FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

10. O Filho das Trevas


Fic: O Filho das Trevas - reescrita


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

- O Filho das Trevas -


 


“Yesterday was a million years ago


In all my past lives I played an asshole


Now I found you, was almost too late


And this earth seems obliviating (…)


We are damaged provider modules


Spill the seeds at our children’s feet


I so empty, here, without you


I know they want me dead


 


I know it’s the last day on earth


We’ll be together while the planet dies


I know it’s the last day on earth


We’ll never say goodbye”


               


The Last Day On Earth, Marilyn Manson


 


Era dia 1º de Janeiro. O sol brilhava na neve cintilante, embora as nuvens escuras rodeassem, sorrateiras e agourentas, as montanhas além.


Senti-se mais velho do que realmente era. Seu coração ficara lá em cima, dentro de um armário, quando saíra, minutos atrás. Mesmo assim, era quase fácil fazer o que tinha que fazer.


Ele entrou nos círculos de pessoas. Havia quatro voltas, onde o mais externo era composto pelos grupos inferiores, enquanto o menor e mais interno fosse formado pelos seus mais íntimos aliados. Ele passou por todos, até chegar ao centro. Todos eles olhavam, ansiosos, se perguntando por que suas marcas queimaram naquela manhã, depois de todos aqueles dias sem notícias. O fato de todos estarem ali os deixava ainda curiosos.


Ele olhou mais uma vez para o castelo, para a fileiras de janelas do segundo andar, para tomar coragem. Apesar do desejo de voltar até lá, aquilo deu certo, e com uma última respiração profunda, baixou os olhos para seus Comensais da Morte.


- Quero que se preparem para a batalha que vai decidir o futuro do mundo da magia - disse, calmamente, sem problemas para se fazer audível a todos os Comensais silenciosos.


Alguns estremeceram, tensos, ao ouvir aquilo. Ele não fez nada para acalmá-los, entretanto.


- Quando aparatarmos daqui, agora, para nosso destino, enfrentaremos o que pode ser o fim da guerra - continuou, agora andando dentre o círculo menor. - Agora, Harry Potter, do outro lado daquelas montanhas, está fazendo este mesmo discurso aos Aurores, à Ordem da Fênix e à Armada de Dumbledore.


Houve alguns murmúrios agitados nos círculos mais afastados, apesar da maioria ainda fazer silêncio completo. Ele olhou para o grupo Cinco, já a par da situação - eram os mais silenciosos e os mais estáticos de todos. Atrás destes, o número de seguidores se multiplicava inúmeras vezes, muito mais numerosos desde a última vez que os reunira.


- Olho para vocês agora, e vejo centenas de homens e mulheres que não tiveram medo de declarar seu apoio a mim. Vejo pessoas que, apesar de nem sempre terem sido bem-sucedidos nos encargos que lhe foram confiados, contribuíram para expandir nosso poder e nossos objetivos desde que retornei, há sete anos. E conseguimos, não conseguimos?


Ele parou. Todos observavam-no, atenciosos e ligeiramente presunçosos.


- Vocês podem imaginar um mundo novo, um mundo onde não precisaremos no esconder? Onde nós ditaremos as regras e onde não haverá sangue trouxa maculando nossas linhagens? Vocês podem imaginar o mundo que vamos construir? Sim, Comensais… Estamos a apenas um passo de alcançá-lo.


Ele parou um pouco. Alguns de seus seguidores pareciam orgulhosos e quase sonhadores.


- Mas não se iludam. Não estou lhes garantindo a vitória - disse, impassível. - O desfecho é imprevisível… Apesar do poder que conquistamos juntos nestes últimos anos, se o Ministério resistiu até agora, ele tem competência para nos combater de igual para igual. A diferença entre nós e eles, é que eles irão lutar honestamente. E é que temos um problema… Não acho isso justo.


Os Comensais do grupo Cinco encararam-no, disfarçando a surpresa, mas outros não foram tão sutis. A maioria, porém, parecia ainda não ter entendido do que se tratava o discurso.


- Eu quero que essa seja uma batalha justa - falou, olhando principalmente para quem não demonstrara sinal algum de surpresa. Alguns então levantaram as sobrancelhas, como se não tivesse ouvido direito. - Quero que lutemos de igual para igual. Nada de reféns, nada de dois contra um, nada de golpes baixos… Se for para vencermos, não quero que restem dúvidas de que merecemos.


