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8. OITO


Fic: O Regresso do Héroi


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Minutos depois, quando chegaram à redação do jornal, Harry e Gina encontraram o prefeito, que parecia uma fera enjaulada, andando de um lado para o outro diante da porta. Quase roxo, de tão vermelho, parecia estar sufocando de calor e raiva.


– Harry, ouvi boatos bastante perturbadores, agora há pouco – foi dizendo, sem nem mesmo cumprimentar os dois.


– Bom dia, prefeito – replicou Harry em tom sarcástico. – Agora pode contar o que achou tão perturbador.


Rodeou-o e abriu a porta para Gina. Ela entrou, seguida pelos homens, e Hagrid olhou-os da mesa onde se encontrava, examinando provas de impressão. Gina notou seu breve cumprimento de cabeça e sua expressão zangada. O que estaria acontecendo, afinal?


– Disseram-me que você provocou uma situação desagradável, entrando numa confusão que envolvia um notório partidário da secessão – o prefeito desfiou, falando com Harry.


– Do que está falando? – perguntou Harry, esboçando um sorriso irônico.


– Acho melhor conversarmos em particular – respondeu Snape, olhando carrancudo para Gina. – Só nós dois.


– Tudo bem. Vamos para meu escritório – Harry concedeu, caminhando para a outra sala.


O prefeito acompanhou-o e fechou a porta assim que entraram.


– O que tem a dizer sobre sua atitude? – indagou, autoritário.


Harry controlou a raiva. Detestava aquele homem, por sua arrogância e também pela chantagem que fazia, ameaçando-o com acontecimentos de seu passado que ele desconhecia.


– Se está se referindo ao fato de eu ter salvado Sirius Black do bando que o estava espancando no meio da rua, prefeito, é verdade. Faria a mesma coisa por qualquer homem, sem me importar com suas tendências políticas.


Snape apertou os olhinhos miúdos. Puxou uma cadeira e sentou-se, tirando o chapéu, com o qual começou a abanar-se.


– Não preciso lembrá-lo do incidente com seu avô, ocorrido dois anos atrás – preludiou. – Na época, concordamos em que a divulgação do fato seria prejudicial à saúde do velho.


Fez uma pausa, fitando Harry com ar maldoso.


– Mudou de idéia? – perguntou. – Quer cancelar nosso acordo? Se for isso, não nos esforçaremos mais para poupar o capitão da vergonha de um escândalo.


Harry engoliu em seco, incomodado. Não fazia idéia do que o prefeito estava falando, mas captou a ameaça embutida em suas palavras. O avô poderia ser prejudicado por algo vergonhoso que fizera no passado.


Um estranho instinto protetor em relação ao velho ergueu-se em seu íntimo. Descobriu que faria qualquer coisa para resguardá-lo de desgostos.


– Para mim, a segurança e o bem-estar de minha família vêm em primeiro lugar – declarou num resmungo.


– Ótimo. Foi o que pensei. Agora, o que podemos fazer para fechar a brecha que existe entre nós, Harry?


– O que deseja de mim?


– Em primeiro lugar, livre-se de Rúbio Hagrid – respondeu Snape com um sorriso vitorioso que fez Harry desejar quebrar-lhe os dentes com um soco. – Em segundo, escreva alguns artigos que divulguem a opinião da Associação dos Negociantes de Hogwarts.


– Que opinião é essa? Que vocês não são aliados de ninguém? Que lucro é tudo o que importa?


– Não precisa ficar tão indignado, meu jovem – disse o prefeito.


Tornou a sorrir, olhando Harry como se olhasse um menino travesso, e levantou-se, saindo da sala.


Irado e cheio de frustração, Harry refletiu que a única maneira de escapar das garras do prefeito era recobrando a memória. Precisava descobrir o que o avô fizera. A questão, porém, era saber se teria tempo para decifrar todos os enigmas antes que fosse tarde demais.


Quando Gina viu Snape sair do Gazette, foi assaltada por um pressentimento sombrio. Algo no sorriso satisfeito e na expressão dos olhos do prefeito lhe fez mal, provocando-lhe um arrepio.


Olhou para Harry, que, parado na porta do escritório, observava Hagrid com ar preocupado.


