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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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6. Sessão de fotos


Fic: Fame and Love: Porque há coisas que o tempo não pode apagar...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 6

Hermione segurava a carta de Rose nas mãos. Ela pegou pergaminho, pena e tinta. Molhou a pena na tinta e fez um ponto no pergaminho. Tinha dúvidas do que escrever. Olhou para o relógio pendurado na parede.


“Gina deve estar em casa”, pensou Hermione.


Hermione foi até o quarto. Arrumou-se, pegou a bolsa e saiu.


Gina estava no escritório escrevendo uma notícia sobre os melhores times de quadribol da temporada quando escutou alguém tocar a campanhia. Ela levantou-se, pois ela estava sozinha em casa. Harry estava no Ministério. Tiago estava no treinamento para auror. Alvo, Teddy e Lily estavam em Hogwarts. A casa estava tão vazia... Ela foi até a sala e abriu a porta. Hermione estava ali batendo o pé, impaciente.


 


-O que aconteceu?-perguntou Gina, preocupada.


Hermione tirou a carta da bolsa e entregou a Gina. Ela saiu do caminho e Hermione entrou. Gina lia a carta atentamente.


-Acho bom irmos para o escritório-disse Gina. –Vou preparar chá para nós.


Hermione seguiu para o escritório enquanto Gina foi preparar chá. Pouco tempo depois, Gina chegou ao escritório com uma bandeja com chá e biscoitos. Hermione batia com a pena de Gina na mesa.


-Hermione, não adianta ficar assim. Você sempre a mais racional ficar dessa maneira...


-Mas Gina já começou...


-Uma hora começaria.


-Eu imagino o quanto a Rose deve estar confusa. Para ela me mandar uma carta como esta...


-Agora só resta a você dar uma resposta para a carta dela-disse Gina, empurrando um pergaminho para a amiga.


-Isso eu sei. Mas o que eu irei escrever? Não posso escrever: Querida, filha. Tudo isso que acontece tem a ver com o baile...”.


-Não!-disse Gina, enfática. –Escreva que Scorpius Malfoy talvez apareça mais porque agora eles tem que dividir o mesmo salão comunal...Ah! Hermione, você é mãe. Você sabe desconversar algum assunto que não seja apropriado no momento.


-Sempre fui sincera com o Hugo e a Rose. Tudo que eles perguntaram, eu respondia sem precisar desconversar, por isso que está sendo complicado para mim.


Hermione molhou a pena na tinta e começou a escrever no pergaminho. De repente, ela parou e começou a rir.


-Que foi ?-perguntou Gina, curiosa.


-Pensando em Scorpius com o pingente de Rose. Interessante é ele não ter tentado devolver...


-É complicado saber o que se passa na cabeça de um Malfoy, principalmente sendo filho de Draco.


-Não era tão difícil saber o que se passava na cabeça de Draco...-disse Hermione, pensativa.


Gina revirou os olhos.


-Sorte que o Rony não está por aqui. Ele não suporta lembrar certos momentos da vida-disse Gina, olhando de esguelha para a amiga.


-Isso não foi problema meu. E já passou. Estou casada a vinte anos com seu irmão e não com o Draco.


-Você sabe que o Rony ainda não concorda com sua amizade com o Malfoy.


Hermione olhou para o chá na xícara e disse:


-Eu mantenho contato com o Vitor e Draco, pois eu sei separar o que senti por eles e o que sinto por seu irmão. O problema do Rony é ser ciumento e possessivo demais, às vezes, é sufocante. Mas eu o amo, fazer o que?


-Isso é das personalidades dos Weasleys. Então escreveu a carta?-perguntou Gina, olhando para o pergaminho da amiga.


-Quase. Ainda tenho que tirar umas dúvidas...


Gina levantou o olhar, mas não disse nada. Bebeu um gole de chá e voltou a escrever.


-Pronto. Terminei-disse Hermione, passando o olhar pela carta.


-Deixe-me ler-disse Gina, pegando o pergaminho das mãos de Hermione.


Gina leu atentamente a carta.


-Não acho que esteja acontecendo algo entre Lily e o Hugo-disse Gina, dobrando a carta.


-Minha pergunta foi tão explicita?-perguntou Hermione, pegando a carta da mão de Gina.


-Não para quem não sabe o que está acontecendo...


-Por que você acha que ainda não acontece nada entre o Hugo e a Lily?-perguntou Hermione, colocando a carta no envelope que estava em cima da mesa.


-Ainda não aconteceu nada intimo. Mas que a tensão começou, sim já começou. Naquele dia aqui em casa onde eles ficaram o restante das férias sem se falar.


-Acho muito estranho esse clima entre eles. Seria igual a ver a Rose e o Alvo, brigados.


-Mas sabemos que o Alvo e a Rose não ficarão juntos-disse Gina, e em seguida deu uma piscadinha.


Hermione sorriu.


-A Rose não me contou na carta, mas eu acho que o que mais a confunde no momento é ter namorado e perceber que outro garoto é que chama a atenção dela.


-Mas no fundo sabíamos que isso um dia aconteceria. Aqueles olhares que Scorpius Malfoy lançava para Rose na plataforma não enganava ninguém.


-Poxa, Gina. Você é tão perspicaz em relação a sentimentos.


-Sou mesmo. Passei seis anos da minha vida apaixonada por um garoto que só me via como a irmã do melhor amigo dele. Aprendi demais a ter que lidar com sentimentos e vejo de longe quando uma pessoa sente algo de especial por outra. E Scorpius Malfoy por mais que tente disfarçar é apaixonado por Rose, embora ela saiba esconder melhor o que sente...


-Como assim ela esconde melhor o que sente?-interrompeu Hermione.


-Ah ta. Não acredito que você pensa que só agora a Rose está balançada pelo Scorpius.


-Não?


Gina olhou para a cunhada como se tivesse vendo um extraterrestre.


-Hermione, eu acreditaria na veracidade dessa pergunta se fosse o Rony, mas você... Você sempre tão perceptiva, tão ligada nas coisas.


-Você sabe que não sou muito ligada em relação a sentimentos. Rony e eu somos uns ótimos exemplos de não entender sobre sentimentos.


-É verdade. Por isso, que a filha está tão confusa em relação ao que sente-disse Gina, pensativa. – A Rose tem a facilidade de esconder os sentimentos por ser mulher. A mulher sabe olhar mais discretamente, diferente do homem que quando olha todos, quer dizer, quase todos percebem.


-E o namoro dela com o David já dura quase dois anos...


-Eu namorei o Miguel Corner e o Dino Thomas mesmo apaixonada pelo Harry. E veja: David e Scorpius, ambos tem cabelos e olhos claros...


-Você quer dizer que...!-exclamou Hermione.


-Está na cara, Hermione! Já que a Rose não pode ficar com o Scorpius Malfoy, ela procurou alguém parecido ao menos na aparência. Ah! Ambos são jogadores de quadribol, embora joguem em posições diferentes pelo que eu escuto Alvo falar.


-Rose não gosta de quadribol.


-Eu sei. Só quero dizer mais algo que David e Scorpius são parecidos.


-Mas são 2 anos!


-Sim, e dai? Dois anos que estão perto de acabar.


-Nossa, Gina. Eu gosto do David...


Gina revirou os olhos.


-Nada contra o David. Ele é um ótimo garoto, educado, bonito. Mas não é o garoto por quem sua filha é apaixonada...


Hermione ficou calada.


“Claro. Estava mais do que na cara. Discussões, desentendimentos. A mesma coisa que acontecia comigo e com Rony...”, pensou Hermione.


-Acho que eu vou embora. Mandarei essa carta para Rose-disse Hermione, levantando.


-Seria bom combinarmos de jantar juntos qualquer dia desses-disse Gina, também levantando.


-Ótimo. Quando estivermos com uma noite livre seria muito bom-disse Hermione, sorridente.


Hermione e Gina chegaram a sala quando Tiago entrou.


-Oi, Tiago-cumprimentou Hermione.


-Tia, a senhora é uma traidora. Como a senhora pode fazer isso comigo?-perguntou Tiago a queima roupa.


 


Horas antes...


Tiago andava pela sala de treinamento de aurores depois de cumprir sua suspensão. Ele esperava Francis qualquer momento entrar pela porta. Estava ansioso demais, principalmente depois do que acontecera no quarto dele entre eles. Seus colegas começaram a chegar, mas nada de Francis. Depois de alguns minutos Harry entrou na sala acompanhado por Rony.


-Bom dia, garotos e garotas-cumprimentou Rony.


-Bom dia a todos-disse Harry.


-Bom dia-disseram todos.


-Hoje treinaremos os feitiços convocatórios-disse Harry.


-Coisa que meu cunhado e amigão aqui faz muito bem-brincou Rony.


-Eu assumo. Eu não era bom em feitiços convocatórios no meu tempo de estudante, mas a sua esposa me ajudou bastante. E foram ótimas horas...Só Hermione e eu sozinhos...


Rony fechou a cara.


-Você que começou-caçoou Harry.


Os garotos riram da conversa entre os professores.


-Hoje faremos uma roda e faremos os feitiços convocatórios-disse Harry.


A roda foi formada e o exercício começou. Harry percebeu que Tiago não estava atento aos exercícios, mas não comentou nada. No final da aula, Rony com Harry afastaram-se enquanto Tiago arrumava a sala com os colegas.


-O Tiago estava distraído hoje-disse Rony, olhando para o sobrinho. –Ele brigou com a Francis?


-Ela apareceu lá em casa depois daquela briga que o Tiago teve. Eles brigaram.


-Ele ainda não sabe que a Francis...?


-Ainda não contei a ele e pelo jeito a Francis também não.


-Hummm.


Os garotos e garotas começaram a se despedir e a sair da sala.


-Tchau-despediu-se Tiago, cabisbaixo.


-Tiago, espere. Preciso falar com você-disse Harry.


-Eu vou indo-disse Rony, e em seguida saiu da sala.


-Oi, pai-disse Tiago, cabisbaixo.


-Pelo que eu pude perceber você não estava atento na aula de hoje.


-Desculpe, pai-disse Tiago, olhando para o chão.


-Quero saber o que acontece com você. Só isso.


-Sinto falta da Francis-desembuchou Tiago.


-Entendo. Mas você precisa saber que a Francis não é mais dessa turma...


-Por que?-perguntou Tiago, assustado.


-Ela trancou o treinamento de aurores. E a partir da próxima semana ela será estagiária de sua tia Hermione, no Departamento de Execução das Leis da Magia.


-Por que a Francis não me contou?!-disse Tiago, indignado.


-Isso você deve perguntar a ela.


-Pai, eu tenho que ir-disse Tiago, indo para a porta.


-Você vai para onde?


-Vou para casa-respondeu Tiago.


Harry viu o filho sair. Não podia fazer nada, Tiago já estava na idade de resolver seus problemas, sozinho. Qualquer coisa, ele não hesitaria em ajudar o filho, mas sabia que aquele problema em especifico só ele poderia resolver com a amiga.


Tiago seguia pelas ruas, pensativo. Pensou em ir até a casa de Francis, mas não queria brigar com a amiga. Seria melhor antes esfriar a cabeça, antes de tirar satisfação com a amiga. Ele respirou fundo e seguiu o caminho de casa. Tiago parou na frente da porta de casa e passou a mão pelos cabelos. Ele abriu a porta de casa e viu a mãe com a tia chegarem a sala.


 -Oi, Tiago-cumprimentou Hermione.


