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33. Capítulo 33


Fic: O preço do amor


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Capítulo 33


“Onde estão elas?” Ron grunhiu, andando de um lado ao outro da pequena cabine do trem onde ele e Harry haviam sido confinados no minuto que colocaram os pés na Plataforma 9 ¾.


“Você pode parar com isso?” Harry suspirou, de seu assento. “Você vai acabar me deixando tonto.”


“Elas devem estar aqui perto agora,” Ron disparou, parando na frente da janela e perscrutando a multidão dos estudantes que agora se amontoavam na plataforma cumprimentando os amigos e dizendo adeus a seus pais. “Espere,” ele gritou, apontando para um flash de cabelo que vermelho que ele reconheceu saindo da direção da barreira. “Eu acho que vi… porra, era só Susan Bones.”


“Não vai demorar muito,” Remus Lupin informou-os enquanto puxava o malão de Ginny para dentro do compartimento e o colocava no alto do bagageiro ao lado do de Harry. “Eu tenho certeza de que elas estão bem,” ele adicionou, dando a Ron um sorriso compreensivo.


“É, bem… é agradável ver suas bagagens chegarem intactas,” Ron sussurrou ao desmoronar no assento mais próximo à janela e continuar a olhar fixamente para a multidão.


“Onde está Hermione?” Harry perguntou, retirando a gaiola de Bichento do chão do lado de fora da porta do compartimento e percebendo que o malão dela estava faltando.


“Não tinha bastante espaço aqui,” Lupin respondeu, sentando-se no lugar oposto ao ruivo que não parara de resmungar, “então nós o colocamos no vagão dos monitores. Relaxe Ron,” ele adicionou. “Você sabe como as meninas são. Gostam de estar elegantemente atrasadas.”


“Minha irmã nunca se atrasa,” Ron argumentou somente para dissipar sua frustração. “E nem minha mãe.”


“Eu tenho certeza que sua irmã está bem,” Lupin respondeu, sabendo perfeitamente bem que não era com Ginny ele estivera tão preocupado e sim com a sua não mais tão cabeluda companhia.


“Professor Lupin está certo,” Harry entrou na conversa. “Eu não sei você, mas eu prefiro encarar o Moody do que a sua mãe, especialmente quando ela está no modo protetor. Você já viu ela azarando alguém?” ele perguntou a Ron, genuinamente curioso.


“Não,” Ron respondeu. “Bem,” ele emendou, após pensar sobre aquilo por um momento, “ela lançou um ‘corpo preso’ em Charlie uma vez depois que ele pegou os gêmeos lendo umas cartas de amor que ele tinha recebido de alguma menina com que ele estava se encontrando na escola. Aquilo foi hilário. Ele os perseguiu para fora de seu quarto com um bastão de batedor. Naturalmente que isso não os impediu de ficarem citando o que leram e fazendo barulhos de beijo enquanto corriam. Isso não é exatamente o que você tinha falado, não é?”


“Oi Harry,” uma voz falou do corredor do lado de fora do compartimento. “Oi Ron. Vocês chegaram aqui adiantados este ano?” Neville perguntou, deixando cair o malão que tinha arrastado e lutando com seu sapo, que estava tentando saltar para fora de sua mão. “Deve ter,” ele respondeu a si mesmo rapidamente, “algum compartimento no meio do trem. Talvez se eu… oh,” disse, olhando para cima outra vez e finalmente percebendo o adulto sentado no cômodo. “Desculpe. Eu não queria interromper ou algo assim. Eu vou procurar um lugar para guardar minhas coisas antes que todos estejam cheios, de qualquer maneira,” ele adicionou, respirando profundamente e começando a se preparar para arrastar seu malão até o final do trem, onde os únicos compartimentos disponíveis ficavam. “Bom vê-lo outra vez professor Lupin. Ei!” ele disse entusiasticamente, voltando um passo atrás e parando na entrada outra vez. “Você está voltando a ensinar este ano? Isso é brilhante.”


“Não,” Lupin respondeu rapidamente. “Eu temo que não.”


“Oh,” Neville disse, seu rosto murchando um pouco. “Ok, então. Bem... é melhor eu ir.”


“Você pode colocar suas coisas aqui, Neville,” Ron falou, saltando de seu assento.


“Mas está cheio,” ele respondeu constrangido.


“Eu posso pôr meu material no vagão dos monitores,” Ron respondeu agarrando a gaiola de Pichitinho e empurrando sua chilreante coruja para em Harry. “Será muito mais quieto aqui dentro sem ele de qualquer forma,” ele adicionou, girando e erguendo seu próprio malão do bagageiro. “Venha Harry, você pode me ajudar,” ele disse indo para a entrada onde Neville ainda estava parado.


“Não saiam do trem,” Professor Lupin advertiu, enquanto Neville se afastava e Ron arrastava seu malão pelo estreito corredor. “Vocês meninos têm quinze minutos,” ele adicionou, sabendo que Ron apenas queria sair do carro para poder procurar as meninas. “Se vocês não voltarem até lá eu vou mandar Olho-Tonto atrás de vocês.”


“Certo,” Ron exclamou sobre seus ombros enquanto ele e Harry começavam a carregar seu malão em direção à frente do trem.


“Parece que você precisa de uma ajuda com esse malão,” Lupin falou, sorrindo para Neville que estava mais uma vez, lutando para manter Trevor seguro.


