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2. ela está noiva


Fic: Tentador como o pecado -Quero comentarios


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CAPÍTULO II


Claro que Draco iria encontrar um lugar para Hermione se hospedar. Luciana fizera questão de lembrá-lo de que havia feito tal promessa.


— O quê?! — ele gritou.


Luciana telefonara naquela noite a fim de saber se tudo acontecera a contento e certificar-se de que o irmão acomodaria a "querida Hermione".


— Você afirmou que acharia uma sublocação para ela!


— Eu falei isso? — Draco tinha quase certeza do contrário. — Com essas palavras?


— Bem, se vai bancar o detalhista... — Luciana suspirou. — Quando conversamos, sugeri que procurasse um bom lugar para Hermione, e você concordou.


— Nunca pensei...


Draco não poderia confessar que não a levara a sério. Devia muito a Luciana, e, afinal, ela nunca lhe pedia favores.


Até então.


— Não encontrei nada ainda.


— Nada?!


Ainda, Luciana. Encontrarei um apartamento, não se preocupe.


— Não se arrependerá, querido. Tenho certeza de que essa temporada será ótima para ambos. Hermione estava tão animada! Ela trabalha duro, Draco. Pode lhe pedir qualquer coisa, que estará pronta a ajudar.


Draco se conteve para não contar à irmã que Hermione já mostrara sua disposição, pois Luciana ficaria chocada. Ele mesmo se espantava cada vez que lembrava o ocorrido no estúdio. A nudez de Hermione Granger era uma recordação que guardaria a sete chaves.


— Ela é muito boa com fotos, Draco. Não de seu nível, claro. Mas faz fotografias maravilhosas para a Gazeta.


Gazeta de Collierville era o único jornal da cidade. Pelo jeito, Luciana conhecera o trabalho de Hermione através do jornal, do qual era diretora de redação. Os retratos da Gazeta divulgavam os eventos locais, como aniversários de casamento, torneios de futebol da escola e uma grande variedade de plantações de feijão.


— E foi isso o que a estimulou a vir para Nova York?


— Não exatamente. Tem algo a ver com uma freira, creio.


— Uma freira?!


— Hermione preparou uma matéria sobre ela. Desde então, ficou inquieta, tentando descobrir que rumo deveria seguir. Ela lecionou no jardim-de-infância antes de trabalhar no jornal.


"Céus! Vi uma professora nua!" E pior: ainda recordava o tremor daquele corpo incrível.


— Era excelente com as crianças. Hermione adorava o que fazia, mas também não estava satisfeita. Precisava descobrir que carreira gostaria de seguir, por isso se ofereceu para trabalhar na Gazeta, ano passado.


— Mesmo assim continua insatisfeita?


— Não sei ao certo. Hermione viveu em Iowa desde que nasceu. Agora quer saber o que há além do horizonte.


— Ela não suportará Nova York, Luciana. E muito ingênua. Inocente demais.


— Bem, Hermione tem você e...


— Não tem, não! Não tenho vocação para samaritano.


— Não foi o que quis dizer, querido. Só esperava que... ficasse atento.


Oh, sem dúvida, ele estava!


— Hermione está disposta a aprender o que quiser lhe ensinar, Draco.


"Não diga isso!"


— Você sempre está precisando de uma nova assistente.


Luciana teria andado conversando com Hannah?


— Ela é a mulher perfeita com a qual você... — De repente, Luciana se deteve.


Houve um longo silêncio. Um vazio que Draco não pretendia preencher. Esperava que Luciana não o fizesse também. Sabia o que ela tencionava dizer.


"A mulher perfeita com a qual você poderia se casar."


Não era segredo o fato de Luciana querer vê-lo casado e morando em Iowa. Fora esse o maior desejo de sua irmã desde que Draco passara o verão com um célebre fotógrafo, Kohaku Volante, doze anos atrás.


Trabalhar com Kohaku Volante significara uma oportunidade única de aprender ao lado de um dos mais famosos profissionais do ramo no mundo. Draco se especializaria, e então poderia fotografar o que desejasse.


A pMandycípio, fora esse o plano.


Esperava voltar a Collierville. Porém, a vida tomou outro rumo. E o serviço curto foi prorrogado até o outono, e depois, tudo mudou.


Draco nunca mais voltou.


