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5. Hogwarts


Fic: Fame and Love: Porque há coisas que o tempo não pode apagar...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 5

Todos estavam reunidos no grande salão principal. O chapéu seletor acabara de dizer que Louis Weasley pertecia agora a Grifinória. E o garoto correu para sentar ao lado da sua irmã Dominique e de sua amiga Melissa que também fora parar na mesma casa.


-Agora temos três alunos que vieram transferidos de outros colégios que precisam passar pelo chapéu seletor e a volta de uma aluna... Venha Srta. Gregson-disse Minerva McGonagall.


Kathleen aproximou-se timidamente da diretora.


-Srta. Gregson, você não passará novamente pelo chapéu seletor. Uma vez escolhida para uma casa, sempre pertencerá aquela casa. Então se junte novamente aos seus amigos da Grifinória.


Kathleen viu a mesa da Grifinória explodir em gritos e aplausos. Roxanne era a mais animada. Fred foi o único que ficou quieto. kathleen deu um sorriso tímido e se juntou aos antigos colegas e amigos.


-Legal, você novamente conosco-disse Hugo, sorridente.


-Obrigada-disse Kathleen enquanto sentava entre Roxanne e Molly.


Fred olhou rapidamente para ela, mas voltou sua atenção para a diretora.


-Por favor, Sr. Gregson-chamou McGonagall.


Fred levantou a sobrancelha, curioso. Roxanne mordeu o lábio inferior. Era a primeira vez que via Kevin desde o beijo. Ela ficara no trem conversando com Roxanne, mas Kevin não aparecera nenhuma vez. Kathleen ajeitou-se para ver melhor. Kevin olhou para as pessoas no salão principal encontrando o olhar da irmã a quem ele correspondeu com um sorriso. O olhar de Fred que ele deu um risinho de lado. E ao olhar de Roxanne, ele correspondeu com uma piscada rápida. Ninguém percebeu o rubor que atingiu de repente Roxanne, que desviou o olhar.


-Sr. Gregson sente-se no banquinho que colocarei o chapéu seletor na sua cabeça.


Kevin sentou no banquinho e a McGonagall colocou o chapéu na cabeça dele.


“Humm. Sei”, disse o chapéu seletor.


“Você sabe o que?”, pensou Kevin.


“Curioso. Agitado. Sarcástico... Fiel”, disse o chapéu seletor.


Kevin achou estranho um chapéu conhecê-lo tão bem.


“Desconfiado. Você irá para a...”, pensou o chapéu seletor.


-Sonserina-gritou o chapéu.


A mesa da sonserina explodiu em aplausos enquanto Kevin tirava o chapéu seletor da sua cabeça e ele caminhava em direção a mesa da Sonserina. Kathleen e Roxanne estavam abismadas com a escolha do chapéu seletor, mas ficaram caladas.


-Sr. Herrington-chamou McGonagall.


Taylor entrou timidamente no salão principal. Ele nem olhou para os lados para não ver quem prestava atenção nele. McGonagall apontou o banquinho para ele sentar. Ele sentou e ela pôs o chapéu seletor na cabeça dele.


“Dificil. Muito difícil”, disse o chapéu seletor.


Taylor evitava até pensar para não atrapalhar o chapéu seletor.


“Uma das pessoas mais dificieis de escolher uma casa”, pensou o chapéu seletor.


“Hummm. Sei...”, pensou o chapéu seletor.


-Sonserina-gritou o chapéu seletor.


Novamente a mesa da Sonserina gritava vivas enquanto Taylor ia de encontro aos novos companheiros. Dominique tentava não demonstrar interesse, mas seu olhar o acompanhou até a mesa onde ele sentou entre o novo garoto Gregson e uma garota que olhou rapidamente para ele. Taylor olhou em direção a mesa da Grifinória, mas Dominique virou o rosto de volta para McGonagall.


-Sr.Jackson-chamou McGonagall.


Rafael entrou sorrindo para todos a sua volta.


-Raffs-exclamou Kathleen, sorrindo.


Todos que escutaram olharam para Kathleen, curiosos.


-O garoto que você me falou?-perguntou Roxanne, curiosa.


 -Sim. Ele não me disse que vinha para Hogwarts. Eu mato o Raffs!


Fred estreitou o olhar enquanto via McGonagall colocar o chapéu seletor na cabeça de Raffs.


“Será que eles tem um lance?”, perguntou-se Fred com raiva.


“Não tem muito o que dizer. Sua casa é a...”, pensou o chapéu seletor.


-Grifinória-gritou o chapéu seletor.


Raffs tirou o chapéu seletor e correu para a mesa da Grifinória que batia palmas e gritava vivas. Raffs viu Kathleen se levantar e foi até ela. Ele a abraçou com força, deu um selinho nela e a girou no ar. Fred via aquela cena cada vez mais vermelho. Os olhares dos primos e da irmã dele ficavam a olhar a cena e um Fred a ponto de explodir, Roxanne pressentindo o perigo levantou-se e apresentou-se:


-Oi. Eu sou Roxanne. A melhor amiga da Kathleen.


Roxanne conseguiu o feito esperado. Raffs colocou Kathleen no chão, enquanto isso Molly sentou-se ao lado de Fred.


Raffs abriu um sorriso irresistível.


-Prazer em conhecê-la, Roxanne. Kathleen falou bastante de você. Mas não falou o quanto você é bonita.


Roxanne deu um pequeno sorriso, tímido.


-Obrigada.


-Só disse a verdade.


Os olhares dos dois se encontraram. E os dois sorriram, sinceros. De outra mesa, um par de olhos prestava atenção na cena que se desenrolava. Ele fechou os punhos e viu o olhar de interesse que um lançava para o outro.


“Ela sabe o que faz da vida. Ela é solteira”, pensou Kevin irritado.


-Cuidado, Molly. Você pode ser a próxima a ser paquerada por aqui-disse Fred, enciumado.


Os três que escutaram o que Fred dissera olharam para ele.


-Não ligue para o que o meu irmão fala-disse Roxanne lançando um olhar fulminante para Fred.


Roxanne sentou-se ao lado de Molly. Depois sentaram-se Kathleen e em seguida Raffs.


-Desculpe se eu o incomodei. Mas sempre que eu vejo uma garota bonita, eu falo. E pelo que eu vejo aqui... tem várias-disse Raffs, lançando um olhar para as garotas na mesa.


Elas sorriram envergonhadas.


-Obrigada-murmuraram Molly, Dominique, Rose.


-Eu sei que eu sou, mesmo assim obrigada-disse Lucy.


Raffs riu. Kathleen apresentou todos os amigos, até Fred que o máximo que fez foi olhar para Raffs e voltar a atenção para a frente.


McGonagall foi até a frente da mesa dos professores e disse:


-Agora que vocês já fizeram a recepção dos alunos novatos... Pode começar o banquete.


As mesas encheram-se das mais variadas bebidas e comidas. E todos começaram a comer. Depois de comerem e pequenas conversas, McGonagall foi a frente e disse:


-Agora que todos já se alimentaram. Podem seguir para suas respectivas casas. Alunos do primeiro serão levados pelos monitores. Boa noite. Obrigada.


Todos começaram a se levantar e a sair do salão principal.


Raffs, Kathleen e Roxanne saíram juntos. Sendo seguidos pelo olhar de Fred.


-Estou com raiva de você, Raffs. Como não me contou que viria estudar em Hogwarts?-disse Kathleen, e depois deu um tapa no ombro de Raffs.


-Eu soube a pouco tempo. E pensei que você soubesse...


-Como assim, eu saber?


-Não acredito que seus pais não te contaram?!


-Não, não me contaram nada.


-Nossos pais finalmente viraram sócios!-exclamou Raffs.


-Que bom –exclamou Kathleen.


-O que é bom?-perguntou Kevin ao lado de Roxanne.


-Que susto, garoto. Você sempre aparece assim?-perguntou Roxanne com a mão no seio.


-Não, às vezes, acontece de eu estar andando tranquilamente na rua e ser atacado por uma louca-disse Kevin olhando para Roxanne, mas depois olhou para o garoto que estava no meio das duas garotas. –O que faz por aqui, Rafael?


