FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

1. Sete? oito


Fic: Tentador como o pecado -Quero comentarios


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

CAPÍTULO I


Seis mulheres nuas encontravam-se na linha de visão de Draco Malfoy. Eram esguias, tinham pernas delgadas, coxas bem torneadas e seios firmes. No entanto, a única preocupação de Draco era a sétima mulher, que ainda não tinha aparecido.


Consultou o relógio, sem conter a irritação.


— Onde está ela? — murmurou pela décima vez naquela última meia hora.


Como faria as fotos publicitárias para a nova fragrância Seven!, se tinha apenas seis moças?


— Não podemos começar? — Uma delas estava trêmula de frio.


— Estou gelada! — reclamou outra.


— Pois eu estou fervendo. — A terceira piscou para Draco. Mas nada poderia aplacar a crescente exasperação de Draco Malfoy, muito menos o olhar sedutor de uma bela modelo. Para deixar sua disposição bem clara, ele a encarou. A garota desviou o rosto, intimidada.


— Draco, meu nariz está brilhando.


"Ninguém irá olhar seu nariz, doçura", Draco quis falar, mas não o fez. Tratava-se de um trabalho artístico, portanto, o melhor seria solicitar a maquiagem.


— Luna, cuide disso para mim, sim?


Luna o atendeu de pronto e maquiou a modelo. Marcy, a estilista especializada em penteados, ajeitou os cabelos de todas.


Impaciente, Draco tamborilou os dedos sobre a mesa. Em seguida, gritou com Hannah, a gerente do estúdio, ordenando que descobrisse quem era a sétima moça, a responsável por aquele atraso abusivo.


Sempre que possível, Draco escolhia as garotas. Optava pelas mais confiáveis, profissionais e, sobretudo, as que jamais chegavam atrasadas.


Mas, dessa vez, não fora ele quem as recrutara. O cliente o fizera.


Queremos um pouco de tudo — dissera-lhe o encarregado da campanha, ao telefone. — As mais lindas, sem dúvida. Mas nada em exagero... apenas a beleza tradicional.


De acordo com o agente publicitário, o perfume Seven! deveria agradar a todos os tipos de mulheres. Um detalhe relevante que não condizia com as mulheres exuberantes que a agência enviara.


Examinaremos todas as que estão disponíveis no mercado — o agente prometera. — Algumas mais altas, outras mais baixas. Cabelos cacheados e lisos. Enfim, uma variedade étnica. E nós as mandaremos até seu estúdio.


Tudo bem para ele. Draco não se importava com quem apareceria, desde que chegasse na hora marcada. Uma delas, evidente, não pôde.


Nervoso, andou de lá para cá, tamborilou de novo os dedos sobre o tampo da mesa e fumou. As garotas também fumaram. Então, começaram a conversar. A agitação incontrolável aconteceria em breve.


Draco, que sempre mantivera o bom humor durante sessões de fotos, podia sentir que logo iria explodir de raiva.


De repente, escutou Hannah dizer:


— Sim, sim. Ele a está esperando. Apresse-se!


A porta se abriu devagar.


— Até que enfim! — Draco ralhou com a jovem que se aproximara. — Devia ter chegado há noventa minutos!


Ela piscou algumas vezes, mostrando um par de olhos tão azuis quanto o oceano. Draco meneou a cabeça. "Os idiotas da agência tornaram a errar", pensou, resignado. Sabiam que os retratos seriam em preto-e-branco.


— O avião atrasou.


Eles a haviam mandado de avião? Seria uma profissional da Costa Oeste que Draco jamais vira? Ou a última estrela de Los Angeles?


Resolveu observá-la melhor. Tentava ver o que existia de especial nela. Afinal, Draco era um profundo conhecedor do sexo oposto.


O trabalho exigia tal capacidade. Fotografar jovens bonitas o tornara um fotógrafo famoso e lhe proporcionara a habilidade de captar o que os outros não podiam perceber.


Estudou-a com maior intensidade.


Ela parecia ter saído de uma revista dos anos cinqüenta, a típica americana. Devia ter uns vinte e cinco anos. Não era muito alta, tampouco de aparência comum, considerando as curvas sinuosas.


