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4. Indigo: The Soul


Fic: Rainbow Drops - Femmeslash


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Foi Hermione quem deu o próximo passo. Viu a corvinal fechar os olhos antes de selar seus lábios aos dela, a língua pedindo passagem. Uma vez juntas foi como se dançassem, travando uma batalha que não haveria perdedoras. Os movimentos estavam em tal harmonia que pareciam ter sido ensaiados, ondas elétricas pareciam correr livre junto com a circulação das duas e o tempo passava vagarosamente. Os segundos poderiam ser horas, dias sem conta, até que se separaram.


 


 


Hermione pareceu voltar a si, o rosto corado, a expressão embaraçada.


- Desculpe, eu não sei o que aconteceu, eu não... – Balbuciava incoerências.


Lilley, por outro lado, tinha ares surpresos, mas mantinha sua habitual tranquilidade.


- Está tudo bem, Hemione. Não tem motivos pra pedir desculpas, foi só um momento...


- Um momento. Certo. Só um momento. – A grifinória olhou para o teto e começou a dar pequenas voltas pelo aposento.


Sophie riu.


- Porque a agitação?


- Nada, não é nada, eu só não consigo ficar parada quando estou nervosa, sabe como é, e como eu não sei o que falar em um momento como esse, quer dizer, eu nunca vivenciei um momento como esse, então estou andando, espairecendo, não sei, realmente, o que aconteceu? É, não sei.


A corvinal olhava abobalhada a garota dizer tudo aquilo sem parar para respirar uma só vez, e teve que estreitar os olhos para acompanhar. Em vão. Não entendeu absolutamente nada. Aproximou-se lentamente e segurou os braços de Hermione, que estavam balançando ao lado do corpo, à medida que a menina continuava rodeando o banheiro.


- Calma. Entendo sua confusão. Mas... Você preferia que não tivesse acontecido? – A grifinória pensou ter visto tristeza dos olhos da outra, entretanto, ao piscar, não havia nada lá. Apenas a indiferença tão conhecida.


Tentou ser sutil, apesar de sua cabeça estar explodindo naquele momento. Sutileza não estava entre seus pensamentos.


- Sim, quer dizer, não. Não sei. – Desviou os olhos sentindo que poderia chorar, ou pior, fazer a outra voltar a chorar.


- Entendo. – Lilley soltou a outra e direcionou a cabeça para a grande banheira - que mais parecia uma piscina - observando a sereia adormecida do vitral. Seu olhar, contudo, era vago.


O silêncio imperou no recinto por longos minutos.


A corvinal voltou falar. Surpreendentemente, seu tom não era frio. Era gentil.


- Como eu disse, está tudo bem, foi um momento. Isso não significa que não possamos ser amigas. – Virou-se para Hermione, a última frase foi dita com certa timidez, reparou a menina.


- Claro que podemos ser amigas. Nada me alegraria mais. - Ela sorriu nervosamente, ainda envergonhada.


Viu a outra sorrir de volta brevemente antes de adotar a postura irônica de sempre.


- Se você quiser posso até mesmo esquecer os últimos minutos de minha vida. – Apesar de não haver agressividade em sua voz, a grifinória sabia que ela não estava sendo sincera. Ela não poderia esquecer, nem se quisesse. Poderia?


Um estranho pavor se apoderou da garota. Será que significou alguma coisa pra “Princesa da Corvinal”? Como ela havia dito, não era inexperiente. Teve outras pessoas na sua vida. Será que Hermione seria realmente apenas mais uma?


Não. Disse uma voz firme em sua mente. Não foi só mais uma. Mas não poderia ser mais do que foi. Amigas. Parecia uma boa oferta.


- Se achar que te convém, Sophie, não vejo porque guardar recordações do... momento. Contudo, não foi nada demais, não é? Nada que prejudique nossa amizade. – Sorriu e sentiu um gosto amargo descendo por sua garganta, seguido de uma incomoda contração na região da traquéia. Apesar de tudo, não queria que a menina esquecesse. Hermione sabia que ela mesma não esqueceria tão cedo.


- É. Nada que prejudique. – a grifinória percebeu o esforço da outra para sorrir, e sentiu-se angustiada. Foi até ela e a abraçou, colocando as mãos seguramente nas costas, longe de qualquer região tentadora.


- Melhor irmos, Hermione. Já passou da meia noite. Mesmo sendo monitoras, duvido que pegue bem andarmos as duas pelo castelo a essa hora... – A corvinal soltou-se do abraço e dirigiu-se para a saída. – Você vem?


