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11. O Sétimo Ano- parte 1


Fic: Tudo Certo- 7 ano- Att no fim de semana


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Preparativos


 


Estava tudo pronto, tudo que precisaríamos estava na minha bolsinha de contas... Só faltava fazer uma coisa. A mais dolorida...


Meus pais sabiam demais... Como eles ficariam enquanto eu estivesse fora? E se os Comensais aparecessem em casa atrás de mim e dos meninos? E se eles fossem torturados?  


Depois de lhes contar tudo, os enfeiticei. Um Feitiço da Memória poderoso, que alterou a memória deles.  A partir daquele momento, eles eram Wendell e Monica Wilkins e estavam de mudança pra Austrália.


Pareceria que eu havia viajado com eles... Eles estariam em segurança...


 


Papai, eu, Fred e George enfeitiçamos o vampiro que havia lá no sótão de casa. Ele estava com cabelos ruivos e muitas espinhas na cara.


Quando partíssemos, ele tomaria meu lugar no meu quarto. Se eles aparecessem em casa, veriam Ron Weasley na cama, muito doente, com sarapintose.


Meus pais e irmãos conseguiriam se virar bem em casa, sem despertar suspeitas do Ministério, que naquela altura já começava a ser tomado por Voldemort.


 


Depois que meus pais partiram, pude ficar um pouco menos apreensiva...


Peguei a bolsinha e parti pra Toca, onde ficaríamos até o casamento. Cheguei e fui recepcionada pela Sra. Weasley e pela Gina.


Assim que a Sra. Weasley me abraçou, desabei em lágrimas... Lágrimas de saudades, de medo...


Gina me deu uma xícara de chá pra que eu fosse me acalmando, enquanto isso ia explicando tudo que tinha feito pra deixar meus pais em segurança.


Senti aquele perfume que eu amava invadindo a cozinha. Me virei e ele estava lá, na porta, olhando todo preocupado pra mim...


Claro que eu desabei em lágrimas mais uma vez e me joguei nos seus braços...


 


Ela parecia tão frágil... Seus lindos olhos, mais vermelhos que nunca, me transmitiam tanta angústia...


Ela se jogou nos meus braços e soluçava...     


A levei pra cima, pro meu quarto, sabia que ela precisava de uns minutinhos pra se acalmar...


Sentei na cama e a deixei deitar a cabeça no meu colo.


Acariciava seus cabelos com uma mão, inspirando se perfume... Ela soluçava ainda, mas ia se acalmando aos poucos....


Senti quando sua mão procurou a minha, entrelaçando nossos dedos...


Quando ela finalmente se acalmou, pudemos conversar um pouco.


Fiquei admirado com o que ela fez, a frieza de enfeitiçar os pais para protegê-los.... Essa é minha garota....


 


Quando ele me contou o que tinha feito com o vampiro que tinha lá no sótão da Toca, fiquei sem palavras....


Brilhante, uma idéia genial...


Poderíamos partir com o Harry sem tantas preocupações com nossas famílias...


Os ataques continuavam... Comensais e dementadores  atacavam os trouxas, os bruxos... O Ministério cada vez mais nas mãos de Voldemort... O caos estava instaurado...


A sede da Ordem passara a ser na Toca. As reuniões eram cada vez mais freqüentes...


A grande preocupação de todo mundo era com o Harry. Seu 17° aniversário estava chegando, a proteção mágica que havia na casa dos seus tios estava pra acabar, ele e os tios ficariam vulneráveis a um ataque dos Comensais e do próprio Voldemort.


Numa reunião, ficou decidido que a Ordem ia tirar o Harry de lá antes do seu aniversário, numa tentativa de despistar Voldemort. 


Eu e o Ron exigimos ir com eles. Éramos maiores de idade, ele era nosso irmão, queríamos e íamos ajudá-los.


 


A Tonks e o Remo se casaram naquele mês de julho, alguns dias antes do aniversário do Harry. Mais um dia de felicidade em meio aquela merda toda...


Alguns dias antes do aniversário do Harry, resolvemos agir. Meu pai e Kingsley foram à casa dos Dursley explicar a eles o que andava acontecendo, e principalmente, que eles precisavam sair daquela casa, que eles corriam perigo ali, como o Harry.


