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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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39. Capítulo 39


Fic: O preço do amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 39


“Deixe ver se eu entendi direito,” Ginny perguntou quando ela aterrisou no campo de Quadribol ao lado de seu irmão e do melhor amigo dele e desmontaram de suas vassouras. “Hermione admitiu que você estava atrás de seu jogo de xadrez, e então mentiu pra ele sobre mim?”


“Exatamente,” Ron declarou, atirando sua vassoura sobre seu ombro e marchando para fora do campo, ansioso para voltar para o castelo antes que eles perdessem inteiramente o almoço. Eles estiveram praticando a maior parte da manhã e ele estava faminto. Todavia, ele tinha estado relutante em abandonar sua vassoura até o último momento possível. Tinha se passado tanto tempo desde que ele tinha voado e definitivamente ele precisava treinar bastante suas jogadas como goleiro.  Os testes para os times das casas iam começar no sábado seguinte e  mesmo que ele não  precisasse provar a si mesmo, ele teria que se provar diante de todos que almejavam as duas posições de artilheiro disponíveis.  Por sorte uma dessas pessoas era sua irmã, o que significava que eles iriam ajudar um ao outro. Eles já tinham combinado de gastar a próxima semana praticando juntos toda vez que eles encontrassem um tempo.


“Mas por quê?” Ginny perguntou.


 


“Porque ela pode,” seu irmão riu.


“Não eu estou falando sério, Ron,” ela insistiu. “Por que contar a verdade sobre você e então mentir para ele sobre mim? Por que somente não mentiu sobre nós dois?”


“Como eu posso saber?”


“Era óbvio que Ron estava atrás de alguma coisa,” Harry entrou na conversa. “Ele mesmo admitiu isso quando Moody perguntou a ele se precisava usar o banheiro. Então, realmente, qual era o ponto principal? Ele teria sabido que ela estava mentindo sobre Ron.  Mas ele não tinha certeza sobre você.”


“Você acha que ela estava brincando com ele?” Ginny perguntou com um pequeno sorriso.


“Não. Bem, talvez um pouco,” Harry admitiu. “Mas eu suspeito que foi mais um teste para ela mesma. Vocês sabem como ela é,” ele continuou, correndo seus dedos por seus cabelos desgrenhados pelo vento esperando fazê-los assentar um pouco, “Moody dominou-a para ver se ela podia ou não se livrar daquela maldita coisa, só que ela tinha o seu próprio plano...”


“É, isso foi uma surpresa,” Ron gargalhou. “Quem iria ao menos suspeitar disso?”


“...e ela permaneceu sob o domínio para ver se podia mentir e ser bastante convincente, para enganá-lo. Então, o que você acha?” Harry perguntou, voltando a questão para Ron. “Você acha que ele teria comprado isso se você não tivesse começado a rir?”


“Eu não ri,” Ron devolveu defensivamente. “Eu só resfoleguei um pouco.”


"Mas você entregou-a."


“Não intencionalmente.”


“Então, o que ela fez quando você ‘resfolegou’?” Ginny perguntou, enquanto eles lentamente faziam seu caminho de volta para o castelo.


“Nada,” Ron respondeu. “Ela só permaneceu ali com aquele olhar vazio em seu rosto falando mentira sobre mentira,”  ele continuou,  sussurrando a despeito do fato deles ainda estarem nos jardins e ninguém mais ser capaz de ouví-los secretamente.


“O que Moody fez?” Ginny pressionou.


"O que ele podia fazer?" Ron gargalhou. "Ele estudou o rosto dela por cerca de um minuto, então ele murmurou algo sobre as malditas partições, e liberou-a ele mesmo."


“Me lembre de pedir a ela para me ensinar esse truque.”


“Você não precisa de nenhuma lição,” Ron retrucou rapidamente. “Você pode ser tão falsa quanto uma peruca, eu tenho visto você."


“Eu?” Ginny perguntou inocentemente.


"É, exatamente assim," seu irmão replicou, apontando para ele enquanto falava. "Ela é uma pequena atriz, essa aí," ele falou para Harry. "Primeiro ela age como se fosse inocente, então ela olha a todos em choque, e a próxima coisa que você sabe é que ela canta para a mammãe alguma canção sobre como aquilo não foi culpa dela, e é exatamente assim, que eu sou o único a desgonomizar o jardim."


"Eu não o responsabilizo pelas coisas," Ginny respondeu, soando seriamente afrontada. "Isso é algo que Fred e George fazem."


"Eles te ensinaram direitinho, não foi?"


"Melhor eles que você, obviamente. Você sempre entrega quando estão fazendo alguma coisa. Isso fica escrito na sua cara. Você é igual ao papai. Talvez você e Harry possam pedir algumas aulas para Hermione."


“Eu?” Harry disse, virando seu rosto atordoado para o de Ginny.


“O que?” ela perguntou, “Você é tão patético quanto ele,” ela falou, apontando para seu irmão.


“Como é!” Ron exclamou ressentido. “Talvez nós só não queremos ser grandes mentirosos.”


“Minhas orelhas não ficam vermelhas, ficam?”


“EI!” Ron guinchou, cobrindo suas orelhas com as mãos enquanto ele encarava seu melhor amigo. “De que lado você está afinal?”


"Bem, elas traem você."


"Oh, cale a boca.”


“Não mande-o calar a boca,” Ginny devolveu.


“Ele é meu amigo. Eu falo para ele o que eu quiser.”


“Ele é meu amigo também então seria prudente ver o que você fala."