- Sim, sim. Você está certa. – Hermione arrumou brevemente as vestes e precipitou-se para a porta com a outra.


 


As garotas andaram lado a lado silenciosamente, sem se olharem. Quando chegou o momento de seguirem em diferentes direções, elas pararam, fitando-se.


- Sophie... – A grifinória começou.


- Sem sentimentalismos, Hermione. Já tivemos muito disso por um dia – A garota riu, tentando parecer descontraída.


Hermione sorriu.


- Nem adianta dizer que não gosta dessas coisas. Hoje eu vi que você é, na verdade, uma manteiga derretida sentimentalista. – Disse em tom acusatório.


Lilley riu novamente. Dessa vez, foi sincera.


- Oh não, fui descoberta. – Disse com deboche. – Até mais Hermione, nos vemos por aí.


- É, nos vemos.


- Afinal, você sempre da um jeito de me seguir. – E saiu, sorrindo uma última vez ao ver a grifinória indignada abrir a boca para responder.


Hermione suspirou, conformada, e seguiu ela própria para seu salão comunal.


 


Ao chegar no salão comunal, a garota encontrou Harry sentado na mesma poltrona que estava antes dela sair. Sua cabeça pendia para o lado e o mapa do maroto jazia esquecido em seu colo. Estava dormindo. Aproximou-se um pouco e pode perceber os pêlos do braço do garoto eriçados, imediatamente sentiu frio também. Fechou a janela que dava a vista para o lago e selou o mapa “Malfeito feito”. Preferiu não acordar o amigo. Hermione sabia que o garoto, assim como ela, estava com dificuldade para dormir esses dias.


Subiu para o dormitório masculino, a fim de guardar a capa de invisibilidade e o mapa. Evitando ao máximo fazer barulho, a garota entrou e se encaminhou até o malão de Harry para depositar os objetos. Quando estava saindo, ouviu Rony murmurar palavras desconexas. Mordeu o lábio inferior. Para variar, sua curiosidade era maior que o medo de ser pega. Sorrateira, chegou próxima ao ruivo e curvou-se ligeiramente em sua direção.


- Mione. Hermione. – O garoto contorcia-se na cama e abraçava o travesseiro, os olhos fechados.


A garota corou furiosamente e afastou-se apressada, esquecendo-se da cautela.


Quando chegou a seu dormitório e deitou, Hermione estava mais perdida que nunca. Ao ouvir Rony chamar seu nome, não sentiu a felicidade que imaginava sentir, ou que sentiria se não fosse o que acontecera mais cedo. Sentiu vergonha. Não vergonha por estar nos sonhos do amigo; vergonha de saber que, seja lá o que o amigo sonhava, ela não poderia mais corresponder propriamente. Uma lágrima solitária escorreu por seu rosto.


Não queria aquilo para ela. Não poderia ficar com outra garota. Hermione sempre desejou uma vida, se não normal, ao menos tranqüila; com um bom marido e a casa repleta de filhos. Não que pretendesse ser dona-de-casa ou submissa ao esposo. Pelo contrário, trabalharia e viveria em pé de igualdade com ele. Riu ao imaginar-se colocando o homem para cozinhar, enquanto punha a mesa ou ensinava a lição a sua filhinha caçula. Seu riso, contudo, logo se verteu em um pranto. À lágrima solitária, logo se juntaram muitas outras. A menina teve que encaixar o travesseiro sobre seu rosto para abafar os ruídos de seu choro.


Não soube em que momento adormeceu. Estava tão cansada, seu copo não agüentou muito tempo. Seus sonhos não passaram de perturbadoras cenas avulsas. Ginny olhando para ela raivosamente, exclamando coisas como: “Eu sempre soube que você era lésbica”; “Eu dormi com você, tomei banho com você, como pode me contaminar desse jeito?”; “Você me enoja, Granger.”. Em seguida, Draco saindo do livro de poções do príncipe para beijar Harry. Rony abraçado à Lilá, fitando Hermione e dizendo, resignado: “Eu namoraria você, Mione, se você não fosse sapatão.” Sophie rindo desdenhosamente: “Você realmente pensou que conseguiria quebrar o gelo que existe dentro de mim?”


Acordou, os olhos arregalados. Passou nervosamente a mão sobre a testa encharcada de suor. Hermione olhou para a janela e em seguida para o relógio. Quatro da manhã. E ainda era Terça; gemeu angustiada. Nunca desejou tanto que o fim de semana voltasse como desejava nesse momento. Queria fugir para longe, ou simplesmente correr. Correr até que seus pés doessem tanto, que ela cairia no chão. E por lá ficaria. Inerte. Sem sentir, sem pensar, sem querer nada além da inércia. Mas eram quatro da manha de uma Terça-Feira.