Quem no mundo usaria um vestido tão sóbrio para um trabalho como aquele? Quem ousaria trajar-se daquele jeito em Nova York?


Os sedosos cabelos castanhos e os lábios carnudos a transformavam em uma versão discreta, comedida e morena de Marilyn Monroe.


A pura contradição em formas femininas, Draco concluiu.


Talvez fosse isso o que tivessem visto nela, o potencial para se tornar algo maior. Com apenas uma gota do perfume Seven!, a mulher poderia converter as sete virtudes nos sete pecados capitais.


Não seria uma má idéia...


Um sorriso malicioso surgiu nos lábios dele. Conseguiria dar conta disso, sem dúvida.


— Como se chama?


— Hermione. — A resposta possuía um tom irônico, como se Draco tivesse de saber o nome dela.


Seria mais uma daquelas modelos arrogantes? As que realizavam dois ou três trabalhos e esperavam ser reconhecidas no mundo inteiro? Draco não tinha tempo para gente temperamental.


— Bem, Hermione, tire as roupas e vamos começar o show.


Os expressivos olhos azuis se arregalaram de espanto. Os lábios se entreabriram, mas não surgiu nenhuma palavra. Hermione encarou-o com as faces avermelhadas.


— O que foi? Ninguém lhe contou o que deveria fazer aqui?


— Eles não me disseram nada sobre isso. — Hermione olhou ao redor e deteve-se nas mulheres nuas.


Em geral, modelos experientes jamais se incomodavam quando observadas durante uma sessão de fotografias. Porém, levando em conta a expressão repressora de Hermione, Draco podia apostar que as garotas ficaram constrangidas.


Sorriu, sarcástico.


— Nesse caso, pode ir embora, Hermione. Pegue aquele avião e voe de volta para casa. Ou então realize o trabalho para o qual foi contratada.


O silêncio tornou-se esmagador. Hermione parecia ter parado de respirar. De súbito, umedeceu os lábios com a língua.


Draco notou, a indecisão estampada naquele semblante suave. Por um segundo, imaginou ter visto o pânico invadi-la.


Por que a agência a contratara, afinal?


Por fim, Hermione assentiu.


— Onde devo... me trocar?


— Vou lhe mostrar. — Marcy esboçou um sorriso encorajador. — Venha comigo.


Antes de acompanhar a estilista, Hermione olhou na direção de Draco. Ele podia jurar que a escutou ranger os dentes ao passar.


Nos últimos doze anos, Draco fotografara centenas de mulheres. Sua câmera gostava delas. Realçava as linhas, as curvas, os sorrisos e a exuberância dos corpos. Transformava-as em arte, um fator importantíssimo para fazer de Draco Malfoy um dos maiores fotógrafos do país. Em sua carreira, estava satisfeito.


Com relação à vida pessoal, não conseguiria ser mais displicente. Não dava a mínima para as garotas. Nunca se envolvia com aquelas que fotografava.


Já o fizera uma vez e aprendera a lição.


Na opinião de Draco, elas representavam só luz e sombra, curva e ângulo, ascensão e queda. Era na geometria das lentes e do corpo que se concentrava. Nada pessoal.


Mulheres nuas significavam objetos. Eram imutáveis, todas elas. Fora sempre assim durante as seções de fotos.


Até Hermione aparecer naquela tarde...


Hermione não representava uma curva ou um ângulo, luz ou sombra. Era uma pessoa. Viva. Respirando.


E trêmula.


Aquilo o estava deixando louco.


— Certo, vamos começar — ordenou, fingindo não reparar em Hermione escondida atrás das outras. — Façam um círculo. Preciso de silhuetas. Braços sobre a cabeça, como se tentassem alcançar algo. Isso... muito bem.


As sete pareciam flutuar no ar. Seis delas moviam-se devagar; os gestos fluíam, as espinhas se curvavam.


A sétima tremia.


Draco baixou a máquina fotográfica.


— Hermione, estique-se.


Ela o fitou, desesperada, e assentiu.


— Estenda os braços.