Agora Luciana apreciava o sucesso do irmão, um fotógrafo de alta categoria. E nunca hesitava em perguntar o que acontecera com a idéia de retratar pessoas comuns em seu dia-a-dia. Jamais se constrangia em afirmar quão bom seria vê-lo ao lado de uma jovem de boa família e morando outra vez em Iowa para tirar fotos de fazendeiros e eventos esportivos.


Entretanto, dessa vez, ela pareceu mais cautelosa.


— Não estou interessado — Draco precipitou-se, para o caso de Luciana resolver listar as vantagens do matrimônio.


— Interessado? Refere-se a Hermione? — Ela riu. — Claro que não! E Hermione tampouco. Ela precisa apenas de um tempo, Draco. Está noiva e se casará em setembro.


Casar-se? Hermione?


De súbito, Draco ficou gelado, como se alguém o tivesse esmurrado no estômago. A sensação inesperada o intrigou. Por que se importava?


Não dava a mínima, isso sim! Foi apenas a visão da bela Hermione Granger nua que o perturbara. No entanto, ela não parecia ser noiva de ninguém.


— Quem é o idiota que a deixou perdida em Nova York?


— Está querendo saber quem é o noivo? É Rony Shelton. Um jovem gentil e trabalhador. Lembra-se de Ernie e Lavonne Shelton? A fazenda do casal fica ao norte da cidade. Rony é filho deles.


— Recordo-me de Kathy Shelton. Ela estudou comigo.


— É a irmã mais velha de Rony. Casou-se e foi morar em Duduque. Três anos atrás, Kathy se divorciou e voltou com os filhos. Há alguns meses, mora na fazenda onde Rony e Hermione pretendem viver. Kathy foi o motivo de eles não terem se casado há três anos.


— Estão noivos há três anos?


— Não. Oito, suponho.


— Oito!


— Vamos mudar de assunto, Draco. Não conheço os detalhes, e não me agrada fazer mexericos.


Draco podia apostar que Luciana sabia de cada pormenor. Em uma cidade como Collierville, todos estavam cientes de tudo.


— Vou desligar agora, querido. Mantenha-me informada. Se quiser saber mais a respeito de Hermione e Rony, estou certa de que ela ficará feliz em lhe dizer. É só perguntar.


Ele jamais faria isso!




Hermione devia sentir-se culpada. Sabia que Draco Malfoy não a queria como assistente. Aliás, se pudesse, ele a expulsaria de Nova York.


Diante dessa situação, Hermione deveria pedir desculpa e sumir.


Mas não. Fora tão importante deixar o lar! Aqueles dois meses seriam fundamentais para que tivesse a chance de conhecer o mundo. Por conseguinte, não poderia desistir, voltar e dizer a Rony que mudara os planos.


Seu noivo desejaria saber a razão.


Hermione era incapaz de mentir, pois isso não fazia parte de sua natureza. E seria humilhante relatar a vergonhosa verdade: posara nua e bancara a tola no primeiro dia.


Que vexame! Jamais revelaria tal fato, nem por um decreto!


Portanto, resolvera ficar em Nova York. Sentia-se um tanto culpada. Pensando bem, não havia espaço para culpa em uma alma repleta de constrangimento.


Naquele instante, já acomodada no quarto de hotel onde Draco a instalara, fitava a silhueta monumental do Empire State Building, ainda ressentida com o acontecido. Na verdade, queria morrer de vergonha.


Mas precisava experimentar sessenta dias vivendo naquela cidade.


O telefone tocou.


— Olá — disse ao atender, sabendo que era Rony.


Ligara para o noivo tão logo se acomodara e, de tão animada, se esquecera da diferença de fuso horário. Acabou deixando uma mensagem na secretária eletrônica, informando-lhe o número do hotel.


— Ei, Hermione! Está satisfeita?


— Ainda não. Como vai?


Rony estava bem. Nada de novo ocorrera, mesmo assim, ele descreveu o que realizara durante o dia. Falou do tempo, das vacas, do jantar na casa dos pais...


— Minha mãe convidou-me. Queriam ter certeza de que você tinha viajado, creio eu. Não conseguem acreditar que está em Nova York.


Muitas pessoas não conseguiam crer. Os habitantes de Collierville não se animavam com a perspectiva de passar o verão na cidade grande. Aqueles que souberam da intenção de Hermione julgaram-na insensata.


Não devia explicações a ninguém, entretanto, exceto a Rony.


