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3. O menino que sobreviveu


Fic: Um amor além da vida - NC18 - Atualizada 03-11


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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James Potter era um rapaz bastante paciente. Quero dizer, ele quase nunca encontrava algo que o fizesse realmente perder a paciência, já que normalmente ele costumava zombar das coisas que o irritavam. Mas quando você se mantém durante muito tempo sobre uma situação de stress até o mais bem humorado dos homens se sente um pouco impaciente e irritadiço.


Na verdade ele tinha muito que agradecer. Durante os últimos três anos de escola tinha assumido amar Lily Evans. E a caminhada tinha sido muito longa até convencê-la de que a amava e que não queria de maneira nenhuma brincar com os sentimentos dela. E ela só aceitou sair com ele depois que se formaram. Viveram toda a época depois que saíram de Hogwarts lutando em uma guerra, tentando viver um amor que sempre lhes parecera maior do que isso tudo.


Apesar de ter admitido amar Lily só nos últimos três anos de colégio, ele sabia que se apaixonou no momento em que pôs os olhos nela, no primeiro dia de aula ainda no Expresso de Hogwarts.


E nem conseguiu acreditar quando Lily o aceitou como marido. E agora acreditava ainda menos na sorte que ainda lhe sorria. Lily estava grávida! De um filho dele! James se sentia mesmo um homem abençoado. Não era maravilhoso? A mulher que se amou por toda uma vida, lhe concede a graça de carregar um filho seu.


Um filho que nem nasceu, mas que já é toda a vida de James. E Lily estava tão maravilhosa grávida. Seus longos cabelos ruivos estavam tão vibrantes que pareciam chamas vivas. E seus olhos, provavelmente a parte que James mais amava, tinham um brilho maravilhoso, que James não acharia possível e que nascera no momento em que descobriu que estava grávida.


E uma nova personalidade também nasceu com seu novo brilho no olhar. Lily ultimamente andava muito emotiva, se irritava facilmente e tinha os desejos mais improváveis e malucos que se pode imaginar.


Você sabe o que é ter uma mulher grávida, com todos os desejos mais improváveis do mundo e ameaçando te amaldiçoar se você não os atender?


Bom, ao James só restava uma saída, incluir o Sírius. Ora, amigos são para essas coisas e sinceramente, era odioso ver o sorriso na cara daquele cachorro sarnento todas as vezes que a Lily tinha o desejo de comer o torrão de barata vendido na Dedosdemel as 3 da madrugada. Ou quando queria comer melancia com catchup e pastelão de fígado e rins. Sírius sempre dava uns tapinhas nas costas de James e dizia; “- Vamos lá Pontas! É pela mulher da sua vida e pelo seu filho. Nenhum esforço. Boa sorte.”  E se sentava ao lado de Lily colocava os pés para o alto e ficava me olhando com a maior  cara de satisfação do mundo, esperando que eu fosse realizar outro desejo estranho.


Mas como acho que os amigos sempre devem nos apoiar, resolvi interferir. Disse a Lily que o Sirius se sentia mal por me ver atendendo a tantos pedidos e que achava, como futuro padrinho da criança, que ele deveria contribuir também.


- E ele gostaria que você fizesse seus pedidos a ele também, meu Lírio. Ele disse que ficaria mais feliz e assim se sentiria realizando os desejos de nosso bebê também! Sorri para a carinha de descrença de minha esposa.


- Ah! James! Que lindo isso da parte de Sirius! Eu não sabia que ele estava se sentindo excluído. Lily estava quase chorando... De novo. – Eu sei que meus desejos incomodam, me desculpe meu amor. Mas são desejos tão fortes que eu sinto que poderia explodir se não os realizasse.


Quando ela terminou, já estava em prantos.


- Ah, querida, não tem do que se desculpar. Eu faço tudo por você e não é nenhum incomodo. Mas acho que não custa nada você realizar esse pequeno desejo do Sírius.  Insisti abraçando minha amada, que exibiu um pequeno sorriso.


- Claro que sim! Deixe comigo. A não ser que eu deseje que seja você, darei bastante trabalho ao Sírius.


