FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

4. O 1 dia do resto de sua vida I


Fic: A filha de Alvo Dumbledore


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

O PRIMEIRO DIA DO RESTO DE SUA VIDA I

POV Jennifer


Eu me encontrava frente ao espelho trouxa do meu quarto, observando minha imagem vestida com minha roupa típica de academia, um tope preto e uma lege igualmente preta com uma listra lateral rosa, minhas mãos, como sempre, enluvadas, meu cabelo preso em um rabo de cavalo alto,  ainda era difícil de acreditar que tudo aquilo estava acontecendo... Em um dia eu me via vestida desta mesma maneira com um sorriso nos lábios pronta a exercitar-me na academia próxima de casa e agora... Agora eu estava presa naquele castelo, cercado de bruxos adolescentes, longe dos meus amigos, longe da minha casa... Longe da minha vida. Sem nem mesmo ter a música, minha grande paixão, a me consolar.


O sorriso era morto em meu rosto, nada parecia mais errado do que estar presa àquele lugar. Dumbledore não conseguia perceber o quão erronio estava sendo ao me inflingir o que julgava melhor, sem nem mesmo perguntar minha opnião. Eu vivi tanto tempo a sorte da vida e na companhia da liberdade, e agora... Tudo era regrado, tudo era sem cor, eu me sentia sufocada ali.


Com um suspiro frustrado me afastei do espelho e sai do quarto, não havia nada que eu pudesse fazer, bastava me conformar e contar os dias para poder voltar para casa. Senti o vento frio bater em minha pele, lembrando-me que as cinco da manhã no Reino Unido não eram nada parecidas com as manhãs do Brasil; por um momento cogitei retornar ao quarto e me agasalhar, mas não o fiz, o frio fazia com que eu me concentrassa mais nele do que em minha melânciolia.


Caminhei rápidamente para o lago e ao chegar em sua margem me pus a correr, correria todo seu entorno, o exercício me aqueceria, eu sabia que sim. Dumbledore poderia me aprisionar em Hogwarts, mas meus costumes não morreriam, eu não deixaria de exercer minhas atividades, mesmo que para isso fosse preciso enfrentá-lo.


Enquanto corria, me permiti vagar pelas lembranças do meu verdadeiro lugar, lembrando-me das brincadeiras e risadas, de como nossa vida nunca caia na rotina e como a amada música fazia parte do nosso cotidiano. Um sorriso brasileiro e travesso surgiu em meus lábios, meus amigos faziam muita falta... Sem nem mesmo perceber, estava tocando o pinguente em meu pescoço, cada um de nós possuía um, era nossa união.


Logo o amanhecer davas sinais de aparição, exatamente no momento em que completei a volta no lago, me sentei na grama, abracei meus joelhos e fiquei ali, observando o nascer do sol, encantada como não importasse em qual continente eu estivesse, o nascer do sol sempre me nascinaria. Os primeiros raios de sol, envergonhados e fracos, tocaram minha pele, sem nem mesmo causar uma única sensação de calor... Definitivamente, ali era muito diferente do Brasil.


-Parece que a senhorita supera seu pai quanto a falta de juízo. – Aquela voz inespressiva soou em meus ouvidos, arrepiando-me. Estive tão absorta em meus próprios pensamentos que nem mesmo percebi a aproximação do professor Snape. Passado o rápido choque, reagi, levantei-me e fiz uma breve reverência frente ao professor.


-Bom dia, professor. - Pelo canto do olho percebi sua boca se fechar em uma única linha, algo em minha atitude o intrigara.


Passado seu breve choque ele respondeu. – A senhorita tem idéia de que horas são e a temperatura aqui fora? – sua voz parecia ligeiramente irritada.


Franzi o cenho, confusa com sua irritação, mas não ousei encará-lo, seria muito desrespeitoso. – Ainda é cedo, e está bem frio. – respondi.


-Então não tenho motivos para questionar minha sanidade, passando portanto a questionar a sua. – novamente suas palavras me confundiram. – A senhorita vai adoecer se continuar aqui fora com tais... Vestes. – mesmo sem encará-lo, pude sentir seu olhar avaliando-me da cabeça aos pés.


Ahh... Agora as coisas faziam mais sentido. Logicamente que ele estava questionando minha sanidade, ele tinha razão quanto ao frio. – A corrida me aqueceu, professor, não estou mais sentindo tanto frio.