“Eu continuou parado aqui, vocês sabiam?” Harry cortou, tentando sem sucesso reprimir seu sorriso. Ele não podia ajudar, mas notou a usual briga divertida deles. Isso era diferente das brigas que Ron tinha com Hermione. Não tinha veneno verdadeiro por trás das palavras deles; eles falavam com humor. Não teria ali nenhum sentimento ferido dessa vez. Ginny não iria se enfurecer e se recusar a falar com eles. De qualquer forma, ela parecia estar gostando do seu joguinho. E só levou alguns momentos para Harry perceber que isso era na verdade um jogo. Mais uma das coisas de irmãos deles.


“Ele se tornou meu amigo primeiro,” Ron argumentou.


“Grande merda,” sua irmã retorquiu, levando Harry às gargalhadas.


"Vá conseguir seus próprios benditos amigos."


"Eu prefiro roubar os seus."


“Oh então você admite isso também? Não somente você é uma mentirosa, você é igualmente uma ladra. Mamãe não ficaria orgulhosa?”


“É como papai sempre diz, ‘o que mamãe não sabe não a machuca’.”


“Ou você.”


“É. Mas sériamente, Harry,” Ginny falou, tornando-se controlada numa velocidade recorde. “Você poderia ver se Hermione pode ensiná-lo a fazer essa coisa de partição. Isso pode ajudar você na Oclumência.”


“Como diabos você sabe sobre isso?” Ron perguntou, ficando sério ele mesmo e olhando sua irmã suspeitosamente.


“Bem tem uma invenção engenhosa que nossos irmãos criaram chamada Orelhas Extensíveis,” ela devolveu sarcasticamente.


“Então nós podemos adicionar espiando e espreitando na sua lista.”


“Como se você não fizesse.”


“Isso é diferente.”


“Por quê?”


“Porque sou eu.”


“Bem, nesse caso, desde que sou eu,  suponho que eu estou admitindo que faço isso também.”


“Ginny,” Ron grunhiu enquanto os três subiam as escadarias e passavam pelas portas de carvalho para entrar no Salão Principal. “Sério, como você descobriu sobre isso?”


“Eu ouvi Harry contando a você e Hermione sobre isso no Largo Grimmauld,” ela admitiu num sussurro.


“Espere... você... o quê? Quando?”


"Aquela noite no jantar, logo depois da visita de Snape durante as férias de Natal. Apenas porque vocês se esqueceram que eu estava sentada à mesa," ela contou ao seu irmão, "não siginifica que eu tivesse desaparecido ou coisa assim."


"Nós estávamos sussurrando."


"É e eu estava sentada diretamente de frente pra você. Você pensa que eu não vou notar vocês três cochichando?"


"Você não contou nada a ninguém, contou?" Ron perguntou quando eles se aproximaram da deserta mesa da Grifinória e sentaram para almoçar.


"É claro que não. Que tipo de idiota você pensa que eu sou? Eu sei manter segredo," Ginny falou propositalmente.


“É, tudo bem,” seu irmão disse suavemente. “Eu reconheço que você sabe. Só não importune ele sobre isso, ok. Ele já tem o bastante disso de Hermione.”


“Falando da bruxa,” Harry murmurou. “Nós estamos encrencados sabia? Ela não vai ficar feliz por nós termos gastado a manhã inteira jogando quadribol.”


“Nem me lembre,” Ron grunhiu ao amontoar comidas no seu prato. “A menos que você tenha trabalhado no seu ensaio de D.C.A.T. a noite passada enquanto eu estava na detenção,” ele adicionou antes de atacar um pedaço de galinha. “Eu nem mesmo comecei o meu.”


********************


“Hermione?” Ron falou enquanto empurrava seu trabalho de casa terminado de Transfiguração para dentro de seu livro, levantava-se da poltrona, e sentava-se cuidadosamente  no braço da cadeira estofada em que ela se enrolara.


“Não,” ela respondeu firmemente, cortando-o antes que ele pudesse terminar.


“Mas...”


“Não!”


“Você nem mesmo sabe o que eu ia perguntar.”


“Oh,  por favor,” Hermione suspirou, nem se dando ao trabalho de tirar os olhos do livro. “Você quer ajuda com seu ensaio de Defesa Contra as Artes das Trevas.”


“Não,” Ron devolveu, a despeito do faro dela estar certa. “Eu ia perguntar a você o que você estava lendo.”


“Uh huh.”


"Eu ia."


“Bem, nesse caso, eu estou lendo um livro.”


“Isso eu posso ver. Mas por quê? Você terminou com todo seu trabalho de casa, certo?”


“Sim. Ao contrário de algumas pessoas.”


“Bem, já que você trouxe o assunto à tona, você poderia me ajudar?”


“Não.”


“Por favor,” ele suplicou, erguendo-se da cadeira e ajoelhando-se no chão em frente à ela.


“Absolutamente não,” ela respondeu, determinada a não olhar para ele, pois sabia que no instante que ela o fizesse, cederia.


“Ah vamos, Mione,” Ron implorou baixinho. Era tarde e o salão comunal estava quase vazio, mas ele ainda não queria que ninguém, como Harry, que estava estudando numa mesa próxima, pegasse-o usando um apelido carinhoso.


“Não use 'Mione' comigo,” ela sussurrou de volta, severamente. “Foi você que gastou o dia inteiro com a sua vassoura,” adicionou com um tom de voz irritado.


“Nós estávamos ajudando Ginny,” Ron protestou soando um tanto insultado. “Que tipo de irmão eu seria se me recusasse a judar minha irmã?” AH! Quero ver você sair dessa.


“Ela pediu, especificamente a você, que a ajudasse a treinar?”


MALDIÇÃO!


“Ou isso foi idéia sua?”


“Eu acho que foi idéia do Harry, na verdade.”


“Oh obrigado,” Harry murmurou enquanto continuava a  rabiscar no  pedaço de pergaminho aberto na frente dele.