Eu sorri suavemente para ela. Mas minha vontade era de gargalhar só de imaginar a cara do Almofadinhas.


Cerca de dois dias depois, Lily estava na sala tricotando um suéter para bebês sentada no sofá com Sírius ao seu lado lendo o Profeta diário enquanto eu estava tentando montar um cercadinho de bebês sem magia, um pouco mais ao fundo do aposento. Costumava me sentir fazendo mais parte das emoções  de ter um filho quando trabalhava nessas coisas manualmente, mesmo que isso demorasse muitas horas.


Foi quando reparei que Lily tinha parado de tricotar e colocava ambas as mãos sobre a enorme barriga de sete meses. Ela olhava o Sírius de lado, enquanto mordia o lábio. Eu imediatamente reconheci os sinais, ela tinha um novo desejo.


Um sorriso enorme tomou conta de meu rosto quando eu entendi. Ela estava se decidindo se pedia ao Sírius ou não. Imediatamente, comecei a gesticular para ela dando meu sinal de positivo, incentivando-a.


Meu Lírio sorriu para mim – e que sorriso lindo! – e se virou para Sírius:


- Sírius...


- Hum?


- Sabe, eu estou com uma vontade louca, louca mesmo, de comer torta. Pode arrumar pra mim?


Sírius fechou o jornal com calma e olhou pra Lily como se ela tivesse surtado. E gaguejou: - É cl... Claro Lily. E olhou pro relógio. Eram oito da noite. – Qual sabor você prefere?


Lily se levantou sorrindo, como quem se desculpa e disse:


- Torta Golden Bon Vivant.


E saiu em direção a cozinha, deixando Sírius  com a certeza de que minha esposa realmente surtara.


- Mas... Mas isso é em Lanchester!!! Por Merlin... Do outro lado do país!!! Ela quer uma torta de oito quilos que custa 33mil libras... A gravidez não é uma coisa fácil. Muito menos barata.


O pobre Almofadinhas ficou ali, no meio da sala, absolutamente sem ação com a mão na cabeça parecendo desolado. Eu teria sentido pena, se ele não tivesse rido de mim tantas vezes atrás, pelo mesmo motivo.


Eu me aproximei de Sírius, segurando para não gargalhar.


-Sabe Sírius, se você demorar muito pra ir, quando voltar ela vai ter desistido. Já imaginou o desperdício?


Eu estava rindo muito agora. Já não conseguia mais esconder. Ele entendeu.


- Foi você... Pontas! E agora? Olha no que você me meteu!!!


Joguei-me no sofá, ainda rindo muito.


- Vamos lá Almofadinhas! É pela sua comadre e pelo seu afilhado. Nenhum esforço. Boa sorte.


Rebati para Sírius, que me olhava entre encurralado e nervoso. Gargalhei mais ainda. Foi quando meu Lírio colocou a cabeça pela porta da cozinha, gritando:


- James! Vá com ele!!! A Batilda, a Lene e a Dorcas vão ficar aqui em casa, comigo. Não demorem!!!!


E lá estava o maldito sorriso na cara do Almofadinhas, de novo.


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Atravessar o país quando se aparata pode levar apenas alguns segundos. Isso é claro, quando não se tem alguns comensais da morte te perseguindo bem de perto na intenção de, no mínimo, te liquidar.


Comprar uma torta nunca foi tão difícil.


Eu avisei ao Sírius, mas ele como sempre me ignorou. A gente devia ter saído debaixo da capa de invisibilidade, com um feitiço de desilusão e tentando chamar o mínimo de atenção possível. E cá estava eu sem capa, com uma camiseta com o desenho de uma enorme fênix, parado em frente a uma motocicleta de corrida voadora. Se Voldemort ou seus comensais não me encontrassem para me liquidar com todos esses holofotes, Lily certamente o faria quando soubesse. Eu não posso sair por ai arriscando minha vida como se somente eu dependesse disso. Afinal, agora eu sou um pai de família! Mas o Almofadinhas nem quis saber.


Ele simplesmente disse: “- Ora, vamos! Você realmente acha que Voldemort está ai fora escondido atrás de uma lata de lixo só esperando pra pegar a gente?” zombou.


