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6. Tensão Para Matar!


Fic: Apaixonada Pela Serpente 2 - A Vingança


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Querido Diário...


Sabe quando você acorda e sente que algo não está normal? Digo, você abre os olhos e percebe que aquele colchão é demasiado mole, o que significa que não é o seu, o que significa que em qualquer outro dia você gostaria e aproveitaria que um colchão tão macio fosse parar atrás de suas costas, mas justamente naquele dia ele fará suas costas doerem.
Então você sente aquela brisa da manhã, sabe? Meio fria com aquele sol fraco batendo no seu rosto. O que te faria dar um ligeiro sorriso e dizer “Que lindo dia!”, mas naquele dia o máximo que você consegue dizer é “Puta que pariu ainda é sexta!”.


Então você levanta furiosa para olhar pela janela do quarto que não é o seu e apreciar o terreno de Hogwarts tão claro e gostosamente fresco, odiando intensamente o filho da puta que decidiu que aquele dia bonito em que todos pensassem ser sábado na verdade é sexta, o que significa: aula! Destruindo a felicidade e planos que a pessoa poderia vir a ter nesse dia. Não apenas obrigando a pessoa a destruir todas as suas esperanças de dormir até um pouco mais tarde, mas também tornando o maldito dia o


mais longo da semana. E você nunca desejou tanto que o sinal do fim das aulas tocasse logo. 
Ou seja, aquele dia que você já acorda odiando alguém, e no caso, alguém que você nem conhece. Então no meio daquele momento em que suas sobrancelhas estão franzidas de raiva você se toca que você não faz a mínima idéia de que horas são. Uma vez que esse não é o seu quarto, o que está na cabeceira não é o seu despertador e que não há uma Lilá Brown dormindo numa cama inexistente ao lado da sua, a quem normalmente você perguntaria que horas são numa situação dessas. Pelo menos quando você ainda dividia o quarto com ela... 
Edaí, era só botar a cabeça pra fora do quarto e...


“– Alguém aí embaixo pode me dizer que horas são?


– 06h10min...


– Perfeito... 10 pontos para a Grifinória.”


Mas voltando para aquele quarto que não era o seu, você se vira em tamanha velocidade, que te faz bater com o dedo mindinho do pé no pé da cama, o que te faz ver estrelas e soltar um palavrão bem “ão”.


– Draco! Dracoo! – você chama enquanto desce a escada até a salinha ainda sentindo seu mindinho dilatar de dor. – Draco! – mas ele não se encontrava nem na salinha debaixo.


Procura então um pouco desesperada por um relógio qualquer naquele ambiente e finalmente acha algo parecido com um.


– Uffa, que bom... – mas o relógio marcava 13h50min – MERDA! – você sobe desesperada as escadas novamente e transfigura uniformes novinhos. Enfia-se no banho e depara com uma água congelante. – Como é que se esquenta essa merda? – você vira todas as torneiras, mas nenhuma parecia querer te dar um banho quente.


Depois disso bota sua roupa de qualquer jeito e procura por uma escova qualquer, mas o máximo que consegue achar é um pentinho do qual imagina Draco devia usar para pentear aquele cabelo aguado dele. Você não sabe porque, mas tal informação te dá muito, mas muitoo ódio dele.
Conclusão: o pente se partiu em dois no meio do seu “cabelinho”. Então você sai furiosa porta a fora daquele quarto e se depara com uma cruel realidade. Seus livros se encontram no quarto da monitoria da Grifinória na Torre da Grifinória!


É claro que as chances de você subir 5 lances de escada para pegar os malditos livros eram nulas. Então você aponta sua varinha pro teto e dá um grito histérico sem se importar se o pirralho do Colin Creevey está te olhando de jeito estranho e grita (sim, grita... Porque as suas cordas vocais não se encontram num estado emocional adequado para conseguir a proeza de apenas falar).


– Accio Livros de Herbologia, Runas Antigas e Defesa contra as Artes das Trevas! E rápido se não for pedir muito! – então você pousa seus olhos no irritante Colin Creevey que parece ver algo de muito interessante em você. (Por que existem loiros na face da Terra?) – E você?! O que foi?


– É-é que... Que a... – ele gagueja, mas ops... Seus livros batem com toda a força na nuca do garoto, meio que o atropelando antes de pousarem em suas mãos.


– Bem... Desculpe por isso. – você diz meio apressada. – 10 pontos para a Grifinória, por... Por... Por ter uma cabeça tão resistente.


Daí você vai a passos rápidos, deixando um Colin Creevey desacordado para trás, em direção a estufa número seis. Mas você mal consegue pôr os pés para fora do castelo e escuta alguém gritar o seu nome.


– Hermione! – você dá de cara com um dos seus melhores amigos. Ron. O que em qualquer outro dia ou situação você cumprimentaria ou até mesmo diria: Ah, Graças a Merlin, Ron! Só consegui acordar agora, você não devia estar na aula de Herbologia? Também está atrasado? Vamos então? Tem as anotações das primeiras aulas? Pode me emprestar?