Hermione obedeceu. Os cabelos dançaram com o movimento, assim como os seios.


A garganta de Draco ficou seca. As mãos tornaram-se úmidas. Os músculos enrijeceram. Ele reagia como se fosse um adolescente. Deus, o que estava acontecendo?!


Já vira seios antes. Centenas. Milhares! Em doze anos, estudara formas femininas mais do que qualquer homem o fizera durante uma vida inteira.


Mas a maioria dos que Draco vira não se agitava daquela forma.


Modelos possuíam seios firmes. Embora fossem, muitas vezes, aumentados com silicone, jamais mostravam tamanho vigor de movimentos.


Os de Hermione eram... voluptuosos.


O vestido desaparecera, dando lugar a Marilyn Monroe em pessoa.


Draco baixou as pálpebras e meneou a cabeça. Mas, tão logo as ergueu, focalizou-a por inteiro.


— Levante os braços e tente alcançar o ar! — esbravejou ele.


Quando Hermione executou a ordem e pulou, Draco perdeu a paciência.


— Não pedi para saltitar, querida! Eu disse: alcançar. Como se clamasse por seu amante.


Draco ergueu a câmera e ajustou a objetiva para observá-la com mais clareza. Jamais vira um corpo enrubescer! Ficou impressionado. E encantado.


Não, as sensações estavam indo longe demais.


Draco Malfoy não se encantava com garotas. Aliás, não se sentia daquela maneira desde...


Afastou a dolorosa lembrança.


— Pare de tremer, Hermione, ou terei seis garotas adoráveis e uma trêmula.


— Desculpe-me. — Mas Hermione ainda estremecia. Não conseguia parar.


Respirando fundo, Draco tirou fotos. Movia-se em todas as direções na tentativa de pegar o melhor ângulo.


— Nadem. Sejam lânguidas. Façam movimentos lentos, como se estivessem sob a água.


Elas faziam o que lhes era ordenado, com braçadas sensuais. Estavam na ponta dos pés, pareciam flutuar.


Mas Hermione continuava a tremer...


Agastado, Draco fixou o foco em outra moça.


— Vamos ver estes lábios. Beijem. Quero muitos beijos.


Vermelha de cima abaixo, Hermione ousou fitá-lo enquanto dirigia-lhe beijos sedutores.


— Não para mim, anjo! Quero perfis. Beije seu amor. Você tem um namorado, não?


O rubor tornou-se mais intenso. Entretanto os retratos não seriam coloridos. Caso contrário, aquela tonalidade rosa ficaria interessante na publicidade.


De repente, Draco enxugou as palmas úmidas na calça e respirou fundo para retomar a concentração.


O problema era que estava mesmo concentrado. "Não em Hermione, seu tolo!"


Mas foi em vão. Draco circulava pelo estúdio, tentando ignorar as reações insistentes do próprio corpo. Mirava a objetiva nas sete mulheres, contudo, de alguma forma, o foco caía em Hermione.


Tentou recordar as poses mais praticadas para aquele tipo de campanha. Mas sua mente estava vazia. Bem, não tanto assim. Formas sinuosas ocupavam-lhe o pensamento, sedutoras.


Uma mulher de verdade. Diferente das outras seis, Hermione parecia responder às ordens com mais do que apenas músculos. Estava desprotegida, aberta. Ao ouvir a palavra "amor", ela se arrepiou. O mesmo acorrera quando Draco dissera "beijos".


— Sim — ele prosseguia. — Isso mesmo. Mais. Ofereça-me muito mais, querida.


Todas o olharam, curiosas.


— Queridas — Draco corrigiu-se. E sorriu, antes de encarar Hermione.


— Não pode entrar! — alguém exclamou na sala que precedia o estúdio.


— Claro que posso. Estou atrasada!


Tão logo a porta se abriu, Pansy, uma modelo famosa, adentrou o recinto.