Eu respondi prontamente “É POSSÍVEL!”, mas acho que o Almofadinhas já nem estava me escutando.


E fomos ganhar a noite em busca da torta para o meu doce Lírio.


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A motocicleta de corrida fez a curva acentuada tão rápido na escuridão, que os dois policiais no carro de perseguição gritaram “Uou!”. O Sargento Fisher forçou seu enorme pé no freio, pensando que o garoto que estava ao lado com certeza seria esmagado embaixo de suas rodas; porém, a motocicleta fez a curva sem derrubar nenhum de seus ocupantes, e com uma piscada da sua luz traseira vermelha, desapareceu na apertada rua lateral.


        ― Agora nós os apanhamos! - exclamou animado o policial Anderson. - É um beco sem saída!


        Segurando forte na direção e estraçalhando seu câmbio, Fisher destruiu metade da pintura da lataria ao forçar o carro pelo beco na perseguição.


        Lá, sob a luz dos faróis estava sentada a presa, parada finalmente após um quarto de hora de caçada. Os dois passageiros estavam emboscados entre uma alta parede de tijolos e o carro da polícia, que agora estava se aproximando deles como um predador rosnando, de olhos luminosos.


        Havia tão pouco espaço entre as portas do carro e as paredes do beco que Fisher e Anderson tiveram dificuldades em se soltar do veículo. Feria a dignidade ter que se arrastar, como um caranguejo, até os malfeitores. Fisher arrastava sua generosa barriga pela parede, arrancando botões de sua camisa enquanto ia, e finalmente arrancando o espelho retrovisor com sua parte traseira.


        ― Saiam da moto! - ele gritou para os jovens com sorrisos de desdém, que estavam confortáveis na brilhante luz azul como se estivessem aproveitando.


        Eles fizeram o que lhes foi mandado. Finalmente se livrando do espelho retrovisor quebrado, Fisher os encarou. Eles pareciam estar no fim da adolescência. O que esteve dirigindo tinha um longo cabelo preto; sua boa aparência insolente lembrava desagradavelmente a Fisher o namorado vagabundo e guitarrista de sua filha. O segundo rapaz também tinha cabelo preto, mas o dele era curto e espetado em todas as direções; ele usava óculos e tinha um sorriso forçado. Ambos estavam vestindo camisetas com a estampa de um grande pássaro dourado; o emblema, sem dúvida, de alguma banda de rock desafinada e ensurdecedora.


        ― Sem capacetes! - gritou Fisher, apontando de uma cabeça descoberta para a outra. - Ultrapassando o limite de velocidade por… por uma quantia considerável! (De fato, a velocidade registrada tinha sido maior do que Fisher poderia considerar qualquer motocicleta capaz de fazer). - Não parando para a polícia!


        ― Nós teríamos adorado parar para conversar, - disse o rapaz de óculos. - mas é que estávamos tentando…


        ― Não se faça de esperto, vocês dois estão em uma terrível enrascada! - rosnou Anderson. - Nomes!


        ― Nomes? - repetiu o motorista de cabelos compridos. - Er… bem, vamos ver. Existe Wilberforce… Bathsheba… Elvendork…


        ― E o bom desse aí é que pode usá-lo para um rapaz ou uma moça - disse o rapaz de óculos.


        ― Ah, os NOSSOS nomes, você quis dizer? - perguntou o primeiro, quando Anderson balbuciou com raiva. - Você deveria ter dito! Esse aqui é James Potter, e eu sou Sirius Black!


        ― As coisas estarão seriamente pretas para você em um minuto, seu insolentezinho…


        Mas nem James nem Sirius prestavam atenção. Eles estavam de repente tão alertas quanto cães de caça, encarando algo atrás de Fisher e Anderson, acima do teto do carro policial, na entrada escura do beco. Então, com movimentos fluidos idênticos, eles colocaram as mãos em seus bolsos traseiros


        No espaço de uma batida do coração, os dois policiais imaginaram armas brilhando na direção deles, mas um segundo depois eles viram que os motociclistas tinham retirado nada mais do que…


        ― Baquetas? - ironizou Anderson. - Um par de piadistas vocês, não são? Certo, estamos prendendo vocês sob a acusação de…


        Mas Anderson nunca chegou a nomear a acusação. James e Sirius tinham gritado algo incompreensível, e os raios de luz dos faróis se moveram.


