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3. Mandy Neale


Fic: Tentador como o pecado -Quero comentarios


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPÍTULO III


Na manhã seguinte, Hermione comprou vários bilhetes no guichê do metrô, conforme as instruções de Mariah. Introduziu um deles no orifício da máquina e passou pela catraca.


— Muito bem! — Mariah elogiou-a, do outro lado da barreira. — Logo vai se tornar uma nova-iorquina.


Quando os transeuntes se aglomeraram ao redor de Hermione, Mariah percebeu uma certa insegurança nela.


— Quer que eu a acompanhe?


— Não, Mariah, obrigada. Estarei bem.


Na verdade, Hermione se sentia feliz, atenta a tudo, tal qual acontecera no primeiro dia em que fora à escola.


No vagão, segurou-se na barra de metal, enquanto o trem deslizava pelos trilhos sob Manhattan. Ao passar pela Broadway, mais passageiros entraram, rumo aos respectivos empregos.


Mas Hermione iria trabalhar para Draco Malfoy. Essa era a maior aventura de todas.


Gostaria de ter questionado Luciana a respeito da personalidade dele. Quando escutara a proposta de trabalho, Hermione só conseguiu pensar em Nova York, a megalópole, os desafios, as oportunidades.


Nem sequer considerara Draco Malfoy.


Mal se lembrava dele do colégio. Draco freqüentava o segundo grau, enquanto ela cursava o primeiro. Entretanto, recordava-se dos comentários de suas primas mais velhas, Kate e Julie, acerca dos garotos mais bonitos, e Draco Malfoy se encontrava entre eles.


Quando Kate soube que Hermione iria trabalhar com Draco, ficou animadíssima.


Garota de sorte! — comentara. — Draco sempre foi o mais charmoso. E nem se dava conta disso.


Bem, Hermione diria à prima que agora ele sabia.


Contudo, Draco não era arrogante. Não muito. Mas tinha plena consciência de que todas suspiravam por ele. Como conseguia resistir a jovens tão bonitas?


Era incrível vê-lo lidar com elas. Vira Draco dar atenção às modelos sem se envolver. Ele as fizera rir e relaxar. Sabia conversar sem levá-las a sério. Às vezes, mostrava-se indiferente. Mesmo assim, as garotas pareciam adorá-lo. Flutuavam ao redor de Draco como abelhas sobrevoando flores.


Teria sido com uma delas que ele saíra, na noite anterior?, Hermione pensou. Qual teria sido?


Devia ter perguntado a Kate e Julie com que tipo de moça Draco saía na época da escola.


"Por que a curiosidade, Hermione?", indagou-se. A vida amorosa de Draco Malfoy não interessava. De jeito nenhum!


Encontrava-se tão envolta em pensamentos que quase perdeu a estação na qual deveria saltar.


— Com licença! Desculpe-me! Preciso sair! — Aos empurrões, Hermione conseguiu chegar à plataforma. — Meu Deus, preciso me adaptar logo a isto aqui!


Ninguém se importava por vê-la falar sozinha.


Sim, sem dúvida aquela era Nova York.




Havia, pelo menos, três tipos de Hermione Granger.


Primeiro, a professora Hermione. Aquela que Draco acompanhara devido ao temor de vê-la perdida na cidade grande. Deslumbrada, ela arregalava os olhos e tropeçava nos objetos, porque se encontrava absorvida demais pela nova paisagem.


Existia também a Hermione profissional. Fora a única que, na verdade, o auxiliara no trabalho. Draco não precisou repetir mil vezes o que deveria ser feito, pois Hermione antecipava os próximos movimentos.


E durante aquela semana, ela aparecera no horário correto. Seus planetas, ao contrário dos de Cho, pareciam estar alinhados. Como prometera Luciana, Hermione mostrava eficiência.


Por fim, existia a nudez de Hermione.


A sensual e feminina Hermione, que não saía da cabeça de Draco.


No entanto, nos últimos dias, Draco vira apenas a professora e a profissional. De fato, não notara sequer um centímetro da pele rosada, apenas o rosto, o pescoço, os braços e as mãos.


Ela sempre se vestia com discrição. Eram trajes casuais, predominando a postura recatada.