-Desde quando você me chama de Rafael, Kevin?-perguntou Raffs com a sobrancelha levantada.


“Desde quando você fica de olhares suspeitos com a garota que eu beijei”, pensou Kevin.


-Desde quando você fica agarrando minha irmã em público. Precisava daquela cena toda lá dentro?


-Meu irmãozinho está com ciúmes que coisa mais linda-disse Kathleen puxando seu irmão para seu lado e enlaçando seu braço no dele. –E aí gostou da sua nova casa?


-Parece legal.


-Gostaria que você ficasse comigo-disse Kathleen, alisando o braço do irmão.


-É aí que se formaria a anarquia-disse Roxanne.


Raffs, Kevin e Kathleen olharam para Roxanne.


-O que quis dizer com anarquia?-perguntou Kathleen.


-Ahn? O que?-perguntou Roxanne. –Estava pensando aqui... Louis e Melissa juntos no salão comunal da Grifinória aquilo ali vai virar uma anarquia tremenda, não?


Kathleen não acreditou na desculpa da sua amiga, mas não comentou nada. Raffs desconfiou que tinha algo de estranho entre Kevin e Roxanne, tinha que perguntar isso depois a Kathleen. Kevin simplesmente deu uma piscada e um sorriso cínico que só Roxanne viu.


-Roxanne, eu preciso falar com você-disse Fred, que segurou o cotovelo da irmã.


-Precisa ser agora?


-Sim.


-Com licença, pessoal. Depois eu falo com vocês-disse Kathleen.


Fred lançou um olhar rápido para Kathleen que baixou o olhar. Os três viram Roxanne afastar-se com um Fred, irritado.


-Ele não gostou de mim-disse Raffs.


-O ex da minha irmã tão simpático-disse Kevin, irônico.


***


-O que você fazia ali no meio daqueles três? Você não percebeu que só estava atrapalhando as conquistas da sua melhor amiga?-perguntou Fred, sarcástico.


-Ah, não enche, Fred. O Raffs só é amigo da Kathleen...


-Amigo? Sei. Você sai beijando todos seus amigos na boca?-perguntou Fred, indignado.


-Não, mas... Ah! Eu não devo satisfação da vida da minha melhor amiga para você. Se quiser saber algo pergunte a ela. Agora que já acabamos nossa cordial conversa, eu vou para o salão comunal.


Roxanne afastou-se do irmão e seguiu sozinha pelo corredor. Ela dobrou para um corredor que parecia deserto. Ela encostou-se na parede, fechou os olhos e tentou manter o ritmo normal da respiração. 


-Oi.


Ela abriu os olhos devagar e deu de cara com Kevin que estava de frente a ela.


-O que quer comigo?-perguntou Roxanne, altiva.


-Notei que você gostou do ficante da minha irmã.


-Pelo que eu saiba o lance deles já acabou. E o que isso lhe interessa se eu der trela para ele?-perguntou Roxanne encarando Kevin.


-Não sabia que você gostava de pegar coisas usadas das suas amigas!


-Primeiro: Raffs não é uma coisa, é uma pessoa. Segundo: o que isso tem a ver com você? Por que isso lhe interessa? Não é porque rolou aquele beijo nas férias que você pode se intrometer na minha vida.


-Gostei! Você lembrou-se do nosso beijo!


-Não sei você, mas eu lembro exatamente de todos os caras que eu já beijei-disse Roxanne, irritada.


-Sorte a sua, pois não me lembro de todas as garotas que eu beijei-disse Kevin com um sorriso cínico nos lábios.


- Você é tão diferente da sua irmã.


-Em relação a exatamente o que?


-Você é tão, mais tão irritante!


-Então você também não deveria gostar de você. Você é muito, muito chata!


Roxanne fechou os olhos e respirou fundo.


-Então você veio aqui para me irritar?-perguntou Roxanne com uma falsa calma.


-Na verdade, não. Eu gostaria de saber como posso falar com minha irmã no salão comunal de vocês...


-Desculpe, mas alunos de outras casas não tem autorização de entrar na nossa casa.


-O que?! Eu não tenho culpa que aquele chapéu sem noção me separou da minha irmã-disse Kevin, indignado.


-O chapéu seletor não é sem noção. Ele escolhe as pessoas conforme sua personalidade, e ele achou adequado você ir para sonserina. Porque é a casa com pessoas mais irritantes que se tem por aqui, embora tenha suas exceções.


Kevin abriu a boca, mas Roxanne continuou:


-Você pode pedir uma autorização para McGonagall, acho que ela abre exceção em caso de irmãos que ficam em casas diferentes...


-Para você é bom já que você e seu irmão pertencem a mesma casa-disse Kevin, sarcástico.


-De um tempo para cá, eu prefiriria que ele pertencesse a outra casa-disse Roxanne, tristemente.


Roxanne deu um suspiro profundo.


-Pensei que você fosse próxima do seu imão-disse Kevin, cauteloso.


-Somos. Éramos. Nem sei mais-disse Roxanne, confusa. –Desde que ele começou a namorar com a Maggie, nossa amizade balançou...


-Faz pouco tempo que eu soube da Kathleen, mas quando penso que ela por acaso possa se afastar de novo, eu fico totalmente sem chão... ela agora é minha fortaleza. Eu tenho mais confiança nela do que meu próprio pai que passei todos esses anos...


-Sei como é. Fred e eu... mas... ahm... a vida continua. Fale com McGonagall, ela irá entender.


-Irei falar com ela. Obrigado-disse Kevin, segurando o braço de Roxanne.


Roxanne deu um pequeno sorriso.


-A gente se ver por aí-disse Roxanne, afastando-se.


-É, se ver-disse Kevin, vendo Roxanne indo para a sala comunal da Grifinória.


-Quero saber o porquê daquele chapéu me deixar afastado da minha irmã e...-disse Kevin, pensativo.


-Falando sozinho?-perguntou Taylor, se aproximando.


Kevin se virou e disse:


-E aí, cara?


-Procurando o caminho para a sala comunal da Sonserina... já que você também é novo por aqui...


-É horrível ser um velhote e está perdido-disse Kevin, brincando.


-Pode ser. Eu conheço pessoas que estudam aqui, mas todas são da Grifinória. Aliás, eu conheço a garota que saiu daqui antes de eu falar com você...


-Conhece, é?-perguntou Kevin, interessado.


-Não muito. A conheci na noite do baile. É prima do melhor amigo da minha prima. E pensando bem, eu te vi antes... Você estava no baile.


-Estava. E também estava minha irmã que é melhor amiga da Roxanne Weasley.


-Hã?


-Sei. Você está se perguntando como elas são melhores amigas?


Taylor confirmou com a cabeça.


-Porque ela já estudou aqui antes. E isso é só o começo da história ainda há mais por vir. Mas vamos procurar nossa sala comunal senão dormiremos no corredor...


Taylor seguiu Kevin pelo corredor. Ambos de personalidades diferentes, mas o que isso tem a ver com o inicio de uma duradoura amizade?


***


Scorpius, Mark e Anne conversavam pelos corredores quando dobraram, Scorpius exclamou:


-Nossa, a menor das Weasley sabe como pegar um garoto!


Lucy estava aos beijos com um garoto alto, moreno, bonito. Ela parecia não se importar que alguém a visse, muito pelo contrário. O garoto apertava a cintura dela enquanto ela tinha os braços no ao redor do pescoço do rapaz. Anne olhou para Mark que parecia não ter se importado com a cena, mas tinha um brilho diferente no olhar.


-Vou para o Salão Comunal. Vocês vêm?-perguntou Anne.


-Não, eu vou para o meu quarto-respondeu Scorpius.


-É, nosso amigo tem privilégios, esqueceu Ann?


-Eu sou o cara!


-Você vem comigo, Mark?-perguntou Anne.


-Não, eu vou dar umas voltas por aí. Preciso ver como por aqui ficou sem mim-respondeu Mark, olhando de esguelha o casal que ainda se beijava.


Anne que estava cansada, disse:


-Então os verei amanhã. Boa noite.


Scorpius deu um beijo na testa da amiga. E Mark um rápido abraço onde Anne aproveitou e sussurrou:


-Não faça besteiras.


