CAPÍTULO 4 – UM PEQUENO DESENTENDIMENTO
Hermione congelou ao ver Snape parado a porta, e a carta em suas mãos. O homem parecia furioso. Bateu com violência na porta. Os olhos pareciam faiscar.
Agitou a varinha rapidamente e a caixa que estava sobre a mesa se fechou e voltou a seu lugar na primeira gaveta. Snape caminhava lentamente em direção a Hermione. Aquele caminhar tão lento era uma tortura, Hermione preferia gritos ou um ataque histérico, mas sabia que aquele não era o estilo de Snape. Ela pagaria por aquilo.
Levantou-se da cadeira dele e ficou de pé o encarando. Esperando uma reação violenta da parte dele. Mas Snape nada fez, apenas passou por ela e entrou no cômodo ao lado. Escutou o barulho de um armário abrindo e se fechando e os passos dele voltando para o escritório.
Snape sentou-se no sofá do próprio escritório sem encarar Hermione. O silêncio incomodava mais que qualquer grito, era algo extremamente insuportável. Hermione tentava decifrar a cara de Snape sem sucesso. O desprezo dele era pior que qualquer acesso de raiva.
Resolveu que era melhor quebrar o silêncio.
- Se eu disser que estou arrependida vai adiantar alguma coisa?
Ele ergueu os olhos e Hermione viu a fúria passando pelos olhos dele.
- Eu já esperava uma atitude assim, é um desvio completamente normal em grifinórios, sabe?Meter o nariz onde não são chamados...
Hermione se segurou para não dar uma resposta atravessada para Snape,até porque, ela sabia que estava completamente errada naquela situação.
- Eu já disse que estou arrependida! O que mais posso fazer? – disse Hermione que sem perceber aumentava o tom da voz.
A garota viu a raiva de Snape aumentando. Pela primeira vez na verdade, ela via tamanha evidencia de emoções na cara do professor. Afinal de contas, ela não podia deixar de pensar que no fundo ele era humano e possuía sentimentos.
O homem pôs a mão em seu pescoço e segurou a varinha contra sua testa com força.
- Como ousa falar assim comigo... Sua... Sua... – as palavras morrendo em sua boca.
- Sangue – ruim? É disso que quer me chamar?
As lágrimas corriam sobre suas faces por mais que tentasse segurá-las. Snape finalmente soltou seu pescoço. E agora encarava uma cena que pra ele era no mínimo bizarra; ver seu próprio rosto chorando.
- Eu não ia utilizar esse termo. Eu ia usar algo como sua fedelha atrevida. È muito atrevimento de sua parte pensar que eu usaria tal vocabulário.Não tenho tantos problemas com nascidos trouxas, se quer saber.
- Ah claro! E isso aqui é uma prova de amor a todos nós, não? – Hermione rapidamente levantou as mangas da veste e deixou a Marca Negra a mostra.
Com a mesma velocidade Snape segurou o braço dela e abaixou a manga da roupa.
- Você não leu a carta toda, não foi?
A garota nada respondeu. O professor olhou profundamente em seus olhos e soltou seu braço.
- Saia daqui agora, Granger, enquanto a minha bondade quer deixá-la viva.
Hermione abriu a porta e saiu correndo em disparada. Enquanto isso, Snape mais uma vez se assegurava se a gaveta estava bem trancada.
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NOTA : Muito obrigada pelos comentários e reviews,e o apoio.Mais uma vez toda a minha gratidão a Cammy . A demora da postagem do capítulo foi por causa que a pessoinha aqui estava lendo Harry Potter and the Deathly Hallows,tanto eu quanto minha querida beta.E claro atarefada com isso de faculdade...ai ninguém merece. Beijocas meu povo.E já sabem: Sem comentários = Viviane irritada= louca pra soltar um crucius na testa de quem passar pela frente.
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