Capítulo 7- De volta à realidades
Ao acordar na manhã seguinte, Draco notou que a cabeça de Gina descansava confortavelmente sobre seu peito. Também pôde perceber o quão bonita era a jovem, não que em algum momento a tenha achado feia, mas, simplesmente, nunca a tinha visto tão bela. Enquanto seus olhos corriam pela face da ruiva, não se impediu de pensar divertido: “Agora virei travesseiro... Vê se pode uma coisa dessas?”.
Alguns segundos depois, a jovem acordou como se o pensamento do loiro a tivesse despertado. Quando abriu os olhos e se deparou com aquele mar cinzento, um lampejo de temor passou pelos olhos castanhos da garota, que imediatamente se afastou o máximo possível de Draco. Malfoy, por sua vez, riu do comportamento da garota.
- Achava que você tinha percebido que eu não mordo. Nem durante o dia nem durante a noite – comentou num tom entre irônico e malicioso enquanto levantava-se e seguia para a suíte..
“Se isso é verdade, por que, então eu tenho a sensação de que meu pescoço deve estar roxo a essas horas?”, com esse pensamento, Gina corou e tentou não olhar o loiro. Isso foi infinitamente difícil. Acabou dando uma espiadinha. Só deu tempo para ver um pedacinho das costas dele antes que a porta fosse fechada. “Como eu nunca reparei nas costas dele! São lindas... Não, não são, Gina! Você deve estar louca! Deve ter sido o vinho de ontem... Só pode ter sido”.
A ruiva ainda permaneceu por algum tempo na cama de Malfoy. Tentava pôr seus pensamentos em ordem. Eles estavam completamente confusos. Ela não conseguia para de se perguntar se o que tinha feito era o certo. Por mais que ela tentasse se justificar com argumentos como “Você ia deixar o seu pai morrer em nome do seu orgulho, do seu amor-próprio? Ele não faria isso com você. Seu pai moveria céus e terras se fosse o contrário...”. Contudo, não era o contrário, e uma vozinha muito da irritante não parava de repetir que “não importa! Se ele descobrir a origem do dinheiro, ele nunca vai te perdoar, Gina... Você praticamente se prostituiu!”. Divagava sobre isso quando Jill entrou no quarto.
- A senhorita ainda não tomou banho? O café já será servido!- disse a elfa afoita.
- Não vou tomar café.
- Como não? O que os outros elfos vão pensar de Jill se ela matar a senhorita de fome?- desesperou-se a criaturinha.
-Jill, escute!- disse a ruiva em tom imperativo para logo depois suaviza-lo o perceber que a atenção da elfa estava toda sobre si – Eu não estou com fome, preciso sair daqui o mais rápido possível!
- Então ta- disse a elfa a contragosto- Seus pertences estão no quarto ao lado. Aquele em que a senhorita se arrumou... Ordens do Senhor Malfoy. Com licença.
Poucos segundos após a criaturinha se retirar, Gina também saiu do recinto. Se ela demorasse mais um pouco, encontraria um “Malfoy pós-banho” ainda mais irresistível do que normalmente. Os cabelos molhados e ligeiramente bagunçados emolduravam um rosto que de angelical não tinha nada. Um sorriso safado estava grudado em seus lábios, acentuando a sua aparência de badboy. O roupão preto ligeiramente aberto mostrando o peitoral definido do loiro. Uma imagem de fazer o queixo de qualquer uma cair.
Enquanto isso, no outro quarto, a ruiva arrumava as suas coisas o mais rápido possível. Quanto menos tempo ficasse na mansão, mais rápido se livrava daquele pesadelo. Pelo menos era o que ela esperava. Tomou um banho rápido sem lavar o cabelo, pois se chegasse em casa com ele molhado teria grandes problemas para inventar uma desculpa. Depois de verificar pela milésima vez se não estava esquecendo nada, Gina estava pronto. Pronta e com um grande problema: onde era a saída?
Draco tomava o seu café tranquilamente quando uma idéia lhe ocorreu: talvez a Weasley precisasse de ajuda. Caso contrário ela já teria descido, não? Ao ser que tivesse se afogado na banheira... Essa imagem fez o loiro rir um pouco, afinal, quem iria se afogar em três palmos d’água? Impossível.
- Jill?
- Sim - respondeu prontamente a elfa.
- Vai lá ver a Weasley...
- A senhorita dos cabelos cor-de-fogo?
