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15. Capítulo 15


Fic: Ao Seu Lado


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Capítulo 15


 


 


Março 1998


Batalha Final


Harry corria até o gabinete do diretor, ouvindo ao fundo os barulhos da batalha que se travava no castelo semi-destruído, o vidro com as lembranças de Snape na mão.


- Harry! – ele ouviu alguém o chamando e se virou. Era uma mulher que ele nunca havia visto antes. – Você é Harry Potter? – ela perguntou, parando em frente a ele.


- Sim. – ele confirmou, estranhando que alguém perguntasse aquilo pra ele no meio daquela que parecia ser a batalha final contra Voldemort.


- Onde está Severus? – perguntou ela.


Harry olhou para o vidro que tinha na mão e desviou os olhos para o lado.


- Onde está Severus Snape? – ela perguntou outra vez, segurando-o pelos ombros para que ele a olhasse.


- Ele está na Casa dos Gritos. Nagini... ele está morto. – murmurou o garoto.


- Não. – disse ela, firme, largando-o.


- Florence! – chamou McGonagall se aproximando deles com a varinha em punho, aparentemente confusa com a presença daquela mulher ali. – O que você está fazendo aqui?


Mas Florence não respondeu, nem sequer olhou para a professora. Ela sacou a varinha e correu em direção à Casa dos Gritos.


Harry aproveitou que McGonagall olhava para onde a mulher havia ido e ele correu para a sala do diretor. Deu à gárgula a primeira senha que lhe surgiu na cabeça – “Dumbledore”. – e subiu as escadas, correndo. Entrou na sala, percebendo que a Penseira estava sobre a mesa e não no armário costumeiro. O garoto despejou o líquido prateado na Penseira e mergulhou a cabeça ali. Nada que Snape tivesse lhe deixado poderia ser pior do que a realidade que ele estava vivendo.


Quando sentiu os pés tocarem o chão, Harry percebeu que estava em um parque, olhou para os lados e localizou Snape conversando com uma menina ruiva que só podia ser sua mãe. Os dois não tinham mais do que 10 anos. Aparentemente aquela era a vez em que se conheceram. Rapidamente a cena mudou, estava agora em King’s Cross, na plataforma 9 ¾, ao lado de Snape e uma mulher parecida com ele, mas bonita, apesar da idade. Num piscar de olhos, Harry se viu dentro do Expresso de Hogwarts. Reconheceu sua mãe conversando com uma menina linda.


- Hey, Severus! – Lily chamou o amigo. – Esta aqui é Florence.


E os três sumiram numa nuvem branca e Harry estava no Grande Salão de Hogwarts, presenciando a Seleção de Casas de 1971. Ele viu sua mãe, seu pai, Sirius, Lupin e Pettigrew irem para a Grifinória, Florence, Snape e outros nomes que ele conhecia como de atuais Comensais da Morte, irem para a Sonserina.


A cena mudou outra vez. Harry estava na biblioteca de Hogwarts, Snape e Florence estudavam numa mesa, e estavam no segundo ano, pelo que ele podia ver pelo livro que ela segurava. E ele a reconheceu!


- Mas ela é a mulher que me chamou agora há pouco! – exclamou Harry.


Ele ficou observando Snape e ela, a forma como ela o olhava carinhosamente. A cena se dissolveu. E Harry viu Snape na porta do Salão Comunal da Grifinória, pedindo desculpas à sua mãe, ambos crescidos, no quinto ano, e ele lembrava o porquê daquelas desculpas. E o menino não pode deixar de reparar que o sonserino olhava para sua mãe da mesma forma como Florence olhava para ele. Uma nuvem de fumaça depois e ele estava no Salão Comunal da Sonserina, Snape lia no sofá, um pergaminho flutuando em sua frente. Florence desceu as escadas dos dormitórios, os cabelos molhados, já vestida para dormir, e ela se atirou no sofá, abraçando Snape. Harry teve o impulso de dizer à ela que não fizesse aquilo, que ela levaria uma detenção, e então lembrou que ele não seria ouvido e que Snape ainda não era professor, apesar de já parecer tão amedrontador quanto sua versão adulta.


- Feliz aniversário, Sev! – disse Florence, indo beijá-lo no rosto.