Em qualquer outro dia você realmente diria isso, mas naquele exato dia, o máximo que você consegue gritar é (sim, porque como eu disse “falar” é algo demasiado avançado para você naquele dia):


– Ron! Seu incompetente! Por que diabos não está na aula? Sabe que horas são? É lógico que não sabe, não? Irresponsável e ruivo que nem você, seria demais se soubesse, não é? Afinal tudo que você sabe é Me irritar e me atrasar mais ainda, se é que é possível, para a maldita aula de Her-bo-lo-gia!!



É lógico que um dos seus melhores amigos se assusta com sua reação e fica com aquela cara de peixe morto e com as mãos na frente do rosto em modo de defesa enquanto você termina de “bufar” na cara dele.


– Des-desculpa, Mione. Eu só queria te avisar que a aula já acabou e te perguntar também por quê você não foi... E queria saber também se você poderia, por favor, me ajudar no dever de casa de Defesa Contra As Artes das Trevas que tem que entregar na próxima aula, sabe... Já que eu não te vi ontem à noite.



Por que que ele fez isso? Pedir ajuda, ah não!

– O QUE EXATAMENTE VOCÊ QUER DE MIM RON?

Aí você começa a analisar a situação... Veja bem, ele estava te fazendo um favor, ele não estava te atrasando. Estava querendo fazer você não perder tempo indo até a estufa número seis e dar de cara com o nada e ter outro ataque pela manhã. De fato ele não estava sendo incompetente, ele até teve muita paciência com você, o que não é do feitio dele, para aturar você chamá-lo de incompetente, irresponsável, irritante e questionar maldosamente o seu tom capilar.


É lógico que no lugar dele você faria um sinal feio com o “pai de todos” e continuaria seu caminho deixando o coitado bater de fato com uma estufa vazia, fazendo-o perder tempo.
Mas não, seu amigo além de ser paciente com você ainda se preocupa com você e usa as palavras por favor quando você mentalmente questionava a capacidade dele para o dom da fala e compreensão.


Bem, reconhecendo que realmente você passou dos limites, essa era a hora em que você gentilmente diria: “Ah, Ron, desculpa... Eu estou estressada... Estou não, sou estressada. Desculpa descontar em você. É lógico que te ajudo... Que parte exatamente você não entendeu? Sim porque eu confesso que também li a parte que fala dos Kappas Nigerianos e não entendi muito bem... Mas vamos lá...”.


Bem... Isso é o que você diria normalmente, mas com a sua tamanha retardadice incontestavelmente estúpida e sua vaga inteligência sentimental e compreensiva a não ser é claro para com o próprio umbigo, você não o consegue dizer. E sabe por quê? Porque além de ser idiota você acaba de chegar a incrível conclusão de que se você visse o Papa de cadeira de rodas com aquele rosto enrugado cheio de lágrimas virado para você dizendo “estás todo bien, mi hija?” você o empurraria de cadeira de rodas e tudo da torre mais alta de Hogwarts só pelo tamanho prazer que te proporcionaria de ver um velho de cadeira de rodas se esborrachando no chão. Ou seja, de que você está de TPM e que ninguém no mundo tem culpa Disso a não ser seu próprio ciclo menstrual, ou seus hormônios. Mas é lógico que você tinha que culpar alguém. Afinal, aquilo é chato, irritante e dói! Alguém tinha de pagar!


– Ron! Mas quando eu te chamo de incompetente ninguém acredita! Ajuda? Logo pela manhã você me pede ajuda? Será que não passou pela sua cabeça que eu ainda nem tomei café? Nem almocei? Mas é claro que não passou pela sua cabeça VERMELHA nada disso! Porque além de RUIVO você é LERDO! Será que você não sabe fazer MERDA nenhuma sozinho? Diga-me, Ron.... O que de tão difícil você viu no dever de casa?



Eu perguntei aos nervos abrindo nervosamente o livro de Defesa Contra As Artes das Trevas na página 57 jogando os outros dois no chão. E comecei a ler.

– OH SIM! O Kappa é um demônio aquático do Japão que habita lagos e rios rasos. Com fama de parecer um macaco com escamas de peixe em lugar de pêlos, de sangue humano, mas é possível convencê-lo a não fazer mal a alguém, atirando-lhe um pepino com o nome da pessoa gravado a faca.– e fechei o livro com tamanha brutalidade assustando-o novamente. – Ou seja! É a irmã gêmea da Parkinson, parece um chimpanzé sanguinário que fica quieto se o presenteiam com um “grande” pepino, só que vive na água e é nigeriano porque ao invés do Japão esses são da Nigéria! PqP Ron como você é burro! 

Bem, foi assim que descobri que estava na TPM, e é incrível como sempre que estou prestes a dar um ataque o Ron aparece. Não é que eu não goste dele, mas ele é que deve gostar de ser judiado... Ô garoto pra ter radar de crises existenciais!


– Mione.... – então eu ouvi uma voz atrás de mim, da qual normalmente me faria virar e cair nos seus braços dizendo: “Harry... Estou tão estressada...”. Mas o que eu fiz foi:


– Mas que merda, Harry! Por que você não aprende a falar o meu nome heim, seu 4 olhos? É Her-mi-o-ne! Não é Mi, nem Mione, muito menos Hermi. É Her-mi-o-ne! Hermione! 

– Nossa, o que você tem? – ele disse rindo. Sorriso que me faria suspirar, é faria...