        Os policiais giraram e depois caíram de costas. Três homens estavam voando - realmente VOANDO - pelo beco em vassouras – e, no mesmo momento, o carro de polícia estava se apoiando em suas rodas traseiras.


        Os joelhos de Fisher falharam; ele sentou com força. Anderson tropeçou nas pernas de Fisher e caiu sobre ele, enquanto flãmp’ - ‘bang’ - ‘cranche’ - eles ouviram os homens nas vassouras baterem no carro levantado e despencarem, aparentemente inconscientes, no chão, enquanto pedaços quebrados de vassouras caíam ao redor deles


        A moto tinha ganhado vida de novo. Com sua boca entreaberta, Fisher reuniu forças para olhar novamente para os dois adolescentes.


        ― Muito obrigado! - disse Sirius acima do ronco do motor. - Nós devemos uma para vocês!


        ― É, foi bom conhecê-los! - disse James. - E não se esqueçam: Elvendork! É unissex!


        Houve um barulho de tremer a terra, e Fisher e Anderson jogaram seus braços ao redor um do outro com medo; o carro deles tinha acabado de cair de volta ao chão. Agora era a vez da motocicleta empinar. Em frente aos olhos descrentes dos policiais, ela andou em pleno ar: James e Sirius decolaram para o céu noturno, com o facho da luz traseira brilhando atrás deles como um rubi desaparecendo.


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- Pontas, você acha que será um menino ou uma menina?


Sírius me fazia essa pergunta com alguma freqüência. Nunca consegui decidir o que eu queria. Um menino seria ótimo. Seriamos grandes amigos e eu lhe ensinaria quadribol e como arranjar garotas... Apesar de que, é mais provável que ele aprenda coisas mais significativas com o próprio padrinho. Mas uma garotinha... Parecida com o meu Lírio! Os mesmo olhos... Também seria maravilhoso.


- Tanto faz. O que importa é que será meu filho; Ou filha.


Eu sempre respondia dando de ombros.


- E se a gente apostasse? Ele disse, dando um meio sorriso de lado.


- Como assim? Perguntei quase interessado.


- Ora, o sexo do bebê. Ele disse. – Eu tenho certeza de que será uma menina;


- Como pode ter tanta certeza? E apostar o quê? Rebati. Odeio admitir, mas a idéia já tinha me conquistado.


- Se for menina, como aposto que será, você Pontas, passará um mês com os cabelos cor de rosas, incluindo é claro a cor dos pelos ao se transfigurar. O que acho muito apropriado já que se transforma em um viadinho. Mas se der menino...


- Você terá que viver com pulgas pelo mesmo um mês, meu amigo. E terá que chamar Minerva Mcgonagal para sair.


Sírius fez uma careta e eu sorri. Apertamos as mãos selando o contrato mágico com um feitiço.


- Não sei se já o alertei sobre isso Sírius, mas você não deveria apostar contra um Potter.


Ele deu sua habitual risada parecida com um latido e eu apenas sorri, confiante. Eu já sabia, era um menino. Eu podia sentir.


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Segundo os cálculos dos medibruxos, o bebê era esperado para o fim do mês de agosto. Lily já estava com uma barriga enorme e quando julho começou a chegar ao fim teve um pressentimento de que deveria preparar as coisas para a chegada do bebê.


James discordava, é claro. Mas ela sabia de alguma forma, que o nascimento seria em breve e que era simplesmente o maior acontecimento de todos os tempos. E não podia deixar de ser! Era seu primeiro filho. Seu filho com o homem que mais amava.


Mães praticamente não erram, e na manhã do dia 31 de julho Lily tentava acordar James, gemendo muito por causa das fortes contrações.


- James!!! Chamou em um Gemido. Mas o marido dormia profundamente.


- Cala a boca Sírius.  Já falei que eu não vou vestir essa camiseta idiota de novo. Parece o desenho de uma galinha... Resmungou ainda sonhando.