Mas Snape se virou para ela e Harry viu os lábios dos dois se tocarem. Florence se afastou do amigo, rapidamente, completamente vermelha. Harry riu e percebeu que ela era mesmo muito linda. E ficou esperando, nervoso, que Snape explodisse, o que não aconteceu:


- Este foi o melhor presente que eu ganhei hoje: um selinho da capitã do time de quadribol da Sonserina. – murmurou Snape.


E Florence ficara ainda mais vermelha.


- Desculpa, Sev...- murmurou ela.


- Não tem o porquê se desculpar, Flor. Mais da metade do castelo acha que a gente namora, mesmo.
E a cena mudou. Harry estava agora no Grande Salão, Florence estava sentada numa mesa com Snape, ela estava linda. Aparentemente era um baile de final de ano, provavelmente do sétimo ano, pois os dois estavam bem mais crescidos do que na cena anterior. Harry percebeu que ela olhava para Snape, que nem parecia perceber que aquela bela garota estava sentada ao lado dele. Snape olhava na direção em que o menino podia ver sua mãe e seu pai. Florence encarava o amigo, os olhos verdes tristes.


- Ela não quer nada com você, Sev. – murmurou Florence.


- Isso não muda o que eu sinto. – ele rosnou, sem nem olhá-la.


Florence respirou fundo.


- Boa noite, Sev. Eu vou ir dormir.


- Pode ir. – disse ele, bebendo uma cerveja amanteigada, novamente sem olhar para a amiga que saía.


Harry sentiu pena da menina e raiva de Snape por ser tão estúpido com ela.


Mas a cena mudou novamente. Ele estava nos portões do castelo, Snape estava ao seu lado, nervoso. Então, um feixe de uma ofuscante luz branca cortou o ar e Snape caiu de joelhos no chão, a varinha voando de sua mão. Harry sacou a varinha em reflexo.


- Não me mate! - gritou Snape, em desespero.


- Não é a minha intenção. – disse Dumbledore. - E então, Severus, qual é a mensagem que Lord Voldemort tem para mim?


- Não... não há nenhuma mensagem. Eu estou aqui por conta própria. Eu venho com um pedido...


- Que pedido poderia um Comensal da Morte fazer a mim?


- A profecia...


- Ah, sim... quanto daquilo você relatou ao Lord?


- Tudo... tudo o que ouvi! - quase gritou Snape. - É por isso... é por causa da profecia que ele julga ser Lily Evans!


- Mas a profecia não se refere a uma mulher. Menciona um menino nascido no final de julho...


- O senhor sabe o que eu quero dizer! Ele acha que se refere ao filho dela... ele vai matá-la... vai matar a todos!


- Se ela ainda significa tanto assim pra você... - disse Dumbledore. - Você não poderia pedir ao seu Lord misericórdia para a mãe em troca do filho?


- Não... você não entende! Não... não é que eu ainda a ame. Se é que um dia eu a amei mais do que apenas como amiga... - Snape baixou a cabeça, falando mais para si do que para Dumbledore. - Lily foi uma grande amiga para mim... não posso suportar o fato de ser o assassino da família inteira dela!! - gritou ele.


- E o que você quer que eu faça? – perguntou Dumbledore, quase debochado.


- Esconda-os todos. Mantenha-os em segurança. Por favor.


- E o que você me dará em toca, Severus?


- Eu pensei... pensei em serví-lo...


- Servir-me? - Dumbledore riu, olhando atentamente para o rosto angustiado do homem feito de joelhos à sua frente que um dia fora um aluno aplicado. - Então, não é apenas pela segurança dos Potter que você veio à mim... o que aconteceu, Severus? Percebeu que esta não é exatamente a vida perfeita que você imaginava?


- Eu não suporto mais. - disse ele, rouco, o tom derrotado.


- Mas eu soube que o Lord lhe tem em grande estima. Nunca o manda para as frentes de batalha.


- Mas eu não quero mais isso pra mim... eu cansei de ver meu trabalho só causar desgraça... - Snape olhava para baixo, desolado.


- E quer servir à Ordem. - completou Dumbledore. - Posso lhe perguntar como pretende enganar seu Lord?