Alguns agora encaravam boquiabertos, como se achassem que ele havia enlouquecido. Ele deu um leve sorriso para si mesmo; ele sabia que não havia enlouquecido, apesar de estar agindo como se estivesse - e sorrir apenas confirmava isso. Mas não estava preocupado com sua reputação àquela altura, contanto que o obedecessem. E eles não seriam nem loucos de ignorar suas ordens…


- Eu sempre prezei o sangue-puro, amigos… Sabem como acho desnecessário desperdiçá-lo… Portanto, todos os Comensais menores de vinte anos estão liberados desta vez. Também estão liberados aqueles que não desejam mais me servir; não vou impedir ninguém, e prometo que não restará ressentimentos. Entretanto, só darei esta oportunidade; farei um único feitiço, e basta desasaparatar aqui, nestes círculos, para se verem livres de suas Marcas Negras.


Dizendo isso, puxou a varinha do bolso e apontou sua mais fiel aliada para o alto. Um vapor luminoso e azulado foi saindo dela e expandindo-se, pairando sobre eles como uma névoa. Nunca imaginara que um dia realizaria aquele feitiço, mas ali estava ele… Libertando os que não se dispunham a morrer por ele.


Não houve, porém, reações imediatas.


- Milord - chamou uma voz, às suas costas, quase um minuto de silêncio depois. Ele virou-se. Uma mão com uma varinha levantou-se do segundo círculo, identificando o seu interlocutor. Era um rapaz do grupo Seis que já vira algumas vezes. Fez sinal para que prosseguisse. - Ainda não tenho vinte anos, mas não quero perder minha Marca Negra. Quero lutar.


Houve poucos murmúrios de apoio ao breve discurso. A determinação na voz do jovem Comensal o fez sentir um assomo de gratidão. Era uma pena, pensou, enquanto encarava o olhar firme do outro, que o fim estivesse tão próximo…


- Você, e quem mais se dispor a isso, será bem vindo - assegurou-lhe, ainda fitando-o. Via a obstinação nos olhos daquele rapaz, e sabia que uma recompensa seria um gesto sensato. - Aproxime-se, meu jovem. Faz parte do grupo Cinco agora.


O Comensal arregalou um pouco os olhos, mas encheu-se de orgulho e deu um passo à frente, preenchendo a lacuna que se abrira entre Rookwood e Dawson.


Ele então olhou para o resto dos reunidos.


- Mais alguma dúvida?


Algumas pessoas se entreolharam. Uma mulher na frente dele levantou a mão, no terceiro círculo.


- Eu e meu marido também não queremos perder nossas Marcas Negras, senhor… Mas temos um filho pequeno e… Estou com medo. Não há ninguém para cuidar dele se… se não voltarmos - disse a mulher, com a voz fraca, como se duvidasse da própria ousadia.


Ele não respondeu de imediato. Era estranho que aquilo estivesse acontecendo, mas compreendia aquela mulher. Compreendia como era a sensação de abandonar o próprio filho, e também como era difícil pensar em abandonar o parceiro. Sabia e sentia, naquele exato momento.


- Vá embora, você e seu marido - disse para a mulher, simplesmente. - Mas vocês perderão a Marca. Isso não é mais importante que seu filho, é?


A mulher abanou a cabeça, parecendo um pouco emotiva por trás da máscara. Ela olhou para o homem ao seu lado, eles deram a mão e desaparataram.


Depois dela, ele viu outros debandando. Alguns iam sozinhos, outros acompanhados. Quanto mais longínquo o círculo, mais desfalcado ficava. Ele voltou-se para os seus mais fiéis seguidores, próximos a ele.


Encarou os Malfoy, parados um pouco à sua direita. A mulher olhava para baixo.


- Narcissa - chamou, aproximando-se, de modo que apenas ela e o marido ouvissem. - Você não é uma Comensal da Morte. Vá embora.


A mulher levantou os olhos muito brilhantes para ele. Bellatrix teria lhe contado?


- Não posso - respondeu, chorosa, a voz fraca. - Lucius e Draco… Preciso ficar com eles.


O homem ao lado dela olhou-a, incomodado. Ele virou-se para Lucius.