- James acorda!!! Agora!!! O bebê está nascendo!!!! Lily berrou, sentindo a mais forte das contrações até o momento.


- Bebê? Que bebê... Ah! Quando entendeu, James saltou da cama e correu para o lado em que a esposa estava deitada na cama. Ela parecia bem, mas estava meio suada e a cor do rosto estava menos corada que o normal.


- Lily, ainda é cedo. Esperava-mos o bebê para o fim do próximo mês. Será que está tudo bem com o bebê?


- James, tem quase duas semanas que venho dizendo que pressinto que o bebê se adiantaria.


- Sim, mas os medibruxos...


- JAMES POTTER! EU SEI O QUE OS MEDIBRUXOS DISSERAM, MAS SEI MAIS AINDA O QUE EU ESTOU SENTINDO! AGORA PEGUE AS MALAS E VAMOS AGORA PARA O ST. MUNGUS! Lily gritou, perdendo a paciência.


- Tudo bem querida, se acalme.


Sirius abriu a porta com um pontapé, ainda apenas de cueca samba canção cheia de desenhos de coraçõezinhos, com a varinha empunhada.


- O que é? Quem está invadindo?


James levou um segundo inteiro para entender que Sírius pensava que estava havendo um ataque. Ele olhou para a figura absolutamente desgrenhada de Sírius, com sua cueca de corações, parecendo tão ameaçador quanto um filhote de gato e caiu na risada. Até Lily riu. Riram da cara emburrada que ele fez ainda da porta, até que Lily teve outra contração, ainda mais forte que a anterior.


- James...


- Tudo bem querida. Sírius, Lily está tendo contrações. Parece que o bebê se adiantou.


- Certo. Ele ainda estava meio desnorteado. Sua resposta era afirmativa, mas parecia vazia de entendimento.


- Vamos para o St. Mungus Almofadinhas!!!! Vá por algo descente, para que não cegue nenhum medibruxo com a visão do inferno que você é neste momento.


- Certo. Sírius respondeu, saindo em seguida do quarto.


- Amor, acho que o Sirius está muito chocado. Vá se trocar também e depois cuide do nosso amigo. Acho que foi informação demais para ele. Eu vou tomar um banho e a gente sai em quinze minutos.


James riu nervosamente e deu um selinho na esposa, correndo em seguida para ajeitar tudo.


Céus, seu bebezinho estava para nascer! Eu ia ser pai!


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Remo estava correndo pelos corredores do St. Mungus. Tinha acabado de receber a noticia de que o filho de seu melhor amigo acabara de nascer.


Dobrou um corredor e caiu dentro da pequena e atravancada sala de espera. Sírius estava sentado no canto mais ao fundo, com uma cara super emburrada.


- Sirius? Está tudo bem? Aconteceu algo a Lily ou ao bebê? Remo perguntou com repentina preocupação.


- Não, nada errado com eles. Eu é que não consegui aprender a seguir conselhos.


Remo não entendeu bem, mas também não achava que seria hora de entender.


- Onde eles estão? Perguntou.


- No quarto, pode ir até lá. Só estou aqui por que não to agüentando a cara de satisfação do Pontas.


- Você é quem sabe. É menino ou menina? Perguntei.


Sirius me olhou mortalmente e eu fiquei sem entender.


- É um menino. MAS EU PODIA JURAR QUE ERA MENINA, TÁ BEM! Ele falou inesperadamente alto, me sobressaltando.


- Não sei por que você fez isso então vou lá ver o bebê, enquanto você fica aqui toma seus remédios e se acalma ok?


Entrei no quarto e encontrei Lily deitada na cama com James sentado ao lado, em uma enorme cadeira, segurando o que parecia um pacotinho de lençóis.


Lily sorria tanto e vi tanto carinho no olhar dela para o que eram os dois homens de sua vida, que me senti em um lugar reservado e eu era um intruso; Tentei sair sem atrapalhar. James não tirava os olhos do embrulhinho que carregava, mas Lily me viu.


- Remo! Ah Remo, nosso pequenino teve pressa e veio antes do tempo. Mas é um garotinho muito forte e saudável. Seu sorriso resplandecia. Ela era, naquele momento, uma mulher feliz e exibia o sorriso de quem tem tudo o que sempre quis.


