*** Narrador on
Quando Hermione saiu do banho o café da estava servido em uma mesa na varanda do quarto. Draco estava sentado lá a espera dela.
- Vai casar? Nunca vi alguém demorar tanto em um banho. – Ele sorriu pra ela.
- Não, é que meu corpo esta doendo um pouco e eu fiquei sem saber o que fazer já que não tenho nenhuma roupa aqui. – Disse sentado-se em frente ao loiro.
- Você esta ótima só de roupão, e não precisa ficar vermelha por isso.
- Não posso evitar Malfoy. – Ela sorriu sem graça. - Não entendendo porque dessa dor no corpo. – Começou a tomar seu café.
- Provavelmente foi por causa do seu estresse de ontem. Minha mãe sempre fica muito cansada. – Ela engasgou. –Não se preocupe Granger, os problemas da minha mãe são bem piores que os seus. – Draco disse seco.
- Não é isso, mas é que tudo está meio estranho pra mim, eu nunca tive nada parecido.
- Acho que ultimamente você tem passado por muitas emoções, talvez isso tenha desencadeado uma “explosão”. Também não sei explicar ao certo. Bom, agora eu vou tomar um banho, estou com essa roupa desde ontem. – O loiro se levantou espreguiçando-se.
- Mas você nem comeu direito Malfoy.
- Não sou de comer pela manhã. Só gosto de tomar um suco e ler o jornal. Fique a vontade, eu não vou demorar tanto quanto você.
- Saiu deixando a castanha tomando seu café.
Logo em seguida alguém bateu na porta e Hermione achou por bem atender. Ao andar pelo quarto reparou como ele era diferente do dela. Além de uma cama grande e confortável, possuía uma ampla sala de estar conjugada, com artefatos trouxas, já que era um hotel trouxa, e uma boa e velha lareira.
- Bom dia! – A dama de verde entrou. Hermione continuou parada na porta sem saber o que fazer.
- Acho melhor fechar a porta, você não está vestida adequadamente para ser vista pelas pessoas. – Narcisa disse sem nem se virar pra ela. A castanha sentiu seu rosto queimar e seu estomago revirar com a presença daquela loira, fechou a porta, mas não teve coragem de encara-la.
- Meu filho está no banho? Ou ele saiu? – Ela disse se sentando em um dos sofás.
- Banho.
- Você está sentindo alguma coisa? Parada como uma estatua aí e mal mexendo a boca. – Hermione teve coragem de levantar a cabeça e olhar aquela mulher. Ela era muito bonita apesar de não ser tão jovem. Se vestia com elegância e mantinha os cabelos loiros soltos, o que a deixava com um ar mais jovem. Branca como leite, mas Hermione percebeu que aquele branco ia além do normal, aquela mulher estava pálida. Tinha o velho ar arrogante dos Malfoy, e aquilo lhe deu mais medo.
- Estou bem, obrigada. – Conseguiu responder por fim.
- Então sente-se. – Apontou uma poltrona de frente para ela. A castanha se sentou sem graça.
- Você sabe o que aconteceu com você ontem? – Hermione respondeu com aceno de cabeça negativo. – Você reviveu a pior lembrança da sua vida. A maioria das pessoas conseguem conviver com isso, outras são sensíveis demais ou já foram torturadas demais. Acredito que isso seja o nosso ponto em comum. Mas como eu imaginei você já se recuperou muito bem disso. – A encarou com aqueles olhos azuis vítreos.
- Dormi bastante, isso me ajudou.
- E meu filho é claro. – Ciça não tinha nenhuma expressão.
- Eu não entendo o que quer dizer com isso. – Hermione retribuiu o olhar.
- Ora, Draco sempre me disse que você era a sabe tudo de Hogwarts, te julguei inteligente sabia? – A garota não respondeu.
– Enfim, essas coisas nos deixam mais burras mesmo, devo confessar que já passei por isso, mas era um pouco mais jovem que você.
- Me desculpe, mas realmente está difícil entender do que a senhora está falando. - Por fim Hermione conseguiu formar uma frase, ela estava se sentindo muito intimidada com a presença daquela mulher.
