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6. A festa de Marie e novos amigo


Fic: Tentador como o pecado -Quero comentarios


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CAPÍTULO VI


— É um erro.


Pela centésima vez Hermione proferia aquela frase desde que Draco a convidara para ir à festa de Marie Kemmerer, no sábado à noite.


— Eu não devia ir, Marcy.


— Tolice! Você está apenas nervosa. Quando chegar lá, vai se divertir. Aliás, será um estouro, e, com esse vestido, todos irão notá-la.


Sim, o traje era lindo. Hermione jamais usara algo tão refinado. O desenho era original. Foi presente de um estilista francês a uma modelo, Délia, amiga de Marcy.


— Veio direto de Paris, Hermione. Délia o ganhou no último outono.


Contudo, por estar grávida de seis meses, Délia ainda não havia tido a oportunidade de usufruir o presente. Mas não se importava se Hermione o usasse, uma vez que, após o parto, seria difícil voltar à silhueta antiga.


— Não tenho formas de modelo.


— Experimente. Podemos adaptá-lo, se for preciso.


— Délia...


— Délia não vai se importar. Ela nem sequer fica bem de vermelho.


O tecido era de um tom púrpura e aderia ao corpo como se fosse uma segunda pele.


— Ficou maravilhoso! — exclamou Marcy, assim que Hermione o colocou.


— Não posso usar isto! É obsceno! Realça cada reentrância!


— É verdade.


— Não posso, Marcy. É muito... revelador.


— Creio que Draco já conhece tudo o que você tem a revelar, lembra-se?


— Mais uma razão para eu...


— Talvez eu consiga afrouxá-lo um pouco. Veja. — Marcy posicionou-a diante do espelho. — Não está apertado. A roupa a envolve. Na realidade, é estupenda. Juro.


— Eu não...


— Você é linda, Hermione. Não recuse o vestido só porque está acostumada a usar os trajes convencionais. Seja ousada. Viva um pouco.


— Não sei...


— Pansy o usaria...


Hermione não queria associar o comentário de Marcy ao fato de ter aceitado a sugestão. A peça, embora de corte simples, salientava os quadris e realçava os seios. E depois que Marcy prometera afrouxá-la não havia motivo para recusar.


Mesmo assim, ficou preocupada. Vendo seu reflexo, sentia-se dominada por uma espécie de pânico. Marcy não só se oferecera para alterar a costura como também iria pentear Hermione.


— À tarde, irei pentear Ginna.


— Ginna?


— Ginna é a mulher de Harry Potter.


Como Hermione não o conhecesse, Marcy explicou:


— É um fotógrafo. Draco e Harry estão sempre disputando os melhores trabalhos em Nova York. Ambos são profissionais fantásticos. Ginna é policial. Ela veio à cidade dois anos atrás, para trazer as sobrinhas de Harry. Ele dissuadiu-a a ficar e formarem uma família. Agora são casados e, além das meninas, possuem um filho. Mas Ginna está grávida de novo. Aliás, está imensa. É difícil imaginar Harry como pai e marido, mas parece estar gostando. Você vai conhecê-los na recepção de Marie.


— Tomara.


— Vai, sim. Estarei aqui às seis para arrumar seus cabelos.




Durante a tarde, Hermione refletira acerca do evento. Estava tentada e desistir quando Marcy voltou ao entardecer.


— Não sei se eu deveria ir, Marcy.


— O quê? Claro que vai! Sente-se à penteadeira.


— Mas...


— Sente-se. Não quero ouvir mais nada. Conseguimos o vestido, farei o penteado mais elegante que já viu, e você irá. Quando voltar para casa, poderá contar tudo para Rony.


— Ele não dá a mínima.


— Mas vai questionar o fato de ter perdido uma oportunidade como essa. Afinal de contas, por que veio a Nova York?


Marcy tinha razão.


Hermione respirou fundo e soltou o ar bem devagar. Tão logo ajeitou-a na cadeira, a estilista começou a arrumá-la.


Em sua vida, Hermione nunca perdera muito tempo com os cabelos. Sempre os deixara soltos, ao natural. No entanto, Marcy estava absolvida pela tarefa.