-Corrida? – novamente sua boca se torceu em uma linha.


Naquele momento me senti constrangida e nem sabia direito o porque, ao que parecia meu habito não era muito comum por ali. - Eu sempre tive o costume de ir à academia logo pelo início da manhã, contudo, aqui não tem nada parecido, portanto uma corrida em torno do lago pode vir a suprir tal carencia, professor. – exipliquei.


Um suspiro irritado saiu de seus lábios. – Isso somente agrava a situação, se a senhorita transpira e fica ao relento com toda a certeza adoecerá. – nesse ponto ele tinha razão, mas o que eu diria?


-O frio me ajuda a não pensar; professor. – tentei explicar, mas o mestre de poções me interrompeu.


-Creio que seja melhor a senhorita entrar se agasalhar. – sua voz continuava fria e inexpressiva, contudo, tal declaração me fez sorrir internamente, era como se ele se preocupa-se comigo, logicamente eu estava errada, mas ainda sim, foi bom me sentir assim novamente.


-Sim, senhor. – respondi fazendo novamente uma breve reverencia e comecei a caminhar em direção ao castelo, mas a voz fria do professor me fez parar.


-E senhorita Dumbledore....


-Kimmel. – corrigi no mesmo instante, isso com certeza seria algo que eu não toleraria, meu nome era Kimmel e sempre seria. Senti o professor avaliar-me severamente, eu já me encontrava pronta para sua repreenção mas, para meu espanto, ela não veio, pelo menos não a esperada.


-Senhorita Kimmel, não sairá ilesa novamente se lhe pegar com algo alcoólico.


Por um breve momento me perguntei do que raios o professor falava, então o jantar na noite anterior me veio a mente; aquilo me surpreendeu, não imaginei que alguém estivesse prestando atenção a mim naquele momento, mas ainda sim não questionei apenas fiz uma nova reverencia. – Sim, senhor. – e me retirei para o casatelo.


POV Snape


O dia não havia nascido ainda, mas eu já me encontrava de pé, mais uma noite interrompida por lembranças sombrias que nem mesmo o tempo poderia apagar. O relógio ainda marcava cinco horas, faltavam ainda algumas horas para as aulas começarem contudo, não foi de tudo ruim estar desperto tão cedo, havia alguns ervas que possuiam um efeito muito melhor se colhidos logo no início da manhã.


Arrumei-me rapidamente e segui para os jardins, em direção a floresta proibida, minha cabeça trabalha frenéticamente sem conseguir se desligar dos acontecimentos recentes, por mais que eu quisesse não pensar, aquela garota não abandonava meus pensamentos, eu não sabia se era por conta de seus poderes, sua aspereza para com Dumbledore ou até mesmo, quem sabe, sua beleza... Beleza? Pelas barbas de Merlin, onde estava meu juízo? Ela era uma aluna! Filha de Dumbledore! Tenho idade para ser seu pai. Eu deveria estar ficando louco...


Procurei bloquear minha mente de todos os pensamentos voltados para Jennifer Kimmel, contudo, meus esforços foram por água abaixo quando avisei a garota sentada na beira do lago observando o horizonte, inicialmente pensei em não chamar a atenção e passar desapercebido para a floresta, mas novamente minhas intenções terminaram quando percebi os trajes da menina. Ela só poderia estar louca ou verdadeiramente querendo se matar, a temperatura não deveria ultrapassar os três ou quatro graus, e o vento gelado fazia com que a sensação térmica abaixasse ainda mais.


A menina parecia estar alheia a tudo, incluindo o frio, o que fez minha intriga aumentar, algo parecia terrivelmente errado nela, todo aquele olhar sofrido... Seus poderes... Suas origens... Seus hábitos... Em vinte anos lecionando naquele colégio nunca deparei-me com um aluno que se levantasse tão cedo, principalmente para se sentar em roupas mínimas ao relento e observar o nascer do sol. Ao que parecia a garota era tão louca quanto o pai.


Resolvi anunciar minha presença, era imprecindível tira-la daquela friagem antes que viesse a contrair alguma doença, o velho me mataria se soubesse que a deixei continuar aqui nessas condições.