Idiotas como eles são, não acreditaram muito, mas acabaram por aceitar a proteção dos aurores.


No dia marcado, Dedalus Diggle e Hestia Jones foram a casa deles. Depois de uma longa discussão com o Harry, eles finalmente foram embora.


Disfarçados sob um Feitiço da Desilusão, chegamos a casa dele em vassouras e testrálios. Como o Harry ainda era menor, não poderia aparatar sem que o Ministério, e Voldemort, soubessem...


Passamos o plano pra ele. Sete de nós tomariam Poção Polissuco, se transformaria em Harry Potter, e, escoltados por um auror, iria para um esconderijo diferente, para despistar os Comensais se eles viessem a aparecer....


Como sempre, o Harry relutou, disse que não queria que arriscássemos a vida por ele, aquela coisa toda...


Como éramos maioria, e ele não poderia duelar com todos nós, ele acabou aceitando.


Eu, a Mione, os gêmeos, a Fleur e o Mundungo iríamos nos transformar no Harry.


Mesmo já tendo tomado Polissuco uma vez, não deixava de ser horrível ter que engolir aquela coisa de novo...


Era estranho e bizarro demais estar cercado por outros seis Harrys... Olhei a minha volta, era impossível reconhecer qualquer um deles, mas no momento que meus olhos encontraram os olhos de um deles em especial, eu soube que era ela....


Mesmo por trás daquelas íris verdes, reconheci aquele brilho que só ela tinha...


 


Só podia ser ele... O brilho dos olhos, aquele jeitinho que me conquistou ,aquele jeitinho tão Ron...


Torcia pra que tudo desse certo, que todos ficassem bem... Que o Ron voltasse inteiro e bem...


As duplas estavam formadas: Eu e Kingsley, Ron e Tonks, Harry e Hagrid, Fred e o Sr. Weasley, Fleur e Gui, George e Remo, Olho Tonto e Mundungo.


Mas tudo deu errado.... Assim que alcançamos o céu, fomos cercados por, pelo menos, 30 Comensais, lançando maldições para todos os lados...  


Tínhamos sido traídos...


Mesmo assustada, consegui ajudar o Kingsley a combatê-los...


Não conseguíamos ver os outros, não sabíamos onde eles estavam, nem o perigo que corriam...


Tínhamos que continuar, uma Chave de Portal estava programada pra nos levar à Toca.


 


Que merda...  Tonks e eu tínhamos perdido nossa Chave de Portal, teríamos que ir voando pra casa...


Ela guiava muito bem a vassoura, e eu a ajudava na luta contra os Comensais, repelindo feitiços e maldições, atacando-os...


Os outros tinham sumido, não sabíamos onde estavam.... Só podia torcer pra que estivessem bem e chegassem a salvo em casa...


 


Quando chegamos à Toca, o Harry já estava lá, e estava bem... Remo e George também já haviam chegado, mas o irmão do Ron havia sido ferido, perdido uma orelha... Snape o ferira com o Sectumsempra durante a batalha... 


Aos poucos os outros voltaram. Fred e o Sr. Weasley, Ron e Tonks, Gui e Fleur.


Olho Tonto estava morto, Mundungo havia desaparecido... Realmente tudo dera errado.... Pelo menos tínhamos conseguido levar o Harry a salvo...


Assim que vi o Ron chegando, corri pra ele e nos abraçamos...


Ele perguntou baixinho no meu ouvido:


“Você tá bem?”


Apertei mais os braços em torno dele e o senti fazendo o mesmo.... Não conseguia nem pensar na possibilidade de tê-lo perdido naquela noite...


Tonks contou que ele fez, estuporando um Comensal durante o vôo... Brilhante...


 


 “Sempre o tom de surpresa...”


Por que ela sempre se surpreendia comigo? Eu conseguia me virar muito bem!


E com um olhar eu disse isso a ela, que ela nunca duvidasse de mim, que quando as coisas envolviam minha família, meus amigos, ela, não mediria esforços para defender...


O clima tava péssimo em casa... Depois de ficarmos sabendo da morte do Olho Tonto, Gui serviu Firewhisky para todos nós, para brindarmos em memória do nosso professor...