********************


“Maldição,” Ron murmurou enquanto eles passavam por outra entrada e ele descobria que também estava monitorada por um membro do destacamento de segurança de Dumbledore, o que significava que não havia nenhuma maneira deles poderem sair do trem sem serem vistos. “O trem vai sair em 20 minutos,” ele disse, perscrutando os ponteiros do relógio sobre a plataforma.


“Bem, olhe quem está aqui,” Seamus Finnigan disse quando saiu de um compartimento próximo e reconheceu Ron e Harry parados na entrada, olhando fixamente para a plataforma. “O que aconteceu? Seu transporte privativo para Hogwarts falhou? Nenhum carro voador este ano? Nenhum arranjo especial para os mais entusiasmados?”


Harry girou ao redor e estava prestes a perguntar a Seamus que diabo era o seu problema quando Ron inesperadamente pulou para fora do trem. Pego de surpresa, Harry virou-se e olhou de relance para fora da porta justamente no momento em que Tonks andava através da barreira e encontrava a Sra. Weasley e Bill na plataforma. Seus brilhantes cabelos roxos, contrastando violentamente com o vermelho dos Weasley que a cercavam de perto e Harry notou que não era único que olha fixamente para ela.


“Nem mesmo pense sobre isso, Potter,” uma voz áspera rosnou, no instante que Harry tentou pisar fora do trem. Não necessitou virar-se para saber que a voz e a mão que descansava agora em seu ombro pertenciam ao Olho-Tonto Moody. Seus quinze minutos deviam ter acabado. “Que parte de ficar dentro do trem vocês não compreenderam?” ele perguntou, observando Ron se aproximar de Bill só para ser agarrado pelo braço e conduzido de volta ao trem.


“Maldição, Ron,” Bill disse, empurrando seu irmão através da entrada que Harry apenas desobstruiu e em seguida os seguiu. “O que você pensou que estava fazendo?”


“Eu?” Ron exclamou. “E vocês? Por que diabos demoraram tanto?”


“Oh pelo amor de deus, seu idiota,” a voz sem corpo de Ginny declarou. “Você poderia calar a boca e sair do meu caminho para que assim eu possa entrar no trem?”


“Oh sim, desculpe,” Ron disse, dando um passo para fora do corredor e sentindo sua irmã passar por ele.”


“Hermione?” Bill perguntou.


“Bem aqui,” ela respondeu, em algum lugar a sua direita, embora fosse difícil dizer onde exatamente já que ela ainda estava assumindo a coloração e a textura dos objetos que a cercavam como uma camaleoa humana. Até que ela se moveu outra vez, e produziu uma ondulação enquanto se readaptava, e isso foi tudo, mas mesmo assim impossível de vê-la realmente.


“Certo então,” disse Moody, puxando sua varinha e batendo na cabeça de Ginny, retirando o feitiço de Desilusão que a tinha escondido. “Venha Granger,” ele disse, assim que Ginny reapareceu e andou para o lado. “Eu tenho outras coisas para fazer além de ficar aqui parado vocês sabem?”


“Você passou o dia inteiro vociferando ordens aos estudantes Olho-Tonto,” Tonks arreliou ao aparecer na entrada. “Porque você não vai propagar o bem-estar entre as pessoas,” sugeriu, piscando para Hermione quando ela reapareceu. “Eu ficarei de olho a partir de agora. Certo,” ela adicionou, depois que Moody e Bill tinham partido juntos, “Eu tenho algumas coisas pessoais para resolver. Eu acredito que vocês possam olhar por vocês mesmas por um momento. Hermione, Ginny, vocês lembram da azaração que eu ensinei a vocês? Se aqueles dois,” disse, apontando para Harry e Ron, “tentarem sair deste trem antes que nós cheguemos em Hogwarts, use-a neles.”


“Legal,” Ginny replicou, sacando sua varinha tão logo Tonks esquivou-se pelo corredor e andou de volta até a senhora Weasley. “Eu já tinha mencionado que eu adoro ela? Eu me encarrego de Ron.”


“Ponha isso pra lá,” seu irmão rosnou, quando Ginny zombeteiramente apontou sua varinha para ele.


“Muito bom saber que vocês conseguiram proteção especial,” Seamus falou, lançando um olhar venenoso em direção à Hermione.


“Que diabos você quer dizer com isso, Finnigan?” Ron repreendeu, colocando-se na frente de Hermione e tirando-a da visão de Seamus.


“Eu penso que isso seria bastante auto-explicativo, mesmo pra você, Weasley. Qual parte de ‘proteção especial’ você não entendeu? A parte onde ela passou o verão numa casa protegida pelo Ministério. Ou foi a parte onde os aurores acompanharam-na até o trem?”


“Aurores,” Ginny escarneceu. “Esse era meu irmão, seu idiota. Ele trabalha pro Gringotes.”


“Os aurores estão aqui para proteger todos nós,” Harry adicionou, seu próprio mau humor crescendo.


“Não é isso que os jornais falam,” Seamus retorquiu. “minha mãe leu tudo sobre isso.”


“Isso de novo não,” Harry suspirou, rolando seus olhos.


“Você não sabe o que diabos está falando,” Ginny interrompeu.


“Sai dessa, Potter. Todos nós sabemos que ela conseguiu tratamento preferencial por causa de quem ela...”


“TRATAMENTO PREFERÊNCIAL!” Ron esbravejou em plenos pulmões, na direção de Seamus que imediatamente deu um passo atrás. “Se você chama de tratamento preferencial ser atacada no meio do beco Diagonal e virar prisioneira...”