E Draco continuava a recordar. Detalhe por detalhe...


Sabia o que existia sob as peças de Hermione. Por mais convicta que estivesse em ocultar a sensualidade, de nada adiantava.


Às vezes, Draco se surpreendia observando o modesto decote da camisa dela. E, quando Hermione o pegou em flagrante, Draco sugeriu-lhe que abotoasse a blusa para não atrair a atenção de homens mais ousados. .


Hermione acatara a sugestão.


Como se não bastasse estar ficando louco por vê-la despida de novo, naquela noite, sonhara com ela, outra vez!


Por sorte, aquele era o último dia de Hermione no estúdio, porque iria assumir o lugar de Hannah. Hermione usara o horário de almoço para aprender as novas funções.


— Ela assimilou as tarefas com extrema rapidez — comentara Hannah. — Será de grande serventia, se você não precisar dela no estúdio.


Hermione ao lado dele durante as fotos era o último desejo de Draco.


Após o sonho erótico que tivera, estava decidido a mandá-la de volta a Iowa. E sabia que Hermione não iria. Além do mais, Draco teria de explicar a Luciana o porquê do suposto retorno de sua protegida.


Não, mantê-la longe dele seria o suficiente.


Ao menos seria assim, se Draco não tivesse escutado Hermione conversar com Marcy sobre Marcos ao passar pelo corredor.


— Mariah apresentou-me a ele — Marcy dizia. — Fiquei pasma. Marcos não é lindo?


Draco esperou Hermione dizer que o homem era razoável, que não havia ninguém mais atraente que seu noivo, cujo nome ele ouvira a semana toda.


— É mesmo, Marcy. E muito simpático. Ontem à noite Marcos apareceu e me ajudou a mover os móveis para que o pintor pudesse trabalhar no quarto.


— "Simpático" é um bom adjetivo, mas "charmoso" é melhor.


— A comunhão dos dois é perfeita. — Hermione riu.


— Pensei que estivesse noiva — Draco interveio.


Ambas o fitaram, atônitas.


— Seu noivo, do qual não sei o nome, não se importa com o fato de você flertar com outros homens?


Porém, Draco sabia muito bem como se chamava o noivo dela. Hermione não cansava de repeti-lo.


— Estou noiva, mas não morta, Draco. Ainda tenho o direito de apreciar a beleza masculina. Aliás, gosto da sua.


As palavras surgiram com espontaneidade. No entanto, Hermione, sem querer tê-las pronunciado, enrubesceu. Em seguida, veio a expressão de choque.


Ora, ela o chocara também. E Draco sentiu um calor repentino nas faces. Não podia se lembrar da última vez em que uma mulher o fizera corar.


— Foi uma constatação profissional — Hermione tentou corrigir-se.


— Claro. — Draco piscou. — Do mesmo jeito que também a aprecio profissionalmente.


Marcy soltou uma gargalhada.


— Vá embora — Hermione dispensou-o. — Tenho de dar alguns telefonemas.


— Mas estava conversando com Marcy.


— A respeito de trabalho.


— Sobre homens, isso sim.


Constrangida, Hermione cerrou os lábios e desviou-se. Não voltou a fitá-lo.


Inclinando-se, Draco tocou a gola da blusa.


— Pode desabotoá-la, Hermione.


Então ela o encarou, alarmada.


— Não há nada aí que eu já não tenha visto.




Apesar das brincadeiras ocasionais de Draco, Hermione ficou satisfeita com sua primeira semana em Nova York. Começava a se adaptar.


Conseguia usar metrô, ônibus e táxis com razoável facilidade. E não teve maiores dificuldades em desempenhar o trabalho do estúdio.


Na verdade, era mais divertido do que imaginara. Esperava ser uma espécie de gandula, mas Draco a deixava participar dos instantes que precediam as sessões de fotos, quando ele verificava a luminosidade. Hermione fazia perguntas, e Draco explicava tudo com prazer.


Ao notar o ávido interesse, ele aprofundava as explicações, indicando como trabalhava e o que seria importante ressaltar nas imagens.


Por sua vez, Hermione sentia-se uma ardorosa aprendiz.