Depois que o Harry, mais uma vez, cogitou ir embora por que estava colocando a todos nós em perigo, e demos uma baita bronca nele, ele contou pra gente o que tinha acontecido.


A varinha dele agira sozinha, tinha atacado Voldemort sem nenhum comando do Harry...


Muito estranho....


Vimos como ele ficou transtornado com aquilo, sentindo como se pudesse ficar igual ao Cara de Cobra...  


Ele saiu em direção ao jardim de casa. Eu e a Mione trocamos um olhar cheio de significados... Precisávamos ficar de olho no Harry...


Depois de um tempinho fomos lá fora atrás dele. Ele tinha uma expressão horrível no rosto...


 


Como tantas vezes acontecera durante nosso quinto ano, Harry havia entrado na mente de Voldemort.  


Ele torturava o Olivaras. Perguntava da ligação das varinhas dele e do Harry, como ela poderia ter acontecido mesmo ele usando a do Lucius Malfoy...


Como o coitado não sabia o que estava acontecendo, Voldemort continuou a torturá-lo....


O Sr. e a Sra. Weasley e o Remo tentavam tirar informações de mim e do Ron a qualquer custo, queriam saber pra onde íamos, por que não voltaríamos pra escola. Claro que não abrimos a boca, eles se contentaram em saber que o que íamos fazer era segredo, mas Molly Weasley é muito, muito persistente...


Avisamos o Harry que ela faria isso, tentaria persuadí-lo a contar... Ela o pressionou, mas ele só respondeu que Dumbledore tinha deixado uma missão pra nós, que mais ninguém poderia saber dos nossos planos...


 


Nos dias antes do casamento, mamãe fez de tudo pra deixar eu, a Mione e o Harry separados, nos enchendo de tarefas para que não pudéssemos conversar sobre a viagem....


Mas é claro que sempre dávamos um jeito, escapando dos olhares vigilantes dela e nos escondendo no meu quarto.


Conversávamos sobre a morte do Olho-Tonto quando a Mione gritou um “Pára!” tão sofrido que não teve como não ir até ela....


Ela chorava o que pareciam lágrimas contidas a dias.... A abracei apertado, vendo-a tentado controlar o choro...


Tinha um lenço no bolso, mas estava imundo... Com um feitiço consegui limpá-lo e entregá-lo a ela....


Me senti orgulhoso do bom trabalho que tinha feito e vi quando ela sorriu de leve pra mim, se acalmando aos poucos....


Seus olhos vermelhos, mas brilhando pra mim...


Voltamos a conversar quando o Harry tocou de novo naquele assunto, a gente viajar com ele...


Vi os olhos da Mione cheios de lágrimas novamente quando ela explicou pra Harry o feitiço de memória que tinha feito nos pais...


Mais uma vez me levantei e fui pro seu lado, a abraçando, tentando acalmá-la, confortando-a....


Ela pediu toda orgulhosa que eu mostrasse pro Harry o vampiro no sótão, o Ron com sarapintose... 


Finalmente o Harry se convenceu. Percebeu que, falasse o que falasse, iríamos com ele naquela viagem, iríamos com ele até o fim...


A Mione andara pesquisando as horcruxes, para saber mais sobre elas, e principalmente como destruí-las.


Ela nos contou que Dumbledore retirara todos os livros que falavam sobre elas da biblioteca e os escondeu em seu escritório. No dia do funeral, com um simples feitiço convocatório ela tirou os livros do escritório dele e os guardou para as nossas pesquisas...


Ela é demais...


Enquanto conversávamos, ela folheava um desses livros, “Segredos das artes mais tenebrosas”, que continha todas as explicações detalhadas sobre como fazer uma horcrux, e milhares de feitiços das trevas.


Só mesmo um louco como o Cara de Cobra pra dividir a alma em sete pedaços...


A Mione nos disse que, para restaurar um alma dividida, a pessoa tinha que estar arrependida do que fez, das maldades, dos assassinatos...  Impossível pensar em Voldemort arrependido de alguma coisa, de alguma maldade...