– O que é? Não posso acordar de mau humor, não? Nem isso o novo símbolo sexual pop de Hogwarts pode fazer? 

– “Mau” não é bem a expressão, sabe? – disse Ron para Harry. – Tinha que ver, Harry. Nunca vi alguém concluir verbalmente um texto sobre Kappas tão rápido quanto ela.


– Mi, calma! – disse Harry segurando carinhosamente meus punhos fechados. – Sério, o que você tem?


– Já disse... Estou de mau humor! – eu disse serrando os dentes.


– Não estou me referindo a isso. Estou me referindo a isto! – ele disse apontando para minha blusa. Que ótimo, ela estava ao contrário. O que explica muitos daqueles olhares curiosos daqueles lufa-lufas à alguns metros da gente. Bem sabe o que eu fiz?


– MERDA! – eu disse abrindo a minha blusa de uma vez só de forma bruta ficando apenas com meu sutiã cor de rosa.


– MIONE! – disse Harry desesperado ficando na minha frente, tapando o espetáculo que os lufa-lufas agora assistiam sem disfarçar. Mas mesmo me tapando, me protegendo posso dizer que ele não desviou os olhos um minuto sequer do “espetáculo”.


Ron ficou em estado de choque, a boca entreaberta e seus livros já no chão. Eu desvirara minha blusa e a vestia normalmente e indiferente. Enquanto abotoava de volta os botões da minha blusa deixando como sempre o primeiro aberto reparei na cara do Ron.

– É, Ron. Eu tenho seios. Ficou provado agora que eu sou uma garota? HARRY, EU JÁ ESTOU VESTIDA! – eu gritei para o moreno que continuava me tapando dos outros sem desviar as esmeraldas agora da minha blusa.


– Ah... Ok. – disse ele se endireitando. – Ficou maluca? Como é que você tira a roupa assim no meio do corredor?


– Bem funciona assim: o meu cérebro manda a mensagem pras minhas mãos dizendo para elas abrirem e tirarem a minha blusa e assim elas fizeram. – eu respondi irônica.


– O cérebro deles... – disse apontando para os lufa-lufas que se encolheram. – É que está mandando eles fazerem uma coisa, mas não podem fazer porque essa fic ainda não é NC17.


– É o cérebro deles ou o seu que está mandando isso? – eu perguntei com um sorriso maroto. Ele ficou vermelho.


– Muito engraçado, Hermione, eu estou falando da sua reputação!


– Que reputação? A de drogada, bêbada ou louca? Sério, Harry. Eu não preciso dar motivos para eles escreverem sobre mim... Eles já o fazem!


– Estou falando da reputação de monitora da Grifinória! E se isso parar nos ouvidos da McGonnagal? – tudo bem, nessa hora eu me calei. Virei a cara para ele e encontrei a de Ron que ainda olhava pra minha blusa com o olhar meio transtornado.
Harry respirou fundo e começou a recolher o meu material no chão, enquanto o dele continuava dentro da mochila em seu ombro direito.


– Desculpe se às vezes sou grosso. Mas é que não me agüento de ódio quando vejo esses idiotas olhando pra você desse jeito. E olha que você nem precisa estar despida. – bem, se existe alguém que consegue me quebrar inteira quando estou de TPM esse alguém é o Harry. Não agüentei e o abracei fortemente como há tempos não fazia, deixando escapar um “Desculpa”. Ele riu baixo me abraçando de volta. E antes de largá-lo dei um beijinho em sua bochecha. E sério, nunca achei que um simples beijinho tivesse tanto efeito sobre alguém.


Bem, era a hora do almoço. Mas eu estava estressada demais para comer. Então resolvi que era hora de procurar pelo culpado de tudo aquilo. Não da minha TPM, mas sim de eu ter me atrasado e... Ah, fod*-se! Ele é culpado de tudo e pronto. 
Ele estava todo suado e descia até o chão em sua vassoura. No mínimo tinha aproveitado o intervalo para treinar um pouco. E devo dizer que ele conseguiu superar qualquer ranking de beleza. Nossa, como ele ficava gato assim? Eu me forcei a lembrar o que tinha ido fazer lá. O treino foi cancelado, pois todos tinham algo de muito mais interessante para ver. Uma briga de namorados.


– Hermione, eu já estava indo te ver. – disse aquele loiro em voz alta vindo em minha direção, para que todos seus amiguinhos vissem a namoradinha dele. E lógico, empurrando teatralmente Pansy do seu pescoço. Que estava bem preparada para quando ele descesse da vassoura.


Sabe, eu não sei se ela é mesmo tarada por ele, se eles combinam isso ou se passam cola nas mãos dela e as colam no pescoço do meu namorado de propósito. É claro que eu no lugar do Draco, vomitaria na cara dela. Só sei que isso já estava começando a me irritar. E esse não era um dia muito bom para esse tipo de estresse.


– Você!!Justamente quem eu estava procurando!! Seu idiota! Babaca! Filho de uma... – eu dizia empurrando-o com brutalidade a cada palavra, o “grupinho sonserino” caía na gargalhada.


– Mas... Mas.. O que foi que eu fiz?


– Por que não me acordou?! Hein?! Eu perdi todas as aulas até agora por sua causa!! Porque diabos me deixou dormindo lá?! 