- Um menino, hein, Pontas?! Sorri para meu amigo.


James olhou para mim e percebi que seu rosto estava banhado de lágrimas e que seu sorriso era absoluto. Parecia mais feliz que nunca ali, segurando o filho.


Fiz uma prece para aquela família, desejando que eles fossem para sempre tão felizes quanto agora. Eu os amava como minha própria família e estava muito feliz por eles.


- Vai se chamar Harry, Remo. A Lily quem escolheu. Harry Potter. Pontas tinha a voz embargada de emoção.


- Ele está assim desde que entrei em trabalho de parto. Não para de chorar. Esse super-bobo-emotivo.


Eu ri. James fez um som pelo nariz que parecia um riso também. Lily estendeu os braços para pegar Harry, James devolveu a criança desajeitadamente aos braços da mãe.


Eu cheguei mais perto para ver o filho deles pela primeira vez.


Tinhas os mesmos cabelos do Pontas, muito negros e espetados para todos os lados. E, impressionantemente estava com os olhos abertos, olhos muito verdes como os da mãe, parecendo demonstrar apenas educado interesse.


Fiquei surpreso com o fato. Mas sorri, era uma pequena cópia do James. Foi quando Dumbledore se juntou a nós na sala de hospital. Nunca antes uma prece minha tinha sido rejeitada tão rapidamente.


As noticias que ele trazia eram assombrosas e assustadoras. O adiantamento do nascimento de Harry o encaixara em uma profecia. E meus melhores amigos precisavam se esconder, como nunca antes.


- Sugiro o feitiço Fidelius. Disse Dumbledore, enquanto ainda estávamos digerindo todas as informações.


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Quase um ano havia se passado desde o nascimento de Harry e até hoje o Sírius ainda demonstra receio sobre apostar contra mim. Ainda estávamos assustados com o que o futuro reservava a Harry, mas tínhamos no saído bem até o momento. Usamos rabicho como fiel do feitiço que colocamos em nossa casa, mesmo que o próprio Dumbledore tenha se oferecido.


Queríamos deixar isso entre amigos. Inicialmente pensei em Sírius, mas este pensou em despistar ainda mais. Sabendo, é claro, que Sírius seria a escolha provável, Voldemort poderia vir atrás dele, mas o verdadeiro segredo estaria salvo com outra pessoa, o quarto maroto, Petter Pettigrew. Então, quando Voldemort estivesse procurando por Sirius, o segredo estaria a salvo com Rabicho. Foi o que fizemos.


E Harry crescia perfeitamente bem e podíamos levar a vida com alguma tranqüilidade.


E meu filho, além de lindo e saudável, já demonstra grande poder mágico! Com seis meses ele fez flutuar a mamadeira até ele. E quando terminou, pegamos o recipiente vazio e ele estava morno. Harry aparentemente o esquentara também. Com oito meses não precisava de ninguém para descer do berço, simplesmente fazia as grades desaparecerem, descia e saia caminhando por onde quisesse.


Mas, o que mais surpreendia em meu filho era que ele sempre foi incrivelmente precoce. Muito raramente chorava. Mas estava sempre sorrindo. Especialmente para meu Lírio. Harry adorava os cabelos da mãe. Sempre os tocava com carinho e sorria muito.


Dorcas e Lene sempre comentavam sobre a sorte das meninas de Hogwarts da idade de Harry e como ele arrasaria seus corações. Se dependesse de Sirius era o que Harry faria mesmo. Mas sendo um Potter, ele não teria muita alternativa.


Era quase metade de agosto e eu estava deitado no sofá da sala vendo Harry brincar com um monte de brinquedos espalhados pelo chão. Ele mal acabara de fazer um ano de idade. Ele parou o que estava fazendo repentinamente. Olhou para mim, com o maior sorriso que eu jamais tinha visto em seu rostinho infantil. Era sorriso de uma enorme felicidade, absoluto contentamento.


Ele se levantou, sabia andar desde os oito meses de idade, subiu no sofá ao meu lado e apontou para a janela que ficava acima do sofá em que ele mal podia segurar com as mãozinhas.