 


Para destruir uma horcrux,é preciso alguma substância que a impossibilitasse de se restaurar por magia, era preciso destruir o objeto que a carregava... Só assim o fragmento da alma não sobreviveria...


Uma dessas substâncias é o veneno do basilisco...


Descobri também que o pedaço da alma que está guardada na horcrux pode entra no corpo da pessoa que possui o objeto, como se possuísse a pessoa, como aconteceu com a Gina no primeiro ano... É como se a proximidade emocional com o objeto a deixasse vulnerável a maldade daquele fragmento de alma....


Tudo muito bizarro, mais do que podíamos imaginar....


 


Acordei com o Harry resmungando na cama dele. Alguma coisa sobre um tal de Gregorovitch...


O acordei e ele me disse que Voldemort estava atrás dele.... Restava a gente saber que ele era, e por que o Cara de Cobra tava atrás dele....


Era o aniversário do Harry. Dei-lhe logo seu presente, o mesmo que havia ganhado dos gêmeos, um livro , “Doze maneiras seguras de encantar bruxas”.


Se eles tivessem me dado esse livro antes.... Acho que tinha conquistado a Mione faz tempo....


Depois de dar uma folheada no livro, descemos pro café. Mamãe e a papai deram um relógio novo pra ele, muito parecido com que tinha ganhado deles no meu aniversário.


A Mione escolheu um bisbilhoscópio para dar pra ele.


 


Depois de abrir toda a montanha de presentes, voltamos com o Harry pro quarto.


Antes que pudéssemos chegar na escada, a Gina o chamou .


Tinha certeza que aquela pimentinha ia aprontar alguma coisa.... Ela não tinha me contado nada, mas aquela carinha inocente e o seu olhar não me enganavam, nunca me enganariam...


Ela e o Harry precisavam daqueles minutinhos a sós....


Peguei o Ron pela mão, os presentes do Harry e os levei escada acima.


O fiz sentar na cama do seu quarto e tentava distraí-lo, puxando conversa, mas a todo minuto ele olhava para a porta, como se esperasse que o Harry aparecesse logo ali.


Ele praguejava baixinho, o rosto vermelho, morto de ciúmes da irmã... Conseguia ouvir o que ele falava, amaldiçoando o Harry por ele estar fazendo a Gina sofrer, que iria bater nele se não parasse de dar esperanças a ela...


Não consegui conter um sorriso enquanto o ouvia falar.... Tão fofo...


Então do nada ele se levantou, dizendo que ia atrás deles. Segurei sua mão, tentando impedi-lo de descer, mas ele só se virou pra mim, acariciou meu rosto, me deu um beijo na bochecha, apertou minha mão e saiu...


Demorei um pouquinho pra me “ligar” de novo, e quando consegui alcançá-lo, ele já estava abrindo a porta do quarto da Gina.


Ela e Harry se afastando, vermelhos, depois do que parecia ter sido um beijão...


O Ron parecia furioso, e assim que ele saiu, Harry foi atrás dele.


Antes de sair, troquei um olhar com a minha amiga. Aquele brilho apaixonado estava ali de novo....  Sorrimos uma pra outra e sai atrás daqueles dois...


 


Harry e eu tivemos uma pequena discussão. Só não queria ver minha irmã sofrer, apesar de saber que isso seria impossível quando fôssemos embora.


Fiquei desarmado quando vi que ele sofria tanto quanto ela, que ele amava mesmo minha irmã e também não queria fazê-la sofrer...


Fiquei sem argumentos pra brigar com ele....


A noite, mamãe fez uma festa pro Harry. Tava todo mundo lá, a Tonks e o Lupin, todos os meus irmãos, a família da Fleur...


A Mione resolveu dar uma enfeitada no jardim, colocando umas fitas nas árvores e arbustos. Ficou bem bonito, e quando foi elogiá-la, ela ficou vermelha, lindamente corada, e muito feliz...


 


A festa estava pra começar quando uma doninha prateada apareceu no jardim. Era o patrono do Sr. Weasley, avisando que estava indo pra casa. Junto com Rufus Scrimgeour, o ministro da magia.


Assim que eles chegaram, o ministro foi cumprimentar o Harry e disse que queria conversar com ele, comigo e com o Ron.