“É mesmo, bem, Harry praticamente já terminou seu ensaio. Você nem mesmo começou.”


"Não foi minha culpa nós termos detenção,” Ron choramingou. “Bem, não foi,” ele insistiu quando não obteve resposta. “Eu só preciso de uma ajudinha,” pressionou. “Só me diga qual feitiço você usou.”


“Eu não vou dar a você nenhuma resposta,” Hermione respondeu consisamente, fechando seu livro e finalmente encontrando o olhar dele  “A tarefa era escrever sobre o feitiço que você acha mais eficiente num duelo, não qual feitiço eu acho mais eficiente.”


“Escolha qualquer um,” Harry aconselhou lá do outro lado do cômodo. “Eu não acho que exista uma resposta certa ou errada contanto que você explique por que acha que ele é efetivo.”


“Qual feitiço você escolheu?” Ron perguntou a Harry, levantando-se do chão, somente para se arremessar de volta na poltrona.


“Aqui,” Harry disse, tirando o pergaminho que ele tinha acabado de escrever da mesa, inclinando-se em sua cadeira, e segurando seu ensaio no ar para Ron pegar. “Já terminei. Você pode ler o meu.”


“Ele não vai!” Hermione gritou. “Ele precisa encontrar seu próprio feitiço e usar suas próprias experiências para ajudá-lo. Tonks saberá na mesma hora se ele copiar de você.”


“Como é suposto que eu escolha somente um?” Ron reclamou. “Existem tantos malditos feitiços e eles dependem da situação. Ao inferno com isso. Isso não é para antes de quarta-feira. Eu farei amanhã,” falou, alcançando sua mochila do chão para então poder guardar suas coisas.


"Nós temos reunião de monitores amanhã à noite,” Hermione informou-o.


“Certo, eu farei na terça então.”


“Exceto que você concordou em ajudar Ginny a treinar na terça,” Harry lembrou-o.


"Muito obrigado, Potter,” Ron rosnou quando Hermione indignou-se e estreitou os olhos para ele. “Ela me pediu,” ele falou no instante que viu seus lábios se contrairam.


“Ela fez,” Harry confirmou, recolheu seu ensaio e empurrou-o dentro de seu livro antes de guardar na sua mochila. “Eu a ouvi.”


Inferno sangrento, Ron grunhiu para si mesmo. A segunda semana de aulas nem bem começou e eu já estou para trás. “Hermione,” ele queixou-se miseravelmente, “Eu realmente preciso de sua ajuda. Você não vai seriamente ficar sentada  ai me vendo trabalhar, vai?”


“Se isso lhe servir,” ela devolveu, travando uma batalha interna com sua prórpia mente.  Um irritante, lado racional dela continuava insistindo que ela fizesse exatamente isso. Deixando ele trabalhar, seria o único modo dele aprender a ter responsabilidade por suas próprias decisões.


Se você ajudá-lo agora, a vozinha persistiu; ele irá fazer isso de novo. E ele irá continuar fazendo isso enquanto ele souber que você irá ajudá-lo a continuar relaxado.


“Ah vamos lá. Eu estou aqui, implorando. O que mais você quer?” Ron perguntou.


Ele irá fazer isso de novo de qualquer modo, uma voz diferente soou. E você quer ajudá-lo a ficar relaxado. Você sabe que quer. Olhe para ele, a voz demandou. Ele fica tão bonito quando está implorando. Ajude-o.


“Não, espere,” Ron cortou antes que Hermione tivesse  uma chance de responder a sua pergunta, “não responda isso, porque eu não posso fazer o que você quer. Não nessa semana. Eu preciso praticar tanto quanto Ginny. Mas é somente essa semana, eu juro. Uma vez que os testes tiverem terminado, nós voltaremos aos treinos regulares, agendados uma vez por semana e as coisas voltarão ao normal.”


“Bem, eu acho que vou dormir,” Harry falou, pulando para fora de sua cadeira e rumando para a escadaria que levava aos dormitórios masculinos antes que  Hermione pudesse começar sua preleção sobre quadribol. “Vejo vocês dois pela manhã."


“Noite, cara.”


“Boa noite, Harry,” Hermione respondeu, cruzando os braços em frente ao peito e fingindo estar mais incomodada do que estava ao dar a resposta para  Ron. “Certo,” falou, voltando sua atenção para ele.


“Sério?” ele guinchou em surpresa. “ Você vai me ajudar? Obrigado, amor. Você é a melhor.”


“O que você disse?” Harry exclamou do meio da escada, enquanto congelava no meio do caminho e girava  para encarar seus amigos.


“O que?” Ron perguntou, torcendo-se na poltrona e franzindo a testa em confusão enquanto se deparava com o olhar descrente de seu melhor amigo.


“O que você disse?” Harry repetiu, olhando estupidamente para Ron como se ele tivesse acabado de admitir que estava  secretamente apaixonado por Draco Malfoy.


“Você é a melhor,” Ron respondeu, arqueando uma sobrancelha para Harry antes de olhar fixamente para ver se Hermione tinha entendido o estranho comportamento de Harry. Infelizmente o rosto inexpressivo dela não ajudou em nada.


“Não, antes disso?” Harry pediu.


“Obrigado,” Ron respondeu completando sarcasticamente. “Você está bem, Harry?”


“O que ele disse a você?” Harry perguntou a Hermione, que estava setnada em sua cadeira, calmamente olhando  a conversa entre os dois garotos.


“Só isso,” ela respondeu calmamente. “Obrigado e então você é a melhor.”


“Você tem certeza?” Harry perguntou, estreitando seus olhos e olhando para Ron desconfiado.