-Tia, a senhora é uma traidora. Como a senhora pode fazer isso comigo?-perguntou Tiago a queima roupa.


-Desde quando você fala com falta de respeito com sua tia, mocinho?-repreendeu Gina.


-Desculpe, Tiago. Mas a Francis disse que preferia contar a você pessoalmente-explicou Hermione.


-Mas ela não o fez. Só soube hoje por papai que me contou a notícia depois do treinamento. Tia, a senhora poderia ter negado...


-Não, não poderia. Ela entende muito bem das leis da magia, não podia desperdiçá-la desta maneira. E ela nem gostava da idéia de se tornar auror...-explicou Hermione.


-Então porque ela concordou comigo em tornamos aurores?-cortou Tiago.


Hermione olhou para Gina.


-Tiago, vá tomar um banho que você está bastante suado-disse Gina.


-Mas, eu quero saber!-disse Tiago, indignado.


-Obedeça agora, Tiago Potter-disse Gina, autoritária.


Tiago subiu as escadas para o quarto, batendo os pés, irritado.


-Tenho que ter outra conversa com ele.


-Pensei que ele já soubesse que Francis será minha estagiária-disse Hermione, aturdida.


-Acho que todos esperavam que a própria Francis contasse isso a ele. Mas como eles brigaram e depois... Quando ele terminar o banho, conversarei com ele já que ele estará com a cabeça mais fria.


-Será bom. Eu já vou. Obrigada. E desculpe ter aparecido assim-disse Hermione, constrangida.


-Menos, Hermione. Você é minha melhor amiga e cunhada, e não preciso ficar repetindo isso-disse Gina, abraçando a amiga.


Hermione beijou a face da amiga e depois foi embora.


***


Tiago sentia a água do chuveiro escorrer pelo seu corpo.


FLASHBACK...


O beijo é intenso. Ele não quer se separar dela. Ele sente as mãos delas deslizando por suas costas enquanto suas pernas estão entrelaçadas as dele. Ele a deita na cama e a beija novamente...


Toc toc toc. Alguém bate na porta do quarto.


Ela desgruda os lábios dos dele e olha para a porta.


-Alguém bateu na porta-disse Francis.


-Não é ninguém-disse Tiago, beijando o pescoço de Francis.


Ela deita a cabeça novamente no colchão, mas uma voz rompe pelo quarto:


-Tiago, abra essa porta. Agora!-exigiu Gina.


Tiago com o susto quando se virou, caiu da cama.


-Já vou, mãe-gritou Tiago, levantando do chão.


Francis rapidamente se levantou da cama, apontou a varinha para cama e ela arrumou-se instantaneamente. Enquanto isso Tiago abria a porta para a mãe.


-Mãe, a porta estava aberta.


-Eu sei, mas é ruim para eu abrir com as mãos ocupadas-disse Gina que segurava uma bandeja com suco e fatias de bolo.


Gina entrou no quarto e no mesmo instante percebeu que algo diferente aconteceu ali. Ela colocou a bandeja em cima da cama. E olhou para Tiago que estava sem camisa, cabelos assanhados mais do que o normal, corado e lábios inchados... Francis estava sentada na ponta da cama, os cabelos antes presos estavam soltos e assanhados, a blusa amassada e se desse para ver os lábios da garota com certeza também estavam inchados.


-Espero que aproveitem o lanche-disse Gina.


-Obrigada, Sra.Potter. Mas preciso ir-disse Francis, levantando.


-Já? Beba ao menos o suco-disse Gina, prestativa.


Francis para não fazer desfeita, bebeu um pouco do suco e comeu metade de uma fatia de bolo. Tiago permaneceu calado, pois não sabia direito o que acontecera ali.


-Obrigada. Preciso realmente ir.


Antes de Francis sair do quarto, ela olhou rapidamente para Gina e depois para Tiago. Estava intensamente vermelha. Ela saiu dali.


-Você tem que ir devagar com ela-disse Gina a sós com Tiago.


Tiago olhou para a mãe.


-Só um cego não percebe o que aconteceu aqui-disse Gina, olhando ao redor. –Forrar a cama não engana ninguém.


Tiago sentou-se na cama.


-Nem eu sei o que se passou aqui-disse Tiago, confuso.


-Você tem que pensar no que realmente sente pela Francis. Ela é sua melhor amiga. É uma garota fiel, paciente, bonita, inteligente e muito frágil. Você é a primeira experiência sentimental dela. Ela tem medo de se machucar então não é bom alimentar as esperanças dela se não for ficar com ela-explicou Gina.


-Mãe, somos melhores amigos. Não posso simplesmente chegar na Francis e dizer: “vamos ficar juntos”. São anos de amizade...


Gina respirou fundo, impaciente.


-Você é tão cego quanto era seu pai!


-Ahm?!


-Uma hora você irá perceber o que está tão na cara-disse Gina, indo para a porta. –Enquanto isso, reflita.


Gina deixou Tiago ainda mais confuso que antes.


FIM DO FLASHBACK...


 


Tiago entrou no quarto e deu de cara com Gina que segurava um copo de leite. Ela estendeu o copo para o filho que pegou e bebeu tudo. Tiago abraçou a mãe e lágrimas silenciosas começaram a descer por sua face.


-Eu fui tão idiota durante todo esse tempo-disse Tiago com a voz embargada.


-Então você finalmente percebeu que...


-Eu sou perdidamente apaixonado pela Francis. Sim, eu percebi-disse Tiago, afastando-se de Gina e sentando na cama.


-Agora é você contar o que sente para ela-disse Gina, sentando ao lado do filho.


-Como se fosse tão fácil. Uma coisa é eu estar apaixonado e outra bem diferente é a Francis corresponder a esse sentimento-disse Tiago, triste.


“Não nega ser filho do Harry. Dois cegos. Afff! Eu que não vou ser a pessoa que vai abrir os olhos desse garoto”, pensou Gina.


-Você pensou bem mesmo durante esses dias?


-Claro, mãe!


-Em todos os detalhes? Todos os pontos de vista? Todos os aspectos?


-Sim.


-Tem certeza?


-Sim, tenho.


Gina respirou fundo e levantou-se.


-A única coisa que posso lhe dizer é que você tem que pesar: a amizade e o que sente por ela.


-O que faria no meu lugar, mãe?


-Faça essa pergunta a seu pai. Ele melhor que ninguém responderá o que você precisa saber...


***


Kevin seguia pelos corredores arrancando suspiros das garotas por onde passava com seu lindo e cativante sorriso.


-Ei, cara. O que você tem aí?-perguntou Kevin, aproximando-se de um garoto do quarto ano da Sonserina.


-São vomitilhas-disse o garoto, mostrando o doce para Kevin.


-Vomitilhas, é? Pode me dar um para eu experimentar?


O garoto olhou para Kevin, desconfiado. Deu um doce a Kevin e saiu dali. Roxanne corria para não chegar atrasada a aula até que bateu de frente em Kevin.


-Poxa, garoto. Você me persegue?


-Você que trombou em mim-disse Kevin, indignado.


Kevin olhou para o doce na mão e ia colocar na boca quando Roxanne disse:


-Mal começaram as aulas e você já quer gazear aula!


-Só quero comer um doce, posso?


-Se você quer ficar vomitando por aí. Pode comer e eu ainda posso dizer onde você pode comprar mais-disse Roxanne, olhando para o doce.


-Sabe, é?


-Sim, sei. Mas depois te digo. Eu não quero ficar de castigo já que é proibido esses tipos de doces na escola.


Roxanne virou-se e viu o Sr.Filch dobrando para o corredor.


-Esconde isso agora-murmurou Roxanne.


-Por que?-perguntou Kevin sem entender.


Roxanne arrancou o doce da mão de Kevin e ia colocar na bolsa, mas antes o Sr.Filch pegou a cena.


-Ótimo. Os primeiros alunos que irão para o castigo-disse o Sr. Filch com aquele sorriso feio. –Pode me dar esse doce, senhorita. E me sigam até a diretoria.


Roxanne fuzilou Kevin com o olhar. Kevin ainda não entendia como um simples doce poderia deixá-lo de castigo. Os dois seguiram o Sr.Filch até a diretoria. Minerva McGonagall estava por trás da mesa da direção olhando alguns papeis ao verem os alunos e o Sr. Filch, levantou o olhar.


-Bom dia-cumprimentou McGonagall.


-Bom dia-disseram os outros.


-O que esses alunos fizeram para trazê-los aqui, Sr. Filch?


-Eles estavam com esse doce, diretora-disse o Sr. Filch, colocando a vomitilha em cima da mesa da diretora.


-Srta. Weasley, você sabe que é proibido o consumo dos doces de seu pai aqui na escola-reclamou McGonagall.


-Por isso, você sabia onde vendia o doce-disse Kevin como se tivesse feito a maior descoberta de todos os tempos.


-Cala a boca-reclamou Roxanne.


-E você Sr. Gregson, não acha muito cedo para já começar a aprontar na escola?


-Mas eu não sabia que esse doce era proibido na escola.


-E onde conseguiu esse doce?-perguntou McGonagall.


-Um garoto da Sonserina estava comendo o doce no corredor então pedi um para experimentar-disse Kevin, sincero.


-Se você não sabia, agora sabe que é proibido o consumo de produtos das Gemialidades Weasleys. Embora isso foi avisado no dia em que chegaram aqui-repreendeu McGonagall.


-Eu não acredito que a Kathleen não falou para você sobre os doces que meu pai e meu tio criaram...


-Não lembro. Minha irmã falou tantas coisas para mim. Mas o mais importante ela se esqueceu de me dizer...


-O que?-perguntou Roxanne, curiosa.


-Que a melhor amiga dela é uma garota bastante irritante e chata.


Roxanne que esqueceu completamente que estava na sala da diretora, pegou a vomitilha em cima da mesa da diretora e empurrou o doce para a boca de Kevin. Ele manteve a boca fechada.


-Você é que irritante! Come esse doce! Vomita até quando não agüentar mais-disse Roxanne extremamente irritada.


McGonagall ao presenciar aquela cena, levantou-se.


-Parem já-ordenou McGonagall.


Roxanne e Kevin ficaram em silêncio.


-Vocês merecem um castigo. Além de consumir produtos proibidos na escola, brigam na frente da diretora sem o menor respeito-disse McGonagall, altiva.


Os dois baixaram a cabeça.


-Vocês não poderão sair no próximo final de semana da escola.


-Mas diretora-interrompeu Roxanne.


-Ainda não acabei, Srta. Weasley. Vocês terão que limpar a sala de Defesa contra as Artes das Trevas, o professor Ted disse que agradeceria bastante aos alunos que se dispusesse a limpar a sala.


-Mas não nos dispusemos-disse Kevin, espontâneo.


Roxanne fuzilou Kevin com o olhar. McGonagall fingiu não escutar o comentário do aluno.


-E vocês irão trabalhar juntos. Vocês precisam saber lidar melhor com seus ânimos quando estão próximos. Sr. Filch, no sábado você irá dizer ao Sr.Gregson e a Srta.Weasley qual o trabalho deles na sala do professor Ted. Agora podem ir.


McGonagall voltou a sua cadeira. Sr.Filch, Kevin e Roxanne saíram calados.


***


David chegou por trás de Rose no Salão Principal.


-Rose, amor-disse David, enlaçando a namorada pela cintura. –O que faremos no final de semana?