Deu uma olhada para fora, ainda sorrindo muito, e novamente apontou.


- Pai, é ela! Disse com sua vozinha infantil e sorridente.


- Ela quem, meu filho? Perguntei me juntando a ele para olhar.


Não era ela quem, mas ela o que. Parecia que uma chuva muito pesada estava para cair. Ela vinha se aproximando pelo céu e, comigo ainda olhando, começou a cair.


Eu sorri para Harry e o peguei em meu colo. Ele não gostava muito, mas ao invés de fazer menção de querer descer ele praticamente se colou na janela. Bateu com as duas mãozinhas espalmadas no vidro encharcado de chuva e do lado de fora começou uma chuva de estrelas cadentes.


- Bem vinda! Bem vinda! Harry gritava animadamente.


Pela primeira vez me assustei com Harry. Foi quando notei que Lily estava nos observando da porta, não imagino há quanto tempo. Harry a viu também e logo estendeu seus bracinhos para a mãe querendo que ela o pegasse. Ele ainda sorria muito, estava realmente contentíssimo.


- Ele sentiu a aproximação da chuva e ficou todo feliz. E fez cair uma chuva de estrelas cadentes lá fora.


Lily assentiu, olhando para o filho em seus braços. Harry segurava uma mecha de seus longos cabelos ruivos e sorria ainda mais, se é que isso era possível!


- Ruiva! Ruiva, ruiva, ruiva, ruiva... Ele repetia sem parar.


E passou o dia inteiro assim, com seus enormes sorrisos e repetindo ruiva, ruiva, ruiva todas as vezes que via a mãe.


Parecia um dia importante para ele. E ele até nos contagiou, por que todas as vezes que o olhávamos e ele estava sorrindo, sorriamos também.


E quando Sírius apareceu, querendo ensiná-lo a ser galante com as mulheres, Harry demonstrou genuíno interesse pela primeira vez.


Olhei para Lily que disse:


- Crianças nessa idade são como esponjas para aprender, absorvem tudo ao redor.


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Queríamos dar uma festa de Halloween, mas Dumbledore nos dissuadiu da idéia. Não que fossemos chamar metade de Londres, eram apenas os amigos mais íntimos. Mas isso implicaria em contar o segredo para outras pessoas que não fossem Sírius, Pedro, Remo e Dumbledore. E ninguém além deles sabia dos riscos à vida de Harry.


Na noite de Holloween eu estava preparando um jantar especial para James e Harry, era o nosso primeiro dia das bruxas após o nascimento de nosso filho e eu queria que fosse especial.


Harry passou o dia inteiro meio estranho. Qualquer ruído o sobressaltava e ele se incomodou muito quando tentei tirá-lo da sala.


Ele estava lá no meio dos brinquedos sem tocar em nenhum deles. James tinha saído a algumas horas para uma reunião da Ordem da Fênix e deveria voltar a qualquer momento.


Coloquei o assado no forno e o deixei lá com um feitiço alarme, para avisar quando estivesse pronto.


Harry me olhou quando eu entrei no aposento e se levantou vindo em minha direção. Me pediu colo, coisa que não lhe era muito de costume já que gostava de ser independente o quanto pudesse.


Ele me abraçou pelo pescoço muito apertado por alguns segundos e eu retribui, estranhando muito.


- Ei meu amor... Você está bem? Perguntei olhando em seus olhinhos tão parecidos com os meus, mas muito mais profundos.


Ouvi alguém entrando pelo portão e fui olhar pela janela. Não vi ninguém. Achando muito esquisito e sendo tomada por repentino pavor chamei quando ouvi alguém a maçaneta da porta:


- James?


Não houve resposta.


O feitiço alarme apitou da cozinha e ouvi o forno desligando automaticamente. A porta se abriu. Não era meu marido. Um homem, com feições completamente deformadas, parecendo mais um monstro que um homem entrou em minha sala de estar. Voldemort em pessoa.


Em meio ao pânico de vê-lo pela quarta vez em minha vida, e a falta de uma justificativa para tê-lo em minha casa que supostamente estava protegida contra ele, procurei minha varinha.