– É que você estava tão linda dormindo que eu fiquei com pena de te acordar. Não achei que seria problema. Quer parar de me bater?


– Não achou?! Pois muito obrigada, Malfoy! Eu perdi conteúdo importantíssimo! E os Lufa-Lufas tiveram conteúdo para uma vida inteira!– ele sorriu carinhosamente. SERÁ QUE NINGUÉM SABE QUE A REGRA NÚMERO É: NUNCA SORRIA PARA UMA PESSOA ESTRESSADA! – E PÁRA DE SORRIR! – então antes de qualquer coisa ele se abaixou e me agarrou pelos joelhos me jogando por cima de seu ombro. – Hei, Draco! Me solta! Draco! – eu batia furiosamente em suas costas enquanto ele me levava com toda facilidade do mundo para fora do campo. Se ele queria privacidade não conseguiu, todos nos seguiram. – Draco! Eu estou com cólica, porra! Me solta! – logo fora do campo ele me colocou de volta no chão, me olhando como se eu fosse uma criancinha de 5 anos mal criada. Eu olhei mais furiosa ainda e toda descabelada para completar.


–Hermione, calma. – ele pegou nos meus ombros. Que isso? Harry Potter versão loira? – Você pode pegar as minhas anotações se quiser e... – ele parou para pensar. – O que você quis dizer com “os lufa-lufa tiveram conteúdo por uma vida inteira”?


– Ha... Leia nos jornais de amanhã!


– Peraí... Deixa eu ver se eu entendi... – disse aquela voz asquerosa e melosa da Pansy. Nós olhamos para ela como que “Fala, intrometida”, se bem que, se formos analisar a situação em que os dois estavam quando eu cheguei acho que significa que a intrometida era eu. – Vocês dormiram... Juntos? – disse ela numa mistura de horror com sarcasmo.


– Brilhante, Pansy. Novamente colocando essa mente aguçada para trabalhar e como sempre chegando a conclusão errada. – disse Draco e eu já ouvi isso antes. Os sonserinos riram mais ainda. Pansy apenas fez bico. – Não, nós não dormimos juntos... Não seja idiota.


– Como assim? – eu me ouvi falando. O por quê? Não faço a mínima idéia. E é nessas horas que eu gostaria de dizer, porque é simplesmente impossível não comentar, salientar, ressaltar e re-salientar a magnitude magistral do meu estado. Porque um dia vai ficar cientificamente provado que nós mulheres piramos quando chega os dias próximos a menstruação. Sim, nossos hormônios invadem nosso cérebro pulsando os nervos ferozmente obrigando-os a assumirem uma nova personalidade. Entende? Ele me olhou sem entender.


– Como assim o quê?


– Como assim, ué? O que você quis dizer com isso? O que há de tão absurdo em dormir comigo afinal? Quero dizer você é meu namorado, mas parece desesperado em dizer que não dormiu comigo como se fosse algo realmente... Realmente... Absurdo! – eu disse, todos estavam mudos observando a cena e Draco me olhava ainda como que se esperasse eu dizer “VOCÊ CAIU!”. Como isso não ocorreu ele resolveu falar.


– Hermione... Você está bem?


– Mas que diabos, Draco! Eu estou ótima! Você que parece desesperado demais em manter alguma “reputação”, ou seja, lá o que perante eles.


– Reputação? Do que diabos você está falando,Hermione? Eu só disse que não dormimos juntos porque é verdade e não quero que eles fiquem pensando...


– Pensando o quê?


– Que... Que... Dormimos, oras!


– E por que não? Qual é o problema afinal? – eu disse o encurralando.


– Nen-nenhum! O que foi? Você quer dormir comigo?


– O QUÊ? VOCÊ BEBEU, É?


– Você que disse que não tinha problema nenhum.


– Não! Eu disse que se tivéssemos dormido... SE Tivéssemos! Não haveria problema uma vez que somos namorados! Não disse que quero dormir com você!


– Bem... – ele disse num sorriso perigoso. – Eu também não vejo problema nenhum em dormir com você. Podemos resolver isso agora mesmo se quiser.


– Não abusa da minha paciência Malfoy! Eu só quero dizer que nós não devemos explicações a ela!


– Afinal vocês dormiram juntos ou não? – perguntou ela.


– É claro que não sua idiota! – eu respondi estressada.


– Como assim? E o “não devemos explicações a ela”? – perguntou o loiro.


– Faça o que eu digo! Não faça o que eu faço!


– Eu tenho a namorada mais louca do mundo... – suspirou ele.


– Isso que dá, Draquinho, ficar saindo com essas grifinórias... Sempre dão esses ataques de loucura. Eu não sei o que deu em você, mas o Prof. Snape tem razão. Você costumava escolher melhor as suas namoradas. – disse Pansy. Agora eu conseguia ver perfeitamente o quadro em que eu estou vomitando na cara dela.


– Do que foi que ela te chamou? – eu me ouvi dizer.


– Ai, Draco... Se seu pai soubesse o tipo de gente com que você tem andado agora. Esse tipo... Trouxa.


– Draquinho?


– Mas, é claro. Nós entendemos que você queira mais uma... Aventura. – finalizou ela com seu sorriso vitorioso.