- Tem outra mulher nessa casa agora, Jill? – perguntou como se fosse o fato mais óbvio do mundo. Sabia que a criatura só queria uma confirmação e, como naquele dia ele não estava com vontade de implicar com a elfa, apenas acenou em direção às escadas.
Ao chegar lá, Jill se deparara com uma ruiva muito ansiosa. Gina não sabia o quanto mais tempo agüentaria ficar ali. Já tinha roído todas as unhas quando avistou a pequena criatura. Sentiu-se aliviada por ela aparecer.
- O senhor Malfoy mandou que viesse ajudá-la.
- Ótimo. Por onde eu saio? – perguntou aflita.
- Como assim? Pela porta de entrada é lógico! Quer sair por onde? Por uma janela? Pela porta dos fundos? Aqui não há lareiras ligadas à rede de flú....- respondeu confusa.
- O problema é: não sei onde é a porta principal muito menos a dos fundos- disse exasperada- Se bem que sair pelos fundos seria uma ótima idéia...
- Por Merlim! A senhorita não quis tomar café, tudo bem. Mas sair pelos fundos já é demais!- concluiu enfezada.
- Jil, faz o que estou pedindo, me leva para lá... – completou com uma voz doce. Sempre que queria convencer Molly de algo usava esse tom persuasivo, quase sempre obtinha os resultados desejados. Daquela vez não foi diferente.
- Está bem, como quiser, senhorita.
Desceram as escadas sem fazer muito barulho. Em vez de irem para a sala, seguiram para uma ampla cozinha. Gina na pôde evitar reparar o quanto era bem arrumada. Uma ampla pia a sua direita ao lado do fogão à lenha, uma grande mesa redonda ao centro e vários armários a sua esquerda. Ficou impressionada com o tamanho da casa. Ela se sentia até pequena perante tanta imponência.
Também percebeu que além de Jill, havia mais dois elfos-domésticos. “Claro! Para cuidar de algo desse tamanho! Eles devem trabalhar como loucos, coitadinhos... A Mione teria um ataque se visse isso!”, ao lembrar-se da amiga, sentiu o estômago doer e o coração apertar. O que ela diria de suas ações? A chamaria de fraca, no mínimo! Talvez nunca mais quisesse vê-la...
Despediu-se de Jill e foi andando em direção do Beco Diagonal. Não havia condições de aparatar. Acabaria deixando alguma parte do seu corpo. Não era melhor caminhar. Quem sabe ela não conseguiria relaxar? Esses argumentos a convenceram se que essa era a melhor opção, mesmo sabendo, lá no fundo, que o peso dos galeões em seu bolso não a permitiriam esquecer-se de coisa alguma.
Avistou as primeiras lojas do Beco e suspirou aliviada. Tudo voltaria ser o que era antes: seu pai ficaria bem, ela finalmente terminaria a faculdade de música, ninguém iria sequer desconfiar a origem do dinheiro e todos viveriam felizes para sempre.
O dia estava simplesmente lindo. O céu azul e o sol forte pareciam anunciar o fim daquele pesadelo, mas talvez fosse só o começo...
N/A: Genteeeeeeeeee!!!!!!!!!!! Desculpa a demora para atualizar. Eu sei que o capítulo foi curtinho e sem-graça, mas ele é extremamente importante para o desenvolvimento! Não podia simplesmente pular isso... Sobre as próximas atualizações! Bem, provavelmente eu vou demorar um pouco para voltar a escrever, mas não se desanimem! Demorar com certeza, mas largar nunca! Prometo que o capítulo oito vai valer a pena! ;)
Uma propagandinha básica:
“Mais que o acaso”, uma D/G da minha querida amiga Tita Weasley! Eu adoro essa fic!!! O link é esse ai. http://floreioseborroes.net/menufic.php?id=18852 E vê se comenta! Porque ela é uma autora tão carente quanto eu! hehehehe
Leiam também “Corpus Substituere” de minha autora (outra Nc huahuahua), mas eu só vou atualizar essa quando comentarem... *falando baixinho* O capítulo já está pronto só faltam os comentários. ; ) http://www.floreioseborroes.net/menufic.php?id=19493
E meus sinceros agradecimentos para:
Danny O.o, Mah, candice andrade arantes de paula, Angel Lopes (que ainda nãop desistiu de mim huahua), JK Malfoy e clã weasley malfoy e a todos que leram e não comentaram! Beijos Fui!
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