Ela os lavou, secou, escovou. Por fim, tirou da bolsa uma tiara cravejada de pequenas pedras, imitando diamantes, e ajeitou-a entre as mechas.


— Oh, Deus... — Marcy ficou boquiaberta. — Está muito sexy, Hermione! Vamos ver a expressão de Draco!


— Ele nem vai notar.


— Quer apostar?




Meia hora depois, Draco se encontrava à soleira do apartamento, embasbacado.


— Você está bem, Draco?


Ele pigarreou e voltou a fitá-la da cabeça aos pés.


— Estou ótimo. — Umedeceu os lábios com a língua. — Melhor, impossível.


— Verdade? — Hermione indagou, ainda preocupada.


Draco lhe dissera que a festa seria havaiana. Em Collierville um evento como esse implicaria palmeiras e roupas floridas.


— Você está surpreendente, Hermione.


— O vestido não é apertado demais?


— Não! — Tornou a pigarrear. — Quero dizer, a roupa está espetacular. Vou precisar bater em todos aqueles que se aproximarem de você.


— Não seja tolo! — Hermione riu. — Não estou acostumada a nada tão extravagante.


— Imagino.


— Posso trocar.


— Não pode, não — Marcy interveio. — Está perfeita, não Draco?


— Sem dúvida. Onde o conseguiu, Marcy?


— Com Délia. Humberto lhe deu em Paris. Achou que era adequado para ela. Mas é óbvio que jamais o viu em Hermione.


— Não mesmo.


O tom parecia de desaprovação, embora Draco mantivesse o sorriso nos lábios.


Ele também, Hermione notou, estava muito elegante. Em vez do jeans costumeiro e da camiseta branca, Draco se vestira todo de preto.


O traje vermelho de Hermione formava um contraste interessante com o dele. Achou graça.


— O que foi, Hermione?


— Nada, Draco. Só estava pensando.


— Podemos ir?


Hermione virou-se para Marcy.


— Estou pronta?


— Está, sim!


— Então, vamos. Pegaremos um táxi.


Depois de apanhar a minúscula bolsa que Marcy lhe emprestara, Hermione acompanhou Draco pelas escadas.


A porta do apartamento de Marcos estava aberta.


— Ei, Hermione! — Marcos fitou-a, tão deslumbrado quanto Draco. — Nossa! É dinamite pura.


Draco agarrou o braço de Hermione e puxou-a.


— Com licença. Estamos atrasados — disse, impedindo-a de parar para conversar com o amigo.


— Pensei que começasse após as nove horas — Hermione lembrou-o, quando chegaram à calçada.


Irritado, Draco não respondeu. Aliás, não conversaram durante o trajeto.


Hermione não sabia o que dizer para que ele não se arrependesse de tê-la convidado. Ensimesmado, Draco fixara a atenção no caminho.


Apesar de não saber o que a esperava, Hermione jamais imaginou parar diante de um prédio antigo que mais parecia um depósito. Draco pagou o táxi e conduziu-a ao interior do edifício.


O hall estava às escuras, mas Hermione pôde sentir sob os pés alguns pedregulhos que indicavam a falta de limpeza do local. Esperava um apartamento, e não um depósito velho. Quando Draco empurrou a pesada porta de metal do elevador, ficou mais nervosa ainda.


— Tem certeza, Draco?


— Primeiro, às damas — Draco a encorajou.


— Mas...


O sorriso divertido nos lábios de Draco a fez imaginar que ele a estivesse testando, como se pretendesse pregar-lhe uma peça.


Estava prestes a recusar aquela aventura quando uma meia dúzia de pessoas, muito bem vestidas, apareceu.


— Esperem por nós! — um homem gritou.


Acuada, Hermione colocou-se nos fundos do elevador, a fim de dar espaço para os outros convidados. Draco fechou a porta, e um rapaz apertou o botão do último andar.


O ascensor rangeu e sacudiu enquanto subia. Hermione já podia ouvir o som de gente conversando misturado ao volume elevado da música.


Chegaram ao último andar.