- Eu tenho um plano. - ele respirou fundo e levantou do chão, olhando para o diretor. - O Lord já acreditou e concordou, só falta o senhor também concordar.


- E qual é o plano?


- Eu serei espião para a Ordem dentro da fileiras do Lord...


- Da mesma forma que será espião para o Lord nas fileiras da Ordem. - interrompeu Dumbledore. - Mas de que lado você realmente estará, Severus?


- Do lado da Ordem.


- E como eu posso acreditar nisso?


- Não pode, não neste momento. - admitiu ele. - Mas eu quero uma chance de provar que você pode acreditar em mim.


- Eu admito que já havia cogitado lhe oferecer este tipo de plano, Severus. Eu sei que você não mudou tanto... - ele respirou fundo. - E quero, realmente, acreditar que o seu arrependimento é verdadeiro.


- Então... - e um brilho de esperança passou por negros.


- Então, meus parabéns, você acaba de ser contratado como Mestre de Poções e... Diretor da Sonserina. Se concordar, claro.


- Mas é claro que eu concordo! Admito até que eu merecia menos.


- Você sempre foi excelente em Poções, Severus, por favor, não seja modesto, esta não é uma característica sonserina.


- Obrigado, diretor.


- Faça valer minha confiança em você, Severus. - e ele se dirigiu para os portões que abriram magicamente. - Agora, se puder me acompanhar, tem uma certa sonserina que está ansiosa esperando pela nossa chegada. Ou melhor, esperando por você.


- Florence. - ele sorriu, levemente ao pensar nela.


- Exatamente.


E os dois homens se puseram a caminho do castelo. Harry foi seguí-los, o coração aos pulos, tentando digerir todas aquelas informações, mas a cena mudou outra vez. Um homem vestido de negro estava sentado em frente à mesa do diretor, as mãos nos olhos, os ombros sacudindo devido aos soluços do pranto que ele não sabia como conter.


- Você prometeu que os manteria seguros! - disse Snape, em meio aos soluços.


- Lily e James confiaram na pessoa errada. Eu tentei.


- Tentou. - bufou Snape, em desdém.


- Temos Harry para defender, agora, Severus. Vamos pensar nele.


- O garoto está seguro, o Lord se foi. - e as lágrimas iam se acalmando, apesar de os soluços continuarem.


- Não. Você sabe tão bem quanto eu que ele retornará... mais cedo ou mais tarde. E ele virá atrás do garoto. - disse Dumbledore, com um pesar que poderia ser identificado como falso por quem o conhecia bem.


- Pobre garoto. - disse Snape, perfurando Dumbledore com seus olhos negros, entendendo o que o velho queria dizer com aquele discurso de "vamos pensar no garoto." - Você usará ele, não é? Harry Potter será apenas mais um peão pra você movimentar.


- Eu entendo que você esteja sofrendo, Severus. Você amava Lily desde antes de Hogwarts. - mudou de assunto, Dumbledore.


- Não é por ter amado ela que eu choro! Mas sim porque eu sou o verdadeiro assassino dos Potter. Eu matei Lily e o marido dela, assim como condenei o garoto deles a ser perseguido pelo Lord das Trevas pelo resto da vida. Fui eu quem contou-lhe sobre a Profecia.


- Sim, foi você. - o velho diretor respirou fundo. - E você pode ser considerado, em parte, responsável pela morte deles.


E o silêncio se instalou na sala, cortado apenas pelo som dos fogos de artifício que eram soltados no vilarejo de Hogsmead e pelos soluços de Snape que voltavam, junto com as lágrimas.


A sala dissolveu-se. Harry estava na sala de uma casa, Florence, já a mulher que ele vira há pouco, estava sentada numa poltrona, vendo TV, uma enorme barriga de grávida. Ele caminhou pelo aposento e deu uma olhada nas fotos sobre a lareira, fotos de um casamento, onde ela era a noiva e o noivo era Snape. A cena mudou, Harry viu novamente aquela mesma sala de TV, Florence estava ali, sentada na mesma poltrona, mas sem mais a barriga de grávida. Agora Snape estava ali também e tinha um bebê nos braços. O menino se sentiu um intruso naquele momento, percebendo que nunca pensara que Snape poderia ter uma vida fora de Hogwarts. A cena nublou e clareou. Ele estava na sala de Dumbledore, outra vez.