A garota sabia que não adiantaria nada ficar na cama, apenas se reviraria até dar a hora que do despertador tocar.


Tomou um banho demorado, tentando não se lembrar e não imaginar nada, preocupando-se com combinar alguns óleos essenciais que havia comprado nas férias. Sabia, pela aromaterapia, que não deveria misturar duas essências contraditórias, mas não pôde evitar. Tinha forte extinto para combinações de perfume, fazia-os como hobby desde que descobrira em herbologia o ramo que tratava especialmente de princípios aromáticos. Optou por misturar a essência de canela – que daria um toque picante – a de jasmin. O jasmin, reza a lenda, desperta o amor em nosso coração, libera nossas mágoas e favorece a auto-estima e confiança. Experimentou a mistura formada e ficou em êxtase por alguns minutos. Era tão conflitante que chegava a ser tentadora, inebriante. Encheu um pequeno frasco com o perfume recém descoberto, quando se deu conta de que, apesar de dispares, a canela e o jasmin eram poderosos afrodisíacos. Não pode deixar de rir com isso. Tinha se decidido e a última coisa que queria no momento era seduzir alguém.


Seu pensamento invariavelmente voltou-se para Sophie. O que experimentou com ela na noite passada jamais experimentara com mais ninguém; nem com Rony e definitivamente não com Vitor. Era como se cada pedaço ínfimo de seu corpo quisesse aumentar o contato com o da menina. Infelizmente, esse era o problema. Lilley era uma garota, assim como Hermione. Não poderia dar certo.


Quando o relógio informou que era sete da manhã, Hermione desceu. Encontrou Harry ainda adormecido e o acordou delicadamente.


- Harry, tá na hora.


O garoto abriu os olhos, espantado.


- Hermione, você enlouqueceu?


A garota riu.


- Não, Potter, não enlouqueci. E se você não quiser perder a aula de poções é melhor tirar logo a bunda daí e ir trocar de roupa.


- Pera... – Disse abobalhado – Que horas são?


A morena suspirou.


- Sete horas.


- Puta que pariu. – Levantou-se, tomando impulso. – Cadê o Rony?


- Aqui, cara, por onde você esteve? – O ruivo descia as escadas e ia de encontro aos amigos.


- Eu estava aqui olhando o lago, acho que acabei dormindo – Colocou a mão por trás da cabeça, desconcertado. – Falando nisso, foi a Hermione que esteve em algum lugar.


- Quê? – Rony olhou para a menina.


- Harry, a hora. – a grifinória tentou mudar de assunto.


O garoto lançou-a um olhar desconfiado antes de apressar-se em direção ao dormitório.


- Por onde você esteve? – O outro repetiu a pergunta, dirigindo-a agora para a menina.


Ela esperou alguns minutos antes de responder, tentando pensar em algo.


- Fala, Hermione!


- Longa história. Rony, tenho um assunto mais urgente que preciso falar com você. – Improvisou.


Viu o garoto contrair os ombros antes de responder.


- Diga, Mione.


- O Harry. Sinceramente, você tem que concordar comigo que ele não está normal.


O ruivo deu um risinho.


- Para, Mi, você só está com ciúmes porque agora ele é melhor em poções que você.


Ela irritou-se, vendo o feitiço virar contra ela.


- Claro que não.


- É, você está certa. É o príncipe que é melhor.


- Não é isso.


- Não é isso o que? – O moreno já estava de volta, arrumando a gravata ali mesmo.


- Hermione acha que você está estranho porque está melhor que ela em poções.


- Ah Hermione, chega dessa discussão né? Eu devo muito ao príncipe.


- Que príncipe? – Ginny se precipitava em direção aos garotos.


Ótimo. Hermione estava satisfeita pela primeira vez naquela manhã. Conseguira desviar do assunto original.


- O Harry anda fazendo poções de acordo com o livro rabiscado por um desconhecido.


- Você está seguindo instruções de um livro? – A ruiva parecia preocupada e irritada.


- Gi, não é igual ao diário de Riddle... – Harry estava contrariado.


- Você não sabe disso. – Ginny disse rispidamente.


Nesse ponto, o estomago de Rony roncou.


Enquanto desciam, Harry e a caçula Weasley continuavam discutindo.


Harry não falou com Hermione no café. Ela sabia que o garoto pensava que ela era a responsável pela briga com a ruiva. E, de certa forma, ela era; admitiu pesarosa. Não queria causar transtornos, queria apenas redirecionar as atenções.