Mark não entendeu o que a amiga dissera. Anne virou-se e saiu dali. Scorpius olhou para os lados e disse:


-Não dá para ficar aqui de platéia para a menor das Weasley, também vou embora. Boa noite, cara.


Scorpius deu um leve soco no ombro do amigo.


-Boa noite-disse Mark.


Scorpius seguiu o caminho oposto de Anne. Mark encostou-se em uma parede e começou a olhar para o chão enquanto uma sombra mostrava o casal ali perto ainda aos beijos.


***


Alvo dava altas gargalhadas enquanto caminhava ao lado do seu primo Fred.


-É sério, cara. Aquele porão me dá nos nervos-disse Fred.


-Ali não tem nada demais. Só caixas e mais caixas de doces do tio Jorge-disse Alvo, contendo a gargalhada.


-É porque você não viu a alma que assombra por lá.


-De novo não, eu não tenho mais fôlego para rir. E você não precisa repetir a história da caixa voadora.


-Mas é sério, Alvo. As caixas voam, abrem sozinhas...


-Isso deve ser um feitiço que tio Jorge colocou lá para assustar o filhinho dele-disse Alvo, e em seguida fez cara de bebê chupando o dedo.


-Tira onda, primo mal. Amanhã pode ser você o assustado-disse Fred, empurrando o primo.


De repente, Alvo parou e ficou em transe. Mark que estava no corredor percebendo a presença dos dois escondeu-se atrás de uma armadura.


-Alvo, a cara de assustado é para amanhã-brincou Fred e olhou para onde Alvo olhava.-Quantos anos ela tem?


-Só 14 anos.


-Mas parece ter mais de 17 anos. Nunca vi antes nenhuma de nossas primas de modo tão... Nem a Rose que namora mais de 1 ano com o David.


-Então o que vamos fazer?


-Nada.


-Nada?-perguntou Alvo, perplexo.


-Claro. A Lucy já sabe o que faz da vida.


-Mas você mesmo disse que...


-Eu sei o que disse, mas eu sei como nossa prima mais nova é geniosa. E como ela sabe sair de situações que não lhe agradam rapidinho. Quando ela cansar, ela dará um pé na bunda do coitado, pode acreditar.


-Se você acha...


-Eu tenho certeza. Isso é coisa do momento. Eu faria alguma coisa se fosse o Mark da Sonserina já que ela arrasta um caminhão por ele. E talvez, no calor ela fizesse alguma besteira. Mas esse garoto não sabe preparar nem uma poção estimulador.


Alvo revirou os olhos e disse:


-Não sei o que ela ver naquele sonserino.


-Ah, para com suas neuras com o pessoal da Sonserina. Tem gente legal lá. Minha namorada é de lá.


-Eu sei.


-A sua neura é especifico só para uma garota...


-Que tal irmos para a sala comunal? Não estou mais a fim de ficar vendo a sessão de amassos da minha prima que mal saiu das fraldas.


-Muda mais de assunto... Vamos sim, talvez eu encontre a Maggie por aí.


Alvo e Fred dobraram para o outro corredor, enquanto Lucy ficou aos beijos com um garoto do quinto ano da Lufa Lufa.


Mark respirou aliviado por nenhum dos dois o terem visto.


“Interessante. Então ela arrasta um caminhão por mim... Mas você sabia que a menor Weasley tem uma queda por você, Anne já tinha dito. Mas é diferente se você sabe de alguém mais próximo dela. É só mais uma razão para eu continuar e ver no que isso vai dar”, pensou Mark.


Ao dobrar, o corredor Fred deu de cara com a namorada. E ela não estava com cara de melhores amigos, mas ela percebendo que era Fred mudou rapidamente.


-Oi, amor-disse Maggie, colocando os braços ao redor do pescoço dele e dando um beijão no namorado.


Alvo olhou para o lado enquanto desenrolava aquela cena e viu uma pessoa passar.


-Vejo vocês depois-disse Alvo, saindo dali.


-Hã-disse Fred, antes de Maggie beijá-lo novamente.


***


Anne cantarolava uma música baixinho enquanto caminhava devagar. Estava pegando o caminho mais longo para a sala comunal da Sonserina.


-Essa é a música da sua vida?-perguntou Alvo no ouvido de Anne.


Anne que cantava Broken-hearted girl de Beyoncé parou de cantar.


Ela levou a mão ao seio pelo susto. E virou-se para encarar Alvo.


-Oi, Potter.


-Oi, sonserina.


Anne virou-se e começou a andar.


-Você vai para onde?


-Que eu saiba isso não importa e nem interessa a você-disse Anne, sem olhar para trás.


-Essa forma de me ignorar não está dando certo.


Anne parou e Alvo foi até ela.


-E por que você acha que estou te ignorando?


-Deixar uma pessoa falando...


-Potter, vamos ser sinceros, ok?


-Ok-disse Alvo com um sorriso maroto.


Anne engoliu seco ao ver aquele sorriso que para ela era irresistível e fazia sua perna fraquejar. Ela olhou para o lado para obter forças.


-Potter, lembra-se da nossa última conversa?


-Algumas coisas-mentiu Alvo. Ele lembrava de tudo.


-Eu não interesso a você, Alvo Potter. Eu sou só a Sonserina que vivia deslumbrada por você, mas isso acabou desde o que você fez comigo na noite do baile.


-Conte-me o que aconteceu-pediu Alvo, cínico.


-É passado, Potter. As coisas não se repetem... Agora, por favor, faça o que sempre fez...


-O que?


-Continue a sua vida como se eu não existisse!


-Isso é fácil. Difícil é você fazer o mesmo!


-Acredite, eu já o faço.


Anne virou-se, mas Alvo segurou seu braço com dedos de aço.


-Você nunca esquecerá de mim, sonserina.


-Solte, meu braço. Está doendo-disse Anne firme.


-Sabe, por que?-perguntou Alvo sem importar com o que Anne dissera.


Anne levantou o olhar e encarou-o.


-Porque qualquer coisa que tenha acontecido na noite do baile, isso a marcou. Nem que tenha sido aquela simples dança de poucos minutos...


-Você está enganado!


Alvo afroxou o aperto do braço e deslizou a mão pelo braço dela.


-Não, não estou-disse Alvo ao ver o braço de Anne arrepiar-se ao seu contato. –Você me pertence, mesmo que eu não queira. É só eu querê-la e você estará onde e quando eu pedir.


You're everything I thought you never were/Você é tudo o que eu achava que nunca seria
And nothing like I thought you could have been/E nada como eu pensei que poderia ter sido
But still, you live inside of me/ Mesmo assim, você vive dentro de mim
So tell me how is that?/ Então me diga como é isso?
You're the only one I wish I could forget/ Você é o único que eu desejo poder esquecer
The only one I love to not forgive/ O único que eu amo para não perdoar
And though you break my heart / E apesar de você quebrar meu coração
You're the only one/ Você é o único
And though there are times when I hate you/ E apesar de existir momentos que eu odeio você
‘Cause I can't erase/ Porque eu não posso apagar
The times that you hurt me/Os momentos que você me machucou
And put tears on my face/ E pôs lágrimas no meu rosto
And even now, while I hate you/ E até agora, quando eu odeio você
It pains me to say/ Me dói dizer
I know I'll be there/ Eu sei que estarei aqui
At the end of the day/ No final do dia


-Nunca!-disse Anne, contendo as lágrimas de vergonha.


Alvo deu um risinho.


-É o que veremos-disse uma voz atrás deles.


Eles se viraram e viram Rafael ali.


-Pensei que estivesse tendo uma conversa particular-disse Alvo, contendo a voz.


-Até você tratar a garota como as garotas que você fica por aí uma noite e depois deixa de lado.


-Então aqui tem um protetor de garotas desprotegidas?-perguntou Alvo, sarcástico.


-Não. Aqui está um garoto que trata uma mulher como ela merece com carinho e atenção. E não como um cavalo.


-Você não fale comigo desse modo. E nem se meta onde não é chamado-disse Alvo com o dedo em riste para Rafael.


-Você não pode me exigir isso já que trata a garota pior-disse Rafael, encarando Alvo.


Anne que percebeu que ali poderia surgir uma briga se interpôs entre os dois.


