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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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43. Capítulo 43


Fic: O preço do amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 43


“Hermione?” Ginny chamou baixinho, enquanto andava entre os corredores da biblioteca procurando por sua amiga. “Você está aqui?” ela perguntou, mas sem receber resposta. “Hermione?” ela chamou um pouco mais alto. Era muito cedo ainda e as aulas iam começar logo, o que significava que o lugar estava praticamente deserto. Até mesmo Madame Pince não estava prestente.


Provavelmente, lá embaixo tomando o café da manhã, ela pensou, justificando a ausência da bibliotecária ao sair do meio das estantes para checar as mesas mais isoladas no fundo da Biblioteca. “Ai está você,” Ginny falou, quando vislumbrou os cabelos cheios escondidos atrás de uma pequena montanha de livros. “O que você está fazendo?”


“O que parece que eu estou fazendo?” Hermione devolveu, fechando bruscamente o livro que estava folheando com um suspiro exasperado. Não tem nada sobre rituais de união nesse também, ela pensou, colocando-o sobre a pilha a sua esquerda e selecionando um novo livro do monte a sua direita.


“Parece que você está tentando ler toda a Biblioteca antes das aulas começarem,” Ginny rebateu, olhando a enorme pilha de livros espelahada pela mesa. “Há quanto tempo você está aqui?”


“Eu não sei,” Hermione respondeu, enquanto passava os olhos pelo texto a sua frente. “Que horas são agora?”


“Oito e meia,” Ginny falou, olhando para seu relógio e perdendo a expressão alarmada no rosto de sua amiga. “Você perdeu o café, sabia? Ron estava preocupado. Não que ele tenha admitido isso. Ele me pediu para procurar por você aqui. Eu não sei porque ele não fez isso ele mesmo. Vocês dois brigaram ou algo assim?”


“Não,” seu irmão respondeu atrás dela, emergindo das estantes. “É só que tinha um outro lugar que eu tinha que verificar primeiro.”


“Harry desceu para o café?” Hermione perguntou, abandonando sua pilha de livros e ficando de pé.


“Não,” Ron respondeu, enquanto Hermione se aproximava dele. “Ele deve ter descido mais cedo,” ele continuou, “porque não estava no quarto quando eu acordei.”


“Eu estive no salão comunal até as seis. Eu não o vi,” Hermione replicou.


“Até as seis?” Ginny perguntou, “Quer dizer que você levantou antes disso?”


“Você foi para cama, não foi?” Ron perguntou.


“É claro que eu fui,” Hermione respondeu. Não que eu tenha dormido muito. Se ao menos eu pudesse perguntar a Ginny sobre essa besteira de ritual de união, sem levantar suas suspeitas. Maldita tenacidade Weasley. Ela é igualzinha ao seu irmão. Uma vez que ela tenha em sua mente que quer saber uma, ela é implacável. Se eu perguntar a ela sobre o Lànain, eu terei que contar a ela sobre a poção, e então ela irá querer proteger Harry, e Ron ficará possesso. Acho que eu terei que descobrir isso por minha própria conta.


“Provavelmente seria melhor nós irmos, ou é capaz de nos atrasarmos.” Ginny falou, estudando o casal bem de perto, enquanto falava. Tinha mais coisa rolando ali do que ela podia ver e sabia disso. O problema era que seu irmão e sua namorada eram tão perspicazes ao compreender um ao outro, que ele podiam praticamente se comunicar sem usar a fala quando queriam. Tudo que eles estavam fazendo era olhar um pro outro, mas esse olhar carregava uma mensagem que Ginny não conseguia decifrar e isso a deixava bastante aborrecida.


“Certo,” Ron concordou, agarrando a mão de Hermione ao seguirem Ginny pelas escadarias e ficando para trás somente o suficiente para garantir que estavam fora do alcance dos ouvidos de sua irmã.


“Você não vai achar o que está procurando ali,” ele sussurrou, quando se aproximaram da porta, juntos. “O que você quer deverá estar lá,” ele adicionou, balançando sua cabeça na direção à Seção Restrita. “E eu duvido que Madame Pince entregará algo desse tipo, mesmo para você.”


MALDIÇÃO! Hermione xingou para si mesma, quando percebeu que ele estava certo.


“Então eu acho que você vai ter que acreditar na minha palavra sobre isso.”