- ...medíocre, arrogante como o pai, determinado a violar as regras, encantado por ser famoso, sempre buscando atenção e impertinente... – rosnava Snape.


- Você vê o que espera ver, Severus, - disse Dumbledore, sem tirar os olhos da cópia de


Transfiguração Hoje. - Outros professores disseram que o garoto é modesto, agradável, e razoavelmente talentoso. Particularmente, eu o achei uma criança encantadora. -Dumbledore mudou de página, e disse, sem levantar os olhos, - Fique de olho em Quirrel, ok?


Um redemoinho de cores, e agora tudo estava escuro, Snape e Dumbledore estavam


parados um pouco afastados do hall de entrada, enquanto os últimos retardatários do Baile de Inverno passavam para irem dormir.


- Bem? - murmurou Dumbledore.


- A Marca de Karkaroff também está ficando mais escura. Ele está em pânico, ele teme


represália; você sabe o quanto de informações ele passou ao Ministério após a queda do Lord das Trevas. - Snape olhou de lado para o perfil do nariz quebrado de Dumbledore. - Karkaroff pretende fugir se a Marca queimar.


- Pretende? - disse Dumbledore calmamente, ao mesmo tempo em que Fleur Delacour e


Roger Davies vinham sorrindo pelo terreno em frente. - E você tentará se juntar a ele?


- Não, - disse Snape, seus olhos negros pousando-se nas figuras de Fleur Delacour e Roger Davies. - Eu não sou um covarde.


- Não, - concordou Dumbledore. - Você é um homem muito mais corajoso do que Igor


Karkaroff. Você sabe, às vezes eu acho que nós Selecionamos cedo demais...


Ele partiu, deixando Snape, aparentemente abalado...


E agora Harry estava na sala do diretor novamente. Era noite, e Dumbledore afundava de lado na cadeira parecida com um trono atrás da mesa, aparentemente semi consciente. Sua mão direita caída para o lado, preta e queimada. Snape murmurava encantamentos, apontando sua varinha do pulso até a mão, enquanto com a mão esquerda ele segurava um cálice cheio de uma poção dourada espessa que derrubava pela garganta de Dumbledore. Após um momento, as pálpebras de Dumbledore pestanejaram e se abriram.


- Por que, - disse Snape, - por que você colocou aquele anel? Ele carrega um feitiço, certamente você percebeu isso. Por que você sequer o tocou?


O anel de Marvolo Gaunt estava em cima da mesa em frente a Dumbledore. Quebrado;


a espada de Griffyndor ao lado dele.


Dumbledore sorriu, murmurando:


- Eu... fui um tolo. Imensamente tentado...


- Tentado pelo quê?


Dumbledore não respondeu.


- É um milagre que você tenha conseguido retornar até aqui! - Snape parecia furioso. -


Aquele anel carrega um feitiço extremamente poderoso, contê-lo é o máximo que nós podemos fazer; Eu pausei a maldição em uma mão por enquanto...


Dumbledore levantou sua mão negra, sem uso, e a examinou com uma expressão de


interessante curiosidade.


- Você fez muito bem, Severus. Quanto tempo você acha que eu tenho?


O tom de Dumbledore era de conversa, como se ele estivesse perguntando sobre a previsão de tempo. Snape hesitou, e então disse:


- Eu não sei dizer. Talvez um ano. Não há encantamento para esse tipo de maldição que


reverta o processo para sempre. Ela se espalhará aos poucos, é do tipo de feitiço que ganha força com o tempo.


Dumbledore sorriu. A notícia de que ele tinha menos de um ano de vida parecia ter pouco ou nenhuma importância para ele.


- Eu sou um afortunado, extremamente afortunado, de ter você, Severus.


- Se tivesse me chamado um pouco mais cedo, eu talvez tivesse sido capaz de fazer mais, ganhar mais tempo para você! - disse Snape furioso. Ele olhou para o anel quebrado e a espada. - Você achou que quebrar o anel pudesse quebrar o feitiço?


