oh bem, ele pensou, agarrando a maçaneta e torcendo-a. Eu só vou tentar uma vez e quando a porta não abrir, eu volto lá para baixo e digo a Neville que não consegui entrar.


 


O problema foi que a porta não estava trancada como ele esperava que estivesse e quando ele girou a maçaneta, ela abriu. A fresta que surgiu foi de poucos centímetros. Não o bastante para ver dentro do quarto de qualquer maneira, mas foi o suficiente para que alguns sons lá de dentro fossem filtrados para o corredor. O que era esquisito é que não havia som. Nenhum grito, nenhuma conversa, nada além do silêncio.


 


Talvez ele a tenha levado para outro lugar, Harry pensou, enquanto empurrava  a porta um pouco mais e perscrutava lá dentro. Mas onde? imaginou, ao deslizar para dentro para pegar as anotações de Neville. Não tem mais nenhum lugar para ir aqui, a menos que ele a tenha levado para o banheiro, pensou um tanto friamente.


 


No mesmo instante em que  pensamento entrou em sua mente, ele ouviu; um gemido suave vindo da direção da cama de Ron.


 


OH MERDA! Harry pensou, seus olhos ficando do tamanho de galeões enquanto ele congelava no lugar e tentava imaginar o que fazer. Seu primeiro instinto foi de se virar e sair o mais rápido que pudesse, mas se ele fizesse isso, eles poderiam ouvi-lo. Seu próximo pensamento foi de que ele poderia sair discretamente, da mesma forma que havia entrado, mas isso deixava o problema de o que aconteceria se ele descesse sem as anotações de Neville? O que faria se Seamus ou mesmo Neville decidissem subir e pegá-las? Ele não deveria ao menos avisar aos amigos para fecharem a porta?


 


MERDA! ele xingou novamente, quando ele ouviu Ron murmurar algo que ele não compreendeu totalmente. Parte dele esperou que o melhor amigo se levantasse e o pegasse ali parado. Agradecidamente isso não aconteceu. Somente pegue o maldito ensaio e saia daqui, Harry ralhou consigo mesmo, assim que recuperou o fôlego. Infelizmente quanto mais ele avançava na direção da cômoda de Neville, ele tinha uma visão melhor da cama de Ron, e a despeito do fato dele tentar não olhar, ele não conseguia evitar vê-los.


 


Não era como se ele nunca tivesse visto um casal namorando antes, mas ao olhar para seus melhores amigos ele percebeu que tinha uma grande diferença entre um amasso em público, como os que se via no salão comunal ou em Hogsmead, e um em particular. A diferença mais óbvia era a de que eles estavam deitados, mesmo que aparentassem ter começado sentados lado a lado na beira da cama, porque um dos pés de Ron ainda se encontrava para o lado de fora.


 


A próxima coisa que Harry percebeu foi o fato de que Hermione não estava reclinada ao lado de Ron, ela estava esparramada em cima dele e fazia barulhos enquanto o beijava. Pequenos gemidos suaves que não só queimavam dentro de seu cérebro, mas fazia seu corpo inteiro esquentar.


 


Cho não fez sons assim quando nós nos beijamos, ele refletiu enquanto observava uma das mãos de Ron descer pelas costas de Hermione e descansar sobre a bunda dela.


 


Você não devia estar observando isso, ele contou a si próprio, quando a mão de Ron desceu furtivamente e deslizou para dentro da saia dela. Hermione protestou baixinho, mas continuou a beijá-lo e então, sem aviso, Ron rolou-os na cama. No instante em que ele ficou em cima dela, Ron segurou as mãos de Hermione nas suas e esticou-as acima da cabeça dela, enquanto sua boca deslizava para o pescoço de Hermione.


