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17. Cap 17


Fic: NC-16 OBCECADO POR VOCÊ.LandaMS. Epílogo postado.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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_Draco? Dracoo?


Podia ouvir alguém me chamar e sabia quem era, mas não estava com coragem para abrir os olhos.


_O que quer Goyle?


_Não vai levantar? Vai se atrasar para a aula.


_Eu não vou. – Disse cobrindo a cabeça com a coberta.


_Mas hoje tem...


_ Você quer me deixar em paz? – Gritei sabendo que se falasse baixo ele não sairia de perto de mim.


_Vamos cara, deixe ele ai. Ele deve saber o que faz.


Crabbe apesar de burro e estabanado sempre teve mais semancol que Goyle. Ele sabia a hora que as coisas não estavam bem. Escutei os passos de ambos se afastando e suspirei, afinal não queria descontar neles minha frustração e raiva.


Fiquei embaixo das cobertas até escutar Zabini sair e fechar a porta. Ele devia estar extremamente desconfiado desse meu comportamento estranho. Mas até chegar a hora certa eu teria que a todo custo manter esse segredo de quem quer que fosse. Já tinha gente demais sabendo da minha paixão avassaladora por uma grifinória sangue-ruim. Mas isso não era problema nenhum, pois todos eram amigos dela e não lhe fariam mal algum. Muito diferente se qualquer um como a Pansy ou Zabini descobrisse. Seria um Mérlim nos acuda. Zabini com certeza daria com a língua nos dentes para o Lorde. E para me atingir qualquer um deles faria o impossível para por as mãos nela. Mas isso eu não poderia permitir nunca. Se alguém tivesse que se ferrar nessa história toda, esse alguém teria que ser só eu. Ela, jamais.


Pensar em tudo que estava acontecendo me deixava com muita dor de cabeça. Pensar em Hermione agravava ainda mais essa dor.


Eu não sabia o que era pior: lembrar dela nos momentos felizes que vivemos juntos?


Ou recordar seu rosto repleto de dor antes de sair daquela sala de aula?


Talvez os dois. O que eu tinha consciência era que viver sem ela não dava. Era tortura demais para uma pessoa só.


Joguei a coberta para o lado e levantei, estava na hora de tomar algumas providencias.


Fui até meu malão, peguei uma toalha e me encaminhei para o banheiro.


Tomei um banho caprichado, escovei os dentes, penteei os cabelos, fiz a barba que começava a crescer, voltei para o quarto e me vesti casualmente. Calça jeans e uma camiseta preta com mangas brancas que ganhei de presente da minha mãe na ultima vez em que a vi.


Fui até o criado mudo, peguei entre meu material escolar, pena, tinta e pergaminho. Sentei na única escrivaninha do quarto e comecei a escrever...


 


Oi Mãe.


Antes de tudo, estou morrendo de saudades da senhora.


Estou escrevendo para dizer que estou bem e para a senhora não se preocupar.


Fiquei sabendo do seu segredinho com meu padrinho. Mas não se altere, estou seguindo a risca meu plano. E espero que ele esteja concluído em breve. Mas não foi para lhe contar isso que estou escrevendo. Não sei como vou lhe contar sobre isso e espero sinceramente que a senhora entenda. Que analise a situação entes de me julgar. Eu só posso confiar na senhora nesse momento e no padrinho que já sabe de boa parte do que está acontecendo e sinto até que ele me apóia.


E tudo aconteceu tão rápido que quando me dei conta já estava envolvido até o pescoço, e não sabia mais como sair. Na verdade é tudo tão natural e ao mesmo tempo tão assombroso que não sei como agir.


O caso é que...


Por favor, diga que vai se controlar antes de continuar a ler. Ou melhor, prometa que irá se controlar antes de continuar, prometa como se eu estivesse ai com a senhora nesse exato momento.


Olha, por favor, não vai ter um ataque, pois não estou perto da senhora para ajudá-la. E não sei o que faria se te perdesse agora.


O caso é que...


O problema...


É que...


Nossa! Como é difícil contar isso...