De repente, Hermione se viu em pleno Havaí. A melodia dos tambores e violões lembrou-a dos filmes havaianos a que assistira pela televisão. Até o piso estava forrado de areia para dar maior veracidade ao tema.


— Vamos. — Draco sorriu.


Respirando fundo, Hermione o acompanhou. Um garçom, usando apenas um pareô florido e carregando uma bandeja de bebidas coloridas, ofereceu-lhe um dMandyque.


— O que é? — Hermione apontou o copo coberto por um pequeno guarda-sol.


— Uma bela bebida para uma linda mulher — respondeu o jovem.


Preocupada, Hermione olhou Draco. Ele ergueu as sobrancelhas, como se a desafiasse.


Por que esperar pela aprovação dele?, Hermione indagou-se. Afinal, Draco não era seu noivo!


Contudo, ele a trouxera àquela festa, e Hermione não queria constrangê-lo. Na verdade, esperava que Draco a impedisse de cometer gafes.


Observou ao redor. Todos pareciam ingerir aqueles drinques. Apesar de seu receio, Hermione decidiu provar também.


— Obrigada. — Provou o conteúdo.


Além de deliciosa, a bebida era gelada e tinha sabor de frutas. Hermione se virou para Draco, alegre. Ele parecia preocupado.


— É maravilhoso, Draco! Nunca provei nada igual.


— Vá devagar.


— Não se preocupe comigo. Isso tudo é incrível. — Hermione indicou a festa e, ao erguer o braço, colidiu com uma mulher. — Oh, desculpe-me!


— Vou buscar algo para comermos, Hermione. Não exagere com o estômago vazio.


— Não o farei.


— Fique aqui. Volto logo.


Draco parecia apreensivo, como se imaginasse perdê-la entre a multidão.


— Estou ótima, Draco. Pode ir.


Ainda preocupado, Draco caminhou em direção ao bufê.


Hermione voltou a atenção àquele estranho evento. As paredes, cobertas por grandes painéis com motivos de montanhas e ondas imensas pareciam reproduzir o Havaí. A banda ocupava um tablado, tocava canções típicas, e as pessoas dançavam, felizes.


Um homem musculoso aproximou-se dela. Quando Hermione o encarou ele piscou e sorriu.


— Quer pegar uma onda, querida?


— Obrigada, estou esperando alguém.


Aceitando a recusa, o estranho aproximou-se de outra moça, que pareceu acatar o convite.


Hermione interessou-se pela tela gigante, onde surfistas corajosos deslizavam sobre as ondas em suas pranchas.


Em silêncio, assistiu à bela filmagem, escutando as risadas e conversas dos convivas.


Draco voltou e entregou-lhe um prato de canapês.


— Tome, Hermione. — Verificou a quantidade de bebida que ainda restava e assentiu, satisfeito. — O que achou?


— Não é como as festas de Collierville. Aqui, os brincos estão pendurados em todos os lugares, menos nas orelhas.


— Draco! Querido! — Uma mulher de cabelos grisalhos apareceu e beijou-o no rosto. — Que bom vê-lo! Imaginei que fosse me rejeitar.


— Jamais faria isso, Marie. — Draco expressou um sorriso automático. — Você sabe disso. Negócios são negócios.


— Ah, sim, mon cher! Mas você podia ter me procurado quando Loui disse "não".


Aquele comentário fez Hermione ficar atenta. Não seria o famoso estilista que solicitou o trabalho de Draco?


— Porém, vejo que conseguiu consolo. — Marie estudou Hermione da cabeça aos pés. — Quem é ela, meu anjo?


— Minha assistente, Hermione Granger. Hermione, esta é Marie Kemmerer.


A anfitriã? A agente de Draco Malfoy?


— Assistente? Seu brincalhão! Conheço suas garotas, Draco. E esta não se parece com elas.


— Não estou brincando, Marie.


— Ele fala sério, sra. Kemmerer. — Hermione cumprimentou-a. — Obrigada por permitir que Draco me convidasse.


— Draco pode fazer o que quiser — Marie disse, segurando a mão de Hermione. — É um prazer recebê-la, querida.


Então virou-se para Draco.