“Levando em consideração que fui eu quem falei,” Ron disparou de volta, sem o menor traço de embaraço. “Sim, eu tenho certeza. O que você pensou que eu tivesse dito?” perguntou.


“Não tem importância,” Harry replicou, observando as orelhas de Ron  minuciosamente. Eu devo ter imaginado. Se ele tivesse dito o que eu pensei que ele tinha dito, ele estaria corado furiosamente até agora.


“Não, sério,” Ron persistiu, a curiosidade levando a melhor sobre ele. “O que você pensou que eu tivesse dito?”


“Nada,” Harry respondeu com um suspiro. “Por um segundo eu achei que você tivesse chamado a Hermione por um nome, é só.”


“Por que eu chamaria a Hermione por algum nome?” Ron espantou-se. “Especialmente depois que ela tinha acabado de concordar em me ajudar? Isso seria bem fora de propósito, não acha?”


“Eu devo estar cansado,” Harry respondeu enquanto girava e voltava a subir as escadas.


“Você tem certeza que está bem, cara?” Ron gritou enquanto ele desaparecia de vista.


“Estou,” a voz de Harry soou em resposta.


“O que foi?” Ron perguntou quando Hermione começou a balançar a cabeça e inclinou-se para frente para cobrir os olhos com uma das mãos. “Você não acha que tem algo errado com ele, acha? Talvez eu deva ir checá-lo,” adicionou, deixando seu lugar na poltrona e indo para as escadas vazias. “Quero dizer, se ele está ouvindo coisas...”


“Ele não está,” ela disse suavemente.


“O que?”


“Ele não está ouvindo coisas,” sussurrou. “Você me chamou por um nome.”


“Não chamei não,” Ron insistiu.


“Sim você...” Hermione começou a argumentar, então parou rapidamente e olhou para a escadaria. “Esqueça isso,” ela falou baixinho, decidindo que seria melhor se Ron não soubesse o que falou. Ao menos, desse modo, se Harry  o questionasse sobre isso mais tarde ele não seria capaz de se trair. “Vamos só começar o seu ensaio.”


“Não, do que eu te chamei.”


“Não agora,” ela sibilou baixinho, encarando as escadas novamente antes de repôr sua atenção em Ron. “Nós podemos falar sobre isso mais tarde,” ela sussurrou. “Depois que seu trabalho estiver terminado.”


“Você está agindo como se ele estivesse se escondendo  na escada para nos espionar ou coisa do tipo. Não seja ridícula." Ron adicionou quando Hermione subitamente acenou com a cabeça. “Ele não está.”


“Nós discutiremos isso mais tarde,” ela insistiu. “Então, qual feitiço você irá usar no seu ensaio?”


“Eu já disse a você que não sei ,” Ron respondeu, um pouco mais frustrado que desanimado.


“Bem, eu não posso ajudá-lo até que você escolha um.”


“Mas era suposto que você me ajudasse a escolher um.”


“Eu te disse que não iria fazer isso,” Hermione ralhou. “Esse é o seu ensaio, Ron. Não meu. Você escolhe o feitiço que você acredita mais útil num duelo e uma vez que tenha feito isso eu vou te ajudar com os esclarecimentos.”


“Só me diga qual o feitiço que você usou primeiro.”


“Não.”


“Hermione,” ele se queixou.


“Não!”


“Por favor.”


“NÃO!”


“Isso vai levar toda a maldita noite,” Ron suspirou, levantando as mãos pro ar e deixando sua cabeça cair no encosto da poltrona.


“Não se você escolher um fetiço agora mesmo.”


********************


Harry gastou os dois dias seguintes observando seus melhores amigos bem de perto, procurando por sinais ou qualquer coisa extraordinária, mas tudo que ele podia dizer era que eles estavam tratando um ao outro da mesma forma que sempre fizeram. De fato, a única coisa verdadeiramente diferente que aconteceu nem mesmo envolveu Hermione. Ao menos não diretamente.  Envolvia sim, uma carta que Ron recebeu de George durante o café da manhã, ou mais precisamente, a reação de Ron à carta. Ele não olhou zangado,  praguejou, ou corou enquanto lia. Se algo aconteceu, foi ele olhar completamente satisfeito pelo que fosse que seu irmão tivesse dito.


Estando curioso, e aborrecido durante a muito tediosa aula dupla de História da Magia que eles tiveram naquela manhã, Harry perguntou sobre a carta, nos bilhetes que ele e Ron trocavam para passar o tempo. E isso foi uma coisa boa, porque não antes de Ron explicar que seus irmãos tinham concordado em apanhar o presente de aniversário de Hermione e enviá-lo para ele, que Harry percebeu que ele não tinha tido a chance de comprar nada também. Felizmente o aniversário de Hermione era a pouco mais que uma semana, o que significava que ele ainda tinha chance de mandar Edwiges a Floreios e Borrões com uma ordem de compra, uma vez que ele tivesse decidido o que comprar para ela.


“Qual livro você escolheu?” Harry perguntou a Ron no dia seguinte durante o almoço, quando percebeu que Hermione estava envolvida numa conversa com Ginny e não prestava atenção neles.


“O que?” Ron perguntou, claramente confuso com a questão.


“Para Hermione,” Harry sussurrou. “Você sabe, para o aniversário dela? Eu não quero acidentalmente dar o mesmo que outra pessoa.”


“Oh,” Ron falou, finalmente abaixando sua própria voz. “Er... Eu não vou dar a ela, exatamente, um livro.”


“O que você vai dar a ela?”


“Um...,” Ron sussurrou, virando a cabeça e olhando na direção de Hermione desconfortavelmente. “Nós podemos falar sobre isso depois?”


“Ela não está nos escutando. Ela nem mesmo está prestando atenção.”