“Ron,” Ginny ofegou, quando percebeu Hermione empalidecer. “Acalme-se,” ela implorou, colocando sua mão no braço do irmão só para o caso de ter que puxá-lo.


“... e então ser torturada por Belatrix Lestrange,” ele continuou, ignorando sua irmã completamente. “Você tem alguma idéia de quantas vezes aquela vadia doente usou a Maldição Cruciatus nela? VOCÊ TEM?”


“Por favor,” Hermione suplicou, limpando as lágrimas que agora estavam rolando por sua face.


“ONDE ESTAVA ENTÃO TODA PROTEÇÃO ESPECIAL? ONDE ESTAVAM OS GUARDA COSTAS AURORES QUANDO ELA PRECISOU DE AJUDA?”


“RON!” Ginny exclamou.


“SE ELA NÃO TIVESSE SALVADO A SI MESMA…”


“PARE!!!” Hermione gritou, finalmente conseguindo a atenção de Ron.


Ouvindo a dor na voz dela, ele virou-se para olhá-la e então voltou-se para Seamus mais uma vez, encarando-o como se a angústia dela fosse totalmente culpa dele.


“Só pare. Por favor,” Hermione implorou. “Você não vê? Isso é o que ele quer. Eu sinto muito pelo que aconteceu com Dean,” ela disse, andando para frente de Ron para poder olhar para Seamus enquanto falava com ele. “Todos nós sentimos,” ela assegurou-o. “ Eu sei que ele era seu melhor amigo e eu somente posso imaginar como é duro isso deve ser para você mas...”


“Isso não é culpa dela,” Ginny interrompeu. “E nem de Harry. Eles não o mataram, Voldemort fez isso. Se você quer responsabilizar alguém, culpe a ele. Se você quer brigar com alguém, brigue com ele. Hermione está certa. Isso é exatamente o que Voldemort quer. Ele está tentando nos jogar uns contra os outros e vocês estão dançando a música dele,” ela finalizou. “Vocês estão fazendo exatamente o que ele quer que façam.”


Ron ao menos teve a boa vontade de olhar para baixo em direção aos seus pés, desconfortável com a verdade que as palavras de sua irmã trouxeram à tona. Seamus por outro lado, somente continuou a olhar fixamente para o resto deles com raiva.


“Desculpe,” Ron murmurou, olhando de propósito para Hermione e não Seamus enquanto se desculpava.


“Bem, que seja,” Seamus disse, antes de girar e andar arrogantemente pelo corredor em direção ao fim do trem.


“Eu vou lavar o meu rosto,” Hermione falou baixo, virando-se para os seus amigos e indo na frente em direção ao começo do trem onde os banheiros estavam.


“Eu vou com você,” Ginny disse, olhando para Ron e Harry antes de dar um passo para seguir Hermione.


“Não,” Hermione respondeu. “Estou bem. Você provavelmente tem que coloca suas vestes de qualquer maneira. Eu irei encontrar você e Ron no vagão dos monitores.”


“Está certo,” ela concordou. “Ok.”


“Venha Gin,” Ron disse, mesmo que seus olhos continuassem grudados em Hermione enquanto ela se afastava. “Eu vou mostrar a você onde estão as suas coisas e você pode se trocar no nosso compartimento.”


********************


Apenas os ignore, Hermione entoou em sua mente, enquanto mergulhava em direção ao vazio vagão dos monitores e deslizava a porta fechada atrás dela. Você já devia ter se acostumado neste meio tempo. Essa não é a primeira vez que você tem pessoas te encarando e falando sobre você por detrás. Você teve muita prática em lidar com isso, graças a aquela vaca, Rita Skeeter. Isto é exatamente igual àquela vez. Apenas ignore-os e eles eventualmente encontrarão alguma outra coisa sobre o qual falar.


Naturalmente que era mais fácil falar do que fazer. Apenas porque ela tinha olhado para outro lado e se recusado a reagir a todos que tinha encontrado na passagem e que a apontavam e sussurravam sobre ela, não a impediu de sentir-se incomodada. Mas ela não estava disposta a demonstrar isso. Ela não lhes daria a satisfação. Deixe-os falar. Suas opiniões sobre ela não importavam de qualquer maneira.


Isso não aconteceu até que Hermione se trancou no banheiro e olhou de relance para o seu reflexo no espelho lembrando-se que sua aparência tinha sido alterada. Olho-Tonto Moody tinha insistido naquilo. Ela tinha compreendido a lógica por trás de seu pedido. Paranóico ou não, ele teve as melhores intenções e mudar seu cabelo foi um meio eficaz de impedir que um Comensal da Morte disfarçado por uma poção Polissuco tentasse tomar seu lugar. Ainda assim, isso não significava que ela tinha que gostar disso. De fato, ela tinha odiado. Esta menina com o cabelo louro mel lustroso que olhava fixamente para ela não era a Hermione que conhecia. Ela parecia mais como Lavender Brown do que ela mesma. Suponho que eu possa também descansar o restante do caminho e curvar meus cílios com minha varinha, pensou, encarando a si mesma com aversão. Eu posso praticamente ouvi-los guinchando agora, ela gemeu, tentando não pensar no jeito que suas colegas de quarto iriam reagir. Elas não ficarão desapontadas quando o efeito disso acabar e eu voltar ao normal pela manhã.