Todos presentes continuavam em silêncio e prestavam muita atenção. Eu sorri ironicamente por dentro, não acreditando no que acabara de ouvir e olhei pra Draco que me olhara igualmente surpreso. Então eu a olhei novamente, que sustentava o sorriso vitorioso, e respirei fundo. Agora todos prestavam ainda mais atenção esperando a minha resposta. Mas ela não veio. Pra falar a verdade o que veio foi um belo soco dado pela dianteira do meu punho direito que concentrava toda a força que eu continha. E ela imediatamente caiu para trás. 
Todos exclamavam de surpresa e histeria, eu me senti muito mais leve e consegui até sorrir. Depois disso, fui assistir minha aula. Sem antes, claro, dar aquele leve sorrisinho para o meu namorado que o retribuiu, quando passei por ele.


Bem, querido diário, daí você poderia julgar que meu dia foi um incrível espetáculo. Até eu, depois desse lindo soco comecei a achar que enfim o dia não seria, assim, tão ruim. Mas foi.
Afinal, só porque eu dei um mero sorrisinho para Draco Malfoy e discuti com ele as possibilidades (nulas) de dormirmos juntos, o meu cérebro totalmente possuído pela minha nova personalidade que aparece quando nós, mulheres estamos na TPM, achou que poderia fazer certos absurdos com o sujeito... Ou dar espaço para que tal fizesse tais absurdos comigo. Digo... Nós ficamos numa situação realmente constrangedora em pleno terreno de Hogwarts!


Foi assim: as aulas até que não foram grande problema, teria sido pior se fosse com o Snape. Mas graças a Merlin, não foi! E Draco aproveitou mais o tempo para fazer comentários ao meu belíssimo soco na Pansy. O que me fez rir também. Se eu tiver que bater numa sonserina por dia para evitar que Draco fique me agarrando no meio das aulas, então elas que andem afastadas de mim.
Mas o ruim, foi que depois das aulas ele teve a incrível idéia de jantarmos a sós!


– Não quero!


– Você como prisioneira não tem que querer. – ele disse rindo maroto. – E além disso, acho que você não comeu nada o dia todo.


– Não estou com fome! – mas meu estômago traidor respondeu por mim reclamando alto.


– Então você precisa entrar num acordo com seu estômago. – disse ele rindo. E me puxou pelo braço até os fundos do castelo. Sabe, perto das Estufas. Seria romântico se não fosse com ele!


Nos sentamos perto do chafariz onde uma Sereia penteava os cabelos. Eu sempre gostei dessa parte do castelo, mas era mais para os namorados em si. Eu ficava mais do outro lado do castelo na beirada do lago. Mas acho que de alguma forma, Draco conseguira ler meus pensamentos da outra vez que comemos lá, e ficou com medo de que dessa vez eu cedesse a tentação de afogá-lo lá.

Ele havia planejado tudo. Estava tudo muito bem arrumado, em cima de uma toalha azul, havia muitas coisas gostosas. Foi quando eu imaginei Draco ameaçando os elfos na cozinha do castelo, mandando eles fazerem aquelas coisas. Eu sou uma defensora dos elfos, e Draco com certeza é tradicionalmente o carrasco deles. O que afinal eu estou fazendo com ele? Eu me servi de um pouco de comida.


– Não precisa ter modos, Hermione, eu sei que está com fome. – ele disse rindo carinhosamente. Eu sem questionar avancei em tudo que era comestível ali. Logo percebi que ele me observava enquanto comia.


– Eu não vou demorar, Draco, tenho muito dever para copiar.


– É eu sei. Eu também não posso demorar, tenho treino de Quadribol. – treino? Como assim? Ele não ia me obrigar a passar a noite toda com ele? Eu engoli o gole de suco rapidamente.


– Mais treino? Até que horas? Não vai para a monitoração? – ele pareceu estranhar minha ansiedade e sorriu perigosamente. E disse indiferente:


– Hermione, eu vou te beijar.


– O quê? – eu perguntei atônita.


– Você quer me beijar... Seu subconsciente pelo menos quer. E eu não vou negar que também tenho pensado muito nisso. – ele disse como se estivesse falando do tempo.


– Meu subconsciente não quer porcaria nenhuma. E fique onde está! – eu disse me levantando e andando para longe dele até uma árvore finalizar o caminho. Mas era inútil, ele já estava muito próximo de mim.


– Sabe o que é, Hermione? Já está mais do que na hora de você ver que está apaixonada por mim, sua teimosia já está me irritando. Então eu vou te beijar, porque deu vontade, e também porque se você continuar a entrar em estado beta quando te beijo, acho que não vai demorar tanto pra você enxergar isso. Mas é claro, devo admitir que o maior motivo pelo qual eu vá te beijar não é nada além de meu puro egoísmo. Então só achei que devia saber.


– Ah, muito obrigada por me avisar! – e disse irônica. – E a única coisa que eu estou enxergando é o meu ódio por você a cada dia... Sai de perto de mim! Que merda, põe nessa sua “cabecinha” que eu NÃO VOU ME APAIXONAR POR VOCÊ!