 


PARE! Harry exclamou em sua mente, tentando se forçar a desviar o olhar e falhando. Era quase como se ele estivesse congelado no lugar, mesmo sem ter exatamente a certeza se era de choque ou horror, porque ele estava consideravelmente chateado com os dois e isso se juntou com algo que o deixou ainda mais entorpecido. Ele não estava simplesmente consternado com o que estava testemunhando, mas com o modo como seu próprio corpo respondia a isso. SOMENTE PARE DE OLHAR! ordenou e finalmente conseguiu manter seus olhos fechados.


 


Mas o estrago já havia sido feito. Mesmo com seus olhos bem fechados, ele ainda continuava vendo-os em sua mente. Não somente isso, ele podia ouví-los. Não apenas os gemidos baixos que eles frequentemente faziam, mas os sons que tinham feito antes, em particular o modo como Hermione tinha protestado quando Ron a tocara. Essa lamúria ficava soando várias e várias vezes em sua cabeça.


 


Ela é sua amiga, Harry repreendeu-se, enquanto começava retornar para a porta lentamente. Pare de pensar nela assim. Só pare com isso! Você não a deseja e você não quer tirar um sarro com ela.


 


Mas você quer dar uns amassos em outras garotas desse jeito, outra voz respondeu em sua cabeça. Uma garota que não esteja chorando. Uma que deixe você tocá-la e faça sons assim quando você o fizer.


 


Mas e se eu for um lixo? ele perguntou a si mesmo. Talvez eu realmente tenha feito alguma coisa errada e foi por isso que Cho não reagiu como a Hermione. OH DEUS! Eu sou um péssimo beijador. O que diabos eu devo fazer agora?


 


Ron parece saber o que está fazendo, a outra voz surgiu. Você sempre pode perguntar para ele.


 


Não, não posso. Talvez se ele estivesse com outra garota que não Hermione, mas eu não quero saber deles dois... desse jeito.


 


É um pouco tarde para isso, vendo como você acabou de vê-los.


 


Eu vou só descer, encontrar Ginny, e fazê-la me Obliviar. Então será como se isso nunca tivesse acontecido.


 


Até você encontrá-los assim novamente, pensou, enquanto dava um último passo para trás e colidia com a porta. MALDIÇÃO! ele xingou silenciosamente quando percebeu os movimentos nervosos do outro lado do cômodo e a cabeça de Ron emergir de trás das cortinas de sua cama.


 


“Harry?” perguntou, corando profundamente quando percebeu seu melhor amigo parado à porta. “O que você...?”


 


“Desculpe,” Harry interrompeu, seus olhos verdes imediatamente desviando-se para o chão. “Eu não sabia que... Neville só... bem, ele queria saber quanto tempo vocês iam demorar. Ele precisa das anotações dele e... eu não ouvi nada, e ninguém respondeu quando eu bati, e a porta estava destrancada, então... er... desculpe. Eu vou só apanhar o trabalho dele e sair do caminho de vocês.”


 


“Não, espere,” Hermione falou, enquanto deslizava para o lado oposto da cama de Ron e aparecia para que ele pudesse vê-la. “Está tudo bem,” ela continuou antes que ele pudesse protestar. Se Harry tivesse olhado para cima, teria percebido o rubor na face dela também, mas ele somente conseguia levar seus olhos até os pés dela, o embaraço dela perdido no dele. “Nós precisamos conversar com você sobre uma coisa.


 


“Que?” Ron exclamou surpreso. “Agora?”


 


“Por que não agora? Ele está aqui e o quarto estará trancado.”


 


“Mas..,” o ruivo gaguejou.


 


“Então,” Harry falou, mudando de posição, desconfortável. “Uhm... vocês dois estão bem então?”


 


“Huh?” Ron perguntou, suas orelhas de um carmesim profundo, embora a cor fosse lentamente sumindo de seu rosto. “Oh. Sim, nós estamos muito bem.”


 


“Feche a porta, Harry,” Hermione instruiu. “Tem uma coisa importante que o Ron precisa contar a você.”