Não entendemos nada, mas fomos com ele para a sala, apreensivos que ele tivesse descoberto que não voltaríamos pra escola e, principalmente, o motivo de não voltarmos...


Ele queria conversar com cada um de nós separadamente, mas só falaríamos se estivéssemos nós três juntos. Claro que o ministro ficou puto, mas no final acabou aceitado.


Foi com espanto que recebemos a notícia que Dumbledore havia deixado algumas coisas pra nós em seu testamento.


Tudo que havíamos recebido tinha ficado retido aquele mês no Ministério para que fosse examinado, pra ver se não tinha nenhuma “informação” escondida...  Ridículo...


Quem conversou primeiro com ele foi o Ron, que por pouco não falou mais do que devia...  


Meu sangue gelou quando ele disse que não era íntimo do Dumbledore. Harry e eu lhe lançamos um “olhar cala a boca” e ele tentou consertar, dizendo que o diretor gostava dele sim, mas eu me meti no papo e falei que Dumbledore o adorava.


 


Dumbledore havia me deixado um desiluminador. Não tinha entendido o por que, e pelo jeito que o Harry e a Mione me olhavam, eles também não...


Para a Mione, ele deixou seu antigo exemplar de “Os Contos de Beedle, o bardo”. Era um livro de contos infantis, e enquanto ela recebia o livro, puder uma lágrima caindo de seus olhos, molhando a capa do livro... Dei-lhe um abraço e ela deitou a cabeça no meu ombro...


Só que o idiota do ministro estragou nosso momento enchendo a Mione de perguntas, do por que o Dumbledore ter lhe deixado o livro. Seus olhos ainda brilhavam pelas lágrimas quando respondeu que o diretor sabia que ela gostava de ler.


No segundo seguinte ela ficou muito puta com o Scrimgeour, quando ele lhe perguntou se ela e Dumbledore haviam discutido sobre mensagens secretas e como transmiti-las.


Quase ri na cara dele quando a Mione respondeu que não, que se o Ministério não tinha conseguido descobrir nada no livro em um mês, ela também não descobriria.


Para o Harry, um pomo de ouro, o pomo que ele capturou em seu primeiro jogo na escola. 


Os pomos de ouro são capazes de reconhecer, através de magia, o toque da primeira mão que o segurou.


 


Quando ele falou isso, o Harry, eu e a Mione trocamos um olhar apreensivo.


Tava óbvio que o ministro esperava que assim que o Harry tocasse o pomo, ele se abrisse e revelasse algo que o Dumbledore estivesse escondido lá dentro para nós...


Assim que ele pegou a bolinha, nossas respirações ficaram suspensas, esperando... E foi com alívio que vimos que nada aconteceu.


Scrimgeour ficou louco... Ele estava tão obcecado em descobrir a missão que Dumbledore tinha nos deixado, que tava desconfiado até do bolo que mamãe tinha feito pra ele...  


O diretor havia deixado mais um objeto pro Harry, a espada de Godric Gryffindor, que ficou na escola porque simplesmente o Ministério não quis entregá-la pra ele...


Estávamos muito irritados com o ministro. Quando ele ameaçou o Harry então, já estávamos a postos para amaldiçoá-lo também.


As coisas só se acalmaram quando meus pais entraram na sala. Pareceu então que o ministro tinha voltado a razão e ele foi embora.


Depois de finalmente conseguirmos jantar, eu e o Harry fomos pro quarto e ficamos esperando a Mione. Quando ela entrou , seu perfume invadindo meus sentidos, tentamos entender o que era aquilo tudo que Dumbledore tinha nos deixado, o que significavam, como aqueles objetos poderiam nos ajudar... Tudo em vão...


Fleur e Gui se casaram na tarde seguinte. A Toca estava toda enfeitada e cercada de muitas proteções.


Mesmo com todos os cuidados, Harry estava disfarçado. Com uma boa dose de Poção Polissuco, ele virou ruivo, e se chamava Barny, um primo nosso.


Junto com Fred e George, recepcionávamos os convidados do casamento.


Esperava ansioso pela Mione. Queria vê-la linda num vestido de festa, poder finalmente poder acompanhá-la numa festa....