-Parece que a senhorita supera seu pai quanto a falta de juízo. – Jennifer extremeceu com minhas palavras, nítidamente pega desprevinida, contudo não levou mais que alguns segundos para que reagisse levantando-se e, para minha completa surpresa e até mesmo constrangimento, a garota fez uma breve reverência perante a mim.


-Bom dia, professor. – com toda a educação e respeito que jamais vi um aluno ter para comigo, ela me saldou.


Inicialmente acredite que a jovem estivesse gozando com a minha cara, mas bastou olhar seu rosto para perceber que aquele ato foi verídico, fazendo com que meu desconcerto aumentasse... Nem mesmo eu cheguei a fazer reverência perante meus professores, e agora, mais de trinta anos depois a garota estava ali, executado um ato morto pelo tempo. Não soube como reagir perante aquilo e julguei melhor relevar, sem fazer comentário algum.


Meus olhos voaram rapidamente por suas vestes novamente, fazendo-me lembrar qual o real motivo de estar dialogando com a jovem. – A senhorita tem idéia de que horas são e a temperatura aqui fora? – não pude evitar a irritabilidade em minha voz; por algum motivo, a idéia da garota adoecer enervou-me, talvez fosse por conta do sermão que ouviria de Dumbledore... É, só poderia ser isso.


Jennifer franziu o cenho, visivelmente confusa, mas ainda sim não me encarou. – Ainda é cedo, e está bem frio. – respondeu exitante.


-Então não tenho motivos para questionar minha sanidade, passando portanto a questionar a sua. – argumentei mantendo minha voz fria. – A senhorita vai adoecer se continuar aqui fora com tais... Vestes. – mesmo sem intensão de fazê-lo meu olhar avaliandou a moça desde a cabeça até os pés.


Assim como a dúvida chegou em seu olhar ela se foi, dando vazão para a compreensão de minha irritabilidade. – A corrida me aqueceu, professor, não estou mais sentindo tanto frio. – provavelmente tentando justificar-se ela respondeu fazendo com que minha irritação e preocupação aumentassem alarmentemente.


-Corrida? – Mesmo preocupado que tivesse ouvido corretamente, minha expressão facial continuou inexpressiva.


Naquele momento algo a constrangiu, suas bochechas assumiram um rosado leve e quase imperceptivel. - Eu sempre tive o costume de ir à academia logo pelo início da manhã, contudo, aqui não tem nada parecido, portanto uma corrida em torno do lago pode vir a suprir tal carencia, professor. – explicou ela, foi estranho ouvir aquilo, creio nunca ter visto um adolescente com tal habito, mas ainda sim, a preocupação me tomava por inteiro, a menina adoeceria na certa.


Um suspiro irritado saiu de meus lábios sem que eu pudesse segurá-lo, mas permaneci com minha voz inexpressiva, a garota nunca poderia perceber minha preocupação para com ela. – Isso somente agrava a situação, se a senhorita transpira e fica ao relento com toda a certeza adoecerá. – Um breve silêncio reino entre nós, a garota ponderava minhas palavras, isso me permitiu tempo o suficiente para observá-la com cuidado.


Analizei cada traço, cada curva, cada expressão que seu rosto assumiu, cada breve movimento que seu corpo fazia, quanto mais eu observava-a, mais a inquietude me dominava, aquela garota prendia minha atenção de uma maneira tão singular, meu corpo borbulha de emoções que eu nem mesmo sabia denominar.


Contudo, quanto mais eu tentava lê-la, mais a certeza de algo assombrava a menina, que algo doloroso a tomava, aumentava. Por mais serena que fosse sua expressão, no fundo de seus olhos eu podia ver uma dor avassaladora de mãos dadas com aquela jovem alma. Isso me assustava, me perturbava... Algo me dizia que qualquer que fosse o motivo, aquela ferida era muito grande e tornou-se rotina da jovem.


Será que Dumbledore tinha conciência daquilo? Parecia tão nítido para mim, tão visível... Será que mais alguém conseguia enxergar o quão machucada estava aquela alma? Meus devaneios foram interrompidos com a resposta da jovem:


-O frio me ajuda a não pensar; professor. – tentou explicar, mas no mesmo instante a interrompi, agora a certeza de que uma dor profunda estava alojada naquele peito me dominava, eu conhecia aquela dor, conhecia suas valvulas de escape... Permitir que seu corpo sofra para que sua mente não pense era muito assustador, a garota estava no início de sua vida e já se encontrava mergulhada em tamanha depressão? Como seria sua vida dali a vinte anos?