“Oh, eu acredito em você,” ela sussurrou de volta. “Mas isso não quer dizer que eu não pesquisar de qualquer modo.”


“Está planejando entrar sorrateira na seção restrita, não é?”


“Não,” Hermione respondeu, enquanto uma nova idéia surgiu em sua cabeça. Eu só tenho que fazer uma pequena visita à Sala Precisa.


********************


Quando o trio entrou na sala de Defesa Contra as Artes das Trevas, a primeira coisa que Ginny percebeu foi que Harry já estava sentado na fileira de trás. Isso deixou-a curiosa, não só porque ele realmente apareceu na aula, mas porque ele normalmente sentava na frente. O fato dele ter saído da rotina para se sentar sozinho, e o mais distante possivel de seu lugar habitual, falava mais sobre o estado de sua mente do que seus braços cruzados e sua encarada silenciosa. Obviamente ele não estava pronto para perdoá-los ainda.


Cabeçudo idiota, ela pensou com um suspiro, ao sentar em seu lugar e virar de costas pra ele. Vá em frente e continue desse jeito então.


Seu irmão, evidentemente, concordava com ela, porque ele nem mesmo se deu ao trabalho de olhar para Harry ao deslizar no banco ao lado dela. Seus olhos estavam grudados em Hermione, que permaneceu estranhamente de pé.


Ginny observou Hermione olhar fixamente para Harry por um breve momento antes de focar seus olhos nos de Ron mais uma vez. Foi quando ela percebeu que eles estavam fazendo aquela coisa de comunicação silenciosa novamente, só que dessa vez ela notou o discreto movimento de cabeça de seu irmão na direção de Harry e soube o que ele queria. Hermione obviamente entendeu a mensagem muito bem, porque ela balançou a cabeça uma vez em concordância, deu a Ginny um sorriso rápido e então, passou por eles e foi na direção dos fundos da sala, e se sentou ao lado de Harry.


********************


“Tudo bem, eu acredito que já chega de prática,” Tonks falou alto, tendo a certeza de que todos os estudantes, dispersos pela sala de DCAT conjurando patronos, pudessem ouví-la. “Vocês todos parecem ter pegado o jeito nisso agora,” ela adicionou, gesticulando para que eles se juntassem a ela perto da mala que levitou para o centro da sala. “Vamos ver como vocês se saem contra algo com que tenham que lutar. Quem quer ir primeiro?” perguntou, conseguindo expressões assustadas na maioria dos rostos de seus alunos. “Alguém? Oh, vamos lá, onde está a famosa coragem Grifinória?"


“Eu faço isso,” Harry falou, dando um passo a frente e separando-se do resto do grupo.


“Não é exatamente um grande desafio para você, não é?” Tonks replicou, indo para trás da mala e levantando sua varinha. “Mas eu suponho que seja bom para eles, ver como algo assim acontece. Prestem bastante atenção, vocês todos,” ela instruiu, enquanto brandia sua varinha para a mala, com o trinco ainda fechado,  caida no chão, “porque cada um de vocês terá que fazer depois, o que veremos hoje. Pronto?” ela perguntou a Harry,  que agora estava parado diretamente na frente do malão chacoalhante.


“Sim,” ele respondeu, fixando seus olhos no trinco e segurando sua varinha na sua frente com a mão firme.


“Você lembra que isso não é realmente um deles, não é, Potter?” Tonks adicionou com um sorriso malicioso, enquanto ela se abaixava e abria o trinco. “Eu não tenho tempo de percorrer todo o castelo procurando por outro bicho-papão se você despachar esse aqui,” ela falou, um pouco antes de abrir a tampa da mala.


A temperatura na sala imediatamente caiu uns bons dez graus enquanto uma figura alta, coberta dos pés à cabeça em esfiapadas vestes negras ergueu-se da mala e pairou no ar na frente deles. O único som que podia ser ouvido na sala, outro fora o audível ofegar vindo de Lavender Brown, foram os sons ásperos de sucção que o Dementador fazia.


“Expecto Patronum!” Harry gritou, quando uma mão cadavérica e fétida surgiu de dentro das vestes da criatura e tentou alcançá-lo. No momento que o feitiço deixou os lábios de Harry, um enorme cervo prateado saiu da ponta da varinha dele, mas, mesmo com essa vantagem, o animal simplesmente abaixou sua cabeça, apontou sua galhada para a criatura em aviso e permaneceu parada.