-David, esqueceu que sábado eu terei sessão de fotos? Estarei o sábado totalmente ocupada. Desculpe-disse Rose, tocando gentilmente o queixo do namorado.


-Realmente esqueci. E agora o que farei no sábado sem minha namorada?-disse David, cabisbaixo.


-Você poderia sair com o Fred...


-É, eu posso falar com ele. Se ele não for sair com a Maggie...-disse David, reticente.


Os alunos podiam sair de Hogwarts nos finais de semana, mas os alunos do primeiro, segundo e terceiro precisavam da autorização dos pais ou responsáveis. Ali perto Roxanne, Molly e Kathleen comiam e conversavam.


-E o que vocês farão no sábado?-perguntou Molly.


-Roxanne e eu vamos para o shopping fazer compras. Quer ir conosco, Molly?-disse Kathleen, descontraída.


-Seria legal. Não tenho nada para fazer esse sábado-respondeu Molly.


-Humm, Kath. Eu não poderei sair esse sábado-disse Roxanne, irritada.


-Por que? O que aconteceu?-perguntou Kathleen.


-Porque estarei de castigo. Terei que limpar a sala de Defesa contra as Artes das Trevas-respondeu Roxanne.


-Por que você ficou de castigo?-perguntou Molly.


-Porque o Kevin da Sonserina-disse Roxanne, olhando para a melhor amiga. –Estava com uma Vomitilha que ele disse não saber que era proibido esse doce na escola e como estava perto na hora que tentei esconder o doce para o Sr. Filch não ver, eu terminei indo para a diretoria com ele. E para piorar discuti com ele na sala da diretoria então...


-Então podemos deixar para outro sábado-disse Kathleen.


Molly concordou com a cabeça.


-Ah, não. Não quero que deixem de divertir por minha causa. Vocês podem sair para dar uma volta, paquerar um pouco-disse Roxanne, tentando animar a amiga e a prima.


-Nós poderemos dar uma volta em algum parque. Só para respirar um pouco de ar puro-sugeriu Molly.


-Podemos sim-disse Kathleen, ainda triste por amiga não poder ir.


Fred entrou no Salão Principal de mãos dadas com a namorada. Ela deu um rápido beijo nele e foi para a mesa de Sonserina. Fred chegou a mesa da Grifinória e sentou ao lado de David.


-Bom dia-disse Fred, pegando uma torrada.


-Bom dia-disseram David e Rose.


-Fred, o que você fará neste sábado?-perguntou Rose, olhando para o primo. –David e eu não iremos sair porque tenho uma sessão de fotos neste sábado...


-Eu estava conversando com a Maggie e ela irá sair com os pais este final de semana para visitar a avó então estarei livre-explicou Fred.


-Você poderia sair com o David fazer um programa de melhores amigos-sugeriu Rose.


-Seria legal. Mas iríamos fazer o que?-perguntou Fred, pensativo.


***


Dominique corria atrás de Louis e Melissa pelos corredores de Hogwarts.


-Ei, parem vocês dois-gritou Dominique ao ver os dois dobrarem para outro corredor.


-Taylor-gritaram Louis e Melissa juntos ao verem o garoto.


Taylor segurou a mão de cada um. E sorriu. Depois tudo aconteceu rapidamente. Taylor soltou as mãos de Louis e Melissa. Os dois afastaram-se de Taylor. Dominique não conseguiu frear a tempo e esbarrou em Taylor. Ela amparou uma mão no peitoral dele e outra mão na barriga dele, ele chocou-se com as costas na parede. Taylor ainda estava assustado com o choque quando Dominique levantou a cabeça e deu de cara com ele. Ela apertou a barriga dele, percebendo que tinha uma barriga definida. Taylor levou a mão até a cintura de Dominique, apertando quando sentiu ela espalmar a mão no peito dele. Uma força dominou a mão dele e ele puxou-a para mais perto dele. Os dois olharam-se intensamente.


-Taylor, quando você vai contar mais histórias?-perguntou Melissa, quebrando o encanto do momento.


Dominique segurou o braço de Taylor e depois afastou-se.


-Hoje a noite eu conto uma história para vocês depois do jantar, ok?


-Hehehehe-gritaram Louis e Melissa.


Taylor olhou para Dominique que sorriu discretamente.


-Agora que vocês conseguiram o que queriam, vamos para o Salão Principal para comermos e não chegarmos atrasados na aula.


-Eu vou com o Taylor-disse Melissa, segurando a mão de Taylor.


Louis e Dominique seguiram os dois que iam à frente. Dominique tinha os olhos presos nas mãos de Taylor e Melissa.


“Ridiculo, Dominique. Por que você acha que todos preferem o Taylor a você? E a Melissa só é uma garotinha de 11 anos enquanto você já está com 16 anos”, pensou Dominique.


 


 


Dias depois...


Molly esperava Kathleen no Salão Comunal da Grifinória para irem ao parque. Ela estava sentada na poltrona quando viu David descer as escadas do dormitório masculino.


Você estava ali parada tão sozinha
Sem ninguém pra conversar
Distraída ali brincando com o tempo
Colocando as suas coisas no lugar
Precisando de algum carinho
O teu caso é igual ao meu
Falta beijo, falta abraço e companhia na viagem


-E aí, Molly? Vai sair?-perguntou David, olhando para a roupa que a amiga vestia.


Molly vestia um vestido amarelo que sentada deixava suas pernas a mostra. Os cabelos estavam presos em um rabo de cavalo. Usava um par de argolas nas orelhas. E sandálias de salto baixo nos pés, pretos.


David vestia uma camisa vermelha e uma calça jeans azul. Nos pés; tênis.


-Vou dar uma volta com a Kathleen já que a Roxanne hoje está de castigo.


-Então você vai sair com a Kathleen...-disse David, pensativo.


-O que você está pensando?-perguntou Molly, olhando a expressão travessa do amigo.


-Molly, quer me ajudar?-perguntou David, sentando no braço da poltrona de Molly.


-Se for algo bom...


-Você quer dizer o que com isso? Que eu não sou um bruxo bom?-perguntou David, fingindo-se de chocado.


Molly sorriu.


-Fala logo, David.


-Certo. É que hoje eu sairei com o Fred. A Rose tem uma sessão de fotos e a Maggie ia visitar a avó com os pais então hoje será um programa de melhores amigos. Mas como você sairá com a Kathleen...


-Entendi. Mas você não acha melhor o Fred e a Kathleen se resolverem, sozinhos. Será que não iremos atrapalhar se nos intrometermos?


-Não estou fazendo a volta entre eles, embora na minha modéstia opinião o Fred e a Kathleen são bem melhores juntos.


Molly levantou as sobrancelhas.


-Eu só quero que ao menos eles voltem a se tratar normalmente-explicou David.


-Está bem, eu ajudo você. É realmente incomodo verem que eles mal se falam. Mas o que faremos?


-Iremos a um passeio. Nós quatro, agora-disse David, com um sorriso travesso. –Lembra quando eu sentava no seu colo?


Molly olhou para David sem entender.


-Lembro disso não.


-Irei fazer você lembrar-disse David, e em seguida sentou no colo de Molly.


-Ei, você não acha que é pesado para mim, não?-fingiu reclamar, Molly.


-Amigos são para essas coisas... na alegria, na tristeza, na riqueza, na pobreza, na saúde, na pobreza, na leveza ou no pesado...


-O começo me lembrou casamento, mas o final ficou estranho-disse Molly, sorrindo.


-Sabe, quando fazemos uma amizade verdadeira é como um casamento. Estamos com o amigo e/ou amiga em todos os momentos, não é?


Molly confirmou com a cabeça. David colocou dois fios soltos por trás da orelha de Molly e deslizou as costas da mão pelo rosto dela, delicadamente.


-Eu gosto muito de você, Molly. Sabe disso, não é?


-Sei, sim-confirmou Molly.


David deslizou a mão até o queixo de Molly e inclinou a cabeça em direção a ela.


-Mas que cena é essa? Se você não namorasse minha prima Rose, eu diria que estava paquerando minha outra prima, a Molly-disse Fred, desconfiado.


David ficou em pé enquanto Fred descia as escadas.


-Meu melhor amigo sempre cheio de gracinhas-disse David sem se balançar com a indireta de Fred.


-Desse jeito, eu penso que estou fazendo algo errado. Estávamos apenas conversando como bons amigos que somos-explicou Molly.


-Eu sei que você é inocente, Molly-disse Fred. –Qualquer coisa, o único culpado será o David-disse Fred em tom de brincadeira. Embora David achasse que o amigo não estava brincando.


-Vamos?-perguntou Fred a David.


-Os planos mudaram um pouco. Teremos companhia.


-De quem?-perguntou Fred, curioso.


-A minha-disse Molly, sorridente.


-Sua companhia sempre é bem-vinda-disse Fred, abraçando a prima pelos ombros.


-E a outra está descendo a escada-disse David.


Fred não acreditou no que via. Kathleen descia as escadas, ela vestia calça jeans preta com uma blusa preto e branco. Nos pés calçava sandálias baixas. Usava um colar com um pingente de uma maçã. Aquele colar o fazia voltar a tempos atrás... Ele balançou levemente a cabeça para apagar o pensamento. Kathleen desceu a escada e se pôs do lado de Molly.


-Oi-cumprimentou Kathleen, educada. -Vamos?-perguntou Kathleen para Molly, mas ela tinha reparado no ex-namorado.


Ela viu que Fred vestia calção até a canela da cor caqui. E usava uma camiseta branca onde se notava os braços e o peitoral definido pelo quadribol. Nos pés calçava sandálias rasteiras.


-Mudamos um pouco os planos, Kathleen. Os garotos irão conosco-disse Molly, sorridente.


Kathleen olhou para David e depois rapidamente para Fred que parecia não gostar da idéia.


-Não acho que...-começou Kathleen.


-Também não acho-cortou Fred, irritado.


-Pois achamos que é uma ótima idéia, não é, Molly?-incentivou David.


-Ah, pessoal. Será mais legal mais gente. Podemos voltar até a infância com algumas brincadeiras. Vamos! Será divertido-disse Molly, animada.


Fred respirou fundo e foi na frente. Kathleen o seguiu, relutante.


-Não sei se foi uma boa idéia-murmurou Molly para David.


-Foi sim. Nos divertiremos, você verá-disse David, e em seguida deu piscadinha.


 


David, Fred, Molly e Kathleen chegaram ao parque. Um parque de muito verde, muitas árvores. Havia poucas pessoas por ali. E por coincidência ou não, ali só havia casais. David percebendo isso, não soube o porquê, mas começou a rir.


-Pensando em Rose?-perguntou Kathleen a David.


Molly que olhava ao redor, olhou para David esperando sua resposta. Fred não acreditava que aquilo estava acontecendo. Estava ali com a ex-namorada, com a prima que ainda não percebera o que acontecia ao seu redor e o melhor amigo que praticamente tinha na testa: “Estou com a Weasley errada, por favor, me acordem”. Agora foi a vez de Fred rir.


-O que minha pergunta tem de engraçada?-perguntou Kathleen, aturdida.


-Nada. Não há nenhum momento do dia que meu amigão não pense na namorada, não é?-perguntou Fred, dando um soco no ombro do amigo. –Vou ali comprar uma bola. Será bom gastar um pouco de energia.


Fred voltou para o grupo batendo uma bola no chão.


-Então quem topa algum jogo com bola?


-Poderíamos jogar vôlei ou queimado-disse David, olhando para as garotas.


-Poderíamos jogar vôlei-disse Molly, animada.