— Ah, Draco, me perdoe! O táxi quebrou durante o trajeto. Aquele motorista idiota! Disse-me que não poderia ir sem pagar. Recusei-me, é claro! Então ele me agarrou! Acredita? Gritei feito louca. O homem falou que eu o estava roubando! — Pansy jogou os cabelos avermelhados para trás. — Aqueles policiais! Nunca escutam o que dizemos. Acha que dão atenção a uma linda mulher? Não! Ouviram apenas a versão do taxista!


Enquanto empreendia o interminável monólogo, Pansy despia-se. Primeiro, retirou e blusa, depois o minúsculo sutiã. Jogou as sandálias para o alto. Desabotoou a minissaia e deixou-a cair ao chão.


— A polícia de Nova York é incompetente. — Para pontuar a declaração, Pansy tirou a calcinha e jogou-a sobre a mesa. Então ergueu os braços em direção a Draco. — Vamos começar? Estou pronta!


No silêncio que se seguiu, Draco teve o bom senso de permanecer calado. Estudou Pansy, linda e sensual, e depois as jovens que a rodeavam.


Observou cada um dos rostos, bem devagar. Elas pareciam estar fazendo o mesmo que ele: contando.


Uma, duas, três, quatro, cinco, seis...


Então Draco se voltou para Hermione. Sete!


Com Pansy... oito.


Oito?!


— Espere um minuto. Há algo errado aqui. Se Pansy foi contratada...


— Claro que fui!


— Nesse caso, alguém não foi — Draco concluiu.


Todos se voltaram para Hermione.


Apavorada, ela cruzou os braços sobre o peito e escondeu-se atrás da escrivaninha.


— Você não é modelo.


— Modelo? Claro que não!


Era a última declaração que Draco esperava ouvir. Se não fazia parte da campanha, Hermione só podia estar ali com a intenção de se lançar na carreira, tirando vantagem da situação. Draco já vira isso acontecer diversas vezes.


Porém, encontrava-se despreparado para aquela resposta tão imediata. Se não era profissional, o que estava fazendo no estúdio, e por que se despira?


— Quem é você?


— Já lhe disse. Sou Hermione Granger. Venho de Iowa. Sua irmã me mandou...


— Minha irmã? Luciana mandou-a para cá?


Hermione assentiu. Draco pôde ver o balanço sutil dos seios por trás dos braços delicados. Fechou os olhos, quase em desespero.


Ao reabri-los, viu-a pegar um dos roupões e vesti-lo.


— Sim, Luciana me mandou aqui para trabalhar para você durante o verão, como sua assistente.


— Assistente...


— Isso mesmo. Ela me disse que você havia concordado. Estava enganada?


— É provável.


— Como assim, sr. Malfoy?


— Talvez eu tenha concordado.


Mas só porque Draco concordaria com qualquer pedido de Luciana. Devia muito à irmã. Os pais deles haviam morrido quando Draco tinha treze anos, e Luciana, vinte. A irmã cuidara dele desde então, e desistiu da faculdade para proporcionar-lhe um lar. Draco ingressou na universidade, e Luciana o sustentara e acreditara nele a vida toda.


Nunca seria capaz de negar os pedidos de Luciana.


Contudo, às vezes tinha vontade de fazê-lo. Pelo tom de voz, Draco podia expressar o desagrado, e Luciana jamais o pressionara.


Até então.


A crescente fúria o dominava, porém, não sabia se estava zangado consigo, com Hermione ou com Luciana.


— Se veio aqui para ser minha assistente, por que se despiu?


— Por ordem sua!


Era assim tão simples?


— Quer dizer que se eu levá-la à rua e disser: "Fique nua, Hermione Granger", você o fará?


— Claro que não! Mas Luciana disse que eu deveria fazer o que você mandasse, e seria obrigada a realizar qualquer coisa que me fosse requisitada.


Ambos se confrontaram.


Determinada, Hermione não vacilou. Draco tinha de lhe dar certo crédito. Era corajosa, e não voltaria atrás.


A respiração dela estava tão ofegante que Draco podia notar o movimento dos seios sob o roupão felpudo. Lembrava-se muito bem de como eles eram sem aquele tecido...


Hermione não possuía a pele tão clara. Os mamilos eram rosados e a pele um tanto dourada, como mel. Com certeza, Draco a preferia sem roupa.