Certa ocasião, Draco estendera-se num assunto. Então sorriu e disse:


— Se a estiver aborrecendo, mande-me ficar quieto.


— Não está, não — ela retrucara, com doçura. Mas no fundo desejava confessar o privilégio de estar com ele.


Contudo, tivera a presença de espírito de se calar. Estava farta das insinuações de Draco acerca de sua nudez, portanto, não alimentaria oportunidades para voltar ao assunto.


Conforme o tempo passava, sentia-se mais disponível ao aprendizado. Hermione sempre gostou de fotografar as pessoas. Observar Draco trabalhando era a chance de especializar-se com o mestre. Jamais imaginara que as fotos realizadas para o jornal de Collierville pudessem assemelhar-se à alta categoria do ofício de Draco Malfoy.


Embora o cenário fosse artificial, ele conseguia estimular a espontaneidade das modelos, revelando a humanidade de cada uma delas. Quando Hermione fizera esse comentário, Draco replicara:


— As pessoas são sempre as mesmas.


E, quanto mais se dispunha para ele, mais presenciava a verdade contida naquela frase.


Draco até fora capaz de dissuadi-la a despir-se e posar! Mas não a tratava da mesma forma festiva e sedutora que dispensava às garotas.


Hermione tentou não pensar no assunto. Tinha mais a fazer.


Depois de surrupiar alguns álbuns e fotos antigos de Draco, passava as noites estudando-os, na tentativa de aprender a ver o que ele enxergava.


Os retratos mostravam uma habilidade surpreendente de eliminar o essencial. Embora houvesse algo de misterioso e sombrio, a superficialidade preponderava. Draco transformava o mundo em algo simples e uniforme.


Contudo, Hermione notou que a peculiaridade, o foco singular, era uma característica anterior. Os trabalhos mais antigos revelavam o talento pessoal de destacar o que havia de próprio nas modelos.


— Assertivas de um principiante — Draco resmungara quando Hermione comentou o fato.


Quem era ela, afinal, para questionar o sucesso de Draco Malfoy? Não achou falhas nas fotos atuais, que eram simples. Focalizavam os olhos, exprimiam clareza e nitidez de movimentos.


Semelhante a ir ao museu e estudar as peças em exposição. Hermione chegou a essa conclusão porque, quando não estava de serviço, passava horas no Museu de Arte Moderna. Sabia que Nova York era repleta de galerias incríveis, mas começara por aquela que mais se diferenciava das de Collierville.


Na sexta à noite, ao chegar em casa, pegou o guia da cidade e planejou o final de semana. Estava determinada a aproveitar ao máximo.


Marcos apareceu, carregando uma sacola de supermercado, e fez algumas sugestões. Até ofereceu-se para acompanhá-la aos passeios turísticos.


— Verdade, Marcos?


— Pode apostar. Talvez eu consiga encarar Nova York sob a sua perspectiva. Aonde quer ir, Hermione?


— Que tal a ilha Ellis?


— Perfeito. Domingo?


— Combinado. No sábado irei ao Metropolitan pela manhã, e ao Frick, à tarde.


— Aconselho que faça um museu de cada vez. Se exagerar, talvez nunca mais queira ver um quadro em sua vida.


Por fim, Hermione decidiu que ele tinha razão.


Resolveu ir à lavanderia na manhã de sábado. Enquanto esperava a máquina de lavar terminar o ciclo, folheou revistas à procura do trabalho de Draco. Encontrou uma infinidade de fotografias nas quais o estilo de Malfoy era marcante e reconhecível.


À tarde, dirigiu-se ao Metropolitan e descobriu que Marcos estava correto. Havia tanto a ser visto...


Optou pelas civilizações egípcia, grega e romana. Afinal, a vantagem de viver numa metrópole era poder fazer o que bem entendesse. Não precisava percorrer todo o museu em um só dia.


Satisfeita com o conhecimento cultural, Hermione atravessou o parque e jantou em um pequeno restaurante tailandês, próximo ao edifício. Certa vez, Draco mencionara o quanto gostava de comida tailandesa. Hermione jamais provara algo parecido. Em Collierville restaurantes étnicos não faziam sucesso.


Após a refeição, Hermione concluiu que adorava especialidades daquela parte do mundo.