-Creio que seja melhor a senhorita entrar se agasalhar. – precisei manter minha voz inexpressiva, contudo, eu estava desesperado para conversar com Dumbledore, algo precisava ser feito e rápido, a situação não poderia continuar desta maneira.


-Sim, senhor. – novamente a jovem fez uma breve reverencia, pegando-me desprevinido  e começou a caminhar em direção ao castelo, contudo me ocorreu a idéia de levá-la comigo e resolver isso de uma vez por todas, tomado pelo impulso chamei-a novamente.


-E senhorita Dumbledore.... – foi tudo que consegui dizer, no mesmo instante Jennifer parou e com muita ousadia me corrigiu.


-Kimmel. – Inicialmente não tive reação, como ela ousava me confrontar de tal maneira? Pensei em repreende-la mas após avalia-la melhor, percebi que aquilo não era um confronto, ao menos não comigo, sua relação com o diretor era pior do que eu havia imaginado e novamente a pergunta soou em minha cabeça “Por quê?”. Compreendi então que levá-la comigo, conversar com Dumbledore e ela ao mesmo tempo só criaria mais atrito.


Rapidamente vasculhei minha mente atrás de alguma desculpa para justificar o fato de tê-la chamado de volta, instanteneamente me recordei do jantar de ontem e a bebida alcoólica.


-Senhorita Kimmel, não sairá ilesa novamente se lhe pegar com algo acoólico.


O fato deu ter conhecimento desta história pareceu surpreendê-la mas ela não demonstrou, apenas se reverênciou. – Sim, senhor. – e se retirou para o casatelo.


Observei a jovem ir, enquanto minha mente mais uma vez tentou juntar todas aquelas peças soltas desse estranho quebra-cabeças... Dumbledore com uma filha... Uma garota que conseguia controlar os quatro elementos... Pai e filha não se davam bem... Ela sempre o destratando e ele sempre submisso... Uma moça que utilizava de metodos agressivos contra si mesma para evitar o sofrimento que lhe atormentava... Uma jovem que possuia em seu olhar uma dor intensa demais, uma dor que eu nunca vi nos olhos de ninguém... Mas nela, mesmo ainda jovem, já se fazia presente... As mãos sempre enluvadas...


Simplesmente nada fazia sentido, o que me fazia ainda mais a acreditar que o velho estava, de alguma maneira, jogando com ela, por um momento percebi que aquele filme eu já havia visto... Mas eu queria acreditar que aquilo não era verdade. Dumbledore não estava brincando com as pessoas novamente... Não podia estar!


Esquecendo-me completamente das ervas que pretendia colher, segui em direção aos aposentos de Dumbledore, havia muita coisa que o velho precisava me esclarecer, e seria agora!


POV Jennifer


Novamente eu me encontrava frente ao espelho do meu quarto, observando-me com o uniforme de Hogwarts, ele parecia tão... Tão simples... Não era nada parecido com minhas roupas do Brasil... Ri com amargura, parecia que eu estava destinada a sofrer mudanças drásticas em minha vida. Toquei o espelho, tentando alcançar aquela jovem a minha frente, tão diferente de mim...


Foi então que percebi como estava deixando a melâncolia me abater, eu já havia passado por tanta coisa, não seria agora que a depressão me derrubaria; eu ainda era Jennifer Kimmel! E faria juz a mim mesma, a minha personalidade!


Respirando fundo, voltei ao closet e vasculhei alguma coisa que pudesse usar, sem ser contra o regulamento, satisfeita, achei um coletinho preto básico, vesti-o sem fecha-lo, afrouxei a grava preta também e abri os primeiros e os últimos botões de minha camisa; retirei meu cordão do pescoço e com um simples toque com a varinha transformei-o em uma pulseira prateada e coloquei alguns poucos aneis em meus dedos, tirei o sapatinho de boneca e o substitui por uma bota de cano alto preta.


Fiz uma maquiagem leve, porém presente em meu rosto, realçando, com o lápis, meus olhos, e com um batom vinho não muito forte, meus lábios; nas orelhas coloquei brincos prateados de argola e meus cabelos deixei-os soltos apenas com uma tiara preta dando um charme final.