- Que cheiro é esse, Mione? – Rony disse na aula de poções, inesperadamente.


- Ah – corou – Uma mistura que eu fiz hoje.


- Hm. – O ruivo inalou novamente e fechou os olhos. – É muito boa.


- Obrigada. – Abriu um grande sorriso e desviou o olhar, envergonhada. Arrependeu-se. Seu olhar cruzou com o de Sophie Lilley, no outro canto da sala. A corvinal encarou-a longamente, balançando a cabeça para o lado em uma saudação.


A grifinória sentiu que engolia uma pedra de gelo. Bastava um olhar da outra para ela tremer por dentro. Virou-se depressa para sua poção sem corresponder ao comprimento. Assim seria mais seguro. Não sabia que emoções deixaria desencadear caso seus olhos se fixassem nos dela por mais um segundo.


Quando a aula terminou, o trio deixou a sala rapidamente. Apesar de ter preparado perfeitamente o que foi pedido, Harry parecia magoado. Hermione decidiu desculpar-se com o amigo, mesmo achando toda a história do Príncipe Mestiço uma palhaçada. Puxou o moreno para o lado e lançou um olhar explicativo para Rony, que imediatamente achou algo de muito interessante na fenda do teto.


- Não queria causar um desentendimento entre você e Ginny, Harry. Desculpe por isso.


O garoto pareceu surpreso.


- Esquece Hermione. Não foi nada.


Ela insistiu.


- Eu sei que aquela ruivinha é importante pra você. – Disse, séria.


- Bom... Ela é a irmã do meu melhor amigo, claro que é importante. – O menino parecia desconcertado e nervoso.


Hermione riu.


- Claro, claro. – apertou o ombro do amigo, num ato de compreensão.


Naquele instante, Sophie Lilley passou apressada por eles com Alice Windsor no seu encalço. A grifinória percebeu um lampejo em sua direção. Sabia que vinha dos olhos de Sophie. Retirou imediatamente a mão de Harry, mas a garota já estava bem à frente.


Viu um olhar intrigado nos olhos verdes a sua frente, e agradeceu a Deus por Rony ser impaciente.


- Vamos gente, temos o próximo horário livre. – O ruivo exclamava de longe, chamando-os.


Mataram tempo nos jardins, como sempre. Harry, assim como Hermione, estava aéreo. Conversava com Rony sobre quadribol – assunto que não interessava a menina, que lia qualquer coisa – mas não prestava a devida atenção. O ruivo, alheio ao clima estranho, tagarelava sem parar sobre como estava guardando galeões para comprar o uniforme de goleiro oficial do Chudley Cannons.


- Falando nisso, quando é mesmo os testes de para o time? – a garota perguntou, distraída.


- Esse fim de semana. – Harry respondeu no mesmo tom.


Rony ficou repentinamente branco e quieto.


- Você vai se sair bem. – a menina segurou a mão do amigo e viu o rosto do garoto ganhar entonação rapidamente, até ficar vermelho. Interrompeu o contato, lembrando-se de repente do que ouvira no dormitório. Sentiu que, assim como ele, ela corava.


O moreno olhava a cena incomodado, e Hermione sabia que interpretava erroneamente o que tinha acontecido.


Ela pigarreou e levantou-se, célere.


- Vamos almoçar? Depois ainda temos Feitiços e Defesa Contra as Artes das Trevas.


Harry gemeu, juntando-se a menina.


 


Os dias passavam, para a surpresa da garota, lentos. Secretamente, ela sabia que isso se devia ao fato de estar evitando Sophie Lilley a todo custo, mesmo tendo concordado que seriam amigas.


Não que a menina a procurasse. A corvinal não se aproximara nenhuma vez para conversar, pelo menos não diretamente. Hermione várias vezes a flagrava encarando-a ou sorrindo para ela. Chegou a sorrir de volta uma vez ou duas apenas. Depois de três dias tentando contato à distância, Sophie parou de sorrir, ainda que às vezes rastreasse o olhar da outra em alguma aula, ou nos corredores.


A grifinória queria muito falar com Lilley novamente, mas tinha medo de não conter as emoções que se apoderavam dela quando estava perto da garota. Ela nem sequer sabia que emoções eram aquelas.


Freqüentemente apanhava-se pensando no toque da menina, mas repreendia-se e negava que tivesse qualquer interesse romântico por ela. Entretanto, não era tão ignorante de si mesma. Sabia que alguma coisa acontecia com a proximidade de Sophie. Alguma coisa poderosa. Mas não tinha certeza se queria descobrir o que era. 