É claro que só porque seu cabelo estaria de volta ao normal pela manhã, não significava que os sussurros e os olhares iriam parar. Eles não estão falando sobre o meu cabelo, Hermione refletiu encontrando seu malão e retirando seu uniforme escolar. Isso é por causa daqueles malditos ataques e pelo fato de que eu não sou uma das vítimas. Eu gostaria de saber onde estão as outras vítimas? Ela pensou, deslizando sua saia sobre o seu jeans e amarrando-a. Eu suponho que todos estão no trem agora, ela continuou, tirando seus jeans e ajeitando sua saia. Harry e Ron provavelmente já estão sabendo, e se não, Lavander e Parvati certamente sabem. Eu tenho certeza de que vou ouvir tudo sobre isso mais tarde.


********************


Draco Malfoy parou pouco depois de abrir a porta do vagão dos monitores e percebeu a solitária garota que se esforçava para recuperar algo de seu malão. Ele olhou de relance rapidamente para o lugar, só para ter certeza de que nenhum outro monitor estava por ali, depois ele sorriu e entrou sorrateiramente.


Ela não sabia que ele estava ali. Ela achava que estava sozinha. Essa era uma oportunidade perfeita, mas ele tinha que agir rápido. Eles não ficariam sozinhos por muito tempo. Pansy Parkinson estava prestes a aparecer. Ela era parecida com uma tímida sombra que o seguia por todo canto. Ele tinha conseguido se livrar dela por hora, mas eventualmente ela iria encontrá-lo.


Mas não antes que eu tenha um pouco de diversão, ele pensou, enquanto se aproximava silenciosamente por trás da garota.


Ao avançar, Draco tirou um momento para apreciar a vista. Quem quer que fosse a nova monitora quintanista, ela certamente preenchia seu uniforme muito bem. É claro que o fato dela estar na ponta dos pés, remexendo de um lado ao outro o seu inclinado malão, não prejudicava de maneira alguma. Ela podia estar usando meias até os joelhos, mas ele ainda tinha uma visão excelente de suas pernas. Suas meias não cobriam tudo, mas não tinha problema. A posição que ela estava fazia sua saia subir um pouco, dando a ele a oportunidade perfeita de comer com os olhos o espaço entre suas coxas.


Ele estava somente começando a querer saber se ela ocupava satisfatoriamente a frente do uniforme assim como era na parte de trás, quando ele a alcançou. Só tem uma maneira de descobrir, ele decidiu. Ele conseguiu chamar a atenção dela e por isso ela virou-se.


Se ele fosse um cavalheiro, ele poderia ter se oferecido para encontrar o que quer que fosse que ela estava procurando, já que ele era mais alto que ela. Mas Draco Malfoy não era um cavalheiro e a idéia de oferecer ajuda a ela nunca cruzara sua mente. Onde estava a graça nisso?


Hermione guinchou quando sentiu a mão dele mergulhar por dentro de sua saia e apertá-la. Ela girou tão rápido que seu instável malão caiu do bagageiro e bateu no chão, espalhando seu conteúdo por todos os lugares.


“Granger!” Draco falou de seu jeito arrastado, contorceu seu rosto para cima num olhar de aversão máxima e dizendo seu nome como se fosse a palavra fosse amaldiçoada. Ele estava obviamente tão chocado e horrorizado quanto Hermione estava, a única diferença era que tentava esconder. “Ora se não é a própria escória sangue-ruim,” ele rosnou, propositadamente movendo-se para mais perto e forçando-a a dar um passo para trás.


“Como é?” Hermione silvou de volta, em um tom de voz que fazia a maioria dos Grifinórios tropeçarem sobre si mesmos para sair de seu caminho com medo de serem azarados.


Naturalmente Draco não estava preocupado com aquilo, porque sabia que ela não estava com sua varinha. Sabia disso porque a tinha visto, repousando no alto de suas vestes, que ela tinha posto descuidadamente fora do seu alcance. Contanto que a mantivesse encurralada, ela seria incapaz de recuperá-la.


“Não se faça de surpresa,” ele escarneceu. “Todo mundo sabe.”


“Sabe o que?” Hermione perguntou, assustada com a possibilidade de que de algum modo as pessoas soubessem sobre o que tinha acontecido entre ela e Ron no verão. Mas não podiam. Não havia maneira possível. Ele estava lançando a isca para conseguir alguma informação. “Eu não sei do que você está falando,” ela declarou com raiva. “Agora saia do meu caminho,” exigiu, tentando empurrá-lo para passar.


Infelizmente as palavras dela não tiveram o efeito desejado. Em vez de deixá-la passar, Malfoy simplesmente deslocou-se junto com ela, obstruindo seu caminho com seu corpo ao mesmo tempo em que colocava suas mãos na parede dos dois lados dela para segurá-la ali.


“Eu não admitiria isso se houvesse qualquer outra pessoa ao redor para ouvir,” ele disse calmamente, “mas eu posso ver o porquê do Potter andar com você,” ele adicionou, deixando seus olhos percorrerem seu peito. “Por que mais ele iria querer uma piranha sangue-ruim?”


Draco realmente ficou desconcertado quando a mão de Hermione acertou o lado de sua cara. Não era a primeira vez em que ela o tinha golpeado, mas estava mais velha agora e mais forte. Seus olhos pegaram fogo quando ele tocou com os dedos o vergão ardente em sua bochecha. Como ela tinha a ousadia de bater nele? “Foi tão ruim que eles não tivessem conseguido matá-la quando tiveram a possibilidade,” ele rosnou ameaçadoramente.


“Saia do meu caminho,” Hermione rosnou, quase desejando que ele não o fizesse somente para que ela pudesse acertar-lhe uma joelhada na virilha, “ou eu darei a você algo para se lamentar realmente.”