“Simples assim,” Tonks falou encorajando-os. “Então, quem é o próximo? Que tal você, Hermione?”


“Eu?” Hermione gemeu, retrocedendo inconscientemente e pisando no pé de Neville no processo. “Não... eu...  eu não posso.”


“Somente se concentre em seu pensamento feliz,” Tonks instruiu.


“Eu não posso,” Hermione falou novamente, encarando a forma suspensa, com tremores. “Esse é o problema,” adicionou, sabendo que ela não tinha que dar nenhuma explicação a si mesma até porque sua professora já sabia o motivo pelo qual ela estava distraida.


“Se você não consegue pensar em nenhum momento feliz quando está frente a frente com um bicho-papão, você não será capaz de fazer isso com um Dementador de  verdade,” Tonks completou. “Eu sei que não é fácil, mas você tem que colocar seu medo de lado.”


“EU não posso.”


“Sim, você pode,” Ron falou, tirando Neville do caminho e ficando ao lado dela. “Você pode fazer isso.”


“Não, eu não posso,” ela sussurrou. “Eu não quero ver aquilo de novo.”


“Enquanto Harry estiver aqui, o bicho-papão reagirá a ele,” Tonks lembrou-a.


“Eu estou bem aqui,” Ron falou, colocando uma das mãos sobre o ombro dela e apertando-o levemente. “Tudo que você tem que fazer é se virar e eu estarei bem aqui,” ele continuou sussurrando, ao seguí-la até o meio da sala.


“Harry, vá para o lado, só um pouco,” Tonks instruiu, “e tire seu cervo do caminho. Tão logo ele se veja livre, irá na direção de Hermione.”


“Você tem certeza?” Harry perguntou a Tonks, dando um passo para o lado, mas mantendo seu patrono entre Hermione e o bicho-papão-Dementador. “Hermione?”  ele perguntou, seus impressionantes olhos verdes procurando os dela por um sinal de concordância.


“Só... me dê um segundo,” Hermione respondeu, fechando seus olhos e concentrando-se na memória que ela costumava usar para conjurar seus patronos.


Ela estava ajoelhada no chão do quarto de Ron. O lugar estava um pouco escuro, mas isso não importava. Ela tinha acabado de escapar. Ela estava a salvo. Ela estava nos braços dele e tudo iria ficar bem. As mãos de Ron estavam entrelaçadas nas dela e ela finalmente encontrou a coragem que precisava para contar a ele seu mais profundo segredo. Quando ela começou a tagarelar sobre isso, ele pediu que ela se calasse e então a beijou.


“Está bem,” Hermione falou, puxando sua varinha para a frente de si e tentando lembrar exatamente como ela se sentiu quando Ron a afastou e sussurrou 'Eu também te amo'.


Harry estudou Hermione bem de perto por um momento, obviamente ainda preocupado, então tornou a fitar Tonks,  que simplesmente concordou com a cabeça.  Ele olhou de relance para Hermione uma última vez,  e em seguida abaixou sua varinha com um suspiro e observou enquanto seu veado prateado sumia.


A figura encapuzada saiu do malão e virou sua cabeça e pareceu considerar Harry por um instante, mas quando ele não fez nenhum movimento para  intervir, o descartou e concentrou suas atenções em Hermione. Era ela quem estava com medo. Era ela quem ele procurava.


“Expecto....Expecto Patronum!” ela gritou, quando a criatura vil começou a avançar em sua direção.


Uma pequena nuvem de fumaça saiu da ponta da varinha de Hermione, mas o feitiço não funcionou como deveria.  A lontra prateada que ela era capaz de conjurar desde que Harry a ensinou durante os encontros da A.D. a tinha abandonado.


“Não,” Hermione murmurou, fechando seus olhos e cambaleando para trás à medida que o Dementador deslizava  na direção dela.  Ela colidiu com Ron, que ainda estava parado atrás dela, no exato momento que um ruidoso "crac" resoou pela sala. “Não. Por favor,” ela sussurrou, girando nos calcanhares, agarrando-se  às vestes de Ron,  e enterrando seu rosto no ombro dele.


“HARRY CUIDADO!” uma voz familiar exclamou atrás dela.


“Não. Isso não é real,” ela sussurrou no ombro de Ron, seus olhos fechados firmemente no esforço de bloquear a agourenta luz verde que momentaneamente  iluminou a sala.