 Mas vamos lá.


ESTOU APAIXONADO.


NÃO. APAIXONADO, NÃO. PERDIDAMENTE, COMPLETAMENTE E ABSULATAMENTE MORRENDO DE AMORES POR UMA GRIFINÓRIA SANGUE-RUIM.


Pronto. Falei.


Espero que a senhora tenha prometido que iria se controlar, pois não agüentaria saber que matei minha própria mãe com um infarto.


Bom. Espero que entenda meu lado e que me perdoe, mas eu não consegui resistir aos encantos dela, e pode desfazer essa cara de quem diz: “Ele só pode estar enfeitiçado por uma amortentia”.


Ele não me enfeitiçou assim. É amor de verdade. Dos mais puros. Dos que jamais ouvi falar. Só quem sente é que sabe como é.


Sei também que a senhora deve estar pensando em me deserdar nesse momento, mas quer saber? Não vou me opor. Dinheiro não faz mais tanta diferença assim para mim. O que importa agora é o que eu estou sentindo e pode apostar, nenhum dinheiro no mundo compraria meu amor por ela.


Bom. Agora que contei sobre meus sentimentos, vou me despedir.


E se não for pedir muito, gostaria que esse segredo ficasse apenas entre nós dois. É muito perigoso que mais alguém por aí saiba dele. Eu não quero causar problemas, apenas peço que não conte a ninguém. Se quiser me responder use a coruja que lhe enviei esta carta. E mais uma vez peço seu perdão.


 


Um beijo.


 


Ps: Eu amo a senhora.


 


 


Terminei de escrever a carta e me senti um pouco estranho. Imaginar como minha mãe reagiria a minha confissão estava sendo um pouco desgastante.


Calcei os tênis e fui direto para o corujau enviar a carta. Procurei ser o mais breve possível, pois não queria que ninguém me visse zanzando pelo castelo. Peguei uma coruja qualquer e ordenei que a carta chegasse diretamente nas mãos de minha mãe.


No caminho de volta, meu estômago roncou. E embora eu não quisesse me alimentar, resolvi que teria que ter forças para conquistar a confiança dela outra vez e passar fome não ajudaria em nada, pelo contrário, me prejudicaria.


Segui até a cozinha, fiz cócegas no quadro que liberava a entrada e me deparei com um movimento enorme no local. Panelas voavam de um lado para outro, pilhas e mais pilhas de xícaras e pratos eram lavados nas cinco pias existentes ali. Panos secavam louças por toda parte, elfos andavam de um lado para o outro administrando magia para todos os objetos que flutuavam, lavavam, secavam ou ferviam nos fogões disponibilizados em outra parte mais afastada das pias.


Eu caminhei em meio ao tumulto, e atravessei a cozinha, me desviando de toda aquela confusão até o outro lado onde tinha avistado uma fruteira abastecida.


Desviei-me de uma panela que quase acertou minha cabeça, sorte que me abaixei a tempo.


Um elfo ajeitava as frutas em outra travessa e não percebeu que eu me aproximava.


_Posso pegar uma?


O elfo se virou dizendo:


_Claro meu senhor...


Porem a voz do elfo morreu na garganta quando ele viu quem era.


_Senhor Malfoy? – O elfo perguntou espantado.


Tudo aconteceu de repente.


A cozinha toda parou. Não havia um movimento em nenhum lugar se quer que vocês possam imaginar. A sensação era como se alguém tivesse lançado um feitiço paralisante no local. O único que se movia era eu. Todos os elfos me encaravam como se eu fosse o Lorde das Trevas. Credo. Foi uma cena um pouco bizarra.


_Olá Dobby. Como vai? – Articulei a pergunta, tentando soar naturalmente.


_O que o senhor faz aqui? A cozinha não é lugar para um nobre como o senhor.


_Relaxa Dobby. Só vim pegar umas frutas.


_Poderia ter chamado alguns de nós. Embora não seja mais seu escravo, porque Dobby agora é um elfo livre, graças ao senhor Harry Potter. Dobby poderia ter levado frutas para o senhor no grande salão.