— Você tem de falar com Loui. Faça-o conhecê-lo melhor. Vamos. Ele está perto daquelas palmeiras. — Marie começou a puxá-lo.


— Hermione...


— Horton vai cuidar muito bem dela. Não vai, Horton?


Horton, um loiro californiano de olhos azuis, sorriu.


— Pode apostar que vou.


Draco pareceu em dúvida. Hermione não queria ser um peso para ele. Afinal, tratava-se de trabalho.


— Aproveite. — Ela tentou sorrir.


— Divirta-se — Draco murmurou e seguiu Marie.


— Quer dançar, Hermione?


— Sim, Horton. Será divertido.




Hermione era uma mulher adulta. Não fazia parte da função de Draco vigiá-la, protegê-la ou garantir que se sentisse bem.


Ora, Draco não queria que Hermione se sentisse bem! Desejava que fosse embora.


Deixá-la a mercê da enlouquecida festa de Marie era o que ele tivera em mente quando a convidara.


Então por que não conseguia prestar atenção à conversa? Porque não podia se livrar da imagem daquela linda morena vestida de vermelho.


Após cumprimentar Loui, Draco portou-se com cortesia. Assegurou ao estilista, em meio a falsos sorrisos, que Harry Potter faria um ótimo trabalho com a nova coleção. Então, pediu licença e foi verificar como estava Hermione.


Não a encontrou em parte alguma.


Escutara Horton convidá-la para dançar. No entanto, não os achou na pista. Draco perdera de vista a jovem Hermione Granger em sua roupa estonteante, segurando uma taça de bebida tão exótica quanto ela.


— Draco! Pretendia ligar para você! — Era Steve, um famoso publicitário de Nova York.


Steve queria conversar acerca da última campanha que haviam empreendido, contar histórias divertidas e comentar sobre o campeonato de beisebol.


Duas modelos se aproximaram. Elas riram e flertaram.


Enquanto sorria, Draco vasculhava o ambiente à procura do vestido vermelho e dos longos cabelos castanhos. Nem sinal dela.


Pouco importava. O mais importante era Hermione detestar aquilo tudo.


Não, corrigiu-se. Queria vê-la deslocada e cometendo erros vergonhosos.


Por que razão a procurava, então? Sentiria algo profundo em relação a ela?


"Não!"


— Draco! Adivinhe quem está aqui! Venha! — Marie puxou-o pelo braço. — Encontrei sua velha amiga.


A agente virou-o, colocando-o frente a frente com a última mulher que Draco desejava encontrar.


— Lembra-se de Mandy Neale?


Fazia oito anos que não se viam. Talvez dez.


Mandy continuava linda, mas a expressão atual revelava maturidade. Os longos cabelos que ele adorara acariciar possuíam um corte diferente. Mandy os usava soltos, agora prendia-os de forma sofisticada. O penteado realçava o delicado pescoço, aumentando a beleza feminina.


— Draco... — Mandy sussurrou com aquela voz rouca. — É bom vê-lo de novo. Faz tanto tempo!


— Sim. — Ele a cumprimentou de modo frio e civilizado. — Está ótima, Mandy.


— Você também.


— Oh, sejam naturais! — Marie sugeriu. — Ela não está linda, Draco? Devia se orgulhar, querido. Foi o primeiro a encontrá-la e descobrir quanto Mandy tinha a oferecer. E ainda o primeiro a capturá-la nas fotos.


— Foi através dele que iniciei minha carreira. — Mandy sorriu e olhou para Draco.


— Foi um prazer. — Discreto, Draco soltou a mão que ela segurava.


— Vou deixá-los conversar. — Marie passou por eles. — Rita! Quero falar com você!


Esperançoso, Draco imaginou que Mandy proferisse mais duas palavras e se retirasse. Em vez disso, resolveu encará-lo com certa preocupação evidente.


— Nunca planejei magoá-lo, Draco.


A distância, ao conversar com Rita, Marie os observava. E Draco notou.


— Não magoou, Mandy.


— Pensei que...


— Foi agradável revê-la. Se me der licença, preciso encontrar minha acompanhante.




Draco tinha sumido havia horas. Ou pelo menos era o que parecia.