– Aconteceu alguma coisa? – perguntou.


– Nada que eu não possa solucionar – ele respondeu, entrando no escritório e fechando a porta.


Mais uma vez, Gina sentiu-se excluída, frustrada e irritada. O dia, que começara de modo tão promissor, fora totalmente arruinado.


Precisava fazer alguma coisa para acabar com aquela situação entre ela e Harry. Cansara de ser rejeitada.


Mais tarde, naquele dia, Gina acompanhou o velho Potter ao estábulo e viu-o arrear sua égua preferida, dispensando a ajuda do rapaz que cuidava dos animais. Seus movimentos eram firmes e precisos. Com tristeza, ela refletiu que, apesar de ele ainda ter bastante força física e agilidade, no que se referia à mente era igual a uma criança.


– Está com vontade de passear, capitão? – perguntou.


– Tess precisa fazer exercício – ele respondeu, dando um tapinha no pescoço da égua. – Não se preocupe se eu demorar. Pretendo ir longe.


Saltou para a sela com destreza espantosa para um homem de sessenta anos de idade.


Gina observou-o afastar-se até desaparecer no bosque, seguindo o mesmo caminho de onde ela vira Harry surgir na noite em que ficara à janela admirando o luar. Achou aquilo estranho, porque fazia muitos meses que o capitão não escolhia aquela trilha que o mato começava a cobrir.


Logo esqueceu o fato, voltando os pensamentos para seus planos de começar a minar a resistência de Harry. Começaria o “ataque” naquela noite. Era evidente que ele a achava bonita e que a desejava. Nas duas vezes em que a beijara, quase perdera o controle, abraçando-a com fúria e devorando-lhe a boca com verdadeiro desespero.


O obstáculo que os separava podia ser qualquer coisa, menos falta de interesse sexual. Harry já quase não mancava, sinal de que o quadril melhorara bastante. Ela não o ouvira andar pelo quarto até de madrugada na noite anterior, o que a fazia crer que a insônia não mais o atormentava.


Então, se ele a desejava, e se recuperara a saúde quase que completamente, tudo o que ela precisava fazer era encontrar um modo de encaminhar as coisas para o rumo certo.


 


Gina colocou a última vela no antigo candelabro de prata de doze braços. Sabia que era um desperdício usar uma dúzia de velas, mas elas ficariam acesas apenas durante o jantar e não queimariam até o fim.


Ajeitou o candelabro no meio da mesa e foi para a cozinha, onde o aroma dos pratos que preparava provocou-lhe água na boca. Sorriu ao ver Alvo Potter erguendo a tampa de uma panela.


– Esta noite, capitão, o senhor vai ter uma surpresa. Nosso jantar vai ser muito especial. Quer ver como a mesa ficou bonita?


O velho seguiu-a até a sala de jantar, e ela sentiu-se entusiasmada, admirando a mesa bem arrumada, embora ele não fizesse nenhum comentário.


– Não está linda, capitão?


Ele deu de ombros e saiu pela porta que levava ao corredor.


Gina sorriu e rodopiou, como se dançasse uma valsa. A sensação que experimentava era muito parecida com a que conhecera na noite de núpcias, uma mistura de excitação e timidez.


Faltava uma hora para Harry chegar. Mas o tempo passava depressa, e ela ainda precisava fazer muita coisa para que seu plano não fracassasse.


Deixara Hogwarts cerca de trinta minutos após o prefeito ter saído do Gazette, pois Harry continuara fechado no escritório. Pedira a Toby Sillers que a levasse para casa num trole alugado, já traçando um plano para iniciar a campanha que tinha como objetivo salvar seu casamento em perigo.


Voltando para a cozinha, deixou tudo pronto, à espera apenas dos últimos retoques. Então, foi para a sala de banhos, no andar superior, levando água quente, que despejou na grande banheira de estanho, misturando-a à água fria que já colocara lá.


Escolhera o vestido e as fivelas que usaria nos cabelos. Tinha de ficar muito bonita, para que Harry a olhasse e não pudesse resistir a seus encantos.