David passou uma linha no chão para marcar território.


-Ok. Uma dupla fica aqui e outra do outro lado-disse David.


-E quem ficará com quem?-perguntou Molly.


-Acho que seria mais justo se fosse um garoto com uma garota, pois os garotos são mais fortes-disse Kathleen.


-Concordo-disse David.


-Então quem serão as duplas?-perguntou Fred.


-Sejamos cavalheiros, Fred. As garotas escolhem com quem querem jogar-disse David.


-Escolham garotas-disse Fred sem olhar para Kathleen.


Kathleen rapidamente se pôs ao lado de David. Ele deu um pequeno sorriso para Molly e fez um pequeno gesto com a mão que indicava: depois. Molly foi para o lado de Fred. O jogo começou calmo, mas depois as duplas invadiam um o espaço da outra. Até que teve um momento que David e Molly trombaram um no outro para tentar arremessar a bola. Os dois caíram no chão e começaram a rir. David colocou a cabeça na barriga de Molly enquanto estava encolhido de tanto rir no chão. Fred ficou no lado dos dois e falou:


-Acho que o vôlei já deu. Que tal queimado agora?


David levantou e quando ia ajudar Molly a levantar, Fred esticou a mão e levantou a prima.


-Agora nós trocamos as duplas-disse David, encarando Fred.


Fred encarou o amigo, mas não disse nada. David segurou a mão de Molly e a puxou para o lado dele. Kathleen foi relutante para o lado de Fred. De vez em quando as duplas entre si se esbarravam para não ser atingido pela bola. A primeira que foi queimada foi Molly por Fred. Depois Molly conseguiu queimar Kathleen. E com muita dificuldade Fred conseguiu queimar David.


-Que tal um sorvete? Para aliviar o calor-disse David.


-O calor está demais-disse Fred.


Os quatro foram até o sorveteiro que vendia sorvetes no parque. Eles perguntaram de que sabores tinha de sorvete ao qual o sorveteiro respondeu com simpatia.


-Morango-disse Kathleen.


-Chocolate-disse Molly.


-Flocos-disse David.


-Coco-disse Fred.


Cada um pegou seu sorvete. Fred e David pagaram os sorvetes.


-Eu quero um pouco do seu-disse David, ficando do lado de Molly.


-Ah não, David. Por que você não pediu de chocolate?


-É só um pouco, Molly-disse David, baixando a cabeça em direção ao sorvete de Molly.


Ela desviou o sorvete dele e saiu correndo com David atrás. Fred e Kathleen viam as peraltices dos amigos.


-O que o David pensa que está fazendo?-perguntou Fred para si.


-Eu sei que está pensando, mas o que for de ser será-respondeu Kathleen a pergunta de Fred mesmo sabendo que não era para ela.


Kathleen seguiu na frente deixando um Fred pensativo para trás. David alcançou Molly, mas ela esticou o braço para afastá-lo dela enquanto aproveitava o seu sorvete. David rapidamente poderia tomar aquele sorvete de Molly, pois era mais forte do que ela, mas o bom mesmo era aquele clima de amizade entre eles. Depois de aproveitarem o sorvete, Kathleen perguntou:


-E o que faremos agora?


David aproximou-se devagar de Kathleen e a segurou pela cintura.


-Ei, o que você está fazendo?-perguntou Kathleen com as pernas no ar.


-Respondendo sua pergunta. Será meninos pega meninas, vocês só não poderão ser pegas se imitarem algum animal-disse David, colocando Kathleen.


-Mas por que nós que temos que pagar o mico?-perguntou Kathleen, indignada.


-Porque é mais divertido vendo vocês pagando mico já que rapidamente Fred e eu pegaremos vocês-explicou David.


Molly que abaixou para ajeitar as sandálias nos pés. Olhou para Fred e disse:


-Deixe pelo menos Kathleen e eu termos uma vantagem de você já que você é um dos melhores corredores que eu conheço.


Fred que prestava atenção no olhar de David para as pernas de Molly, disse:


-Acho melhor não. Não quero que os garotos fiquem olhando as pernas da minha prima por aí-disse Fred, dando uma indireta para David.


David apoiou a cabeça no ombro de Kathleen enquanto esperava começar a brincadeira.


Molly levantou-se e abraçou gentilmente o primo.


-Eu sei que todos os Weasleys são ciumentos. Mas eu sei me livrar de olhadas inconvenientes.


-Sabe mesmo?


-Então vamos começar?-perguntou David que não estava curtindo muito a conversa entre Fred e Molly.


-Sim-disseram Molly e Kathleen.


-Contaremos até 10 e iremos atrás de vocês...1-começou David.


As garotas começaram a correr.


-Acho melhor nos separarmos-disse Kathleen.


-É. Nós juntas será mais fácil eles nos pegar-disse Molly.


Uma correu para um lado e outra para o outro. E daí, os garotos correram atrás delas. David correu atrás de Molly. Fred sabia que o amigo faria isso. Primeiro porque ele armara aquilo tudo para que Fred ficasse perto da ex-namorada. Segundo porque estava mais do que na cara que David estava balançado por Molly mesmo namorando Rose. David estava perto de alcançar Molly quando ela parou e começou a imitar uma gata, David tentou aproximar-se, mas Molly fazia gestos como se fosse arranhá-lo.


Fred correu atrás de Kathleen que se escondeu atrás de uma árvore. Ele sorrateiramente arrodeou a árvore e se pôs de frente a Kathleen, ela que não esperava por isso, levou um susto. E esqueceu-se de imitar algum animal.


-Agora você paga um mico para eu não pegá-la?-perguntou Fred mais próximo de Kathleen, mas sem tocá-la.


-Eu ainda estou me recuperando do susto-disse Kathleen, respirando com dificuldade.


-Você perdeu sua chance-disse Fred, colocando um dos braços de cada lado de Kathleen.


Kathleen que sabia que Fred evitava tocá-la, abaixou a cabeça para passar por debaixo do braço dele. Mas como ela estava enganada. Fred vendo o que Kathleen ia fazer com um braço puxou-a.


-O que você pensa que vai fazer?-perguntou Fred, olhando para Kathleen.


Com o movimento Katleen estava com parte do cabelo no rosto. Fred para olhá-la melhor, tirou os cabelos do rosto dela. Ela estava ali tão perto dela como no tempo que namoravam.


-Acho que posso tentar me soltar de você, não?-perguntou Kathleen, sentindo o braço de Fred enlaçando sua cintura e a outra mão colocava gentilmente os cabelos dela atrás da orelha.


-Eu tenho que levá-la para dizer que consegui capturá-la...


-Ok, mas quando estivermos perto você me segura novamente-disse Kathleen, tentando afastar-se de Fred.


-Mas a brincadeira não é assim-disse Fred, mantendo Kathleen junto de si.


Fred podia sentir o nervosismo de Kathleen e gostava daquilo, embora estivesse brincando com fogo. E quem brinca com fogo tem grande chance de queimar-se.


-Então podemos ir?


-Para que a pressa?


-Você não quer saber o que seu melhor amigo e sua prima estão fazendo?


Fred que tinha esquecido totalmente de David e Molly, pegou Kathleen nos braços e saiu andando.


-Ei, me põe no chão-pediu Kathleen.


-Não-disse Fred, enfático.


David não ligou para a chance de Molly arranhá-lo, ele pegou a amiga pela cintura e a girou.


-Ei, isso é injusto-gritou Molly. –Eu imitei uma gatinha.


David colocou Molly no chão que segurou no ombro de David para se equilibrar.


-Você vai me deixar tonta desse jeito.


-Então você assume que eu te deixo tonta. Hummm é bom saber disso.


Molly revirou os olhos para o amigo e virou-se.


-Acho bom vermos como estão o Fred e a Kathleen. Ver se eles não estão se matando.


-Molly-chamou David.


-Sim?-perguntou Molly, virando-se.


Molly que não esperava que David estivesse tão perto dela. Esbarrou nele e segurou-se na camisa dele para não cair. David olhou para a boca de Molly que estava entreaberta, ele apertou rapidamente os lábios. E segurou as mãos de Molly que ainda seguravam a camisa dele... Fred chegou com Kathleen nos braços fazendo com que David e Molly se afastassem.


-Você se machucou?-perguntou Molly, preocupada.


-Não é que seu primo ficou com medo que eu fugisse. Pode me colocar agora no chão?-perguntou Kathleen sem olhar para Fred.


Fred que parecia estar muito confortável com Kathleen nos braços só a colocou no chão quando percebeu o olhar e o sorriso que Molly e David trocaram ao ver a relutância de Fred de colocar Kathleen no chão.


-Obrigada-disse Kathleen, aliviada.


-Cavalos-exclamou Molly.


Fred sorriu ao ver a expressão de felicidade no rosto da prima. Molly era apaixonada por cavalos e montava muito bem. Ali perto havia um cavalo branco e uma égua preta, muito bem tratados e bonitos. Molly instantaneamente aproximou-se dos cavalos e acariciou-os. Kathleen mantinha-se um pouco afastada. Fred sabia que a ex-namorada tinha muito medo de cavalos que só montara uma vez por muita insistência dele. Um senhor que segurava as rédeas dos cavalos, perguntou:


-Querem montar?


-Podemos?-perguntou Molly com os olhos, brilhantes.


-Claro que sim. O parque disponibiliza alguns cavalos para quem quiser dar um passeio. Este é Robin-disse o senhor, tocando o cavalo branco. –E esta é Rubi-disse acariciando, a égua. –Então quem irá montar?-perguntou o senhor, olhando para os quatro.


-Eu-disse Molly, acariciando Robin.


-Nós-disse Fred, puxando Kathleen pela mão.


-Eu não vou montar. Eu tenho...


-Medo. Eu sei. Você vai montar comigo-disse Fred.


-Não acho que seja uma boa idéia-disse Kathleen, relutante.


-É uma ótima idéia-incentivou David.


-E você vai ficar olhando? Eu posso ficar com você-disse Kathleen, esperançosa.


-Não, eu irei com a minha amiga Molly. Tudo bem para você?-perguntou David, olhando para Molly.


-Certo-disse Molly, simplesmente.


Fred montou Rubi e David ajudou Kathleen a subir a égua, embora ela estivesse muito relutante em ir. Devagar Fred saiu com Kathleen montado na égua.


Molly subiu em Robin e depois David montou, segurando a cintura de Molly. Ela sorriu para o senhor e saiu devagar com o cavalo. Quando afastou-se um pouco e viu um enorme campo que ela não via o fim, ela saiu cavalgando rapidamente com o cavalo. Rapidamente ela ultrapassou Fred que cavalgava devagar por causa de Kathleen. O cavalo parecia nem sentir o peso de duas pessoas nele, ele corria pelo campo livremente. Molly sentia o vento no seu rosto. E o braço de David envolto na sua cintura. Ela se sentia tão livre. Ela amava cavalgar. Ela sentia o cabelo voar com o vento mesmo com o rabo de cavalo. David sentia a felicidade irradiar pelo corpo de Molly. Ela parecia tão feliz e satisfeita, cavalgando. E ele estava tão perto dela. Ele podia sentir qualquer movimento que ela fizesse com o corpo. E o pescoço dela tão alvo e exposto. David aproximou o rosto do pescoço de Molly e deslizou o queixo pelo pescoço dela. Molly sentiu-se arrepiar. David deslizou os lábios pelo pescoço exposto de Molly que não conteve um pequeno gemido, mas com isso ela freou o cavalo.