E Rony, apreciaria? Talvez devesse comprar um livro de receitas da Tailândia. Sendo assim, quando falasse com o noivo, poderia prometer-lhe um jantar exótico logo que retornasse ao lar.


Perto do Lincoln Center, havia uma livraria enorme. Hermione teria de desviar o caminho, mas não se importava de caminhar sob o suave entardecer de verão.


Na seção de culinária, encontrou uma dúzia de livros sobre o que procurava. Por fim, escolheu o menor deles, que mostrava algumas paisagens. Não tinha certeza de poder convencer Rony, se não mostrasse a beleza do lugar.


Ao se dirigir ao caixa, divisou uma prateleira repleta de volumes de fotografia, a respeito dos mais variados assuntos: pessoas, lugares, prédios, estilos de vida. Imaginou se Draco chegara a publicar algum.


Curiosa, começou a vasculhar os títulos.


Hermione ficou impressionada. Pôs-se de joelhos e observou tudo até encontrar o nome Draco Malfoy.


Alguém, de súbito, pisou em sua mão.


— Oh, desculpe-me!


Hermione afastou-se e apertou o livro contra o peito. Ao olhar para cima, avistou Draco encarando-a com espanto.


— Hermione? — Ele devolveu o exemplar que estivera folheando à prateleira e estendeu-lhe a mão para ajudá-la a se levantar. — O que está fazendo no chão?


— Procurando livros. Perguntei-me se você havia publicado algum. Então, decidi verificar. — Indicou a obra que encontrara, presumindo que Draco ficaria satisfeito por ver tanto interesse.


Ledo engano. Na verdade, mostrou certo desprezo ele.


— O que vai fazer com isso?


— Como sabe, tenho estudado seu trabalho, Draco. Pretendo aprender mais.


— Não com isto. — Draco tentou pegá-lo, mas Hermione não permitiu.


Intrigada, leu o título da obra:


Mandy Neale? Nossa! Fez um livro inteiro sobre ela?


Mandy Neale era uma das mais famosas atrizes de Hollywood. Hermione lembrava que, antes do estrelato, fora modelo.


— Você a conheceu, Draco?


— Pensei que conhecesse. Foi há muito tempo. Estou surpreso em saber que ainda restam exemplares.


— Foi o único que publicou?


— Sim. Contudo, não é o único sobre ela. — Draco indicou outros títulos, que continham o nome da estrela.


Um deles, Hermione reparou, era o mesmo que ele estivera folheando.


— Mandy é muito fotogênica.


— E sabia disso. — Draco tomou o volume das mãos de Hermione. — Do que se trata esse?


— Adorei as especialidades tailandesas. Pretendo experimentar algumas receitas em casa. Para Rony.


— Rony... Muito bem. E fará o primeiro teste com o bombeiro, não?


O tom agressivo assustou Hermione.


— Como disse?


— Nada. — Draco verificou o relógio. — Preciso ir. Tenho um encontro.


— Com a mesma garota?


— O quê? Oh, não! Nunca a mesma. — Sorriu, sarcástico. — Divirta-se com seu livro.


Draco virou-se para sair, mas antes avisou:


— Devolva o outro à estante. Não desperdice seu tempo.


Dito isso, Draco se retirou, sem olhar para trás. Hermione ficou olhando para ele até vê-lo desaparecer. Então, voltou a atenção ao exemplar sobre Mandy Neale.


Talvez se tratasse de um trabalho do qual Draco não tinha orgulho. Mas estava curiosa.


O que ele quisera dizer com "pensei que conhecesse"?


Sentou-se numa cadeira e começou a folheá-lo. Mandy aparecia nua na maioria dos retratos. Afinal, era um trabalho de Draco Malfoy...


E havia algo mais. De cunho pessoal, na verdade. Draco conseguira registrar a essência de Mandy. As imagens eram confusas e insinuantes, se comparadas às fotografias recentes de Malfoy. Porém, continham o calor, o toque intuitivo de um verdadeiro mestre no assunto.