 


“EU?” ele exclamou, enquanto Harry fechava a porta, tornava a trancá-la e olhava pra ele com curiosidade. “Eu não vou fazer isso.”


 


“Isso foi ideia sua,” ela devolveu. “Além do mais, você sabe mais sobre isso do que eu.”


 


“Eu nunca nem mesmo pensei que isso era possível,” Ron bufou. “Por que nós somente não damos a ele o maldito livro que você encontrou e ele lida com isso?”


 


“Conte a ele,” ela insistiu.


 


“Ah, qual é Hermione,” Ron implorou. “Não me faça fazer isso.”


 


“Foi ideia sua, agora conte a ele.”


 


“Me contar o que?” Harry perguntou, finalmente levantando os olhos e encarando-os incerto.


 


“Conte a ele!”


 


“INFERNO SANGRENTO!”


 


********************


 


“VOCÊS VÃO O QUE?” Harry gritou incrédulo, arregalando os olhos para seus amigos.


 


“Nos casar,” Hermione repetiu, sem pestanejar. Ela tinha observado Ron evitando a questão enquanto se atrapalhava no meio da explicação sobre o Lànain. Porém quanto mais ele falava vagamente sobre os rituais de ligação e os aspectos dos feitiços de proteção, mais confuso Harry parecia ficar, então no final ela o interrompeu e foi logo ao essencial na questão.


 


“CASAR!” Harry exclamou, olhando embasbacado para Ron, cuja face ficara inteiramente vermelha. “Mas... vocês só estão juntos há... Há quanto tempo vocês estão juntos?” perguntou incerto.


 


“Cinco anos,” Ron respondeu quase instantaneamente, “Hermione reconheceu que o primeiro ano não conta realmente, então...”


 


“Cinco anos?” Harry ecoou com seus olhos arregalados de choque. “Espere... espere, vamos com calma um minuto,” continuou, balançando uma mão no ar e balançando a cabeça enquanto tentava entender. “Vocês não estão namorando a tanto tempo assim.”


 


“Isso só tem cerca de quatro meses,” Hermione corrigiu.


 


“Você não pode pedir alguém para casar com você depois de apenas quatro meses juntos,” Harry falou, mais para si mesmo que para qualquer um em particular.


 


“Por que diabos não?” Ron perguntou indignado.


 


“Porque isso... porque não, ora.”


 


“Bem, eu fiz, e ela disse sim, então nós iremos nos casar,” o jovem ruivo falou, desafiador.


 


“Mas... isso é loucura,” Harry disse, desprezando Ron e focando sua atenção em Hermione, que era a pessoa mais lógica que ele conhecia.


 


“Ok, talvez isso seja um pouco precipitado,” ela confessou.


 


“Um pouco?” Harry perguntou incrédulo. “Isso é positivamente insano, Hermione. Ao menos você devia ver isso.”


 


“É claro que eu vejo,” ela respondeu com um suspiro, “mas o caso é que eu não me importo. Isso é... eu sinto que isso é certo. Não é só por causa da proteção,” ela tentou explicar. “Quero dizer, isso é uma grande parte, mas tem muito mais além disso. Eu amo ele, Harry,” Hermione falou, suas faces corando enquanto ela dizia aquelas palavras tão alto quanto as outras, “e ele me ama. É tecnicamente verdade que nós só estamos juntos há poucos meses, mas os sentimentos já estavam aqui por um longo tempo. Isso é algo que nós dois queremos fazer e queremos que você faça parte disso. E... eu sei que isso é um ritual de ligação e não um casamento, mas você é nosso melhor amigo e não parecerá certo se você não estiver lá.”


 


“Você não tem que fazer nada,” Ron assegurou ao seu atônito amigo, enquanto ia até a sua mesa de cabeceira e apanhava um fino livro vermelho. “Como Hermione disse, isso não é como um casamento. Você não tem que participar, ou falar nada, ou vestir algo especial ou nada do tipo. Nós não precisamos realmente de uma testemunha para que isso seja legal, mas... uh... só pense sobre isso, está bem?  Quer dizer, nós três sempre estivemos juntos nas coisas importantes, pelo menos tanto quanto pudemos, e isso é...”