Parvati ofegou e Lavender cobriu sua boca com as mãos para abafar um grito quando o bicho-papão Ron caia no chão, sem vida.


“Ron?” Hermione murmurou, ao sentir o braço dele envolver seus ombros e puxá-la para mais perto.


“Não olhe,” ele respondeu, desviando ele mesmo o olhar enquanto o restante da turma olhava horrorizada para o bicho-papão. Sem mesmo pensar nisso, seus olhos cairam sobre Harry, que parecia tão horrorizado quanto os outros.


Harry não se mexeu. Ele não disse nada. Ele somente ficou parado ali, congelado no lugar como os outros, incapaz de fazer outra coisa que não fosse olhar fixamente para o cadáver de seu melhor amigo com olhos arregalados. Só após Hermione começar a soluçar foi que o feitiço que o prendia no lugar se quebrou.


A cabeça de Harry imediatamente se ergueu na direção de seus amigos, que continuavam juntos no meio da sala.


“Por que você não leva ela lá para fora?” Tonks falou suavemente, parando ao lado de Ron. “Ajude-a a se acalmar. Você não,” ela falou para Harry,  quando os dois rapazes trocaram um olhar e começaram a se dirigir para a porta. “Você fica aqui. Ron pode lidar com isso.”


“Pro inferno com isso.”


“Eu preciso de você aqui,” Tonks insistiu.


“E ela precisa de mim lá fora,” ele devolveu com raiva.


“Não, está tudo bem. Eu estou bem,” Hermione protestou, enquanto Ron  a guiava para perto da porta. “Pare de me empurrar,” ela falou alto, limpando os olhos. “Eu não preciso sair. Eu já disse que estou bem.”


“Você não está bem,” Ron inclinou-se para frente e sussurrou, ao mesmo tempo que Tonks se dirigia para a turma.


“Bem, quem será o próximo?” ela perguntou alto, chamando a atenção da maioria dos estudantes de volta para si. “Que tal você, Finnigan?”


“Um....”


“Eu faço isso,” Ginny exclamou, indo rapidamente para frente e segurando no braço de Harry antes que ele pudesse seguir Ron e Hermione para o corredor. “Deixe Ron conversar com ela,” ela sussurrou arrastando-o de volta na direção do centro da sala. “Ele sabe como lidar com ela quando acontece algo desse tipo.”


********************


“Para alguém que dizia estar se sentindo bem, você está me apertando bem firme,” Ron cochichou para Hermione, que tinha os braços em torno dele e o abraçava bem apertado.


“Cale a boca,” ela gemeu contra o peito dele.


“Alguém pode nos ver,” Ron informou-a. Eles estavam parados no meio do corredor, depois de tudo. Qualquer um que  entrasse  no corredor ou saisse das salas  podia perceber que eles estavam se abraçando apertado.


“Eu não me importo.”


“Eu também não me importo, mas você vai acabar cortando a minha circulação se não afrouxar um pouquinho.”


“Idiota,” Hermione suspirou, mas soltou seu abraço um pouco.


“Hoje é sexta,” Ron falou de repente.


“Eu não estou tão traumatizada a ponto de esquecer os dias da semana.”


“Nós não temos aula amanhã.”


“E daí?”


“Nós não temos que nos levantar cedo, o que significa que você pode... uh... dormir comigo. Bem, eu pensei que você pudesse.”


“Certo,” Hermione concordou, mantendo seus olhos fechados e seu ouvido pressionado contra o peito de Ron para poder ouvir as batidas do coração dele.


“Fácil assim?” Ron perguntou, dando um passo para trás e olhando para ela admirado. “Você nem mesmo vai tentar argumentar comigo sobre isso primeiro?”


Em vez de responder, Hermione simplesmente olhou para ele e balançou a cabeça.


“Ela não deveria ter obrigado você a fazer aquilo,” Ron estourou, fechando seus braços em volta dos ombros dela e puxando-a de volta para junto dele. “Você falou que não podia fazer. Ela deveria ter escutado. Eu deveria ter escutado. Me desculpe.”


“O que é o seu?”


“Hum? Meu patrono?” Ron perguntou, incerto. “Você já viu, é um...”


“Não,” Hermione cortou-o. “Seu bicho-papão.”


“Er... você já viu ele também,” ele respondeu. “É uma grande aranha cabeluda, lembra?”


“Você tinha treze anos,” ela relembrou-o. “O que é agora?”