Peguei meus pertensses e os coloquei numa bolsa preta de ombro, grande o suficiente para caber quase todos os livros, deixando apenas dois para que eu carregasse.


Novamente voltei ao espelho, estava totalmente diferente, aquela sim se parecia comigo! Antes de deixar o quarto passei um creme em meus membros, meu colo e meu pescoço, permitindo que uma fragrancia, suave, discreta e agradável, emanasse.


Peguei todos meus pertensses, vesti minha capa, sem fechá-la e segui para o salão principal, tomar meu café da manhã. Dizer que eu não estava nervosa seria mentira, eu sabia muito bem que eu era o assunto da escola, além de estar entrando no meio do semestre, isso me amedrontava, eu não sabia direito o que esperar, mas o jeito era encarar tudo da melhor maneira possível, eu não faria questão de amigos, apenas tentaria não possuir nenhum inimigo..


Assumi minha confiança de sempre e mantendo um sorriso tranquilo nos lábios;  disposta a ignorar olhares e cochichos, adentrei no salão principal; como já havia previsto todos os presentes me fitaram, por sorte, ainda eram poucos por conta do horário. Assumi meu lugar na mesa dos professores, coloquei minha bolsa e livros ao meu lado. – Bom dia... – comprimentei os poucos professores ali, os quais também me encaravam; eu não tinha certeza, mas desfiava que minha “melhorada” no uniforme também seria motivo de comentário, contudo... Se iriam falar de mim de qualquer maneira, que fosse o “serviço completo”, assim eles só teriam um único período para falar.


Alguns murmurios de bom dia foi tudo que recebi como resposta, mas eu havia prometido a mim mesma levar tudo na esportiva e por isso, peguei o romance trouxa que estava lendo na noite anterior e continuei a lê-lo enquanto degustava do café da manhã.


Confesso que foi um pouco frustrante não ver o professor Snape durante o café, talvez ele ainda estivesse nos jardins, eu tinha tanta vontade de conhecê-lo melhor... Tentar entende-lo, tentar me aproximar... Eu o via como um homem tão honrado... Tudo que ele precisou fazer, tudo que sacrificou... Mais de vinte anos no meio de uma horrenda...


Mas o que mais me fazia querer conhecê-lo era por Dumbledore tê-lo como filho...Eu queria compreender... Queria ver o que era aquilo... Eu não sentia ciúme por isso, muito menos ódio... Eu até ficava feliz... Dumbledore sabia ser pai... Devotava um amor de pai ao professor Snape... Ele possuia esse afeto com alguém... E eu estava feliz por isso... Não podia ser comigo, mas era com outra pessoa e isso bastava pra mim.


Também foi de grande alívio não ter a presença do diretor no café, eu não estava animada o suficiente para aguentar suas falhas investidas. Pouco antes de terminar o café, o correio trouxe-me três cartas, nem precisava olhar o remetente para saber de quem eram, guardei-as dentro do livro e terminei o desjejum, assim que acabei meu café, guardei meu livro e segui em direção a minha primeira aula, seria Runas Antigas, consegui encontrar a sala sem grandes dificuldades, contudo, ainda faltava meia hora para seu início e sua porta encontrava-se fechada.


Sentei-me em uma das muretinhas entre as pilastras uma das perna cruzadas em cima da mureta e a outra balançando ao lado; comecei a ler as cartas de meus amigos, fazia apenas dois dias que eu estava longe de casa e ainda sim eu sentia uma saudade tremenda daqueles três malucos. Eu simplesmente me sentia incompleta sem eles... Faltava algo.


Ri com amargura ao perceber que as cartas diziam exatamente a mesma coisa que eu sentia, e me contavam como andava as coisas por lá, também me lembravam do concurso que teriamos dali a dois meses, e diziam que eu deveria fugir de Hogwarts se preciso porque eles não iriam colocar outra pessoa em meu lugar... Ótimo... A última coisa que eu queria era um desfalque na equipe... Teria que convence-los a colocar outra pessoa, afinal, eu estava duvidando que Dumbledore me liberaria...


-Oi. - Minha leitura foi interrompida, levantei os olhos da carta e encarei dois garotos e uma garota, no mesmo instante reconheci o trio de ouro. Sorri amigavelmente.


