FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

2. Primeira Vez


Fic: Little Deaths Presente para Josys Chocolate Finalmente atualizada.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

A Primeira Vez


 


Porque o desmanchar de sonhos também é morte, mesmo que não literal.


Eu senti um pouco de meu mundo de fantasia ruir ao ouvir aquelas palavras. Elas eram como adagas afiadas cravadas fundo em meu peito. Eram ácidas. Eram sarcásticas. Eram slytherins.


E eu, inadvertidamente, não usava verde prata. Usava vermelho e dourado. Usava coragem, enquanto ele usava astúcia. Eu era ousada. Ele era sarcástico.  Eu, fogo. Ele, tempestade.


Opostos. Opostos que se atraíam com desejo; mas repeliam-se com o amor.


 


**********


Eu recebi a carta de Hogwarts aos onze anos. Era apenas um pedaço de pergaminho, mas tornou-se muito valioso para mim. Tornou-se como ouro. Ele explicava que eu era diferente, que eu era especial. No primeiro momento, importou-me mais a explicação que a Escola. Minha vontade era de pegar um estilingue e arremessar aquelas palavras aos outros. Os que me chamavam, dentre outras coisas, de estranha.


Nunca tive muitos amigos, admiradores e tampouco namorados. Nunca havia sentido o frisson que acompanhava o unir dos lábios ou o simples carinho de alguém do sexo oposto. Até ele.


Eu tinha nos livros as melhores companhias. Não falavam. Não criticavam. Não excluíam. Apenas estavam ali, para quando eu precisasse deles. E eles me ajudavam, me davam as respostas.


Isso foi verdade até um dia em que tingi o cabelo de uma garota de azul e transformei os fios lisos em pequenas serpentes. Eu sempre soube que fui eu. Antes disso, as coisas levitavam ao meu redor quando estava com raiva, mesmo que não o demonstrasse. Depois do episódio do cabelo, ganhei um apelido.


Hermione, a Estranha.


Não foi bom, mas eu pude ignorar.


Ao receber a carta, quis dizer a todos eles que assim me chamavam que eu não era estranha – eu era especial. Pela primeira vez, senti-me assim. Senti-me única, espetacular.


Eu via em Hogwarts um novo mundo que se apresentava a mim. Um novo mundo com suas magias, suas particularidades e pessoas especiais, como eu me sentia no momento. Eu estava feliz pela primeira vez em anos.


Eu quis conhecer esse mundo novo através do que eu podia. Fui ao tal Beco Diagonal e trouxe comigo todos os livros que pude e os li muito mais rápido que quaisquer outros. Eu devorava as palavras e imaginava aquele mundo do qual eu faria parte. O meu lugar no mundo.  


O dia do embarque foi pura euforia. Havia ansiedade. O ar de novidade pairava sobre mim, que sempre fizera tudo certo. Tudo perfeito.


Eu sempre tirava notas perfeitas, era a filha perfeita, a estudante perfeita e – se me deixassem sê-lo – a amiga perfeita. Eu queria ser assim em Hogwarts também.


O Expresso se estendia até onde a vista não alcançava e eu estava simplesmente fascinada. Eu via o abstrato tornar-se real. Eu via o meu mundo perfeito de fantasia ganhar vida perante meus olhos.


Era magnífico. Era perfeito – até ele.


Meu mundo colorido foi ficando mais cinza a cada descer do sol. Eu não fizera amigos. Mesmo com notas perfeitas, sendo a aluna perfeita, eu não conseguira cativar ninguém. Continuava Hermione, a Estranha. Eu consegui ter certeza disso ao ser chamada de pesadelo pelo menino ruivo, Ron. Pensei que talvez eu nunca mudasse. Pensei que não interessava o lugar, eu continuaria sempre diferente, sempre esquisita. Eu sempre afastaria as pessoas. Mas o que fazer se aquilo era a minha essência? Destruir?


Era isso que eu pensava quando vi um enorme trasgo entrar pela porta do banheiro feminino. Depois, vi Ron. Logo atrás vinha Harry.  Eles vieram por mim, mesmo eu sendo mandona. Mesmo me chamando de pesadelo, fora Ronald quem desacordara o trasgo. E eu lhe seria eternamente grata. Eles poderiam achar que eu tomara toda a responsabilidade por gratidão, mas não era por isso. Eles eram os primeiros a lembrarem-se de mim sem dever fazê-lo. Eles foram os únicos a me salvarem porque quiseram fazê-lo, mão porque eram obrigados. Eu encontrei amigos.