- Alguma coisa assim... eu estava delirando, sem dúvida...- disse Dumbledore. Com esforço ele se endireitou na cadeira. - Bem, realmente, isso adianta bastante coisa. -Snape parecia altamente perplexo. Dumbledore sorriu. - Eu me refiro ao plano de Lorde Voldemort no que concerne a mim. O plano de querer que o garoto Malfoy me mate.


Snape sentou-se na cadeira na qual Harry freqüentemente ocupava, na mesa, em frente a Dumbledore. Harry poderia dizer que ele queria falar mais sobre o assunto da mão enfeitiçada de Dumbledore, mas o outro o interrompeu com uma educada recusa a discutir mais sobre isso.


Franzindo o cenho, Snape disse:


- O Lorde das Trevas não espera que Draco tenha êxito. Isso é apenas para punir Lucius pelos recentes fracassos. Uma longa tortura para os pais de Draco, enquanto eles assistem o garoto falhar e pagar o preço.


- Resumindo, o garoto tem uma sentença de morte pronunciada sobre ele assim como eu, - disse Dumbledore. - Agora, eu acredito que o sucessor natural para o trabalho, uma vez que Draco falhe, seja você?


Houve uma pequena pausa.


- Isso, eu acredito, é o plano do Lorde das Trevas. – disse Snape.


- Lorde Voldemort prevê um momento num futuro próximo em que não precisará de um


espião em Hogwarts?


- Ele acredita que em breve a escola estará nas mãos dele, sim.


- E se realmente isso acontecer, - disse Dumbledore, e quase, parecia, uma observação, - eu tenho a sua palavra de que você fará tudo que estiver ao seu alcance para proteger os estudantes de Hogwarts?


Snape assentiu firmemente.


- Mas eu estou menos preocupado comigo do que com vítimas acidentais que possam surgir através dos planos que ocorram ao garoto. – continuou o diretor. - Finalmente, é claro, há apenas uma coisa a ser feita para salvá-lo da ira de Lorde Voldemort.


Snape levantou as sobrancelhas e seu tom era sarcástico quando perguntou:


- Então você pretende deixar ele te matar?


- Certamente que não. Você deve me matar. Eu peço esse grande favor a você, Severus, porque a morte está vindo até mim tão certamente quando os Chudley Cannons ficarão em último lugar na liga deste ano. Eu confesso que prefiro uma partida rápida e indolor a um prolongado e bagunçado encontro, que poderia ser, por exemplo, se Greyback estiver envolvido. Ou a querida Belatriz, que gosta de brincar com a comida antes de comê-la.


Seu tom era leve, mas seus olhos azuis estudavam Snape da mesma forma com que,


freqüentemente, fazia com Harry, como se sua alma fosse visível a ele.


Por fim, Snape deu um breve aceno de cabeça. Dumbledore pareceu satisfeito.


- Obrigado, Severus...


A sala desapareceu. Harry sentia o coração batendo feito louco em seus ouvidos, tudo aquilo fazia um sentido louco!


Ele estava na Floresta Proibida agora, Dumbledore e Snape estavam ali.


- Após você me matar, Severus...


- Você se recusa a me contar tudo, e ainda espera esse pequeno serviço de mim! –resmungou Snape, e uma raiva real espalhou-se pelo seu rosto magro agora. - Você espera muito de mim Dumbledore! Talvez eu tenha mudado de idéia!


- Você me deu sua palavra, Severus. E já que estamos falando em serviços que você me deve, eu pensei que você tinha concordado em ficar de olho no seu jovem amigo da Sonserina?


Snape parecia furioso, rebelde. Dumbledore suspirou.


- Venha a minha sala hoje à noite, Severus, às onze, e você não poderá reclamar que eu não tenho confiança em você...


E eles estavam de volta à sala de Dumbledore, as janelas escuras, Fawkes quieta. Snape estava sentado, como que em choque, Dumbledore estava em pé, parado ao lado da cadeira do homem.


- Então o garoto... o garoto deve morrer? - perguntou Snape bastante calmo.


- E o próprio Voldemort deve fazer isso, Severus. Isso é essencial.


Outro silêncio longo. Harry balançou a cabeça como que atingido por um Confundus, não conseguindo realmente entender o que ele havia ouvido. Então Snape disse:


- Eu pensei... todos esses anos... que nós estávamos protegendo ele!