E suspeitava jamais tornar a ver aquela nudez tentadora outra vez.


Melhor assim, considerando as reações juvenis que Hermione despertava nele.


— Por que está usando essa garota? — Pansy o interrogou, ofendida. — Não pode usá-la. Eu sou a sétima modelo!


Pansy levou as mãos à cintura e o encarou.


— Pansy...


— Vamos recomeçar, Draco. — Ela o beijou nos lábios. — Você me perdoa pelo atraso?


— Sim. — E afastou-se.


Tomou a fitar Hermione, que continuava estática. Ela ainda o observava, e Draco mantinha a mesma posição.


— Draco!


— O que é, Pansy?


— Vamos às fotos?


Ao menos agora conseguira desviar-se de Hermione Granger.


— Certo, vamos recomeçar, meninas. Será mais fácil agora, porque já sabem o que fazer.


Em segundos, elas formaram um círculo.


— E quanto a mim? — Hermione quis saber. — O que devo fazer agora?


Draco se voltou para ela. Em pensamento, visualizou tudo o que o robe cobria.


— Volte para sua casa.


Hermione nunca mais teria coragem de aparecer em Collierville, Iowa. Não depois de posar nua em Nova York!


Fechou-se no pequeno vestiário e escutou a entonação sexy de Draco Malfoy encorajando as moças a alcançar, nadar e beijar. Do mesmo modo que a estimulara minutos antes.


Levou as mãos ao rosto, tentando conter as ondas de calor. De nada adiantou. Toda ela parecia em chamas.


Após vestir a lingerie, Hermione colocou o vestido. Ofegava tanto que parecia ter corrido uma maratona. Mal conseguia abotoar o traje, pois suas mãos tremiam demais.


Calçou as sandálias e nem sequer ousou retocar o batom. Caso o fizesse, iria ultrapassar os limites dos lábios, lambuzando-se.


Enfim, terminou. Encontrava-se protegida pelo traje. Mas sentia-se incapaz de sair do vestiário.


Nada a faria entrar naquele estúdio de novo. Jamais voltaria a enfrentar o mundo, ou Draco Malfoy.


Estava mortificada.


E ele demostrara sua zanga.


Por que Draco se zangara, afinal? Fora Hermione quem tirara as roupas. Ele apenas dera a ordem.


Em que ela pensava?


A bem da verdade, Hermione não parou para refletir. Se o tivesse feito, deduziria que um fotógrafo do gabarito de Draco Malfoy jamais tiraria retratos de uma jovem desajeitada de Iowa!


Mas, naquele momento, diante da exigência de Draco e lembrando-se das palavras de Luciana sobre ele lhe pedir para posar para ajustar as luzes e a câmera, Hermione se enganara. Fora apenas isso.


Uma risada escapou-lhe.


Por que rir se a vergonha parecia tragá-la? Caíra em desgraça. No entanto, havia certo humor na situação.


O que Rony diria?


Evidente que ele jamais saberia, porque Hermione não pretendia contar-lhe. Rony, seu noivo, fizera um estardalhaço por causa desse trabalho de verão. Ele não entendia o motivo que a levara a Nova York.


O que quer naquela cidade? Vai se corromper tão logo puser os pés nela — Rony argumentara várias vezes.


Trata-se de um lugar fantástico. Fascinante, na verdade. Há tanto para ver e conhecer! Só quero uma experiência nova, Rony. Não vou me corromper — Hermione assegurara.


No entanto, nada saíra como o planejado. Ora, Rony não precisava saber que ela se despira diante de seu empregador no primeiro dia de trabalho!


Aliás, ninguém jamais tomaria conhecimento de tal absurdo.


A menos que Draco Malfoy revelasse o fato.


Oh, ele não o faria! Ou faria?


A possibilidade aumentou-lhe a vergonha. "Por favor, Deus, não o deixe cometer esse desatino!"


— Beijem, meninas. Movam os lábios com sedução — ela o escutou dizer.


Recordando os beijos que enviara a ele, Hermione meneou a cabeça, apavorada. Tinha a nítida sensação de que iria morrer.