“A mesma coisa.”


“Você procurou me manter entre você e o bicho-papão, mesmo depois que... eu me virei pra você. Não era uma aranha que você temia. Era algo mais. Alguma coisa que você não queria que eu visse.”


“Você não... quer realmente saber,” ele respondeu vagamente.


“Eu não teria perguntado se não quisesse saber.”


“Eu não quero falar sobre isso.”


“É comigo?”


“Hermione, por favor...”


“É por isso que você está tao ansioso para tomar a poção, mesmo sabendo que isso significa que... você sabe que nós iremos nos...


Eu não vou deixar aqueles bastardos machucarem você, ele pensou, antes de respondê-la. “Essa não é a única razão,” Ron respondeu com um suspiro.


“Está certo,” Hermione falou, afastando sua cabeça do peito dele e olhando-o nos olhos. “Eu faço isso.”


“O que?” Ron perguntou, sua boca abrindo em choque ao perceber com o que ela concordava. “Não. Assim não.”


“Eu não quero que nada aconteça com você também.”


“NÃO!” ele falou novamente, soltando-a e se afastando. “Essa não é você,” ele disse, relutante em deixá-la tomar uma decisão naquele momento, somente para voltar atrás depois. “Você está assustada agora, isso é tudo. Uma vez que você se acalmar, as coisas serão diferentes e...”


“Você disse que isso não tinha que ser real,” Hermione falou, estudando o rosto dele. “Você disse que quando a guerra tiver terminado, nós podemos dissolver  a ligação e ninguém mais precisava saber disso. Mas não é isso que você quer?” ela perguntou, percebendo a expressão de dor que ele tentou esconder, desviando seus olhos para o chão. “É isso?”


“É isso?” ela repetiu, quando ele não respondeu. “Ron?”


Ron ele ergueu sua cabeça com um suspiro, mas se recusou a encará-la. “Se for isso que você quiser,” ele falou para a parede atrás do ombro dela.


“Eu quero saber o que você quer,” Hermione respondeu, enquanto Ron continuava a mover seus olhos, procurando algo  para focalizar sem ser ela. “O que você quer, Ron?”


“Eu... Eu quero que você seja... seja...”


“O que?” ela pressionou. “Feliz? Cuidadosa? Você quer que eu seja o que?”


Minha, ele pensou, mas não era capaz de dizer isso em voz alta.


“Você quer que isso seja real, não é? Não é?” ela repetiu mais alto. “Só diga. Admita isso, eu...”


“ESTÁ BEM!” ele gritou, só para que ela se calasse. “Você está certa. Você está sempre, malditamente certa. Era isso que você queria ouvir? Está feliz agora?”


“Isso é insano,” ela murmurou para si mesma, mas Ron obviamente pode ouví-la, porque sua cabeça imediatamente caiu em resignação.


“Nós somos muito jovens,” ela continuou. “Nós temos ainda dois anos de escola, e então nós temos que procurar trabalho, e um lugar para morar, e... Eu não ligo.”


“O que?” Ron quase gritou, sua cabeça erguendo-se de repente em surpresa.


“Eu não ligo,” Hermione repetiu. “Eu não ligo para nada disso, porque você está certo, eu estou feliz e...”


“Você está dizendo... você quer que isso seja... seja...?” ele gaguejou, seu rosto todo tornando-se radiante.


“Eu quero que isso seja real também.”


“De verdade?”


“Mas você vai ter que me pedir primeiro.”


“O QUE!” ele exclamou novamente, agora horrorizado.


“Você não me perguntou se eu queria ser sua namorada, mas isso você vai ter que pedir.”


“Eu já pedi,” ele protestou.


“Não corretamente.”


“O que você quer dizer com corretamente? O que você quer que eu faça, que fique sobre meus malditos joelhos?”


“Só as palavras serão suficientes.”


“Hermione!” ele resmungou.


“Me peça.”


“Não.”


“FAÇA!”


“Eu não vou fazer isso no meio do maldito corredor.” Eu não vou fazer isso de jeito nenhum.


“Eu não vou fazer a menos que você me peça corretamente.”


“Eu acho que você vai.”


“Eu não vou, seu estúpido convencido.”


“Vai.”


“Não.”


“Veremos.”