Antes que ele pudesse responder, Malfoy achou-se movendo-se, embora não fosse por sua própria vontade. Como ele sentiu-se caindo no meio do compartimento, ele quis saber por um breve segundo se Granger podia fazer mágica sem varinha. Até que sentou-se e olhou acima para o ruivo que estava ao lado dela, positivamente fervendo de raiva, e percebeu que não tinha sido ela.


“Oh veja,” Draco zombou, levantando-se do chão como se ele não tivesse nenhuma preocupação no mundo.


“Seu cão de guarda voltou. Pena. Mas então ele irá terminar justo como o vira-lata sarnento do Potter.”


“Não,” Hermione gritou, mas então já era tarde demais. Ron tinha dado uma guinada para frente e se atracado com Malfoy no assoalho. Não havia nenhum jeito de poder pará-los agora, porque ele não era único envolvido. Se ela tentasse interferir ou distrair Ron, Malfoy podia realmente feri-lo.


“Puta merda!” Anthony Goldstein gritou, quando ele e Ernie Macmillan apareceram na entrada do vagão dos monitores e perceberam a briga que ocorria no assoalho.


“Hannah,” Ernie gritou, quando Pansy Parkinson forçou sua passagem até a entrada, ofegou, e então saiu correndo. “Vai achar Harry e diga-lhe que é melhor ele vir aqui antes que Crabbe e Goyle apareçam.”


“Seu bastardo nojento,” Ron exclamou, acertando um soco bem no olho de Malfoy. “Se você tocar nela outra vez, eu juro que vou…”


Mas o que exatamente Ron faria, a multidão de estudantes aglomerados na porta nunca descobriu, porque o cômodo ficou inesperadamente silencioso. Ron ainda gritava; sua boca estava movendo-se, assim como seus punhos. Eles simplesmente não conseguiam ouvir o que ele dizia. Não podiam ouvir tampouco a resposta de Malfoy, isso se ele tivesse uma. Ele podia estar realmente um pouco ocupado esquivando-se dos socos para responder, mas devia fazer algum barulho. Eles simplesmente não podiam ouvir.


Só quando Crabbe e Goyle passaram pelo corredor e tentaram atravessar a entrada foi que Ernie percebeu o que tinha acontecido.


“Ela protegeu o lugar,” ele riu, arriscando um olhar rápido para Crabbe e Goyle que estavam tentando se desenrolar no assoalho, e então de volta para Hermione, que segurava sua varinha. “Isso parece um Feitiço Imperturbável.”


“É possível imperturbalizar uma entrada aberta?” Padma Patil perguntou. “Eu pensava que tinha que ser colocada em um objeto, como a própria porta.”


“Isso repeliu-os certamente,” Roger Davies riu silenciosamente, fazendo sinal para os sonserinos levantarem-se do chão.


“O que está acontecendo?” Harry perguntou ao forçar sua passagem através da multidão de estudantes que tinham saído de seus compartimentos para ver todo o tumulto e agora passava o tempo no corredor.


“Não faço a menor idéia,” Anthony respondeu, quando Ginny e Neville derraparam até pararem vacilantes atrás de Harry.


“Eles já estavam assim quando nós chegamos aqui,” Ernie explicou, tropeçando ligeiramente enquanto o trem começava se mover.


“Tudo bem,” Uma voz familiar gritou próximo à entrada. “Dispersem. O trem está em movimento agora. Todos de volta aos seus compartimentos.”


“Bill,” Ginny disse, antes de girar ao redor e forçar sua passagem pelo corredor, esperando sair de perto de seu irmão.


“Ela está imperturbável,” Ernie falou, quando Harry moveu-se em direção à entrada do compartimento dos monitores. “Pelo menos nós pensamos que esteja,” ele adicionou. “Hermione sabe como fazer isso?”


“Aparentemente,” Harry disse, após alcançar a entrada e ter sua mão repelida.


“Que diabos está acontecendo aqui?” Olho-Tonto Moody vociferou alto enquanto mancava em direção à multidão de estudantes. “Porque vocês não estão em seu próprio compartimento?” Ele rosnou para Goyle, que estava parado atrás de Anthony Goldstein martelando seu punho em sua própria mão. “Eu não vejo um distintivo de monitor em você,” disse, agarrando Goyle pelo colarinho e a seguir empurrando-o pelo corredor abaixo e para longe do vagão dos monitores, “então volte para o lugar de onde veio.”


“Uh oh,” Neville murmurou, olhando para Harry com olhos arregalados.


“Potter,” Moody exclamou no instante que reparou Harry parado em frente à porta aberta. “Eu devia saber que você estaria no meio disso. Saímos da estação a menos de cinco minutos e você já criou problema.”


“Eu não criei problema...” Harry começou a objetar.


“Sei, sei. O problema encontra você,” Olho-Tonto terminou por ele. “E onde infernos está Tonks? Ela deveria ficar de olho em vocês,” ele disse enquanto voltava-se para a entrada. “Quando eu a encontrar eu irei… OH!” Ele berrou, quando seu olho mágico girou ao redor para dá-lo uma visão do interior do compartimento dos monitores. “Aquele não seria o medíocre filho do Lúcio Malfoy que aquele Weasley está espancando, seria?”


“Er...”


“Sim senhor,” Hannah Abbott respondeu humildemente.


“Bem então, isso muda tudo.”