 


 


A manhã de Sábado chegou, preguiçosa. A áurea do fim de semana já tomava conta do castelo. Alguns Alunos aproveitavam o dia para dormir até a hora que lhes conviesse, enquanto outros conversavam ruidosamente pela propriedade.


 O trio, entretanto, estava cedo no estádio de quadribol. Hermione foi para a arquibancada assistir ao testes, após desejar boa sorte para os amigos. O início foi um martírio para Harry, que tentava não se descontrolar com os novatos e os estudantes de outras casas. A garota, por outro lado, divertia-se. Era interessante ver como o moreno lidava com a situação. Os artilheiros foram escolhidos. Ficou feliz por Ginny, que voou excepcionalmente bem. Viu a decisão dos batedores para, enfim, chegar aos testes de goleiro.


Hermione viu Lilá Brown acenar histericamente para Rony. Constatou melancolicamente que não sentiu nada parecido com quando viu Anne adiantar-se para beijar Lilley.


Olhou para Rony, que estava particularmente nervoso. Era um péssimo sinal a coloração verde no rosto do ruivo, parecia que iria vomitar a qualquer momento. A garota inquietou-se. Não gostava de vê-lo naquela situação. Assistiu exasperada a perícia do garoto chamado Córmaco McLaggen, e, temerosa pelo amigo, secretamente o confundiu. Sabia que não deveria ter interferido. Mais tarde, naquele dia, Harry comentou com ela que a tinha visto lançar o feitiço. Todavia, ela estava se esforçando mais do que o comum para gostar de Rony. Sabia que ele era o certo pra ela. Tinha a oculta esperança de que esqueceria o que quer que fosse que sentia por Lilley com o ruivo.


Tinha consciência que isso era ridículo, que era uma forma de manipulação. Mas procurou não se importar. Teria que conseguir, pois se falhasse, perder-se-ia. E era muito prudente e sensata pra admitir que uma garota a desestruturara.


Quando subiram para o salão comunal aquela noite, era impossível não estarem contagiados com a alegria do ruivo, que falava por horas e horas sobre sua atuação e fazia análises meticulosas de cada gol que defendeu. Hermione ria internamente. Estava feliz pelo amigo e aquela noite entregou-se a Morfeu na maravilha de uma noite sem sonhos.


 


Os acontecimentos aceleraram na vida de Hermione. Logo veio a primeira e a segunda aula de Dumbledore com Harry, marcando um mês sem contato com Sophie Lilley. Ela achou que o tempo tiraria a garota de seus sonhos, de seus pensamentos e de seus desejos mais sigilosos. Enganou-se redondamente. Cada vez que a via sua pulsação acelerava e seu coração parecia ser apertado por um rolo compressor. Sentia que perdia o ar dolorosamente e tinha uma insistente vontade de gritar. Sua proteção rompia-se lenta e inexoravelmente. Hermione tinha a consciência de que logo não agüentaria mais e correria atrás da garota.


Mas até esse dia chegar, seguraria o resto do seu orgulho com afinco.


Quando não estava com os amigos e sentia-se sozinha, passou a trancar-se por horas, para trabalhar na descoberta de novos perfumes. Ironicamente, o melhor continuava sendo de jasmin e canela. Quimicamente eles deveriam se repelir, mas na pele da garota impregnavam com tal magnetismo que não conseguia achar explicação plausível.


Contudo, sua paz na atividade perdeu-se quando ela tentou uma mistura com essência de damasco. Estacou com a lembrança. Sophie cheirava damasco, até sua boca tinha o sabor da fruta.


 Ignorando a cautela, a grifinória pesquisou dias para reproduzir o aroma da outra. Da memória, puxava sensações olfativas e sensitivas que ela desconhecia ainda possuir. Com uma semana descobriu o básico da fragrância. Além do damasco, havia laranja e cravo, em proporções menores.


Após o júbilo da descoberta, veio o desespero. Tantas vezes recriminou Harry por sua cisma com Draco Malfoy e agora se encontrava na mesma situação. Mesmo que não procurasse por Lilley, tudo que ela fazia de importante voltava-se para a garota. Nem sequer tinha forças para evitar o olhar da garota mais. Era verdade que a corvinal não a olhava com a mesma freqüência que antes, mas cada vez que seus olhares se cruzavam, Hermione via o desespero e a saudade na outra. Ela sabia. Seus olhos refletiam a mesma coisa. Tinha que tomar uma decisão. Depressa.


 


Três dias depois, o tempo e a ocasião decidiram por ela.


 


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P.S 1: Odeio a Hermione nesse capítulo.


P.S 2: Cadê, cadê, cadê os comentários? ): kk

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