- Vá com ela. Levem Draco - disse, severamente.


O Comensal negou com a cabeça.


- Desculpe, mestre, não vou a lugar algum.


- Então diga a ela - insistiu.


O homem encarou-o por alguns instantes. Então virou-se para a mulher.


- Pegue Draco…


- Não… - choramingou a loura.


- …e vá. Saiam do país. Será mais seguro…


Ele afastou-se. Não iria interferir na despedida. Virou-se para os Lestrange.


Bellatrix encarava-o, mas ele sabia que ela estivera prestando atenção à conversa ao lado.


- Sua irmã está indo embora. Vá com ela - sugeriu ele.


A mulher ergueu mais a cabeça e foi com uma voz quase ofendida que respondeu:


- Te seguirei até o inferno.


Ele suspirou.


- É o que nos espera - consentiu ele, em voz baixa. - Valeu a pena?


A outra abriu um sorriso torto.


- Cada minuto.


Ele retribuiu o sorriso. A fidelidade de Bellatrix era admirável… Eles viviam o mesmo mundo, e ambos sabiam que não haveria mais espaço para ela quando o resguardo dele se fosse. Lamentava por isso, mas ela fizera sua escolha quando se conheceram, há muitos anos. Ele praticamente a vira crescer…


- Tenho muita consideração por você, Bella - disse, desnecessariamente. - É como uma filha pra mim, você sabe.


Ele captou sem querer um pensamento na cabeça da mulher que desejava não ter visto. Bellatrix devia ter percebido pela sua expressão, mas não desviou os olhos.


- É, eu sei - disse a bruxa, a voz ao mesmo tempo decepcionada e conformada.


Eles se encararam por mais alguns instantes, mas ele realmente não sabia mais o que dizer. Apenas fez um movimento com a cabeça e virou-se.


O grupo Cinco era apenas sete agora. Todos os três integrantes do grupo noturno haviam desaparatado, junto com um terço de suas tropas. Não foi com grande surpresa, porém, que ele encarou aquilo. Os que restaram pareciam preocupados, mas decididos. Era o suficiente.


Ele observou a própria sombra na neve - já era hora. Ele apontou a varinha para o alto e encerrou o feitiço. A névoa azulada cintilou e desapareceu.


Lutou contra o impulso de voltar para dentro do castelo, destrancar a garota e pedir desculpas por tê-la assustado. Tudo parecia muito mais difícil agora que sabia que teria que ir para longe dali. Uma parte dentro dele reclamava da injustiça de ter que se afastar do que mais lhe fazia bem justo quando um raio de luz entrara em sua vida. Por outro lado, ele tinha certeza que a escuridão seria maior se ele vivesse para perdê-lo, e sabia que desta vez não estaria pronto para encarar aquilo.


Era sua última oportunidade.


Sentia-se mal em fugir do sofrimento eminente enquanto Ginny teria que enfrentar o seu, mas, no final, concluíra que era fraco. Fraco frente a sentimentos tão puros quanto o que sentia agora, e por isso sempre fugira deles. Ginny já os sentira antes, e esperava que ela pudesse suportar melhor… Esperava que ela vivesse pelo filho, por mais que nunca o perdoasse pelo que ia fazer.


- Hora de ir - disse, em voz alta para os que restaram.


Olhou uma última vez para Basilisk Hall. Acenou com a cabeça, afirmativamente. Desaparataram.


O lugar que haviam escolhido era aberto e plano. Não havia nada ao redor, a não ser montanhas. Ninguém de fora poderia se aproximar daquele lugar naquele dia, previamente encantado para isso. A batalha deveria transcorrer secretamente, sem maiores imprevistos.


A fileira das tropas rivais já estava formada e aguardava. Harry Potter liderava, parado algumas posições à frente.


- Varinhas em mãos - disse ele, para seus homens, que formavam uma linha tão extensa quanto a dos adversários, às suas costas. Sentiu-se se movimentarem, em guarda.


Ele encarava Harry Potter, que retribuía o olhar, obstinado.


Porém, mesmo sabendo que ia vencer, Potter não demonstrava sinal algum de arrogância. Parecia até apreensivo, apesar de determinado. Ele achava que sabia o que era: a sensação que precedia assassinato. Obviamente o outro nunca passara por isso, e estava mergulhado em receios.