“Maldito seja, Ron,” Bill gritou, abrindo seu caminho através dos estudantes que estavam afastando-se lentamente de Moody. “O que diabos deu em você?” Ele murmurou entredentes, olhando de relance para o local a tempo de ver Ron levar seu braço para trás e Hermione agarrar-se a ele. Não necessitava ouvir os seus gritos para saber o que ela dizia, o nome do seu irmão era claramente perceptível em seus lábios.


********************


“RON!!! RON PARE!!! Ele não vale a pena.”


“Ele tem pedido por isso há anos,” Ron sussurrou, mas parou de se agitar. Hermione apertou fortemente seu braço e ele soube que se o balançasse para a frente, provavelmente a arrastaria com ele. “Está bem,” ele suspirou, após olhar de relance sobre seu ombro e ter visto como ela estava preocupada. “Mas é melhor ele aprender a manter sua boca fechada,” adicionou, por precaução enquanto levantava-se e saia de perto.


“Você vai pagar por isso, Weasley,” Malfoy exclamou enquanto ficava de pé.


“O que você vai fazer? Bater em meu punho com sua cara mais um pouco?”


“Ela deve compensar você muito bem,” Draco olhou com desprezo. “Embora pelo estado de suas vestes eu diria que não é com dinheiro.”


Ron reagiu mais rápido do que Hermione pode imaginar. Antes que ela tivesse tempo de protestar, ele cerrou seu punho e esmurrou Malfoy direto em sua grande e imensa boca.


“Você apenas não sabe quando calar a boca, não é?” Ron perguntou, enquanto Hermione agarrava-se a ele outra vez. Dado seu recado, ele acalmou-se e permitiu a Hermione puxá-lo para trás. Somente esta vez, achando melhor do que estar atrás dele, certificou-se de que estava posicionada entre ele e Malfoy.


“Eu vou fazer você ser expulso por isso,” Draco exclamou, tocando com os dedos o sangue em seus lábios.


“Não, você não vai,” Hermione disse, sua voz baixa, fria e positivamente crepitando de raiva. “Se ele for,” ela sibilou, dando um passo em direção a Malfoy, que imediatamente se afastou, “então você também será.”


“Ele começou a briga,” Draco retorquiu com uma risada forçada. “Eu tenho todas essas testemunhas para confimar.”


“Oh você, tem?” Hermione perguntou, dando outro passo a frente e reprimindo um sorriso quando observou Malfoy se afastando dela outra vez. “Eu não ouvi nenhum deles gritando para que Ron o soltasse. De fato,” ela disse, pausando apenas tempo suficiente para que o silêncio se fizesse notar. “Eu não estou escutando nada. Você está?”


Verdade que somente depois que ela falou, foi que Draco percebeu como ali estava extraordinariamente quieto. Com todas as pessoas paradas na entrada deveria ter mais barulho. Onde estavam os gritos? Onde estavam os insultos? E em que inferno estavam Crabbe e Goyle? O que diabos essa puta fez? Ele espantou-se ao dar outro passo para trás e colidir com algo sólido que arremessou-o de volta para dentro do cômodo.


“Eu imperturbei a entrada,” Hermione explicou, levantando sua mão direita para que Malfoy pudesse ver sua varinha.


“Eles podem não tê-lo ouvido, mas todos eles o viram.”


“Sim,” Hermione suspirou. “Eu suponho que eles viram. Mas eles viram você golpeando também,” ela adicionou com um leve sorriso . “E antes que você diga que só estava se defendendo, você pode querer perguntar a eles o que eles ouviram,” ela pressionou. “Eu acredito que foi algo no teor de ‘se você tocar nela de novo eu irei...’ uma coisa perfeitamente justificável para se gritar a alguém que você acabou de descobrir atacando um outro estudante.”


“O QUE!” Draco gritou indignado. “Eu... Eu não...”


“Oh bem, talvez você não tenha feito,” Hermione admitiu. “Mas você não está apto a provar isso.”


“Será a sua palavra contra a minha.”


“Sim,” ela concordou. “Em quem você acha que eles vão acreditar? É claro que o fato da minha blusa estar rasgada deve tornar um pouco mais difícil pra você explicar. Certamente eu não devo ter tentado arrancar ela de mim mesma. Eu imagino quanto tempo vai levar até alguém perceber isso?” Ela perguntou.


“Você está mentindo sua vadia sangue-ruim!” Draco berrou, quando olhou mais atentamente para ela e notou que a manga esquerda de sua camisa estava rasgada no ombro e ela estava segurando a roupa fechada porque os botões estavam faltando.


“NÃO! RON!” Hermione gritou no instante que ele se lançou para frente.


“Eu te disse que se você a chamasse assim novamente eu ia...”


“É minha vez,” ela declarou, agarrando sua varinha e apontando para o peito de Malfoy.


Ele recuou e instintivamente deu um passo para trás, só que dessa vez, em vez de colidir com o campo de força que ela lançou, ele descobriu a si mesmo colidindo com Olho-Tonto Moody que estava parado no meio da entrada.


“Bem, bem,” Olho-Tonto rosnou, seu olho mágico girando em sua órbita antes de focalizar Ron. “O que nós temos aqui?” Ele perguntou. “Eu não acho que tenha importância saber qual de vocês dois começou isso, não é? Não que eu realmente me importe, acreditem. O que eu me importo é o fato que este pequeno distúrbio de vocês está impedindo que eu faça o meu trabalho. Então parem com isso. Agora!” gritou. “Se eu tiver que vir aqui outra vez,” Ele advertiu, com ambos os olhos focalizados agora em Draco, “você irá ficar muito, muito arrependido. Eu fui claro?”