– Quando é que você vai entender... Que não tem como fugir do inevitável, Hermione? Você reclama, mas eu sinto como você fica quando estou perto. – ele disse rouco e eu comecei a ficar nervosa, tentando atravessar a árvore como um fantasma. – Eu sinto como seu corpo fica quando eu te beijo. – a voz rouca não. A voz rouca não. – Eu sinto como seu coração explode nessas horas. – uffa! Graças a Merlin ele só conseguiu ouvir o coração!


– Essas coisas não acontecem. – eu disse não muito segura.


– Ah, acontecem... – ele disse meio segundo antes de me beijar DE NOVO! E o pior é que dessa vez eu acabei me desequilibrando e caímos na grama, ele em cima de mim, sem parar de me beijar! E aquilo estava me deixando tensa. Parecia que eu estava assistindo aquilo, meu corpo estava inerte a qualquer reação do meu cérebro!


Que merda! E quando eu pensei que tinha acabado, ele me desce até o meu pescoço e eu não conseguia lembrar nem o meu nome... Ele sugava o meu pescoço e apertava a minha cintura, como é que eu estava permitindo aquilo? Era só a primeira semana! E que fossem 100 anos, eu nunca permitiria aquilo no meu estado normal! Ele mordiscou o meu pescoço e eu percebi que havia sem querer soltado uma exclamação a isso! Droga! Além de tudo aquilo que eu estava sentindo eu não conseguia nem esconder isso para mim? Senti ele sorrir na curva do meu pescoço e começar a beijar perto da minha orelha. Foi então que eu o empurrei estrategicamente para o lado num movimento rápido, mas ele me levou com ele e eu acabei ficando em cima dele. E tenho até medo de descrever aqui tudo o que eu senti.


Eu tentei sair de cima dele, mas agora estava mais fácil para ele, me prendia com muita facilidade ao seu corpo, me beijando agora furiosamente. E eu não sabia nem mais o que estava acontecendo. Foi então que notei que meu corpo tomara vida própria, não foi mais necessário ele me prender, eu o beijava agora com tanto ardor e vontade que senti que ele começava a ficar meio doido. Nossas mãos estavam meio que descontroladas e perdidas... Ele ficara por cima de mim de novo, mas logo eu ficara por cima dele de novo. Rodando na grama, como dois namorados felizes... Mas não era felicidade, era... Não sei!

Não sabia mais nada naquele momento. Mas eu não conseguia parar de beijar! Até que ele ficara por cima de mim de novo e eu senti uma de suas mãos subir por uma de minhas coxas. E foi um choque elétrico instantâneo! O empurrei com todas as minhas forças e fiquei de costas pra ele no pé da árvore, me xingando de todos os nomes possíveis. O que acontecera comigo? Merlin, o que foi isso?


Enquanto eu estava ausente tentando entender o que havia acontecido eu o ouvia ao longe dizer de modo culpado algo como: “Desculpa... Desculpa, eu... Desculpa... Eu... Não pensei...”. Não me dei ao trabalho de registrar do que é que ele estava falando porque eu estava muito nervosa. Eu simplesmente ficava doida perto dele e isso tinha que parar. Então eu senti ele encostar o queixo no meu ombro enquanto uma de suas mãos carinhosamente pousava em minha barriga.


– Admita, Hermione. Admita e não precisará ser minha prisioneira. Só quero que admita e tudo vai ser mais fácil. – foi um silêncio terrível... Eu não sabia o que dizer, lógico que eu sabia o que pensava disso tudo... Mas eu não conseguia dizer nada, nem xingá-lo. Olhei pra ele, e ele se assustou ao ver que eu chorava.


– Eu nunca me permitira amar alguém tão canalha e cruel como você! Você teve meu carinho uma vez, minha confiança... E jogou fora! Não pense que agora vai recuperar! Eu não acredito mais em você!


– Hermione, pára de ser orgulhosa!


– Pára você de ser convencido! – eu disse revoltada me retirando de perto dele e indo para o castelo. – Eu vou pra minha casa, querido! – disse com raiva.


– Você não comeu nada!


– Perdi a fome! E mais uma coisa... – me virei pra ele com o ódio no lugar das pupilas. – Nunca mais me toque desse jeito. Nunca mais chegue perto de mim assim! Sou obrigada a ser sua namorada na frente dos outros, mas enquanto estamos a sós, seremos inimigos eternos!


– Soou muito profundo. – ele debochou encostando-se à árvore, cruzando os braços com o sorrisinho. – A verdade é que você está com medo de não resistir de novo. Você fala, Hermione, mas você correspondeu... De novo. – eu ri com raiva.


– Sabe, a única coisa que me mantém forte é saber que isso vai acabar e aí será a minha vez!


– Você sempre diz isso, quantas vezes você já pensou em se vingar de mim, Hermione? E sempre sou eu que inverto a história.

Que merda! Pior que ele estava certo! Ele se aproximou pegando a minha mão com o olhar gentil, mas eu fui mais rápida e dei-lhe um tapa com toda a minha força. Ele ficou por alguns segundos ainda registrando o que acontecera, e eu nunca me senti tão aliviada em toda a minha vida, preciso fazer isso mais vezes.


– Já disse para nunca mais se aproximar de mim enquanto somos nós mesmos.


– Eu sempre sou eu mesmo com você.