Ele avançou alguns passos, prendendo a varinha no cinto, e fez sinal para o outro se aproximar. Potter obedeceu, e também guardou a varinha. Apesar dos metros que separavam-nos, ele julgava que a distância era suficiente para conversarem em voz alta.


- Aqui estamos - disse ele em voz alta, levantando as mãos alguns centímetros e apresentando seu exército.


O outro assentiu com a cabeça.


- Desta vez será até o fim - falou o rival, sério, ainda encarando-o.


- Sem dúvidas. Ao vencedor, o destino da humanidade… Soa interessante.


Seus Comensais riram brevemente.


- Não contou a eles, não é? - perguntou o outro, na língua que apenas ambos entendiam.


- Alguns sabem. Vão lutar assim mesmo - respondeu ele, calmamente, também em ofidioglossia.


- É bom ver que alguns ainda se consideram seus amigos. Seria um fim solitário sem eles, não? - provocou Potter, com um leve sorriso.


Ele também sorriu.


- Realmente seria. É uma pena que os seus possam morrer antes do fim da batalha…


- Eu não pretendo estender isso por muito tempo - respondeu Potter, sem se alterar.


- Então se prepare - sugeriu, claramente, em inglês, tornando a pegar sua varinha. - Não vou facilitar.


- Não espero menos que isso - respondeu o garoto, também puxando a sua e posicionando-se para o duelo.


Ele hesitou um segundo para sorrir, então atacou. Ambos os exércitos entenderam aquilo como o começo da batalha, e as linhas paralelas avançaram o suficiente para duelarem. Ninguém, entretanto, se envolveu na luta dos dois.


Harry Potter havia melhorado em muitas vezes suas habilidades desde quando duelaram no dia de seu retorno. O rapaz não estava tendo dificuldades para bloquear seus ataques, e ainda replicava com feitiços e azarações ao seu nível. Menos mal. Lamentaria se tivesse que ser derrotado por alguém mais fraco do que ele.


Acertou-o com uma Cruciatus, mais por habito em usar a maldição do que realmente por vontade de infligir dor ao rival. A raiva que sentia pelo garoto não era nem um terço do que costumava sentir. Impedia-se, entretanto, de gostar do mesmo.


Ele aproximou-se enquanto o outro ainda estava no chão, deixando apenas alguns passos de distância. Cessou a maldição e apontou a varinha para Potter. Duas azarações indistintas, porém, dispararam em sua direção, obrigando-o a defender-se. Hermione Granger e Ron Weasley apareceram na mesma hora atrás do amigo, as varinhas ofensivas em sua direção.


Antes que ele tomasse qualquer atitude, porém, dois Comensais surgiram ao seu lado e distraíram os dois escudeiros de Potter. Ele viu Lucius e Bellatrix entrarem em combate com Weasley e Granger, respectivamente, enquanto Harry Potter tornava a ficar em pé.


O feitiço do inimigo o pegou de surpresa. Errou seu rosto por centímetros, e ele viu fios negros do próprio cabelo se espalhando pelo ar, chamuscados e incandescentes.


Hora de finalizar aquilo. Desaparatou e tornou a aparatar a três metros de onde estava, atrás do outro. Potter percebeu e virou-se a tempo. Sentiu a ponta da varinha pressionar seu peito, ao mesmo tempo que ele tocava a sua própria onde dezenove anos atrás fizera uma cicatriz…


Ele sentiu a guerra hesitar por eles. Apenas os mais instigados continuavam a lutar, mortalmente.


- Prometa-me, Potter, que nada de ruim vai acontecer a ela quando eu não estiver aqui - disse, rapidamente, em ofidioglossia, encarando fixamente os olhos verdes e apertados do outro.


- Eu prometo. Mas não estou fazendo isso por você - respondeu o adversário, secamente.


Seus pensamentos não o contradisseram.


- É o suficiente - sussurrou. E sorriu. - E eis que você fica com a vitória, com a fama, e com a garota… Como se sente sabendo que terá tudo isso assim que disparar a maldição, Potter?


Pela primeira vez, o outro retorceu o rosto de perturbação, e não da dor que sentia a cicatriz.


- Nem um pouco orgulhoso, acredite.