-Acabou, ok!-disse Anne olhando para Alvo e depois para Rafael.


-Depois nos falamos. Ainda temos o que conversar-disse Alvo para Anne, mas olhando para Rafael.


Alvo saiu fumaçando. Anne segui-o com olhar quando ela o viu sumir de vista, ela olhou para Rafael.


-Quem é você para se intrometer na minha conversa?-perguntou Anne, irritada.


-Você percebeu o modo como ele te tratava?


-Pelo menos ele falou comigo!


-Desculpe. Se uma garota tão bonita como você gosta de ficar sofrendo por quem não te merece então não falo mais nada-disse Rafael, irritado.


-Não gosto que se metam na minha vida, principalmente quem eu não conheço.


-Rafael Jackson. Mais conhecido como Raffs-disse Rafael com a mão estendida.


-Anne Brewster-disse Anne, apertando rapidamente a mão de Rafael.-Tenho que ir.


-A gente se ver depois?-perguntou Rafael com um sorriso cativante.


-Quem sabe?!


Anne se virou e saiu balançando os cabelos.


***


Lucy afastou-se do garoto. E limpou rapidamente o canto da boca.


-Nossa!-exclamou o garoto.


-Foi bom te ver também, Jim! Como foram suas férias?-disse Lucy, indiferente aos beijos que trocara com o garoto.


-Fui para a Nova Zelândia com meus pais. Senti sua falta...


-Espero que tenha curtido. Foi bom te ver, Jim. A gente se ver-cortou Lucy.


Jim apertou levemente os lábios. Tocou o braço de Lucy, mas ela afastou-se.


-Tenho mesmo que ir-disse Lucy.


Lucy virou-se e foi a caminho do salão comunal da Grifinória.


“O que deu em mim? Jim nunca será o Marc! Acorda, Weasley. Marc só fica com garotas mais velhas, ele nunca a verá com outros olhos. Desista!”, pensou Lucy.


Lucy soltou o cabelo que estava preso em um frouxo rabo de cavalo. Passou os dedos pelos cabelos como para penteá-los.


- Foram bons os beijos?


Lucy sentiu-se gelar ao escutar aquela voz próxima a ela. Virou-se lentamente ainda não acreditando, mas deu de cara com Mark. Ele encostou-se do outro lado do corredor de braços cruzados.


“Tão bonito”, pensou Lucy.


-Foram bons-respondeu Lucy.


-Não pareceu. Não pelo modo como se despediu dele.


-Você estava me espionando?-perguntou Lucy, incrédula.


-Por que o espanto? Você estava no corredor para todo mundo ver.


-Mas não tinha ninguém no corredor quando me despedi de Jim. Você só poderia estar escondido-disse Lucy sem pestanejar.


-Não estava escondido. Só não estava em um lugar de fácil localização.


Lucy levantou as sobrancelhas.


-Sim... O que você quer comigo?


-Agora nada. Mas...


-Mas?


Mark desencostou-se da parede.


-Quero te deixar um aviso.


E aproximou-se de Lucy devagar como um gato rodeando a ratinha.


-Nenhum, sou eu.


-Você pensa que é único?


-Eu tenho certeza disso. Só não mostro a você agora porque você está com o gosto e o cheiro de outro cara. Mas quando você estiver com sorte, eu a mostrarei.


-E quem disse que eu quero que você me mostre alguma coisa?-perguntou Lucy com o queixo erguido.


I don't wanna be without you, babe/Eu não quero ficar sem você, amor
I don't want a broken heart/Eu não quero um coração partido
Don't wanna take a breath without you, babe/Não quero respirar sem você, amor
I don't wanna play that part/Eu não quero ter esse papel
I know that I love you, but let me just say/Eu sei que amo você, mas me deixe dizer
I don't wanna love you in no kind of way, no no/Eu não quero amar você de nenhuma maneira, não não
I don't want a broken heart/ Eu não quero um coração partido
I don't wanna play the broken-hearted girl/ Eu não quero ser a garota de coração partido
No, no, no broken-hearted girl/ Não, não, nenhuma garota de coração partido


Mark deu um sorriso que fez as pernas de Lucy bambearem.


-Até depois, Lucy Weasley.


Mark tocou levemente o queixo de Lucy e saiu dali como apareceu. Como um fantasma. Lucy encostou-se na parede. Ainda estava trêmula.


***


David saia do salão comunal quando deu de frente com Molly.


-Que susto, David. Para que tanta pressa?


-Estou procurando a Rose. Você a viu?


-Não. Mas ela deve está no dormitório dela, não?


-Não gosto da idéia dela ficar em outro local. Essa história de monitora chefe e os capitães dos times de quadribol terem quartos próprios, não me agrada.


-Não te agrada ela ficar longe de você ou não te agrada ela ficar perto do Scorpius Malfoy?-perguntou Molly com as sobrancelhas arqueadas.


-Vamos procurá-la comigo, sim?-perguntou David já andando.


Molly o acompanhou. O corredor estava na penumbra e os quadros já dormiam. Molly começou a estalar os lábios.


-Você é insistente, hein!-exclamou David.


-Eu não disse nada. Estou calada-disse Molly, fingindo-se de inocente.


-Ah, você fica aí a fazer esse barulhinho... Olha! Eu não gosto de ficar longe da Rose e também não gosto de saber que ela está perto do Malfoy, ok?


-Você e sua neura com o Scorpius...


-Uma pessoa sabe quando outro alguém tem segundas intenções com sua namorada...


-Pode ser. Mas a Rose e o Scorpius Malfoy?! Eles não se dão bem desde o primeiro ano. E isso já faz sete anos.


-Eu sei o que eu digo. É a Rose dar qualquer brecha que ele cai em cima.


-Você acha que a Rose... ?


-Não!-disse David, enfático. –Ela não suporta, o Malfoy.


-Então, fique zen e relaxe. Embora agora devamos ter cuidado com o Sr.Filch, ele não pode nos pegar fora do salão comunal a uma hora dessas.


-Às vezes, você parece a Rose-disse David, rindo.


-Queria eu ser monitora chefe e poder ficar nos corredores depois da hora despreocupada.


-Dramática. Você é monitora.


-Herança do meu pai. Mesmo assim meu título de monitoria não me deixa fora do salão comunal nos dias que não tenho que vigiar. E hoje não é meu dia-disse Molly, séria.


David parou.


-Então por que você veio?


-Você sabe que eu não te deixaria vir sozinho.


-Por que não?


-Talvez seja porquê eu gosto de entrar em frias com meus amigos?-perguntou Molly, sorrindo.


-É, talvez-disse David encarando Molly intensamente.


Um barulho.


-Será o Sr.Filch?-perguntou Molly, desviando do olhar de David.


-Não se preocupe, vocês são até amigos-disse David, descontraído.


-Eu ser simpática com ele não quer dizer que somos amigos.


-Mesmo...


Barulho mais perto. David empurrou Molly contra a parede por trás de uma escultura e ficou do lado dela encostado a parede.


-Acho melhor voltarmos-sussurrou Molly.


-O que disse?-perguntou David, olhando para Molly.


-Disse que era melhor voltarmos-disse Molly, e depois olhou para David.


Só assim os dois perceberam o quanto estavam próximos. David levantou a mão que levou até a nuca de Molly.


There's something that I feel I need to say/ Uma coisa que eu sinto que preciso dizer
But up til' now I've always been afraid/ Mas até agora eu sempre tive medo
That you would never come around/ Que você nunca chegasse perto
And still I wanna put this out/ E eu ainda quero botar isso pra fora


-O que você... ?-disse Molly com a voz trêmula.


Molly foi interrompida pelas vozes irromperam no corredor. David baixou a mão e saiu de trás da escultura junto com Molly...


-O que fazem aqui?-perguntou Rose.


-Estávamos procurando você-respondeu David.


-Detrás da escultura?-perguntou Scorpius com um sorriso sarcástico e olhou para Rose.


-Não venha com suas teorias idiotas, Malfoy-disse Rose, ríspida.


-Teorias?-perguntou Molly, curiosa.


-O pior cego é aquele que não quer ver-disse Scorpius.


-Cala a boca-disse Rose, enfática.