— Certo, creio que é o suficiente. Obrigado a todas. As fotos devem ter ficado ótimas.


De repente, as modelos começaram a falar ao mesmo tempo, sendo que a voz da ruiva sensual se sobressaía entre todas.


Pansy dirigia-se a Draco sem parar, e ele respondia de maneira tranqüila, como se trabalhasse com mulheres nuas todos os dias.


O ruído de pés descalços se aproximou do vestiário, e a porta abriu-se.


Ainda trêmula, Hermione terminou de abotoar o vestido, fechando-o até a gola. Em seguida, ajeitou as pregas da saia e respirou fundo.


Tentou parecer modesta, competente e sensível. Não houve problemas, embora os cabelos estivessem em desalinho, e as faces, avermelhadas.


Enquanto se vestiam, as moças riam e conversavam.


— Até a próxima, Draco! — elas se despediram, ao sair.


Depois das despedidas, o silêncio reinou no ambiente. Havia apenas Draco Malfoy. Era o momento da verdade.


Qualquer um diria que o ato de posar nua possuía inúmeras verdades. Talvez.


O que mais poderia dar errado? Hermione tinha duas opções: podia desaparecer sem olhar para trás, pegar o próximo vôo para Iowa e fracassar antes mesmo de começar. Ou então enfrentaria Draco, juraria ser uma boa assistente e aproveitaria a oportunidade de passar um verão inteiro em Nova York.


Na realidade, não havia escolha. Hermione queria e precisava daquela experiência. Atormentara o pobre Rony por causa da aventura. Ela a definira como uma jornada espiritual.


Rony não compreendera. Mas Hermione não esperava nada além disso. Se acreditava em tudo o que dissera ao noivo, não podia simplesmente ir embora para casa.


Não ainda.


Assim, cruzou os dedos e girou a maçaneta.


— Fiz uma reserva para você no próximo vôo — Draco informou quando a viu. — O avião sai às seis e chega a Chicago às nove. Haverá uma hora de espera. Então, vá para Dubuque. Peça a alguém para buscá-la no aeroporto às onze e quinze.


Draco a olhou de relance. Como Hermione não replicasse, ele a encarou. Os lábios carnudos encontravam-se tão tentadores como antes.


Hermione o encarava com certa apreensão.


— Eu pagarei sua passagem — disse ele, impaciente, imaginando que fosse essa a preocupação dela.


— Não é isso... Creio que não posso voltar para casa.


— O quê? Como não pode? Você vai embora, sim!


— Não. Pretendo ficar até o dia quinze de agosto.


— Foi banida de Iowa até essa data?


Fazia mais de dez anos que Draco não visitava sua cidade natal, Collierville, mas jamais ouvira dizer que uma nova lei fora instituída, impedindo as pessoas de retornarem.


— Falei que não tenciono voltar até meados de agosto — repetiu, como se a explicação fosse suficiente.


— Não há linhas telefônicas em Collierville? Ligue para sua família e diga-lhes que retornará mais cedo. Faça-o agora!


— Não posso.


— Por que não?


Hermione torceu os dedos, constrangida. Os olhos azuis tornaram-se mais brilhantes.


— Pare com isso!


— Com o quê?


— Não ouse chorar, Hermione.


— Eu nunca choro. — Ergueu o queixo, desafiadora.


Resignado, Draco desistiu de argumentar.


— É verdade, sr. Malfoy. Não por causa de trabalho, pelo menos. — Ela hesitou por um instante e suspirou.


Draco fechou os olhos. Então abriu a porta e esperou que ela se retirasse.


Hannah permanecia sentada em seu lugar. De lá, observou a situação com extremo interesse.


Draco esperava que a presença de Hannah reprimisse qualquer discussão.


— Sei que banquei a tola esta tarde — Hermione manifestou-se, determinada. — Mas, quando eu e Luciana conversamos sobre o serviço, disse-lhe que estava disposta a assumir o cargo. Bem, sua irmã me falou que assistentes às vezes posavam para que o fotógrafo ajustasse a iluminação. Eu não estava raciocinando. Devia ter imaginado que você havia me confundido com a modelo. Mas quis dar o melhor de mim. E ameaçou mandar-me de volta... Entenda que não posso voltar!