- Claro. Bem, vou ser breve porque meu Draco não costuma se demorar em seus banhos. Entenda que ele é a única jóia que eu tenho, ele é, muito mais do que você pode compreender, a única razão de eu estar viva hoje e continuar vivendo. Draco ainda tem muitos conflitos para resolver e coisas que até eu não sei o que é. Não é porque não tenho 100% da minha saúde que vou deixar o meu filho a mercê de mulheres que não saibam cuidar dele. – Hermione fez menção de dizer algo mas Narcisa não deixou. – Apenas escute, você terá a sua vez de falar em outra oportunidade se assim desejar. Não pense que estou falando isso por sua condição de nascida trouxa. Não que seja a minha preferida, mas foi a escolha do meu filho e ele com certeza teve razões para tanto. Só quero que entenda uma coisa, posso estar fraca agora, mas pelo meu filho sou capaz de buscar forças até no inferno se for preciso. Faça qualquer coisa que machuque ele e vai ter que se resolver comigo, e quando eu quero eu sou bem pior que a minha falecida irmã, Bella. – Narcisa pode perceber que ao citar Bella, Hermione tremeu todo o seu corpo. Deu um sorriso leve ao constatar isso, se levantou. – Não se esqueça que eu sou uma Malfoy, feliz ou infelizmente tive um marido que me ensinou muitas coisas, mas acima de tudo, eu sou mãe, e isso, querida, quer dizer muito mais. Não pense que as coisas vão ser fáceis e que viverá em um mar de rosas. Não será assim. Ele é um Malfoy e isso significa muitas coisas, das quais eu não me orgulho que ele seja. Além disso sempre haverá o detalhe do sangue.
– Hermione nesse momento levantou a cabeça afim de encarar mais Narcisa. – Sim, esse detalhe não passa desapercebido, e não serei eu o maior problema de vocês. Então eu aconselho que pense muito bem se vale a pena correr o risco. Meu filho não está acostumado com esse tipo de coisa e então pode ficar mais vulnerável, mas quanto menos tempo as coisas duram menos são as conseqüências. Pense bem mesmo garota. Eu, em todo caso, estarei sempre do lado dele. Tenha um bom dia. – E saiu do quarto deixando uma Hermione totalmente confusa, amedrontada e desconcertada.
Ela não entendia bem aquelas palavras. O que aquela mulher quis dizer com todo aquele discurso? Ela não tinha nada com Malfoy, mesmo se sentindo muito atraída por ele, não sabia ao certo o que sentia. Mas Narcisa parecia dizer coisas muito além disso. A cabeça dela começou a doer de forma estrondosa, ela saiu do quarto do jeito que estava antes mesmo de Draco retornar do banho.
** Draco on
-Granger? Mas onde será que você se meteu?
Quando sai do banho aquela louca não estava mais lá. Suas coisas ainda estavam amontoadas em um canto, que mania ela tinha de deixar suas roupas comigo. Não pude deixar de sorrir pensando nisso. Estava me sentindo o mais tolo de todos. Mas não estava tão preocupado quanto a isso. Resolvi que tinha que procura-la. Com certeza foi para seu quarto, afinal aonde mais ela iria vestida apenas com um roupão? Descobri a muito custo o numero do quarto dela, nada que o dinheiro não resolva.
- Malfoy, o que você quer aqui? – Ela abriu a porta mas não me deixou entrar. Tinha um semblante estranho.
- Você saiu sem falar nada e deixou as suas coisas por lá. – Mostrei a ela uma sacola onde estavam os pertences dela. Ela esticou o braço e a pegou.
- Obrigada mais uma vez, e desculpe pela falta de educação de ter saído sem me despedir.
- Me deixa entrar?!
- Não! – Ela me olhou com ar espantado.
- Mas afinal, qual é o seu problema? – Eu não estava entendendo nada.
- A nossa trégua Malfoy, ela acabou. Voltamos a ser o que sempre fomos. Inimigos desde os 11 anos de idade. Com certeza é o melhor. – Ela disse sem muita segurança e sem olhar pra mim.
- Com certeza é o melhor? – Eu respondi perguntando, já sentindo a raiva se apossar de mim, afinal eu fiz papel de palhaço.
- Sim. – Ela me olhou de um jeito que eu não consegui entender, estava cego de raiva.