_Eu não queria incomodar.


Dobby me olhou como se não me reconhecesse mais.


Eu me senti desconfortável com isso.


_Ahm, Dobby pode pedir para os outros voltarem a trabalhar?


_Não senhor. Dobby pede desculpas, mas um elfo não pode dar ordens aos outros elfos. Só os bruxos podem fazer isso.


Entendendo o recado, dei um passo à frente e articulei a ordem:


_Podem continuar seus deveres. Finjam que não estou aqui – todo o movimento voltou ao ambiente em questão de segundos. – Obrigado.


Agradeci, mas duvido que eles tenham ouvido. Estava muito barulhento aquele lugar.


O único que não voltou a trabalhar foi Dobby.


_Você não vai continuar seu trabalho?


_Não senhor. Com todo respeito, mas Dobby não recebe mais ordens suas, e nem da família Malfoy.


_Já sei, já sei. Dobby é um elfo livre. – Fiz um falsete, tentando imitar a voz dele. –Graças ao senhor Harry Potter. Não precisa repetir, eu já entendi.


Ele não disse mais nada, apenas assentiu com a cabeça.


_Ta bom, “senhor elfo livre”, o que me recomenda?


Eu não acredito que eu tô fazendo isso. Pensei, e quase gargalhei com o pensamento.


Ele pareceu se animar com a idéia de me ajudar na tarefa de escolher algumas frutas.


_Ah, Dobby recomenda, laranja, esta doce, mas tem também pêra que está suculenta... Tem maçã verde... Kiwi que esta maduro... Banana que tem potássio e bom para os ossos... Tem uva também... Se o senhor quiser mando preparar um suco ou uma vitamina de abacate.


_ Um suco de abacaxi com hortelã seria legal, obrigado.


Ele saiu apressado para um lado da cozinha e me deixou sozinho. Por mais que ele não recebesse mais ordens minhas continuava muito prestativo para um elfo livre. Imaginei que fosse alguma coisa com aquela cozinha.


Enquanto ele não voltava, eu aproveitei para pegar duas maças, duas bananas, duas pêras, dois kiwis, dois cachos de uvas e uma dezena de morangos que estavam na outra cesta de frutas. Iria começar meu plano Reconquistar Hermione naquela tarde.


Dobby voltou com meu suco em poucos minutos.


_Obrigado Dobby. – Falei pegando o copo com mão livre, já que a outra estava ocupada segurando a cesta de frutas.


_O senhor Malfoy parece triste. – Dobby falou-me avaliando.


Quase engasguei com o suco.


_O que disse?


_O senhor parece triste. – Ele repetiu com mais firmeza dessa vez.


Depois que ficou livre, Dobby parecia não ter medo de enfrentar quem lhe era superior. Sua confiança chegava a ser contagiante.


Por um instante fiquei com vontade manda-lo calar a boca, mas não era isso que eu tinha vontade de fazer. Embora soubesse que ele não me obedeceria.


_O que te faz pensar que pareço triste? – Perguntei tentando soar indiferente.


_Eu o conheço desde que nasceu senhor. E por isso, por conhecê-lo tão bem é que sei que está triste.


_Pois então guarde seu conhecimento com você e me deixe em paz. – Fui rude, pois não poderia me abrir com mais ninguém. Era arriscado demais.


_Me desculpe senhor. Não quis ser entremetido, apenas quis fazer uma comparação.


_Comparação? – Perguntei ficando curioso. – Que tipo de comparação?


_Não é nada senhor. Dobby não devia ter aberto a boca.


_Pois agora que abriu termine. – Falei, tentando parecer que não ordenava.