-Olá. – guardei as cartas dentro de meu livro.


-Você deve ser a filha de Dumbledore, certo? – Harry Potter se sentou em minha frente, não pude evitar fazer careta com sua pergunta, eu realmente preferia que as pessoas não fizessem essa associação. Mas ao que parecia era assim que seria, então assumi novamentre minha máscara de tranquilidade e respondi:


-Sou sim. – confirmei sorrindo levemente. – E vocês são Harry Potter, Hermione Granger e Ronald Weasley, é um prazer conhecê-los...


Harry cossou a cabeça, ruborizado. – É, parece que você nos conhece...


Ri levemente. – Todo o mundo bruxo conhece vocês...


-É, mas não podemos dizer o mesmo de você... – Ronald declarou encostando na pilastra. – Na verdade, nunca ouvimos falar de você. – Sua palavras foram asperas, contudo, não achei que ele tivesse feito por maldade, parecia apenas ser natural dele agir daquela maneira. Harry olhou-o repreendedoramente ao mesmo passo que Hermione lhe deu um cotovelada. – Ai! O que foi? É verdade! – É, era natural dele.


-Desculpe os modos dele... – Hermione pediu constrangida.


-Está tudo bem. – garanti antes que uma desculpa mirabolante viesse. – Eu tenho certeza que nunca ouviram falar de mim. – sorri tristemente. – Dumbledore não queria que ninguém soubesse da minha exitência. – expliquei. – Eu vivi minha vida inteira numa cidade trouxa no Brasil.


-Dumbledore deveria querer manter-lhe longe de Voldemort. – comentou Hermione pensativa. Interiormente, ri com amargura, ela tinha razão, mas não da maneira que acreditava ser.


-Sim... – respondi simplesmente. O trio sorriu em resposta.


-Você sabe alguma coisa sobre magia? – novamente foi Ronald quem se manifestou. Achei a pergunta estranha mas ele logo tratou de se explicar. – Quer dizer, você viveu a vida inteira entre trouxas!


Novamente os dois amigos lhe lançaram olhares repreendedores. – Nós também crescemos entre trouxas, Rony! – Hermione se irritou, logo tratei de intervir, a última coisa que precisava era ser motivo de briga entre amigos.


-Esta tudo bem! Eu sei um pouco de magia sim, tive aulas particulares todos esses anos, e existiam algumas famílias bruxas onde eu vivia. – esclareci, no mesmo instante a porta da sala se abriu e tratei de levantar, agradecida por encerrar aquela conversa estranha.


-Espero que goste de Hogwarts.... – Harry também se levantou, sorriu e estendeu sua mão. – Se precisar de qualquer coisa basta falar!


Sorri e apertei sua mão. – Obrigada, vou me lembrar disso.


– A propósito, - Harry me olhou da cabeça aos pés. - Gostei do seu estilo. – disse-me Harry por fim, fazendo-me sorrir abertamente, eu sabia que era um elogio sincero.


-Obrigada. – sem mais devaneios entrei na sala com o trio logo atrás, segui para a última carteira da sala enquanto o trio assumiu os primeiros lugares.


Coloquei todo o material necessário para a aula em cima da carteira e voltei a ler meu romance trouxa, sabia que não daria muito certo continuar a ler as cartas ali. Rapidamente a sala se encheu, mesmo mantendo meus olhos no livro, eu podia ver pela visão periférica vi todos os alunos, um por um entrarem e me encararem curiosos... Ao que parecia, Dumbledore havia conseguido me transformar na mais nova atrasão de circo. Ótimo...


Quando o professor adentrou na sala, eu quase agradeci por isso, mas da mesma maneira curiosa que os alunos me avaliaram o professor também o fez, mas não fez comentário algum. Guardei meu livro e voltei toda a atenção ao professor.


-Bom dia classe. – saldou ele. – Hoje como todos sabem a senhorita Kimmel. – ele gesticulou em minha direção, eu quis morrer. Parece que me plano de passar o mais desapercebido possível não daria muito certo. Novamente toda classe se virou para me olhar, constrangida, sorri levemente. – Se juntará a nós, espero que sejam bastante receptiveis com ela. – então o professor sorriu para mim – Seja bem-vinda senhorita Kimmel. – Me limitei apenas a assentir com a cabeça tentando acabar de vez com aquela atenção.