“Ron,” Hermione choramingou, mudando de tática e lançando-se sobre ele. “Por favor,” ela sussurrou, enquanto os braços dela circundavam o pescoço dele e  se erguia na ponta dos pés para beijá-lo. “Eu quero ouvir você dizer isso,” ela suplicou. “São somente quatro pequenas palavras,” ela adicionou, beijando-o novamente. “Fale por mim.”


“Não aqui. Não desse jeito,” ele protestou.


Eu me envergonhei disso uma vez, ela pensou. Não vou me envergonhar novamente. “Por favor,” ela disse novamente, dando um passo para trás e olhando-o suplicante.


“Hermione,” Ron suspirou, olhando rapidamente para o corredor vazio e de volta para ela. MALDIÇÃO! “Você quer... uh...” OH INFERNO. Já que você vai fazer isso, você pode muito bem fazer direito. Vá em frente, despeje o que tem vontade. “Eu te amo,” ele falou, apanhando e mantendo as mãos dela nas suas. “Eu quero passar o resto da minha vida cuidando de você. Você poderia, por favor... Você me daria a honra de ser minha esposa?”


“Sim,” ela exclamou, nem se importando em enxugar as lágrimas que desciam pelo seu rosto antes de colar os seus lábios nos dele. “Sim. Sim. Sim,” ela repetiu, entre beijos.


“Eu vou entender se você mudar de idéia mais tarde.”


Boa forma de acabar com a alegria, idiota, uma vozinha dentro de sua cabeça repreendeu severamente, quando Hermione afastou-se e deu a ele um olhar  hesitante.


“Não vou.”


“Mas se mudar.... Quero dizer, você não teve muito tempo realmente para pensar sobre isso e...”


“Pare,” ela insistiu, “ou você irá arruinar tudo.”


“Eu não estou tentando fazer isso. Eu só... Eu quero que você...”


“Eu sei o que você está fazendo,” Hermione respondeu, um pouco mais áspera do que queria, “e eu sei por quê.  Pare. Você não tem que se preocupar. Eu não vou mudar de ideia. Eu falei sim, porque eu amo você e eu quero isso. Eu pensei nisso durante toda noite passada, mas essa não foi a primeira vez. Eu tinha pensado nisso antes. Eu pensei sobre isso quando fiquei trancada naquela cela e ano passado quando nós ficamos na ala hospitalar. Você estava deitado lá, adormecido, com  todos aqueles curativos em seus braços, e eu percebi que eu mal podia me lembrar como era antes de você fazer parte da minha vida. Foi como...  se eu realmente não tivesse começado a viver antes de vir para cá. Eu não sei o que eu quero fazer depois da nossa formatura. Tenho tantas opções diferentes para escolher e eu ainda não estou certa. Eu acho que só tenho certeza sobre uma coisa, e é sobre você. Eu não posso imaginar minha vida sem você, Ron. Eu não quero. Você é parte de mim. Você está no meu coração; está na minha alma e nós nem mesmo tomamos essa poção ainda. Eu não sou ingênua. Eu sei que isso é loucura. Eu sei que meus pais nunca irão entender e que os seus provavelmente irão nos matar, mas eu não me importo. Contanto que eu tenha você, isso não importa. Nada disso importa."


“Vai ser cruel,” Ron falou, estremecendo. “Quando minha mãe descobrir. Ela irá ficar furiosa. Ela provavelmente irá tentar fazer a gente... você sabe...”


“Romper a união?” ela terminou por ele.


“É.”


“Essa não é uma decisão para ela tomar.”


“Inferno sangrento, Hermione,” Ron gemeu. “O que quer que faça, não conte a ela sobre isso.”


“Você não vai deixá-la obrigá-lo a isso, vai?” ela perguntou, inesperadamente se sentindo vulnerável.


“Não!” ele falou, resoluto. “Eu alcançarei a maioridade em Março. Ela não pode me forçar a fazer nada depois disso. Não que isso irá impedí-la de tentar, mas legalmente ela não pode.”


“Eu não quero que ela pense mal de mim,” Hermione admitiu, aconchegando-se  e descansando seu rosto no ombro dele. “Esse plano todo foi ideia minha.  E se ela pensar que eu te enganei para entrar nisso?”


“Não se preocupe com isso, amor,” Ron gargalhou. “Sou eu quem vai aguentar as consequencias do... eh... ataque dela. E como você disse, essa não é realmente uma decisão dela.”