_É que os bruxos parecem ter sentimentos parecidos. – Fiquei quieto esperando que ele continuasse. Sabia que se não o interrompesse ele falaria muito mais do que fora pedido. – Hoje de manhã a amiga de Harry Potter... A senhorita Hermione Granger esteve aqui, e ela estava muito triste, assim como o senhor está agora, a diferença é que ela chorava. Dobby tentou conversar com ela, saber o que tinha acontecido, mas ela não quis dizer a Dobby. Dobby ficou com o coração partido por ver tal anjo chorar. Por que para Dobby ela sempre foi um anjo. Ela sempre tratou Dobby com muito carinho. Ela diz que quer ver todos os elfos livres. Muitos aqui não gostam dela por causa dessa idéia de libertar os elfos, mas alguns gostam, e Dobby é um deles. Mas ela estava triste e isso fez Dobby ficar triste também. A amiga de Harry Potter é muito legal e Dobby não gosta de vê-la triste e chorando...


Enquanto ele falava, meu cérebro absorvia apenas a metade do que ele estava dizendo. Teria Hermione revelado seus sentimentos para ele? Será que Dobby contaria a mim se ela tivesse lhe dito?


_... Então Dobby acha que vocês têm sentimentos parecidos por isso...


_Dobby? Você saberia me dizer se a Granger disse alguma coisa a respeito da festa de sábado?


Ele se calou a menção da minha pergunta que tentei com que soasse desprenteciosa.


_Não. Ela não mencionou nada a respeito da festa, não senhor.


A resposta dele me decepcionou um pouco, mas isso só fez com que minha curiosidade ficasse mais aguçada.


Teria que descobrir mais alguma coisa, e sabia exatamente a quem perguntar. Quem sabe ela até poderia me ajudar a reconquistar minha Moranguinho. O problema seria encontrar essa pessoa sozinha por aí. Ela nunca desgrudava do namorado e do irmão.


Mas eu teria que dar um jeito para que esse encontro acontecesse. Depositei o copo de suco quase vazio na mesa onde se encontravam as fruteiras e me despedindo de Dobby sai da cozinha carregando meus suprimentos. Desviei de mais utensílios até a porta de saída e voltei pelo mesmo caminho que me levou a cozinha e desci para as masmorras. No caminho fui pensando que o melhor momento seria abordar a Weasley na hora do almoço. Ela tinha o hábito de terminar de comer e sair para ir ao banheiro, depois voltava e esperava os outros terminarem só para ter mais uns minutinhos com o namorado na hora do almoço, pois ela sabia que quando chegasse a hora de voltar as aulas eles se separariam e só se veriam a noite. E eu não poderia esperar, eu não agüentaria esperar, até que voltasse às aulas da tarde para encontrá-la sozinha por ai. Também não poderia correr o risco de que alguém nos visse juntos. Naquela hora era o momento perfeito, todos estavam no salão e o risco era muito menor.


No quarto, coloquei a cesta em cima do meu criado mudo e sentei na cama. Mordi uma pêra enquanto tentava encontrar falhas no meu plano de abordar a Weasley no almoço. Dando de ombros, deduzi que só precisava de sorte para que nada desse errado.


Deitei de costas na cama, apoiando a cabeça com a mão que se encontrava desocupada, deixando os pés para fora. Dei mais uma mordida na fruta e suspirei pesadamente


_Que Mérlim me ajude.


Quando estava quase terminando a pêra, ouvi um piado na janela do quarto. Ao virar a cabeça, notei que era a mesma coruja ao qual ordenara que entregasse a carta a minha mãe.


Ergui-me rapidamente. A coruja batia as asas tentando achar uma posição confortável na janela.


Ao me aproximar para pegar o envelope a coruja saltou para dentro do quarto indo se empoleirar no encosto da cadeira mais próxima.


Ela esticou a cabeça na minha direção e eu peguei o envelope que ela carregava no bico.


A letra bem fina e inclinada não era da minha mãe, mas a coruja que levara a carta até minha mãe era a mesma, disso eu tinha certeza. Peguei a carta e a abri.


 


Senhor Malfoy,


 


Desculpe incomodá-lo há essa hora, mas gostaria que comparecesse a minha sala neste momento. É um assunto de suma importância.


 


Alvo Dumbledore


 


Não era bem uma carta e sim um bilhete. E pela intensidade das palavras, algo me dizia que não era algo de bom o que me esperava na sala do diretor.