Quase suspirei de alívio quando o professor iníciou de fato a aula. – Bom, hoje falaremos da parte mágica das runas. A magia rúnica básica é essencialmente talismânica e consiste em atrair as propriedades de uma Runa ou de uma combinação delas para a esfera pessoal do mago, operação que se realiza com a gravação das Runas apropriadas nos objetos/locais que devem ser imantados e a invocação dos deuses a elas relacionados para que estes abençoem a sua intenção. No passado, podíamos ver Runas gravadas nas paredes das casas, em canecas, espadas e escudos, só para citar alguns exemplos.


Eu já havia tido aquela matéria, mas mesmo assim comecei a anotar a matéria, focando-me somente naquilo, permitindo que minha mente se esquecesse de tudo o que acontecia.


O professor andou por entre os alunos ainda explicando. - Originalmente, os diferentes povos de língua germânica formavam o que denominamos formalmente de religião teutônica mas que pode ser conhecida pelos nomes Galdr ou Odinismo, Ásatrú, um termo do nórdico antigo para "fé nos Æsir"; Seiðr, grupo voltado especificamente ao culto da deusa Freyja; ou simplesmente Troth, que pode ser traduzido por "fé" ou, mais especificamente, "lealdade". Estes grupos também se utilizam das Runas em seus rituais mágicos mas, neste caso, existem alguns "pré-requisitos", como a iniciação em um grupo apropriado, chamado gild, para se tornar um vitki, ou seja, um mago teutônico.


Ele fez uma ligeira pausa e continua a explicar, fitando cada um dos alunos. - As runas são então usadas como talismãs cada uma com sua finalidade própria. Pode se usar um anel que é considerado como talismã de proteção reunindo energias do Futhark, por exemplo o pingente com Wunjo poderia ser utilizado para atrair a alegria, a harmonia e a camaradagem por onde quer que se passe. - O mesmo Runatál que conta a origem das Runas também menciona 18 diferentes encantos que Óðinn aprendeu enquanto estava pendurado em Yggdrasil. Vamos saber sobre esse encantatos.


Ele novamente parou, fitou a todos e lançou uma pergunta. - Alguém pode me dizer sobre o primeiro encanto? Quero saber para que é usado e quais as runas que se deve usar... Vamos ver... Senhorita Kimmel, saberia nos responder?


Ótimo... Novamente a sala inteira me olhou, mesmo longe pude ouvir Ronald murmurando um “Está ferrada.”, Harry e Hermione me olharam com pena, isso me irritou um pouco, mas não deixei transparecer e respondi com tranquilidade.


-O primeiro encantamento em si serve para obter o exato ânimo e ajuda durante um período de provação e sofrimento. As Runas que podem ser usadas com esse objetivo são Fehu, Ingwaz e Laguz; professor. – todos, incluindo o professor me olharam surpresos, ri internamente, ao que parecia, todos acreditavam que eu não sabia nada de mágia. Então acho que irei surpreender a muitos ainda.


-Bom... Isso, esta correto, muito bom senhorita Kimmel.  – ainda um pouco desorientado ele sorriu gentilmente e eu apenas retribui, tão logo o professor recomeçou a aula.


Eu gosta de Runas Antigas, era uma matéria interessante e por conta disso, mesmo já tendo estudado aquela matéria prestei total atenção, deixando assim a aula transcorrer rapidamente. Assim que a aula terminou juntei minhas coisas e segui em direção ao meu quarto.


-Ei! Jennifer! – a voz de Hermione me fez parar, virei-me e a encontrei se aproximando. – Aquilo foi incrível, parabéns. – elogiou-me ela. Sorri fracamente.


-Eu já tive essa matéria. – confessei constrangida. Harry apareceu sorrindo.


-Mesmo assim foi incrível! Quando você disse que sabia um pouco de magia, achei que era pouco...


Ri levemente. – Ainda há muita coisa que eu não sei. – garanti sorrindo.


-Você sabe mais do que eu, tranquilamente! – Ronald apareceu já reclamando. Isso não deve ser muito difícil. – pensei divertida.


-Bom, eu preciso ir! Até outra hora... – despedi-me e segui para meu quarto louca para terminar de ler as cartas de meus amigos.


 


 

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.