Mandy parecia mais jovem, vibrante. Brincava com a câmera, como se a máquina fosse um animal de estimação. Em algumas, aparecia coberta por um tecido transparente, mostrando-se provocante. Em outra, havia somente sua silhueta emoldurada por uma janela, fitando a paisagem, as estrelas e a Lua. Sua expressão mostrava desejo, num nível quase desesperador.


Em que Mandy estaria pensando?


Na página seguinte, Hermione obteve a resposta, porque Draco retratara a modelo fitando a marquise de um teatro com o mesmo semblante.


— Seu nome sob os holofotes... — Hermione murmurou.


Era aquilo que Mandy almejava.


Havia várias fotos de Mandy nua, algumas entre sombras. Em outras, ela surgia deitada sobre uma cama desarrumada. As expressões faciais modificavam-se a cada cenário, distante, sonhadora, ávida. A objetiva captara as emoções. Em certos momentos, Mandy ria, seduzia e... sugeria certo erotismo.


Hermione pôde notar que nenhuma condizia com a atual Mandy Neale, a estrela de cinema. Mas Draco encontrara o potencial da atriz no modo como interagia com o ambiente e a máquina fotográfica.


Aquele trabalho, no mínimo, fora realizado quando Draco e Mandy estavam em início de carreira, Hermione deduziu. Era possível perceber o talento de ambos através das fotos.


Mandy revelava aptidão natural quando apenas degustava uma maçã ou relaxava, imersa em numa banheira de espuma. O olhar que dirigia ao fotógrafo fez Hermione lembrar-se da tentação de Eva.


Haveria Mandy tentado Draco?


Ele se mantinha sempre tão distante das profissionais com que trabalhava... Mostrava-se simpático, atencioso, mas nunca se envolvia com as artimanhas femininas. Retratava o potencial de cada uma, tal qual fizera com Mandy. Contudo, jamais se deixava seduzir.


Parecia incrível como Draco conseguia manter a neutralidade e ainda captar a essência das pessoas. Hermione estava encantada. Gostaria de ter aquele talento. As fotografias que tirara da irmã Alice, a abadessa contemplativa e vivida, chegavam perto. Porém, não possuíam o vigor das de Draco Malfoy.


— Por isso ele é o maior fotógrafo de Nova York, Hermione, e você não — disse a si mesma.


Mas podia aprender com Draco. Aliás, era o que Hermione vinha fazendo todos os dias.


Fechou o livro, imaginando como produzir algo parecido. Draco, na certa, deveria ter acesso a particularidades da vida de Mandy Neale. Ela lhe confiara uma liberdade que poucos conseguiam.


Hermione tentou visualizar-se elaborando a biografia de uma pessoa, captando humores, medos e desejos secretos. Como seria conhecer Draco na intimidade?


Imaginou-se fotografando-o. Claro, teriam de ser fotos no estúdio. No curto espaço em que estivera com ele, selecionara suas poses favoritas, nas quais revelaria a alma de Draco Malfoy.


Tiraria retratos dele atrás da máquina, movendo-se. Hermione sempre permanecia na mesma posição quando fotografava. Draco jamais permanecia imóvel. Arriscava, procurava ângulos e inspirações.


Ao retratá-lo, Hermione faria o mesmo. Registraria momentos de concentração, as feições dele quando se zangava e, com certeza, o sorriso que esboçava ao encontrar uma imagem que o encantava.


Não podia deixar de assinalar o aborrecimento dele em determinadas situações, o modo como coçava a nuca quando ficava perplexo ou desafiava Hermione.


Do que Draco gostava? Que lugares eram seus favoritos?


Hermione nunca estivera na casa de Draco. Como seria? Luxuosa ou simples? Grande ou pequena? Que roupas ele usaria, além de jeans e camisetas? Calças de linho?


Como seria nu?


Hermione arregalou os olhos, assustada.


— Céus! São quase dez horas, e me esqueci de ligar para Rony!




Aqueles livros velhos deveriam ter sido queimados, Draco concluiu, desapontado. Flagrar Hermione ajoelhada, com um exemplar nos braços, não o comoveu. Vê-la curiosa e determinada a folhear as fotos agravou seu mau humor.


O pior fora voltar à livraria, para comprar o livro e jogá-lo fora e descobrir que fora vendido.


Hermione o teria comprado?