— Por que não?


— Porque não! Não depois de ter armado tanta confusão e... — Ela se deteve, de repente.


— Confusão?


— Foi um grande engano. Sinto-me uma idiota. Eu devia parecer ridícula naquele momento.


"Não, parecia... memorável." Draco não se esqueceria, enquanto vivesse, de Hermione Granger nua no estúdio. Mas imaginava que ela não gostaria de ouvir isso.


— Quero ser sua assistente, sr. Malfoy. De verdade. Por favor, não use o que fiz contra mim.


— Não vou usar nada contra você. Mas não pode ficar.


— Você disse a Luciana que...


— Não, foi Luciana quem me disse. Ela sempre impõe o que preciso fazer, e nem dou muita atenção às palavras. Apenas concordo para evitar discussões.


— Nesse caso, minha contratação deve ter surgido em uma dessas conversas frutíferas — Hermione ironizou, um tanto frustrada.


— Nunca pensei que ela a mandaria para cá!


— Como vê, Luciana me mandou. E garantiu que você tinha concordado. Afirmou que eu trabalharia por dois meses. Não é muito tempo.


— Claro que é!


— Por quê?


A inocência daquela indagação o pegou de surpresa.


— Porque...


Pelo simples fato de que ele não queria uma assistente como Hermione, uma jovem inocente de Iowa! Nova York era um lugar hostil e cruel. Uma pessoa precisava ser maliciosa para sobreviver. Hermione seria devorada em questão de minutos.


— Não vai dar certo, garota.


— Acha que não sou capaz! Pensa que sou uma incompetente!


— Nada disso! Sei que é competente...


— Sou, sim.


— E pode se tornar uma ótima funcionária...


— Sem dúvida.


— Mas não quero uma secretária!


— Vai precisar de uma — Hannah interveio.


Draco e Hermione fitaram-na. Ela piscou para Hermione e sorriu.


— Precisará de muita ajuda, Draco.


— Tenho... Como é mesmo o nome dela? Mitiu?


— Cho — Hannah o corrigiu-o, paciente. — Não me parece a pessoa mais adequada. Precisaremos de alguém mais disponível, porque partirei para a Carolina do Norte na semana que vem.


Aquela viagem era inconcebível para Draco. Dependia de Hannah para quase tudo. Ela dirigia o estúdio, intermediava os agentes, comandava a legião de mensageiros que surgia durante as sessões. Tratava-se da pessoa que o mantinha são. Draco ficara transtornado quando Hannah pediu-lhe um mês de férias.


— Creio que Hermione é perfeita.


— Como?! — Draco gritou.


— Ela parece correta, inteligente e responsável, Draco. Se sua irmã confia nela...


— Minha irmã...


— ...é ótima em julgar o caráter de uma pessoa. — Hannah virou-se para Hermione. — Mesmo que ele não a queira como assistente, poderá assumir meu lugar, querida. Certo? — Então, dirigiu-se a Draco. — Você a quer?


Que infeliz escolha de palavras!


O mundo parecia acabar naquele instante. Não, Draco não a queria. Encontrá-la todos os dias era absurdo. O que seria de Draco Malfoy diante das reações inconvenientes que tinha ao encarar Hermione Granger?


Entretanto, não havia alternativa. Luciana propusera, Hannah dispusera. E ele, que Deus o ajudasse, estava preso na armadilha.


Porém, precisava deixar algo bem claro.


— Não serei responsável por você, Hermione!


— É óbvio que não.


— Não pretendo travar suas batalhas, tampouco protegê-la!


— Nunca pedi...


— Fui claro? Se ficar, estará por conta própria.


Dando de ombros, Hermione o desafiou com a postura altiva. Os olhos faiscavam de raiva.


— Está claríssimo, sr. Malfoy! Algo mais?


— Sim. Trate-me por Draco. E nunca mais se atreva a tirar a roupa na minha frente!

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por MissElla em 01/01/2014

beeeeeeeeeem legal!

Nota: 3

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.