– Você sempre é um put* de um falso e eu odeio falsidade.


– O que eu preciso fazer pra você acreditar em mim? – ele perguntou já chateado.


– Morra.


– Só isso? Mais alguma coisa? – ele riu nervoso.


– Não, só isso me basta...


– Tudo bem, pode esperar uns 60 anos?


– Promete ficar longe de mim até lá? – nessa hora ele riu maroto e eu já sabia a resposta


– Não, me desculpe. – eu simplesmente me virei e fui embora.

Eu tinha muitos planos para organizar e o melhor lugar por onde começar era a Biblioteca. 
Se Sirius Black conseguiu escapar de Azkaban, eu consigo escapar de uma prisão by Malfoy, ou eu não seria Hermione Granger a melhor amiga de Harry Potter e a única garota ao meu ver que não acha que eu tenho sorte...

Atualmente tenho duvidado muito dessa palavra, vou criar uma religião, os Antisortiítas... Os que acham que sorte é só uma palavra mentirosa existente para nos iludir de que algo vai dar certo e que não dependemos de uma puta situação (Por favor, grifem o “puta”.).


Mas no caminho da Biblioteca toda minha determinação se evaporou. Eu comecei a retardar meu passo e logo eu não conseguia mais enxergar um palmo a minha frente pela quantidade de lágrimas que saíam dos meus olhos.
Comecei a soluçar alto não conseguindo me conter, além de estar em discussão com meus sentimentos ainda me aparece uma merd* de uma TPM para azucrinar todos os meus sentidos?


– Hermione, o que foi? – então eu ouvi aquela voz que há tanto tempo eu não ouvia. Era Gina, me olhando com um semblante preocupado e os cabelos vermelhos esvoaçando com a brisa fria. Seu rosto estava pálido e eu sabia que ela também não andava nos seus melhores dias. Mas eu não estava a fim de perguntar o porquê, pois tudo o que senti por ela foi raiva.


– Me diga, Gina. – eu disse chorando mais furiosamente ainda. – Por que você foi fazer eu parar de gostar do Harry? Por que você foi fazer meu coração ficar livre para gostar de outra pessoa? Por que você contribuiu para que ele se machucasse de tal forma que agora eu não consiga nem mais me conter? Por que você foi tirar o Harry do meu coração deixando o caminho livre pra qualquer outro filho da put* que aparecesse? – eu não esperei resposta. Saí correndo aos prantos para fora do castelo, deixando uma ruiva com seus pensamentos pra trás.


Agora sentada na beirada do lago, eu olhava meu reflexo no lago, junto do reflexo da lua. Estava frio, mas eu não queria entrar de jeito nenhum! Lá fora era muito mais acolhedor. Talvez porque lá eu estava sozinha.


“...Você sempre diz isso... Quantas vezes você já pensou em se vingar de mim, Hermione? E sempre sou eu que inverto a história... Quando é que você vai entender que não tem como fugir do inevitável, Hermione? Você reclama, mas eu sinto como você fica quando estou perto... Eu sinto como seu corpo fica quando eu te beijo... Eu sinto como seu coração explode nessas horas...”.


Eu tentei esmagar a minha cabeça com as duas mãos tentando livrá-la daqueles pensamentos. Mas isso só me fazia chorar mais ainda.


– Eu odeio ele... Odeio ele... E eu vou me vingar um dia, eu juro que vou.


Bem, tudo o que eu precisava no momento era da terapia do meu diário, ou de um Príncipe Encantado. Ambas opções não estavam em minhas mãos no momento então o jeito era optar pela minha segunda melhor terapia: a música. Eu não tinha o som do piano perto de mim, então tive que me contentar com a minha voz, que eu não acho ser grande coisa. Mas cantando, não sei por que, sempre conseguia pôr para fora o que sentia, como que escrevendo num diário. Era como conversar comigo mesma. Conversar sozinha sem ser chamada de maluca. É, uma boa classificação. 
Passei a mão de leve na água, ainda olhando pro meu reflexo e comecei a cantar algo mais ou menos assim:


"Ouvir a música"



Look at me
(Olhe para mim)
You may think you see
(Você pode achar que vê)
who I really am
(quem eu realmente sou)
But you'll never know me
(Mas você nunca me conheceu)
Every day, it's as if I play a part
(Todos os dias parecem diferentes brincadeiras)

Now I see
(Agora eu percebo)
If I wear a mask
(Se eu usar uma máscara)
I can fool the world
(Eu posso enganar o mundo)
But I can not fool
(Mas eu não posso enganar)
my heart
(meu coração)

Who is that girl I see
(Quem é a garota que eu vejo)
Staring straight back at me?
(Olhando diretamente para mim?)
When will my reflection show
(Quando o meu reflexo mostrará)
Who I am inside?
(Quem eu sou por dentro?)