 


Harry levou o cavalo para o estábulo e começou a andar na direção da casa. Gina alegara ter algumas coisas para fazer na cidade e alugara um trole, e ele decidira voltar para Potterlane mais cedo. Queria solidão para ler mais alguns jornais antigos, que lhe forneceriam peças para o quebra-cabeça que o atormentava. Precisava, a qualquer custo, descobrir com que era que o prefeito o ameaçava.


Entrando na casa silenciosa, julgou sentir um delicioso cheiro de comida. Abanou a cabeça, desanimado. Se não chegava a falta de memória, ele começara a ouvir um zumbido estranho nos ouvidos, e agora seus sentidos o enganavam. Gina não estava em casa para preparar o jantar, e a moça que a ajudava nos trabalhos domésticos não cozinhava.


Entrou na biblioteca sem preocupar-se em procurar o avô, que gostava de ficar fora até o entardecer. Sentou-se à mesa e olhou para a pilha de jornais a seu lado. Lembrou-se de Gina lendo para ele, mas afastou o pensamento, pois não queria distrair-se com devaneios. A resposta que procurava devia estar naqueles jornais, e ele a encontraria.


Pegou um deles e abriu-o, raciocinando que, fosse qual fosse o grave incidente em que o avô se envolvera, acontecera pouco antes de ele ir para a guerra. Experimentou uma onda de compaixão pelo velho, que era bastante inofensivo. Mas, em sua demência, sabia-se lá o que seria capaz de fazer num momento de grande perturbação.


Estava lendo havia algum tempo, quando, de súbito, ouviu um ruído que parecia vir do corredor. Intrigado, levantou-se, foi até a porta e abriu-a, olhando para fora. Na penumbra do corredor, viu Gina, que se dirigia para a escada.


– Gina?


Ela virou-se para trás.


– Harry! – exclamou, obviamente sobressaltada. – Chegou cedo! Achei que só viesse na hora do jantar.


Uma suspeita cruzou a mente dele. Por que ela se assustara? Por que parecia desapontada? Além disso, dissera que tinha coisas a fazer na cidade, mas voltara para casa. Harry sentiu uma ferroada desagradável, como de ciúme. Ficara dois anos longe dela. Gina podia ter fugido da solidão nos braços de outro homem. Era uma idéia de enlouquecer.


– Tenho hora marcada para chegar em casa? – ele perguntou com irreprimível aspereza, fitando os olhos azuis que pareciam tão inocentes.


– É claro que não, Harry – ela respondeu em tom paciente, com um sorriso hesitante.


– Pensei que ainda estivesse em Hogwarts – ele observou numa tácita acusação.


– Decidi vir para casa. Agora, Harry, se me dá licença, vou subir para tomar banho. Já está tudo preparado e a água vai esfriar. Só desci porque ouvi um barulho aqui embaixo e não imaginei que fosse você chegando.


 


Gina passou o vestido amarelo pela cabeça e puxou-o para baixo. Ajeitou-o ao redor do corpo e abotoou o corpete, que se ajustou ao redor dos seios, erguendo-os sedutoramente. O decote oval não era muito profundo, mas deixava à mostra boa parte do colo.


Ela pendurou o medalhão no pescoço e gostou do efeito da jóia contra sua pele clara. Olhando-se no espelho, imaginou se Harry de lembraria daquele vestido.


– Deixe de ser boba – ralhou, falando com seu reflexo. Homens não são tão sentimentais como as mulheres, e certamente Harry não recordaria que ela usara aquele vestido no dia em que ele pedira sua mão às tias.


Penteou os cabelos, prendendo-os com fivelas nos dois lados da cabeça, passou água de colônia no pescoço, na nuca e nos braços e decidiu que estava pronta para descer.


 


Harry serviu-se de uma generosa dose de conhaque. Lera e relera uma porção de jornais, sem encontrar a mínima referência a algum acontecimento que envolvesse seu avô. Bem, o prefeito dera a entender que o escândalo fora abafado, mas podia ser que uma notícia, mesmo sem revelar o nome do velho Potter, pudesse dar-lhe uma pista.


Suspirou e tomou um gole de conhaque. O zumbido em seus ouvidos pareceu aumentar, e ele bebeu mais um pouco. Teve a impressão de sentir um perfume floral e de ouvir o farfalhar de um vestido. Percebeu que estava tendo uma lembrança.