-Ok, ok-disse Scorpius.


-Vocês sabem que não podem ficar no corredor...


-Sabemos disso-interrompeu Molly. –Mas o seu namorado aqui queria vê-la.


-Parece que eu tive uma luz: já que você se encontra na companhia do Malfoy!-disse David.


-É tão lindinho, o namoradinho fingindo ciúmes-disse Scorpius, sarcástico.


David deu um passo em direção a Scorpius e segurou-o pela camisa.


-Eu quero você longe da minha namorada, entendeu?-disse David, bravo.


-David, solte-o-exigiu Rose.


-Não gosto de vê-los juntos, Rose-disse David, olhando para a namorada.


-Mas não precisa dessa reação, David. O Malfoy e eu nos encontramos no outro corredor, somente isso-disse Rose, tentando tranqüilizar o namorado.


Scorpius que não parecia preocupado em apanhar, disse:


-Estávamos só conversando como você e sua amiga.


David tirou uma mão da camisa de Scorpius, fechou e ia dar um murro em Scorpius quando sentiu uma mão segurando o seu braço.


-Não vale a pena-disse Molly.


David olhou-a e uma tranqüilidade o aqueceu. Ele soltou Scorpius e disse:


-Você tem razão-disse David, simplesmente.


Molly e David se entendiam pelo silêncio. Rose respirou aliviada e olhou para Scorpius que prestava atenção em um detalhe, Rose acompanhou o olhar dele. Molly ainda segurava o braço de David, um gesto bem natural. Ao qual não afetou Rose, mas o que a irritou foi aquele ar de riso em Scorpius.


-Idiota-disse Rose, simplesmente.


-O que?-perguntou Scorpius sem entender.


-Vamos que irei com vocês até o salão comunal e depois eu volto para meu quarto-disse Rose.


Molly soltou o braço de David. Ele segurou a amiga e a namorada pelos ombros e seguiu pelo corredor enquanto Scorpius soltava fumaça pelo nariz.


***


Hugo e Michelle estavam em um dos inúmeros corredores de Hogawarts. A garota tinha uma mão massageando a nuca de Hugo enquanto a outra mão permanecia na barriga dele. Ele deslizava uma mão pelo braço e a outra mão mantinha na cintura dela. Michelle deu um leve beijo no queixo de Hugo.


-Hugo, você não acha que deveríamos mudar de etapa no nosso relacionamento?-perguntou Michelle, deslizando a mão pela barriga de Hugo por cima da camisa.


-Que quer dizer com isso?-perguntou Hugo, levantando a sobrancelha.


-Quero dizer que poderíamos começar a namorar-disse Michelle, direta.


-Ficamos poucas vezes...


-Sim, eu sei-disse Michelle, arranhando levemente o couro cabeludo de Hugo. –Mas curtimos a companhia um do outro, não?


-Sim, mas...


-Você tem ficado com mais alguém além de mim?


-Não...


-Então, Hugo. Só levaremos nosso “relacionamento” de um modo mais sério e oficial, sim?-perguntou Michelle com um leve sorriso.


Hugo ficou por instante pensativo. O que teria a perder se começasse a namorar? Michelle era legal e simpática.


-Sim.


-Então somos oficialmente namorados?-perguntou Michelle, sorridente.


Hugo contagiado pela alegria de Michelle, respondeu:


-Sim, somos namorados.


Michelle abraçou Hugo com força e em seguida o beijou com vontade.


***


Uma garota estava sentada em uma mesa numa das diversas salas vazias. Ela balançava impacientemente o pé. Detestava que a deixasse esperando e já era a segunda vez que acontecia no mesmo dia. A porta se abriu, e rapidamente um garoto entrou fechando a porta atrás de si.


-Espero que tenha uma ótima desculpa para me deixar esperando...-disse ela, irritada.


Ele aproximou-se.


-Quando tentei sumir mais cedo, Toddy pediu para jogar snap explosivo com ele.


Ela sabia o quanto ele gostava de qualquer tipo de jogo. Deu um riso irritante.


-Então, você me deixa esperando por causa de um jogo bobo!-exclamou ela, irritada.


-Desculpe-disse ele, simplesmente.


Ela respirou fundo.


-E agora o que aconteceu?


-Perdi a hora.


Ela respirou fundo novamente.


-Venha até mim-disse ela, estendendo o braço e o chamando com o dedo.


Ele obedeceu. Ela abriu um pouco as pernas e o prendeu com elas. Ela deslizou a boca dela pelo pescoço dele e deu uma leve mordida no nódulo dele.


-Quero um favor seu-sussurrou ela no ouvido dele.


-Qual?-perguntou ele, apertando as coxas dela.


-Sei que você terá um grande prazer em realizar-sussurrou ela, deslizando as unhas finas e bem feitas pelo couro cabeludo dele.


-Então me diga-disse ele, puxando ela para mais perto dele.


Ela olhou-o intensamente.


-Quero que fique com a Lilian Potter-disse ela, e em seguida deslizou os lábios pelos dele.


-O que você vai ganhar com isso?-perguntou ele, curioso.


-Ah, querido. Você sabe, não é? Ver casais felizes causa diabetes, uma doença que são não bem tratada, mata. E amizade muito grande também não é bom, sabe. Eles focam tanto o amigo ou a amiga que esquecem as outras pessoas ao redor. E a amizade de Hugo Weasley e Lilian Potter é grande demais. Será bom eles se manterem afastados-disse ela com um leve sorriso.


-E quem cuidará do Hugo Weasley?


-Isso já está praticamente resolvido-disse ela, deslizando os dedos pelos braços dele.


-Será um prazer fazer o seu favor-disse ele, sorrindo.


-Não se empolgue demais. Você estará sendo vigiado, querido-disse ela, puxando a cabeça dele para ela. –Agora venha para mim.


Ele a beijou ardentemente.


***


David, Molly e Rose entraram no salão comunal da Gifinória.


-Por favor, gente. Não façam essa loucura de saírem pelos corredores depois do horário-disse Rose, autoritária.


-Culpe seu namorado, Rose. Ele que praticamente me arrastou junto com ele.


-Não foi bem assim...


-Você está insinuando que eu estou mentindo, David?-perguntou Molly, fingindo seriedade.


-Você que disse que não deixaria um amigo ir só.


-Admito. Eu fiquei com pena dele, Rose. Ele parecia totalmente perdido sem a companhia da namorada então achei melhor acompanhá-lo na sua busca.


David abraçou a amiga e sorriu.


-Que essa seja a última vez, por favor. Não seria bom Molly perder a monitoria. O que tio Percy diria?


-Nem brinque com isso, Rose. Papai ficaria totalmente decepcionado, ele espera ansiosamente que eu consiga a chefia no ano que vem como mamãe e ele conseguiram. Embora esteja focada em outra coisa.


-O que?-perguntou David, curioso.


-Encontrar um cara que seja um bom pai para meus filhos-brincou Molly.


-Ahm? Você não é muito nova para isso não, Molly?-perguntou Rose, rindo.


-Não acho. Quanto tempo você está com o David?


-Quase dois anos-respondeu Rose, passando o braço pelo braço de David.


-Vocês começaram a namorar no quinto ano. Estou no sexto ano. Sozinha, sem ninguém-disse Molly, fingindo-se de dramática.


-Porque quer. Tem vários garotos que babam por você, Molly-disse Rose.


Molly deu um sorriso envergonhado. David olhou ao redor e percebeu que as garotas da família chamava atenção por onde passavam, não só pela beleza, também pela simpatia e a influência que o nome Weasley e Potter exerciciam nas pessoas. Um garoto conversava com outro do outro lado da sala e pareciam olhar para Rose e Molly. O que olhava para Rose desviou o olhar quando percebeu que David percebera, mas o outro encarava Molly como o último copo de água no deserto. David apertou as mãos com força.


-David, o que aconteceu? De repente, você ficou tenso-disse Rose, preocupada.


-Não foi nada. É só cansaço. Mas Molly, o garoto que talvez você esteja esperando seja aquele do outro da sala-disse David, apontando com o olhar.


Molly e Rose viraram para olhar.


-Bonito-disse Rose.