“Você tem certeza? Ela pode ler, escrever e resmungar ao mesmo tempo. Eu não duvidaria que ela fosse capaz de escutar duas conversas separadas.”


“Ron?”


"O quê?” ele griotu alarmado, girando e olhando diretamente para os olhos profundamente castanhos de Hermione.


“O que vocês estavam fazendo?” Ginny perguntou a ver a expressão de culpa emplastrada no rosto do irmão.


“Nada,” ele protestou.


“Uh huh.”


“Você terminou?” Hermione perguntou.


“Terminei o quê?” Ron respondeu.


"Terminou de encher a pança,” retorquiu Ginny. “Essa foi o que, sua terceira porção? Como você espera  se esquivar das azarações se  está tão cheio que não pode se mexer?”


“Isso é o que você pensa,” Ron devolveu. “Nós não estamos nos esquivando das maldições, nós estamos bloqueando-as. Aí está a diferença. O que você tem a ver com isso, de qualquer forma?”


“Isso vai ser engraçado,” Ginny disse levantando-se da mesa e virando para Hermione. “Eu chamo de jogar a isca para Ron." 


 "Sobre o que vocês estão falando?” Ron  perguntou a sua irmã que ostensivamente ignorou-o.


“Bem, é melhor nós irmos,” Hermione disse, levantando-se e apanhando sua mochila do chão. “Nós temos que chegar cedo se quisermos pegar lugares na frente.”


“Certo,” Harry concordou enquanto ele e Ron seguiam o exemplo de Hermione e ficavam de pé.


“Onde você pensa que está indo?” Ron perguntou a sua irmã quando eles sairam do Salão Principal e ficou óbvio que Ginny os estava seguindo.


"Para a aula,” ela respondeu alegremente.


“Que aula?”


“Defesa Contra as Artes das Trevas.”


“Você não tem essa aula agora,” Ron informou-a. “Nós temos.”


“Sim, eu sei,” sua irmã respondeu enquanto passava por ele e marchava pelos degraus de mármore que conduziam ao primeiro andar. “E eu também.”


“Tonks rearranjou as turmas um pouco,” Hermione explicou aos dois rapazes enquanto seguiam Ginny  pela escadaria e depois pelo corredor que dava na sala de DCAT.


“E você só está nos contando isso agora?” Ron perguntou, olhando para Hermione acusatoriamente.


“Eu acabei de saber,” ela replicou. “Ginny só me contou isso no almoço.”


“Rearranjou como?” Harry inquiriu.


“Ela me colocou aparte semana passada, e me contou que iria combinar os sextanistas da Corvinal e da Lufa-lufa e então separá-los em duas classes diferentes baseado em suas habilidades, mais que nas casas.”


“Para que?” Ron perguntou.


“Porque os membros da A.D. estão à frente do resto de seus colegas de turma e desse modo ela não  pode atrasá-los enquanto os outros os alcançam. Todos os sextanistas da Grifinória estiveram na A.D. então vocês não precisaram ser separados em classes intermediárias e avançadas,” Ginny explicou. “Ela somente separou as outras Casas e ofereceu a Luna e eu lugares na classe avançada dela.”


“E Simas?” Ron questionou. “Ele só participou de um encontro.”


“Como eu posso saber?” Ginny devolveu.


“Então foi por isso que você passou todo o final de semana lendo seu livro de DCAT?” Harry falou, mais para si mesmo do que para Ginny.


“Sim” ela adimitiu, “essa foi uma das condições. Eu tinha que terminar de ler o livro do quinto ano e passar numa espécie de teste, mas isso foi  razoavelmente fácil.”


“E os Sonserinos?” Ron murmurou. “Nós não iremos nos juntar a eles?”


“Não, Tonks mencionou alguma coisa sobre eles premanecerem no nível intemediário,” Ginny riu, enquanto empurrava a porta e entrava na sala de DCAT. “Eu queria poder ver a cara do Malfoy quando ele descobrir.”


“Ela iria ser mais ou menos como essa,” Tonks gargalhou de trás da mesa enquanto apertava seu rosto em forma de coração, em concentração, o que fez com que ele se alongasse e se transformasse numa cópia perfeita de seu primo, com direito a cabelo louro platinado e o olhar zangado.


“Pelas barbas de Merlin, Tonks,” Ron exclamou, apertando e fechando seus olhos e rapidamente cobrindo-os com as mãos, “Eu espero que estaja feliz. Você me assutou de verdade.” Malfoy com seios, ele grunhiu dentro de sua mente, seu corpo inteiro estremecendo enquanto ele tentava expulsar aquela imagem de sua cabeça. “EEEWWW! Isso foi... nojento.”


“Isso podia ter sido pior,” Tonks zombou, voltando à sua forma real. “Eu ia mostrar a vocês, Goyle com sua testa de Neanderthal, franzida em confusão depois. Mas eu suponho que isso não seria uma boa idéia, não é? Não com a aula perto de começar.”


“Então, o que iremos fazer hoje?” Harry perguntou enquanto ele e seus amigos sentavam na fileira de carteiras à frente. “Ginny mencionou algo sobre azarações.”


“Engraçado você perguntar,” Tonks replicou, “porque eu vou precisar da sua ajuda nessa aula. Você toparia?” ela perguntou enquanto tocava o sinal, anunciando o final da hora do almoço.


“O que exatamente você quer que eu faça?” Harry perguntou cautelosamente.


“Relaxe. Eu não vou azarar você ou coisa do tipo,” ela explicou. “Eu só quero que você trabalhe com Finnigan e Longbottom.  Eu espero que um pouco de atenção exclusiva ajude-os a alcançar os demais.”