Hermione precisava que Rony a entendesse. Haviam crescido juntos, bMandycaram quando crianças. Eram muito unidos na escola e levaram a sério aquela relação enquanto os outros se divertiam nos campos.


Sendo uma romântica incurável, Hermione sempre acreditara que eles tinham nascido para se casar. Ela sabia tudo sobre o noivo.


E Rony, idem, exceto o simples fato de que ela posara em absoluta nudez naquela tarde!


— Está feliz, Hermione?


— Até agora, estou. — Ainda existia espaço para felicidade, apesar da vergonha.


— É o que você esperava que fosse?


— Até mais, na verdade. — Hermione tentou sorrir.


Por sorte, Rony não exigiu detalhes.


— Onde está hospedada?


Hermione informou.


— Imaginei que fosse alugar um apartamento.


— O hotel é temporário. Draco ainda não encontrou um lugar para eu ficar.


— Não se atreva a ficar na casa dele!


— Claro que não, Rony!


Não passaria pela cabeça de Draco Malfoy acolhê-la sob seu teto. Tal possibilidade estava fora de cogitação. Assim que se deu por vencido, desistindo de enviá-la de volta a Collierville, levara-a àquele estabelecimento.


— Sinto sua falta, Hermione.


— Eu também. Estarei aí antes de você perceber minha ausência.


— Sem chance, querida. Ainda faltam sessenta e um dias.


O fato de Rony estar fazendo a contagem fez o peito dela se apertar.


— Comparado à eternidade, não é muito tempo. Tão logo eu volte, ficaremos juntos para sempre.


Às vezes, Hermione perguntava-se se conseguiria existir sem Rony. Talvez fosse essa a razão que a levara a se aventurar em Nova York: descobrir o que realmente desejava.


— Irmã Alice tem de esclarecer muitas duvidas, não é, Hermione?


— Não foi só por causa dela que vim.


Porém, Rony não parecia convencido. E tinha razão de desconfiar de que irmã Alice, a nova abadessa do monastério nos arredores de Collierville, incitara idéias diferentes em Hermione.


No mês anterior, Hermione entrevistara a abadessa, para o jornal. Houve certa empatia entre ambas, e a conversa se estendeu além da entrevista. Irmã Alice dissera que não fora a nova posição no monastério que a trouxera a Collierville, e sim uma jornada espiritual.


Tão logo terminou o colégio, ela ingressou na abadia, repleta de entusiasmo e ideais juvenis.


Como gostei! — dissera a Hermione. — Senti-me em casa, mais viva, centrada. Como se sempre tivesse estado lá. Tudo o mais pareceu perder o sentido. Foi nesse momento que comecei a me preocupar. E se estivesse errada? A vida não me reservava outras experiências? Eu teria optado pelo caminho mais fácil? Fiquei aflita e perdida ao mesmo tempo.


Hermione, que se sentia da mesma maneira, encantou-se com o relato da abadessa.


Sem superar as incertezas, Alice deixou o convento. Para não vir a ter dúvidas de que aquela era sua vocação, resolveu ir viver no "mundo real" por algum tempo para descobrir onde era seu lugar.


Alice gostou do que viu. Entretanto, soube que não se adequaria. Apesar das alegrias que vivenciou, deu-se conta de que seu caminho era o religioso. Então, voltou à abadia.


Aquela conversa com a freira despertou em Hermione a mesma vontade de banir toda indecisão. Então, decidiu ir para Nova York.


— Bem, Rony, conversaremos amanhã, ok? Um beijo.


Hermione fechou os olhos e lembrou-se de Iowa. As pastagens verdejantes e o céu azul invadiram-lhe os pensamentos. Recordou Rony, forte, estável, pacato.


Ele era tudo o que Hermione desejava num homem.


Mas, ao preparar-se para dormir, imaginou-se nua diante dele na noite de núpcias. Rony a olharia com a mesma intensidade que Draco Malfoy a fitara?




Poderia Luciana ser tão poderosa?


Draco acreditava que sim. A irmã sempre semeava o bem e ajudava os mais necessitados. Talvez fosse essa força que levara Hermione a conseguir o que queria.


Estava em pé diante de Hannah, dizendo-lhe que precisava encontrar um apartamento para Hermione, quando Marcy, a estilista, entrou na recepção.


— Ela vai ficar? — Marcy parecia empolgada. — A amiga de sua irmã? Só pode estar brincando!