“Sim,” Ron suspirou, olhando para baixo para os próprios pés somente para não ter que encontrar o olhar desaprovador de seu irmão.


“Bem?” Moody ladrou para Malfoy, que ainda não tinha respondido. “Perdeu sua língua, rapaz?”


“Não,” Draco respondeu.


“Não o que?” Olho-Tonto grunhiu, arqueando sua sobrancelha para a resposta impertinente de Malfoy. “Você está planejando provocar outra briga?”


“Eu não…” Malfoy começou a protestar, mas parou repentinamente quando viu a expressão do rosto de Bill mudar de censura para choque quando ele olhou para Hermione. No instante em que os olhos arregalados de Bill se estreitaram e prenderam nele, Malfoy mudou de táticas. “Não senhor,” ele falou rápido, desejando que sua resposta tranqüilizasse os adultos e eles saíssem. “Isso não acontecerá novamente.”


“Veremos se não vai,” Olho-Tonto disse, cutucando Draco no peito. “Eu vou manter meus olhos em você.”


“Você dois,” Bill disse, apontando para Ron e Hermione quando Moody saiu a passos largos. “Eu gostaria de dar uma palavra com vocês antes de sua reunião,” ele adicionou, entrando no compartimento dos monitores. “Isto levará apenas um minuto,” ele disse a Roger Davies, quando percebeu o emblema do menino fixado em suas vestes. “O que vocês…?” Bill começou a protestar quando Ginny empurrou Harry para dentro do lugar. “Ao inferno com isso,” ele aquiesceu. “Apenas, sejam úteis e apanhem as coisas de Hermione,” ele suspirou, puxando a porta até fechá-la.


“O que ele falou dessa vez?” Harry perguntou a Ron no instante em que a porta se fechou.


“Aqui,” Bill disse, apanhando um colete escolar de Hermione do assoalho e entregando a ela. “Você quer me contar o que aconteceu?” Ele perguntou a ela, propositadamente desviando seus olhos dela enquanto ela colocava o colete por sobre sua camisa rasgada.


“Nada aconteceu,” ela insistiu enquanto observava Bill nodular sua varinha pelo chão e enviava todos os objetos espalhados voando de volta para dentro do malão que Ginny acabara de endireitar.


“Ron?” Ele perguntou, estudando seu irmão que tinha ganhado um belo olho roxo.


“O que?” Ele respondeu, limpando o sangue do canto de seus lábios.


“O que aconteceu?” Bill perguntou rabugento.


“Nada.”


“E suponho que se eu perguntar para o Malfoy, ele me dará a mesma resposta?”


“Eu não sei,” Ron mandou de volta, seus olhos machucados agora presos em seu irmão em vez da porta para qual ele olhava furiosamente. “Por que você não vai perguntar para ele e descobre.”


“Isso é tudo que eu vou conseguir de você? Isso é tudo que você tem a dizer?”


“Por ai,” Ron admitiu.


“E você?” Bill perguntou, virando-se para Hermione mais uma vez, esperando que ela ao menos fosse mais razoável.


“Desculpe,” ela replicou, olhando fixamente para o chão e remexendo-se levemente enquanto acenava com a cabeça.


“Ele tentou machucar você?” Bill perguntou, a preocupação evidente em sua voz.


“Não,” Hermione respondeu rapidamente.


“Ele não...”


“NÃO!” ela gritou, cortando-o antes que ele pudesse terminar.


“Eu vi sua camisa.”


“O que está de errado com a camisa dela?” Ginny perguntou, sua testa franzida em confusão.


“Não tem nada de errado com ela,” Hermione mentiu. “Eu somente estava no meio da troca de roupa quando Malfoy entrou, é só isso.”


“Uh huh,” Bill respondeu, claramente não comprando a explicação dela.


“Só deixe isso pra lá, está bem,” Ron repreendeu, dando um passo para frente de Hermione. “Ela disse que nada aconteceu, então pare de atormentá-la.”


“É melhor vocês dois terem suas histórias bem de acordo,” Bill advertiu, agitando sua cabeça tristemente ao desistir e se aproximar da porta. “Porque eu garanto que Malfoy terá a dele totalmente pronta antes de nós alcançarmos Hogwarts.”


“Não importa,” Ron disse, cruzando seus braços na frente de seu peito e observando seu irmão andar para fora do cômodo.


“Obrigada,” Hermione falou no instante que ele tinha saído, pegando Ron e todos perto do alcance de sua voz, de surpresa.


“O que?” Ron exclamou, girando em volta e olhando boquiaberto para ela como todos os demais. “Você não vai me repreender?”


“Por que eu iria gritar com você?” Hermione perguntou.


“Por… por… perder minha cabeça,” Ron replicou. “Por brigar no trem. Porque eu sou um monitor e deveria dar um exemplo melhor.”


“É você maluco?” ela retorquiu, decidindo-se que não era uma idéia tão má ter algumas testemunhas para ratificar sua história se precisasse. “Que exemplo melhor podia ser? Você pegou um cretino agarrando um outro estudante e continuou batendo nele por isso. Gritar com você? Se eu não estivesse com medo de machucar essa coisa sangrenta que você chama de boca, eu ia beijá-lo. Figurativamente falando naturalmente,” Ela adicionou, corando quando notou as expressões espantadas e as sobrancelhas levantadas dos vários monitores que entravam no compartimento.