“Certo,” Harry concordou, mais que um pouco aliviado. “Er.. trabalhar com eles o que exatamente?”


“O Feitiço Patrono deles.”


“Nós iremos fazer Patronos hoje?” Ron perguntou, claramente satisfeito com a novidade. “Legal.”


“Todo aluno do sexto e sétimo ano precisa aprender como produzir um sólido e corpóreo Patrono. Eles podem ser  brilhantes e bonitos, mas  não é nada legal quando eles são usados,” Tonks relembrou-o no instante em que Simas e Neville entravam na sala. “Em algum  momento no decorrer do caminho o Patrono pode bem vir a ser a única coisa  entre você e os Dementadores de Voldemort. Acostume-se Longbottom,” Tonks adicionou quando Neville sacudiu com um sopro forte. “Porque eu garanto que você irá me ouvir falar esse nome novamente nessa aula e eu não quero ver você se encolher cada  vez que eu fizer isso.”


“Si..sim, Professora,” Neville gaguejou enquanto tomava seu lugar.


********************


O restante da aula progrediu bastante tranquilamente. Harry mal tinha começado a trabalhar com Simas e Neville quando o grito de Hermione tirou a atenção dos dois de cima dele.


“Expecto Patronum!”


Os dois garotos imediatamente viraram de costas para Harry e observaram a lontra prateada saltar para a vida no meio da sala e seguir os comandos de sua dona.


“Queria saber qual será o meu,” Neville sussurrou para Simas.


“Você precisa se concentrar em trazer à tona uma lembrança realmente boa primeiro Neville,” Harry instruiu. “O que quer que você esteja usando, não é forte o suficiente.”


“Qual memória você usa?” Simas perguntou, sem perceber ou mesmo se importar que esta fosse certamente, uma questão de ordem pessoal.


“Eu tenho tentado várias diferentes,” Harry respondeu. “O dia que descobri que era bruxo; a primeira vez que joguei quadribol; ganhando a taça das casas no primeiro ano. Talvez você possa tentar essa,” Harry sugeriu a Neville. “Seus pontos nos levaram para a liderança. Essa deve ser uma lembrança feliz para você.”


“É,” Neville concordou com um sorriso largo. “Aquilo foi brilhante.”


“Bem, tente essa então,” Harry sugeriu. “E você Simas? Já tem sua lembrança escolhida?”


“É, eu penso que sim.”


“Bem, vamos tentar com essas então,” Harry instruiu. “Somente lembrem de se concentrar nessas memórias e no modo como vocês se sentiram enquanto citam o encantamento.”


********************


“O que é isso?” Parvati perguntou, quase meia hora depois quando a Professora Tonks arrastou uma grande mala de couro debaixo de sua mesa e depositou-a no centro da sala de aula, onde esta começou imediatamente a se agitar e sacudir.


“Isso,” Tonks respondeu quando todos na sala olharam a mala apreensivamente, “é um Bicho-papão.”


“Nós já aprendemos sobre Bichos-papões,” Lavender informou à Professora, soltando um suspiro de alívio.


“Sim, eu sei,” Tonks respondeu, “mas, além do sr. Potter aqui, nenhum de vocês teve que repelir um verdadeiro Dementador. Dominar um feitiço é uma coisa. Usá-lo efetivamente e com sucesso enquanto você está sob ataque é outra.”


“Você vai fazer essa coisa nos atacar?” Simas perguntou, sua atenção agora completamente restrita na mala da professora.


“Sim, sr. Finnigan, eu vou,” A professora Tonks respondeu sem rodeios. “Eu não posso trazer exatamente um Dementador real para dentro da sala de aula para vocês praticarem, mas esse Bicho-papão fará o serviço. Tudo que nós precisamos é de uma pequena ajuda do sr. Potter.”


“Você vai fazer o Harry abrir a mala para que o Bicho-papão se transforme num Dementador?” Ginny questionou.


“Exatamente,” Tonks concordou. “O que você me diz Granger? Seu Patrono parece muito sólido para mim. Você acha que está pronta para tentar contra algo que estará lutando contra você?”


“NÃO!” Hermione respondeu, muito mais alto do que pretendia. “Eu... Eu não posso,” ela admitiu, seu coração batendo tão forte em seu peito que estava certa de que todos na sala podiam ouvir. Todos os seus pensamentos felizes tinham se esvaido. Foram substituídos pela imagem do corpo sem vida de Ron caido no chão. É nisso que aquela coisa vai se tranformar se eu chegar perto, ela lembrou a si mesma. Vê-lo morrer uma vez já foi o suficiente; ela não podia nem pensar na idéia disso acontecer novamente. Não tinha a mínima chance dela chegar perto daquela mala.


“Está bem,” Tonks aquiesceu quando viu o pânico nos olhos de Hermione, “Mas você vai ter que encarar isso, no devido tempo. Todos vocês irão,” ela adicionou, olhando para o restante dos estudantes  na sala. “Mas não hoje. Classe dispensada. Vocês podem deixar seus  trabalhos na minha mesa ao sairem,” disse, dando as costas aos estudantes e empurrando a mala para fora de vista.


“Vai ficar tudo bem,” Ron falou para Hermione suavemente enquanto apanhava sua mochila do chão , colocava-a sobre a mesa e vasculhava até encontrar seu trabalho de casa.


“Ron está certo,” Ginny concordou enquanto observava seu irmão apanhar a bolsa de Hermione e retirava o trabalho dela também. “O bicho-papão irá reagir ao Harry, não a você.”


“Eu não posso,” Hermione falou baixinho.