— Gostaria de estar — Draco resmungou. — Hermione não vai partir.


— A garota se encantou, não? Chegou à conclusão de que não viverá sem você? — Marcy aparecia com freqüência para pentear as modelos. Sabia como as mulheres caíam aos pés de Draco Malfoy. E também adorava provocá-lo.


— Hermione está noiva, Marcy.


— Verdade? Ora, mas para você não será obstáculo.


— Não estou interessado!


O tom de voz agressivo fez Marcy recuar e dar de ombros.


— Nunca está, não é mesmo?


Era do conhecimento de todos que Draco jamais se envolvia com as modelos. Saía com elas, mas não estabelecia compromissos.


— Não — afirmou, convicto.


— Então, Draco, a que horas ela vai chegar? — Marcy resolveu mudar de assunto.


— Disse-lhe que começaríamos às nove. Vamos ver se aparecerá. Talvez tenha pensado melhor e decidido voltar para casa hoje de manhã.


A porta se abriu.


— Quem? Eu?


Irritado, Draco soltou uma imprecação. O fato de Hermione ainda estar em Nova York, somado à aparência doce e inocente, deixou-o desolado. Não podia permitir que Hermione Granger o abalasse daquela forma.


Ao contrário do que Draco imaginara, o repouso fizera muito bem ela. As faces estavam coradas, e a vergonha que a mortificara na véspera desaparecera.


Na realidade, a tonalidade do rosto transparecia boa saúde em vez de constrangimento. Hermione se mostrava ansiosa para iniciar as tarefas.


— Não encontrei um lugar para você se hospedar — ele se apressou a dizer.


— Minha irmã precisa de alguém para cuidar de sua casa — Marcy sugeriu.


Hermione a Draco a fitaram.


— Se procura por uma morada, Hermione, talvez possa ficar na residência dela. Minha irmã resolveu redecorar o apartamento durante o verão e, nesse ínterim, passará a temporada em Hamptons. Outro dia comentou que gostaria de ter alguém para supervisionar a obra, verificar a entrega do material... Enfim, esse tipo de coisa.


— Fantástico, Marcy!


— Espere um pouco — Draco opôs-se.


Todos o olharam. Ele fez menção de falar, mas resolveu calar-se. O que pretendia? Diria que o lar da irmã da estilista de cabelos roxos não era apropriado para uma professora de pré-escola?


— Minha irmã não se parece comigo — Marcy garantiu, como se lesse os pensamentos de Draco. — Mariah é... normal.


— Não quis dizer isso.


"Ora, por que me importar?" Como afirmara a Luciana e Hermione, Draco não pretendia bancar o guardião de ninguém.


— Ótimo, Marcy. Fale com Mariah. Isso me poupará o esforço. Agora vou trabalhar. — Encerrou o assunto e dirigiu-se ao estúdio.


— Espere-me, Draco! — Hermione correu atrás dele.


Draco não a queria por perto. Sua presença se transformara em um martírio.


— Vá ajudar Hannah, Hermione. Cho se ocupará das luzes quando chegar.


De soslaio, Draco notou o ar desapontado de Hermione. Sentiu remorso, mas logo afastou essa sensação. Afinal, determinar outra ocupação não era o mesmo que rejeitá-la.


A porta do ateliê se abriu, e as primeiras modelos entraram, conversando.


— Olá, Draco!


— Bom dia, bonitão!


— Vá — Draco se dirigiu a Hermione, depois de cumprimentar as moças. — Não aceitou a incumbência?


Hermione soltou um suspiro profundo e retirou-se.


Aliviado, Draco colocou o filme na câmera. Marcy começou a pentear a primeira jovem. Por uma fresta, ele pôde divisar Hannah ensinando o serviço a Hermione.


Sorriu, satisfeito. Se ela teria de permanecer em Nova York, auxiliar Hannah era a melhor função. Assim, Draco não sofreria nenhuma tentação.


Cho estava atrasada, concluiu, aflito. Precisava dela para que arrumasse a iluminação e os refletores, para começar a sessão tão logo Marcy terminasse os penteados.


Após ler as notas que a agência enviara, Draco fez alguns acertos e organizou o material, bastante aborrecido.


— Cho ligou, Draco. Não poderá vir hoje. É algo sobre os planetas não estarem bem alinhados.


— O quê?!


Hannah sorriu.