Horton e Hermione dançaram sem parar. No final, ele a tentara a dar passos complicados, para os quais Hermione estava despreparada, e, além de mostrar à metade dos presentes a cor de sua lingerie, ela precisou correr ao toalete para lavar o rosto e recuperar o equilíbrio.


Quando saiu, por sorte, não encontrou Horton, e tampouco Draco.


Não pretendia pendurar-se em Draco a noite inteira. Ele a trouxera até ali apenas para proporcionar-lhe uma nova experiência. Mas Hermione já se saturara daquela aventura.


No fundo, queria retirar-se ilesa. As cenas nova-iorquinas eram intensas o bastante para confundi-la.


Até aquele ponto, saíra-se bem, embora não tivesse tanta certeza. Não compreendia aquela gente, muito menos sua maneira de agir.


Ficar com Draco seria melhor, assim poderia apenas observar.


Sua primeira atitude foi afastar-se dos dançaMandyos. Não pretendia correr o risco de ser abordada por outro Horton. Ainda bem que desistira do dMandyque antes mesmo de terminá-lo.


Dirigiu-se ao bar a fim de pedir um refrigerante.


— Claro, querida. — O barman piscou e, momentos depois, serviu-a.


Como não quisesse ser notada, Hermione esgueirou-se pelas paredes. Mas seria quase impossível passar despercebida com aquele traje. Alguns convidados a notavam e mostravam-se interessados nela.


Homens, que Hermione jamais vira, pareciam dispostos a se aproximar, prensando-a nos cantos e respirando em seu pescoço.


Intimidada, Hermione dava o melhor de si para mantê-los afastados. Tão logo ficava claro que ela não era modelo, ou publicitária, ou estilista, eles perdiam o interesse, exceto uns poucos que insistiam em levá-la a outro lugar "mais tranqüilo".


— Não, obrigada — Hermione respondia, delicada.


Com o intuito de fugir, subiu a escadaria em direção ao solário. Havia poucas pessoas naquele local. O clima estava quente e úmido, mas a vista da cidade superava o incômodo.


Hermione sentiu-se quase aliviada de sentir o odor exalado pelos carros.


— Está se escondendo?


Ao se virar, ela encontrou um rosto feminino que sorria. A mulher era de baixa estatura e usava uma vestido havaiano que cobria a enorme barriga.


— Acha que conseguirei encontrar um lugar onde eu possa caber? — Ela riu da expressão assustada de Hermione. — Não se preocupe. Estou grávida. Meu nome é Ginna.


— Ginna? A cliente de Marcy?


— A própria. Você a conhece, então.


— Sim. Sou Hermione Granger. Trabalho para Draco Malfoy. Marcy me penteou.


— Ela me falou de você. Contou-me sobre o vestido. Ficou lindo. Marcy também sugeriu que a procurasse porque talvez precisasse de um apoio.


— Sinto-me um peixe fora d'água.


— Eu também, Hermione. Mas Harry precisa comparecer a eventos como este de vez em quando. Ele tampouco se sente à vontade. No entanto, hoje à noite está conversando com um estilista que lhe deu um grande serviço. — Ginna se voltou para o topo da escadaria. — Ah, lá vem ele!


Harry Potter era moreno, charmoso e muito elegante. Ao divisar a esposa, sorriu, aliviando a tensão aparente.


— Este é meu marido, Harry. Querido, esta é Hermione Granger. Ela trabalha com Draco.


— É uma das garotas dele?


— Por enquanto, Harry. Vim apenas passar o verão. Sou funcionária da irmã de Draco, em Collierville.


— Collierville? — Harry e Ginna indagaram em coro.


— Fica em Iowa.


— Draco é de Iowa? Não sabíamos. Uma amiga nossa, Josie Fletcher, é de lá. Ela morou em Dubuque.


— Fica a uma hora de Collierville, Ginna.


— Estivemos lá no ano passado. Harry fotografou a residência de Josie e Sam.


Ginna e Harry pareciam muito felizes ao se referir à temporada em Iowa. Os amigos, Sam e Josie, agora moravam em Nova York, mas sempre iam a Dubuque.