Não, imagine... Ela não tinha dinheiro para desperdiçar em bobagens. Poucos fãs de Mandy Neale poderiam ser tão devotados ou perversos, e Hermione Granger não se encontrava entre eles.


Entretanto, ela queria mesmo aprender a tirar boas fotos. Seguia à risca as instruções de Draco e o observava com extrema atenção.


É para isso que estou aqui — respondera quando Draco fizera o comentário. — Também quero ajudar, sem dúvida. Mas me agrada aprender com você.


Draco tinha quase certeza de que, para Hermione, aprender significava comprar aquele livro estúpido.


No entanto, na manhã de segunda-feira, ela não mencionou o fato.


Aflito, Draco esperou que a qualquer momento Hermione o questionasse a respeito das fotos, sobre Mandy ou como ele conseguira aproximar-se da estrela. Porém, ela sentou à mesa de Hannah e iniciou seu trabalho.


Ótimo. Draco não precisava tê-la em seu encalço a manhã inteira, questionando-o sobre aquela publicação, falando dos museus que visitara ou comentando acerca do amado Rony.


Evidente que ele não necessitava disso. Ficou aliviado ao vê-la na recepção.


Em menos de uma hora, queria tê-la a seu lado, pois Cho derrubava o material, esquecia-se das instruções e vacilava. Draco, então, pediu-lhe que atendesse aos telefonemas e mandasse Hermione, cujo desempenho era satisfatório. Cho encarou-o, ofendida.


Minutos depois, Hermione se aproximou.


— Você magoou Cho, Draco.


Irritado, Draco blasfemou.


— Luciana devia ter lavado sua boca com sabão! — ela o repreendeu, pegando o refletor que Cho derrubara.


— Ela não se atreveria.


— Pois eu, sim. — Os olhos azuis faiscaram.


— Gostaria de vê-la tentar.


O clima entre os dois tornou-se tenso. Entreolharam-se, ofegantes. Os seios de Hermione se moviam depressa. Draco sentiu a garganta secar.


— Estão prontos? — a modelo quis saber.


— Sim. — Draco segurou a câmera. — Não fique parada, Hermione. Ajuste os refletores. Rápido!


Ela piscou algumas vezes, como se tentasse neutralizar o choque. Logo apressou-se a seguir as ordens.


Mal trocaram duas palavras durante o resto da tarde.


Jamais deveria tê-lo imaginado nu. Desde então, Hermione não conseguia sequer falar com Draco. Tampouco fitá-lo nos olhos.


E pior, ainda ameaçara lavar-lhe a boca com sabão! Era ela quem tinha de limpar a mente impura.


O que havia de errado, afinal?


Rony... Sim, sentia saudade dele. Esse era o problema. Acostumara-se a ter um homem como referência e, como Rony não estava ali, Hermione, por instinto, apoiava-se no primeiro que aparecia.


Mas tratava-se de Draco Malfoy!


Mais consciente, Hermione decidiu manter-se a distância. Neutra. Imparcial.


Meneou a cabeça e mergulhou o rosto nas mãos. Só morta conseguiria ignorar a presença marcante de Draco Malfoy!


Sendo assim, o melhor seria permanecer atenta para não cometer desatinos. Estava noiva, santo Deus!


— Continue pensando em Rony. — Hermione endireitou-se na cadeira e olhou a aliança. — Rony. Só Rony.


Retomar o trabalho de Hannah fora um alívio, pois mantinha-se longe de Draco. Com exceção da véspera, quando Cho se atrapalhara, e ele tivera de solicitar sua presença.


Naquele dia, tudo seria diferente. Draco e Cho estavam no Central Park, tirando fotografias. Ficariam fora o período inteiro.


Assim, Hermione poderia respirar, tranqüila. Verificaria a correspondência, confirmaria as modelos da próxima sessão de fotos, negociaria com agentes, marcaria apontamentos. E atenderia aos telefonemas, como agora.


— Venha até aqui! — Draco exigiu, tão logo Hermione respondeu à chamada.


— O quê?


— Pegue um táxi. Agora! Preciso de você.


— Eu não...


— Não gagueje! Apenas faça o que mandei. Despedi Cho. Você é minha nova garota!

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