-O que você... ?-perguntou Molly, olhando para trás.


Fred sentia as mãos de Kathleen apertando seu corpo com força. Ele sabia do medo que a ex-namorada tinha de cavalos.


-Por que você veio comigo já que está com tanto medo?


-Você praticamente me arrastou para vir com você-disse Kathleen com os olhos fechados.


-Isso não é desculpa.


-Quer saber a verdade? A pesar de ter medo de cavalos. Cavalgar me traz boas recordações-disse Kathleen, sincera.


Fred lembrou-se que pouco tempo depois que eles começaram a namorar, eles andaram de cavalos juntos.


-Pena que você percebeu isso um pouco tarde-disse Fred, frio.


-Não irei discutir com você, Fred. Eu sei que você nunca me perdoará por ter deixado você daquela forma.


-Senti sua falta-admitiu Fred. –Mas já passou. Agora estamos envolvidos com outras pessoas e felizes, não?-perguntou Fred, olhando de esguelha para Kathleen.


“Ele pensa que eu tenho algo com o Raffs. Quando ele irá entender que eu só amo ele”, pensou Kathleen.


-Pode-se dizer que sim-disse Kathleen com voz baixa.


Fred fez o cavalo correr mais rápido com a resposta de Kathleen. Quando se aproximou de Molly e David, Molly estava freando o cavalo e virando-se para olhar David.


Ao virar o rosto Molly por muito pouco não roça os lábios nos de David. Ele segurou o rosto dela nas mãos.


-Eu-sussurrou David quase beijando Molly.


-Ei! Eu acho que já é hora de voltarmos-gritou Fred, aproximando-se.


David tirou as mãos do rosto de Molly.


-Acho melhor irmos embora. Estou cansada-disse Molly, confusa.


David ficou calado, pois não sabia o que estava acontecendo. Fred naquele momento percebeu que o melhor amigo e a prima ainda não sabiam o que acontecia entre eles. Mas ele como um bom amigo tinha que abrir os olhos de David. E rápido! Isso dependia a harmonia entre Molly e Rose e o andamento do namoro de David com Rose.


***


Rose entrou pela porta deixando uma brisa fria entrar por ela. Encaminhou-se até seu agente e deu um grande sorriso...


-Oi . Tudo bem? Já está tudo pronto para o ensaio? – perguntou Rose


-Tudo bem, querida. Já está sim, só falta nosso segundo modelo. – O agente deu um grande sorriso. - Mas acho que você já pode ir para a maquiagem, eles já estão te esperando naquela outra sala.


-Está bem, mas quem é esse outro modelo? - Rose perguntou enquanto mexia na bolsa. - Eu conheço? Já trabalhei com ele?


-Bem ele é... – O agente nem terminou de falar, pois assim que ele começou a porta se abriu novamente trazendo um vento frio. Rose olhou para trás para ver quem viria a ser.


-Você!!!! – gritou Rose.


Scorpius caminhava pela rua, sabia que estava atrasado e Malfoys nunca se atrasam, tentou andar mais rápido até que avistou o estúdio onde seriam feitas as fotos. Deu um pequeno sorriso e se encaminhou mais rapidamente ao local, abriu rapidamente a porta, estava meio eufórico quando entrou a sala.


Só ouviu o: você, bem alto e ele conhecia muito bem aquela voz.


-Isso é brincadeira, não é? Uma pegadinha? Alguma coisa do tipo?-perguntava Rose com um sorriso, nervoso.


Scorpius alisou os cabelos e fez a cara de pouco caso.


“Estou vendo que vou ter uma tremenda dor de cabeça hoje”, pensou Scorpius.


Encarou a garota que já começava a ficar vermelha e saiu da porta, pois estava realmente frio.


– Deixa-me adivinhar não te avisaram que era eu que ia fazer as fotos contigo? - Scorpius deu um riso debochado. - Você anda muito mal informada Weasleyzinha...Tudo bem, Sam?


O agente respondeu:


-Tudo bem, Scorpius. Pronto para as fotos?


-Sim...


-Um minuto! Por que ele sabia que faria as fotos comigo e eu não fui informada disso? E você também é o agente dele?-perguntou Rose ao agente.


Mas Scorpius não o deixou falar, interrompendo:


-Provavelmente é porque eu tenho cabeça fria e você com tantos cabelos fogos na família anda muito com a cabeça quente –disse Scorpius, e em seguida sorriu. –Sim, temos o mesmo agente.


-Como eu não sabia disso?-perguntou Rose, irritada.


-Porque isso é assunto de gente grande. Coisa que você não é interessada.


Rose lançou um olhar “mortal” para Scorpius.


-Sam, por que você não me contou que seria ele que faria as fotos comigo?-perguntou Rose, apontando para Scorpius.


-Rose, você nunca se interessou quem seria os outros modelos com quem tiraria fotos. Sempre disse que era só trabalho.


-É verdade, mas nesse caso. Sendo um Malfoy... Sam, todos no mundo bruxo sabe que nossos pais não se suportam...-disse Rose, transtornada.


-Sim, eu sei. Mas não pensei que isso também se aplicaria aos filhos. Desculpe, Rose. Foi erro meu não ter avisado.


-Ah, por favor, nada de drama. Não precisa fazer esse espetáculo todo, Weasley-disse Scorpius, monótono.


-Eu não trabalharei com esse escorpião venenoso nem sob a Maldição Cruciatus!-disse Rose, irritada.


O agente veio a interferir:


-Mas Rose, nós temos um contrato a cumprir, a senhorita já assinou e agora vai ter que fazer a seção de fotos.  


-É isso ai Weasleyzinha seja responsável uma vez na vida e cumpra com seu dever, afinal sou eu que tenho que te aturar enquanto você vai se vangloriar por ter chegado perto desse corpinho aqui-disse Scorpius, apontando para si.


-Mas eu não sabia com quem eu tinha que trabalhar-disse Rose, indignada para o agente-E seu loiro oxigenado, eu sou muito responsável. Não sei você que chegou atrasado! E por que você acha que eu não quero trabalhar com você? Para ficar o mais longe possível de você, do seu corpo ou qualquer coisa que tenha referência a você-disse Rose, irritada.


-E você acha que isso importa? Isso é trabalho, não importa com quem você está trabalhando, o importante é fazer ele. - Scorpius disse e começou a apontar para o corpo. - E olha que não tem que fazer nem um sacrificio, eu sei que no fundo você é doida para tocar esse corpinho. Aproveita que é só por algumas horas. - Ele disse dando um sorriso. - Weasley essas vão ser as melhores horas da sua vida.


-Não irei trabalhar com você e pronto. Vou embora-disse Rose, se virando.


Imediatamente Scorpius a segurou pelo braço a fazendo se virar para ele. Eles dois bateram de frente e começaram a se encarar. Ambos se analisando. Houve um grande silêncio até que se ouviu um bater de palmas.


- Bravo. - Um homem falou enquanto batia palmas. - Dessa vez nós temos o casal perfeito, dá para ver que eles têm muita química. - O diretor fotográfico parabenizou o agente. - Esse ensaiovai ficar perfeito. – o fotografo disse colocando a mão na testa. - Agora queridos, por favor, vamos para a maquiagem.


-Mas... - Rose tentou dizer.  


- Nada de mais. – O fotografo disse os empurrando. - Para a maquiagem agora mocinha. O ensaio não pode mais esperar.


Todos os dois foram para a maquiagem, mesmo a Rose indo com uma cara péssima, Scorpius até saiu meio que rindo para a sala de maquiagem. Ambos não se viram até a hora das fotos, pois as salas de maquiagem e roupas foram divididos. Scorpius saiu primeiro vestindo uma camisa social 3/4 verde e uma calça jeans , com pouca maquiagem, seguiu até um dos sofás do estudio e se sentou enquanto sua "parceira" não ficava pronta. Rose saiu batendo a porta o que fez um tremendo barulho. Todos a encaram. Ela estava super vermelha. Ela saiu logo falando e apontando para a roupa:


-Eu estou quase nua com essa roupa!-gritou Rose-Eu exijo outra roupa!


-Você não pode, querida-disse o fotográfo-São fotos de uma marca famosa de roupa, e os donos querem as roupas que estão no seu camarim. Você terá que fotografar com elas de qualquer jeito.


A sessão de fotos era de uma famosa marca de roupas jovens do mundo bruxo. Já que eles começaram a usar roupas trouxas no mundo bruxo.


Rose estava ficando roxa de tão vermelha. Ela nem reparou como Scorpius olhava para ela. Rose vestia um top rosa tomara-que-caia que ficava acima do umbigo. E uma calça comprida de cintura baixa bem justa ao corpo. Aquela roupa mostrava cada curva de seu corpo. Só uma mecha do cabelo estava presa no alto da cabeça. A maquiagem valorizava bem os olhos e a boca.


Scorpius assim que ouviu o estrondo que houve, imaginou que fosse Rose fazendo mais um escândalo o que logo se confirmou quando a ouviu gritar, ele decidiu manter seus olhos fechados em tom relaxado enquanto a ouvia gritar com o fotografo. Mas de tanto a ouvir falar sobre a roupa decidiu dar uma olhada para conferir. Abriu lentamente os olhos na direção de Rose e assim que a viu impulsivamente abriu a boca, deixando seu queixo caido. Encarou cada extremidade de seu rosto. Já a havia visto antes em capas de revista, mas ela ficava mais linda ao vivo, contornou com os olhos rapidamente todas as extremidades de seu rosto e seguiu rapidamente para seu corpo. Encarou cada curva dela, que ficavam mais acentuadas com aquelas roupas.


Fechou novamente os olhos , já nem ouvia o que saia da boca de Rose ou do fotografo. A imagem de Rose ficou gravada.


-Esse é um dos piores dias da minha vida-marchou Rose para perto das luzes.


Scorpius a acompanhou caminhar duramente até as luzes. Ele sabia que ela teria que sentar a seu lado, só estava esperando tudo começar.


- Weasley, por favor, sente-se ao lado do senhor Malfoy, sim? - O fotografo falou. - Eu quero que vocês me dêem um olhar muito apaixonado um pelo outro. Quero que você Rose, esteja entorpecida de amor, e quero que você Malfoy esteja como se a estivesse sussurrando palavras de amor.


O fotografo esperou que Rose se sentasse para continuar a dar instruções.


-Olhar apaixonado?Mas eu odeio esse garoto!-disse Rose, sentando contra gosto ao lado de Scorpius.


Scorpius instintivamente passou a mão pelos ombros de Rose assim que ela sentou.


- Querida entre no papel, não esqueça de representar. - Ele riu baixo. - Eu sei que você é uma ótima atriz afinal finge o tempo todo que não está apaixonada por mim. - Ele deu outra risada. - Não tenha vergonha de admitir afinal todas as outras garotas da escola são, você só é mais uma delas...


Rose riu, sarcástica.


-As garotas que se apaixonam por você são todas cabeças ocas, eu tenho conteúdo. E lembrando você, eu tenho namorado. Eu gosto muito dele-disse Rose, calmamente.


-Aquele pamonha? - Scorpius riu. - Sinceramente não sei como ele conseguiu te conquistar, uma garota como você com tanto "conteúdo" - Scorpius riu enquanto falava a última palavra se aproximou do ouvido dela e começou a falar roucamente. - Aposto que ele nem sabe como te tratar, nem sabe te fazer sentir um arrepio por antecipação, aposto que ele não consegue te levar a loucura só com os beijos e com as pegadas. Responde-me, hein? Ele consegue te levar a loucura assim?