Ele acreditava. E não precisava de Legilimancia para isso. Algumas pessoas eram inacreditavelmente desapegadas ao poder…


- E se eu não quiser mais fazer isso? - perguntou Potter, parecendo repentinamente ainda mais perturbado.


- Então, provavelmente, eu farei, e outra pessoa tomará seu lugar depois de você. O único problema é que não serão tão compreensíveis com a mulher que terá um filho meu - argumentou, em voz baixa. - E é isso, Potter, que eu receio no momento. Você pediu por essa chance, eu estou dando-a. Faça, antes que eu mude de idéia.


Mas não havia realmente mais vontade de vê-lo morto nos pensamentos do outro. Covarde. Teria que fazer aquilo sozinho.


Imperio, pensou, sentindo sua varinha vibrar levemente.


Ele sabia que quanto mais perto da vítima, menos chances de dar errado, mas como em todas as outras vezes que tentara amaldiçoar o rapaz com aquela maldição, ele resistiu. Era claro o quão abominável Harry Potter considerava assassinar uma pessoa, mesmo que a pessoa tivesse feito isso com seus pais e com parte dos que ele amava. Mesmo tendo tornado sua vida um inferno. Mesmo que essa pessoa tivesse ganhado a mulher por quem era apaixonado. Mesmo assim.


Talvez não devesse ter dado provas de que havia mudado. Seria mais fácil induzir Potter se este ainda pensasse que ele não tinha mais nada em mente além de vencê-lo. E não ia negar, em sua cabeça ainda achava bastante tentador estar passível de acabar com a guerra vitoriosamente ali, naquele exato momento.


Ele viu com o canto dos olhos quando o duelo ao seu lado acabou. Um raio verde acertou o Comensal no rosto, e o impacto foi forte o suficiente para fazer voar longe a máscara e soltar os cabelos, que ondularam palidamente uma última vez enquanto o corpo ia ao chão.


Acabe logo com isso, Potter. Menos pessoas você poderá salvar a cada segundo que passa. Se não vai fazer isso por você, faça pelos outros!


Seu pensamento surgiu algum efeito, diretamente ligado com aos do outro. Ele viu em seus olhos. Sentia-o cedendo.


Faça isso por Ginny! Ela merece alguém melhor do que eu!


Conseguiu.


E o tempo repentinamente ficou mais lento.


Ele estava prestes a morrer…


Prestes a morrer por uma garota.


Uma garota que não continuaria seu império, que não iria criar seu filho, sangue de sue sangue, para ser um assassino.


Aquele era um fim absurdo para o maior bruxo de todos os tempos.


Mas sorriu.


Sorriu porque sabia que faria tudo de novo se tivesse a chance.


E enquanto percebia vagamente a boca do seu executor formando as palavras, ele não sentia medo algum. Sentia-se feliz por estar dando a vida por algo que valia a pena, mesmo que fosse apenas o vazio, ou seu turbulento castigo, que o aguardasse.


Sentia-se simplesmente pleno em morrer por ela.


 


------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


FIM


 


Nota – Música: finalizando com The Last Day On Earth, composta por Marilyn Manson, da banda americana homônima, da (linda) versão acústica apresentada no álbum ao vivo The Last Tour On Earth. Assim como na música do Slipknot, duas estrofes diversas foram unidas para fazer mais referência ao enredo. (Manson abre a fanfic, Manson encerra a fanfic - esse é o cara. Ouça a versão indicada da música, é inspirada!)

Então é isto! Muito obrigada a você, que acompanhou a fanfic, e desculpe pelos momentos de tristeza, rs. Espero que aguarde pela continuação reescrita. Pretendo lançar uma short-fic no intervalo, mas tudo depende de meu tempo livre. Enquanto isso, vou reescrevendo a O Dragão Negro como posso. Sempre será um prazer para mim escrever T/G, e pretendo nunca parar de fazer isso ;)
Mais uma vez obrigada pela atenção e espero profundamente que tenha gostado.

Atenciosamente,
Arkanusa
(a boba que chora relendo pela décima terceira vez um único trecho da própria fanfic e também quando assiste só o final de A Noiva Cadáver)

PS: COMENTE, POR FAVOR! Foi difícil concilar faculdade e escrita, demonstre se isso valeu a pena!

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.