Então, uma imagem apareceu em sua mente. Era Gina, mas mais jovem, com um ar quase infantil, e estava num lugar onde havia música e vozes alegres. Harry viu-se no meio de uma porção de gente, olhando apenas para ela, que o fitava com aqueles imensos olhos azuis que pareciam retalhos de um céu de primavera. Era a mulher que queria para si, e a teria de qualquer maneira.


Caminhou até ela e estendeu-lhe a mão direita, onde havia um ferimento mal coberto por uma bandagem suja de sangue.


O ferimento que deixara a cicatriz a que Sirius Black referira-se, Harry deduziu. Não se lembrava de como fora ferido, mas sabia que isso acontecera na noite em que conhecera Gina.


“Permita-me que me apresente. Meu nome é Harry Potter”, ele dissera, apertando a mãozinha delicada. Gina era linda, e ele a desejara no momento em que a vira. Mas não se lembrava de tê-la amado. Por que se casara com ela? Apenas para possuí-la?


O zumbido nós ouvidos aumentou de intensidade, tornando-se um assobio insuportável. A visão escureceu, e o copo de conhaque escapou-lhe da mão. Ele ouviu o vidro estilhaçar-se, mas não estava vendo mais nada, além de um túnel escuro que se abria a sua frente, girando numa espiral sem fim.


 


Depois de um tempo que não poderia calcular, Harry abriu os olhos, recuperando-se da vertigem. Lembrara-se de um episódio de seu passado! Entre eufórico por ter recuperado algo das trevas da mente, e irritado por não ter recordado mais, levantou-se e saiu da biblioteca com passos incertos.


Subiu a escada e parou diante da porta de Gina, querendo abri-la, mas relutando, porque sentia que a barreira entre eles não era apenas aquele simples pedaço de madeira.


No entanto, ainda sob o efeito das emoções trazidas pela lembrança do dia em que a conhecera, sentia um grande desejo de abraçá-la e beijá-la.


Com um suspiro, foi para o próprio quarto, fechou a porta e sentou-se na cadeira de balanço perto da janela. Tirou os sapatos e reclinou-se no encosto alto, fechando os olhos. O assobio nos ouvidos transformara-se no mesmo zumbido baixo que o perturbara quase que o dia todo.


Cinco minutos não se haviam passado, quando uma batida na porta o fez abrir os olhos e endireitar-se na cadeira. Outra batida. Ele se ergueu e foi abrir.


– Gina! – exclamou, não conseguindo reprimir a alegria que sentiu ao vê-la.


– Meu Deus, Harry, como você está pálido! Aconteceu alguma coisa?


– Nada de grave. Tive uma espécie de desmaio, na biblioteca, mas já estou bem.


– Quer que eu mande chamar o dr. Shacklebol?


– Não, não. Só preciso de uma boa noite de sono. Olhe, prefiro não jantar. Espero que não se importe.


Gina sentiu um profundo desapontamento, mas forçou-se a sorrir.


– Claro que não – mentiu. – Quer que eu traga um chá?


– Quero, sim, por favor.


– Tudo bem, mas antes vou arrumar a cama para você.


Harry observou-a preparar a cama para a noite. Estava mais linda que nunca, com aquele vestido amarelo de festa e o medalhão que ele dera.


Vestido de festa? Ela realmente planejara algo especial para aquela noite. O cheiro delicioso de comida que ele sentira ao chegar não fora sua imaginação. Gina preparara uma refeição festiva. E vestira-se com apuro. Por quê? Seria alguma data da qual ele deveria lembrar-se?


Linda, dedicada, meiga. Como ele pudera esquecer uma mulher como ela? Como podia não saber se a amava? Sabia que a desejava, mas isso não o satisfazia. Queria Gina em seus braços, em sua cama, mas também em seu coração. Desejo, puro e simples, acabava por apagar-se, mas o amor seria algo que os uniria para sempre.


Com tristeza, Harry reconheceu que estava sonhando alto demais. Marcado pela loucura, não tinha o direito de esperar ser feliz.

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