Não a via desde o café, quando mamãe, estressadíssima, nos separou e nos encheu de últimas tarefas...


 


Não poso negar que me arrumei com mais capricho que nunca praquele casamento. Queria que o Ron me dissesse que eu estava linda, que ele dançasse comigo a noite toda, que aqueles últimos momentos felizes não acabassem nunca... Queria admirá-lo de roupa de gala...


Gina também estava linda, o vestido dourado contrastando lindamente com sua pele e seus cabelos vermelhos. Sabia que ela também ficara linda para o Harry...


Fiquei mais um pouquinho com a Gina enquanto ela esperava a Fleur e a Gabrielle pra descer.


Foi quando chegou a tal Tia Muriel que tanto ela e o Ron falavam... Finalmente pude entender por que eles não gostavam dela...   


Ela passou logos minutos me criticando, “Essa é a menina que nasceu trouxa?”, falando do meu vestido, da minha pele, do meu sapato, até dos meus tornozelos! “... má postura e tornozelos finos demais.”. Chata, muito chata, mas nem liguei pra ela...


Desci pra me encontrar com os meninos, meu coração disparado de ansiedade.


O vi no jardim, acompanhado do Harry, parecendo emburrado com alguma coisa.


Ele estava tão lindo... O terno, a gravata um pouquinho frouxa (como ele adora usar...), a carinha um pouco brava...


Me aproximei devagar e pude ver seu sorriso se abrir quando me viu.


“Uau... Que máximo!”.


Corei, é claro...


Mas não deixaria barato não....


 


Ela estava maravilhosa... O vestido e os sapatos liláses, os cabelos lisos, uma maquiagem leve, mas que deixavam seus olhos mais lindos ainda...


A única coisa que eu podia dizer era “Uau...”.


Fiquei mesmo sem palavras...


Sorrimos um pro outro quando ela me respondeu: “Sempre o tom de surpresa!”.


Então ela se aproximou, aproveitando um momento que Harry estava conversando com os gêmeos, e sussurrou no meu ouvido, me arrepiando: “Você também tá o máximo!”


Fiquei que nem bobo ali, enquanto ela ria com os meus irmãos de alguma coisa que eles comentavam...


Conversávamos e ríamos tanto que nem notamos quando alguém chegou pra festa. O mais inconveniente dos convidados....


Sim, ele...  Victor Krum, o eterno apaixonado pela Mione... hunf...


Queria saber quem tinha convidado aquele búlgaro insuportável... Tinha me esquecido que ele era amigo da noiva.... Droga...


Quase pulei no pescoço dele quando ele disse que a Mione estava “marravilhosa”...  


Ainda por cima com uma barbicha ridícula....


 


Nunca tinha visto o Ron tão vermelho, tão irritado... Morrendo de ciúmes do Victor...


Por mais que eu sempre fale que ele é só um amigo, acho que o Ron nunca vai deixar de ter ciúmes dele...


Vi a Luna e seu pai, Xenophilius, um mais doido que o outro, ambos de amarelo, parecendo brilhar mais que o sol.... Ele com um colar muito estranho no pescoço....


Chegara a hora da cerimônia. Sentei com o Ron e o Harry na segunda fila, bem atrás dos gêmeos.


O Gui estava lindo, nem parecia ter sido atacado pelo Greyback... 


Quando a Gina adentrou a tenda junto com Gabrielle, senti o Harry prendendo a respiração do meu lado. O olhei e ele parecia hipnotizado.


Apesar dos olhos estarem diferentes, o brilho apaixonado estava lá, tão intenso quanto antes....   


A Fleur parecia mais linda que nunca, irradiando felicidade...


A cerimônia foi emocionante.


Meus olhos ficaram cheios de lágrimas e meu coração falhou uma batida quando senti os dedos do Ron entrelaçarem os meus, seus olhos brilhantes fitando os meus, o sorriso que me faz perder o chão...


 Me imaginei no lugar da Fleur, casando com ele, numa festa tão linda quanto aquela...


 


Ela de branco, mais linda que nunca, mais linda que a Fleur... Eu, esperando por ela no altar, uma festa mais linda que aquela...