- Ótimo. Não poderia esperar mais do que isso de você, afinal é só uma sangue ruim mesmo. – E dei as costas pra ela, me sentindo o pior dos seres. Mas a culpa era dela, só dela. Fui educado, solicito, cuidei dela, e era daquele jeito que ela me tratava. Quase me deixei levar por sentimentos, quão estúpido eu fui. Idiota mesmo. Murrava com força as paredes daquele elevador.
- Onde você estava meu filho? – Assim que entrei no quarto dei de cara com a minha mãe.
- Resolvendo algumas coisas. – Sentei entediado próximo a ela.
- E onde está a moça?
- Deve estar no quarto dela, não me interessa. – Respondi olhando algum ponto a minha frente.
- Eu sei o quanto interessa Draco. Eu pude perceber que ela está confusa. – Olhei pra ela, do que ela estava falando?
- Como assim você pôde perceber?
- Estive aqui mais cedo e conversei com ela.
- Eu não acredito que você fez isso Narcisa! – Passei as mãos pelo cabelo, estava entendendo a reação da Granger, com certeza a minha mãe falou coisas horríveis com ela.
- Não fiz nada demais Draco, só expus pra ela a realidade das coisas. – Ela disse calma, como se estivesse me ensinando a contar!
- E que realidade seria essa? Me conte também para que eu possa entender. – Estava ficando nervoso.
- Só disse a ela que eu como sua mãe ia te proteger de qualquer perigo que ela representasse e que algo entre vocês dois seria muito complicado.
- Perigo pra mim? Que perigo a Granger representa pra mim Narcisa? – Se ela não fosse a minha mãe nem sei o que eu poderia ter feito.
- Draco ela é muito diferente de você, em todos os sentidos. Por mais que vocês venham a se gostar teriam que enfrentar muitas coisas, você sabe disse filho. Você já tem muitos problemas pra enfrentar, até coisas que nem eu sei Draco.
- Até ontem você queria que eu arrumasse alguém.
- Alguém que não te trouxesse mais problemas, o que definitivamente não é o caso dessa garota.
- Isso quem decide sou eu. – Me levantei. – Você sempre disse que me apoiaria em tudo, mas vejo que há concessões, como sempre houve! – Comecei a andar de um lado para o outro, estava muito nervoso e nem sabia o porquê de tanta raiva, afinal no fundo eu compreendia tudo que minha mãe dizia, e pior, ela tinha razão.
- Certo Draco. Você está confuso demais, mas eu sei o porquê dessa confusão. Você realmente gosta dela, e muito, de um jeito que nem você mesmo percebeu. Se acalme meu filho. Se é isso que você quer é claro que te apoio. Mas era meu dever deixar claro para ambos que o mundo não é cor de rosa. – Ela disse em um tom cansado.
- Nunca achei que fosse! E sim, eu estou confuso. – Me sentei novamente perto dela, e ela me abraçou.
- Eu estou vendo meu amor. Se acalme. Me desculpe também, acho que acabei assustando a moça. – Ela soltou um sorrisinho fraco. – Quer que eu converse com ela novamente?
- Nem pensar! – Eu sorri. – Eu vou conversar com ela, Granger é tão orgulhosa e teimosa quanto eu. Com certeza vamos brigar bastante até podermos conversar civilizadamente. Mas eu não me importo com isso, eu só sei que de repente eu sinto um vazio muito grande quando estou longe dela. Eu a quero por perto, nem que se já pra discutir.
- É pior do que eu pensava. Isso é amor Draco.
- Não precisa exagerar! – Me senti sem graça quando Narcisa disse isso.
- Não é exagero. Logo você vai aceitar isso. Bom, estou me sentindo cansada querido. Vou para meu quarto. Se precisar de mim, é só me chamar. – Me deu um beijo e saiu.
Eu fiquei o resto da tarde absorto em meus pensamentos. Será que realmente eu gostava tanto daquela sangue ruim? E se gostava mesmo, o que eu teria que fazer para conseguir ficar com ela, já que a nossa coexistência pacifica tinha ido pelos ares? Só sei que se há alguns anos alguém me contasse que eu estaria numa situação parecida com aquela no mínimo eu gargalharia e mandaria a pessoa ser internada, porque eu a acharia uma louca. Mas louco eu é que estava ficando, com toda a confusão que estava na minha cabeça e porque não, no meu coração.