Andei pelo quarto tentando decidir se ia ou não a sala de Dumbledore.


_Que droga! – Praguejei, decidindo ir de uma vez saber o que o diretor queria comigo.


 


(...)


 


Peguei o mesmo caminho que fiz com Hermione e os amigos dela para a sala da diretoria. Ter decorado o caminho que fizemos, facilitou muito minha ida até o andar da gárgula que escondia a passagem que dava acesso à sala.


Respirei fundo antes de bater e a porta se abrir, permitindo minha entrada.


Parei estancado no lugar, quando as duas pessoas que se encontravam na sala me fitaram.


_Oh, ai está ele. – Dumbledore falou como se tentasse convencer a pessoa que estava com ele que eu não ia demorar muito a chegar. – Vamos jovem Malfoy. Entre. – Ele me convidou, pois via que eu não me mexia. – Vocês têm muito que conversar.


Meus olhos estavam grudados nela. Assim como os dela me analisavam profundamente.


Por um momento tentei ler sua mente, mas algo me impedia de invadi-la. Dava para sentir que seu corpo emanava uma aura diferente, coisa que nunca senti antes.


Talvez porque nunca a tinha visto tão séria comigo.


_Mãe? – Chamei quase que inconsciente. Minha voz parecia estar em outro corpo e não no meu.


_O senhor poderia fazer a gentileza de nos deixar a sós diretor? – Ela perguntou ao diretor sem desgrudar os olhos de mim.


Dumbledore percebendo que estava sobrando por ali, e agindo como um verdadeiro cavalheiro assentiu.


_Oh, mas é claro. – Ele falou se encaminhando para a porta, onde eu ainda estava parado. – Fiquem a vontade, estarei no fim do corredor se precisarem de mim.


_Obrigada. – Minha mãe respondeu.


Dumbledore passou por mim e fechou a porta me deixando sozinho com minha mãe e um silêncio enlouquecedor.


Os segundos passavam como se fossem lesmas. Minha garganta estava seca e a voz parecia ter sumido de vez.


Narcisa era uma mulher imponente. Ela ostentava jóias que nenhuma outra família ostentaria na vida. Só o pingente que ela carregava no pescoço valia uma fortuna em galeões de ouro. A roupa então? Feita pelo melhor design de moda bruxo que já houve.


Sem dizer uma palavra, ela se sentou em uma das poltronas e acenou para que eu fizesse o mesmo.


Caminhei como um zumbi até ela e me sentei na poltrona que ficava em frente.


Ela me olhava, mas eu não conseguia encara-la. Era uma situação um tanto quanto constrangedora. Eu nunca imaginei que minha carta fizesse com que minha mãe se deslocasse da nossa casa até a escola só para falar comigo.


_Muito bem Draco...


_Mãe eu...


_Eu ainda não terminei Draco Lucius. – Ela me cortou se levantando da poltrona e se afastando um pouco de onde estávamos.


Pronto! Quando ela me chamava pelo nome composto, podia esperar que lá vinha bronca.


_Apaixonado por uma sangue-ruim? Eu podia esperar tudo de você meu filho, menos isto. O que aconteceu com a sua simpatia pela filha dos Parkinson?


Só de lembrar que por causa da Pansy, Hermione estava brigado comigo, me subiu uma raiva...


_Eu não amo a Parkinson mãe. – Falei me levantando também. – Eu amo a Hermione.


Ela me olhou chocada.


_Hermione? Hermione Granger? – ela grunhiu escadalosamente. – A garota que você sempre falava mal durante as ferias? A amiga de Harry Potter e do traidor do sangue, filho dos Weasley?


_Sim. Essa mesmo.


_E posso saber o que essa garota tem que fez você mudar sua opinião sobre ela? – ela perguntou.


_Ela tem tudo – disse firme. – Eu nunca estive tão feliz nesses últimos dois meses. – embora naquele momento eu não estivesse muito feliz. – Ela é uma parte do ar que eu respiro e...