Molly tingida de vermelho com olhar do garoto e o comentário de David.


-Eu estava só brincando, David. Não quero namorado, não agora. Eu quero que a professora Minerva me ajude a trabalhar com animagos.


David soltou um suspiro de alivio, mas nem ele entendeu aquele suspiro. Ninguém percebeu.


-Você já conversou com ela sobre isso?-perguntou Rose, interessada.


-Não exatamente-respondeu Molly.


-Ela irá ajudá-la. Ela tem aquele jeito Minerva de ser, mas é uma ótima professora.


-Eu sei.


-Agora, eu tenho que ir. Ainda tenho que organizar minhas coisas-disse Rose.


-Não gosto de você dormindo longe de mim-disse David, enlaçando Rose pela cintura.


Rose deu um beijo na ponta do nariz do namorado. Ele deu um leve sorriso e beijou a namorada. O beijo terno e doce, Rose enlaçou os braços no pescoço de David e o beijo se aprofundou. O beijo continuou calmo. Molly que não se sentia bem ao ver os dois aos beijos preferiu ir para o quarto. O beijo foi interrompido por Alvo.


-Outra prima aos beijos é demais para mim-brincou Alvo.


-Não seja desmancha prazer-brincou também David.


-Que eu saiba, eu sou sua única prima que tem namorado aqui em Hogwarts-disse Rose, sorrindo.


-Que tem namorado sim, mas que beijou hoje não. Lucy estava quase engolindo hoje um garoto em um dos corredores...


-Irmãs totalmente opostas-disse David.


-Falando em Lucy... Onde está Molly?-perguntou Rose, olhando ao redor.


-Acho que ela como eu cansou de ver beijo por hoje-disse Alvo.


Rose ficou levemente corada.


-Acho que você precisa de uma namorada-disse David.


-Por enquanto, prefiro curtir minha solteirice. Sem ninguém pegando no meu pé-disse Alvo.


-Eu tenho que ir para meu dormitório. Já passou da minha hora-disse Rose.


David beijou rapidamente a namorada sob o olhar de Alvo.


-Cara, você precisa urgentemente de uma namorada-reclamou David.


Alvo apenas sorriu.


-Você não vem comigo, Al?-perguntou Rose ao primo.


-Ainda não. Vou ver umas coisas por aqui e já já vou-disse Alvo.


-Cuidado. Hoje parece que é o dia das pessoas nos corredores fora dos horários permitidos.


-Relaxa, Rose. Você sabe que no primeiro dia de aula sempre é assim-disse David.


-Sei. Mas quem comete o erro uma vez...


-Rose-exclamaram Alvo e David juntos.


-Já estou indo-disse Rose, saindo.


***


Kathleen terminara de ajudar Raffs com seus pertences quando saiu do quarto dele para ir ao dormitório feminino. Ela seguia tranquilamente pelo corredor enquanto via alguns casais se amassando pelo corredor. Aquilo não acontecia nos dormitórios das garotas já que os garotos não tinham permissão de ir lá, diferente do que acontecia nos dormitório dos garotos. Ela desviou de um casal entusiasmado quando sentiu alguém segurando seu braço e a puxando.


-Ei!-disse Kathleen, tentando se soltar.


Alguém a empurrou para dentro de um quarto e fechou a porta. Só assim ela viu quem estava na sua frente.


-Fred!-espantou-se Kathleen.


-Afaste-se da minha irmã-disse Fred, direto.


-Ela é minha melhor amiga!


-Você não sabia disso até voltar...


-Eu sempre soube disso! Só não queria...


-Não quero explicações! Só quero você longe da minha irmã se não...


-Se não o que?-perguntou Kathleen, aproximando-se de Fred furiosa.


-Eu farei sua vida um verdadeiro inferno-gritou Fred.


-Você pensa que eu tenho medo de você? Não tenho!-gritou Kathleen.


-Deveria ter-disse Fred, lançando um olhar quase mortal para Kathleen.


-Não tenho, pois como você pode fazer minha vida um inferno. Eu também posso fazer a sua.


-Não sei como.


-Então comece e você descobrirá como eu posso ser uma bruxa do bem como também do mal-disse Kathleen sem se deixar intimidar por Fred.


-Ok. Então veremos... espero que você se afaste da minha irmã para seu próprio bem.


-Só por curiosidade: por que você quer que eu me afaste da Roxanne?


-Você não é uma boa companhia para ela.


-Por que não?


-Ah! Você sabe porquê. Não preciso enumerar os motivos-disse Fred, irritado.


-Não tenho culpa que sua namorada não é carinhosa e dedicada.


-Ahm?! O que minha namorada tem a ver com a conversa?


-Você me entendeu.


Fred deu uma gargalhada.


-Você acha que eu me importei com aquela cena ridícula entre você e o novato no grande salão. Por mim, eu arrumaria um jardim e vocês passariam o dia todo juntos. Nada que você faz me interessa.


You say you've got the most respect for me/ Você diz que tem o maior respeito por mim
But, sometimes I feel you're not deserving of me/Mas, às vezes eu sinto que você não me merece
And still, you're in my heart/ E ainda assim você está no meu coração
But you're the only one/ Mas você é o único
And yes, there are times when I hate you/ E sim, há momentos em que eu odeio você
But I don't complain/ Mas eu não reclamo
‘Cause I've been afraid that you/ Porque eu tive medo de que
Would walk away/ Você fosse embora
Oh, but now I don't hate you/ Oh, mas agora eu não odeio você
I'm happy to say/ Eu estou feliz em dizer
That I will be there/ Que eu estarei aqui
At the end of the day/ No final do dia


-Não é o que parece.


-Caia na real. Eu tenho uma namorada, que eu amo e que me ama. A única coisa que quero de você é que se afaste da minha irmã.


-Espere sentado, Fred Weasley. Não há ninguém que me afaste da Roxanne, nem você-disse Kathleen, altiva.


Ela virou-se, abriu a porta e saiu. Fred queria esmurrar a porta. Kathleen queria esmurrar Fred. Quem sabe depois?


***


Rose entrou no salão onde ficavam os quartos dos capitães dos times de quadribol e da chefia da monitoria. Estava escuro então ela puxou a varinha das vestes e uma luz iluminou o ambiente. Ela viu uma pessoa levantar-se de uma poltrona e se aproximar. De repente, Scorpius Malfoy estava diante dela. Ela respirou fundo, exalando o perfume dele o que foi um erro. Aquele perfume a inebriava como nenhum outro. Ela tentou focar a atenção em outra coisa e ela viu a corrente que Scorpius sempre carregava com ele, mas o pingente estava por dentro da camisa. Estanho aquele interesse repentino, talvez fosse porque aquele garoto na sua frente a fizera perder o pingente que mais gostava. Ela torceu um pouco a boca e focou o garoto a sua frente.


-Malfoy, duvido que esteja me esperando para me dar boas vindas-disse Rose, sarcástica.


-Doce, amável e querida, Weasley. Sarcasmo não combina com você. Eu que sou da sonserina aqui-disse Scorpius com um sorriso brincando no rosto.


-É verdade, mas sempre que estou perto de você meu lado “mal” aflora.


-Isso é preconceituoso da sua parte, monitora chefe.


-Não digo que todos da Sonserina são maus. Mas sempre há alguma laranja podre na cesta, não?-perguntou Rose, levantando a sobrancelha.


-Lingua afiada.


-Sempre será para aqueles que querem o meu mal ou da minha família.


-Weasley, eu só a adverti...


-Malfoy, acabou. Basta! Chega!-alterou-se Rose.


-Repito: os piores cegos são aqueles que não querem ver.


-Malfoy, eu...


-Está na cara, Weasley. Sua prima e seu namoradinho... Quer prova maior que eles deram hoje? Ele só sossegou quando sua prima pediu a ele...


-Eles são grandes amigos-interrompeu Rose.


-Não, Weasley. Ele tem preferência pela prima da namorada, mas não acho estranho... Quem não prefiriria a sociável Molly Weasley a CDF Rose Weasley? Qualquer um garoto normal!


-Por que você faz isso comigo?-perguntou Rose, apontando o dedo em riste para Scorpius. - Deixe-me em paz! Deixe meu namoro em paz!-gritou Rose.