** Hermione on
Afinal de contas, por que ouvir o Malfoy me chamando de sangue ruim me machucou tanto? Quer dizer, ele sempre me chamou assim, mas doeu tanto ouvi-lo que quando eu fechei a porta a única coisa que eu consegui foi chorar.
Não, eu não estou apaixonada. Sei que não. Mas atraída por aquele par de olhos profundo, aquele corpo branco que mais parece moldado de acordo com a perfeição, aquela voz rouca, aquele cheiro único, até o ar arrogante é charmoso nele. Não eu não estou apaixonada, eu não posso estar apaixonada por ele, isso é ridículo! Ele é o Malfoy!
Depois, me lembrar do que Harry me disse há tempos e de ver a reação dos Weasley’s ao acreditar no absurdo de eu estar com Malfoy me faziam acreditar que me apaixonar por ele era a maior loucura. E ouvir aquilo tudo da senhora Narcisa? Balde mais que de água fria, água congelante. Ela me trouxe de volta pra realidade depois daquele noite carinhosa. E ele ainda me apareceu todo bobo aqui na minha porta e eu o tratei ríspida como sempre foi e como nunca deveria ter deixado de ser.
Passei o resto da tarde chorando e pensando nisso. Até que alguém bateu na minha porta de novo, e eu fiquei com esperança mas com muito medo de saber quem era.
- Ah, oi Simas. – Era só o Simas, tinha até me esquecido dele.
- Esperando alguém Mione? – Era malicia que tinha na voz dele?
- Não, claro que não, entre por favor. – Diferente do quarto do Malfoy, eu não tinha uma saleta confortável, só duas pequenas poltronas perto da porta de uma pequena varanda. – Sente-se.
- Obrigado Mione. Vim saber como você estava. Fiquei muito preocupado ontem ainda mais em ter te deixado com o Malfoy. Nem sabia que ele estava aqui. – Disse com um ar enfezado.
- Pois é, eu tinha visto ele mais cedo em uma praça perto daqui, mas não sabia que ele estava nesse hotel também. Mas to bem, dormi o resto da noite e pela manhã eu voltei pra cá. – Odiava mentir mas eu não ia contar da minha quase aventura com o Malfoy para o Simas!
- Me surpreendi com o comportamento dele.
- É, eu também me surpreendo com isso. – Disse com o olhar vago pensando em tudo que andava acontecendo comigo, desde o dia que parei bêbada na casa do Malfoy.
- Bem, mas como nosso passeio de ontem foi cancelado por um imprevisto, gostaria de saber se você não quer sair hoje. Soube de um peça muito boa. O que você acha? – Confesso que se fosse um certo loiro que estivesse me convidando eu nem pensaria em responder, mas não era nenhum loiro ali.
- Ah, não sei Simas, ainda estou cansada por causa de ontem. – Disse sem graça.
- Ah Mione, estamos em Milão, descanse quando voltar pra Londres! – Ele sorriu.
- É, você tem razão. Eu vou ficar aqui só 15 dias, eu tenho que aproveitar não é?! – Disse insegura.
- Claro, então eu volto aqui lá pelas oito, pode ser? – Ele disse se levantando.
- Pode sim Simas, estarei pronta as oito.
Nos despedimos e fiquei mais um tempo analisando o que estava acontecendo. Na verdade não conseguia parar de pensar no Malfoy então sair com o Simas seria uma boa oportunidade de não pensar, além de que ele era muito agradável e eu gostava de conversar com ele.
As oito em ponto eu estava pronta. Vestida casualmente, com uma saia e blusa de botões. Estava quente e eu só ia assistir uma peça, no máximo depois jantar. Não demorou muito e Simas apareceu.
Eu estava distraída conversando com Simas já no hall de entrada do hotel quando escuto o meu nome naquela voz que agora me causava arrepios.
- Ora, ora Granger, estou vendo que se recuperou bem da noite passada. – Eu me virei pra trás e olhei pra ele. Esplendido. Camisa pólo preta, calça social, preta, claro, enfim, perfeito como sempre.