_Bobagem. –Ela me interrompeu bruscamente.


_Não é bobagem mãe. – Disse categórico. – É amor. A senhora sabe muito bem o que é isso. Afinal a senhora se apaixonou por aquele homem infeliz que hoje em dia sou obrigado a chamar de pai.


Ao mencionar Lucius ela se virou rapidamente na minha direção e seu rosto transmitiu toda a dor de ter um homem como meu pai atrás das grades.


Alguém com o nosso sobrenome não deveria se envolver em um escândalo como esse – pelo menos era o que mamãe achava. O que ela esquecia era que: estar evolvido com Voldemort era ter o nome na lama pelo resto da vida. Ninguém nunca esqueceria que ele era um de seus seguidores. Por isso eu não queria me tornar um também.


_Cuidado com a língua Draco. Ele é seu pai e você têm de respeitá-lo.


_Respeitá-lo por que? – Disse ficando mais exaltado. – Um homem como ele não merece respeito de ninguém. Muito menos de mim. – Eu não queria ter jogado isso na cara dela, mas ela estava dificultando as coisas para meu lado. Então não tive outra saída. – Uma pessoa que prefere dedicar sua vida a alguém que nem ao menos è um sangue puro; e olha que isso para mim não faz a menor diferença agora; mas que obriga sua esposa e seu filho a fazerem o mesmo não merece respeito de absolutamente ninguém. Além do mais, ele, junto com o Lorde, estão tentando destruir o mundo em que Hermione nasceu e isso eu não vou permitir.


_Você não pode se voltar contra sua família por causa dessa sangue ruim... – Ela disse indignada e ao mesmo tempo exasperada.


_Não fale assim dela – eu a interrompi com um grito. – Ela é muito mais “pura” que todos nós juntos. – Disse num rompante de raiva.


Minha raiva era tanta que levei alguns segundos para perceber que minha mãe estava branca como uma nuvem. Talvez eu não devesse ter gritado.


_Mãe!? – Falei me aproximando desesperado, enquanto via-a desfalecer aos poucos. Sua mão se apoiava no encosto da cadeira, por isso ela não tinha ido cumprimentar o chão... Ainda. – Mamãe!?


Foi o tempo de me aproximar e passar o braço em volta de sua cintura para segura-la e ela desfalecer de vez.


_Mamãe! – Fui com ela ao chão com cuidado, pois não agüentaria ficar com o corpo dela suspenso no ar por muito tempo. Eu mesmo não me agüentava em pé. Estava com o corpo entorpecido. As pernas estavam bambas e eu quase as não sentia. – Mãe!?


Ouvi a porta da sala se abrir de repente. Eu sabia quem era por isso já fui logo pedindo ajuda.


_Diretor me ajude, por favor. – Virei à cabeça na sua direção. - Ela desmaiou.


 


(...)


 


Eu fazia companhia para minha mãe na ala hospitalar a mais de seis horas. Tinha perdido o almoço, pois me recusara a sair do lado dela. Agora ela dormia porque Madame Ponfrey a medicara com uma poção bastante poderosa. Descobrir que ela sofria de uma doença rara no coração, que atingia tanto trouxas como bruxos, me fizera ficar ainda mai preocupado. Ponfrey dissera que ela ficaria bem e que a doença não estava em estagio avançado me aliviara. Mas apenas um pouco. Mamãe só teria que tomar alguns remédios se quisesse se manter viva por um longo tempo.


Agora, sentado ali naquela cadeira, eu me perguntava se tudo valeria à pena?


Meu olhar se ergueu na direção da porta no momento em que ela se abriu.


SIM. Tudo valia à pena. Agora mais do que nunca.


O cabelo dela balançava de acordo com os passos que ela dava. Meu coração se encheu de felicidade quando a vi.


Ela trazia nas mãos uma bandeja com comida.


Ergui-me antes dela se aproximar mais.


Ela parou perto de uma mesinha próxima e observou minha mãe no leito antes de olhar para meu rosto.