 


“O que ele quer dizer é que significaria muito para nós dois se você estivesse lá,” Hermione cortou-o.


 


“Tudo bem, já chega,” Ron falou à sua namorada, sua agressividade pegando ela e Harry de surpresa. “Você não vê que estamos pressionando-o?” perguntou ao puxar seu trabalho de casa de dentro do livro em sua mão. “Só fique de fora e deixe-o processar tudo antes de começar a pressioná-lo por uma resposta.”


 


“Eu não estava...”


 


“Sim, você estava,” Ron declarou diretamente, enquanto segurava o livro para que Harry pegasse. “Aqui, cara. Isso vai poder ajudar um pouco,” falou, enquanto Harry apanhava lentamente o pequeno volume. “Hermione roubou isso da Sala Precisa. Não deixe ninguém mais ver isso. Especialmente minha irmã. Ela vai ficar uma fera se descobrir alguma coisa sobre isso. ”


 


“Não esse livro,” Hermione afligiu-se, quando Harry olhou fixamente para o título. “Você não precisa ler esse,” disse, tentando pegá-lo de volta. “Ele faz isso parecer abominável.”


 


“Isso é abominável,” Ron lembrou-a. “Na forma tradicional, de qualquer modo,” adicionou. “Não tente dourar a pílula.”


 


“Mas Ron, você não leu esse,” ela protestou. “Esse é certamente horroroso. Ele é todo sobre como o Lànain era usado para escravizar e controlar as mulheres por sécu...”


 


“Harry sabe que eu nunca tiraria vantagem de você assim,” ele falou, interrompendo-a.


 


“Mas existem livros melhores,” ela protestou.


 


“Esse foi o único que você trouxe para cá,” Ron retorquiu.


 


“Eu estava chateada. Eu não sabia o que isso significaria...”


 


“E você não está chateada agora?” Harry perguntou, olhando novamente para o livro que segurava, antes de focar sua atenção novamente em Hermione.


 


“Não,” ela admitiu prontamente.


 


“Por que não?” Harry perguntou. “Se o que Ron disse antes é verdade, esse é um feitiço bastante ardiloso. Quer dizer isso é tão asqueroso que vocês vão esconder de todo mundo, incluindo seus pais."


 


“Especialmente os meus pais,” Ron falou com um arrepio.


 


“E você nem mesmo quer que eu leia sobre isso,” Harry continuou.


 


“Eu não me importo que você leia sobre isso, mas esse livro é.... Eu não quero que você tenha a ideia errada sobre isso,” Hermione replicou. “Sim, o feitiço por si só é... bem, vamos encarar, ele é tradicionalmente usado por motivos desprezíveis. Mas não é isso que nós vamos fazer. É só que quando você está lendo sobre isso, fica fácil se afundar com os efeitos do feitiço e o porquê ele foi criado. E nesse ponto você tende a esquecer que a intenção do lançador do feitiço importa tanto, ou ainda mais, que o resultado final. E o que nós iremos fazer... não é sobre propriedade e controle. Além do mais, nós dois estaremos fazendo e o fato de que Ron está disposto a isso só prova que suas intenções são honradas.”


 


“Pare,” Ron protestou, sua face esquentando mais uma vez enquanto ela o elogiava. “Só deixe-o ler o livro,” continuou. “E você pode dar a ele outros que imagine que sejam úteis,” adicionou, quando Hermione olhou-o parecendo prestes a protestar novamente. “E uma vez que você tenha terminado,” ele falou, voltando sua atenção para Harry, “pode nos perguntar o que quiser. Ok?”


 


“Uhm... Sim, está certo,” Harry concordou mecanicamente.


 


“Somente não leia isso lá em baixo,” Ron avisou ao seu melhor amigo. “Isso não é algo que você vai querer que outras pessoas o vejam lendo.”