-Só estou tentando abrir seus olhos.


-Não quero nada vindo de você. Tudo que vem de você me faz mal.


Os olhos de Scorpius faiscaram e ele deu um passo em direção a Rose.


-Você não sabe o que é eu lhe fazer mal, Weasley-disse Scorpius, entre dentes.


-Claro que sei. Você faz isso toda vez que se aproxima de mim-disse Rose sem pensar.


Rose percebendo o que disse, balançou a cabeça negativamente.


-Olha o que você me faz dizer. Eu não queria...


-Dizer o que disse?-interrompeu Scorpius.


Rose mordeu o lábio inferior.


-Eu sei que você não gosta de mim, Weasley. E pode acreditar, o sentimento é recíproco-disse Scorpius, sério.


I don't wanna be without you, babe/ Eu não quero ficar sem você, amor
I don't want a broken heart/ Eu não quero um coração partido
Don't wanna take a breath without you, babe/ Não quero respirar sem você, amor
I don't wanna play that part/ Eu não quero ter esse papel
I know that I love you, but let me just say/ Eu sei que amo você, mas me deixe dizer
I don't wanna love you in no kind of way, no no/ Eu não quero amar você de nenhuma maneira, não não
I don't want a broken heart/ Eu não quero um coração partido
I don't wanna play the broken-hearted girl/ Eu não quero ser a garota de coração partido
No, no, no broken-hearted girl/ Não, não, nenhuma garota de coração partido


Rose baixou e focalizou a corrente de Scorpius. Como se algo se tivesse se apoderado dela, ela estendeu a mão em direção a Scorpius. Ele percebendo a intenção de Rose, segurou a mão dela.


-O que você quer?-perguntou Scorpius.


Rose percebeu o que estivera prestes a fazer. Ela corou e soltou sua mão.


-Não sei o que deu em mim...-disse Rose, desnorteada.


Scorpius deslizou o dedo pela corrente e aproximou-se de Rose. Ela encostou-se na porta com as mãos para trás enquanto que Scorpius ficou bem na frente dela a poucos dedos de distância. Aproximou o rosto dela e disse baixo:


-O que interessa a você minha corrente?


-Não sei-disse Rose quase sem voz.


Scorpius aproximou mais o rosto do dela. Os narizes praticamente se tocando.


-Eu deixo você ver, mas eu quero algo em troca-disse Scorpius com uma luz intensa no olhar.


Rose ficou calada. Nada passava pela cabeça dela, quer dizer, várias coisas passavam rapidamente pela cabeça dela. Coisas totalmente proibidas para quem tinha namorado. Lembranças. Mas ela não conseguia se mexer, não com Scorpius tão perto dela e a olhando de modo tão intenso. Para voltar a pensar racionalmente, ela desviou o olhar. Mas para o lugar errado. Os lábios de Scorpius eram tão tentadores...


Scorpius percebendo que Rose não ia falar nada, continuou:


-Eu deixo você segurar meu colar, mas...


Scorpius colocou o cabelo de Rose atrás da orelha dela e sussurrou:


-Beije-me.


Now I'm at a place I thought I'd never be, ooh/ Agora eu conheço um lugar que eu nunca pensei que estaria
I'm living in a world that's all about you and me, yeah/ Eu estou vivendo em um mundo que é tudo sobre você e eu
Ain't gotta be afraid, my broken heart is free/ E eu não terei medo, meu coração partido está livre
To spread my wings and fly away, away with you..../ Para abrir minhas asas e voar para longe, para longe com você


Rose prendeu a respiração. Estava ela ali sozinha com Scorpius e ele estava naquele momento com a boca dele a uns cinco centímetros da boca dela. E ela queria muito, muito mesmo... Ela fechou os olhos e inclinou levemente a cabeça...


Rose sentiu algo sendo forçado atrás dela. Só assim ela percebeu a loucura que ia fazer. Ela empurrou Scorpius e saiu detrás da porta.


-Ei-reclamou Scorpius.


A porta abriu-se e Alvo entrou. Olhou para a prima que olhava para o chão e para Scorpius que parecia querer matar alguém.


-Ele fez algo com você ?-perguntou Alvo a prima.


-Fique sossegado, Alvo. Estávamos apenas conversando...-disse Rose, levantando a cabeça para olhar o primo.


-Hummm, sei.


-Fique calmo, Potter. Sua prima está a salvo. Vou subir-disse Scorpius, indo em direção as escadas. Ele virou-se no pé da escada. –Ah sim! Weasley, se você quiser aquele favor é só avisar.


Scorpius subiu a escada. Rose ficou levemente corada.


-Que favor, você pediu ao Malfoy?-perguntou Alvo, preocupado. –Rose, você sabe que qualquer coisa que precisar pode pedir a mim. Eu sou seu melhor amigo.


-Eu sei, Al. Obrigada. Mas o favor que eu quero dele, por meu mal só ele pode me dar-disse Rose, pensativa.


-O que é?


-O que?


-O favor. Rose, você está estranha. Você está bem?


-Ahm? É algo da Sonserina... Vou subir, Al. Estou cansada. Depois conversamos.


Rose deu um rápido beijo no rosto de Alvo e correu para as escadas. Alvo jogou-se na poltrona.


“Como o dia está louco”, pensou Alvo.


***


Michelle entrou no grande salão e não viu Hugo a vista, mas viu Lily que estava se servindo de bolacha doce e suco.


-Oi, Lilian-disse Michelle, aproximando-se.


-Oi, Michelle-disse Lily, com um sorriso amarelo.


-Você viu o meu namorado?-perguntou Michelle, fingindo-se de inocente.


-Quem é o seu namorado?-perguntou Lily com o leve tremor na voz.


-O Hugo! Não acredito que ele não te contou. Pensei que você seria a primeira pessoa a saber já que é a melhor amiga dele.


-Também pensei-murmurou Lily.


-Mas não brigue com ele. Acho que ele não teve tempo, já que começamos a namorar oficialmente ontem tarde da noite. Estávamos escondidos em um dos corredores para o Sr.Filch não nos ver... Nossa, Lilian! Você de repente ficou tão pálida.


-Acho que a bolacha doce não fez bem ao meu estômago-mentiu Lily. –Com licença.


Lily levantou-se e saiu correndo do grande salão. Chamando a atenção dos alunos que tomavam café. Uma garota a distância deu um sorriso e voltou a tomar seu café. Michelle pegou uma torrada e foi para a mesa da Sonserina.


Alvo e Hugo que estavam perto da entrada do grande salão viram Lily passar correndo.


-Ei-gritou Alvo.


-Vou atrás dela-disse Hugo, preocupado.


-Eu que sou o irmão dela-advertiu Alvo.


-E eu sou o primo e melhor amigo. Ganhei!


-Ok, mas qualquer coisa venha me chamar-disse Alvo, sério.


-Certo. Vou atrás dela antes que não a encontre. Sua irmã tem facilidade em se esconder.


Hugo saiu correndo. Alvo preocupado foi até o grande salão.


Lily corria para o salão comunal da Grifinória, pois sabia que só no seu dormitório teria um pouco de sossego. Talvez tivesse sorte de não encontrar ninguém lá, pois já passara por vários colegas da Gifinória. Ela deu a senha para a mulher gorda e entrou apressadamente no salão comunal. Lá só estavam dois garotinhos do primeiro ano que saíram logo quando ela entrou. Ela estava no terceiro degrau para subir ao dormitório quando escutou:


-Lilys, você está bem?-perguntou Hugo, preocupado.


Algo apertou na garganta de Lily. Só Hugo, às vezes, a chamava de Lilys. Um apelido carinhoso que ele lhe atribuira desde a infância.


-Ficarei melhor se ninguém me oportunar-disse Lily, subindo mais um degrau sem olhar para o primo.


-O que aconteceu?


-Estou com dor no estômago. Acho que foi a bolacha doce que comi no café da manhã-mentiu Lily.


-Por favor, Lily. Desça aqui precisamos conversar-pediu Hugo.


-Temos nada que conversar, Hugo-disse Lily, subindo mais um degrau.


“Ela já está no quinto degrau. É minha última chance”, pensou Hugo.