“É claro que você pode,” Harry insistiu, seguindo bem atrás de Ginny enquanto ela conduzia Hermione para fora da sala e pelo corredor. “Isso leva uma ou duas tentativas, mas eu tenho certeza que você consegue. Você só tem que estar segura e se manter  focada em sua memória,” ele continuou. “O que?” perguntou quando percebeu os olhares que Ginny e Ron deram um ao outro.


“Er...,” Ron murmurou, olhando por cima, na direção de Hermione e evitando o olhar fixo de Harry.


“Isso não é nada, realmente,” Hermione começou rapidamente. “É só que... Eu tive um encontro desagradável com um Bicho-papão nesse verão,” ela admitiu com um suspiro ao alcançar sua bolsa e pegá-la de Ron, “e eu acho que ainda estou um pouco com o 'pé atrás'.”


“Pé atrás?” Ginny perguntou, encarando seu irmão que parecia tão confusa quanto ela.


“É um termo trouxa,” Harry explicou. “Significa que ela está...”


"Apreensiva,” Hermione falou antes que ele tivesse a chance de dizer com medo. “Não é realmente uma grande coisa.”


“Então por que vocês não me contaram sobre isso?” Harry devolveu, claramente irritado pelo fato de Ron e Ginny  saberem sobre o ocorrido e tampouco terem se importado em contar a ele.


“Você tinha mais com o que se ocupar nesse verão,” Hermione esclareceu. “E eu não queria acrescentar mais isso.  Além do que,  não é como se você pudesse fazer alguma coisa de qualquer maneira. Isso aconteceu antes de você se juntar a nós.”


“Ainda assim você poderia ter me contado,” Harry falou, não comprando completamente as desculpas dela.  Ele não tinha dúvidas de que ela não queria sobrecarregá-lo, mas suspeitava que havia muito mais além disso. Ele não podia evitar, mas estava curioso para saber no que o Bicho-papão dela se transformava. Devia ter sido alguma coisa a ver com ele.  Por que mais ela esconderia o que aconteceu dele, a menos que ela estivessa com medo que ele se sentisse culpado sobre isso? “O que ele virou? O que você viu?”


“Eu vou chegar atrasada na aula,” Hermione falou, olhando para Ron enquanto fugia da pergunta de Harry. “Me desculpe Harry,” ela adicionou. “Eu conto o que você quiser saber quando eu voltar da minha aula de Runas,” assegurou-o, “mas eu não posso agora. Ron e Ginny podem dizer a você o que aconteceu, se não puder esperar. Desculpe,” ela falou novamente, só que dessa vez a Ron ao empurrá-lo quando passava sozinha por ele, pelo corredor.


********************


“Hermione?” Ron perguntou, sua voz grossa e grogue enquanto ele abria seus olhos e descobria sua namorada de joelhos em sua cama,  puxando as cortinas para fechá-las  e então nenhum de seus colegas de quarto poderem vê-la. “O que foi? O que aconteceu?”


“Nada...,” ela sussurrou depois de apontar sua varinha para as cortinas em volta da cama e lançar um feitiço Imperturbalizante nelas para que não pudessem ser ouvidos ou interrompidos. “Eu só precisava... ficar com você um pouquinho,” ela adimitiu, se deitou  e cobriu ao lado dele. “Eu não queria acordar você. Me desculpe. Eu não vou ficar muito, prometo.”


“Você pode ficar... o quanto quiser,” Ron falou, tentando e falhAndo em reprimir um bocejo quando ela  colocou  sua cabeça sobre o peito dele. “Você teve um pesadelo?” perguntou, lançando seu braço em torno dos ombors dela e gentilmente movendo sua mão para cima e para baixo em suas costas.


“Sim,” ela admitiu fracamente, fechando seus olhos e ouvindo as batidas ritmicas do coração dele.


“Eles são só sonhos,” ele murmurou após alguns momentos de silêncio.


“Eu te amo, Ron,” Hermione suspirou, aconchegando seu corpo no dele. “Eu não sei o que faria se...”


“Shush,” ele falou, tentando acalmá-la quando sentiu as lágrimas quentes dela molhando sua camisa. “Foram só sonhos, amor. Não foram reais.”


“Você não tem medo?” ela perguntou.


“Algumas vezes,” ele respondeu, sabendo muito bem que isso era mentira. Ele tinha passado os últimos três meses  apavorado que algo fosse acontecer com ela. Ainda que ele não fosse admitir isso. “Eu não vou deixar nada acontecer a você,” Ron  sussurrou, muito mais para  tranquilizar a si  mesmo que a ela. “Eu prometo.”


“Algumas vezes eu sinto como... como se eu estivesse vivendo quando já deveria estar morta; como se fosse uma questão de tempo até que algo terrível acontecesse e eu perdesse você. Mas eu não posso... Eu não posso fazer isso sem você.”


“Foi só um Bicho-papão, amor,” Ron disse simpaticamente. “Não foi real. Aquilo não vai acontecer.”


“Prometa para mim que não vai,” Hermione suplicou mesmo sabendo que era algo fora do controle dele. “Por favor.”


“Shush,” ele respondeu, rolando-os para o lado para que pudessem encarar um ao outro e alcançando as lágrimas nos olhos dela. “Vai ficar tudo bem,” sussurrou ao acariciar seu rosto. “Você se sentirá melhor depois que tivermos tomado a poção,” assegurou-a. “E eu também,” admitiu. “Não falta muito agora. Eu olhei aquela passagem no quarto andar que George mencionou, hoje enquanto você estava na aula de Runas. Parte dela desmoronou como ele falou, mas ali ainda tem um bom espaço entre o  entulho e o espelho. É perfeita. Se alguém mais sabe sobre ela,  estão sabendo que houve um desmoronamento ali, então não tentarão usá-la para chegar a Hogsmeade. Ninguém vai nos incomodar ali. Você pode começar a poção amanhã a noite, quando fizermos a ronda. Eu faço a ronda sozinho e isso lhe dará cerca de três horas para trabalhar nela.”