 


“Certo,” Harry respondeu, indo até o seu malão e guardando o livro para depois.


 


“Você já terminou aquele livro sobre Oclumencia que eu apanhei para você?” Hermione perguntou, mudando completamente de assunto.


 


“Er...”


 


“Ah, deixe-o em paz,” Ron lamentou. “Isso pode esperar.”


 


“Não pode não,” ela retorquiu, colocando as mãos nos quadris. “Você realmente precisa começar a trabalhar isso, sabia?” ela começou com seu discurso. “E se o livro não estiver ajudando então você tem só que conversar com o Professor Snape, porque...”


 


“Hermione,” Ron tentou interromper, quando percebeu o olhar no rosto de seu melhor amigo.


 


“...isso não é algo que você pode deixar para lá.”


 


“HERMIONE!”


 


“O que?” ela perguntou, virando-se e dando a ele um olhar irritado.


 


“Você não acha que Harry deveria pelo menos terminar o trabalho de casa primeiro?” Ron questionou, tentando não sorrir.


 


“Oh. Bem, é claro que ele deveria,” ela admitiu, franzindo a testa, porque ela sabia o que ele estava fazendo e o motivo. “Mas ele ainda precisa...”


 


“Mas não nesse exato momento,” Ron interrompeu. “Nesse exato momento ele precisa terminar o ensaio de História da Magia,” ele falou, balançando a folha de pergaminho que ele puxou de dentro do livro no ar e começando a se encaminhar na direção da porta. “Vamos, cara,  é melhor nós irmos ver isso.”


 


"É, está bem,” Harry respondeu, indo até a escrivaninha de Neville e apanhando o trabalho que ele havia pedido de cima.


 


“Você vai nos ajudar ou o que?” Ron perguntou a Hermione, quando ele e Harry alcançaram o corredor.


 


“Eu não vou fazer ele pra você, se isso é o que você quer dizer,” ela retorquiu, rolando os olhos ao segui-los até o andar de baixo.


 


********************


 


“Ela não vai desistir de toda essa coisa de Occlumencia, você sabe?” Ron avisou ao seu melhor amigo, enquanto se aprontavam para dormir, algumas horas depois. “A manobra do trabalho de casa funcionou por agora, mas ela não vai esquecer o assunto.”


 


“Eu sei,” Harry suspirou, trocando suas calças compridas pela parte de baixo do pijama.


 


“Você ao menos leu o livro, não é?” Ron questionou, pulando na cama.


 


“Partes dele,” Harry admitiu.


 


“Eu terminaria o resto se fosse você,” Ron replicou, “antes que ela coloque na cabeça de questioná-lo sobre ele. Ei,” adicionou, quando uma nova ideia apareceu para ele, “por que você não conversa com Moody. Ele estará de volta no sábado para a nossa detenção. Eu aposto que ele sabe como fazer isso. Ou mesmo a Tonks. Ela é uma Auror também, e mais, ela está aqui o tempo todo e definitivamente está do nosso lado. Eu nunca confiei no Snape. Toda aquela conversa sobre relaxar e clarear a mente antes de dormir. Soa mais como um meio perfeito de abrir-se para Você-Sabe-Quem, se você quer saber a minha opinião. Desprezível seboso de duas caras.”


 


“Sim, Tonks,” Harry concordou, enquanto entrava em sua cama. Por que eu não pensei nisso, ele pensou. Trabalhar com Tonks não deve ser tão ruim, decidiu rapidamente. Ela não era nada parecida com Snape. Ela era amigável e acessível e tinha um excelente senso de humor. Merlin sabia que seria muito mais fácil abrir-me para ela. Sim, isso definitivamente pode funcionar. Eu direi a Hermione que estou quase terminando o livro e que estou planejando pedir a Tonks para me ajudar. Ela não poderá ficar contra isso.