Hugo correu para a escada e deu um salto, segurando o braço de Lily. Rapidamente a escada virou um escorredor, e os dois escorregaram.


-Você é louco ou que?-gritou Lily.


-Quero falar com você-disse Hugo.


Hugo estava deitado por cima de Lily de um modo desajeitado.


-Preciso ir ao banheiro-disse Lily.


-Eu sei que você não está com dor de estômago, Lilian.


-Sabe, é?


-Sei, sim. Você está assim porque não lhe contei do meu namoro com a Michelle-disse Hugo, direto. –Eu conheço você, Lilian Potter. Você tem se comportado diferente comigo a qualquer referência da Michelle. Não entendo o porquê disso.


-Não gosto dela-disse Lily sem rodeios.


-Eu gostaria que vocês tivessem uma convivência melhor, principalmente agora que ela é minha namorada...


-Eu não serei essas garotas que diz: escolha entre mim e ela. Acho infantil demais-disse Lily, séria.


-Concordo.


-Mas não ficarei perto de você quando ela estiver por perto-enfatizou Lily.


-Agora me diga o real motivo de você ficar arredia comigo por eu estar namorando Michelle-pediu Hugo.


-Você começa a namorar, e eu descubro através de terceiros-explodiu Lily.


-Eu ia lhe contar ontem a noite, mas quando voltei você já tinha ido dormir-explicou Hugo.


-Antes você chegaria até mim, e diria que pediria uma garota em namoro...


-Por que pensa assim? Nunca namorei antes.


-Você me contava tudo da sua vida. Contava-me quais as garotas com quem ficava-disse Lily, tensa.


Hugo ajeitou-se melhor por cima de Lily e a encarou.


-Você tem razão. Desculpe.


-Ela está nos afastando...


-Não é para tanto, Lily.


-Não? Desde quando você começou a sair com essa garota, você não me conta suas coisas. Você tem se afastado de mim-gritou Lily.


-Calma, Lilys.


-Saia de cima de mim, Hugo. Eu quero subir-exigiu Lily.


-Não até quando você estiver mais calma-disse Hugo, tirando fios de cabelos do rosto de Lily.


-Saia de cima de mim, Hugo-exigiu Lily, novamente.


-Não-disse Hugo, deslizando um dedo pelo queixo de Lily.


Lily com muita força de vontade deslizou a mão entre ela e Hugo, puxando a varinha. Ela apontou a varinha para o primo.


-Eu já pedi.


-Você não seria capaz de me machucar-disse Hugo, tenso.


-Você sairia menos machucado do que eu.


-Você está enganada. Você sempre ganha nos duelos.


-Não falo de duelos. Falo de algo maior... Por favor, Hugo-disse Lily, mexendo-se um pouco.


Hugo percebendo que não adiantaria de nada insistir, levantou-se. Estendeu a mão para Lily e ajudou-a se levantar.


-Faça pelo menos um esforço para se dar bem com a Michelle-pediu Hugo, segurando os braços de Lily.


-Não prometo nada...-disse Lily, reticente.


-Por que você é tão... tão... dominadora?-questionou Hugo.


-Não sou dominadora. Eu sou protetora, é diferente-respondeu Lily para o primo.


-Eu sei me proteger.


-Não parece.


-Eu sou o homem aqui-disse Hugo, rispido.


-Hugo. Você está apertando meu braço. Está me machucando-reclamou Lily.


-Sabe o que você precisa? Acordar para a realidade!-gritou Hugo, sacudindo Lily.


-E como você vai fazer isso?-perguntou Lily, provocadora.


Hugo puxou Lily. Apertou a cintura dela para junto dele.


-Você pediu por isso!


Hugo segurou firmemente uma mão nas costas de Lily e com a outra mão levantou o cabelo dela. Ele começou a dar leves beijos no pescoço da prima, seguindo uma trilha até atrás da orelha.


-Hugo, você não pode mais fazer comigo-disse Lily, tentando manter a voz firme.


-Por que não?-perguntou Hugo no ouvido dela.


-Porque agora você tem namorada.


-Quero lhe mostrar que as coisas entre nós não irão mudar, Lilys. Eu sempre estarei pronto para lhe dar inúmeros beijos no pescoço como sempre-disse Hugo, sedutor.


Hugo sentiu-se tentado a dar leves mordidas e foi o que fez. Lily sentiu as pernas como gelatinas e ela teve uma enorme vontade de cravar as unhas nas costas de Hugo. O que estava acontecendo com ela? Eles sempre tiveram esses tipos de brincadeiras, mas agora estava sério demais. Ela estava totalmente confusa com o surgimento de novos sentimentos em relação ao primo. Mas não era só ela que estava confusa, Hugo também. Não sabia desde quando a intimidade entre ele e Lily tinha mudado de patamar. Antes eram só beijos, agora dava leves mordidas no pescoço dela. Lily reprimiu um suspiro rouco quando Hugo começou a entrelaçar os dedos pelo cabelo dela enquanto beijava levemente sua nuca.


I don't wanna be without my baby/ Eu não quero ficar sem você, meu amor
I don't want a broken heart/ Eu não quero um coração partido
Don't wanna take a breath without my baby/ Não quero respirar sem você, amor
I don't wanna play that part/ Eu não quero ter esse papel
I know that I love you, but let me just say/ Eu sei que amo você, mas me deixe dizer
I don't wanna love you in no kind of way, no no/ Eu não quero amar você de nenhuma maneira, não não
I don't want a broken heart/ Eu não quero um coração partido
I don't wanna play the broken-hearted girl/ Eu não quero ser a garota de coração partido
No, no, no broken-hearted girl/ Não, não, nenhuma garota de coração partido
Broken-hearted girl/ Garota de coração partido
No, no, no broken-hearted girl/ Não, não, nenhuma garota de coração partido


 


-Lilys...-disse Hugo ao encarar Lily.


Lily via Hugo aproximar o rosto cada vez mais... Lily via anos de amizades desmoronando...


-Hugo, não!-gritou Lily, empurrando o primo.


Ela subiu as escadas correndo e antes de sumir totalmente de vista olhou para trás. Estava Hugo como um garotinho totalmente perdido e sem saber o que fazer...


***


Rose fechou a porta do seu quarto e encostou-se nela. Respirou fundo. Passara a noite toda, pensando. Foi até a mala tirou pena, tinta e pergaminho e foi até a mesa. Precisava conversar com alguém. Alvo era seu melhor amigo, mas ele não a entenderia. Ela própria não se entendia. A melhor pessoa seria sua mãe.


Oi, mãe.


Está tudo bem? Como estão o papai e todos por aí? Aqui está tudo bem. Chegamos todos bem. Ah! O Alvo fez o Hugo e a Lily voltarem a se falar, o que é realmente bom já que é muito estranho eles ficarem sem se falar. Acho que eles estão aprontando alguma coisa no Salão Comunal da Grifinória. Eles não param! Como papai e a senhora puderam ter filhos de personalidades tão diferentes? Hugo e eu somos totalmente opostos, mesmo assim amo meu irmão. Mãe, eu estou tão confusa. Isso é totalmente estranho para mim já que eu costumo ter certeza do que eu sinto. Scorpius Malfoy parece que me persegue desde o baile. Eu tenho a impressão de que todo lugar que eu vou, ele também estar. Acho que ele está mais irritante e quer confundir meus sentimentos. Por que será que está tudo confuso? Mãe, o pingente com o colar que papai e a senhora me deram e que perdi, vocês me contaram que tinha um encanto. Qual é? Não sei o porquê, mas lembrei  disso agora.


Dê lembrança a todos por mim.


Beijos da sua filha, Rose Weasley.


 


N/A: Demorou, mas finalmente consegui postar. Não ficou exatamente como queria esse capítulo. Acho que faltou algo, e os personagens seguiram um caminho um pouco diferente do que pensava para eles...
Agradeço o comentário de Jacgil: Obrigada, prima. A música ajudou bastante.
Pessoal, eu sei que demoro a postar. Por falta de tempo, às vezes, por falta de inspiração. Mas gostaria que quem lesse postasse comentários com idéias, reclamações... Agradeço.


 


Música: Broken-hearted girl/Beyoncé.

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