- Me recuperei sim Malfoy, queria que eu tivesse morrido?
- Talvez, mas não por causa da sua crise.
- E gostaria que eu tivesse morrido por que então?
- Quer mesmo que eu diga? – Ele me olhava com tanta malicia que senti o meu rosto arder.
- Desculpe Malfoy, mas eu e a Mione temos um compromisso agora, e estamos atrasados. – Simas disse interrompendo nosso dialogo.
- Ah claro. Esqueci que a Granger já tinha arrumado um acompanhante em Milão! Ela nunca perde tempo, não é Granger? – Ele não parava de olhar pra mim e aquilo já estava me deixando louca.
- Não Malfoy, não costumo perder tempo.
- Mas é o que você está fazendo agora, perdendo seu tempo! – E deu uma olhada pra Simas, com seu olhar superior e de desprezo.
- Ei Malfoy o que você quer dizer com isso? – Simas estava começando a ficar exaltado.
- Exatamente o que você entendeu, criatura! – Malfoy soltou aquele sorriso sarcástico típico dele.
- Chega! Vocês não vão brigar aqui e agora, não sejam patéticos!
- Patética está sendo você Granger!
- Se sou Malfoy isso não tem nada haver com você.
- Odeio dizer, mas tem tudo haver comigo. – Disse isso e se aproximou de mim. – Não tem Granger? Não estamos ficando patéticos? – Ele olhava pra mim e eu pra ele. Não conseguia quebrar aquele contato visual tão intenso. Minha respiração começou a ficar mais lenta a medida que ele se aproximava de mim.
- Com certeza! Vocês dois estão patéticos. – Simas disse numa mistura de raiva, decepção e nem sei mais o que, e saiu pisando duro pra fora do hotel. Eu tentei segui-lo mas Malfoy me puxou pelo braço.
- Não Granger, você fica!
- Qual é o seu problema loiro aguado? Dá pra me soltar? – Eu estava tremendo só com aquele contato.
- Ah você quer sair correndo atrás daquele rapazola? Deixa de ser imbecil.
- Aí Malfoy, dá pra parar de me ofender por hoje? Já deu! – Ele continuava segurando meu braço, mas com menos força.
- Só quando você se mostrar inteligente. – Disse sussurrando em meu ouvido, o que fez a minha espinha tremer. O que aquele loiro tinha pra me deixar assim, só de falar comigo?
- E eu ainda preciso mostrar que sou inteligente? – A minha voz saiu como quase um sussurro também.
- Sim, fazendo enfim uma escolha certa. – Ele me virou de frente pra ele e me fez olha-lo de perto.
- E qual seria essa escolha? – Minha pele já começava a arder.
- Eu! – Me puxou pra ele de forma dominadora e me deu o beijo mais sensual da minha vida. Explorava a minha boca de maneira calma, mas eu sentia pela respiração dele o quanto urgente aquilo tudo era. Me soltou.
- Você ainda está me devendo Granger e eu quero que me pague agora!
- Você não é nada gentil. – Eu dizia sem saber o que realmente estava falando, estava sob o efeito daquele beijo.
- Sou tudo que você quiser que eu seja. É só pedir. – Disse bem próximo ao meu rosto, me dando calafrios.
- Quero que você seja como você é. – Olhei pra ele o mais profundo que eu poderia olhar.
- Então vamos.
Ele passou a mão dele pela minha cintura e foi dirigindo meus passos. Entramos no elevador. Não dizíamos uma palavra. Chegamos ao andar dele. Chegamos no quarto dele. Entramos. Ele bateu a porta atrás de nós.
N.A OI! Agradecendo a atenção de todos q estiverem por aqui e mais ainda queles que comentaram.., muito obrigado mesmo.. isso faz toda a diferença pra gente que escreve! *_*
Ah, só pra constar, pra quem gosta no prox. cap. vai ter NC... logo no começo, entaõ eu vou avisar, pra quem não gosta, não precisar ler, ok? rsrs
Ms. Carol Malfoy td bem? Vc disse que que repeti um cap ai.. eu procurei e não achei, vc poderia me dizer onde que eu dei esse vacilo elefante? rsrsrsrs Peço desculpas desde já por isso!