 


“Então...uhm...” Ron disse desconfortável de sua cama, “tem... uh... alguma coisa que você queira me perguntar, você sabe, sobre o que conversamos mais cedo?”


 


“Não realmente,” Harry respondeu dos confins de sua própria cama. Ele havia gasto um bom tempo ponderando tudo aquilo enquanto estava sentado no salão comunal ao lado dos amigos, fingindo estudar o livro de feitiços. Mas mesmo agora que o choque tinha diminuído  um pouco, ele continuava sem saber se tinha entendido realmente tudo.


 


Por outro lado, seus amigos pareciam bastante seguros sobre o que estavam fazendo. Ainda deixava-o perplexo como eles estavam propensos fazer esse tipo de comprometimento duradouro um com o outro, especialmente após tão pouco tempo juntos, mas ele imaginava que a guerra e tudo mais, levava a muito disso. Na primeira razão de Ron querer fazer esse feitiço específico para proteger Hermione em primeiro lugar, ele realmente não conseguia encontrar nenhuma falha. De fato dava um bocado de alívio saber que ele não tinha que se preocupar com ninguém ferindo-a, principalmente dessa maneira em particular. Harry nunca havia admitido a ninguém, mas esse pensamento tinha cruzado sua mente quando ele tomou conhecimento de que ela havia sido levada do Beco Diagonal.


 


É claro que o feitiço que eles iriam usar não era realmente um feitiço de proteção. De fato, os aspectos de proteção eram simplesmente um efeito colateral. No final o que eles o que eles iram mesmo fazer era conectar eles mesmos um no outro de uma maneira  que seria considerada casamento no Mundo Mágico.


 


Eles iriam se casar. Seus dois melhores amigos iriam se casar. Um com o outro. Não apenas para proteger um ao outro, mas porque estavam apaixonados.


 


Apaixonados. Toda vez que Harry pensava sobre isso ficava incomodado. Ele sabia que eles gostavam um do outro. Na verdade ele sabia que Ron estava vidrado em Hermione há muito tempo, mas quando isso começou a ficar mais forte e como eles puderam saber a diferença? Como eles souberam que era de verdade? Como eles podiam saber que isso iria durar?


 


Ele tinha gostado de Cho por anos antes deles realmente sairem juntos e quando eles finalmente saíram, tinha sido um absoluto desastre. Seu relacionamento inteiro com Cho, se ele puder mesmo ser chamado assim, tinha sido arruinado por um desentendimento atrás do outro. Nenhuma das brigas deles tinha sido como aquelas desagradáveis que Ron e Hermione tinham, e até o momento eles dois tinham sempre passado por elas. Não somente eles tinham passado, mas eles pareciam não ter guardado nenhum tipo de ressentimento depois. Exceto pela infame briga por causa de Bichento durante o terceiro ano e toda coisa com Viktor Krum, mas mesmo isso tinha sido eventualmente esquecido. Ele ainda não entendia como eles fizeram isso. Como eles simplesmente deixaram isso para trás? Como eles podem  ter uma briga sem fim por seis anos e se tornarem tão próximos que o relacionamento deles não era afetado por nenhum desentendimento?


 


Obviamente Cho não era a garota certa para ele. Harry sabia disso. Quando ele olhava para trás agora ele podia admitir a si mesmo que eles realmente não tinham muito para conversar, com a exceção de Quadribol e de Cedric, que ele recusava-se a discutir. Como ele podia gostar de uma garota que era toda errada para ele considerando que seu melhor amigo atingiu o alvo num tiro certeiro? Como ele sabia que Hermione era a garota?


 


Isso não fazia nenhum sentido. Era loucura na verdade. Ninguém encontrava seu verdadeiro amor aos 11 anos e nem mesmo aos 16. Mas por mais que esse pensamento ocorresse a ele, ele percebia que isso não era verdade. Seu próprio pai tinha se apaixonado por sua mãe antes do quinto ano. Era verdade que eles só haviam começado a namorar ao longo do sétimo ano, mas seu pai sabia que a sua mãe era a garota certa para ele e eles tinham se casado logo após a formatura. E eles não foram os únicos a se casarem jovens. Talvez isso prevalecesse no Mundo Mágico, e os pais de Ron também tinham se casado cerca de um ano após a formatura.