Scorpius falara isso tudo no ouvido de Rose. Ela fechara os olhos, entopercida pelo cheiro e pelo tom de Scorpius.


- E pelo que vejo eu tenho razão-disse Scorpius ao ver que Rose não respondeu nada.


-Sou muito mais meu namorado! Ele me trata bem, e me faz sentir bem. Ele fala tudo que eu gosto do jeito que eu gosto. Ele é perfeito para mim!-disse Rose, tentando manter o foco.


Rose empurra Scorpius.


-Essa foto ficou bem selvagem. Adoro!-gritou o fotográfo.


Scorpius só olhou para o fotografo e abanou a mão em sinal de "tanto faz" e jogou a cabeça para tras esperando a reação estourada de Rose para cima do fotografo. Scorpius sabia muito bem como Rose iria para cima dele...


Rose deu um risinho irônico.


-Qual é a próxima posição?-perguntou Rose, calmamente.


Scorpius virou rapidamente o rosto em direção a Rose reparando que ela estava muito calma, mais calma do que deveria. Acomodou-se melhor no sofá e esperou pelo que viria a seguir. Encarou o diretor e esperou para ver qual seria a próxima pose.


-Segure a cabeça dela por trás e empurre-a como se fosse deitá-la prestes a dar um beijo apaixonado-disse o fotografo.


-A intenção da seção fotografica e mostrar que um casal e apaixonado pelas roupas... ou que as roupas podem apaixonar mais o casal-disse o fotografo.


Rose fez uma cara de espanto.


"Calma, Rose. É só um trabalho. Ele não se deitará sobre você. Ele só vai fingir que vai deitar", pensou Rose.


Ela sentiu a mão de Scorpius por trás da sua cabeça, tocando-lhe os cabelos, e deitando-a superficialmente no sofá. Ela percebeu o corpo queimar quando viu o olhar de Scorpius.


Scorpius tentou colocar todo o seu peso sobre suas pernas para evitar que ela o sentisse... Aproximou-se mais dela como se fosse beijá-la. Decidiu dar o olhar que dava para todas as garotas que saia. A encarou bem fundo e foi se aproximando mais, por um instante encarou seus lábios. Lábios que estavam tão apetitosos para ser beijados...


-Eu não sou uma garota que você saí e depois joga fora-murmurou Rose, raivosa com o jeito que ele a olhava-Eu tenho pena de você!


-Isso, Isso... Quanto amor selvagem vocês dois expressam-disse o fotografo. - Agora eu quero mais ternura, sim? Mocinho a beije...


Scorpius nem ouviu o fotografo terminar a frase. Como assim beijar Rose Weasley? Isso estava fora dos principios dele.


Scorpius estava tão fora do ar que nem ouviu o diretor dizer para ele beijar Rose na testa.


-Ei, escorpiãozinho venenoso. Você vai continuar a me olhar assustado ou irá beijar minha testa?-perguntou Rose, levantando as sobrancelhas.


Scorpius a encarou.


“Testa ? Esse fotografo maluco tinha dito para beijar ela, não disse onde, disse? Eu vou mostrar para ela quem é o Scorpiaozinho assustado aqui... Acho que minha presa vai acabar fugindo”, pensou Scorpius.


Scorpius deu um sorriso malicioso e começou a aproximar seus lábios dos dela. Ainda a encarando profundamente... Agora era a vez de Rose está assustada. O que ele estava fazendo?O que ela estava fazendo? Por que ela não reagia? Ela escutou uma voz ao longe...


-Você agora vai ver quem é o assustado aqui!-disse Scorpius em direção a boca de Rose.


Quando estavam prestes a se beijar, ela virou o rosto. Scorpius beijou-a no lódulo onde ela sentiu um leve arrepio pelo corpo.


Ele encarou metade do rosto dela exposto e deu um pequeno sorriso e suspirou antes de seguir em direção ao lobulo a sua testa e depositar um casto beijo ali, fechando os olhos, para interpretar bem o seu papel.


-Quase Perfeito. - O fotografo fez um sinal de ok com a mão e sorriu. - Mocinha, por favor, sorria, vai sorria, você está feliz, com o seu namorado, só sorria...


-Ele não é meu namorado-gritou Rose, empurrando Scorpius e sentando.


-Mas querida, seja profissional. Finja que é... Imagine que é... - O fotografo falou calmamente. - Agora voltem a posição, sim? Seja uma boa atriz... é assim que elas fazem...


-Para mim, essa posição já deu. Não tem outra, não? Seja criativo! Como eu sei que você é!-disse Rose.


O fotografo riu.


- É, eu sei que sou. Então, você loirinho bonito-disse apontando para Scorpius- Deite no sofá, e você garota glamurosa, fique de 4 sobre ele como se fosse atacá-lo.


Scorpius deitou-se no sofá e Rose ficou de 4 sobre ele.


-Coloque a mão na cintura dela como se fosse puxá-la para você-disse o fotografo.


Scorpius obedeceu. Rose sentiu as mãos de Scorpius na sua pele, e ela sentiu que fazia leves movimentos com as pontas dos dedos como se a massageasse.De repente ela se sentiu sem forças, e caiu sobre ele. Quase os lábios se tocam, mas o barulho da câmera fez que ele virasse o rosto.


-Linda! Linda! Outra! Outra! Eu quero que você garota continue deitada sobre ele, mas com o rosto virado para o encosto do sofá, enquanto ele olha para a câmera. Você loirinho bonito, abaixa a perna esquerda e deixa a direita dobrada, e a garota deita entrelaça as pernas na sua perna esquerda.


"Isso é só um trabalho, Rose. Só um trabalho", pensou Rose.


Eles fizeram o que foi pedido.


-Loiro bonitinho, faça uma cara de prazer como se vocês tivessem dado grandes amassos, passarem uma ótima noite-disse o fotografo, e depois deu piscadinha-E você ruivinha deixe o braço pousado no peitoral dele.


Scorpius bagunçou um pouco o cabelo e deu um sorriso meio cafajeste.


- Vamos, Weasley não faça essa cara. Se você dormisse comigo pode ter certeza que essa seria a melhor coisa que teria te acontecido.


-Cala a boca-disse Rose, pausadamente-A última coisa que faria na vida seria dormir com você. Não quero ser envenenada. E não importa a cara que eu faça, ela não aparecerá na foto. Só a sua que aparecerá. Então posso fazer a expressão real como seria dormir com você. E faz logo essa cara de idiota feliz porque não é nada confortável deitar em cima de você-murmurou Rose.


Ele riu.


-Ai você me faz rir. Qualquer garota daria tudo para estar no seu lugar e você ai reclamando. - Ele disse. - Mas tudo bem. Eu vou imaginar uma das minhas noites e claro sem seu rostinho porque se ele aparecer vou ficar de muito mal humor...


-Não irá aparecer, eu tenho certeza. Você não sente nojo de ter uma 'sangue ruim' deitada em cima de você, não?


-Esses conceitos já foram retirados da minha familia a muito tempo, Weasley. - Ele riu. - Alias meus padrões são mulheres em qualquer lugar. Exceção de você que bem, você é você...


-Não parece que não gosta de mim porque se fosse verdade, você faria logo essa foto. Entendi, você quer me irritar! Provocar, não é? Mas eu ficarei calma até a última foto, pois não darei esse prazer a você. E faz logo essa cara, pense o oposto do que sentiria se passasse a noite comigo. Embora isso nunca acontecerá.


-Hum... não.. deixa eu pensar na noite que eu passei com uma das minhas ex-ficantes, será mil vezes mais útil... - Ele mordeu o lábio inferior e se virou para a camera. As fotos começaram a ser tiradas. E ele começou a acariciar as costas de Rose com mais vontade.


Rose que tinha uma mão pousada no peitoral de Scorpius para as fotos, lembrou-se do colar com o pingente que ele usava. Curiosa, ela começou a tatear devagar, o peitoral dele a procura do pingente.


-Weasley estamos no meio de uma sessão de fotos. Por favor, controle-se-disse Scorpius, sério embora brincasse.


Rose em um gesto de frustração, puxou a camisa de Scorpius.


-Eu sei o que você quer, Weasley. Desculpe desapontá-la, mas o que você quer está muito bem guardado. Você pensou que seria fácil? Você sabe o que tem de me dar para conseguir o que quer-explicou Scorpius.


-Jamais, Malfoy! Jamais!-disse Rose, encarando Scorpius.


-Veremos.


Ambos se encaravam em desafio quando escutaram o click da máquina fotográfica.


-Vocês realmente tem muita química-disse o fotografo.


Rose foi a primeira a desviar o olhar de Scorpius, olhando para o fotografo. E ele passou as mãos nos cabelos.


-Agora garotinha deite-se no chão com os cabelos espalhados pelo chão. E você loirinho bonitinho deite sobre ela. Garota, você olha para a câmera e bonito, você finge que morde o ombro dela.


-Agora segure o cabelo dela e vá em direção a boca dela, bonito.Isso! Isso!


-Ai!-resmungou Rose-Não é para você me morder de verdade-Idiota!


-Pensei que você sabia que escorpiões picam. - Ele riu. - Mas não se preocupe minha picada não tem veneno. Mas ajuda muito em outras coisas


-O que você quis dizer com isso?-perguntou Rose, fuzilando-o com o olhar.


-Acho que você não vai querer saber...


-Você se enganou! Eu quero...


Eles nem perceberam que estavam a sós já que o fotografo foi falar com o agente em outra sala algo importante.


-Você é muito estressadinha e eu não to a fim de apanhar...


-Para de enrolar e diz logo. Você só está gastando meu precioso tempo-disse Rose, irritada.


-São coisinhas maliciosas demais para a sua cabecinha... - Ele disse rindo...


-Isso é uma sessão de fotos e não um quarto, e não somos namorados. O que é muito bom!


-Você não sabe o que perde-disse Scorpius, deslizando um dedo pelos lábios dela.


-Nervosa?-perguntou Scorpius com um sorriso já que sentiu o corpo de Rose enrijecer.


-Não-disse ela com a voz trêmula.


-Mentira. Eu sei que está...-disse Scorpius, sedutor.


Se eu não quero ir você também não quer ficar sozinha
Vale a pena eu ir na sua e você entrar na minha
Eu lhe dou tudo que tenho se você tiver coragem


Scorpius: Devagar, eu fui me aproximo e fecho os olhos. Não é para eu fazer isso. É para eu manter distância da Rose Weasley, mas ela sempre me atraiu como nenhuma outra e essa situação piorou conforme o tempo. Lentamente nossos lábios se tocam. Primeiro, em um leve roçar para experimentar a maciez do lábio dela. Sinto ela estremecer. Eu suspiro. Isso faz com que eu pressione meus lábios nos dela. Sinto o batimento cardíaco dela aumentar. Abro levemente meus lábios e tento aprofundar o beijo...


Rose: Vejo Scorpius se aproximando e fechando os olhos. Não sei o que dá em mim, mas repito o que ele faz: fecho os olhos. Tudo foge da minha cabeça: meu pai, meu namorado. Scorpius Malfoy deveria me repelir como o escorpião faz, mas ao contrário, ele me atrai. Atrai-me! Devagar, nossos lábios se tocam. Primeiro, é um leve roçar para sentir os lábios um do outro. Estremeço. E ele suspira. Ele pressiona os lábios dele nos meus. Tenho vontade de senti-lo mais. Meus batimentos cardíacos aumentam. Sinto ele entreabrir os lábios. Ele quer aprofundar o beijo...