- Nós o protegemos porque é essencial ensiná-lo, fazê-lo crescer, deixá-lo testar suas forças, - disse Dumbledore, seus olhos fechados. - Enquanto isso, a conexão entre ele e Voldemort está cada vez mais forte, um crescimento parasitário. Às vezes eu acho que ele próprio suspeita disso. Se eu conheço Harry, ele terá se preparado e quando ele puser-se a caminho de sua morte, isso realmente significará o fim de Voldemort.


Dumbledore abriu os olhos. Snape parecia horrorizado.


- Você o manteve vivo para que ele pudesse morrer no momento certo?


- Não fique chocado, Severus. Quantos homens e mulheres você assistiu morrer?


- Ultimamente, somente aqueles os quais eu não pude salvar, - disse Snape. Ele se levantou. - Você me usou.


- Isso significa?


- Eu tenho espionado para você e mentido por você, me colocado em perigo mortal por


você. Tudo supostamente para manter o filho de Lílian Potter a salvo. Agora você me diz que esteve fazendo o garoto crescer como um porco para o matadouro...


- Isso é tocante, Severo, - disse Dumbledore sério. - Você passou a se importar com o


garoto, finalmente?


Snape não respondeu.


- Então, Florence realmente foi capaz de mudar algo aí dentro de você, não? – riu Dumbledore. – Ser pai lhe fez muito bem, meu filho.


Snape saiu da sala. A cena mudou. E a mesma sala de TV em que Harry vira Snape com o bebê no colo apareceu. Florence estava na poltrona, como antes, mas com a mesma roupa que ele a vira agora há pouco no meio da batalha. Uma olhada ao redor e ele viu novas fotos sobre a lareira e um armário que antes não havia ali. Pelo jeito o bebê havia crescido e o casal tivera outros dois filhos, totalizando, pelo o que ele via nas fotos, dois meninos e uma menina. A cabeça de Harry girava, ele não conseguia assimilar tudo aquilo.


As chamas da lareira crepitaram e Florence se levantou da poltrona, nervosa.


- Será hoje. – disse Snape, saindo da lareira, sério.


- Não, Sev, por favor, não vá. – murmurou Florence.


- Eu preciso estar lá.


- Eu tenho um mal pressentimento. E se você não voltar? – exasperou-se ela. – O que será de mim e das crianças? – lágrimas rolaram pelo belo rosto feminino.


Snape a abraçou.


Harry sentiu o peito pesar ao perceber que aquele homem estava morto, que deixara uma família. Teve muita pena de Florence.


- Eu vou voltar. – murmurou Snape. – Mas se isso não acontecer...


- Não! – ela o interrompeu. – Nem mesmo cogite isso! Sev... – ela o olhou nos olhos, acariciando-o no rosto, beijando-o os lábios suavemente. – Sev... eu estou grávida.


Snape olhou para a esposa. E Harry sentiu o coração saltar, a sensação de ser um intruso surgindo novamente. O menino viu o ex-professor tocar o ventre de Florence e a abraçar.


- Volte para nós, por favor. – murmurou Florence.


- Eu vou voltar. – disse Snape, firme.


E tudo mudou, Harry se sentiu sendo jogado para fora da Penseira, caindo sentado na cadeira em frente à mesa do diretor.


Ele deveria morrer, ele deveria aceitar a morte. Harry ficou encarando o tampo de madeira da mesa. Percebendo depois de um tempo que pensava em Snape, na família que ele construíra, em Florence perguntando a ele onde estava o marido. Teve pena dela, mais do que de si mesmo.


Harry levantou, decidido, sem querer protelar mais aquilo. Havia algo a ser feito.


&&&


Nota da autora: nossa, eu não consigo escrever algo que seja pequeno... eu queria que este fosse o último capítulo, mas como vocês podem ver, ficou maior do que eu previra, então estou separando ele em dois. O que significa que o próximo capítulo é realmente o último!


Neste aqui, como vocês perceberam, vimos cenas que foram retiradas diretamente de Relíquias da Morte, com váários cortes e adaptações, porque se eu colocasse tudo seria maçante (porque RdM é 80% maçante).


Enfim, espero que tenham gostado!


Eu gostaria de saber se há mais alguém que ainda não desistiu de mim. Manifestem-se!!

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