Não estava comigo. Eu a deixara na cozinha sobre alguma bancada.


Meu coração batia dolorosamente rápido e eu tentava loucamente pensar em uma forma de proteger Harry.


- O que você quer? Esganicei. Mas Voldemort nem me olhava. Olhava diretamente para meu filho que retribuía o olhar.


- Saia! Saia, saia, saia!


- Calada, sangue ruim. Lily ficou absolutamente sem voz. – Você não precisa morrer. Eu só quero matar o bebê.


Eu me desesperei. Balancei a cabeça freneticamente, tentando proteger Harry com o corpo da melhor maneira possível.


- Saia da frente. Ele exclamou fazendo um gesto com a varinha que me arremessou contra a parede.


Eu e Harry caímos e bati com força minha cabeça, ficando absolutamente confusa. Estava perdendo os sentidos, mas tentei me agarrar novamente a Harry de gatas no chão e quase não enxergando minha visão estava quase completamente turvada pelas lágrimas e a dor.


- Já mandei sair! Voldemort exclamou me chutando e me tirando absolutamente do caminho.


Eu vi Voldemort levantar a varinha na direção de Harry, que estava de pé olhando para aquele monstro e atrás de meu filho uma mulher, com longos cabelos louros e provavelmente mais bela que qualquer outra mulher do mundo estava assistindo a cena. Mas nem Voldemort parecia notá-la. Ela olhava para Harry com orgulho. Eu quis pedir ajuda mas nem mesmo tive forças para abrir a boca antes de perder completamente a consciência.


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Tudo estava escuro. Eu sentia uma enorme dor de cabeça e parecia que eu tinha quebrado algumas costelas. Não sabia onde estava, mas tinha algo muito pesado sobre mim. Me lembrei de tudo o que se passou e tentei me mexer. Não consegui.


Tentei escutar e parecia que alguém, bem longe, estava me chamando.


Na primeira vez que tentei responder não consegui. Umedeci os lábios um pouco e limpei a garganta o melhor que pude e gritei:


- JAMES!


As vozes pareciam mais perto agora por isso continuei gritando por meu marido.


Do nada senti todo o peso sendo retirado de cima de mim e a luz repentina momentaneamente me cegou. Me senti sendo puxada para braços familiares e o cheiro de James invadiu minhas narinas.


- Meu Lírio, meu amor, minha vida! Oh, graças a Merlin!!! Você está viva! Eu pensei... Eu... Minha nossa!


Ele chorava e me apertava em seus braços triplicando minhas dores. Gemi.


- Me desculpe querida. Pensei que nunca mais veria o brilho em seus olhos novamente.


- Harry. Onde está Harry, James?


- Ele está bem meu Lírio. Mas ganhou uma cicatriz. E você?


- Acho que uma concussão e algumas costelas quebradas. E Voldemort?


- Está morto. Bem, aquele corpo está. O que você fez?


- Eu, nada. Perdi a consciência sem conseguir proteger Harry.


Sírius se aproximou com Harry nos braços. Tirando a cicatriz em forma de raio no meio da testa, estava ileso.


- Foi algo em Harry. Algo em nosso filho James acabou com aquele monstro.


- Não se preocupe com isso agora meu amor. Vamos, você precisa ver um medibruxo.


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No dia seguinte havia pessoas se reunindo em segredo em todo o país que erguiam os copos e diziam com vozes abafadas:


- A Harry Potter: o menino que sobreviveu!


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N/a: Olá!


Espero que gostem do capítulo. Lendo-o agora descobri que queria incluir um monte de coisas, mas como ia demorar, melhor deixar para o futuro.


Eu adorei os comentários!!! Fico super feliz em lê-los. Se tiver mais, eu posto o próximo rapidinho!!!


acho que esse capitulo respondeu algumas perguntas e criou algumas novas. E desculpem qualquer erro de portugues por ai. Eu tentei ficar de olho, mas um ou outro sempre passam.


E fiz uma pequena homenagema J.K Rowling incluindo trechos que ela mesma escreveu. O ultimo paragrafo e a parte da historia de James e Sirius com os policiais.


E é só por hoje!


Bejuh pra vocês e até breve!!!!

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