Rose abriu um pouco os olhos e se assustou ao perceber que quem estava ali era o Malfoy o garoto que ela tanto odiava. Ela o empurrou com o máximo de forças que conseguiu e se levantou rapidamente, mas ainda estava bem próxima a ele, próxima o suficiente para bater nele e foi o que ela fez. O esmurrou no tórax aonde conseguiu, mas ao ver de Scorpius não fez muito efeito. Ele segurou levemente os pulsos dela e a olhou nos olhos.


-Relaxa foi só um beijinho. – Ela ainda tentou avançar mais uma vez em cima dele. – Não vai acontecer novamente, quero dizer, se você implorar muito eu posso fazer uma exceção e te dar um beijinho, mas escolhe um dia bom porque minha agenda vive lotada.


-Você esqueceu que eu tenho namorado? Eu não preciso dos seus beijos, querido. E não sei se alguma garota já lhe disse, mas como eu sou legal, irei lhe dizer: você beija muito mal.


- Serio?!Eu jurava que você estava gostando. - Ele arqueou um pouco a sobracelha. - Mas eu posso te dar uma amostra nova do meu produto e te mostrar o quanto eu sou bom...


Rose empurrou Scorpius pelos ombros quando o viu se aproximar novamente.


-Seu produto está com a validade vencida. Não quero morrer por indigestão.


Scorpius desistiu de se aproximar dela, e alisou brevemente os cabelos, os jogando para tras.  Encarou-a de cima a baixo.


-Bem não sabe o que perde. - Ele disse. - Enfim, vai uma vem um milhão.-Onde está esse fotografo?


-Idiota-murmurou Rose, ajeitando a roupa.


-Um idiota muito gostoso. - Ele falou desamassando a camisa. - Pode falar, eu sei que é isso que você está pensando.


-Poxa, está assim tão estampado na minha testa?-perguntou Rose, irônica.


-Está, parece que tem até um letreiro luminoso com os dizeres: - Ele levantou as mãos como se mostrasse o letreiro. - Scorpius Malfoy é o cara mais gostoso que eu conheço e estou doida para dar uns pegas nele...


Rose deixou-se cair sentada no sofá. Passou os dedos nos cabelos como para penteá-los e disse, jogando os braços:


-Não tem mais como negar, eu sonho com você todas as noites, penso em você todos os segundos. Confesso: não vivo sem você.


Em seguida, ela fez uma tremenda expressão de tédio.


Scorpius se abaixou para ficar com os olhos da altura de Rose e segurou levemente queixo dela.


-Mas eu sei que você me deseja no fundo, e por enquanto é tudo o que eu preciso saber, mas logo farei você enxergar o que está tão obvio.


Ele segurava o queixo dela enquanto falava,e quando ele terminou de falar, ele tentou dar outro beijo nela, quando as bocas estão prestes a se tocar...Rose virou o rosto... mesmo com muita vontade de beijá-lo de novo.


Rose sentiu a mão de Scorpius afastar o cabelo dela da orelha com a outra mão ele deslizou pelo pescoço dela e ficou a acariciar com a ponta dos dedos. Era tão relaxante. Ela nunca pensou que se sentiria tão bem tão próxima a ele. Ela não se sentia tão bem assim com ninguém, ela sentiu a boca dele encostar-se à orelha dela e murmurar com a voz rouca:


-Eu tenho sentimentos. Mesmo que você não acredite- e Rose percebeu ele oscilar um pouco-Eles estão guardados, eu só preciso que alguém especial-Scorpius a apertou mais junto ao seu corpo- faça-os se revelar.


Rose e Scorpius se afastaram quando escutaram o click da máquina.


-Lindos!-disse o fotógrafo batendo palminhas e pulando-Vocês entram bem no ritmo da coisa!


Scorpius afastou-se bruscamente de Rose, pigarreando. Rose ainda escutava o que Scorpius dissera para ela. Ela sentia que aquelas palavras tinham um significado especial...


Depois de várias mudanças de roupas e fotos, o fotografo disse:


-Acho que as fotos já estão boas e tem uma quantidade suficiente-disse o fotógrafo, empolgado.


-Então já podemos ir-perguntou Rose sem olhar para Scorpius.


-Podem ir. E não esqueçam de levar com vocês as roupas das fotos para fazer propaganda-disse o fotógrafo, entusiasmado.-Quando as fotos estiverem prontas enviarei copias para cada um de vocês.


-Agradeço-disseram Scorpius e Rose.


-Vamos, diminuta Weasley?


Ao escutar Scopius, Rose percebera que o momento de encanto acabara. E que ele voltara a ser o irônico escorpião venenoso.


-Prefiro ser baixinha do que um babaca-disse Rose, passando por ele.


-Sei, um babaca gostoso isso sim...- Ele fez pose.


Rose se virou para ele, vendo que estavam a sós no corredor, perguntou:


-Por que você se acha tanto? Existem garotos mais bonitos do que você, pode ter certeza!


-Tipo quem?-perguntou Scorpius


-Meu irmão, meus primos, por exemplo, o Alvo...


-Ah! Mas eu tenho certeza que nenhum deles, você faria com eles o que faria comigo-disse ele, piscando o olho.


“Por que ela tinha que citar o Potter logo agora?”, pensou Scorpius.


-Pode ter certeza, eu não faria nada com você!


-Tem certeza?-perguntou Scorpius, levantando a sobrancelha


-Absoluta!


-E o que foi aquilo lá dentro?


-Você que me atacou-gritou Rose, indignada.


-Sei... E é por esse motivo que você ficou suspirando e seu coração bateu mais forte?


-Coração bateu mais forte? Você está escutando coisas-disse Rose, escondendo o rubor do rosto olhando para o chão.


-E é eu devo está mesmo, e ficando cego também por ver o tamanho de seu rubor agora. - Ele falou zombeteiro ainda por cima rindo.


-Você está vendo coisas, realmente-disse Rose, levantando a cabeça. -Eu não estava ruborizada!


-Sei, e seu coração não baterá mais forte se eu fizer isso. - Ele disse a puxando pela cintura e grudando os corpos.


-Solte-me-disse Rose, tentando soar séria. Mas sem surtir muito efeito.


-Acho que não... - ele aproximou o rosto dele para mais perto do rosto dela e cheirou suavemente o cabelo dela...


Ele levemente roçou seu nariz desde a orelha dela até a extremidade de seu pescoço a causando arrepios.


-Por favor-disse Rose, quase voz- você se esqueceu que não me suporta? Que eu sou a CDF, a sabe tudo?-disse Rose, sentindo as pernas fracas.


-Francamente, não me lembro de você ser chata se estiver de boca fechada. - Ele disse a apertando mais. - Até que é muito atraente, quando fica em silêncio.


-Pois eu não irei ficar calada. E eu tenho namorado-disse ela, espalmando as mãos no peitoral dele.


-Você tem projeto de namorado, mas não será o suficiente para você por muito tempo. - Ele disse segurando a mão dela. - E quando não for mais o suficiente eu tenho certeza que irá me procurar, mais cedo ou mais tarde...


-Eu não deixarei meu namorado de mais de 1 ano, por um garoto que não dura mais de uma semana com uma garota.


Ela tirou bruscamente a mão da dele e afastando-se.


-Você sempre foi arisca. - Ele riu sarcasticamente e seguiu até próximo a parede e se apoiou nela. - Se você experimentar perceberá que a minha uma semana vale por uma vida inteira, e quando você experimentar nunca mais vai querer outro inferior.


Ela não estava escutando aquilo. Não estava.


-Se eu sou arisca. Você se considera o que? O Don Juan?


Ela abaixou a cabeça e levantou o olhar.


-Um ótimo exemplo para se dar para uma garota-disse ela, sarcástica.


Ele se aproximou dela e alisou delicadamente seu rosto.


- Se você não fosse tão selvagem eu poderia lhe domar é claro... Mas eu tenho certeza que debaixo desse ar de durona há uma princesa...


-Nunca pensei que isso fosse acontecer Scorpius Malfoy cantando Rose Weasley. Só que ela é inteligente demais para cair na lábia dele. E eu não lhe dei direito de ficar me tocando quando bem entender-disse ela, séria.


Ele suspirou, mas continuou acariciando o rosto dela.


- Não estou te cantando, só estou sendo natural, sabe esse instinto não me deixa em paz um segundo se quer.


-Acredito-disse ela, irônica-Não quero que me toque. Já lhe disse isso-disse ela, virando o rosto-Você não conseguirá o que quer Scorpius Malfoy. Eu sei o que você quer. Quer me confundir para que eu acabe meu namoro, mas eu gosto do meu namorado. E não feriria os sentimentos dele como você faz com as garotas com quem saí-disse ela, seca.


-Eu ferir os sentimentos delas? - ele riu ironicamente. - Eu nunca as enganei, nem prometi nada a elas. Logo não posso fazer nada se elas se iludem que um dia vão me conquistar.


-Você falando desse modo...E você quer que eu faça parte também da sua lista?Não farei. Nunca farei!-disse ela com olhos faiscantes.


-Você não conhece seu futuro... - Ele riu. - Meu charme pode fazer o trabalho por nós dois. Pode deixar. -ele puxou o queixo dela e aproximou seu rosto.


Ela revirou os olhos.


-Eu disse para não me tocar-disse ela com a voz baixa e irritada. Ela afastou-se-Você não vai me ter. Nunca! E repito o que disse: você beija muito mal. Coitada das garotas que você beijou. Elas não são normais por gostarem de você. Então não se aproxime mais de mim!


Ela se virou.Ele a segurou pelo braço e a forçou a se virar para ele.


- Escuta aqui... - Ele ouviu um barulho e olhou para os lados. Encontrou uma porta e a arrastou até ela. Viu um pequeno interruptor enquanto fechava a porta e a acendeu. Um pequeno clarão fez com que ele pudesse ver pouca coisa ali dentro. - Agora escuta aqui. Eu sei que você nunca experimentou coisas de boa qualidade e por isso não sabe reconhecer um bom produto. Mas eu posso lhe dar uma amostra grátis agora mesmo. - Ele a prensou em seu corpo.


-Agora eu sei como você consegue beijar as garotas, fazendo beijá-lo a força. Que coisa mais feia de se fazer. E agora solte-me-disse ela, sentindo estremecer.


-Acho que foi você que tanto está pedindo por esse beijo, não? - Ele apertou mais.. - Tanto quer que está ficando corada só de imaginar ele. - Ele sorriu e aproximou os lábios dos dela encostando levemente nos labios inferiores esperando uma resposta desaforada dela.


-Eu não pedi nada, por favor, me solte-disse ela quase sem voz.


Ela estava ali presa entre ele e a porta e não tinha forças para se afastar. E estava com muita vontade de sentir novamente os lábios deles nos seus. Mas não podia. Como uma última esperança disse:


-Você não gosta de mim! Você pode ter as garotas anormais que quiser, por favor, me deixe ir.


Vem que a tristeza e a dor são amigas da solidão
Tô falando essas coisas do fundo do coração
Numa dessa a gente pode se entender


-Eu sei que posso. - Ele mordiscou os lábios dela. - Mas acontece... - Ele deu um selinho nela. - que nesse momento... - outro selinho. - Eu quero você . - completou pressionando fortemente os lábios contra o dela.