“Eu não preciso disso tudo,” Hermione replicou com um bocejo. “Não para começar, de qualquer modo. Não tenho muito o que fazer até a próxima lua cheia. A parte mais difícil será levar furtivamente um caldeirão para lá antes das rondas.”


“Harry e eu teremos que praticar com Ginny amanhã a tarde quando acabarmos a aula de Trato das Criaturas Mágicas.  Você pode fazer isso enquanto estivermos no campo de quadribol.”


“Está bem,” Hermione concordou. “Ron?”


“Hum?”


“Não me deixe cair no sono.”


“Certo.”


********************


Quando Hermione abriu seus olhos de novo, ela descobriu que o quarto ao seu redor não estava mais tão escuro. As cortinas em volta da cama que ela dormira ainda estavam fechadas, mas não eram suficientes para reter o vão de luz solar. Tudo que fizeram foi dissolvê-la numa profunda névoa avermelhada.


 Levou um instante para perceber a situação precária em que ela estava. Ela tinha adormecido na cama de Ron. Ela passou a noite inteira no dormitório masculino. Tinha luz lá fora. Era de manhã. Isso significava que os colegas de quarto de Ron deveriam estar acordando. Suas próprias colegas de quarto deveriam estar acordando. Elas iriam ver que ela não estava na cama. Pior, elas poderiam na verdade, vê-la saindo do dormitório dos garotos de roupão.


 "Ainda não,” Ron murmurou, prendendo-a ainda mais quando ela tentou escapar de baixo de seu braço. “Só mais cinco minutos,” ele adicionou, puxando o corpo dela contra o dele e voltando a adormecer quase instantaneamente.


“Que horas são?” Hermione perguntou, empurrando o braço dele para longe dela antes de girar, empurrando o travesseiro, e a cabeça dele, para fora do caminho numa tentativa de ver o despertador.


“Mione?” Ron grunhiu, abrindo um olho e mirando-a por um momento antes de fechá-lo novamente e virar-se para ficar deitado de costas. “O que aconteceu?”


“Isso é o que estou tentando descobrir.”


“Huh?” ele perguntou, abrindo seus olhos cansados e piscando por algum tempo, antes de esticar seu braço e olhar de soslaio para seu despertador. “INFERNO SANGRENTO!” Ron exclamou, sentando-se repentinamente ereto e olhando espantado para Hermione. “São 8:13.”


“Eu falei para você não me deixar cair no sono,” Hermione repreendeu-o. “As aulas começam em 45 minutos.  O que significa que todo mundo já levantou. O que nós iremos fazer?”


“Eu tenho certeza que Neville e Simas já foram tomar o café a essa hora,” Ron falou, abrindo as cortinas somente o suficiente para espiar lá fora e confirmar que o dormitório estava, de fato, vazio. “Está tudo bem,” ele falou com um suspiro de alívio. “Nós estamos sozinhos.”


"E o Harry?” Hermione perguntou enquanto retirava o lençol e começava a procurar por sua varinha. “Você acha que ele já foi para o café da manhã também?” Ela questionou, balançando sua varinha e retirando o feitiço que imperturbalizava a cama dele.


“Ou isso, ou ele está esperando no salão comunal,” Ron falou, pulando da cama, andando na direção da porta, abrindo-a e espiando escada abaixo. “Vamos,” ele disse, quando se virou e percebeu que ela ainda estava se escondendo atrás das cortinas. “Não tem ninguém por perto.”


“Só porque não tem ninguém aqui,” Hermione falou enquanto empurrava as cortinas e ficava de pé, “não siginifica que não tem mais ninguém no salão comunal. Oh deus,” ela murmurou. “Eu sou uma monitora. Eu não posso ser vista deixando o dormitório masculino logo  de manhazinha.”


“Só pegue emprestada a capa de invisibilidade do Harry,” Ron sugeriu, olhando para o malão embaixo da cama vazia de seu melhor amigo. “Eu tenho certeza de que ele não vai notar.”


“Isso provavelmente é melhor do que se eu esperasse até as aulas começarem e então corresse rapidamente até o dormitório feminino quando ninguém mais estivesse por perto.”


“Eu estou ouvindo coisas?” Ron zombou, “ou Hermione Granger acabou de sugerir matar uma aula? Eu acho que sou uma péssima influência para você. Não que eu esteja me queixando, veja bem. Essa é uma bendita idéia brilhante, na verdade,” ele adicionou com um sorriso. “Eu fico e faço companhia a você.”


“Oh não, você não pode,” Hermione devolveu rapidamente. “Você não pode se dar ao luxo de perder a aula de Feitiços. Se eu ficar, irei somente me atrasar. Se você ficar comigo, nós iremos perder a aula toda.”


“Essa é a idéia geral.”


“Harry ficará preocupado se nenhum de nós aparecer.”


“Tudo bem,” Ron suspirou indo em direção à cama de Harry. “Eu irei para a aula então,” falou, se rendendo ao inevitável. “Mas eu não vou  sofrer sozinho. Você tem que ir também,” insistiu, abrindo a tampa do malão de Harry e ficando de joelhos para procurar dentro dela. “O que significa que você vai pegar emprestada a... ei, ela não está aqui.”


“Procurando por isso?” uma voz sem corpo perguntou à esquerda de Ron. Ele mal teve tempo de virar sua cabeça naquela direção quando, após um som de roçar de tecido, Harry apareceu no ar, sua capa de invisibilidade presa em sua mão e um olhar zangado gravado em seu rosto.


 


 


 


 

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