“Er... desculpe,” Ginny falou, ao colocar a cabeça para fora da sala de DCAT e vê-los parados, abraçando um ao outro. “Eu não queria interromper, mas só para vocês saberem, a aula está perto de acabar e...”


Antes que ela tivesse a chance de falar mais alguma coisa, Harry empurrou-a para o corredor, seguindo-a e tendo a certeza de fechar a porta atrás de si. Ele encarou Hermione por um momento e então para Ron, que imediatamente removeu seu braço dos ombros dela, dando um passo para trás. “Tudo bem, Hermione?” Harry  perguntou, concentrando sua atenção nela uma vez mais.


“Sim,” ela respondeu com um sorriso, indo para trás e agarrando a mão de Ron.


Os olhos de Harry se moveram rapidamente e prenderam-se em Ron novamente enquanto esperava para ver como ele reagiria. Observou  o rosto de seu amigo ficar vermelho, mas a despeito do fato dele estar desconfortável, Ron não largou-a.


“OW!” Harry gritou, quando Ginny acotovelou-o nas costelas e deu a ele um olhar penetrante. “Olhe, me... er... desculpe,” ele falou rapidamente, olhando para o chão.


"Não foi sua culpa, Harry,” Hermione respondeu, soltando a mão de Ron e dando um passo na direção dele. “Eu só não consegui me concentrar  em meus pensamentos felizes. Não quando eu sabia no que aquilo ia se transformar.”


“Er...,” Harry murmurou desconfortável. “Não é bem isso que eu quero dizer,” ele adicionou, olhando diretamente para Ron.


“Oh,” Hermione replicou, olhando de relance para Ron, para poder medir ela mesma a reação dele.


“Está tudo bem,” Ron respondeu um tanto formal. “Hermione provavelmente irá dormir no nosso dormitório essa noite,” ele adicionou impassível. “A menos que você tenha algum problema quanto a isso, se for o caso nós iremos ficar no salão comunal.”


“Não, tudo bem,” Harry retorquiu, deslocando seus olhos para o chão e corando levemente. “Só... um... certifique-se de que eu não posso escutar nada.”


“Você pensa honestamente que ela vai transar com ele no meio do seu dormitório, com todos vocês lá dentro?” Ginny perguntou com um sorriso malicioso. “É da Hermione que estamos falando, não de uma das colegas de quarto dela,” adicionou, olhando para Parvati e Lavender  que saiam da sala de DCAT, seguidas por Seamus e Neville.


“Aquilo foi terrível,” Parvati falou, se aproximando deles e dando a Hermione um olhar simpático. “Você teve sorte de não ter que fazer,” disse a Ron.


“Foi tão doce você sair e fazer companhia para Hermione,” Lavender interviu, deslizando para o lado de sua amiga e olhando diretamente nos olhos de Ron “Você realmente é um bom amigo.”


“Você sabia no que o bicho-papão ia se transformar,” Seamus falou, olhando de Ron para Hermione. “Não sabia?”


“Oh, eu... er...” Hermione gaguejou. “Eu meio que me deparei com um durante o verão.”


“Naquela Casa Protegida do Governo,” Ron resmungou. Ele não tinha sido capaz de proteger Hermione do bicho-papão, mas ele estava  resolvido e determinado  a protegê-la de Seamus, que obviamente queria ofendê-la.


“Cale-se, Ron,” Hermione repreendeu.


“É ele que acredita em tudo que lê.”


“Então onde você ficou?” Lavender perguntou.


“Conosco é claro,” Ginny respondeu rapidamente.


“Oh,” Lavender retorquiu sem entusiasmo. “Deve ter sido bem... legal. Ter outra garota por perto, quero dizer,” ela emendou.


“Legal, é,” Ginny replicou, estreitando seus olhos um pouco. “Eu estou faminta,” ela adicionou, olhando para Harry e então para seu irmão. “Vamos. Eu tenho História da Magia depois do almoço e não tem como eu suportar passar por aquilo de estômago vazio. O que vocês tem depois?” perguntou, começando a empurrar Ron corredor a baixo.


“Poções,” ele respondeu, torcendo o nariz em desgosto.


“Que azar,” Ginny comentou.


“Alguém conseguiu fazer?” Hermione perguntou a Harry enquanto seguiam atrás do par de ruivos.


“Não. Neville realmente cheou perto, se quiser acreditar,” ele falou, rindo. “Mas ele esperou demais. Seu patrono praticamente estraçalhou o Snape."