— Adoramos a região. — Ginna suspirou. — Eu poderia voltar a qualquer momento.


— A pescaria é muito boa. — Harry acariciou a mulher. — Acho que devíamos comprar uma casa de campo. É o lugar ideal para descansar e se livrar das modelos.


— As meninas gostaram. Refiro-me a nossas sobrinhas, Hermione, filhas da irmã de Harry: Pansy e Tansy.


— Minha irmã adorava nomes diferentes. São meninas inteligentes, e não se incomodam com a excentricidade da mãe.


A conversa prosseguiu, agradável. O casal mostrou-se curioso acerca da origem de Hermione. Ela falou de Collierville, e Ginna voltou a confessar o quanto estava surpresa pelo fato de Draco ser de Iowa.


— Você sabia disso, Harry?


— Draco e eu não costumamos conversar, querida.


— Bem, eu falei com ele uma vez. Mas não me recordo de Draco ter mencionado Iowa. O que não é de se estranhar, visto que ele nunca fala da vida pessoal.


— Você seria capaz de obter seu histórico, se pudesse — Harry brincou. — Ginna é tão xereta, Hermione!


Relaxada, Hermione sentiu simpatia pelos dois. Eram pessoas simples, e o bom humor de Ginna parecia apagar a postura rígida de Harry. Hermione via-se espontânea ao lado deles.


De repente, olhou em direção às escadas e divisou Draco.


Ele vasculhava o local, como se estivesse à procura de alguém. Quem seria?, Hermione gostaria de saber.


Tão logo a viu, Draco caminhou a seu encontro.


Surpresa, Hermione se levantou.


— Draco!


Depois de cumprimentar Ginna, ele encarou Harry. Os dois pareciam prestes a se atracar.


— Potter...


— Malfoy...


— Não quer se sentar, Draco? — Ginna quebrou o silêncio constrangedor. — Harry pode pegar outra cadeira.


No entanto, Harry não demonstrou disposição para tal. Mas não seria necessário.


— Obrigado, Ginna. Vim apenas buscar Hermione. — Draco a segurou pelo braço.


— Mas...


— Venha agora. — Conduziu-a para longe.


— Espero encontrá-los de novo — Hermione disse, acenando para Ginna e Harry.


— Claro que nos encontraremos. — Ginna acenou, em despedida.


Já distantes, Hermione indagou:


— Por que a urgência?


— Não precisa se associar ao inimigo.


— Inimigo? Harry e Ginna Potter?


— É maneira de falar. Harry ficou com meu trabalho.


— Qual?


— De Loui.


— Não venceu a concorrência, Draco?


— Não.


Hermione esperou que ele explicasse em detalhes, mas em vão. Draco permaneceu em silêncio, sem fitá-la. Hermione tocou-lhe o braço.


— Sinto muito...


— Não necessito de sua compaixão.


— Você queria o serviço, Draco.


— Evidente! Era uma grande oportunidade.


— Por isso lamento que não o tenha conseguido. Harry deve ser tão bom quanto você, para ter sido o escolhido.


— É uma questão de opinião. De visão, aliás.


Mais uma vez, Hermione o afagou, desejando que ele a fitasse.


— Você tem uma ótima visão, Draco.


Não pretendia bajulá-lo. Falara aquilo porque acreditava ser verdade. Em sua alma, Hermione admirava a capacidade de Draco Malfoy, e sentia que deveria confessar-lhe que era um privilégio trabalhar ao seu lado.


Mas não tencionava incitar um beijo.


Draco não queria beijá-la.


Não daquela forma gentil e terna. Tampouco devagar, saboreando a doçura dos lábios.


Muito menos que fosse com tanta fúria, desencadeando a incontrolável paixão.


Draco gostava de beijos, porém, nunca os achara importantes.


Os de Hermione eram...


Para ela. Draco pôde ver na profundidade daqueles olhos azuis a sensação que provocara... nele.


Pressentia o desastre. O gelo se quebrou. O calor cresceu. A dor começou. Não poderia...


De jeito nenhum!


— É hora de levá-la para casa, Hermione.

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