Foram eles que me fizeram ver que eu não precisava mudar. Eu não precisa ser outra Hermione. Eles me cativaram para sempre. E eu os cativei. Eu já não era Hermione, a Estranha. Eu me encaixava. Essa realidade martelou com força em minha mente. Eu pertencia a um lugar. Mesmo com toda a esquisitice e ares de perfeição, eu me encaixava. Eu fazia parte de um grupo. Eu tinha amigos. Pela primeira vez.


E isso me deixou feliz. Extremamente. Eu encontrei pessoas que se importavam verdadeiramente comigo. Era isso que importava e eu estava feliz. Até ver que nem tudo era perfeito. Ele fez questão de descolorir meu mundo.


Ironicamente, era uma bela manhã. Pode ser o maior clichê do mundo, mas a minha primeira pequena morte aconteceu numa manhã de céu claro.


Eu não gostava de quidditch, mas queria acompanhar aquele treino em particular. Não soube o porquê no momento, e continuo sem saber. Havia um fio invisível que me puxava ao campo naquela manhã. O time gryffindor aprontava-se para entrar no campo. Todos de vassouras nas mãos e sorrisos nos rostos.


Invasão slytherin. Eles eram arrogantes e eu preferia manter distância daquele tipo de gente. Para eles, algo parecia feder embaixo de seus narizes empinados. E foi assim que aconteceu: eles simplesmente invadiram o campo e mostraram um pergaminho assinado por Severus Snape que os autorizava a usar o campo a fim de treinar o novo apanhador.


Draco Malfoy.


Esse nome me persegue. Ele está em cada espaço vazio em mim. Meu amante. Meu algoz. Meu assassino, aquele que me mata aos poucos.


Não pudemos deixar de reparar nas vassouras novas e padronizadas do time verde e prata. Eles fizeram questão de exibir.


- Presente do pai do Draco.


Aquela voz asquerosa e quase tão nojenta quanto o ser que a possui. Marcus Flint, capitão do time da slytherin. Eles exibiam aquelas vassouras como troféus, como se só por tê-las eles venceriam a Copa das Casas.


- Pelo menos ninguém do time gryffindor pagou jogar, entraram por puro talento.


Essa frase estava entalada em minha garganta.


Quem eram eles para criticarem? Quem eram eles para rebaixarem o time gryffindor?


- Ninguém pediu sua opinião, sujeitinha de sangue-ruim.


Sangue-ruim.


Esse era o abismo entre nós. Esse era o motivo de eles se acharem superiores. Todos os jogadores da slytherin eram puro-sangue.


Sangue-ruim.


Essa pequena diferença era tudo. Ela mostrava que eu não pertencia àquele lugar como imaginei. Ela fazia rachaduras no meu mundo, tornava-o cinza. Ela me rotulava, me definia. Ela me rebaixava. Informava-me que eu não era perfeita naquele mundo, que, de algum modo, eu não pertencia a ele.


Ela destruía meus sonhos de ser perfeita. Destruía meu mundo de fantasia.


Ter aquela verdade esfregada em minha face de forma tão seca e bruta trouxe lágrimas aos meus olhos. Lágrimas de raiva e revolta, mas também de frustração e dor de ter os sonhos quebrados.


Eu senti um pouco de meu mundo de fantasia ruir ao ouvir aquelas palavras. Elas eram como adagas afiadas cravadas fundo em meu peito. Eram ácidas. Eram sarcásticas. Eram slytherins.


E eu, inadvertidamente, não usava verde prata. Usava vermelho e dourado. Usava coragem, enquanto ele usava astúcia. Eu era ousada. Ele era sarcástico.  Eu, fogo. Ele, tempestade. Opostos.


Era isso que eu era: oposta. Diferente, estranha. Sangue-ruim.


 


**********


Uma pequena parcela de mim morreu naquela manhã. A parte que sonhava, a parte que tinha esperanças em pertencer, finalmente, a um lugar, a alguém. A parte que fantasiava.


Uma pequena morte.


A primeira de todas as vezes em que ele matou.


Uma morte pequena, mas que fez derramar tantas lágrimas quanto as outras.


 


 

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.