Rose: Scorpius pressiona os lábios nos meus com força. Dominador. Mas meus lábios se relutam em abrir, pois sei que isso é errado. Eu tenho namorado e meu pai se magoaria se eu tivesse qualquer tipo de envolvimento com Scorpius Malfoy. Embora nem eu sei como consigo me controlar, estou louca de vontade de corresponder o beijo de Scorpius. Ele sobe e desce os lábios brincando com os meus, mas eu resisto. Ele segura gentilmente minha nuca. E faz com que eu entreabra os lábios. Tudo em mim grita para beijá-lo com vontade, mas no fundo da minha cabeça surgem as imagens do David, meu namorado; e de Rony, meu pai...


Scorpius: Pressiono meus lábios dominadores nos dela. Força. Mas os lábios dela se relutam em abrir. Como ela pode ser tão controlada em um momento desses? Aposto que ela está pensando no namorado dela. O que me irrita bastante. Eu a quero só para mim. Eu subo e desço meus lábios nos dela, brincando. Ela continua a resistir. Eu seguro a nuca dela, e faço de tudo ela entreabrir os lábios, mas parece que esse gesto a faz “acordar”...


Rose o empurra levemente.  Ela juntou o maximo de forças que conseguiu e o afastou dela, ainda ofegante. Ele só conseguia ver sua face corada e admirar seus lábios que se encontravam levemente vermelhos pela pressão de seus lábios contra o dela.


-Agora você parará de insistir? Eu disse que você não me teria-disse ela, tentando permanecer fria o que era difícil.


Ele ali tão próximo a ela. Ele mexia com as estruturas dela. E aquilo a assustava. Ela tinha que mantê-lo o mais longe possível.


Ele alisou a nuca dela e desenhava circulos ali. Deu um pequeno sorriso, achou que ali dentro estava um pouco quente.


- Pode deixar, da proxima vez será você que correrá atrás de mim. -Ele disse a soltando. - Se me permite. - Ele disse apontando para a porta.


Ela não acreditava que ele a deixaria ali como se nada tivesse acontecido.


-Estúpido-balbuciou.


Ela abriu a porta e saiu de lá sem olhar para trás. Os passos raivosos ecoando pelo corredor.


“Ela só não correspondeu por causa do namoradinho dela. Ela é fiel a ele. Se não fosse isso, ela estaria agora nos meus braços”, pensou Scorpius.


“Eu tenho namorado. E ele se chama David. Eu sou totalmente apaixonada por ele”, tentava se convencer Rose.


Scorpius só a encarou com um sorriso sarcástico na boca. Ele a seguiu com as mãos em suas costas rindo enquanto via o ataque dela, sempre como ele imaginou que aconteceria, como sempre acontecia. E eles seguiram para falar com o agente.


***


Francis saiu do banheiro e entrou no quarto. Os cabelos molhados, soltos. Vestia uma minissaia jeans e uma blusa que dava um nó no pescoço na parte das costas, metade nua e o restante preso por pequenos botões, branco. Ela viu que Tiago estava na varanda olhando o mar. Ela respirou fundo. Sabia que aquilo aconteceria. Tiago e ela teriam mais uma discussão. Fato que raramente acontecia, parecia que se tornara comum. Tiago brigaria com ela por não ter contado sobre o fato de não ter contado da decisão de mudar de profissão. Estava decidida, não mudaria de decisão por causa do amigo. Ela encostou-se na porta de vidro que dava para a varanda. Diferente da outra discussão que eles tiveram, duvidava que eles terminariam aos beijos. Aquilo só acontecera, pois Tiago se sentira culpado ao vê-la chorando.


-Você tem 12 minutos-disse Francis, olhando para o relógio.


Tiago virou-se e viu Francis na sua frente. Tão cativante, bonita e sedutora. Francis tentou não demonstrar o quanto Tiago balançava com ela. Ele vestia um calção caqui e uma camiseta preta que deixava os braços, expostos. Sandália nos pés. Os cabelos como sempre bagunçados. Tiago rapidamente cruzou a distância que os separava.


Francis: Ele me puxa para ele. Eu levanto a cabeça, assustada. Nossos olhos se cruzam. E logo depois, eu sinto os lábios dele sobre os mesmos. Decididos. Possessivos. Eu o abraço pelo pescoço. Ele leva as mãos até minha cintura. Puxa-me mais para ele e aprofunda o beijo. Sinto a língua dele, explorando minha boca. Eu estremeço e fico mais junto dele para não cair. Sinto os lábios dele no meu pescoço e depois seguem até minha orelha. Ele sussurra...


Tiago: Eu a puxo para mim. Ela levanta a cabeça, parece assustada. Nossos olhares se cruzam, aquilo me incentiva para o que eu faço em seguida. Eu a beijo. Um beijo possessivo, que mostra que ela é minha. Ela me abraça pelo pescoço. E eu levo as mãos até a cintura dela. Puxo-a para senti-la mais perto e aprofundo o beijo. A língua dela explora a minha boca. Ela estremece e fica mais junto, se ainda é possível de mim. Eu a beijo no pescoço e logo depois sigo meus lábios até a orelha dela. Eu sussurro...


Vem tô querendo fazer amor e você também
Todo mundo tem o direito de amar alguém
De repente tudo pode acontecer


-Você é irresistível!


Tiago: Eu não me contenho e a beijo de novo. Eu tenho que ir devagar, eu sei disso. Não quero assustá-la, mas não sei o que ela tem que me deixa sem consciência de nada. Eu sei que durante o beijo vamos em direção a cama...


Francis: Ele me beija novamente, e como sempre, correspondo. Burrice! Eu sei que sou perdidamente apaixonada por ele, mas eu tenho que me valorizar. Deixar de ser tão disponível para ele. Durante o beijo, ele me leva em direção a cama... Eu me afasto.


-Não é assim, Tiago. Pensei que queria conversar comigo...


-Quando a vi não resisti-confessou Tiago.


-Como isso começou de repente? Você me conhece a anos e de repente percebe que não resiste a mim!-disse Francis, incrédula.


Francis riu.


-O que é engraçado?-perguntou Tiago, confuso.


-Não é engraçado que todos esses anos que eu sempre estava ao seu lado você nem me percebia, mas quando eu começo a me afastar... você percebe que não resiste a mim! Como dizem: só se dá valor quando se perde...


-Eu não perdi você-disse Tiago, desesperado. –Você é a minha melhor amiga-disse ele, segurando a mão de Francis.


Francis soltou a mão de Tiago.


-Sim, Tiago. Somos melhores amigos e espero que respeite essa condição-cortou Francis.


-Desculpe pelo que aconteceu...


-Eu entendo que foram as circunstâncias.


-Sim-disse Tiago, reticente.


-Agora que conversamos bem mais calmos do que eu imaginava. Eu tenho que buscar o Taylor na estação de trem.


Tiago entendeu que ela não discutiria a mudança de profissão, mas ele não iria desistir. Deixaria a poeira baixar e conversaria com ela depois.


-Posso ir com você?


Francis pensou em dizer não, mas depois daquela conversa era melhor que Tiago não a acusasse de não querer manter distância.


-Venha. Será bom ter companhia até lá.


Francis pegou um par de sandálias pretas de saltos medianos e colocou nos pés. Foi até a penteadeira colocou um par de argolas, perfume e penteou os cabelos, deixando-os soltos. Colocou brilho labial.


-Vamos?-perguntou Francis depois de pronta.


-Sim-disse Tiago, colocando as mãos nos bolsos para não ter a tentação de tocar em Francis.


Ela sorriu e eles saíram.


 


David jogou-se na poltrona no salão comunal da Gifinória. Molly e Kathleen subiram para o dormitório feminino para descansar um pouco. Fred vendo que havia poucas pessoas por ali sentou no chão de frente a poltrona que o amigo estava.


-David, eu quero saber desde quando... hummm... você está interessado na minha prima Molly.


David que estava esparramado na poltrona, sentou-se reto. E olhou para Fred como se o amigo tivesse endoidado.


-Fred, você está bem?-perguntou David, colocando a mão na testa do amigo.


-Claro que estou-disse Fred, tirando a mão de David da sua testa.


-Caro amigo. Eu namoro com sua prima, sim. Mas com a Rose, não com a Molly-explicou David ao amigo.


-Não se faça de idiota comigo. Eu sou seu melhor amigo e primo das garotas envolvidas. Desde quando você está interessado na Molly? É só isso que quero saber.


-De onde você tirou isso?-perguntou David, indignado.


-Das vezes que você e a Molly quase se beijaram hoje. Isso conta?


-Você está vendo demais-disse David, nervoso.


Não entendia o porquê do amigo falar aquelas coisas totalmente sem noção para ele. Namorava Rose a quase 2 anos e estava apaixonado por ela. E era muito próximo de Molly porque ele se sentia muito bem ao lado. Sentia-se tranqüilo, feliz. Mas isso era normal, não era?


-Antes de sairmos...  aqui na poltrona, nas brincadeiras no parque, o pior foi quando andaram a cavalo... se eu não tivesse chegado a tempo...


-Eu namoro a Rose. Não a trai em nenhum momento e isso não acontecerá agora justamente com a prima dela.


-Eu sei de tudo isso. O pior de tudo é que você não percebe o que acontece...


-Não percebo porque não acontece nada-disse David, irritado.


-Eu só estou dizendo isso porque você é meu melhor e tem duas primas minhas envolvidas nesta história. Espero que qualquer coisa que você faça, você pense antes. Porque você pode ocasionar a discórdia entre duas primas que são também muito amigas.


-Não sei porque diz isso para mim, Fred-disse David, levantando-se. –Você deveria ver o que faz da sua vida antes de vir falar algo da minha vida-disse David, irritado.


-Não fique irritado por eu fazer o meu papel de melhor amigo-disse Fred, levantando.


-Quando você largar sua namoradinha e ficar com a garota que realmente gosta, venha me dar conselhos-disse David com olhos faiscantes.


-Não acredito que estou ouvindo isso. David, abre os olhos. Não foi você que a namorada acabou o namoro e pouco explicou algo para você antes de ir embora-disse Fred, apontando o dedo em riste para David.


-Mas ela voltou...


-E quem pode garantir que ela não irá embora novamente sem explicação?-gritou Fred, irritado.


David olhou ao redor e Fred acompanhou o olhar do amigo. As poucas pessoas que estavam ali no salão olhavam para eles assustadas e curiosas. Fred virou-se rapidamente e subiu a escada para o dormitório. Ninguém o entendia, nem o melhor amigo. Como ele poderia se envolver de novo com Kathleen sem se machucar novamente? Quem poderia garantir a ele que ela ficaria sempre do lado dele e não sumiria novamente sem manter contato?


 


Música: Vem/Belo.


 


N/A: Eu sei tem gente querendo me matar, mas se me matarem não tem fic então... Agradeço os comentários.


Olivia, que bom que você está curtindo. Espero que comente mais. Eu sei que demoro a postar, mas é falta de tempo, e às vezes é falta de inspiração, embora esse tempo sem postar tive várias idéias para fic.


Acho que essa fic vai demorar a acabar e com minha demora para postar...


Querida prima, Jacgil, postei. Certo? Não me peça mais para postar!


No capítulo sete terá uma surpresa, uma pessoa que só direi no final do capítulo terá uma participação especial e espero que se repita mais vezes.


A parte da sessão de fotos, eu tinha escrito junto com a Lady L, então o mérito ou demérito também é dela.


Obrigada. Bjs.  


 

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