Eu quis sorrir, mas algo me impediu. Talvez sua cara séria.


_Oi.


Ela me cumprimentou num sussurro de voz.


_Oi.


Quase não acreditei quando a vi passar pelas portas. Minha vontade foi de correr e abraçá-la, mas refreei-me, pois sabia que ela não aprovaria meu carinho naquele momento. Fazia quase dois dias que eu não a via. Se saudade matasse, eu estaria morto. Queria poder abraçá-la, beijá-la até perder o ar, e depois dizer que eu enfrentaria o mundo por nós dois. Embora eu já estivesse enfrentado. Minha mãe estava ali naquela cama por causa do amor incontrolável que eu sentia por Hermione.


Sussurrávamos, pois minha mãe dormia apenas.


_Como ela esta?


Olhei para o rosto de minha mãe adormecido na cama. Ela parecia tranqüila.


_Bem melhor. Obrigado. – Respondi voltando minha atenção para Hermione.


_Que bom – ela falou.


Um silêncio se instalou entre nós, mas foi Hermione quem o quebrou.


_Me pediram para trazer isso para você.


Ela gesticulou em direção a bandeja com o lanche.


_Obrigado.


Por que quando se está em situações como essa, nosso corpo não reage da maneira adequada?


Eu não estava conseguido dizer mais do que frases monossilábicas. E isso não estava ajudando muito. Queria saber como ela estava? E se ela tinha pensado melhor sobre o que houve na noite do baile? Ou se queria conversar sobre o que aconteceu?  Tinha saudades minhas como eu estava dela?


Tudo isso passava na minha cabeça. Mas será que na dela também passava tudo isso? 


Olhar dentro de seus olhos castanhos só fazia com que eu a desejasse perto de mim pelo resto da vida e acho que nada nem  ninguém mudaria isso dentro de mim.


Sem perceber eu havia me aproximado dela.


Nossos rostos a centímetros um do outro. Podia notar todas as nuances de marrom que compunham o tom castanho dos seus olhos. Ela me encarava na mesma intensidade. Ela se mexeu e percebi que queria se afastar.


_Acho melhor eu ir... – ela sussurrou sem quebrar o contato visual.


 E antes que ela pudesse realizar o ato – embora eu duvidasse muito que ela quisesse – eu murmurei um “espera” e a puxei lentamente para um beijo.


 


Continua...


 


(N/A) Gente, antes que vcs queiram me mandar varias maldições imperdoáveis, quero dizer que meu computador deu um problema e então estava escrevendo aos pouquinhos na hora do almoço no meu trabalho, escondido do chefe para não deixar vcs na mão, mas agora não vou mais poder fazer isso.. E também quero agradecer a todos os que comentaram e vêem comentando ao longo da fic. E dizer que agora os atrasados vão poder ser atualizar sem pressa. Espero estar agradando, pois quando comecei essa fic jamais imaginei que chegaria tão longe. Não sabia que era tão complicado escrever em primeira pessoa e ainda por cima de cabeça. Quando termino os caps fico com a cabeça doendo e já imaginando como devo continuar o próximo sem perder o foco.  Mas gente tenho uma noticia um pouco ruim para dar. Vou ficar sem escrever por um tempinho, mas olha é só por um tempinho mesmo, até eu dar um jeito no meu computador que pifou e não ta querendo salvar meus textos, mas não se preocupem, logo,logo volto a escrever, assim que meu pc ficar pronto, até vou deixar um cap novinho pra vcs. Por isso gostaria que vcs comentassem e me dissessem o que estão achando.


Bjos a todos e aguardando seu comentário.


 


(N\B) HÁ’ *-* adorei o capítulo, e o final é realmente de querer matar a Landa, mas naum matem não! Se não, quem vai continuar a fic¿ ushasuhuashusa bom, amo esses dois *-* eeeee...


COMENTEM =)


 

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Comentários: 1

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Enviado por Lana Silva em 13/10/2011

Ameiiiiiiiiiiiiii o capitulo bem que a Narcisa poderia ficar do lado deles...

Nota: 5

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