— Pelo jeito, ela é sensível a esse tipo de influência.


Draco encarou-a, repreensivo.


— É pena... — Hannah olhou para o teto. — Pelo jeito você vai precisar de outra ajudante...


Contrariado, Draco observou Hermione. Com a expressão séria, ela falava ao telefone e tomava notas. Então, virou-se para Hannah.


A gerente fitou Hermione e, em seguida, o patrão.


— Posso mandar Hermione tão logo ela termine a ligação, Draco.


— Faça isso.


Cinco minutos depois, Hermione se aproximou.


— O que tenho de fazer, Draco?


— Ajuste os refletores.


Habituado às trapalhadas de Cho e suas precedentes, Draco espantou-se ao notar a eficiência de Hermione. Explicou-lhe o que fazer, e ela empreendeu a tarefa com grande capacidade.


No momento seguinte, modificou a luminosidade sem que ele precisasse determinar. Parecia antecipar as intenções de Draco. E, se não bastasse, fazia tudo em silêncio.


Draco estava impressionado.


Só quando terminaram os retratos e as modelos saíram, Hermione falou com ele:


— Foi divertido!


Cho jamais achava aquilo tudo divertido.


— É. — Draco entregou-lhe a câmera. — Sabe colocar o filme?


Solene, Hermione apanhou a delicada máquina e fez o que lhe fora pedido.


— Essa é outra de suas funções.


Marcy adentrou o recinto, animada.


— Liguei para Mariah. Ela estará esperando Hermione hoje às sete da noite.


— Estaremos lá.


Hermione e Marcy encararam Draco, surpresas.


— Luciana pediu-me que escolhesse o local certo para você — ele achou melhor explicar. — Não me olhem assim! Luciana é minha irmã, e nunca deixei de atender a seus pedidos.


— Certo. — Marcy sorriu.


— Obrigada, Draco.


— Não precisa me agradecer, Hermione. Vamos, temos muito a fazer.




— Nova York é tão cheia de vida! — Hermione não parava de falar, no táxi, a caminho do prédio de Mariah. — Veja!


Ela apontou um homem tocando um piano de cauda no meio da calçada.


— Nunca se sabe que novidades encontraremos na rua.


— Não significa que seja bom — Draco rebateu, pessimista.


Mas nada detinha o entusiasmo de Hermione, que animava-se cada vez mais com o bairro. O edifício ficava próximo ao que Draco morava, na parte oeste do Central Park. De fato, era uma região habitável, ele concedeu, por fim.


Porém, reservou aquela opinião só para si.


— Sou eu quem vai decidir, Hermione. Caso não seja adequado, você não vai ficar — determinou, quando desceram do carro.


— Como?!


— Você me ouviu. — Draco pegou as malas.


Mariah, apesar de irmã de Marcy, era mesmo normal. Alta, atraente e de cabelos compridos. As unhas foram pintadas com esmalte vermelho, não preto. Além dos brincos na orelha, não tinha nenhum outro adereço aparente.


— Moro no segundo andar — falou Mariah, após as apresentações. — O imóvel estava em frangalhos quando o comprei. Agora, tudo foi restaurado. Cuidei dos vazamentos e do encanamento. Restam a pintura e os móveis. Os cômodos não têm quase nada.


O local ficava na face sul, portanto, era bem ensolarado. Não havia mobília na sala, apenas um televisor, um videocassete e uma pilha de almofadas. A cozinha apresentava fogão, geladeira e um pequeno sortimento de pratos, panelas e talheres.


— O fogão é a gás — Mariah explicou. — Funciona muito bem. Há água quente e fria na torneira. A geladeira está ligada. Assim que terminarem de pintar, o marceneiro começará os armários. Talvez faça barulho com martelos e serras, mas na maior parte do tempo você não terá problemas.


Agradecida, Hermione aceitou todos os inconvenientes. No entanto, a cabeça de Draco fervilhava com uma centena de perguntas, que resolveu verbalizar. Os operários possuíam licença? Eram responsáveis? Tinham ficha na polícia?


— Daqui apouco vai querer verificar o currículo escolar dos rapazes, Draco — Hermione ironizou, impaciente.


— Não pode ser descuidada.


— Estou certa de que são muito confiáveis. — Mariah, em seguida, conduziu-os à suíte.