I am now
(Eu estou agora)
In a world where I have to
(em um mundo onde tenho)
hide my heart
(de esconder meu coração)
And what I believe in
(E tudo em que acredito)
But somehow
(Mas de alguma maneira)
I will show the world
(eu mostrarei ao mundo)
What's inside my heart
(O que está dentro do meu coração)
And be loved for who I am
(E ser amada pelo que sou)

Who is that girl I see
(Quem é a garota que eu vejo)
Staring straight back at me?
(Olhando diretamente para mim?)
Why is my reflection
(Por que meu reflexo)
someone I don't know?
(mostra alguém que eu não conheço?)
Must I pretend that I'm
(Devo fingir que sou )
Someone else for all time?
(outra pessoa o tempo todo?)
When will my reflection show
(Quando meu reflexo mostrará)
Who I am inside?
(Quem eu sou por dentro?)

There's a heart that must
(Há um coração aqui que deveria)
be free to fly
(ser livre para voar)
That burns with a need
(Que queimou junto com a necessidade)
to know the reason why
(de saber a razão e o porquê)
Why must we all conceal
(Por que todos nós concordamos em esconder)
What we think
(O que nós pensamos)
How we feel
(Como nós nos sentimos?)
Must there be a secret me
(Esse deve ser um segredo meu)
I'm forced to hide?
(Que eu sou forçada a esconder?)

I won't pretend that I'm
(Eu não vou fingir que sou)
Someone else
(outra pessoa )
For all time
(o tempo todo)
When will my reflection show
(Quando o meu reflexo mostrará)
Who I am inside?
(Quem eu sou por dentro?)
When will my reflection show
(Quando o meu reflexo mostrará)
Who I am inside?
(Quem eu sou por dentro?)



Eu havia caminhado por toda extensão do lago enquanto cantava, então no final quando já havia me ajoelhado novamente e mirado meu reflexo novamente que eu vi o reflexo de mais uma pessoa que se encontrava atrás de mim.
Eu levantei assustada e mirei Draco Malfoy, que me olhava sério de modo que eu nunca havia visto antes, era como se estivesse magoado ou se sentindo culpado, mas ao mesmo tempo tentava manter sua pose e alto confiança. Era uma combinação estranha.


– Você ainda chora. – ele concluiu brilhantemente quando eu o olhei, e pareceu meio abalado com isso. Acredito.


– O que está fazendo aqui? – eu perguntei enxugando rapidamente as lágrimas, mas com a voz ainda muito sentida. – Você não tinha treino?
– Eu tinha, mas te vi correndo e me toquei que você estava sem casaco. Toma. – ele me entregou o casaco dele. Casaco? Por que será que isso me soou tão... Falso?


– Pronto já pode ir. – eu disse rabugenta. Ele me olhou de lado.


– Você está de TPM, não está?


– Por que acha isso? – ele riu.


– Só existem duas coisas que podem fazer uma mulher brigar com todos por tudo e depois chorar tanto assim. Álcool na veia e TPM. E não acho que você tenha bebido.


– Você veio aqui para me dizer isso? Que eu estou de TPM? Conclusão incrível. Agora pode voltar para o seu treino.


– Não precisa monitorar hoje, você precisa descansar.


– Tá, então eu vou dormir.


– E amanhã, vê se come alguma coisa, você tem emagrecido bastante.


– Você quer uma namorada gorda, é? – eu disse mal humorada. Ele só me encarou sério.


– Não, quero uma namorada saudável. – eu comecei a seguir meu caminho de volta pro castelo deixando ele pra trás. Então me virei, e vi que ele me observava preocupado.


– Você estava aí há muito tempo? – perguntei, afinal não era nada confortável saber que ele me ouvira cantar. Era como ler meu diário pela segunda vez. Ele veio até mim e pareceu sofrer com o que ia fazer, mas fez, me deu um beijo carinhoso no rosto. Respirando fundo ao pé do meu ouvido. Então me olhou sério acariciando minha face. Imagine isso e eu olhando furiosamente pra ele.


– Boa noite.

Eu deitei na minha cama, já com saudades dela... Lógico que no caminho tive que ouvir Harry e Ron furiosos me perguntando quem fizera isso no meu pescoço. Mas a cara do Harry já mostrava que ele sabia muito bem quem havia sido.
Depois disso ele ainda me perguntou o que eu ia fazer nesse final de semana. Isso porque é feriado aqui em Hogwarts. Muitos alunos vão passá-lo em casa com os pais. Até agora eu ainda não recebi nenhum convite dos meus, o que eu estranhei. 
Ahh, acho que ele acaba de chegar! 
Boa Noite, Querido Diário...
Vou dormir tranqüila, afinal, depois de um dia desses o que mais pode me acontecer?

**


Hermione guardou o diário embaixo do travesseiro e pegou a carta, despachando a coruja da torre, sem antes, acariciar o bico dela.
Sorriu de leve para o envelope ao ver que era o nome de sua mãe que constava ali.

Querida Mi, 
Estamos com saudades e espero que esteja tudo bem aí. 
Esperamos por você na estação amanhã às 10 da manhã.
Você ainda precisa conhecer sua irmã!
Sei que você arrasou na peça e ficamos muito felizes.
Até amanhã, querida, e não se atrase. 
Com amor, sua mãe.


– Hum, agora posso dormir tranqüila, amanhã será um belo dia, nada de ruim pode acontecer. Afinal, um final de semana sem Draco Malfoy. Uma pequena liberdade! – disse a castanha sorrindo para o nada. Foi então que notara uma pequena nota no fim do envelope.

Obs: Soubemos que está namorando, traga-o também! 

Continua...

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