********************


“Então,” Ginny inclinou-se e sussurrou para Hermione enquanto as duas comiam seus almoços. “O que há com você?”


“Huh?” Hermione respondeu, tão perdida em seus próprios pensamentos que nem mesmo ouviu a pergunta.


“Você esteve sorrindo pelos últimos dez minutos,” Ginny informou-a. “O que aconteceu?”


“Nada.”


“Oh, por favor,” a jovem ruiva zombou. "Alguma coisa aconteceu enquanto vocês dois estavam no corredor. Me conte.


“Talvez eu só esteja feliz por Harry estar de volta e as coisas estarem melhores entre ele e Ron.”


“Não,” Ginny falou, estudando sua amiga de perto. “Não é isso. É alguma outra coisa. Você tem estado nas nuvens desde que nós sentamos e nem mesmo reagiu ao malicioso comentário da Lavander. O que foi?”


“Eu não sei do que você está falando.”


“Talvez então eu tenha que perguntar ao Ron,” ela respondeu. "Ele está tão encrencado quanto você. Se ele não parar de encarar você como um tolo imbecil, as pessoas vão perceber.”


“Só irão pensar que ele está preocupado comigo,” Hermione falou, continuando com sua refeição totalmente despreocupada.


“Mas ele não está,” Ginny insistiu, “então o que está havendo?"


“Não é nada,” Hermione respondeu, a despeito do fato de estar morrendo de vontade de contar aquele segredo em particular. Agora que a decisão havia sido tomada e ela sabia com certeza o que Ron queria, ela estava tão feliz, estava praticamente se sentindo insensata. Se ao menos eu pudese contar a você, ela pensou, desapontada e um pouco frustrada. “Ele só...  ele tornou oficial, está bem?” ela sussurrou finalmente.


“Então ele, de fato, pediu para você ser namorada dele?” Ginny sussurrou com um sorriso.


"Algo assim."


"Eu não sei porque ele demorou tanto. O que diabos ele estava esperando, de qualquer forma? Vocês estão juntos há meses."


“Shush!” Hermione sibilou.


“Vocês não vão continuar mantendo isso em segredo, vão?” Ginny perguntou baixinho.


“Não... bem, sim, eu suponho,” Hermione respondeu, “mas somente até termos certeza de que Harry está realmente aceitando bem.  Quando as pessoas descobrirem, eles irão comear a fazer perguntas para Harry, e eu não quero que eles o pressionem, deixando-o desconfortável. Não ainda.  Eu  penso que seria melhor se nós continuássemos assim e deixássemos ele se acostumar com a situação primeiro.”


“Entendo o seu ponto de vista,” Ginny cochichou. “Então você acredita que vai levar quanto tempo?”


“Não tenho ideia,” Hermione admitiu com um suspiro. “Eu acho que seria melhor que eu avisasse ao Ron, não é? Me faça um favor Gin e distraia o Harry por um minuto.”


“Tudo bem,” ela respondeu, voltando sua atenção para o jovem sentado diretamente a sua frente. “Ei Harry,” ela disse, chamando sua atenção efetivamente. “Posso te pedir um favor? Os testes pro time de quadribol serão amanhã,” continuou, antes mesmo que ele tivesse a chance de responder, “e Ron e eu iremos ao campo para praticar essa tarde. Todos que estão planejando fazer os testes provavelmente irão até lá,” ela falou, abaixando a voz e olhando fixamente para a mesa. “Então... uh...  eu imaginei, se você não tiver mais nada para fazer, se talvez você pudesse ir conosco e meio que observar a competição para  mim e então talvez me deixar saber como você acha que serão minhas chances, honestamente.”


“É, ok.” Harry retorquiu. “Contanto que Ron concorde com isso.”


“Concorde com o que?” Ron perguntou, enquanto Hermione recomeçava a comer seu almoço.


“Harry descer conosco para o campo de quadribol essa tarde.”


“Claro, por que eu não concordaria?”


“Então estamos acertados,” Ginny falou alegremente. “Obrigada, Harry. Eu realmente fico agradecida por isso.


"Agradecida pelo que?" seu irmão esganiçou.


"Não vem ao caso."


“Não, o que?”


"Não é nada importante."


“Então por que você não quer me contar?”


“Oh pelo amor de deus, por que você não deixa isso para lá?"


“Não até um de vocês me contar.”


 


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