O banheiro precisava de tinta nova, também. A cama enorme no centro do cômodo mostrava sobre si uma pilha de almofadas. Era muito grande para uma pessoa, Draco pensou, nervoso. Poderia Hermione se deixar seduzir por um homem qualquer? O noivo fazendeiro a visitaria nos finais de semana?


"Droga, que diferença faz?!"


— O pintor e o marceneiro restauraram o apartamento vizinho, Draco. O serviço ficou lindo. Pedirei a Marcos para lhe mostrar, Hermione.


— Marcos? Quem é esse? — Draco quis saber.


— Meu vizinho do andar debaixo. Ele comprou o imóvel na mesma época que eu. Fez um ótimo trabalho de decoração. Parece-me um desperdício ser solteiro e pouco aproveitar o conforto da moradia. Marcos é bombeiro. Viaja pelo mundo, sempre dando um jeito nos problemas que surgem após terremotos, furacões, vazamento de óleo e muito mais.


Draco notou os olhos de Hermione se arregalarem. Gostaria que Mariah não prolongasse os detalhes.


— Quando o lixo é recolhido, Mariah? E quanto aos produtos recicláveis? Alguém vai verificar o desempenho dos pintores? Hermione não será a responsável.


— Fiz uma lista, Draco. Especifiquei em que momento cada obra vai ocorrer. Não será incômodo.


Era fácil dizer. Mariah estaria em Hamptons, e Hermione sofreria todas as conseqüências das marteladas intermináveis. E se os empregados fossem assassinos e raptores?


Por sua vez, Hermione não se mostrava preocupada com sua segurança. Pegou a lista e sorriu para Mariah.


— Creio que irei me divertir. — Ela encarou Draco. — E terei uma experiência real em Nova York.


— Ah, com certeza! — Mariah riu.


— Ela trabalha. Não poderá estar sempre aqui.


— Nem será preciso, Draco. Marcos abrirá a porta para os rapazes.


— Achei que seu vizinho viajasse pelo mundo. Não foi o que disse?


— Sabe como é... Quando viaja, vai a todos os lugares. Quando está na cidade, permanece no andar inferior. Marcos ficará em casa durante seis semanas. Tenho certeza de que vai conhecê-lo. — Mariah aproximou-se de Hermione. — Marcos é um charme.


— Ela está noiva — Draco esbravejou, em voz baixa.


— Bem, não há mal algum em olhar, certo, Hermione?


Ambas riram. Draco tentou conter a irritação, e Hermione estranhou sua atitude. Por que aquela expressão? Afinal, ele não pretendia protegê-la de todos os males.


— Não creio que esse sujeito deva ficar com a chave...


— Penso que é uma ótima idéia a sua, Mariah — Hermione interrompeu-o, como se Draco não estivesse presente. — Receberei pintores e marceneiros com muito prazer. Tenho certeza de que serei feliz aqui.


— Claro que sim! Sinto-me mais tranqüila, sabendo que haverá alguém em minha casa.


Elas se deram as mãos, muito alegres. Então, Hermione dirigiu-se a Draco:


— Obrigada por me trazer. Foi muito gentil. Entretanto, não quero tomar seu tempo. Sei que é muito ocupado.


Imóvel, Draco se deu conta de que estava sendo dispensado.


— Na verdade, não há mesmo tempo disponível. — Consultou o relógio. — Tenho um encontro, e detestaria deixá-la esperando.


Depois de lançar um de seus sorrisos mais sedutores, Draco caminhou para a saída.


— Esteja no estúdio às nove em ponto, Hermione.


— Estarei lá.


Ele chegou a tocar a maçaneta, mas deteve-se.


— Pegue o trem número dez em direção ao centro. Desça após duas estações.


— Certo.


— Sabe usar o metrô?


— Sei, sim. — Hermione mostrou certo nervosismo.


— Encontrarei você na estação às oito e meia. Mas só dessa vez.


— Eu lhe darei as instruções — Mariah ofereceu-se. — Não se preocupe, Draco, Hermione chegará na hora.


— Isso mesmo, Draco. Mariah me explicará tudo.


Cúmplices, as duas mulheres sorriram para ele.


No entanto, Draco não se moveu.


— E seu encontro?


— O quê, Hermione? Oh, sim... — Draco, após hesitar por um instante, desceu a escadaria do edifício.


Seria aquela a sensação de pavor que as mães tinham ao deixar os filhos pela primeira vez na escola?

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