 


“Er... tudo bem,” Ron falou, em resposta ao comentário de Harry. “Eu só... Pensei que você podia estar esperando até nós dois estarmos sozinhos ou algo assim. Você sabe, porque é difícil falar abertamente na frente da Hermione algumas vezes.”


 


“Então, uma vez que você tenha lançado o feitiço nela, ela não será capaz de tirá-lo?” Harry perguntou, inesperadamente.


 


“Não por ela própria,” Ron admitiu. “Eu tenho que fazer isso, e eu prometi a ela que tirarei. Se ela quiser. Tudo que ela tem que fazer é me pedir. Eu nunca a forçaria a manter isso se ela não quiser.”


 


“E se você o fizer,” Harry pressionou-o, “Seria basicamente como se vocês estivessem se divorciando, certo?”


 


“Mais ou menos.”


 


“Então vocês não poderão se casar novamente?” Harry perguntou de sua cama.


 


“Tecnicamente nós ainda poderemos,” Ron respondeu, depois de um silêncio prolongado. “Mas somente porque eu terei sido enfeitiçado também. Ela terá que retirar o feitiço de mim, antes da conexão ter sido completamente desfeita.”


 


“Bem, explica isso então.”


 


“Explica o que?” Ron perguntou com curiosidade, rolando de lado e perscrutando pelas cortinas na direção da cama de seu melhor amigo.


 


“Como você vai manter isso escondido de seus pais. Quero dizer, você não poderá retirar o feitiço você mesmo, certo? E seus pais irão definitivamente saber o que isso significa se virem?”


 


“Er... sim.”


 


“E seus irmãos?”


 


“E Ginny,” Ron adicionou. “Então, qual é o ponto?”


 


“Bem, eu posso ver como vocês estão planejando esconder isso deles. Você somente terá que pedir para Hermione tirar isso de você antes de ir para casa no Natal e já que os pais dela não sabem nada sobre isso, ela será capaz de manter o dela. Mas... o que você vai fazer depois disso? Quero dizer, cedo ou tarde alguém certamente descobrirá. Neville é um sangue puro. Ele não irá reparar nos medalhões?”


 


“Eu posso tomar banho no banheiro dos monitores, e eu esperarei até que ele não esteja por perto ou não esteja prestando atenção antes de mudar minhas roupas. Além do mais, eu sou homem, e eu nunca ouvi falar de um homem um aceitar que uma mulher fizesse o ritual do Lànain nele. Mesmo se ele vir o medalhão, essa possibilidade nunca ocorrerá a ele,” Ron explicou.


 


“E com Hermione? Neville e Seamus podem não prestar muita atenção se eles tiverem um relance do medalhão, mas eu aposto que Parvati e Lavender prestarão. Hermione não usa jóias normalmente, então isso chamará a atenção delas, não é?”


 


“Não,” Ron falou desdenhosamente, enquanto movia-se para a ponta de sua cama, inclinava-se para fora e abria seu malão. “Eu tenho como encobrir isso,” adicionou, enquanto puxava uma pequena caixa do meio de seus suéteres, sentava-se e empurrava-a na direção da cama de Harry.


 


“O que é isso?” Harry perguntou, apanhando a caixa.


 


“O presente de aniversário de Hermione,” Ron respondeu, observando o melhor amigo remover a tampa e apanhar o colar prateado de dentro.


 


“Isso não é...”