“Venha,” Ginny disse, agarrando o braço de Ron e puxando-o para a entrada. “Vamos limpar isso antes que a reunião comece,” ela adicionou, arrastando-o através da multidão e indo em direção ao banheiro.


“Hermione,” Ron perguntou, quando sua irmã empurrou-o no compartimento do toalete e abriu a água na pequena pia. “Ele realmente não… quero dizer… ele não…” gaguejou, “Ow, Ginny. Pare. Isso machuca,” ele gritou, agarrando a mão da sua irmã e afastando a toalha de papel molhada que ela estava usando nele para longe de seus lábios ensangüentados.


“ELE ATACOU VOCÊ?” Harry urrou, claramente enfurecido. “Eu vou...”


“Não,” Hermione replicou rapidamente. “Bem... mais ou menos.”


“QUE!!!” Harry e Ron gritaram em uníssono. Obviamente nesse momento, os dois garotos não tiveram nem mesmo que olhar um para o outro. Simplesmente viraram-se ao mesmo tempo e tentaram forçar suas passagens pelas meninas, assim poderiam marchar pelo corredor abaixo e arrastar Malfoy para fora do compartimento em que estava se escondendo.


“PAREM COM ISSO!” Hermione gritou, empurrando Ron de volta para o banheiro. “AGORA MESMO!” ela adicionou, agarrando Harry pelo braço para prevenir que ele fosse atrás de Malfoy sozinho. “Não aconteceu nada.”


“Mas você disse...” Ron começou.


“Espere,” Ginny interrompeu, “se você não viu ele… se você não o pegou no ato,” ela perguntou ao seu irmão, claramente confusa com toda aquela confusão, “então por que...”


“Porque o repugnante ser desprezível a tinha encurralado e estava insultando-a sobre os Comensais da morte,” ele respondeu. “Se eu soubesse que ele tinha tocado realmente em você. Eu teria matado aquele…”


“Ron, olhe a boca,” Hermione censurou. “Tem primeiro-anistas à bordo. E ele não... ele não fez... Eu mesma rasguei-a quando vocês dois estavam brigando.”


“Rasgou o que?” Harry perguntou, estreitando seus olhos em suspeita.


“A blusa dela,” Ron suspirando, ficando vermelho carmim enquanto falava. “Tem certeza que foi você mesma que rasgou isso?” Ele perguntou a ela seriamente. “Malfoy não...” ele continuou, no querendo chamar o menor traço de atenção das outras duas pessoas paradas ali.


“Não,” ela respondeu vivamente.


“Ele não...”


“Não.”


“Você tem certeza?” Ron perguntou, estreitando seus olhos raivosos para ela. “Você pode me dizer se ele fez. Eu não vou matá-lo. Eu juro. Eu só vou fazê-lo se arrepender do dia que nasceu.”


“Não,” Hermione insistiu. “Ele...bem...ok...,” ela hesitou. “Ele veio por trás de mim e me beliscou, mas… isso foi antes dele saber quem eu era,” ela adicionou. “Ele ficou tão chocado quanto eu quando me virei. Então ele pareceu desgostoso de ter realmente me tocado e agiu atirando em mim os insultos usuais,” ela admitiu. “Um pouco mais maldoso, eu suponho.”


“Ele estava falando sobre como ele desejava que os Comensais da Morte tivessem matado você quando eu entrei,” Ron rosnou com raiva.


“É bem, isso não é como se nós nunca tivéssemos escutado ele falando isso antes,” Harry murmurou.


“Do que você está falando?” Hermione perguntou, observando que ela não era a única surpresa com as notícias. Ginny estava realmente boquiaberta olhando para Harry atônita. Ron por outro lado, estava encarando seus pés, recusando-se a encontrar o seu olhar.


“Você sabe, aquela vez quando nós tomamos a...,” Harry começou a explicar e então vacilou. Ele olhou de relance para Ginny desconfortável por um momento e então continuou. “Aquela vez no segundo ano,” ele disse, esperando que Hermione percebesse sobre o que ele estava falando, “quando nós tivemos uma conversa privada com ele.”


“Quando vocês tomaram o que?” Ginny perguntou, seus olhos encarando esperançosos por todas as suas faces antes de aterrisarem na de Harry mais uma vez. “Quando vocês tiveram uma conversa privada sobre... oh...” ela disse baixinho enquanto a compreensão se evidenciava nela. “Por isso que você tomou a poção polisuco,” ela perguntou constrangida. “Você pensou que ele era o Herdeiro da Slytherin.”


“Ele falou pra vocês que ele esperava que eu fosse a próxima vítima?” Hermione perguntou calmamente.


“Não, ele disse que esperava que você fosse a primeira a morrer,” Ron grunhiu.


“E você nunca me contou?”


“Você tinha bastante com o que se preocupar, virando um gato e tudo mais.”


“Ron,” Ginny gritou, esmurrando seu irmão no braço.


“Nós não queríamos te aborrecer,” Harry falou desconfortavelmente. “Além do mais, você sabe como Malfoy é. Ele só fala não faz.”


“Hum hum,” Hermione murmurou. “Bom é melhor nós voltarmos para o vagão dos monitores antes que comecem a reunião sem nós,” ela disse, propositadamente mudando o assunto.


“Nós encontraremos você assim que isso terminar,” Ron falou para Harry enquanto Ginny o empurrava para fora do banheiro na direção do corredor.


“É, tudo bem,” Harry suspirou, olhando os outros três se afastando juntos. Parece que vamos ser somente eu e o Neville esse ano, ele pensou enquanto virava-se e se dirigia ao próprio vagão.


 


 

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