Não tinha como não me imaginar casando com a Mione. Nossos olhos se encontraram, tomei a mão dela na minha, o sorriso que me deixava encantado...


Acordei quando a cerimônia acabou e tudo foi rearranjado pra festa.


Depois de pegar três cervejas amanteigadas, fui junto com a Mione e com o Harry para uma mesa, onde nos sentamos com a Luna.


Assim que a banda começou a tocar, ela se levantou e sumiu na pista de dança, em meio aos outros convidados, balançando os braços, dançando sozinha, sempre daquele jeito avoado....


Um segundo depois, ele se sentou no lugar da Luna. O Vitinho, com a expressão mais carrancuda ainda, perguntando que era o “homem de amarrelo”.


Respondi que era Xenophilius Lovegood, o pai da Luna.


Antes que eu pudesse ficar mais irritado ainda com ele, me levantei, peguei a mão da Mione e a levei pra pista de dança.


 


Me assustei quando o Victor se sentou na nossa mesa com aquela cara brava, mas me assustei mais ainda quando o Ron pegou minha mão e me puxou pra pista de dança...


Mas assim que ele enlaçou minha cintura, me encostando ao seu corpo, o mundo simplesmente parou...  Seu perfume, o toque delicado na minha cintura, o cabelo ruivo roçando levemente no meu rosto....


Ficamos dançando na pista, uma música após a outra, cada vez mais juntos, eu cada vez mais hipnotizada... Encantada em como o Ron se esforçava pra dançar direitinho, me fazia rir de tudo e de todos, acariciava meu rosto, meu cabelo, minhas costas...


 


Me esqueci completamente do idiota do búlgaro... De onde estávamos, quem estava ao nosso redor...


Meu mundo se resumia àquela linda garota que estava nos meus braços... Seu perfume, seus lindos cabelos, o vestido que a deixou mais linda ainda...


Queria ficar com ela nos meus braços a noite toda, dançando, ouvindo sua risada cristalina...


As mãos pequenas nas minhas costas, as vezes subindo pro meu cabelo, bagunçando-os levemente...


Depois de dançarmos várias músicas, ela me pediu um tempinho pra sentar, o rosto vermelho, reclamando de dor nos pés...


Enquanto ela foi se sentar, fui buscar cerveja amanteigada pra nós.


E foi quando tudo aconteceu....


 


Vi o Victor discutindo com o pai da Luna, parecendo irritadíssimo... Não entendi nada....


Assim que cheguei na mesa, me sentei, cansada, morrendo de dor nos pés de tanto dançar, mas extremamente feliz...


Reparei na expressão do Harry, estranha, parecia confuso, chateado, atordoado...


Nem deu tempo de perguntar o que tinha acontecido... Assim que abri a boca pra falar com ele, um lince prateado irrompeu no meio do salão, e a voz de Kingsley se fez ouvir...


“O Ministério caiu. Scrimgeour está morto. Eles estão vindo.”


Desespero. Só isso que eu senti... Depois de momentos maravilhosos nos braços do Ron, o pesadelo começara...


Um grito pareceu acordar todos nós... De repente uma correria, todo mundo desesperado, aparatando....


Precisava achar o Ron... Tínhamos que sair dali, rápido...


Foi quando eles chegaram... Vultos mascarados, atrás de nós, da família do Ron, lançando feitiços pra todos os lados...


Agarrei a mão do Harry e saímos atrás do Ron, meus olhos cheios de lágrimas...


 Onde ele estava?


Então o vi. Vindo ao nosso encontro, o rosto assustado...


Assim que ele pegou minha mão, pensei em um lugar para fugirmos, e nada melhor que Londres... A parte trouxa de Londres...


E assim aparatei, levando comigo meu irmão e meu amor, numa fuga louca, numa viagem sem rumo...


 


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Oi gente!


Desculpem a demora...


Ai está... O começo do fim...


Deixem seu comentário, ok?


Ah, e estou postando uma surpresinha pra vocês também... Comentem e deixem suas opiniões :D


Espero ansiosa!


Mais uma vez, valeu meninas por estarem sempre acompanhando!!!!!!!!!


Beijos


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Enjoy :D


 

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