 


“Não,” Ron respondeu rapidamente. “Esse é o nosso medalhão de proteção oficial. Um completo absurdo, você vai pensar. Ninguém, em seu juízo perfeito acredita atualmente  que eles protegem alguém de alguma coisa. Mas isso se parece muito com o talismã do Lànain, então eu pedi que George me mandasse um do Beco Diagonal. Então eu darei a Hermione em seu aniversário,” continuou, “uma vez que o salão comunal esteja bem cheio, e todos a vejam apanhar e colocar isso então todos saberão o que é. Se alguma dessas garotas tolas fizerem um estardalhaço por ela estar usando uma jóia, elas  se lembrarão do presente e esquecerão. Mas o ponto é que nós seremos capazes de trocá-los e elas nem perceberão.”


 


“E a sua irmã?” Harry perguntou. “Você não vai colocá-la na categoria de 'garotas tolas', vai? Porque eu sinto que ela é um pouco mais observadora.”


 


“Malditos olhos de águia, aquela lá,” Ron suspirou. “Sim, Gin será um problema. Hermione somente terá que ter cuidado redobrado perto dela. Uma boa coisa é que elas não dividem o mesmo dormitório.”


 


“Por que você simplesmente não conta a ela?” Harry perguntou


 


“Você ficou maluco?” Ron exclamou alto. “Ginny pode ser nova, mas ela é... bem, você obviamente nunca foi azarado por ela. Até mesmo os gêmeos tem inteligência o bastante para temer a fúria de Ginny. É claro que eles a provocam, mas eles sempre param antes de tirá-la realmente do sério. Não tem como nós contarmos a Ginny sobre isso. Ela vai me trucidar. Então ela irá marchar até o corujal e enviar uma carta pela Pichí direto para minha mãe, então ela virá até Hogwarts e acabará comigo. OH DEUS!” ele gemeu, “Isso seria um banho de sangue. Quero dizer, você nunca viu realmente a minha mãe quando ela está verdadeiramente furiosa. Se você achou que aquele berrador que eu recebi dela depois que roubamos o carro do papai foi ruim... isso não se compara em nada com o que iria acontecer.”


 


“Talvez se você pedir para que Hermione explicasse.”


 


“NÃO! Ela não vai ouvir explicações, Harry,” ele devolveu. “A única razão de Hermione ter ouvido minha ideia foi porque ela é nascida Trouxa e não sabia para o que o Lànain era usado. Ele não tinha nenhuma noção preconcebida para começar então ela estava disposta a escutar e na verdade pensar sobre isso sensatamente. Ginny não vai fazer isso. Ela vai pensar que eu me transformei num tipo de tarado sonserino e ficar uma fera. Não, nós não podemos contar a ela.”


 


“Ela não vai ouvir nada disso de mim,” Harry assegurou ao seu agitado amigo, “mas eu não vejo como vocês vão ser capazes de manter isso escondido dela uma vez que... bem, você sabe.”


 


“Nós mantemos muita coisa escondido de Ginny.”


 


“Você quer dizer, costumavam esconder,” Harry corrigiu. “O ano passado meio que mudou isso, não foi? Quero dizer, ela sabe sobre a maioria das coisas que nós temos feito e... bem, quase tudo,” continuou, pensando sobre a profecia, que ele tinha revelado a Ginny durante o verão e que ainda não tinha contado aos seus melhores amigos.


 


“É, bem, ela não vai saber sobre isso,” Ron murmurou, se ajeitando e cobrindo justo no momento em que a porta se abriu e Seamus e Neville entraram no quarto. “Bem, eu estou exausto,” disse, afundando nos travesseiros e fechando os olhos. “Nós podemos terminar essa conversa amanhã,” ele sussurrou para Harry, sabendo que ele entenderia o porquê ele não queria mais conversar naquela noite.


 


“Certo,” Harry respondeu, olhando para Seamus que estava deixando uma trilha de roupas no chão enquanto cruzava o quarto em direção à sua própria cama. “Boa noite, cara.”


 


“Noite,” Ron murmurou, enquanto virava para o outro lado.


 


 


 


 


 

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.